Mostrando postagens com marcador Gloria Swanson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gloria Swanson. Mostrar todas as postagens

abril 07, 2021

***************** O GALANTE WILLIAM HOLDEN

 




Eu sou uma prostituta. 
Todos os atores são prostitutas. 
Vendemos nossos corpos ao melhor lance. 
 WILLIAM HOLDEN
 
Apelidos: Bill, The Golden Boy, Golden Holden
Altura: 1,79 m
Cor dos Olhos: azuis
Cor do cabelo: castanho escuro
 
 
De família rica, elegante, charmoso, um dos campeões de bilheteria dos anos 1950. WILLIAM HOLDEN (1918 – 1981. O'Fallon, Illinois / EUA) estreou nos palcos, enveredando pelo cinema com o empurrão da estrela Barbara Stanwyck. Descoberto por um caçador de talentos no Pasadena Workshop Theatre, ele assinou um contrato de seis meses com a Paramount, em 1938, mas estava mofando no estúdio até a atriz simpatizar com ele e o escalar para “Conflito de Duas Almas / Golden Boy” (1939), no papel do violinista dividido entre a música e o pugilismo. Ficou tão grato que durante anos enviou flores para ela no aniversário do primeiro dia das filmagens. Republicano, conservador, amigo do futuro presidente dos EUA Ronald Reagan. Tinha amizades comunistas, como o roteirista Dalton Trumbo e o ator Larry Parks. Fredric March e Spencer Tracy eram seus atores favoritos. Escolhido em 25° lugar entre as 50 maiores lendas da tela pelo American Film Institute (AFI). Em 1995, a revista “Empire” o listou como uma das 100 estrelas mais sexy da história do cinema. Apareceu seis vezes na relação das dez maiores bilheterias, de acordo com a pesquisa anual da “Quigley Publications”. Liderou em 1956, dois anos depois da sétima posição em 1954. Em 1955, classificou-se em quarto lugar, e o sétimo em 1957, antes do sexto lugar em 1958. Após cinco anos no Top 10, saiu em 1959 e 1960, reaparecendo em 1961 no oitavo lugar.
 
barbara stanwyck e holden em 1939
O estilo viril e masculino de WILLIAM HOLDEN chamou a atenção do público feminino, mas em 1942 ele alistou-se na Escola de Oficiais, na Flórida, graduando-se como segundo-tenente da Força Aérea. Passou três anos trabalhando em relações públicas e fazendo filmes de treinamento. Um de seus irmãos, um piloto naval, foi abatido e morto no Pacífico em 1943. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, voltou a Hollywood. Praticamente esquecido, estrelou longas dos mais diversos estilos, que iam de dramas, comédias, romances, guerra, até faroestes, mas só seria consagrado com o êxito de “Crepúsculo dos Deuses”. Brilhou como Joe Gillis, um roteirista fracassado e gigolô de Norma Desmond (Gloria Swanson), uma diva do cinema mudo que vivia de glórias passadas. O personagem recusado por Montgomery Clift deu a WILLIAM HOLDEN indicação ao Oscar de Melhor Ator. 

Destacando-se pela bela voz e excelente presença de cena, seu nome tornou-se chamariz de público e nessa ótima fase não estrelou nenhum filme que não fosse um sucesso de bilheteria. Dirigido mais uma vez pelo mestre Billy Wilder, levou o Oscar como um prisioneiro cínico e pilantra na sátira de guerra “Inferno Nº 17”. Em 1955, em “Férias de Amor”, interpretou um vagabundo desempregado que perturba as mulheres de uma pequena cidade do Kansas. Nessa época, era um dos atores mais bem pagos, embolsando 750 mil dólares, mais 20% dos lucros, por “Marcha de Heróis / The Horse Soldiers” (1959), uma soma inédita até então. O faroeste, no entanto, fracassou.
 
No contrato de “A Ponte do Rio Kwai” levou 250 mil dólares e 10% dos lucros, tornando-se um multimilionário. Ele investiu parte de seus ganhos em várias empresas, até mesmo uma estação de rádio em Hong Kong. Em 1959, mudou-se para a Suíça por motivos fiscais e não voltou a morar em Hollywood até 1967. Passava cada vez mais tempo viajando pelo mundo. Na década de 1960, WILLIAM HOLDEN fundou o exclusivo “Mount Kenya Safari Club” com o bilionário do petróleo Ray Ryan e o financista suíço Carl Hirschmann. Sua defesa fervorosa da conservação da vida selvagem consumia boa parte de seu tempo. Seus filmes, consequentemente, perdiam qualidade.

billy wilder e holden
O ator afirmou que, em algum momento, perdeu sua paixão por atuar e que acabou se tornando um trabalho para que pudesse se sustentar. Para manter o alto padrão de vida aceitou filmes medíocres apenas pelo cachê milionário. Isso acabou abalando seu prestígio. No começo dos anos 1960 sua carreira começou a declinar, ao mesmo tempo que seu grave problema com o alcoolismo se tornou notório. Em vários filmes nota-se o rosto inchado, os olhos nebulosos e o cansaço. Ainda assim, amado pela comunidade cinematográfica e pelo público, jamais deixou de filmar.
 
No final da carreira, destacou-se em “Inferno na Torre / The Towering Inferno” (1974), “Rede de Intrigas” e “Fedora / idem” (1978) – sua quarta parceria com Billy Wilder. Nomeado ao Oscar de Melhor Ator pelo Max Schumacher de “Rede de Intrigas”, um executivo de uma cadeia televisiva que se envolve numa relação adúltera com Faye Dunaway, era o favorito das apostas. Entretanto, a estatueta foi para o inglês Peter Finch, que concorria pelo mesmo drama e morreu meses antes da cerimônia. Após a premiação, WILLIAM HOLDEN exibiu sua revolta em uma coletiva de imprensa, alegando que a Academia se rendeu ao sentimentalismo, fazendo uma homenagem póstuma a um ator medíocre. Não era verdade. Finch realmente mereceu o prêmio.
 
Enquadrava-se no tipo de galã romântico. Era o sonho de muitas mulheres mundo afora. Considerado um bom profissional, amigo e correto com diretores, colegas atores e produtores. Com fobia de higiene, tomava quatro banhos diariamente. Casou-se com a atriz Brenda Marshall em 1941, que abandonou o cinema por ele e continuaram juntos até 1971, embora vivessem longe um do outro. Apaixonou-se por Capucine, que preferia mulheres. Namorou Audrey Hepburn, Grace Kelly e Stefanie Powers. Suas inúmeras desilusões amorosas agravaram ainda mais seu alcoolismo.
 
grace kelly, holden e o oscar
Não foi sempre um alcoólatra. Inicialmente bebia socialmente. Começou a perder o controle nos anos 1960. Passava dias embriagado, muitas vezes caído no chão em sua mansão em Beverly Hills. Amanhecia bebendo whisky duplo sem gelo e não parava mais o resto do dia. O alcoolismo o envelheceu. Abatido, sem energia, farto de Hollywood, passava meses na sua casa africana, caçando e se embriagando.
 
Hostilizado sempre que ficava bêbado, começou a beber às escondidas. Havia se cansado das lições de moral e dos conselhos para parar de beber. Queria encher a cara até não aguentar mais, em paz, sem ninguém por perto perturbando ou chamando a atenção pelo seu estado lamentável. Costumava dizer que era um bebum convicto. No final dos anos 1970, comprou um apartamento em Santa Mônica, onde solitário tomava seus porres. Nesse apartamento, WILLIAM HOLDEN bebia sem parar durante dias. Certa vez, em 1981, ao caminhar da sala para a cozinha, desequilibrou-se e bateu com a cabeça de forma violenta numa mesa de mármore. Sangrou até morrer. Quatro dias antes da estreia da comédia “S.O.B. / idem” (1981), em que atuou ao lado de Julie Andrews. Tinha apenas 63 anos. Foi um fim tão melancólico quanto o de seu personagem em “Crepúsculo dos Deuses”. Em 1982, Stefanie Powers, com quem mantinha um relacionamento desde 1972, fundou a William Holden Wildlife Foundation e o William Holden Wildlife Education Center no Quênia.
 
DEZ FILMES de WILLIAM HOLDEN
(por ordem de preferência)
 
01
CREPÚSCULO dos DEUSES
(Sunset Boulevard, 1950)

direção de Billy Wilder
elenco: Gloria Swanson, Erich von Stroheim e Nancy Olson
 
02
FÉRIAS de AMOR
(Picnic, 1955)

direção de Joshua Logan
elenco: Kim Novak, Rosalind Russell, Betty Field, Susan Strasberg e Cliff Robertson
 
03
A PONTE do RIO KWAI
(The Bridge on the River Kwai, 1957)

direção de David Lean
elenco: Alec Guinness, Jack Hawkins e Sessue Hayakawa
 
04
SABRINA
(Idem, 1954)

direção de Billy Wilder
elenco: Humphrey Bogart, Audrey Hepburn, Martha Hyer e Marcel Dalio
 
05
NASCIDA ONTEM
(Born Yesterday, 1950)

direção de George Cukor
elenco: Judy Holliday, Broderick Crawford e Howard St. John
 
06
REDE de INTRIGAS
(Network, 1976)

direção de Sidney Lumet
elenco: Faye Dunaway, Peter Finch, Robert Duvall e Beatrice Straight
 
07
INFERNO Nº 17
(Stalag 17, 1953)

direção de Billy Wilder
elenco:  Don Taylor, Otto Preminger e Robert Strauss
 
Oscar de Melhor Ator
 
08
Um HOMEM e DEZ DESTINOS
(Executive Suite, 1954)

direção de Robert Wise
elenco: Barbara Stanwyck, June Allyson, Fredric March, Walter Pidgeon, Shelley Winters, Paul Douglas, Louis Calhern e Nina Foch
 
Melhor Ator no Festival de Veneza
 
09
SUPLÍCIO de uma SAUDADE
(Love is a Many-Splendored Thing, 1955)

direção de Henry King
elenco: Jennifer Jones
 
10
                                           MEU ÓDIO SERÁ sua HERANÇA
                                                     (The Wild Bunch, 1969)

direção de Sam Peckinpah
elenco: Ernest Borgnine, Robert Ryan e Edmond O’Brien

GALERIA de FOTOS


março 23, 2020

******************* 21 MUSAS do CINEMA MUDO

gloria swanson


Quando falamos de atrizes da fase silenciosa do cinema, nos lembramos principalmente de Lillian Gish ou Greta Garbo, entre outras estrelas maravilhosas. Mas haviam dezenas. Houve uma época em que elas fizeram um tremendo sucesso e com o tempo foram esquecidas. Algumas tiveram uma boa parte de seus filmes perdidos, muitas não se adaptaram ao sistema sonoro de cinema ou simplesmente foram deixadas para trás com o tempo. O reinado das estrelas surgiu em meados da década de 1910 com Theda Bara. Ela representava a “vamp”, uma destruidora voraz de corações. A sedutora brilhou em “Escravo de uma Paixão / A Fool There Was” (1915) e “Cleópatra / Idem” (1917). Seu sucesso possibilitou a William Fox fundar seu próprio estúdio, que existe ainda hoje. Nos anos 1920, foi a vez da “melindrosa”, desafiando convenções, bebendo, fumando, trabalhando e utilizando o sexo de forma casual. Ela foi vivida com êxito por Clara Bow, que se tornou um ícone da era do jazz e recebeu o apelido de “It girl.

theda bara
Norma Talmadge, Gloria Swanson e Pola Negri também fizeram enorme sucesso no cinema hollywoodiano. Além de Greta Garbo, um dos raros exemplos de ATRIZES do MUDO que conseguiram se adaptar no cinema com áudio. Greta veio da Suécia para Hollywood em 1925, trabalhando na Metro-Goldwyn-Mayer. Em 1930, ela atuou no seu primeiro filme falado, “Anna Christie / Idem”. Mary Pickford foi, sem dúvida, outro símbolo feminino importante para o cinema. Fez mais de 200 filmes e ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1930. Além dessas deusas, diversas outras marcaram o cine mudo. Esse post resgata algumas delas.

01
ALICE TERRY
(1899 – 1987. Vincennes, Indiana / EUA)

Dois Filmes:
Os QUATRO CAVALEIROS do APOCALIPSE
(The Four Horsemen of the Apocalypse, 1921) 
direção de Rex Ingram

SCARAMOUCHE
(Idem, 1923) 
direção de Rex Ingram

02
ASTA NIELSEN
(1881 – 1972. Vesterbro, Copenhague / Dinamarca)

Dois Filmes:
TRAGÉDIA do GOLGOTHA
(I.N.R.I., 1923) 
direção de Robert Wiene

RUA das LÁGRIMAS 
(Die freudlose Gasse, 1925) 
direção de Georg Wilhelm Pabst

03
BARBARA La MARR
(1896 – 1926. Yakima, Washington / EUA)

Dois Filmes:
O PRISIONEIRO de ZENDA
(The Prisoner of Zenda, 1922) 
direção de Rex Ingram

O TEU NOME é MULHER 
(Thy Name Is Woman, 1924) 
direção de Fred Niblo

04
BEBE DANIELS
(1901 – 1971. Dallas, Texas / EUA)

Dois Filmes:
MACHO e FÊMEA 
(Male and Female, 1919) 
direção de Cecil B. DeMille

MONSIEUR BEAUCAIRE 
(Idem, 1924) 
direção de Sidney Olcott

05
BRIGITTE HELM
(1906 – 1996. Berlim / Alemanha)

Dois Filmes:
METRÓPOLIS 
(Idem, 1927) 
direção de Fritz Lang

O AMOR de JEANNE NEY 
(Die Liebe der Jeanne Ney, 1927) 
direção de Georg Wilhelm Pabst

06
CLARA BOW
(1905 – 1965. Nova Iorque / EUA)

Dois Filmes:
O NÃO SEI QUE das MULHERES
(It, 1927) 
direção de Clarence G. Badger

ASAS
(Wings, 1927) 
direção de William A. Wellman

07
ESTELLE TAYLOR
(1894 – 1963. Wilmington, Delaware / EUA)

Dois Filmes:
Os DEZ MANDAMENTOS
(The Ten Commandments, 1923) 
direção de Cecil B. DeMille

DON JUAN 
(Idem, 1926) 
direção de Alan Crosland

08
FRANCESCA BERTINI
(1892 – 1985. Florença , Toscana / Itália)

Dois Filmes:
LUCRÉCIA BÓRGIA
(Lucrezia Borgia, 1912) 
direção de Mario Caserini e Gerolamo Lo Savio

A DAMA das CAMÉLIAS
(La signora delle camelie, 1915) 
direção de Gustavo Serena

09
GLORIA SWANSON
(1899 – 1983. Chicago, Illinois / EUA)

Dois Filmes:
MACHO e FÊMEA
(Male and Female, 1919) 
direção de Cecil B. DeMille

SEDUÇÃO do PECADO 
(Sadie Thompson, 1928) 
direção de Raoul Walsh

10
HENNY PORTEN
(1890 – 1960. Magdeburgo / Alemanha)

Dois Filmes:
ANA BOLENA
(Anna Boleyn, 1920) 
direção de Ernst Lubitsch

DAS ALTE GESETZ
(1923) 
direção de Ewald André Dupont

11
LIA De PUTTI
(1897 – 1931. Véseris / Áustria-Hungary 
– atual Nojice, Slovênia)

Dois Filmes:
TERRA em CHAMAS
(Der brennende Acker, 1922) 
direção de F. W. Murnau

TRISTEZAS de SATÁNAS 
(The Sorrows of Satan, 1926) 
direção de D. W. Griffith

12
LIL DAGOVER
(1887 – 1980. Madioen / Dutch East Indies 
- atual Madiun, East Java, Indonésia)

Dois Filmes:
O GABINETE do Dr. CALIGARI 
(Das Cabinet des Dr. Caligari, 1920) 
direção de Robert Wiene

TARTUFO
(Herr Tartüff, 1925) 
direção de F. W. Murnau

13
LILLIAN GISH
(1893 – 1993. Springfield, Ohio / EUA)

Dois Filmes:
HORIZONTE SOMBRIO
(Way Down East, 1920) 
direção de D. W. Griffith

O VENTO
(The Wind, 1928) 
direção de Victor Sjöström

14
LOUISE BROOKS
(1906 – 1985. Cherryvale, Kansas  / EUA)

Dois Filmes:
A CAIXA de PANDORA 
(Die Büchse der Pandora, 1929) 
direção de Georg Wilhelm Pabst

DIÁRIO de uma GAROTA PERDIDA 
(Tagebuch einer Verlorenen, 1929) 
direção de Georg Wilhelm Pabst

15
MAE MURRAY
(1889 – 1965. Portsmouth, Virginia / EUA)

Dois Filmes:
REPUDIADA
(Big Little Person, 1919) 
direção de Robert Z. Leonard

A VIÚVA ALEGRE
(The Merry Window, 1925) 
direção de Erich von Stroheim

16
MARGUERITE de LA MOTTE
(1902 – 1950. Duluth, Minnesota / EUA)

Dois Filmes:
A MARCA do ZORRO
(The Mark of Zorro, 1920) 
direção de Fred Niblo

Os TRÊS MOSQUETEIROS 
(The Three Musketeers, 1921) 
direção de Fred Niblo

17
MARY PICKFORD
(1892 – 1979. Toronto, Ontário / Canadá)

Dois Filmes:
ROSITA
(Idem, 1923) 
direção de Ernst Lubitsch

A MULHER DOMADA
(The Taming of the Shrew, 1929) 
direção de Sam Taylor

18
NITA NALDI
(1894 – 1961. Nova Iorque / EUA)

Dois Filmes:
O MÉDICO e o MONSTRO
(Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1920) 
direção de John S. Robertson

SANGUE e AREIA
(Blood and Sand, 1922) 
direção de Fred Niblo

19
NORMA TALMADGE
(1894 – 1957. Jersey City, New Jersey / EUA)

Dois Filmes:
KIKI
(Idem, 1926) 
direção de Clarence Brown

A DAMA das CAMÉLIAS 
(Camille, 1926) 
direção de Fred Niblo

20
POLA NEGRI
(1897 – 1987. Lipno / Polônia, Rússia Imperial 
- atual Kujawsko-Pomorskie, Polônia)

Dois Filmes:
MADAME DuBARRY
(Idem, 1919) 
direção de Ernst Lubitsch

HOTEL IMPERIAL
(Idem, 1927) 
direção de Mauritz Stiller

21
VILMA BANKY
(1898 – 1991. Nagydorog / Áustria-Hungria – atual Hungria)

Dois Filmes:
O ÁGUIA
(The Eagle, 1925) 
direção de Clarence Brown

BEIJO ARDENTE 
(The Winning of Barbara Worth, 1926) 
direção de Henry King

pola negri
vilma banky