Certa vez, o centenário realizador português Manoel de Oliveira declarou numa entrevista: “O cinema é o espelho da vida”. No entanto, o ESPELHO tem muitas faces, e que faces são essas? O que vemos nele ou como somos vistos? O que nos permitimos ver? Exibindo a importância da construção da imagem, ele explora os mitos modernos, traduz vaidade, sensualidade e beleza. Reflete várias sensibilidades individuais, vários olhares, direcionando-se para um público determinado, que nem sempre é capaz de interpretar e compreender sua significância. Transborda inteligência e capacidade de comunicação, metáfora de encontro/desencontro, extraindo o que as estrelas cinematográficas têm de melhor, fazendo com que elas reconheçam seu próprio valor ou se desesperem com a inevitável decadência física.
Essa abordagem privilegia esse elemento (imaginário ou não) que imprime estranho fascínio nas pessoas, procurando uma reflexão estética sobre a imagem em que a ficção se volta para a ilusão, a sedução ameaçadora, a simulação e a artificialidade lançada por todo esse jogo de espelhos que cria duplicatas, fragmentações. Num contexto mais amplo, o ESPELHO retrata os pensamentos, as ambições, os sonhos e as emoções, a inconstância do eu e do outro nas personagens e no encontro entre o mundo real e a ficção. Parece que jamais conheceremos os atores e as atrizes tal como eles são em si mesmos, pois a aparência é o que está ao nosso alcance. O que enxergamos não é o objeto real, mas apenas a sua sombra, uma reprodução, aquilo que reflete a construção do mito. Neste contexto, o cinema funciona como uma espécie de ESPELHO enganador, refletindo e dissimulando tudo, inclusive a platéia.
Essa abordagem privilegia esse elemento (imaginário ou não) que imprime estranho fascínio nas pessoas, procurando uma reflexão estética sobre a imagem em que a ficção se volta para a ilusão, a sedução ameaçadora, a simulação e a artificialidade lançada por todo esse jogo de espelhos que cria duplicatas, fragmentações. Num contexto mais amplo, o ESPELHO retrata os pensamentos, as ambições, os sonhos e as emoções, a inconstância do eu e do outro nas personagens e no encontro entre o mundo real e a ficção. Parece que jamais conheceremos os atores e as atrizes tal como eles são em si mesmos, pois a aparência é o que está ao nosso alcance. O que enxergamos não é o objeto real, mas apenas a sua sombra, uma reprodução, aquilo que reflete a construção do mito. Neste contexto, o cinema funciona como uma espécie de ESPELHO enganador, refletindo e dissimulando tudo, inclusive a platéia.












