dezembro 10, 2017

********************** FAMOSAS SÉRIES de TV

“dallas
Algumas SÉRIES de TV ficam na memória. Ainda menino, não perdia o tenso e realista “Combate”. Daí nasceu a paixão por filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. Gostava do humor irreverente de “Guerra, Sombra e Água Fresca” e do familiar “Daniel Boone”, embora as minhas favoritas fossem “Túnel do Tempo” e “Havaí 5.O”. A maioria dessas SÉRIES clássicas conta com estrelas de cinema em participações especiais e foi produzida nos anos 1960, considerados pelos especialistas como a era de ouro da televisão. 

De várias partes do mundo, vieram os primeiros sucessos de ficção-científica em episódios, como o norte-americano Além da Imaginação, o japonês National Kid e o inglês “Thunderbirds”. Com o exito, muitas outras foram produzidas no mesmo segmento, rendendo clássicos como Viagem ao Fundo do Mar“Jornada nas Estrelas” e Os Invasores. Elas marcaram gerações, misturando fantasia, humor e ação em aventuras inesquecíveis.

O AGENTE 86
(Get Smart)

De 1965 a 1970, em 138 episódios de 24 minutos cada, estrelado por Don Adams, Barbara Feldon e Edward Platt. Criada pelos talentosos comediantes Mel Brooks e Buck Henry, narra as aventuras de um espião trapalhão, ajudado por uma bonita agente, cujo código é 99. Ambos trabalham para uma organização secreta chamada Controle, cuja principal função é combater os vilões da organização secreta e criminosa Kaos.

ALÉM DA IMAGINAÇÃO 
(The Twilight Zone)

Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação. Assim se apresentava a série de Rod Serling, exibida entre 1959 e 1964, em 156 episódios. 

O público se maravilhava com o mundo paralelo, cheio de fantasia e absurdos. Sem aberrações ou efeitos especiais, apenas bem contada e bem dirigida, apresentava histórias de ficção-científica, suspense e terror. O tema musical da primeira temporada tem a assinatura do mestre Bernard Herrmann, dos filmes de Alfred Hitchcock. 

BATMAN
(idem)

Exibido entre 1966 e 1968, em 60 estórias, sendo cada uma dividida em duas partes, totalizando 120 episódios, baseia-se nos famosos quadrinhos e narra a luta contra o crime de um herói mascarado acompanhado pelo parceiro Robin e auxiliado pelo mordomo Alfred, o comissário de polícia James Gordon e o chefe de polícia O'Hara. 

De tom humorístico, protagonizado por Adam West e Burt Ward, tem como vilões atores famosos como Burgess Meredith (“Pinguim”), Cesar Romero (“Coringa”), Vincent Price (“Cabeça de Ovo”), David Wayne (“Chapeleiro Louco”), Julie Newmar (“Mulher-Gato”), Tallulah Bankhead (“Viúva-Negra”), Roddy Mcdowall (“Traça) e George Sanders, Otto Preminger e Eli Wallach revezando como o Sr. Gelo.

A CALDEIRA DO DIABO
(Peyton Place)

Baseada no best-seller de Grace Metalious. Apresentada entre 1964 e 1969, num total de 514 episódios, de aproximadamente 30 minutos cada. Fala dos acontecimentos de um pequeno lugarejo chamada Peyton Place, onde se escondem segredos e escândalos de duas gerações de habitantes. Triângulos amorosos e suas conseqüências, mães solteiras, prostituição, adultério e outros assuntos proibidos na época são os temas abordados. Com Dorothy Malone, Mia Farrow e Ryan O´Neal.

CASAL 20
(Hart to Hart)

De 1979 a 1984, totalizando 110 episódios. Criada pelo escritor pop Sidney Sheldon, foi um enorme sucesso. O casal rico e simpático Jonathan (Robert Wagner) e Jennifer Hart (Stefanie Powers), ao invés de aproveitar a vida em sua mansão, viaja combatendo crimes e deixando de lado sua empresa. Além da dupla, participam também da série o mordomo Max (Lionel Stander) e o cachorro Freeway, que viajam pelo mundo solucionando casos de espionagem e assassinatos.

COLUMBO 
(idem)

43 episódios com duração entre 70 e 90 minutos, de 1971 a 1978. Em 1988 a série voltou ao ar com mais 16 episódios de duas horas cada. Entre 1991 e 2003, oito especiais foram produzidos. Com Peter Falk como o Tenente Columbo, desponta como uma das maiores criações da televisão, causando verdadeiro frisson em telespectadores de todo o mundo. 

O investigador mascara uma mente afiadíssima, participando de jogos de gato e rato com vilões convencidos de que cometeram o crime perfeito. Columbo nunca saca uma arma. Ele tem uma esposa que jamais foi vista na série. Possui também um cachorro chamado de Cão. Dentro de casas ou escritórios dos suspeitos, sempre observa e comenta sobre objetos que lhe chamam a atenção. 

O episódio de estréia, Um Crime Quase Perfeito, foi dirigido por Steven Spielberg. No decorrer da série, vários vilões foram interpretados por veteranas estrelas como Janet Leigh, Sal Mineo, Roddy McDowall, Vincent Price, Ida Lupino, Ruth Gordon e Faye Dunaway.

COMBATE 
(Combat!)

Apresentada de 1962 a 1967, num total de 152 episódios, de aproximadamente 45 minutos cada.  Centra-se no segundo pelotão da Companhia King, comandada pelo novato Tenente Hanley (Rick Jason) e pelo Sargento Saunders (Vic Morrow), mostrando acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, como a campanha da Normandia, com requinte de detalhes. 

Pai da atriz Jennifer Jason Leigh, Vic Morrow teve morte trágica, em 1983, durante as filmagens de “No Limite da Realidade / Twilight Zone: The Movie”. Ele intrepretava um militar que, em uma cena de guerra, resgata duas crianças e as leva para o helicóptero. Tudo ia muito bem até que o helicóptero ficou fora de controle e decapitou o ator e uma das crianças. A outra escapou das hélices, mas foi esmagada.

DALLAS
(idem)

Produzida entre 1978 e 1991, levada ao ar dinheiro, vingança, sexo, paixão, poder e intrigas na história de duas famílias rivais, os Ewing e os Barnes, cuja rixa sobrevive a três gerações. Conquistou telespectadores em todo o mundo com melodrama e suspense, retratando glamour, poder e riqueza da alta-sociedade norte-americana. Com Larry Hagman, Patrick Duffy, Victoria Principal, a veterana Barbara Bel Geddes e Priscilla Presley.

DANIEL BOONE
(Idem)



Aventura exibida em 165 episódios de 50 minutos de duração, de 1964 a 1970, com Fess Parker, Patricia Blair, Darby Hinton, Ed Ames e Veronica Cartwright. Mostra os problemas enfrentados pelo lendário pioneiro Daniel Boone, no papel de mediador entre colonos e índios (alguns hostis de fato), ou enfrentando caçadores de recompensas, de peles e oportunistas que tentam vender armas aos índios.

Também é enfocado valores morais, a relação entre o homem branco e os índios, os métodos utilizados pelos colonizadores e famílias em busca de uma vida melhor. Muitos rostos conhecidos passam pela série, como Michael Rennie, Kurt Russell e Cesar Romero.

DR. KILDARE 
(idem)

De 1961 a 1966, em 132 episódios em preto e branco e 58 episódios coloridos. Protagonizado por Richard Chamberlain e Raymond Massey, segue a trajetória de um jovem médico que trabalha no Blair General Hospital. 

Chamberlain venceu outros 35 candidatos ao papel. Fez fama, fortuna e depois vários filmes. Recentemente assumiu sua homossexualidade, revelando num programa de tevê que convive com o ator-diretor-produtor Martin Rabbett há mais de 25 anos. 

A série conta com a participação especial de nomes famosos: Claude Rains, Charles Bronson, Walter Matthau, Lee Marvin, Angie Dickinson, James Mason, Fred Astaire, Ricardo Montalban, Robert Redford etc.

A FEITICEIRA
(Bewitched)

De 1964 a 1972, num total de 248 episódios, com Elizabeth Montgomery (filha dos atores Robert Montgomery e Elizabeth Allen), Dick York e a fantástica Agnes Moorehead como Endora, a comédia gira em torno de uma simpática bruxa, que ao se casar com um mortal promete abandonar a magia, mas não cumpre sua promessa. 

A identificação com o público foi instantânea e em pouco tempo estava em segundo lugar na audiência, com uma média de 31 pontos, só perdendo na época para “Bonanza”.

O FUGITIVO
(The Fugitive)

De 1963 a 1967, em 120 episódios de 50 minutos. Com David Janssen e Barry Morse. Uma das mais famosas séries de televisão tem como tema a injustiça. Um médico é acusado injustamente de ter assassinado a esposa. Julgado e condenado, embarca num trem, algemado a um tenente de polícia, para ser executado. Durante o percurso, o trem sai dos trilhos e o acidente o livra das algemas. 

Ao fugir, tenta provar sua inocência, procurando aquele que julga ser o verdadeiro criminoso: o homem que fugiu de sua casa na noite do assassinato. Contra ele está a polícia e, em especial, o obcecado tenente responsável pela sua captura. A  interpretação de Barry Morse como o policial era tão convincente que despertou no público um forte sentimento de repulsa, tornando-se na época o homem mais odiado dos Estados Unidos. 

O episódio final, O Julgamento, levado ao ar em duas partes, atingiu a marca de 56,7% de audiência.

GUERRA, SOMBRA E ÁGUA FRESCA
(Hogan´s Heroes)

Apresentada de 1965 a 1971, num total de 168 episódios, satiriza a Segunda Guerra Mundial, com um grupo de prisioneiros liderados pelo Coronel Hogan, em campo de concentração conhecido como Campo 13, fazendo de gato e sapato os nazistas, enquanto ajuda os companheiros.  Com Bob Crane, John Banner e Werner Klemperer.

HAVAÍ 5.0 
(Hawaii Five-O)

Policial estrelado por Jack Lord e exibido em 12 temporadas, entre 1968 e 1980, num total de 283 episódios. No clima paradisíaco das ilhas havaianas, um violento submundo precisa ser combatido pela divisão de elite 5-0, a polícia estadual, que enfrenta sabotadores, justiceiros, revolucionários, entre outros criminosos. O tema musical composto por Morton Stevens ainda é popular.

I LOVE LUCY 
(idem)

Uma das mais aclamadas sitcoms, estrelada pela hilária Lucille Ball, Desi Arnaz e Vivian Vance, foi exibida de 1951 a 1960, num total de 194 episódios. É o programa mais assistido da televisão norte-americana de todos os tempos, Recebeu 22 indicações aos prêmios Emmys e venceu cinco vezes. 

Em 2002, foi eleito o segundo Melhor Programa de TV pela revista TV Guide. Em 2007, apareceu numa lista da revista Time entre 100 melhores programas da televisão mundial. Conta o cotidiano maluco e humorado de um casal. No segundo episódio da primeira temporada, Seja um Amigo, Lucille imita e dubla Carmen Miranda com a famosa marchinha Mamãe Eu Quero Mamá tocada em uma vitrola.

O episódio Lucy Vai ao Hospital, de 1953, atingiu a audiência recorde de 71,7 pontos. Até hoje, apenas um episódio de 1956 do “The Ed Sullivan Show, no qual Elvis Presley fez sua primeira aparição televisiva, superou este percentual recorde (82,6% dos televisores ligados).

OS INTOCÁVEIS
(The Untouchables)

De 1959 a 1963, num total de 118 episódios, apresenta Eliott Ness (Robert Stack) e um grupo de agentes do tesouro incorruptíveis, durante a Lei Seca. Eles lutam contra o crime organizado. Atores talentosos participam como convidados: Robert Redford, William Bendix, Lloyd Nolan, J. Carrol Nash, Peter Falk etc.

OS INVASORES
(The Invaders)

Exibida por uma temporada e meia, entre 1967 e 1968. Estrelada por Roy Thiennes como o arquiteto David Vincent, que casualmente descobre uma invasão alienígena em andamento e conseqüentemente tenta frustrar os planos dos alienígenas e alertar a Terra do perigo. Gradualmente ele convence um pequeno grupo de pessoas a ajudá-lo, entre eles o milionário Edgar Scoville (Kent Smith). 

Os invasores não têm nome, nem se sabe seu planeta. Nem sequer são mostrados em sua forma alienígena, sua aparência humana é um disfarce, mas se não consumirem grande quantidade de energia elétrica revertem automaticamente à misteriosa fisionomia alienígena.

JEANNIE É UM GÊNIO 
(I Dream of Jeannie)

De 1965 a 1970, em 139 episódios de 25 minutos cada, criado e produzido por Sidney Sheldon. No elenco, Barbara Eden (“Jeannie”), Larry Hagman (“Major Nelson”) e Bill Daily (“Major Healey”). Um capitão da NASA testa um novo foguete, que apresenta problemas e cai numa ilha do Oceano Pacífico. 

Enquanto aguarda socorro, ele acha uma garrafa e ao abri-la, liberta um gênio com cerca de dois mil anos de idade. O gênio se declara sua servidora e o chama de amo, indo parar em sua residência, em Cocoa Beach. Vários atores famosos passam por esta comédia, entre eles, Sammy Davis Jr, Groucho Marx e Farrah Fawcett. 

MAGNUM
(idem)

Com o símbolo sexual Tom Selleck no papel-título, fez sucesso nos anos 1980, finalizando em 1988. Série de ação, inteligente e bem-humorada, tem como cenário as praias do Havaí e exalta o hedonismo do protagonista, um apaixonado por belas mulheres, camisas floridas, cerveja e vôlei. O seriado centra-se principalmente no personagem principal, um investigador, e nos seus três amigos, dois veteranos do Vietnã e um ex-oficial do Exército Britânico.

MISSÃO IMPOSSÍVEL 
(Mission Impossible)

Durante sete temporadas de 172 episódios, de 1966 a 1972, apresentou uma equipe de agentes secretos envolvida em missões que tem o planejamento descrito passo a passo até a execução do plano. A atração maior é o suspense dos planos mirabolantes. Como destaque, o tema de abertura de Lalo Schifrin. Com Steven Hill, Peter Graves, Barbara Bain, Martin Landau, Leonard Nimoy e Lesley Ann Warren.

OS MONSTROS
(The Munsters)



De 1964 a 1966, com Fred Gwynne (Frankenstein Herman”), Yvonne De Carlo (“Lily”, vampira dona-de-casa), Butch Patrick (lobisomem “Eddie”) e Al Lewis (vampiro “Vovô”), num total de 70 episódios de duração de 30 minutos cada. Uma família formada por criaturas horripilantes, mas de bom coração e muito engraçada. Humor-negro que não mete medo algum, apenas diverte. 

A família possui animais de estimação que esporadicamente aparecem: um gato (que ao invés de miar, ruge), um morcego e um outro animal que vive debaixo da escada, mas que nunca aparece, apenas é  ouvido - não se sabe qual sua espécie. Humor inteligente, às vezes ácido, satiriza o american way of life.

A NOVIÇA VOADORA 
(The Flying Nun)

Produzido de 1967 a 1970, em 82 episódios coloridos, centra-se nas aventuras de um grupo de freiras em Porto Rico. A parte cômica é provida pela inexplicável habilidade de uma noviça que voa, Irmã Bertrille, interpretada por  Sally Field. Seu talento voador causa problemas e soluções inesperadas. Madeleine Sherwood interpreta a Madre Superiora.

PERDIDOS NO ESPAÇO
(Lost in Space)

De 1965 a 1968, em 83 episódios de 50 minutos. No elenco, Guy Williams, June Lockhart, Billy Mumy, Angela Cartwright, Jonathan Harris (como o inesquecível “Dr. Zachary Smith”) e Bob May (o “Robô B9”). Com problema de superpopulação, o governo norte-americano lança a poderosa nave Júpiter 2 com uma primeira família selecionada e treinada para iniciar colonização no espaço sideral. A nave sai de curso e se perde, com o grupo enfrentando histórias fantásticas e formas de vida extraterrestres inteligentes e bizarras, que são ameaças constantes. 

O sucesso do personagem de Jonathan Harris fez com que a trama fosse modificada a ponto do ator especialmente convidado para alguns episódios se transformasse no protagonista e permanecesse na série até o final. Com o passar dos episódios, o covarde e hipócrita Smith fica cada vez mais perturbado, fazendo inúmeras tentativas de voltar à Terra ou obter riquezas e poder por meio de ajuda alienígena. Termina vítima de sua ganância.

TERRA DE GIGANTES
(Land of the Giants)

Produzida de 1968 a 1970, em 51 episódios, fala de uma nave espacial atingida por uma misteriosa névoa e envolvida em uma tempestade magnética que a joga em um planeta povoado por gigantes. Os tripulantes tentam sobreviver e encontrar uma maneira de voltarem à Terra. Com Gary Conway, Don Matheson e Kurt Kasznar.

TÚNEL DO TEMPO 
(The Time Tunnel)

Produzido por Irwin Allen, de 1966 a 1967, narra a trajetória de dois cientistas - Robert Colbert como Doug Phillips e James Darren como Tony Newman - monitorados por profissionais que os seguem em seus deslocamentos no tempo. A equipe tenta encontrar um meio de trazê-los de volta. 

Quando tudo falha, tira-os de uma época e os envia para outra data incerta do passado ou do futuro, dando início a um novo episódio. Devido ao elevado custo de produção, o seriado durou apenas uma temporada, com 30 episódios. Teve enorme popularidade no Brasil.

dezembro 02, 2017

**************** LOURA e SEDUTORA: LANA TURNER


Um dos maiores mitos de Hollywood, a formosa e classuda LANA TURNER (Wallace, Idaho, EUA. 1921 - 1995) não era frágil como Judy Garland, não era forte como Joan Crawford, nem discreta como Greta Garbo e tampouco carente como Marilyn Monroe. Era perigosa. Não que fosse agressiva, venenosa ou neurótica, mas manipulava utilizando a beleza e o apelo sexual para obter ou fazer o que quisesse, dentro e fora das telas. Adolescente robusta, supostamente descoberta aos 15 anos, quando matava aula na Sunset Boulevard tomando uma coca-cola numa lanchonete, estreou na Warner Bros. em “Esquecer, Nunca / They Won’t Forget” (1937), de Mervyn LeRoy.

Logo seria a principal “pin-up” da Metro-Goldwyn-Mayer por mais de uma década. Uma das atrizes mais bem pagas dos anos 1940/50, tingiu seu cabelo de loiro (nasceu ruiva) e ficou famosa como sofisticada “platinum blonde”. Casou-se oito vezes, além de casos amorosos com Victor Mature, Robert Taylor, Howard Hughes, Gene Krupa, Robert Stack, Tony Martin, Clark Gable, Fernando Lamas, Richard Burton, Peter Lawford e Rex Harrison, entre outros. 
lana e john garfield
em o destino bate à sua porta
Na opinião de um executivo machista da M-G-M, “Lana tinha a moral e as atitudes de um homem. Se ela via um desconhecido e gostava dele, convidava-o imediatamente para seu camarim”. Ela teve uma única filha, com Stephen Crane. Os outros maridos foram o músico Artie Shaw, o milionário Henry J. Topping, o ator (ex-Tarzan) Lex Barker, Fred May, o produtor Bob Eaton e o hipnotizador Joe Robert Dante, que lhe roubou dinheiro e joias. Apesar desta longa lista, o grande amor da sua vida foi o galã da Fox Tyrone Power, mas não conseguiu se casar com ele.

Percorrendo várias etapas até alcançar o status de estrela poderosa em “O Destino Bate à sua Porta” (1946) - seu filme preferido -, em 1938 teve uma participação pequena em “O Namoro de Andy Hardy / Love Finds Andy Hardy”, estrelado por Mickey Rooney. Essa comédia juvenil deixou os jovens do mundo inteiro com o coração na mão diante da visão da provocante mulher, que passou a ser conhecida como “A Garota do Suéter”, graças a uma blusa justa que realçava os seios volumosos. Aos vinte anos, ela ganhava US $ 1.500 por semana. As negociações da renovação do contrato com a M-G-M em 1945 resultaram em US $ 4.000 por semana. Na década de 1940, firmou-se definitivamente, fazendo bons filmes. 

Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, LANA TURNER viajou por todo o país vendendo bônus patrióticos. Ela escrevia seus próprios discursos e prometia “um beijo doce” para qualquer um que comprasse um bônus no valor de $ 50.000 ou mais. Cumpriu a promessa centenas de vezes, aumentando o orçamento da defesa militar em vários milhões de dólares. Em 1948, fez grande sucesso como a vilã Lady de Winter em “Os Três Mosqueteiros”. Seu ápice aconteceria quatro anos depois em “Assim Estava Escrito”, no papel de Georgia Lorrison, uma atriz bêbada livremente inspirada em Diana Barrymore. O drama de Vincente Minnelli ganhou cinco Oscars, incluindo o de Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Atriz Coadjuvante (Gloria Grahame). Injustamente Lana não foi indicada.


A sua vida privada era uma confusão. Vivia nas manchetes de maneira insensata. Sem dúvida, ameaçava a sua carreira. Em 1940, casou-se com o mulherengo Artie Shaw (futuro marido de Ava Gardner), líder de uma popular banda de jazz e onze anos mais velho que ela. Embora casado, ele continuou na farra, negou que o bebê que a esposa esperava fosse dele, estapearam-se e ela terminou abortando. Divorciaram-se em seis meses. Foi espancada (por Lex Barker), roubada, traída, e um dos maiores escândalos de Hollywood envolveu a sua filha, Cheryl Christina Crane, que acusava a mãe de abandono e, em 1958, assassinou Johnny Stompanato, amante mafioso da atriz, com uma faca de cozinha. 

Nesta época, a estrela era agredida por este gângster, sendo ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso deixasse de sustentá-lo. No julgamento, vestida de negro e com óculos escuros, chorou e seu desempenho comoveu o júri: Cheryl foi absolvida. Apesar da tragédia e da vida complicada, sua filha Cheryl demonstrou carinho em sua autobiografia “Detour - a Hollywood Tragedy – My Life with Lana Turner, My Mother” (1988), enfatizando que tinha orgulho de haver matado para defender a mãe sofrida.

cheryl e lana
lana, johnny stompanato e cheryl
Com o fim do contrato da Metro e mergulhada em escândalos, ninguém dava nada por LANA TURNER. Depressiva e alcoólatra, terminou descartada de produções importantes como “Gata em Teto de Zinco Quente / Cat on a Hot Tin Roof” (Richard Brooks, 1958), “A Fúria do Destino / The Sound and the Fury” (Martin Ritt, 1959) e “Anatomia de um Crime / Anatomy of a Murder” (Otto Preminger, 1959). Ela deu a volta por cima e foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por “A Caldeira do Diabo” (1957), perdendo para a Joanne Woodward de “As Três Máscaras de Eva / The Three Faces of Eve”

Em 1959, brilhou outra vez no melodrama-remake “Imitação da Vida”. Sua performance foi impecável como Lora Meredith, uma atriz lutando para continuar no show business mesmo com os problemas de uma filha adolescente e da filha rebelde e racista de sua governanta negra. O estrondoso sucesso arrancou lágrimas no mundo inteiro. 

Na década de 1960 seus papéis foram diminuindo. Então, LANA TURNER enfrentou outro desafio: os palcos. Interpretou Ann Stanley, uma divorciada glamorosa, em “40 Quilates”. Como de costume, êxito, percorrendo inúmeras cidades norte-americanas. Sua última aparição cinematográfica aconteceu em uma produção de 1980, “A Poção Mágica / Witches’ Brew”. Morreu em 1995, depois de uma longa luta contra um câncer. Tinha 75 anos de idade.

(Fontes: “1000 Que Fizeram 100 Anos de Cinema”, do The Times/Isto é; 
e “Diccionario de Actores”, de Jose Luis Lopez)

lana e john gavin dirigidos por douglas sirk
10 FILMES de LANA

QUERO-TE COMO ÉS
(Honky Tonk, 1941)

direção de Jack Conway
com Clark Gable, Frank Morgan,
Claire Trevor e Marjorie Main

A ESTRADA PROIBIDA
(Johnny Eager, 1941)

direção de Mervyn LeRoy
com Robert Taylor, Edward Arnold,
Van Heflin e Glenda Farrell

O DESTINO BATE À SUA PORTA
(The Postman Always Rings Twice, 1946)

direção de Tay Garnett
com John Garfield, Cecil Kellaway,
Hume Cronyn e Audrey Totter

ETERNO CONFLITO
(Cass Timberlane, 1947)


direção de George Sidney
com Spencer Tracy, Zachary Scott e Mary Astor

lana e gene kelly
OS TRÊS MOSQUETEIROS
(The Three Musketeers, 1948)

direção de George Sidney
com Gene Kelly, June Allyson, Van Heflin,
Angela Lansbury, Vincent Price, Gig Young
e Patricia Medina

PERDIDAMENTE TUA
(A Life of Her Own, 1950)

direção de George Cukor
com Ray Milland, Tom Ewell, Louis Calhern,
Ann Dvorak, Barry Sullivan e Jean Hagen

ASSIM ESTAVA ESCRITO
(The Bad and the Beautiful, 1952)

direção de Vincente Minnelli
com Kirk Douglas, Walter Pidgeon, Dick Powell,
Barry Sullivan, Gloria Grahame e Gilbert Roland

AS CHUVAS DE RANCHIPUR
(The Rains of Ranchipur, 1955)

direção de Jean Negulesco
com Richard Burton, Fred MacMurray,
 Joan Caulfield e Michael Rennie

A CALDEIRA DO DIABO
(Peyton Place, 1957)

direção de Mark Robson
com Lee Philips, Lloyd Nolan, Arthur Kennedy,
Russ Tamblyn, Terry Moore, Hope Lange,
Diana Varsi, Betty Field e Mildred Dunnock

IMITAÇÃO DA VIDA
(Imitation of Life, 1959)

direção de Douglas Sirk
com John Gavin, Sandra Dee, Susan Kohner,
Juanita Moore e Troy Donahue


O PENSAMENTO de LANA

“Um homem de sucesso é aquele que faz mais dinheiro do que uma mulher pode gastar. Uma mulher de sucesso é aquela que consegue encontrar este homem”

“Eu planejei ter um marido e sete filhos, mas aconteceu justamente ao contrário”

“Humor tem sido o bálsamo de minha vida, mas ele foi reservado para aqueles que estão ao meu lado, não faz parte da Lana pública”

“Eu amo um desafio”

“Eu sempre gostei de homens e os homens gostam de mim”

“A felicidade não ajuda a crescer. Já a infelicidade faz isso. Então, eu estou grata que minha vida de rosas foi composta igualmente de flores e espinhos. Tive uma vida privilegiada, criativa, emocionante, e eu acho que os momentos menos alegres aconteceram para me preparar, testando-me, fortalecendo-me”

GALERIA de FOTOS