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agosto 02, 2020

**************** POLÍTICOS no CINEMA: 19 FILMES

alexander knox e geraldine fitzgerald em “wilson”


A política sempre se destacou nas telas de cinema. Parece que corrupção e jogos de poder não ficam fora de moda. E o cinema sabe contar histórias assim. Portanto, selecionei dezenove elogiados clássicos para quem se interessa pelo tema. Confira.

01
ABRAHAM LINCOLN
(Idem, 1930)

direção de D.W. Griffith
elenco: Walter Huston e Una Merkel

Filme do legendário Griffith. O primeiro a narrar a vida do 16º presidente norte-americano Lincoln, desde sua infância até a sua morte, incluindo a Guerra Civil. Aborda aspectos pouco conhecidos do início da vida do político, como um romance apaixonado, sua depressão e tendências suicidas. Brilhante atuação de Walter Huston no papel-título.

02
O DESTINO de uma NAÇÃO
(Gabriel Over the White House, 1933)

direção de Gregory La Cava
elenco: Walter Huston, Franchot Tone e Karen Morley

Um presidente corrupto e autoritário salva-se milagrosamente de um violento acidente de carro. Sofrendo influência divina - especificamente do Arcanjo Gabriel - e do espírito de Lincoln, ele assume com garra o controle do governo e resolve os problemas da nação, reduzindo o desemprego, tirando o país da Depressão, combatendo os bandidos e as hienas do Congresso e promovendo a paz mundial, antes de morrer de um ataque cardíaco. O filme recebeu o apoio financeiro do magnata da imprensa William Randolph Hearst e baseou-se no romance de Thomas Frederic Tweed.

03
PARNELL - O REI SEM COROA
(Parnell, 1937)

direção de John M. Stahl
elenco: Clark Gable, Myrna Loy, Alan Marshal
e Billie Burke

A vida de uma das principais figuras políticas da Irlanda do final do século 19 inspiraram este drama biográfico. Um político e ativista, cujo trabalho incansável pela causa da independência irlandesa deu-lhe o apelido de “O rei sem coroa”. Na vida amorosa, se envolveu com a esposa do seu melhor amigo e manteve um relacionamento secreto por muitos anos. O romance exposto na mídia pelo marido traído arruina sua carreira política. Anos depois, com a saúde debilitada, ele tenta retornar à política, mas não deu certo.

04
A MULHER FAZ o HOMEM
(Mr. Smith Goes to Washington, 1939)

direção de Frank Capra
elenco: James Stewart, Jean Arthur, Claude Rains,
Edward Arnold, Thomas Mitchell e Beulah Bondi

Um inocente e íntegro cidadão do interior é convidado a ocupar a vaga de um senador. Em Washington, ele percebe como a política é suja e passa a desacreditar no caráter dos governantes. Indicado a 11 Oscar – incluindo Melhor Filme -, foi acusado de anti-americano e pró-comunista. Além disso, proibido em países que sofriam ditaduras, supostamente porque mostra que a democracia funciona.

05
O HOMEM que se VENDEU
(The Great McGinty, 1940)

direção de Preston Sturges
elenco: Brian Donlevy, Muriel Angelus e Akim Tamiroff

Estreia do roteirista Sturges na direção, somente possível porque ele ofereceu a história de graça para a Paramount Pictures. Recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original e foi sucesso de crítica e público. Um mendigo sem escrúpulos recebe a proteção de um político desonesto conhecido como The Boss (O Chefão). Casa-se, tem dois filhos e usa a suposta respeitabilidade para apresentar-se como candidato reformista nas eleições municipais, vencendo o pleito. Sua ascensão continua e consegue se tornar governador. Desejando levar uma vida honesta, tenta deixar o partido, mas seus antigos companheiros expõem sua corrupção e causa-lhe a ruína.

06
O LIBERTADOR
(Abe Lincoln in Illinois, 1940)

direção de John Cromwell
elenco: Raymond Massey, Gene Lockhart e Ruth Gordon

O drama acompanha Abraham Lincoln desde quando lutava pela vida como lenhador no Kentucky, até sua eleição para a presidência, em 1860. No meio, o primeiro amor, o casamento, seus estudos de advocacia e seus lendários debates. Baseado na peça homônima de Robert E. Sherwood, ganhadora do Prêmio Pulitzer, fracassou nas bilheterias, dando um enorme prejuízo aos cofres da RKO Radio Pictures. Sincero, é um tributo a um grande herói norte-americano, frequentemente comovente e excitante. Magistral atuação de Raymond Massey, que concorreu ao Oscar.

07
WILSON
(Idem, 1944)

direção de Henry King
elenco: Alexander Knox, Charles Coburn, Geraldine Fitzgerald,
Thomas Mitchell, Cedric Hardwicke e Vincent Price

Um relato biográfico de Woodrow Wilson, o 28.º presidente dos Estados Unidos. A 20th Century Fox não economizou na produção. Vivendo o presidente, o então desconhecido Alexander Knox revelou-se uma escolha perfeita e ganhou um Globo de Ouro. Recebeu dez indicações ao Oscar da Academia e levou cinco estatuetas para casa, entre elas a de Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia. Apesar da qualidade da produção e dos prêmios, fracassou nas bilheterias. Começa em 1909, quando o político era presidente da Universidade de Princeton. Em seguida, governador de Nova Jérsei. Daí para a Casa Branca foi um pulo. Nela, perde  a esposa, casa-se novamente, entra na I Guerra Mundial a contragosto e luta pela criação da Liga das Nações.

08
Sua ESPOSA e o MUNDO
(State of the Union, 1948)

direção de Frank Capra
elenco: Spencer Tracy, Katharine Hepburn, Van Johnson,
Angela Lansbury e Adolphe Menjou

Um magnata decide concorrer à indicação do partido Republicano para a Casa Branca. Antes de dar o pontapé inicial na campanha, ele reata o casamento em crise. Ela aceita acompanhar o marido na corrida eleitoral, mesmo sabendo que ele mantém um caso com uma jornalista. Mas começa a questionar essa decisão quando percebe que o candidato negligencia seus valores e crenças para conseguir votos.

09
O ENVIADO de SATANÁS
(Alias Nick Bealm, 1949)

direção de John Farrow
elenco: Ray Milland, Audrey Totter, Thomas Mitchell
e George MacReady

Procurador distrital honesto quer se tornar governador, mas é impedido por forças políticas corruptas. Sem saber, faz pacto com o diabo e consegue o sucesso político desejado, mas perde seu senso de moral. Gradativamente, ele fica cada vez mais envolvido com um estranho sombrio e uma mulher de passado duvidoso, até constatar que é tarde demais, pois está em um caminho sem volta. Excelentes atuações.

10
A GRANDE ILUSÃO
(All the King's Men, 1949)

direção de Robert Rossen
elenco: Broderick Crawford, John Ireland, Joanne Dru,
John Derek e Mercedes McCambridge

Baseado num livro vencedor do prêmio Pulitzer e indicado a sete Oscar, venceu três, inclusive Melhor Filme. Retrata a ascensão e queda de um honesto que se transforma em político corrupto. Mostra que a corrupção não é necessariamente feita por gente desonesta, mas também por aqueles que sucumbem à tentação do poder e do dinheiro.

11
Um LEÃO ESTÁ nas RUAS
(A Lion Is in the Streets, 1953)

direção de Raoul Walsh
elenco: James Cagney, Barbara Hale e Anne Francis

Vendedor ambulante carismático se apaixona à primeira vista por professora e logo se casa com ela. Demagogo político em formação, usa sua popularidade para o chamado político. Manipula a todos que conhece, torna-se amante de uma garota e usa de todos os artifícios para ascender politicamente. Baseado no romance de Adria Locke Langley, que conta a história real de um político assassinado na Louisiana.

12
O ÚLTIMO HURRAH
(The Last Hurrah, 1958)

direção de John Ford
elenco: Spencer Tracy, Jeffrey Hunter, Dianne Foster,
Pat O'Brien, Basil Rathbone, Donald Crisp
e James Gleason

Na Nova Inglaterra, um veterano e astuto prefeito inicia campanha eleitoral para um quinto mandato. Católico, de origem irlandesa, sempre conseguiu apoio dos bairros pobres e da igreja católica para se eleger. Tem como opositores, o bispo protestante, a imprensa e os banqueiros, todos apoiadores de um candidato novato veterano de guerra. Spencer Tracy, em extraordinária interpretação, venceu o National Board of Review como Melhor Ator. John Ford ganhou como Melhor Diretor.

13
TEMPESTADE sobre WASHINGTON
(Advise & Consent, 1962)

direção de Otto Preminger
elenco: Charles Laughton, Don Murray, Walter Pidgeon,
Henry Fonda, Franchot Tone, Lew Ayres,
Gene Tierney, Burgess Meredith

A escolha pelo presidente norte-americano do novo secretário de Estado, divide opiniões, resultando em chantagem e suicídio. É um incrível filme sobre o relacionamento entre Executivo e Legislativo, o jogo de forças e interesses. Se baseia num romance – premiado com o Pulitzer – escrito por Allen Drury, correspondente do “New York Times” no Congresso à época em que escreveu o livro, os anos 50. Ele conhecia bem aquele universo. Todos os personagens são inspirados em personalidades reais.

14
As MÃOS SOBRE a CIDADE
(Le Mani sulla Città, 1963)

direção de Francesco Rosi
elenco: Rod Steiger e Salvo Randone

Um vereador napolitano impiedoso, usa seu poder político para obter grandes lucros pessoais em negócios imobiliários. Porém, após um edifício residencial desabar, um vereador comunista começa uma investigação sobre o adversário.

15
SETE DIAS em MAIO
(Seven Days in May, 1964)

direção de John Frankenheimer
elenco: Burt Lancaster, Kirk Douglas, Fredric March,
Ava Gardner, Edmond O'Brien, Martin Balsam,
Hugh Marlowe e George Macready

Coronel descobre conspiração para derrubar o presidente dos EUA. Encontrar provas esbarram na burocracia e mortes suspeitas, até que senador, preso por ambicioso general em base militar do Texas, escapa com os documentos do plano. O presidente, então, recorre ao coronel para desbaratar o golpe e prender os culpados.

16
VASSALOS da AMBIÇÃO
(The Best Man, 1964)

direção de Franklin J. Schaffner
elenco: Henry Fonda, Cliff Robertson, Edie Adams,
Margareth Leighton e Ann Sothern

Dois políticos, em convenção de partido que vai escolher o candidato a Presidência da República, em uma luta suja, com acusações de homossexualismo e corrupção.

17
Z
(Idem, 1969)

direção de Costa-Gavras
elenco: Yves Montand, Irene Papas, Jean-Louis Trintignant,
François Périer, Jacques Perrin, Charles Denner
e Renato Salvatori

O diretor grego baseou-se em eventos reais, acontecidos na política de seu país, para contar a história do assassinato de um deputado liberal, encoberto por uma rede de corrupção, que envolve a polícia e políticos. Indicado a cinco Oscar, levou o de Melhor Filme Estrangeiro. Um incontestável e poderoso drama, indicado à Palma de Ouro, em Cannes, vencendo o prêmio de Melhor Ator (Jean-Louis Trintignant).

18
A DOR e a PIEDADE
(Le Chagrin et la Pitié, 1969)

direção de Marcel Ophüls

Documentário sobre a colaboração entre o Governo de Vichy e o nazismo durante a II Guerra Mundial. Apresenta entrevistas com um oficial alemão, colaboradores e combatentes da resistência de Clermont-Ferrand. Eles comentam sobre as razões para a colaboração, incluindo o anti-semitismo, anglofobia, medo de bolcheviques e da invasão soviética, desejo de poder e simples precaução. Uma obra prima.

19
O CANDIDATO
(The Candidate, 1972)

direção de Michael Ritchie
elenco: Robert Redford, Peter Boyle e Melvyn Douglas

Um advogado concorre ao Senado, mas não acredita que vai ganhar as eleições e nem quer ganhar, o que faz com que ele possa dizer tudo aquilo que pensa e acredita. No entanto, acaba tendo que mudar o tom de sua campanha e entrar de vez no jogo do poder. Ganhou um merecido Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.

novembro 09, 2012

***** JEAN SEBERG: SUICÍDIO ou ASSASSINATO?

jean seberg


Ela não atingiu, como atriz, o prestígio de uma Romy Schneider, nem de Jane Fonda, Claudia Cardinale ou outros nomes femininos célebres na sua época. Foi, pode-se dizer, uma pequena star, deixando sua marca na história do cinema através de dois longas, o cult francês “Acossado / À Boute de Souffle” (1960) e o charmoso drama romântico “Bom Dia, Tristeza / Bonjour Tristesse” (1958), adaptação do best-seller de Françoise Sagan estrelado por David Niven e Deborah Kerr. Mesmo sem talento, a meiga JEAN SEBERG (1938 - 1979) venceu dezoito mil candidatas para representar o disputado papel-título de “Joana D'Arc /  Saint Joan” (1957), sua estreia no cinema aos dezenove anos. 

O drama religioso fracassou e o seu desempenho criticado (assisti há pouco tempo, o filme foi injustiçado, é bom, com brilhante direção de Otto Preminger – como sempre – e sensacional atuação de Richard Widmark como o delfim Charles VII, embora não aprecie a duvidosa história da Virgem de Orleans e concorde que Jean não tem força dramática para segurar seu personagem), mas o seu belo rosto de cabelos curtos tornou-se um ícone moderno, estampando capas de revistas e sendo cortejado em todo o mundo.

Vinte e dois anos depois, em 1979, aos 40 anos de idade, o corpo nu e sem vida da musa da Nouvelle Vague, envolto em um cobertor, seria encontrado no banco traseiro de um Renault às margens do rio Sena, em Paris. A causa da morte foi uma overdose de barbitúricos, finalizando uma atribulada existência. 

Surgiram rumores de que o “suicídio” camuflava um crime planejado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), mas nunca provado. Enterrada em Paris, o seu funeral contou com celebridades como os escritores Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Muitos chegaram a afirmar que, na verdade, ela já havia morrido há algum tempo, dadas as dificuldades que encontrava para superar as sucessivas crises. Mais de 30 anos depois da sua morte, a bela e sofrida JEAN SEBERG continua a ser uma figura lembrada na Europa, especialmente na França.

jean e godard

Nascida em Marshalltown, Iowa, EUA, radicou-se na França, onde sempre viveu. Casou-se quatro vezes e confessou nunca ter sido feliz com nenhum dos maridos. O primeiro, o cineasta François Moreuil; depois, o escritor Romain Gary, o diretor Dennis Berry e o ator marroquino Ahmed Hasni. Seu badalado casamento com Romain Gary, tempestuoso e infeliz,  despertou-a intelectualmente. Bem mais velho do que ela, ele a fez ler Stendhal, Flaubert e Balzac, entre outros, e a estudar a história da arte. Meses após a morte da ex-esposa, Romain se matou com um tiro, deixando um bilhete esclarecendo que sua morte não tinha nada a ver com JEAN SEBERG. O fracasso dos relacionamentos da atriz levaram aos excessos de barbitúricos, tornando sua vida insuportável. 

Em constante estado de depressão, ela tentou o suicídio oito vezes, inclusive atirando-se sobre os trilhos do metrô parisiense. Depois de um período internada em uma clínica especializada em doenças nervosas, declarou, em entrevista, que se sentia extremamente confusa. “Sou um misto de fragilidade, de sinceridade e de orgulho”, confessou, afirmando ter caminhando sozinha pela vida, sem jamais receber ajuda e que desde garotinha aprendeu a enfrentar as dificuldades sem apoio dos outros.

belmondo e jean em acossado
Com o fiasco dos seus dois primeiros filmes, a atriz parecia não ter futuro em Hollywood. Teve sorte ao ser convidada por Jean-Luc Godard para contracenar com Jean-Paul Belmondo em “Acossado”. Na história, o malandro sedutor Michel Poiccard (Belmondo odiou o filme e nunca entendeu sua repercussão mundial) mata um policial, que tentou prendê-lo por excesso de velocidade, persuadindo Patricia Franchisi (Seberg), estudante norte-americana, para escondê-lo até receber um dinheiro que lhe devem. No apartamento dela, conversam e namoram. 

A partir dessa obra-prima de Godard fez uma série de fitas sem êxito, dirigida vez ou outra por nomes de gabarito como Claude Chabrol e Joshua Logan. Intercalou produções francesas com norte-americanas, mas sempre sendo mais apreciada na Europa. Em 1964, teve um desempenho memorável como uma esquizofrênica em “Lilith / Idem”, de Robert Rossen, ao lado de Warren Beatty e Gene Hackman, pelo qual foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática. Era o seu filme favorito.

Inacreditavelmente, recusou protagonizar A Primeira Noite de um Homem / The Graduate” (1967), “A Noite Americana / La Nuit Américaine” (1973) e “Esposas em Conflito / The Stepford Wives” (1975). Quase foi a Lara de “Doutor Jivago / Doctor Zhivago” (1965), mas David Lean felizmente terminou optando pela inglesa Julie Christie. Durante os anos 70, JEAN SEBERG continuou a fazer filmes ruins, destacando-se sua participação no famoso suspense-catástrofe “Aeroporto / Airport” (1970), de George Seaton, ao lado de Burt Lancaster e Jacqueline Bisset. 

Publicou também dois livros, “Blue Jean”, um ensaio sobre a esquizofrenia, e “How top Escape Oneself” (Como Escapar de Si Mesmo), um manual com instruções para o suicídio. Em 1979 interpretou o seu último papel no cinema, em “Le Bleu des Origines”, de Philippe Garrell, concluindo trinta e quatro filmes em sua não muito bem sucedida carreira. Um musical, intitulado “Jean Seberg”, baseado em sua vida, estreou no Royal National Theatre, em Londres, em 1983. Ele foi escrito por Julian Barry com música de Marvin Hamlisch.


Ao apoiar o grupo antirracista “Panteras Negras”,  fechou muitas portas em Hollywood para o seu trabalho. Grávida, o FBI espalhou o boato de que o pai era um conhecido líder do movimento negro. A notícia correu os jornais, abalou o casamento da atriz e a criança nasceu prematura, morrendo dois dias depois. Para provar sua inocência, JEAN SEBERG exibiu a falecida em um caixão de cristal para que os linguarudos tivessem certeza que era branca. O incidente contribuiu para sua depressão persistente ao longo dos anos. Chocada emocionalmente, a cada aniversário de morte da filha, sucumbia à depressão. Se sentindo perseguida pelo órgão investigativo criminal norte-americano, contratou seguranças para acompanhá-la a qualquer parte e dizia que seu telefone estava grampeado. Muitos a consideravam paranoica. 

Nos anos seguintes, constatou-se que estava sendo realmente vigiada pelo FBI. Recentemente, seu filho Alexandre Diego Gary mobilizou a mídia francesa, acusando o FBI de ser responsável pela morte da mãe. No entanto, como o moço tem um passado marcado pelo alcoolismo e prostituição, não vem sendo levado a sério. Parece que essa morte mal contada nunca será devidamente esclarecida. Assim como aconteceu com Jean Harlow, Maria Montez, Marilyn Monroe, Linda Darnell, Natalie Wood, Pier Paolo Pasolini, Brandon Lee, River Phoenix e Heather Ledger.

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