Mostrando postagens com marcador Eleanor Parker. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleanor Parker. Mostrar todas as postagens

agosto 11, 2020

******** ELEANOR PARKER: ATRIZ de MIL FACES



 
Altura: 1,68 m
Cabelos: ruivos
Olhos: verdes


Ela era considerada uma das mulheres mais bonitas de Hollywood. Tinha talento e versatilidade, diluindo-se em seus papéis, um novo rosto em cada novo filme. Doug McClelland a definiu magistralmente no título da sua biografia: “Eleanor Parker: Mulher de Mil Faces / Eleanor Parker: Woman of a Thousand Faces (1989). Indicada ao Oscar em três ocasiões e vencedora do Coppa Volpi de Melhor Atriz no Festival de Veneza de 1950, ELEANOR PARKER (1922 - 2013. Cedarville, Ohio / EUA) foi uma atriz dramática sensível, aparecendo em mais de 40 filmes e atuando ao lado de inúmeros astros, incluindo Clark Gable, Humphrey Bogart, Kirk Douglas, Charlton Heston e Glenn Ford.
 
eleanor parker e kirk douglas
Começou a atuar cedo, apresentando-se em peças escolares. Mudou-se para a Califórnia para estudar arte dramática no Pasadena Playhouse, um pequeno teatro onde também começaram William Holden e Dustin Hoffman. Descoberta aos 18 anos por um agente de talentos da Warner Bros., fez inicialmente curtas-metragens e filmes B. Em 1943, aos 21 anos, atuou em uma badalada produção, “Missão em Moscou / Mission to Moscow”, dirigida por Michael Curtiz e interpretando a filha de Walter Huston. No set, conheceu seu futuro marido, Fred L. Losse, um tenente da Marinha. O casamento durou menos de dois anos.

Sua atriz favorita era Carole Lombard. Tinha como amigas Lana Turner e Jane Greer. Na década de 1940, era a atriz mais popular entre os colunistas de cinema Hedda Hopper, Sheila Graham e Louella Parsons. ELEANOR PARKER teve sua grande chance em 1946, na nova versão do clássico de W. Somerset Maugham, “Servidão Humana”. Repetindo o papel que Bette Davis brilhou em 1934, ela também foi capaz de um desempenho dinâmico como a sórdida prostituta Mildred Rogers. Apesar do apoio de Davis, de quem recebeu flores e um bilhete com os dizeres “espero que Mildred seja tão boa para sua carreira como foi para a minha”, o drama fracassou nas bilheterias. Recebeu a primeira de suas indicações ao Oscar de Melhor Atriz pela presidiária de “À Margem da Vida”. No ano seguinte, foi novamente nomeada em “Chaga de Fogo”. Por fim, concorreu pela terceira vez com “Melodia Interrompida”, como uma cantora de ópera que sofria de poliomielite. Era o seu filme favorito. Ela adorava ópera e aprendeu a cantar as árias do longa, embora tenha sido dublada pela soprano Eileen Farrell.
 
eleanor parker e glenn ford
Extremamente competente, nunca se tornou uma super estrela justamente por sua versatilidade. O público que assistia a um filme seu nunca sabia o que esperar dela. Ao se concentrar em ser uma atriz séria, ela evitava personagens parecidas, como fazia a maioria das estrelas. Na segunda metade dos anos 1950, ELEANOR PARKER, consagrada, sua carreira entrou em declínio. Apesar de filmar até os anos 1980, somente brilhou em “A Noviça Rebelde”, musical inspirado na história verídica da família Von Trapp, em que ela faz uma refinada baronesa, noiva ciumenta do Capitão George Von Trapp (Christopher Plummer), que o perde para a noviça Maria (Julie Andrews).

Ela se casou quatro vezes e teve quatro filhos. O primeiro foi com Fred Losee (1943-44), depois com o produtor Bert Friedlob (1946-53) e mais tarde com o artista Paul Clemens (1954-65). O amor de sua vida foi o executivo Raymond Hirsch, com quem se casou em 1966. Hirsch faleceu em 2001. Um dos romances da estrela foi com o astro Robert Taylor. Contracenaram em três filmes: “Seu Nome e Sua Honra/  Above and Beyond” (1952), “O Vale dos Reis / Valley of the Kings” (1954) e “Sangue Aventureiro / Many Rivers to Cross” (1955). Durante as filmagens desta última película, Bob Taylor se casou com a atriz Ursula Thiess, partindo o coração de Eleanor, que tinha esperanças de casar com ele. Mas o ator a via como uma outra Barbara Stanwyck, ou seja, ciumenta e dominadora.

ELEANOR PARKER atuou em vários telefilmes e séries. Entre eles, “O Agente da UNCLE”, “Havaí 5-0”, “O Barco do Amor”, “A Ilha da Fantasia” etc. Em 1963 recebeu uma indicação ao Emmy de Melhor Atriz por um episódio de “The Eleventh Hour” e em 1970 concorreu ao Globo de Ouro por seu papel na série “Bracken's World” (1969-70). Sua última atuação no cinema foi em “A Morte Ronda a Pantera / Sunburn” (1979). Posteriormente, faria ainda alguns filmes para a TV e se aposentaria, vivendo tranquilamente em Palm Springs, na Califórnia. Morreu em 9 de dezembro de 2013, aos 91 anos, cercada pelos filhos, de complicações derivadas de uma pneumonia. Seu corpo foi cremado e as cinzas espalhadas no Oceano Pacífico.

eleanor parker, stewart granger 
e janet leigh em “scaramouche”

  DEZ FILMES de ELEANOR
(por ordem de preferência)

01
À MARGEM da VIDA
(Caged, 1950)

direção: John Cromwell
elenco: Agnes Moorehead, Hope Emerson, Jan Sterling
e Jane Darwell

02
O HOMEM do BRAÇO de OURO
(The Man with the Golden Arm, 1955)

direção: Otto Preminger
elenco: Frank Sinatra e Kim Novak

03
CHAGA de FOGO
(Detective Story, 1951)

direção: William Wyler
elenco: Kirk Douglas, William Bendix, Cathy O'Donnell,
George Macready, Gladys George e Lee Grant

04
SCARAMOUCHE
(Idem, 1952)

direção: George Sidney
elenco: Stewart Granger, Janet Leigh, Mel Ferrer
e Nina Foch

05
A NOVIÇA REBELDE
(The Sound of Music, 1965)

direção: Robert Wise
elenco: Julie Andrews e Christopher Plummer

06
MELODIA INTERROMPIDA
(Interrupted Melody, 1955)

direção: Curtis Bernhardt
elenco: Glenn Ford, Roger Moore e Cecil Kellaway

07
A HERANÇA da CARNE
(Home from the Hill, 1959)

direção: Vincente Minnelli
elenco: Robert Mitchum, George Peppard, George Hamilton
e Everett Sloane

08
A FERA do FORTE BRAVO
(Escape from Fort Bravo, 1953)

direção: John Sturges
elenco: William Holden, John Forsythe e Polly Bergen

09
ESCRAVO de uma PAIXÃO
(Of Human Bondage, 1946)

direção: Edmund Goulding
elenco: Paul Henreid, Alexis Smith, Edmund Gwenn,
Patric Knowles e Una O'Connor

10
TRÊS SEGREDOS
(Three Secrets, 1950)

direção: Robert Wise
elenco: Patricia Neal e Ruth Roman

GALERIA de FOTOS
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

julho 24, 2016

**************************** Na PRISÃO: 33 FILMES

burt lancaster em brutalidade

 
O universo cruel do sistema carcerário desde sempre foi denunciado pelo cinema. Geralmente conquista o espectador, resultando em campeões de bilheterias. Muitos desses filmes criminais são clássicos, cults, agradam legiões de cinéfilos. Numa temática focada na ambiguidade humana, joga-se a liberdade individual limitada versus a justiça (às vezes, injusta), vingança versus redenção, violência versus tensão. Histórias duras, conduzindo excelentes filmes e interpretações à flor da pele. Narrativa sufocante retratando celas claustrofóbicas, detentos inconformados, ambiente sórdido, refeitório barulhento, dinâmica neurótica entre prisioneiros e guardas, amizades, gangues rivais, tumultos, planos de fuga, violência, tortura, estupro, motins, suicídio, morte.
 
Ao rever o sombrio “O Expresso da Meia-Noite” (1978), de Alan Parker, descubri que faço parte dos fãs do tema carcerário traduzido em expressão cinematográfica. Aproveitei o embalo, listando os mais marcantes filmes “entre grades que eu me lembro. Deixei de fora campos de concentração na Primeira ou Segunda Guerra Mundial. Desse tema, recomendo 33 filmes, esboçando um panorama consistente do drama presidiário cinematográfico. A democrática lista reúne longas-metragens para todos os públicos.

20.000 MIL ANOS em SING SING (20.000 Years in Sing Sing, 1932), direção de Michael Curtiz. País: EUA. Elenco: Spencer Tracy, Bette Davis e Louis Calhern. 
 

Baseado em um livro de Lewis E. Lawes, diretor da legendária penitenciária de Sing Sing de 1920 a 1941. Na trama, condenado ao infernal local espera que amigos influentes consigam sua liberdade. Quando finalmente acontece, presencia a namorada (Bette Davis em início de carreira) assassinar um mafioso e fugir. Ele é responsabilizado pelo crime. O papel do arrogante presidiário inicialmente foi oferecido a James Cagney. Davis adorou Spencer Tracy, declarando que seria um prazer voltar a atuar com ele.


O PRISIONEIRO da ILHA dos TUBARÕES (The Prisoner of Shark Island, 1936), direção de John Ford. País: EUA. Elenco: Warner Baxter, Gloria Stuart, Harry Carey e John Carradine.
 

Poucas horas depois do assassinato do presidente Abraham Lincoln, médico cuida de um ferido que bate na sua porta. Ele não tem ideia de que o presidente está morto e que trata do seu assassino. É preso por cumplicidade, condenado à prisão perpétua, numa implacabilidade da verdade contra a máquina trituradora da (in) justiça. Gloria Stuart tinha 26 anos na época. Em 1997, aos 87 anos de idade, faria a idosa Rose de “Titanic / idem”.


SAN QUENTIN (idem, 1937), direção de Lloyd Bacon. País: EUA. Elenco: Pat O’Brien, Ann Sheridan e Humphrey Bogart.
 

Ex-oficial do exército aceita emprego como guarda da prisão de San Quentin. O irmão de sua namorada, preso por roubo, tenta utilizá-lo a seu favor. Num dos seus primeiros papéis de destaque, Bogart faz o cínico marginal de plantão.


CHÉRI-BIBI - de VOLTA à ILHA do DIABO (Chéri-Bibi, 1938), direção de Léon Mathot. País: França. Elenco: Pierre Fresnay, Jean-Pierre Aumont e Marcel Dalio.
 

Segunda versão do famoso romance de Gaston Leroux. Além de três filmes, o livro seria adaptado pela quarta vez nos anos setenta, desta vez como uma minissérie. Aumont, astro romântico da época, faz o sobrinho de um milionário, falsamente acusado do assassinato de seu tio. Na colônia penal faz amizade com o líder dos encarcerados e juntos planejam fugir.  A história é meio confusa e o bom elenco não está nos seus melhores dias, mas o filme tem um certo interesse. No elenco, Marcel Dalio, judeu, pouco antes de se mudar para Hollywood fugindo dos nazistas. 


DIAS SEM FIM (Castle on the Hudson, 1940), direção de Anatole Litvak. País: EUA. Elenco: John Garfield, Ann Sheridan, Pat O’Brien e Burgess Meredith.
 

Mafioso condenado à prisão de Sing Sing espera a liberdade condicional prometida por amigos políticos. Problemático, ao admitir que foi abandonado se esforça para melhorar sua conduta. Quando a namorada é ferida em um acidente, ele consegue autorização para vê-la. A situação se torna crítica ao encontrar o responsável por sua prisão. Direção competente de Litvak. O primeiro papel protagonista do excelente Garfield.


BRUTALIDADE (Brute Force, 1947), direção de Jules Dassin. País: EUA. Elenco: Burt Lancaster, Hume Cronyn, Charles Bickford, Yvonne De Carlo, Ann Blyth e Ella Raines.
 

O filme máximo abordando o tema. Liderado por gangster, seis homens que dividem uma cela planejam se vingarem do sádico diretor da prisão. O talentoso Dassin, injustamente esquecido, logo depois teria de ir embora dos EUA ao cair na malha fina da “caça às bruxas” do macarthismo. Fez carreira na Europa. À exceção das lembranças, todo o resto da história se passa na prisão, uma sociedade repressiva e masculina cercada por muros. Um elenco perfeito e roteiro do futuro diretor Richard Brooks.


À MARGEM da VIDA (Caged, 1950), direção de John Cromwell. País: EUA. Elenco: Eleanor Parker, Agnes Moorehead, Hope Emerson, Jan Sterling e Jane Darwell.
 

Aos 19 anos, garota é presa por cumplicidade em assalto a banco. Apesar dos esforços amigáveis da diretora da penitenciária, ela sofre nas mãos da perversa carcereira, mudando seu comportamento afável na nova realidade. Melhor Atriz no Festival de Veneza. Hope Emerson brilha como a carcereira lésbica. Ela e Parker concorreram, respectivamente, ao Oscar de Atriz Coadjuvante e Atriz.


CANÇÃO de AMOR (Un Chant d’Amour, 1950), direção de Jean Genet. País: França. Elenco: Java e Coco Le Martiniquais.
 

Dois presos separados por paredes de grossa espessura, necessitados de contato humano, concebem um jogo amoroso de comunicação. Único filme - um curta de 26 min. - dirigido pelo escritor maldito francês Jean Genet. Poético e audacioso.


MULHERES CONDENADAS (Women’s Prision, 1955), direção de Lewis Seiler. País: EUA. Elenco: Ida Lupino, Jan Sterling, Audrey Totter, Phyllis Thaxter e Juanita Moore.
 

O cotidiano de uma penitenciária feminina de segurança máxima, separada da ala masculina por um alto muro. Uma nova prisioneira, frágil e decente, descobre estar grávida. Realismo e interpretações explosivas de todo o elenco, destacando-se Ida Lupino como a diretora sádica e inflexível, Jan Sterling e Audrey Totter.


QUERO VIVER (I Want to Live!, 1958), direção de Robert Wise. País: EUA. Elenco: Susan Hayward, Simon Oakland e Theodore Bikel.
 

Prostituta acusada de assassinato, apesar de se declarar inocente e apresentar álibi, acaba sendo sentenciada à morte. O caso é acompanhado por um psiquiatra e um repórter, que acreditam na inocência da ré. Baseado em fatos reais. Drama muito bom. Expressiva direção de Wise. Ganhou o Oscar, Globo de Ouro, David di Donatello e Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York de Melhor Atriz.


INFERNO na CIDADE (Nella Città L’Inferno, 1959), direção de Renato Castellani. Países: Itália e França. Elenco: Anna Magnani, Giulietta Masina e Renato Salvatori.
 

Dona de casa, injustamente acusada de roubo e trancada numa prisão em Roma, corrompe-se entre prostitutas, assassinas e ladras. Poderosas atuações de Magnani (David di Donatello de Melhor Atriz) e Masina. Drama duro, realista.


A um PASSO da LIBERDADE (Le Trou, 1960), direção de Jacques Becker. Países: França e Itália. Elenco: Michel Constantin e Philippe Leroy.
 

Quatro companheiros de cela planejam uma meticulosa fuga quando são surpreendidos pela introdução de mais um preso no cubículo. A dúvida assombra o grupo. Podem confiar no estranho que acabou de ser transferido? Tensão e realismo no último filme dirigido pelo magistral Becker. Revela a arte de contar uma fuga.


O HOMEM de ALCATRAZ (Birdman of Alcatraz, 1962), direção de John Frankenheimer. País: EUA. Com Burt Lancaster, Karl Malden e Thelma Ritter.
 

Condenado injustamente à prisão perpétua, isolado numa cela, encontra um filhote de pardal que lhe dá uma razão para viver. Torna-se especialista em pássaros, reconhecido internacionalmente. Ainda assim sua liberdade é negada. Pelo trabalho denso, Lancaster levou a Taça Volpi de Melhor Ator em Veneza e concorreu ao Oscar.


A SANGUE FRIO (In Cold Blood, 1967), direção de Richard Brooks. País: EUA. Elenco: Robert Blake, Scott Wilson e John Forsythe.
 

Tenta compreender as motivações por trás de um massacre sem sentido. No caso, a morte a sangue frio de quatro membros de uma família, em 1959. O fato, real, foi documentado em forma de romance por Truman Capote em 1966 e tornou-se um sucesso editorial. A fim de conseguir maior realismo, o filme foi rodado quase inteiramente nos locais onde aconteceram os fatos e em austero preto e branco. O diretor construiu uma narrativa sem sensacionalismo, sóbria. Recebeu quatro indicações ao Oscar da Academia, duas para a direção e o roteiro de Brooks, uma para a fotografia de Conrad L. Hall e a outra para a trilha sonora de Quincy Jones.


REBELDIA INDOMÁVEL (Cool Hand Luke, 1967), direção de Stuart Rosenberg. País: EUA. Elenco: Paul Newman, George Kennedy, Jo Van Fleet e Dennis Hopper.
 

Num de seus melhores papéis, o belo Newman é preso por dirigir embriagado. Durão, enfrenta a todos e se recusa a ser quebrado, escapando e sendo preso novamente várias vezes. Ao desafiar a realidade da prisão acaba se tornando um exemplo de resistência para seus colegas. O astro de olhos azuis vive o prisioneiro mais sagaz do cinema. Ganhou aqui uma de suas dez indicações ao Oscar, mas só venceria o prêmio em 1987.


PAPILLON (idem, 1974), direção de Franklin J. Schaffner. Países: França e EUA. Elenco: Steve McQueen, Dustin Hoffman e Victor Jory.
 

Grande sucesso marcado por atuações inesquecíveis. “Papillon”, que em francês quer dizer borboleta, mostra a saga de prisioneiro que, na luta contra um sistema desumano e cruel, faz o impossível para fugir da terrível Ilha do Diabo, cercado por uma floresta impenetrável na Guiana Francesa. Roteiro de Dalton Trumbo baseado em autobiografia do fugitivo Henri Charrière, narra a brutalidade do confinamento. Magnífico.


O EXPRESSO da MEIA-NOITE (Midnight Express, 1978), direção de Alan Parker. Países: Inglaterra e EUA. Elenco: Brad Davis, Irene Miracle, Bo Hopkins e John Hurt.
 

Ao visitar a Turquia, um estudante norte-americano trafica haxixe, prendendo-o debaixo de suas roupas. O plano acaba não dando certo e ele é detido, com sua vida se transformando em um pesadelo. Brutalmente espancado e jogado em uma imunda prisão, espera ser libertado. Levado a um novo julgamento, é condenado a uma longa pena. Só lhe resta mergulhar num inferno de torturas, atrocidades e loucura. Roteiro do futuro cineasta Oliver Stone. O resultado é um filme vigoroso, ganhador de dois Oscar e seis Globo de Ouro (Inclusive Melhor Filme-Drama). Atenção para a famosa trilha sonora de Giorgio Moroder e a comovente atuação do inglês John Hurt.


ALCATRAZ – FUGA IMPOSSÍVEL (Escape from Alcatraz, 1979), direção de Don Siegel. País: EUA. Elenco: Clint Eastwood, Patrick McGoohan e Roberts Blossom.
 

Última parceria de Eastwood com Siegel. Ele é um condenado que já escapou de várias prisões enviado para a ilha de Alcatraz, de onde ninguém escapa com vida. Pacientemente arquiteta sua fuga. O filmaço dramatiza a fuga real ocorrida em 1962.


BRUBAKER (Idem, 1980), direção de Stuart Rosenberg. País: EUA. Elenco: Robert Redford, Yaphet Kotto e Morgan Freeman.
 

Na prisão sulista de Wakefield, o novo diretor chega disfarçado de prisioneiro e assim convive com os detentos, podendo apurar todos os tipos de corrupções e ilegalidades que imperam na instituição. Quando ele se revela, encontra uma oposição velada, pois suas ideias reformistas contrariam vários interesses políticos e financeiros. Baseado em fatos reais, esse longa foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original.


FUGA de NOVA YORK (Escape from New York, 1981), direção de John Carpenter. Países: Inglaterra e EUA. Elenco: Kurt Russell, Lee Van Cleef e Ernest Borgnine.
 

No futuro, ano de 1997, Manhattan foi transformada em uma prisão de segurança máxima.  O avião presidencial cai nela e um ex-combatente de guerra, condenado por roubo, é enviado para em 24 horas resgatar o presidente em troca da sua liberdade. Gerou a sequência “Fuga de Los Angeles / Escape from L.A.” (1996).


DAUNBAILÓ (Down by Law, 1986), direção de Jim Jarmusch. Países: EUA e Alemanha. Elenco: Tom Waits, John Lurie e Roberto Benigni.
 

Ao caírem numa armação da polícia, dois sujeitos vão dividir uma cela na prisão. Um é cafetão de baixa categoria que se envolveu erroneamente num esquema de corrupção de menores, enquanto o outro é um ex-radialista que, expulso de casa pela namorada, aceita um serviço de transportar um carro, sem saber que tinha um defunto no porta-malas. Mais um filme excêntrico de Jarmusch, mostrando a estranha e cômica relação da dupla, acrescentando mais um companheiro de cela. Eles planejam uma fuga inusitada.


Em NOME do PAI (In the Name of the Father, 1993), direção de Jim Sheridan. Países: Irlanda e EUA. Elenco: Daniel Day-Lewis, Pete Postlethwaite e Emma Thompson.
 

Em 1974, um atentado a bomba organizado pelo IRA (Exército Republicano Irlandês) mata cinco pessoas num pub nos arredores de Londres. Um jovem rebelde irlandês é injustamente preso e condenado pelo crime. Seu pai tenta ajudá-lo e também é condenado, mas pede ajuda a uma advogada que investiga as irregularidades do caso. Baseado em fatos reais, este drama tem interpretações de tirar o chapéu de Daniel Day-Lewis, Emma Thompson e Pete Postlethwaite. Leão de Ouro em Berlim, entre outros prêmios e indicações, como sete ao Oscar e quatro ao Globo de Ouro.


Um SONHO de LIBERDADE (The Shawshank Redemption, 1994), direção de Frank Darabont. País: EUA. Elenco: Tim Robbins e Morgan Freeman.
 

Em 1946, um jovem e bem sucedido banqueiro tem a sua vida radicalmente modificada quando passa a cumprir prisão perpétua por ter assassinado sua mulher e o amante dela. No presídio, faz amizade com um prisioneiro que cumpre pena há 20 anos e controla o mercado negro do presídio. Enquanto pensam em fuga, ambos lidam com um cotidiano opressor e violento. Inspirado em conto de Stephen King. Indicado a sete Oscar.


À ESPERA de um MILAGRE (The Green Mile, 1999), direção de Frank Darabont. País: EUA. Elenco: Tom Hanks, Michael Clarke Duncan e David Morse.
 

Baseado em história de Stephen King, apresenta o chefe da guarda de um corredor da morte durante o ano de 1935. Ele faz amizade com um prisioneiro acusado de estuprar e matar duas meninas. Quatro indicações ao Oscar e uma ao Globo de Ouro são reflexos desse sucesso, com Hanks e Duncan em atuações memoráveis.


A ÚLTIMA FORTALEZA (The Last Castle, 2001), direção de Rod Lurie. País: EUA. Elenco: Robert Redford, James Gandolfini e Mark Ruffalo.
 

Um militar de alta patente, condenado injustamente à prisão, passa a enfrentar os métodos pouco convencionais do diretor da penitenciária, começando uma guerra de consequências inimagináveis. Ele e os seus aliados decidem forçar a exoneração do diretor. Trilha sonora do talentoso Jerry Goldsmith. Redford rouba a cena.


CARANDIRU (2003), direção de Hector Babenco. Países: Brasil, Argentina e Itália. Elenco: Rodrigo Santoro, Caio Blat, Lázaro Ramos e Wagner Moura.
 

Médico se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da América Latina. Convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias. Apesar de todos os problemas, ele logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade e vontade de viver. Várias histórias são contadas.


FOME (Hunger, 2008), direção de Steve McQueen. País: Irlanda e Inglaterra. Elenco: Michael Fassbender.
 

Em 1981, ocorre um dos mais violentos motins no presídio Maze Prison, na Irlanda do Norte. O evento ganha proporções alarmantes e no epicentro da rebelião está um prisioneiro que, disposto a levar a mente e o corpo aos limites da capacidade humana, inicia uma greve de fome. Baseado numa história real. Fassbender teve acompanhamento médico, devido a perda de peso para o papel. Drama pesado, desagradável, difícil de assistir, mas brilhante. Fantástica estreia do inglês Steve McQueen. Interpretação corajosa e dedicada de Fassbender.


BRONSON (Idem, 2008), direção de Nicolas Winding Refn.  País: Inglaterra. Elenco: Tom Hardy, Kelly Adams e Luing Andrews.
 

Em 1974, rapaz de 19 anos com uma espingarda caseira serrada e uma cabeça cheia de sonhos, tenta roubar uma agência postal. Pego e condenado a sete anos de prisão, com o pseudônimo de Charles Bronson, fica preso trinta e quatro anos, trinta dos quais em isolamento. Baseado em fatos reais, tem interpretação hipnotizante de Tom Hardy no papel de um dos bandidos mais perigosos do Reino Unido, também famoso por sua fúria. O ator se encontrou com o cinebiografado mais de uma vez, tendo total apoio dele.


LEONERA (Idem, 2008), direção de Pablo Trapero. Países: Argentina, Coréia do Sul, Espanha e Brasil. Elenco: Martina Gusman, Elli Medeiros e Rodrigo Santoro.
 

Uma mulher grávida acorda rodeada pelos corpos ensanguentados de dois homens. É presa e enviada a uma penitenciária específica para mães e grávidas sentenciadas, chamada “leonera”, a “toca das leoas”. O filme jamais deixa claro se a personagem é culpada ou não, centrando-se na maternidade atrás das grades. Produzido pelo brasileiro Walter Salles. Destaque para a sensível interpretação de Martina Gusman.


O ESCAPISTA (The Escapist, 2008), direção de Rupert Wyatt. Países: Inglaterra e Irlanda. Elenco: Brian Cox, Damian Lewis, Joseph Fiennes e Seu Jorge.
 

Um prisioneiro condenado a prisão perpétua, sem direito a condicional, sabendo que a filha tornou-se uma drogada e está prestes a morrer, decide fugir. Um bom filme, tenso e bem dirigido, com participação do brasileiro Seu Jorge.


O PROFETA (Un Profete, 2009), direção de Jacques Audiard. Países: França e Itália. Elenco: Tahar Rahim, Niels Arestrup e Adel Bencherif.
 

Na cadeia, jovem árabe, preso por seis anos, por conta de pequenos delitos, sobrevive e ascende na hierarquia carcerária, protegido pelo grupo corso, que domina o local. Logo se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de “missões” que deverá executar para um dos líderes. Excelente longa, ganhador de nove prêmios César, BAFTA de Filme Estrangeiro, prêmio do júri em Cannes e indicado ao Oscar.


CELA 211 (Celda 211, 2009), direção de Daniel Monzón. Países: Espanha e França. Elenco: Luis Tosar, Alberto Ammann e Antonio Resines.
 

Agente penitenciário, logo em seu primeiro dia de trabalho, se vê envolvido em uma rebelião de presos, liderada por um perigoso detento. Acaba ferido e deixado para trás. Como não o conhecem, ele se faz passar por detento e acaba se envolvendo muito mais do que deveria no confronto. Tenso e bem dirigido.


CÉSAR DEVE MORRER (Cesare deve Morire, 2012), direção de Paolo Taviani Vittorio Taviani. País: Itália. Elenco: Cosimo Rega, Salvatore Striano e Giovanni Arcuri.
 

Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim e David di Donatello de Melhor Filme. Mistura teatro, documentário e drama. Os veteranos irmãos Taviani levam sua câmera a uma ala de segurança máxima da prisão de Rebibbia, na Itália, onde os presos são os atores. Encenam uma versão livre da peça “Júlio César”, de William Shakespeare. O impacto que a arte tem sobre os condenados fazem deste filme memorável.