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janeiro 15, 2017

********** A DISCRETA e SENSÍVEL ANNE BAXTER





Quanto mais a vejo, mais gosto desta atriz bonita, sexy e talentosa. Nascida numa família de classe alta, neta do renomado arquiteto Frank Lloyd Wright, seus pais sempre apoiaram seus sonhos de ribalta. Aos 13 anos ANNE BAXTER (1923 - 1985. Michigan City, Indiana / EUA) estreou numa peça na Broadway. Elogiada pelos críticos, investiu no estudo de arte dramática em Nova Iorque com a famosa professora e atriz russa Madame Maria Ouspenskaya (1876 - 1949). Seu temperamento forte muitas vezes resultou em confrontos entre elas. Aos 15 anos, submetida a um teste por David O. Selznick, quase foi escolhida para protagonizar o clássico “Rebecca, a Mulher Inesquecível / Rebecca” (1940), mas como se sabe quem levou o papel foi Joan Fontaine. Saltou do teatro para o cinema em 1940, aos 17 anos, atuando em 50 produções, além de filmes e séries de TV.

anne e o oscar
Contratada da 20th Century Fox por 12 anos, trabalhou com diretores de primeira qualidade como Orson Welles, John M. Stahl, Billy Wilder, Fritz Lang, Alfred Hitchcock, Joseph L. Mankiewicz, Otto Preminger, Edmund Goulding e Anthony Mann. No entanto, antes de fazer um filme na Fox, foi emprestada a Metro-Goldwyn-Mayer para o western “Punhos de Ferro / 20 Mule Team” (1940), estrelado pelo ótimo grandalhão Wallace Beery. Eu não vi este primeiro filme de ANNE BAXTER. De volta à Fox, naquele mesmo ano, ela interpretou Mary Maxwell em “O Eterno Don Juan / The Great Profile” (1940), que foi um fracasso de bilheteria, mas é estrelado pelo grande John Barrymore. No ano seguinte, apareceu em “O Segredo do Pântano” (1941), uma das figuras centrais de um elenco precioso: Walter Brennan, Walter Huston, Dana Andrews. Foi o seu primeiro papel que valeu alguma coisa, mas os críticos não ficaram impressionados com ela nem com o filme simpático dirigido pelo mestre francês Jean Renoir. Linda Darnell, originalmente escalada para interpretar a filha de um fugitivo que se refugiou nos pântanos, acabou substituída por ANNE BAXTER, resultando em eterna inimizade.

john hodiak e anne
Em seguida, a vez da fabulosa produção dirigida e escrita por Orson Welles, “Soberba”. Obra-prima inquestionável. A atriz fez Lucy Morgan, a filha de Joseph Cotten. Indicada a quatro prêmios da Academia, incluindo Melhor Filme - e com razão. Em 1943, ela apareceu no sucesso de crítica e público “Estrela do Norte / The North Star” (1943). Ao rodar “Um Sonho de Domingo / Sunday Dinner for a Soldier” (1944) conheceu seu primeiro marido, John Hodiak. Casaram-se em 1947. Atuou na comédia sofisticada “Czarina”, co-estrelada pela diva da Broadway Tallulah Bankhead. Produzido por Ernst Lubitsch e dirigido por Otto Preminger, baseou-se vagamente na vida da lendária Catarina, o Grande.

Seis anos depois da estreia cinematográfica veio a consagração, fazendo a alcóolatra Sophie MacDonald em “O Fio da Navalha”, adaptado do emocionante romance de W. Somerset Maugham, que lhe valeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e o Globo de Ouro. Grande sucesso produzido com maestria por Darryl F. Zanuck, tem uma das melhores atuações de Tyrone Power. ANNE BAXTER está impressionante, iluminada. Em 1947, ela estrelou “Quatro Irmãos a Queriam / Blaze of Noon”, com William Holden. Emprestada outra vez a Metro-Goldwyn-Mayer fez o drama de guerra O Amor que me Deste / Homecoming” (1948) com Clark Gable, Lana Turner e o maridão John Hodiak. Em seguida, outro bom filme, “As Muralhas de Jericó / The Walls of Jericho” (1948).

Em 1950 estrelaria o seu filme mais conhecido, “A Malvada”, ao lado de Bette Davis, Celeste Holm, George Sanders e Thelma Ritter. Claro que não podemos esquecer a recém-chegada Marilyn Monroe em seu pequeno papel. O brilhante desempenho de ANNE BAXTER como a ardilosa Eve Harrington conquistou o público. Foi convidada para o papel por causa de sua semelhança com Claudette Colbert, que faria Margo. Em busca do Oscar para as duas estrelas, a Fox tentou Anne para a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela se recusou a ser vendida como coadjuvante. Ambas as atrizes foram nomeadas ao Oscar de Melhor Atriz e ambas perderam (injustamente) para a Judy Holliday de Nascida Ontem / Born Yesterday” (1950).


Como tantas outras, ela começou a receber menos ofertas de filmes. Em 1953 rodou “A Tortura da Suspeita”, co-estrelado por Montgomery Clift. Fez bem na bilheteria, mas não é memorável, embora seja dirigido por Alfred Hitchcock. Também estrelaria o criminal noir “Gardênia Azul”, com o mestre Fritz Lang no comando. Em 1956 foi contratada para fazer Sephora no superprodução de Cecil B. DeMille, “Os Dez Mandamentos”, ao lado de Charlton Heston e Yul Brynner. Audrey Hepburn havia sido escalada para Nefertiri, mas o diretor rejeitou sua figura delgada. ANNE BAXTER assumiu o papel, arrebatando o personagem das atrizes que o disputavam. Foi considerado pela colunista Louella Parsons como “o papel mais procurado do ano”. Ela está deslumbrante como a rainha egípcia. Nunca esteve tão bela. Este épico é um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema. Obteve sete indicações ao Oscar e uma vitória para efeitos especiais.

Foi casada por sete anos com John Hodiak, com quem teve uma filha e de quem se divorciou em 1953. Ele morreu apenas um ano após o divórcio, de um ataque cardíaco. Durante os anos 1960, na Austrália, encontraria seu segundo marido, Randolph Galt, um norte-americano dono de um grande rebanho de gado. Viveu com ele em uma fazenda, onde escreveu um livro, “Intermission: A True Story”. Casou-se uma terceira vez em 1977, com o banqueiro David Klee, que a deixou viúva um ano depois do casamento.

No final dos anos 50, insatisfeita com os papéis oferecidos, ela se voltou para as aparições na televisão em séries como “Playhouse 90”, “Wagon Train”, “Riverboat” e “Dr. Kildare”. Nos anos 1960, fez duas vilãs, Zélia, a Grande, e Olga, Rainha dos Cossacos, em episódios de “Batman”. Começou a engordar com facilidade e a enfrentar enormes dificuldades para manter o peso, mas era definida pelos diretores que trabalharam com ela como uma excelente atriz, discreta e sensível. Assim que finalizou “Pelos Bairros do Vício / Walk on the Wild Side” (1962), ficou um bom tempo sem filmar, continuando a aparecer nos palcos e na televisão. Depois de ter se divorciado de Galt, ANNE BAXTER interpretou Margo Channing em “Aplausos”, a versão musical de “A Malvada” na Broadway, substituindo Lauren Bacall. Seu último trabalho foi no drama de TV “The Mask of Death” (1984).

Boa amiga da atriz Maureen O`Hara e da lendária figurinista da Paramount, Edith Head, madrinha de uma das suas filhas, ela era uma republicana firme que deu muito do seu tempo e dinheiro para causas políticas conservadoras. Participou de convenções nacionais republicanas, galas e arrecadação de fundos, e atuou nas campanhas de Dwight D. Eisenhower, Richard Nixon e Ronald Reagan. Mantinha sua residência em Easton, Connecticut, desde a década de 1970 até sua morte, aos 62 anos, vítima de aneurisma cerebral. Sofreu um desmaio em plena Madison Avenue, em Nova Iorque, quando se dirigia ao cabeleireiro, e foi levada ao hospital, mas não resistiu. Ela se mantinha ocupada recebendo suas filhas e em aparições ocasionais em programas de televisão como “O Barco do Amor”. Sua vitoriosa carreira durou mais de cinco décadas.

13 FILMES de ANNE BAXTER
(por ordem de preferência)

01
A MALVADA
(All About Eve, 1950)

direção de Joseph L. Mankiewicz
elenco: Bette Davis, George Sanders, Celeste Holm, 
Thelma Ritter e Marilyn Monroe

02
O FIO da NAVALHA
(The Razor's Edge, 1946)

direção de Edmund Goulding
elenco: Tyrone Power, Gene Tierney, John Payne, 
Clifton Webb e Herbert Marshall

03
CÉU AMARELO
(Yellow Sky, 1948)

direção de William A. Wellman
elenco: Gregory Peck e Richard Widmark

04
A TORTURAdo SILÊNCIO
(I Confess, 1953)

direção de Alfred Hitchcock
elenco: Montgomery Clift, Karl Malden e Brian Aherne

05
GARDÊNIA AZUL
(The Blue Gardenia, 1953)

direção de Fritz Lang
elenco: Richard Conte, Ann Sothern e Nat King Cole

06
O SEGREDO do PÂNTANO
(Swamp Water, 1941)

direção de Jean Renoir
elenco: Walter Brennan, Walter Huston e Dana Andrews

07
Os DEZ MANDAMENTOS
(The Ten Commandments, 1956)

direção de Cecil B. DeMille
elenco: Charlton Heston, Yul Brynner, Edward G. Robinson, 
Yvonne De Carlo, Debra Paget, Nina Foch, 
Martha Scott, Judith Anderson e John Derek

08
SOBERBA
(The Magnificent Ambersons, 1942)

direção de Orson Welles
elenco: Joseph Cotten, Dolores Costello. Tim Holt 
e Agnes Moorehead

09
CINCO COVAS no EGITO
(Five Graves to Cairo, 1943)

direção de Billy Wilder
elenco: Franchot Tone, Akim Tamiroff e Erich von Stroheim

10
MERGULHO no INFERNO
(Crash Dive, 1943)

direção de Archie Mayo
elenco: Tyrone Power e Dana Andrews

11
CZARINA
(A Royal Scandal, 1945)

direção de Otto Preminger
elenco: Tallulah Bankhead, Charles Coburn, William Eythe 
e Vincent Price

12
CIMARRON – JORNADA da VIDA
(Cimarron, 1960)

direção de Anthony Mann
elenco: Glenn Ford, Maria Schell e Mercedes McCambridge

13
O AMOR que me DESTE
(Homecoming, 1948)

direção de Mervyn LeRoy
  elenco: Clark Gable, Lana Turner, John Hodiak 
e Gladys Cooper

GALERIA de FOTOS

 
 

março 22, 2012

******************* The HOLLYWOOD LESBIANS

tallulah bankhead

  
A vida privada das estrelas de cinema sempre alimentou especulação e fofocas. Nas décadas de 1930-40-50, algumas atrizes fizeram parte do chamado “círculo da costura”, uma gíria gay supostamente inventada pela diva Alla Nazimova, descrevendo encontros discretos lésbicos, salvaguardando o segredo sexual (maridos ausentes ou gays cooperavam para a freqüência dessas reuniões). Impedidas de revelarem sua sexualidade, essas mulheres famosas - com diferentes graus de sigilo - se relacionavam amorosamente ou sexualmente entre elas. 
 
Com a aplicação do conservador Código Hays, na década de 1930, a repressão aumentou e o cast hollywoodiano teve sua intimidade ainda mais controlada. A situação levou lésbicas a recuarem cada vez mais para dentro do armário, namorando ou se casando com homens, a fim de parecerem heterossexuais. O chamado “casamento perfumado, termo cunhado na Hollywood clássica para descrever núpcias entre astros gays e estrelas lésbicas. Viviam uma existência pública de casal, enquanto, na intimidade, habitavam quartos separados e dormiam com amantes do mesmo sexo.


marlene dietrich
A abertamente bissexual Marlene Dietrich e a insaciável sedutora Tallulah Bankhead pareciam não se preocupar com os rumores em torno da sua sexualidade, inclusive procurando incentivá-los. A imagem pública de La Dietrich e a de alguns dos seus filmes incluem fortes conotações lésbicas. Seus casos amorosos são parte do folclore da meca do cinema. Andrógina, tinha predileção por roupas masculinas (ternos, cartolas, etc), representando uma ambiguidade sexual audaciosa, atraente e lendária. 
 
janet gaynor e margaret lindsay
Celebridades femininas bissexuais em geral são mais aceitas do que as exclusivamente lésbicas, especialmente aquelas que não aparecem com companheiras em público. Quando a ex-estrela infantil Drew Barrymore ou Angelina Jolie (durante dez anos namorou a modelo Jenny Shimizu) falaram abertamente sobre sua bissexualidade, não afetou em nada a carreira de ambas. Já o conhecimento do exclusivo lesbianismo é mais complexo, embora o público atual seja mais aberto. Mas a revelação pode significar nunca mais ser convidada para papéis românticos heterossexuais ou principais. 

Ao longo dos anos, os buxixos de lesbianismo ou bissexualidade persistem em torno de várias atrizes - como Lillian Gish, Marie Dressler, Louise Brooks, Jean Arthur, Constance Bennett, Joan Crawford (segundo Marilyn Monroe, ela tentou seduzi-la a todo custo), Barbara Stanwyck, Katharine Hepburn, Annabella (casou-se com o galã gay Tyrone Power), Hattie McDaniel, Arletty, Elsa Lanchester, Judy Holliday, Capucine, Sandy Dennis, Catherine Deneuve, Debra Winger, Helen Hunt, Queen Latifah, Clea DuVall e as brasileiras Norma Bengell, Florinda Bolkan e Carla Camuratti, entre dezenas de outras. Elas nunca confirmaram o falatório.

marlene dietrich e claudette colbert
Quando a comediante Lily Tomlin e a estrela Jodie Foster, depois de anos de silêncio, declararam-se lésbicas, não surpreenderam ninguém. Jodie vive um relacionamento de 15 anos com a produtora Cydney Bernard. Mas o divórcio de Brigitte Nielsen, senhora Sylvester Stallone, após o flagra na cama com sua secretária, em 1987, gerou um escândalo mundial que alimentou a mídia sensacionalista. As mentes tacanhas não entendiam como aquele mulherão preferia seu próprio sexo. A verdade sobre a orientação sexual de figuras públicas nem sempre tem a ver com invasão de privacidade, mas com a contribuição honesta em relação a gays e lésbicas que enfrentam problemas de aceitação social ou mesmo de ordem emocional. 

Entre dezenas de casos, listo uma cineasta e doze atrizes lésbicas. As informações vieram principalmente dos livros “The Lavender Screen: Gay and Lesbian Films — Their Stars, Makers, Characters and Critics” (1993) e “Hollywood Lesbians” (1996), de Boze Hadleigh; e “The Girls: Sappho Goes to Hollywood (2001), de Diana McLellen. Seus autores levantaram o véu da intimidade através de sólidos depoimentos de alcova, correspondência privada e arquivos do FBI.

AGNES MOOREHEAD
(1900 - 1974. Clinton, Massachusetts / EUA)

Estilo esnobe e traços marcantes. Coadjuvante de luxo, ao longo da carreira apareceu em mais de 60 filmes, incluindo a estréia em “Cidadão Kane / Citizen Kane” (1941), de Orson Wellles. Recebeu várias indicações ao prêmio da Academia, mas provavelmente é mais lembrada pela Endora, mãe de bruxa Samantha no seriado de televisão “A Feiticeira”, dos anos 1960. Teve um longo romance com a estrela de Cantando na Chuva / Singin' in the Rain (1951), Debbie Reynolds.

ALLA NAZIMOVA
(1879 - 1945. Yalta / Ucrânia)

Sua homossexualidade era conhecida na comunidade cinematográfica, apesar do envolvimento duradouro com o ator gay Charles Bryant. No final da década de 1910, tornou-se uma das estrelas mais populares de Hollywood. Depois do fim do contrato com a Metro, fundou sua produtora, lançando a versão gay (mas financeiramente desastrosa) de “Salomé / Salome” (1923), de Oscar Wilde. Teve romances com a milionária Mercedes de Acosta, a atriz Eva Le Gallienne e a cineasta Dorothy Arzner.

Leia mais sobre Nazimova:

CLAUDETTE COLBERT
(1903 - 1996. Saint-Mandé / França)

Estrelou várias peças da Broadway e se iniciou no cinema com Frank Capra em 1927. Uma das atrizes mais bem pagas da década de 1930, atuou em épicos, comédias e dramas. Recebeu o Oscar de Melhor Atriz por seu papel de herdeira excêntrica em “Aconteceu Naquela Noite / It Happened One Night” (1934). Exigente com os câmaras e os iluminadores, ela sempre insistia para que seu rosto fosse fotografado do lado esquerdo. Conhecida na intimidade como Tio Claude, um dos seus casos mais divulgados aconteceu com a musa germânica Marlene Dietrich.

DOROTHY ARZNER
(1897 - 1979. São Francisco, Califórnia / EUA)

Por algum tempo a única diretora dos estúdios de Hollywood. Realizou 17 longas, sendo o último o anti-nazista “Crepúsculo Sangrento / First Comes Courage” (1943), com Merle Oberon. Durante muitos anos viveu com a premiada figurinista Edith Head.

GRETA GARBO
(1905 - 1990. Estocolmo / Suécia)

Reinou na Metro-Goldwyn-Mayer nos anos 1930 com uma série de clássicos. Devia seu sucesso ao diretor de fotografia William H. Daniels, cuja iluminação transformou seus traços angulosos, quase masculinos, na personificação da beleza. Nunca se casou, referindo-se aos seus assuntos com mulheres como “segredos excitantes”. Discreta, sabe-se de seus casos com Mercedes de Acosta e Eva Le Gallienne. Em suas memórias, a estrela do cinema mudo Louise Brooks assumiu que namorou Garbo.

Leia mais sobre Garbo:

JANET GAYNOR
(1906 - 1984. Filadélfia, Pensilvânia / EUA)

Primeira ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, reservada, nem ao menos frequentava os círculos da costura” da sua época. Seus colegas sabiam do seu romance com a atriz da Warner, Margaret Lindsay, e depois com Mary Martin. Para abafar o caso, casou-se com o figurinista Adrian (da M-G-M) e Mary com um decorador de interiores. Durante anos o quarteto morou no Brasil, numa fazenda no interior de Goiás.

JUDITH ANDERSON
(1897 - 1972. Adelaide / Austrália)

Reconhecida como excelente atriz shakespeariana, marcou a história do cinema como a sinistra governanta da mansão Manderley em “Rebecca, a Mulher Inesquecível / Rebecca” (1940), que revela intenções lésbicas. Especializada em papéis densos, o seu romance mais conhecido foi com a famosa atriz teatral Beatrice Lillie.

KAY FRANCIS
(1905 - 1968. Oklahoma / EUA)

Consolidou-se como uma das mais glamurosas estrelas, com um corpo perfeito e sempre portando modelos da alta costura. Trabalhou com os melhores diretores e fez dezenas de filmes durante os anos 1930, até que sua popularidade declinou nos anos 1940.

LIZABETH SCOTT
(1922 - 2015. Scranton, Pensilvânia / EUA)

Loura e belíssima, voz rouca e sensual, trabalhou como modelo, estreando no cinema em 1945.  Vendida como nova Lauren Bacall, não se tornou estrela devido aos sucessivos fracassos de bilheteria. Nos anos 1950, a revista “Confidential” revelou seu lesbianismo, contando sobre seu romance com a diva de teatro Tallulah Bankhead e sobre sua persona como inspiração do personagem de Anne Baxter em “A Malvada / All About Eve” (1950). Com o tempo, transformou-se em uma atriz cult.

MARJORIE MAIN
(1890 - 1975. Indianápolis, Indiana / EUA)

Coadjuvante de luxo da M-G-M, seu papel mais popular foi o de Ma Kettle, interpretado em dez filmes. Famosa por personagens durona ou esposa autoritária, teve um longo affair com Spring Byington, ótima coadjuvante que encarnava mães frágeis e carinhosas.

ONA MUNSON
(1903 - 1955. Portland, Oregon / EUA)

Lembrada pela prostituta Belle Watling de “... E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939), sua estréia no cinema ocorreu em 1928. Também trabalhou na Broadway. Casada três vezes, vivia em conflito com sua sexualidade. Cometeu suicídio aos 51 anos de idade, tomando uma overdose de barbitúricos. Deixou uma nota: Este é a única maneira que eu conheço de ser livre novamente... Por favor, não me sigam.

TALLULAH BANKHEAD
(1902 - 1968. Huntsville, Alabama / EUA)

Alcançou enorme sucesso na Broadway. Trabalhou no cinema e televisão. Teve inúmeras parceiras amorosas: Nazimova, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Dorothy Arzner, Lizabeth Scott, além das atrizes de teatro Katharine Cornell, Laurette Taylor, Sybil Thorndyke e Beatrice Lillie. Ela afirmou ter levado Barbara Stanwyck para a cama. Seu último trabalho foi no seriado “Batman”, interpretando a vilã Viúva Negra. Morreu em 1968.

THELMA RITTER
(1902 - 1969. Nova Iorque / EUA)

Indicada seis vezes ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, não recebeu em nenhuma das ocasiões. Atriz de teatro e rádio, estava com 42 anos quando estreou no cinema. Sua especialidade, personagens de língua ferina ou desiludidas. Faleceu de ataque cardíaco em 1968, logo após uma aparição no programa de televisão de Jerry Lewis.