Nunca
acreditei na literatura engajada.
A escrita política, panfletária,
não tem nenhuma vida, é oca.
DORIS LESSING
(1919 - 2012. Kermanshash / Pérsia)
A escrita política, panfletária,
não tem nenhuma vida, é oca.
DORIS LESSING
(1919 - 2012. Kermanshash / Pérsia)
O descolamento da realidade dos esquerdistas é impressionante e, por mais que sejam surrados pelos fatos, parecem distantes de despertar. Se recusam a sair de sua bolha de mentiras, têm problemas de dependência de lorotas. É um vício pífio, um desvio moral. Eles acreditam (ou fingem acreditar) em suas próprias ladainhas fajutas. Assim, fascinados por métodos doutrinários, torraram uma fortuna no marketing de AINDA ESTOU AQUI (2024). Encantada com o dinheiro fácil, a recepção da mídia brasileira beira o ufanismo, nos bombardeando há meses com as ilusórias qualidades do filme. Ao bloquear tais propagandas nas redes sociais, outras surgem imediatamente. Um abuso! Estreando em Veneza, em um festival cinematográfico de origem fascista, criado na década de 30 pelo filho de Benito Mussolini, venderam o peixe por aqui garantindo aplausos ao final da exibição e a possibilidade de ganhar os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz. Era mais do que certo, era certíssimo. Não foi o que aconteceu. Como consolo pela expectativa, ofertaram um prêmio bissexto (dado vez ou outra) de melhor roteiro. Jornalistas italianos, parceiros do tempo em que trabalhei na Europa, me informaram que os aplausos vieram da comitiva tupiniquim paga com os nossos impostos. Não se deu um pio sobre essa farsa típica de canhotos. O papel primordial dessa turma é desviar o foco, distorcer a realidade, vender ilusão.
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| fernanda torres |
Valorizando o viés ideológico, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais (ABCAA) o escolheu para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025. Concorreu com onze títulos insignificantes. Em quase 100 anos do Oscar, o Brasil foi indicado apenas quatro vezes (em 1963, 1996, 1998 e 1999) e nunca ganhou, já nossa vizinha, a Argentina do libertário Javier Milei, ficou oito vezes entre os selecionados e ganhou duas vezes o Melhor Filme Internacional. A narrativa atual é que vai levar o Oscar de Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Um conhecido jornal carioca teve a cara de pau de afirmar que AINDA ESTOU AQUI foi inscrito em oito categorias no Oscar. Outra grande mentira. A única inscrição possível é a de Melhor Filme Internacional, todas as demais categorias são votadas em sigilo pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Além disso, tamanho alarde é ridículo, o Oscar é uma estatueta com a reputação na lama desde que se prostituiu no bordel de luxo dos globalistas e chineses. O talento não é mais importante. Se premia temáticas LGBT, ecologista, feminista, anti-racial, pacifista etc. Mero exibicionismo moral e sinalização de virtudes. Na verdade, não há pauta, não há objetivos, não há nada. Portanto, o nosso desorientado cinema quiçá tenha uma chance.
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| walther e elisinha salles, pais do cineasta |
Tudo na esquerda é falso! São hipócritas, calculistas. Seus filmes sobre o regime militar no Brasil são tendenciosos, desonestos. Não se vê uma produção sob a ótica militar nem destacando famílias inteiras nas ruas protestando contra o comunismo. Nesses filmes parciais, a esquerda faz o repetitivo papel de vítima torturada. De “Nunca Fomos Tão Felizes” (1984) a “Batismo de Sangue” (2006), entre muitos outros filmes. O diretor de AINDA ESTOU AQUI, Walter Salles, o 11º maior bilionário do Brasil na lista da “Forbes”, é filho de banqueiro, criado numa cobertura na zona sul do Rio de Janeiro e... também faz parte da bolha comunista caviar, mas nunca socializou um real da sua fortuna. Ele teve um início promissor no cinema, perdendo o fôlego em poucos anos. Não dirige um filme inspirado desde “Abril Despedaçado”, de 2001. Há 23 anos! Um dos seus venenos panfletários foi colocar o sanguinário Che Guevara como um jovem sensível em “Diários de Motocicleta” (2004). Fernanda Torres é uma boa atriz, melhor do que a mãe que faz sempre as mesmas caras e bocas, mas perdeu o respeito do público ao escrever em 2020 um artigo escroto na “Folha de S. Paulo” chamado “Ninguém Sairá o Mesmo da Quarentena”. Um texto cruel, anti-conservador, imperdoável. As fakes agências de checagem negam o que ela escreveu, mas eu o li e me lembro muito bem.
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| eu e fernanda torres em paris |
Luta armada na trama? Assassinatos? Assaltos a bancos? Bombas ou raptos de autoridades? Alcaguetes? Jamais! São comunistas “do amor” made in Globolixo. Não é à toa que o crítico Cole Kronman, na revista “Slant”, observou que o melodrama político optou por transformar os personagens em símbolos para serem recordados, com pouco interesse na verdade. No delírio do livro-filme, os vermelhos são vitimizados, sofredores, pobres criaturas que merecem a nossa compaixão. Em 1990 e 1991 fui vizinho de Marcelo Rubens Paiva na Rua Peixoto Gomide, no bairro Bela Vista, pertinho da Avenida Paulista, em São Paulo. Histérico e arrogante, com uma mangueirinha mijava no jardim e batia boca para subir sozinho no elevador, como se fosse um reizinho neurótico e sem noção. Na época, li seus livros “Feliz Ano Velho” (1982) e “Blecaute” (1986), não sei qual deles é o mais irrelevante. Já AINDA ESTOU AQUI não li e não gostei. Quanto ao filme, talvez assistia dentro de alguns anos, em serviço de streaming, distante da badalação mercenária da mídia. No fim das contas, a única coisa que ainda está aqui é o viés ideológico mortadela falando mais alto do que qualquer outra coisa. É o que explica o envolvimento apaixonado da mídia com o filme. A imprensa morreu. Os sobreviventes, com raras exceções, são tipos que bajulam o poder para faturar alto.
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| fernanda montenegro |
AINDA
ESTOU AQUI
2024
direção de Walter Salles
137 minutos
indicado para maiores de 14 anos
em cartaz nos cinemas
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direção de Walter Salles
137 minutos
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