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março 16, 2015

******************** FRANCESAS em HOLLYWOOD

michèle morgan

 
O charme das ATRIZES FRANCESAS sempre seduziu público e crítica. Ninguém resiste aos seus encantos e beleza. Isso acontece desde os primórdios do cinema mudo, de Renée Adorée a, mais recentemente, Marion Cotillard. Muitas deixaram sua marca em Hollywood. Quase todas de passagem, fazendo um ou outro filme e voltando à França. Adorée, Lili Damita, Claudette Colbert e Leslie Caron fincaram pé no cinema norte-americano. Entre tantas, selecionei dez, lembrando sua temporada nos EUA.


ANNABELLA
(1907 - 1996. Saint-Maur-des-Fossés / França)

Aos 20 anos participou da obra-prima Napoleão / Napoleon (1927), de Abel Gance. Estrela na França, mudou-se para Hollywood em 1937. Dois anos depois casou-se com o astro Tyrone Power. Os biógrafos dizem que era um casamento de fachada, disfarçando a verdadeira natureza sexual do casal. Filmou nos EUA, entre outros, a comédia A Baronesa e o Mordomo / The Baroness and the Butler (1938), com William Powell, e o épico Suez / idem (1938), ao lado de Tyrone e Loretta Young. Após o divórcio, em 1948, voltou ao seu país de origem, aposentando-se em 1954.


CAPUCINE
(1928 - 1990. Saint Raphael / França)

Modelo requisitada, sofisticada e lembrando Greta Garbo, estreou no cinema em “A Águia de Duas Cabeças / L’Aigle à Deux Têtes” (1948), de Jean Cocteau. Em 1960 protagonizou “Sonata de Amor / Song Without End”, ao lado de Dirk Bogarde. O sucesso chegou em 1963 com a comédia “A Pantera Cor-de-Rosa/The Pink Panther”, de Blake Edwards. Fez também uma angustiada prostituta em “Pelos Bairros do Vício / Walk on the Wild Side” (1962), amante da cafetina interpretada por Barbara Stanwyck. Suicidou-se pulando do 8º andar do edifício em que vivia, após uma crise depressiva.


CLAUDETTE COLBERT
(1903 - 1996. Saint-Mandé / França)

Uma das mais famosas e bem pagas estrelas de Hollywood, ganhou o Oscar por seu carismático desempenho em “Aconteceu Naquela Noite / It Happened One Night” (1934), de Frank Capra. Nascida na França, mas criada em Nova Yorque, começou na Broadway, indo para o cinema no finalzinho dos anos 1920. Conhecida pela versatilidade e talento, estrelou inúmeros filmes de sucesso, de “Cleópatra / idem” (1934) a Mundos Íntimos / Private World” (1935), de “Ao Rufar dos Tambores / Drums Along the Mohawk” (1939) a Desde que Partiste / Since You Went Away” (1944). Na maioria de suas cenas aparece apenas o lado esquerdo do seu rosto. Ela tinha aversão a mostrar o lado direito nas telas. Em 1961 fez seu último filme, mas continuou a atuar em teatro e televisão. Faleceu aos 92 anos, após uma série de acidentes vasculares cerebrais.


CORINNE CALVET
(1925 – 2001. Paris / França)

Nos anos 1940, fez teatro e cinema na França, antes de ser levada para Hollywood pelo produtor Hal B. Wallis. Ele a escalou para o filme Zona Proibida / Rope of Sand (1949), ao lado de Burt Lancaster e Paul Henreid. Apareceu em outros filmes, sempre interpretando francesas, como em Escândalos na Riviera / On the Riviera (1951), Sangue por Glória / What Price Glory (1952), “Uma Aventura na Índia / Thunder in the East” (1952), Região do Ódio / The Far Country (1954) e Três Marujos em Paris / So This is Paris (1955). Na auto-biografia Has Corinne Been a Good Girl? (1983) reclama que os papéis que interpretou em Hollywood nunca desafiaram sua capacidade de atuar.


DANIELLE DARRIEUX
(1917 - 2017. Bondéus / França)

Sua carreira de oito décadas está entre as mais longas da história do cinema. Aos 14 anos participou do musical "Le Bal" (1931). Talento combinado com sofisticação e habilidade em cantar e dançar, levou-a a numerosas ofertas de trabalho. Em 1935, casou-se com o diretor Henri Decoin, que a encorajou a tentar a sorte em Hollywood. Assim o fez, filmando em 1938 A Sensação de Paris / The Rage of Paris (1938), ao lado de Douglas Fairbanks Jr., mas não deu certo. Ainda filmaria nos EUA Rica, Bonita e Solteira / Rich, Young and Pretty (1951), o thriller de Joseph L. Mankiewicz, Cinco Dedos / Five Fingers (1952); e o épico “Alexandre, o Grande / Alexander the Great” (1955), de Robert Rossen. No final dos anos 1960 substituiu Katharine Hepburn no musical da Broadway, Coco, baseado na vida de Coco Chanel.


LILI DAMITA
(1904 - 1994. Blaye / França)

Sucesso instantâneo na Europa, apareceu em 34 filmes entre 1922 e 1937. Em 1928, a convite do produtor Samuel Goldwyn, partiu para Hollywood, fazendo sua estreia norte-americana em “O Corsário / The Rescue” (1929), ao lado de Ronald Colman. Emprestada a vários estúdios, atuou com estrelas como Gary Cooper, Maurice Chevalier, Laurence Olivier e Cary Grant. Casou-se com o diretor Michael Curtiz e a seguir com o ator Errol Flynn. Morreu de Alzheimer aos 90 anos de idade.


MICHÈLE MORGAN
(1920 - 2016. Neuilly-sur-Seine / França)

Beleza clássica, estonteante. Uma das mais populares e importantes atrizes do cinema francês por muitas décadas. Começou como atriz aos 15 anos. Em Hollywood protagonizou “E as Luzes Brilharão Outra Vez / Joan of Paris” (1942), com Paul Henreid; “Passagem para Marselha / Passage to Marseille” (1944), interpretando a esposa de Humphrey Bogart, e o policial noir “Perseguição / The Chase” (1946), ao lado de Robert Cummings. De volta à casa, recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, em 1946. No seu tempo em Hollywood construiu a mansão que décadas mais adiante seria palco do famoso assassinato de Sharon Tate e amigos.


MICHELINE PRESLE
(n. em 1922. Paris / França)

Estreou cinema francês em 1937, nunca mais parando de filmar. No final dos anos 1940 foi viver nos Estados Unidos, assinando contrato com a 20th Century-Fox e conhecendo o ator William Marshall, com quem teve uma filha, Tonie Marshall, que se tornaria cineasta. Dona de longa e próspera carreira, protagonizou com John Garfield “Vingança do Destino / Under My Skin” (1950), de Jean Negulesco. Neste mesmo ano, faria o drama de guerra “Guerrilheiros das Filipinas / American Guerrilla in the Philippines”, de Fritz Lang, e em 1951, “As Aventuras do Capitão Fabian / Adventures of Captain Fabian”, ao lado de Errol Flynn. Atuou em outras produções norte-americanas, trabalhando no total em mais de 170 filmes. Ainda hoje faz cinema e televisão.


RENÉE ADORÉE
(1898 - 1933. Lille / França)

Fugindo da Primeira Guerra Mundial, ela foi parar em Nova York, onde apareceu uma oportunidade de trabalhar no cinema. Embora baixinha, possuía uma beleza sensual e olhos penetrantes que marcavam presença na tela. Estreou em 1918 e em 1925 protagonizaria um dos clássicos do cinema mudo, O Grande Desfile / The Big Parade, de King Vidor, com John Gilbert. Em Força Que Seduz / The Mating Call (1928) apresentou uma rápida cena de nudez que causou comoção. No cinema falado continuou filmando com sucesso. No entanto, uma tuberculose a matou aos 35 anos de idade.


SIMONE SIMON
(1910 - 2005. Marselha / França)

Conhecida pela Irene Dubrovna do thriller “Sangue de Pantera / Cat People” (1942), de Jacques Tourneur, estreou no cinema em 1931 e rapidamente se estabeleceu como uma das atrizes mais bem sucedidas da França. Darryl F. Zanuck a levou a Hollywood, em 1935, com uma agressiva campanha publicitária. Mas a Fox nao soube encontrar papéis adequados para ela. Ainda assim, a atuação em “Dormitório de Garotas / Girl’s Dormitory” (1936) provocou sensação entre os críticos. Temperamental, teve conflitos com diretores e atores. O forte sotaque francês também limitou sua carreira nos EUA. Dessa época, seu melhor momento aconteceu no remake de “O Sétimo Céu / Seventh Heaven” (1937), de Henry King, co-estrelado por James Stewart. No final da década de 1930, insatisfeita com a letargia da sua trajetória no estrangeiro, voltou para sua terra natal. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, tentou outra vez Hollywood, trabalhando na RKO Radio Pictures, onde alcançou seus maiores sucessos: “O Homem que Vendeu a Alma / All That Money Can Buy” (1941), “Sangue de Pantera” (1942), “Mademoiselle Fifi / idem” (1944) e “Maldição do Sangue da Pantera / The Curse of the Cat People” (1944). Morreu em 2005, aos 94 anos, de causas naturais.

fevereiro 21, 2011

********* RUMO à VITÓRIA: os MAIS PREMIADOS





JOHN FORD

(1894 - 1973. Cape Elizabeth, Maine / EUA)

Recordista do OSCAR na categoria Melhor Diretor, com quatro estatuetas. Em 1939, concorreu com “No Tempo das Diligências / Stagecoach”, perdendo para o Victor Fleming de “... E o Vento Levou / Gone with the Wind”. Famoso por dar status ao faroeste, dirigiu mais de 140 filmes, entre curtas, longas e documentários, numa carreira de mais de 50 anos. Filmava com simplicidade, mas era conhecido pela tirania e mau humor no set. Para muitos é o maior cineasta de seu país. Orson Welles confessou ter assistido mais de 40 vezes ao mitológico “No Tempo das Diligências” antes de filmar a sua obra-prima “Cidadão Kane / Citizen Kane”. Quando um repórter perguntou quem seriam os três maiores diretores do cinema, respondeu: “John Ford, John Ford e... John Ford”.

O DELATOR
(The Informer, 1935)
elenco: Victor McLaglen, Heather Angel, Preston Foster,
Margot Grahame e Una O’Connor

VINHAS da IRA
(Grapes of Wrath, 1940) 
elenco: Henry fonda, Jane Darwell, John Carradine
e Dorris Bowdon

COMO ERA VERDE o MEU VALE
(How Green Was my Valley, 1941) 
elenco: Walter Pidgeon, Maureen O’Hara, Anna Lee, 
Donald Crisp, Roddy McDowall e Barry Fitzgerald

DEPOIS do VENDAVAL
(The Quiet Man, 1952) 
elenco: John Wayne, Maureen O’Hara, Barry Fitzgerald,
Ward Bond, Victor McLaglen e Mildred Natwick


KATHARINE HEPBURN
(1907 - 2003. Hartford, Connecticut / EUA)
 
Atriz que ganhou o OSCAR mais vezes, sendo que em uma delas, em 1968, protagonizou o único empate da história da categoria, com a Barbra Streisand de “Funny girl – A Garota Genial”. Ela foi a Melhor Atriz por “Manhã de Glória / Morning Glory(1933), “Adivinhe Quem Vem para Jantar / Guess Who’s Coming to Dinner” (1967), “O Leão no Inverno / The Lion in Winter” (1968) e “Num Lago Dourado / On Golden Pond” (1981). Durante muito tempo manteve também o recorde em número de indicações (12 ao total), mas foi desbancada recentemente por Meryl Streep. Concorreu, e perdeu, com os seguintes filmes: A Mulher Que Soube Amar / Alice Adams” (1935), “Núpcias de Escândalo / The Philadelphia Story” (1940), “A Mulher do Dia / Woman of the Year” (1942), “Uma Aventura na África / The African Queen” (1951), “Quando o Coração Floresce / Summertime” (1955), “Lágrimas do Céu / The Rainmaker” (1956), “De Repente, no Último Verão / Suddenly, Last Summer” (1959) e “Longa Jornada Noite Adentro/  Long Day’s Journey Into Night” (1962). Uma lenda das telas, em 1999 o American Film Institute (AFI) a escolheu como a maior atriz de todos os tempos, numa lista de 25, que incluía Bette Davis, Ingrid Bergman, entre outras. Descoberta por Hollywood, estreou no cinema em 1932 com o filme Vítimas do Divórcio / A Bill of Divorcement, de George Cukor, numa carreira que durou mais de 60 anos.
 
Eva Lovelace em
MANHÃ de GLÓRIA 
(1933)
direção de  Lowell Sherman 
elenco: Douglas Fairbanks Jr. e Adolphe Menjou

Christina Drayton em
ADIVINHE quem VEM PARA JANTAR 
(1967)
direção de Stanley Kramer 
elenco: Spencer Tracy, Sidney Poitier e Cecil Kellaway

Eleanor da Aquitânia em
O LEÃO no INVERNO 
(1968)
direção de Anthony Harvey 
elenco: Peter O’Toole, Anthony Hopkins e Timothy Dalton

Ethel Thayer em
Num LAGO DOURADO
(1981) 
direção de Mark Rydell
elenco: Henry Fonda e Jane Fonda


JACK NICHOLSON
(1937. Neptune, Nova Jersey / EUA)

Ator que mais ganhou prêmios de atuação da Academia, com três OSCAR, dois deles por Melhor Ator com “Um Estranho no Ninho / One Flew Over the Cuckoo’s Nest” (1975) e “Melhor é Impossível / As Good as It Gets” (1997), e um como Melhor Ator Coadjuvante por “Laços de Ternura / Terms of Endearment” (1983). Foi indicado, mas não ganhou, por Sem Destino / Easy Rider” (1969), “Cada um Vive Como Quer Five Easy Pieces” (1970), “A Última Missão / The Last Detail” (1973), “Chinatown / idem” (1974), “Reds / idem” (1981), “A Honra do Poderoso Prizzi / Prizzi´s Honor” (1985), “Ironweed / Idem” (1987), “Questão de Honra / A Few Good Men” (1992) e “As Confissões de Schmidt / About Schmidt” (2002). É uma das maiores estrelas vivas da história do cinema. Irreverente e com muito carisma, esbanja talento nos mais diversos tipos de papéis. Começou na TV até estrear no cinema com o personagem principal de “The Cry Baby Killer” (1958).

R. P. McMurphy em
Um ESTRANHO no NINHO
(1975)
direção de Milos Forman 
elenco: Louise Fletcher e Brad Dourif 

Garrett Breedlove em
LAÇOS de TERNURA
(1983)
direção de James L. Brooks 
elenco: Shirley McLaine, Debra Winger e Danny DeVito

Melvin Udall em
MELHOR é IMPOSSÍVEL
(1997)
direção de James L. Brooks 
elenco: Helen Hunt, Greg Kinnear e Shirley knight

FILMES RECORDISTAS do OSCAR
(11 estatuetas cada)

charlton heston

BEN-HUR
(1959)

Melhor Filme (Sam Zimbalist/Metro-Goldwyn-Mayer)
Melhor Diretor (William Wyler)
Melhor Ator (Charlton Heston)
Melhor Ator Coadjuvante (Hugh Griffith)
Melhor Fotografia a Cores (Robert L. Surtees)
Melhor Edição (Ralph E. Winters e John D. Dunning)
Melhor Trilha Sonora (Mikos Rozsa)
Melhor Direção de Arte (William A. Horning e equipe)
Melhor Figurino (Elizabeth Haffenden)
Melhores Efeitos Especiais (Arnold Gillespie)
e Melhor Som (Franklin E. Milton). 

kate winslet e leonardo decaprio
TITANIC
(1996)

Melhor Filme (James Cameron e Jon Landau/20th Century-Fox, 
Paramount Pictures e Lightstorm Entertainment)
Melhor Diretor (James Cameron)
Melhor Fotografia (Russel Carpenter)
Melhor Edição (Conrad Buff e James Cameron)
Melhor Trilha Sonora (James Horner)
Melhor Direção de Arte (Peter Lamont)
Melhor Figurino (Deborah L. Scott)
Melhores Efeitos Sonoros (Tom Belfort)
Melhor Som (Gary Ryndstorm)
Melhores Efeitos Especiais (Robert Legato, Mark Lasoff, 
Thomas L. Fischer)
e Melhor Canção (“My Heart Will Go On”, de Will Jennings). 

ian mcKellen
O SENHOR dos ANÉIS – O RETORNO do REI
 (2003)

Melhor Filme (Peter Jackson, Barrie M. Osborne e Fran Walsh/
New Line Cinema, WingNut Films e The Saul Zaentz Company)
Melhor Diretor (Peter Jackson)
Melhor Fotografia (Fran Walsh)
Melhor Edição (Jamie Selkirk)
Melhor Trilha Sonora (Howard Shore)
Melhor Direção de Arte (Grant Major)
Melhor Figurino (Ngila Dickson e Richard Taylor)
Melhor Maquiagem (Richard Taylor e Peter King)
Melhor Efeitos Visuais (Jim Rygiel, Joe Letteri, 
Randall William Cook e Alex Funke)
Melhor Som (Christopher Boyes, Michael Semanick, 
Michael Hedges e Hammond Peek)
e Melhor Canção Original (“Into the West”, de Fran Walsh, 
Howard Shore e Annie Lenox).
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