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setembro 30, 2024

*************** Do CINEMA ao ATIVISMO POLÍTICO

arnold schwarzenegger

 
 
O mal é impotente
se os bons não tiverem medo.
RONALD REAGAN
  
O grande mal do homem não consiste
nem na pobreza, nem no desfrute,
 mas na perda da singularidade humana
sob o império do consumismo.
PIER PAOLO PASOLINI
 
                                    
Artistas nunca foram estranhos à política e frequentemente emprestam sua fama para campanhas eleitorais, militam visões muitas vezes equivocadas em tapetes vermelhos e se alinham a causas sociais por meio de plataformas de mídia. Mas há quem vá um passo além, transferindo sua influência para candidaturas públicas. O conservador Ronald Reagan, por exemplo, considerado o melhor presidente da história norte-americana, era um veterano ator antes de ser eleito governador. Afinal, na política, o reconhecimento vale seu peso em ouro e, para o bem ou para o mal, os famosos têm popularidade alta. Alguns, não satisfeitos apenas com o ofício profissional, se envolvem na política para defender uma ideologia em que acreditam. Confira 20 deles:
 
01
ARNOLD SCHWARZENEGGER
(1947. Styria / Áustria)

Dois Filmes:
Conan, o Bárbaro
(Conan the Barbarian, 1982)
direção de John Milius
 
O Exterminador do Futuro
(The Terminator, 1984)
direção de James Cameron
 
Trajetória Política: Governador da Califórnia (2003 a 2011). Nunca pode concorrer à presidência devido ao seu nascimento austríaco.
Orientação Política: Republicano
 
02
CHARLTON HESTON
(1923 – 2008. Illinois / EUA)

Dois Filmes:
Os Dez Mandamentos
(The Ten Commandments, 1956)
direção de Cecil B. DeMille
 
Ben-Hur
(Idem, 1959)
direção de William Wyler
 
Trajetória Política: Ativista político, lutou contra o aborto, pelo direito às armas de fogo e fez campanha para Ronald Reagan e os dois Bush. Em 1998 se tornou presidente da National Rifle Association of America (NRA), a entidade armamentista dos EUA.
Orientação Política: Republicano
 
03
CLINT EASTWOOD
(1930. São Francisco, Califórnia / EUA)

Dois Filmes:
Os Imperdoáveis
(Unforgiven, 1992)
direção de Clint Eastwood
 
Na Linha de Fogo
(In the Line of Fire, 1993) 
direção de Wolfgang Petersen
 
Trajetória Política: Prefeito em sua cidade natal, Carmel, Califórnia, de 1986 a 1988.
Orientação Política: Republicano
 
04
FRANCO ZEFFIRELLI
(1923 – 2019. Florença / Itália)

Dois Filmes:
Romeu e Julieta
(Romeo and Juliet, 1968)
 
Jesus de Nazaré
(Jesus of Nazareth, 1977)
 
Trajetória Política: Membro do Senado italiano (1994 a 1996 e 1996 a 2001) por Catânia, representando o partido Força Itália.
Orientação Política: Centro-Direita
 
05
GEORGE MURPHY
(1902 – 1992. New Haven, Connecticut / EUA)

Dois Filmes:
O Preço da Glória
(Battleground, 1949)
direção de William A. Wellman
 
Mercado Humano
(Border Incident, 1949)
direção de Anthony Mann
 
Trajetória Política: Senador pela Califórnia (1965 - 1971).
Orientação Política: Republicano
 
06

Dois Filmes:
Investigação sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita
(Indagine su un Cittadino al di Sopra di Ogni Sospetto, 1970)
direção de Elio Petri
 
Lucky Luciano – O Imperador da Máfia
(Lucky Luciano, 1972)
direção de Francesco Rosi
 
Trajetória Política: Entrelaçou trabalho e compromisso político. Participou de protestos nas ruas e rodou em 1971 um documentário sobre ocupação de fábricas em Roma.
Orientação Política: Comunista
 
07
GLENDA JACKSON
(1936 – 2023. Cheshire, Inglaterra / Reino Unido)

Dois Filmes:
Mulheres Apaixonadas
(Women in Love, 1969)
direção de Ken Russell
 
Domingo Maldito
(Sunday Bloody Sunday, 1971)
direção de John Schlesinger 
 
Trajetória Política: Trocou a carreira artística pela política. Membro do Parlamento Britânico (1992 - 2015), representou o Partido Trabalhista.
Orientação Política: Centro-Esquerda
 
08
JANE FONDA
(1937. Nova Iorque / EUA)

Dois Filmes:
A Noite dos Desesperados
(They Shoot Horses, Don't They? 1969)
direção de Sydney Pollack
 
Júlia
(Idem, 1977)
direção de Fred Zinnemann
 
Trajetória Política: Combateu a Guerra do Vietnã e a política externa dos EUA, chegando a ir a Hanói e posando para fotografias sentada num canhão de defesa antiaérea da cidade, o que lhe valeu o apelido de “Hanói Jane”. Em 1973 casou-se com o ativista político e depois senador Tom Hayden, envolvendo-se em questões políticas.
Orientação Política: Democrata
 
09
JEAN-LUC GODARD
(1930 – 2022. Paris / França)

Dois Filmes:
Acossado
(À Bout de Souffle, 1960)
 
Viver a Vida
(Vivre sa Vie: Film en Douze Tableaux, 1962)
 
Trajetória Política: Estabeleceu uma estreita parceria com o pensador de esquerda Jean-Pierre Gorin e vários de seus filmes expressam suas opiniões políticas, entre eles Pravda” (1969), trata da invasão soviética da Tchecoslováquia; e “Até a Vitória / Jusqu'à la Victoire” (1970), enfatizando a guerrilha palestina.
Orientação Política: Marxista
 
10
JEAN SEBERG
(1938 – 1979. Marshalltown, Iowa / EUA)

Dois Filmes:
Bom Dia, Tristeza
(Bonjour Tristesse, 1958)
direção de Otto Preminger
 
Acossado
(À Bout de Souffle, 1960)
direção de Jean-Luc Godard
 
Trajetória Política: Ativista dos direitos civis dos Estados Unidos, apoiadora da causa negra e da organização de extrema-esquerda Panteras Negras. Sua morte, aos 40 anos, gerou suspeitas de assassinato político.
Orientação Política: Extrema-esquerda
 
11
JOHN GAVIN
(1931 - 2018. Los Angeles, Califórnia / EUA)

Dois Filmes:

Psicose
(Psycho, 1960)
direção de Alfred Hitchcock
 
Spartacus
(Idem, 1960)
direção de Stanley Kubrick
 
Trajetória Política: Embaixador no México (1981 - 1986).
Orientação Política: Republicano
 
12
JOHN LODGE
(1903 – 1985. Washington, Distrito de Columbia / EUA)

Dois Filmes:
A Imperatriz Vermelha
(The Scarlet Empress, 1934)
direção de Josef von Sternberg
 
De Mayerling a Sarajevo
(Idem, 1940)
direção de Max Ophüls
 
Trajetória Política: Embaixador dos EUA (vários cargos de 1955 - 1985), Membro da Câmara dos EUA (1947 - 1951) e Governador de Connecticut (1951 - 1955).
Orientação Política: Republicano
 
13
MELINA MERCOURI
(1920 – 1994. Atenas / Grécia)

Dois Filmes:
Nunca aos Domingos
(Pote tin Kyriaki, 1960)
direção de Jules Dassin
 
Corações Desesperados

(10:30 P.M. Summer, 1966)
direção de Jules Dassin
 
Trajetória Política: Membro do Parlamento Helênico e, de 1981 a 1990, ministra da Cultura da Grécia por dois mandatos. Ocupou o mesmo cargo em 1993 e 1994.
Orientação Política: Socialista
 
14
PIER PAOLO PASOLINI
(1922 – 1975. Bolonha, Emília-Romanha / Itália)

Dois Filmes:
Mamma Roma
(Idem, 1962)
 
Teorema
(Idem, 1968)
 
Trajetória Política: Com engajamento político, deu centenas de entrevistas, participou de programas de TV, falou em eventos públicos e em comícios.
Orientação Política: Comunista
 
15
RONALD REAGAN
(1911 – 2004. Illinois / EUA)

Dois Filmes:
Em Cada Coração um Pecado
(Kings Row, 1942)
direção de Sam Wood
 
Os Assassinos
(The Killers, 1964)
direção de Don Siegel
 
Trajetória Política: Governador da Califórnia (1967 - 1975) e Presidente dos Estados Unidos por dois mandatos (1981 – 1989).
Orientação Política: Republicano
 
16
SHIRLEY TEMPLE
(1928 – 2014. Santa Monica, Califórnia / EUA)

Dois Filmes:
A Mascote do Regimento
(The Little Colonel, 1935)
direção de David Butler
 
O Pássaro Azul
(The Blue Bird, 1940)
direção de Walter Lang
 
Trajetória Política: Em 1967, eleita para representar a Califórnia no Congresso dos EUA. Mais tarde, se tornou embaixadora do país, até 1989, em Gana e na Tchecoslováquia.
Orientação Política: Republicana
 
17
VANESSA REDGRAVE
(1937. Londres, Inglaterra / Reino Unido)

Dois Filmes:
Blow-Up – Depois Daquele Beijo
(Blow-Up, 1966)
direção de Michelangelo Antonioni
 
Isadora
(Idem, 1968)
direção de Karel Reisz
 
Trajetória Política: Membro do partido comunista Workers Revolutionary Party, pelo qual se candidatou em eleições. Expulsa do partido em 1986, continuou o ativismo.
Orientação Política: Comunista
 
18
WARREN BEATTY
(1937. Richmond, Virgínia / EUA)

Dois Filmes:
Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas
(Bonnie and Clyde, 1968)
direção de Arthur Penn
 
Reds
(Idem, 1981)
direção de Warren Beatty
 
Trajetória Política: Envolvido em diversas causas políticas e nas eleições presidenciais, arrecadou fundos e foi assessor de campanha. Em 1968 trabalhou na candidatura de Robert Kennedy para a Presidência da República dos EUA.
Orientação Política: Democrata
 
19
WENDELL COREY
(1914 – 1968. Massachusetts / EUA)

Dois Filmes:
Almas em Fúria
(The Furies, 1950)
direção de Anthony Mann
 
Janela Indiscreta

(Rear Window, 1954)
direção de Alfred Hitchcock
 
Trajetória Política: Eleito para o Conselho Municipal de Santa Monica, Califórnia (1965 - 1968). Concorreu ao Congresso em 1966.
Orientação Política: Republicano
 
20
YVES MONTAND e SIMONE SIGNORET
(1921 – 1991. Monsummano Terme, Toscana / Itália)
(1921 – 1985. Wiesbaden, Hesse / Alemanha)

Dois Filmes:

As Virgens de Salem
(Les Sorcières de Salem, 1957)
direção de Raymond Rouleau
 
A Confissão
(L'Aveu, 1970)
direção de Costa-Gavras
 
Trajetória Política: Militaram no Partido Comunista Francês. Unidos por muitas causas e lutas políticas em um longo casamento de 35 anos.
Orientação Política: Comunistas
 
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novembro 09, 2012

***** JEAN SEBERG: SUICÍDIO ou ASSASSINATO?

jean seberg


Ela não atingiu, como atriz, o prestígio de uma Romy Schneider, nem de Jane Fonda, Claudia Cardinale ou outros nomes femininos célebres na sua época. Foi, pode-se dizer, uma pequena star, deixando sua marca na história do cinema através de dois longas, o cult francês “Acossado / À Boute de Souffle” (1960) e o charmoso drama romântico “Bom Dia, Tristeza / Bonjour Tristesse” (1958), adaptação do best-seller de Françoise Sagan estrelado por David Niven e Deborah Kerr. Mesmo sem talento, a meiga JEAN SEBERG (1938 - 1979) venceu dezoito mil candidatas para representar o disputado papel-título de “Joana D'Arc /  Saint Joan” (1957), sua estreia no cinema aos dezenove anos. 

O drama religioso fracassou e o seu desempenho criticado (assisti há pouco tempo, o filme foi injustiçado, é bom, com brilhante direção de Otto Preminger – como sempre – e sensacional atuação de Richard Widmark como o delfim Charles VII, embora não aprecie a duvidosa história da Virgem de Orleans e concorde que Jean não tem força dramática para segurar seu personagem), mas o seu belo rosto de cabelos curtos tornou-se um ícone moderno, estampando capas de revistas e sendo cortejado em todo o mundo.

Vinte e dois anos depois, em 1979, aos 40 anos de idade, o corpo nu e sem vida da musa da Nouvelle Vague, envolto em um cobertor, seria encontrado no banco traseiro de um Renault às margens do rio Sena, em Paris. A causa da morte foi uma overdose de barbitúricos, finalizando uma atribulada existência. 

Surgiram rumores de que o “suicídio” camuflava um crime planejado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), mas nunca provado. Enterrada em Paris, o seu funeral contou com celebridades como os escritores Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Muitos chegaram a afirmar que, na verdade, ela já havia morrido há algum tempo, dadas as dificuldades que encontrava para superar as sucessivas crises. Mais de 30 anos depois da sua morte, a bela e sofrida JEAN SEBERG continua a ser uma figura lembrada na Europa, especialmente na França.

jean e godard

Nascida em Marshalltown, Iowa, EUA, radicou-se na França, onde sempre viveu. Casou-se quatro vezes e confessou nunca ter sido feliz com nenhum dos maridos. O primeiro, o cineasta François Moreuil; depois, o escritor Romain Gary, o diretor Dennis Berry e o ator marroquino Ahmed Hasni. Seu badalado casamento com Romain Gary, tempestuoso e infeliz,  despertou-a intelectualmente. Bem mais velho do que ela, ele a fez ler Stendhal, Flaubert e Balzac, entre outros, e a estudar a história da arte. Meses após a morte da ex-esposa, Romain se matou com um tiro, deixando um bilhete esclarecendo que sua morte não tinha nada a ver com JEAN SEBERG. O fracasso dos relacionamentos da atriz levaram aos excessos de barbitúricos, tornando sua vida insuportável. 

Em constante estado de depressão, ela tentou o suicídio oito vezes, inclusive atirando-se sobre os trilhos do metrô parisiense. Depois de um período internada em uma clínica especializada em doenças nervosas, declarou, em entrevista, que se sentia extremamente confusa. “Sou um misto de fragilidade, de sinceridade e de orgulho”, confessou, afirmando ter caminhando sozinha pela vida, sem jamais receber ajuda e que desde garotinha aprendeu a enfrentar as dificuldades sem apoio dos outros.

belmondo e jean em acossado
Com o fiasco dos seus dois primeiros filmes, a atriz parecia não ter futuro em Hollywood. Teve sorte ao ser convidada por Jean-Luc Godard para contracenar com Jean-Paul Belmondo em “Acossado”. Na história, o malandro sedutor Michel Poiccard (Belmondo odiou o filme e nunca entendeu sua repercussão mundial) mata um policial, que tentou prendê-lo por excesso de velocidade, persuadindo Patricia Franchisi (Seberg), estudante norte-americana, para escondê-lo até receber um dinheiro que lhe devem. No apartamento dela, conversam e namoram. 

A partir dessa obra-prima de Godard fez uma série de fitas sem êxito, dirigida vez ou outra por nomes de gabarito como Claude Chabrol e Joshua Logan. Intercalou produções francesas com norte-americanas, mas sempre sendo mais apreciada na Europa. Em 1964, teve um desempenho memorável como uma esquizofrênica em “Lilith / Idem”, de Robert Rossen, ao lado de Warren Beatty e Gene Hackman, pelo qual foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática. Era o seu filme favorito.

Inacreditavelmente, recusou protagonizar A Primeira Noite de um Homem / The Graduate” (1967), “A Noite Americana / La Nuit Américaine” (1973) e “Esposas em Conflito / The Stepford Wives” (1975). Quase foi a Lara de “Doutor Jivago / Doctor Zhivago” (1965), mas David Lean felizmente terminou optando pela inglesa Julie Christie. Durante os anos 70, JEAN SEBERG continuou a fazer filmes ruins, destacando-se sua participação no famoso suspense-catástrofe “Aeroporto / Airport” (1970), de George Seaton, ao lado de Burt Lancaster e Jacqueline Bisset. 

Publicou também dois livros, “Blue Jean”, um ensaio sobre a esquizofrenia, e “How top Escape Oneself” (Como Escapar de Si Mesmo), um manual com instruções para o suicídio. Em 1979 interpretou o seu último papel no cinema, em “Le Bleu des Origines”, de Philippe Garrell, concluindo trinta e quatro filmes em sua não muito bem sucedida carreira. Um musical, intitulado “Jean Seberg”, baseado em sua vida, estreou no Royal National Theatre, em Londres, em 1983. Ele foi escrito por Julian Barry com música de Marvin Hamlisch.


Ao apoiar o grupo antirracista “Panteras Negras”,  fechou muitas portas em Hollywood para o seu trabalho. Grávida, o FBI espalhou o boato de que o pai era um conhecido líder do movimento negro. A notícia correu os jornais, abalou o casamento da atriz e a criança nasceu prematura, morrendo dois dias depois. Para provar sua inocência, JEAN SEBERG exibiu a falecida em um caixão de cristal para que os linguarudos tivessem certeza que era branca. O incidente contribuiu para sua depressão persistente ao longo dos anos. Chocada emocionalmente, a cada aniversário de morte da filha, sucumbia à depressão. Se sentindo perseguida pelo órgão investigativo criminal norte-americano, contratou seguranças para acompanhá-la a qualquer parte e dizia que seu telefone estava grampeado. Muitos a consideravam paranoica. 

Nos anos seguintes, constatou-se que estava sendo realmente vigiada pelo FBI. Recentemente, seu filho Alexandre Diego Gary mobilizou a mídia francesa, acusando o FBI de ser responsável pela morte da mãe. No entanto, como o moço tem um passado marcado pelo alcoolismo e prostituição, não vem sendo levado a sério. Parece que essa morte mal contada nunca será devidamente esclarecida. Assim como aconteceu com Jean Harlow, Maria Montez, Marilyn Monroe, Linda Darnell, Natalie Wood, Pier Paolo Pasolini, Brandon Lee, River Phoenix e Heather Ledger.

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