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fevereiro 09, 2022

**** DOROTHY ARZNER – Uma CINEASTA PIONEIRA





Entre 1912 e 1919, Hollywood contava com cerca de 11 mulheres cineastas. Lois Weber era a mais famosa delas. No entanto, a partir dos anos 1920, desapareceram, surgindo DOROTHY ARZNER (1897 – 1979. São Francisco, Califórnia / EUA), que se tornou a única diretora da Era de Ouro de Hollywood. Numa entrevista, ela confessou que nunca teve problemas profissionais por ser mulher, afinal inúmeras outras trabalhavam atrás das câmeras, como roteiristas, editoras e demais ofícios. Até hoje, mantém a marca de ser a cineasta com o maior número de longas-metragens: 19. Sua carreira começou no cine mudo e durou até os anos 1940. Primeira mulher a integrar o Director’s Guild of America, principal associação de diretores nos EUA, dirigiu algumas das maiores divas do cinema, como Clara Bow, Joan Crawford, Claudette Colbert, Ginger Rogers, Lucille Ball e Merle Oberon. Nos seus dramas densos e comédias corrosivas, a narrativa pertence ao sexo feminino, o que era inovador na época. Esses personagens independentes e destemidos fizeram que ficasse conhecida como diretora de “filmes de mulheres”.
 
dorothy arzner dirigindo sylvia sidney
Cresceu em Los Angeles, onde o pai tinha um restaurante de cozinha alemã, frequentado por celebridades como Charles Chaplin e Erich von Stroheim. Trabalhava como garçonete no local e estudava medicina. Na Primeira Guerra Mundial, deixou a faculdade para se alistar como motorista de ambulância. Com o fim da guerra, em 1919, arranjou emprego no estúdio The Famous Players-Lasky Film Company, futura Paramount Pictures, como datilógrafa.
 
Firmou-se como revisora de roteiros, roteirista e editora, destacando-se em 1922 no clássico “Sangue e Areia / Blood and Sand” (1922), estrelado por Rudolph Valentino. Ameaçando aceitar convite de trabalho na Columbia Pictures, pressionou a Paramount para deixá-la dirigir. Deu certo e em 1927 rodou “A Mulher e a Moda”, baseado numa comédia francesa e que foi um grande sucesso. No papel principal, Esther Ralston, destaque de Peter Pan / Idem” (1924). Logo dirigiria a super estrela Clara Bow em dois filmes. Um deles, em um colégio para moças, apresenta insinuações lésbicas. Embora DOROTHY ARZNER tenha feito vários filmes de sucesso, o estúdio beirava a falência devido à Depressão, e a renovação do seu contrato estava por um fio. Quando a Paramount exigiu um corte salarial para todos os funcionários, a diretora recusou, preferindo se tornar freelancer. Contratada pela RKO Radio Pictures, dirigiu a jovem e teimosa Katharine Hepburn. Não foi uma colaboração feliz, gerando muitos atritos, pois ambas tinham temperamentos fortes e autoritários.
 
arzner e clara bow
Seu próximo filme foi para Samuel Goldwyn, um poderoso produtor independente que tinha seu próprio estúdio. Ele contratara uma beldade russa, Anna Sten, pretendendo transformá-la numa nova Greta Garbo ou Marlene Dietrich. George Fitzmaurice, o primeiro diretor do drama inspirado em Zola, não se deu bem com a moça temperamental e pediu para ser dispensado. Goldwyn convidou George Cukor para substitui-lo, mas ele tinha outros compromissos. Com DOROTHY ARZNER, deu tudo o que ela queria em termos de cenários, iluminação e cinegrafista, pedindo em troca uma performance brilhante de Sten. A diretora considerou essa tarefa impossível, afirmando que “a única coisa que eu posso fazer é não deixar que ela fale muito”. O filme foi um fiasco e Anna Sten jamais se tornou uma estrela.
 
Em 1937, a cineasta dirigiu dois filmes na M-G-M. Em 1940, assumiu a direção de A Vida é uma Dança”, na RKO, no lugar de Roy Del Ruth, que se retirou da produção após desentendimentos com o produtor Erich Pommer. O filme recebeu críticas pouco entusiasmadas e fracassou nas bilheterias. No seu último trabalho, na Columbia Pictures, “Crepúsculo Vermelho” (1943), sobre a Noruega ocupada pelos nazistas, teve pneumonia e se retirou antes de acabá-lo, sendo finalizado por Charles Vidor. Ficou doente por quase um ano. Após a recuperação, interrompeu, abruptamente, seu trabalho como diretora, abandonando o cinema. Nunca se soube a razão.  Lésbica assumida, ela evitava falar sobre sua vida privada, mas não escondia sua orientação sexual, inclusive cultivando um visual masculino  e utilizando calças, terno, gravata e chapéu. 

arzner e joan crawford
Manteve um relacionamento duradouro com a dançarina e coreógrafa Marion Morgan, dez anos mais velha que ela. Viveram juntas de 1930 até a morte da companheira em 1971. Durante seu casamento, namorou atrizes como Alla Nazimova, Billie Burke e Joan Crawford. Cercada de mulheres, era flagrada abraçada a Marlene Dietrich ou Rosalind Russel, entre outras famosas. Vivia intensamente, participando de estreias de filmes, festas privadas e jantares de gala.

Na Segunda Guerra Mundial, juntou-se a outros célebres diretores, como John Ford e George Stevens, fazendo curtas de treinamento para o Corpo de Exército Feminino do Exército dos EUA (WACs). Nos anos seguintes, dirigiu documentários para a televisão e mais de 50 comerciais da Pepsi-Cola, a pedido de Joan Crawford. Ela foi professora de cinema no Pasadena Playhouse, nas décadas de 1950 e 1960, e depois na Universidade da Califórnia-Los Angeles, nos anos 1960 e 1970. Na UCLA, ensinou direção e roteiro até sua morte, e um de seus alunos foi Francis Ford Coppola. Competente, foi uma das raras cineastas em uma profissão dominada por homens, com tramas que driblavam o moralismo através de personagens femininas decididas e donas do próprio destino. Celebrada pelo movimento feminista, na década de 1960, DOROTHY ARZNER teve seus filmes redescobertos nos anos 1970, exibidos em festivais e homenageados com retrospectiva do Director's Guild of America. Em seus últimos anos de vida, deixou Hollywood e se mudou para o deserto. Morreu em La Quinta, perto de Palm Springs, na Califórnia, aos 82 anos.


Os FILMES de DOROTHY ARZNER
 
01
A MULHER e a MODA
(Fashions for Women, 1927)

estúdio: Famous Players-Lasky Corporation
elenco: Esther Ralston e Raymond Hatton
 
02
DEZ MANDAMENTOS MODERNOS
(Ten Modern Commandments, 1927)

estúdio: Paramount Famous Lasky Corporation
elenco: Esther Ralston e Neil Hamilton
 
03
SEGURA o que é TEU
(Get Your Man, 1927)

estúdio: Paramount Famous Lasky Corporation
elenco: Clara Bow e Charles 'Buddy' Rogers
 
04
Um COQUETEL AMERICANO
(Manhattan Cocktail, 1928, perdido)

estúdio: Paramount Famous Lasky Corporation
elenco: Nancy Carroll, Richard Arlen e Paul Lukas
 
05
GAROTAS na FARRA
(The Wild Party, 1929)

estúdio: Paramount Pictures
elenco: Clara Bow, Fredric March, Marceline Day, Jack Oakie e Phillips Holmes
 
06
POR DETRÁS da MÁSCARA
(Behind the Make-Up, 1930)

estúdio: Paramount Pictures
elenco: William Powell, Fay Wray, Kay Francis, Paul Lukas e Walter Huston
 
07
A VOLTA do DESERDADO
(Sarah and Son, 1930)

estúdio: Paramount Pictures
elenco: Ruth Chatterton e Fredric March
 
08
PARAMOUNT em GRANDE GALA
(Paramount on Parade, 1930, co-director)
 
estúdio: Paramount Pictures
 
09
ESPOSA de NINGUÉM
(Anybody's Woman, 1930)  


estúdio: Paramount Pictures
elenco: Ruth Chatterton, Clive Brook e Paul Lukas
 
10
HONRA de AMANTES
(Honor Among Lovers, 1931)

estúdio: Paramount Pictures
elenco: Claudette Colbert, Fredric March, Charles Ruggles e Ginger Rogers
 
11
GAROTAS TRABALHADORAS
(Working Girls, 1931)

estúdio: Paramount Pictures
elenco: Judith Wood, Dorothy Hall, Charles 'Buddy' Rogers e Paul Lukas
 
12
QUANDO a MULHER se OPÕE
(Merrily We Go to Hell, 1932)

estúdio: Paramount Pictures
elenco: Sylvia Sidney, Fredric March e Cary Grant
 
13
ASSIM AMAM as MULHERES
(Christopher Strong, 1933)

estúdio: RKO Radio Pictures
elenco: Katharine Hepburn, Colin Clive, Billie Burke e Helen Chandler
 
14
NANÁ
(Nana, 1934)

estúdio: The Samuel Goldwyn Company
elenco: Anna Sten, Phillips Holmes, Lionel Atwill, Richard Bennett, Mae Clarke, Reginald Owen, Jessie Ralph e Lucille Ball
 
15
MULHER sem ALMA
(Craig's Wife, 1936)

estúdio: Columbia Pictures
elenco: Rosalind Russell, John Boles, Billie Burke, Jane Darwell e Thomas Mitchell
 
16
A ÚLTIMA CONQUISTA
(The Last of Mrs. Cheyney, 1937)

estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (M-G-M)
elenco: Robert Montgomery, Joan Crawford, William Powell e Frank Morgan
 
17
FELICIDADE de MENTIRA
(The Bride Wore Red, 1937)

estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
elenco: Joan Crawford, Franchot Tone, Robert Young, Billie Burke e Reginald Owen
 
18
A VIDA é uma DANÇA
(Dance, Girl, Dance, 1940)

estúdio: RKO Radio Pictures
elenco: Maureen O'Hara, Louis Hayward, Lucille Ball e Ralph Bellamy
 
19
CREPÚSCULO SANGRENTO
(First Comes Courage, 1943)

estúdio: Columbia Pictures
elenco: Merle Oberon e Brian Aherne

GALERIA de FOTOS



março 22, 2012

******************* The HOLLYWOOD LESBIANS

tallulah bankhead

  
A vida privada das estrelas de cinema sempre alimentou especulação e fofocas. Nas décadas de 1930-40-50, algumas atrizes fizeram parte do chamado “círculo da costura”, uma gíria gay supostamente inventada pela diva Alla Nazimova, descrevendo encontros discretos lésbicos, salvaguardando o segredo sexual (maridos ausentes ou gays cooperavam para a freqüência dessas reuniões). Impedidas de revelarem sua sexualidade, essas mulheres famosas - com diferentes graus de sigilo - se relacionavam amorosamente ou sexualmente entre elas. 
 
Com a aplicação do conservador Código Hays, na década de 1930, a repressão aumentou e o cast hollywoodiano teve sua intimidade ainda mais controlada. A situação levou lésbicas a recuarem cada vez mais para dentro do armário, namorando ou se casando com homens, a fim de parecerem heterossexuais. O chamado “casamento perfumado, termo cunhado na Hollywood clássica para descrever núpcias entre astros gays e estrelas lésbicas. Viviam uma existência pública de casal, enquanto, na intimidade, habitavam quartos separados e dormiam com amantes do mesmo sexo.


marlene dietrich
A abertamente bissexual Marlene Dietrich e a insaciável sedutora Tallulah Bankhead pareciam não se preocupar com os rumores em torno da sua sexualidade, inclusive procurando incentivá-los. A imagem pública de La Dietrich e a de alguns dos seus filmes incluem fortes conotações lésbicas. Seus casos amorosos são parte do folclore da meca do cinema. Andrógina, tinha predileção por roupas masculinas (ternos, cartolas, etc), representando uma ambiguidade sexual audaciosa, atraente e lendária. 
 
janet gaynor e margaret lindsay
Celebridades femininas bissexuais em geral são mais aceitas do que as exclusivamente lésbicas, especialmente aquelas que não aparecem com companheiras em público. Quando a ex-estrela infantil Drew Barrymore ou Angelina Jolie (durante dez anos namorou a modelo Jenny Shimizu) falaram abertamente sobre sua bissexualidade, não afetou em nada a carreira de ambas. Já o conhecimento do exclusivo lesbianismo é mais complexo, embora o público atual seja mais aberto. Mas a revelação pode significar nunca mais ser convidada para papéis românticos heterossexuais ou principais. 

Ao longo dos anos, os buxixos de lesbianismo ou bissexualidade persistem em torno de várias atrizes - como Lillian Gish, Marie Dressler, Louise Brooks, Jean Arthur, Constance Bennett, Joan Crawford (segundo Marilyn Monroe, ela tentou seduzi-la a todo custo), Barbara Stanwyck, Katharine Hepburn, Annabella (casou-se com o galã gay Tyrone Power), Hattie McDaniel, Arletty, Elsa Lanchester, Judy Holliday, Capucine, Sandy Dennis, Catherine Deneuve, Debra Winger, Helen Hunt, Queen Latifah, Clea DuVall e as brasileiras Norma Bengell, Florinda Bolkan e Carla Camuratti, entre dezenas de outras. Elas nunca confirmaram o falatório.

marlene dietrich e claudette colbert
Quando a comediante Lily Tomlin e a estrela Jodie Foster, depois de anos de silêncio, declararam-se lésbicas, não surpreenderam ninguém. Jodie vive um relacionamento de 15 anos com a produtora Cydney Bernard. Mas o divórcio de Brigitte Nielsen, senhora Sylvester Stallone, após o flagra na cama com sua secretária, em 1987, gerou um escândalo mundial que alimentou a mídia sensacionalista. As mentes tacanhas não entendiam como aquele mulherão preferia seu próprio sexo. A verdade sobre a orientação sexual de figuras públicas nem sempre tem a ver com invasão de privacidade, mas com a contribuição honesta em relação a gays e lésbicas que enfrentam problemas de aceitação social ou mesmo de ordem emocional. 

Entre dezenas de casos, listo uma cineasta e doze atrizes lésbicas. As informações vieram principalmente dos livros “The Lavender Screen: Gay and Lesbian Films — Their Stars, Makers, Characters and Critics” (1993) e “Hollywood Lesbians” (1996), de Boze Hadleigh; e “The Girls: Sappho Goes to Hollywood (2001), de Diana McLellen. Seus autores levantaram o véu da intimidade através de sólidos depoimentos de alcova, correspondência privada e arquivos do FBI.

AGNES MOOREHEAD
(1900 - 1974. Clinton, Massachusetts / EUA)

Estilo esnobe e traços marcantes. Coadjuvante de luxo, ao longo da carreira apareceu em mais de 60 filmes, incluindo a estréia em “Cidadão Kane / Citizen Kane” (1941), de Orson Wellles. Recebeu várias indicações ao prêmio da Academia, mas provavelmente é mais lembrada pela Endora, mãe de bruxa Samantha no seriado de televisão “A Feiticeira”, dos anos 1960. Teve um longo romance com a estrela de Cantando na Chuva / Singin' in the Rain (1951), Debbie Reynolds.

ALLA NAZIMOVA
(1879 - 1945. Yalta / Ucrânia)

Sua homossexualidade era conhecida na comunidade cinematográfica, apesar do envolvimento duradouro com o ator gay Charles Bryant. No final da década de 1910, tornou-se uma das estrelas mais populares de Hollywood. Depois do fim do contrato com a Metro, fundou sua produtora, lançando a versão gay (mas financeiramente desastrosa) de “Salomé / Salome” (1923), de Oscar Wilde. Teve romances com a milionária Mercedes de Acosta, a atriz Eva Le Gallienne e a cineasta Dorothy Arzner.

Leia mais sobre Nazimova:

CLAUDETTE COLBERT
(1903 - 1996. Saint-Mandé / França)

Estrelou várias peças da Broadway e se iniciou no cinema com Frank Capra em 1927. Uma das atrizes mais bem pagas da década de 1930, atuou em épicos, comédias e dramas. Recebeu o Oscar de Melhor Atriz por seu papel de herdeira excêntrica em “Aconteceu Naquela Noite / It Happened One Night” (1934). Exigente com os câmaras e os iluminadores, ela sempre insistia para que seu rosto fosse fotografado do lado esquerdo. Conhecida na intimidade como Tio Claude, um dos seus casos mais divulgados aconteceu com a musa germânica Marlene Dietrich.

DOROTHY ARZNER
(1897 - 1979. São Francisco, Califórnia / EUA)

Por algum tempo a única diretora dos estúdios de Hollywood. Realizou 17 longas, sendo o último o anti-nazista “Crepúsculo Sangrento / First Comes Courage” (1943), com Merle Oberon. Durante muitos anos viveu com a premiada figurinista Edith Head.

GRETA GARBO
(1905 - 1990. Estocolmo / Suécia)

Reinou na Metro-Goldwyn-Mayer nos anos 1930 com uma série de clássicos. Devia seu sucesso ao diretor de fotografia William H. Daniels, cuja iluminação transformou seus traços angulosos, quase masculinos, na personificação da beleza. Nunca se casou, referindo-se aos seus assuntos com mulheres como “segredos excitantes”. Discreta, sabe-se de seus casos com Mercedes de Acosta e Eva Le Gallienne. Em suas memórias, a estrela do cinema mudo Louise Brooks assumiu que namorou Garbo.

Leia mais sobre Garbo:

JANET GAYNOR
(1906 - 1984. Filadélfia, Pensilvânia / EUA)

Primeira ganhadora do Oscar de Melhor Atriz, reservada, nem ao menos frequentava os círculos da costura” da sua época. Seus colegas sabiam do seu romance com a atriz da Warner, Margaret Lindsay, e depois com Mary Martin. Para abafar o caso, casou-se com o figurinista Adrian (da M-G-M) e Mary com um decorador de interiores. Durante anos o quarteto morou no Brasil, numa fazenda no interior de Goiás.

JUDITH ANDERSON
(1897 - 1972. Adelaide / Austrália)

Reconhecida como excelente atriz shakespeariana, marcou a história do cinema como a sinistra governanta da mansão Manderley em “Rebecca, a Mulher Inesquecível / Rebecca” (1940), que revela intenções lésbicas. Especializada em papéis densos, o seu romance mais conhecido foi com a famosa atriz teatral Beatrice Lillie.

KAY FRANCIS
(1905 - 1968. Oklahoma / EUA)

Consolidou-se como uma das mais glamurosas estrelas, com um corpo perfeito e sempre portando modelos da alta costura. Trabalhou com os melhores diretores e fez dezenas de filmes durante os anos 1930, até que sua popularidade declinou nos anos 1940.

LIZABETH SCOTT
(1922 - 2015. Scranton, Pensilvânia / EUA)

Loura e belíssima, voz rouca e sensual, trabalhou como modelo, estreando no cinema em 1945.  Vendida como nova Lauren Bacall, não se tornou estrela devido aos sucessivos fracassos de bilheteria. Nos anos 1950, a revista “Confidential” revelou seu lesbianismo, contando sobre seu romance com a diva de teatro Tallulah Bankhead e sobre sua persona como inspiração do personagem de Anne Baxter em “A Malvada / All About Eve” (1950). Com o tempo, transformou-se em uma atriz cult.

MARJORIE MAIN
(1890 - 1975. Indianápolis, Indiana / EUA)

Coadjuvante de luxo da M-G-M, seu papel mais popular foi o de Ma Kettle, interpretado em dez filmes. Famosa por personagens durona ou esposa autoritária, teve um longo affair com Spring Byington, ótima coadjuvante que encarnava mães frágeis e carinhosas.

ONA MUNSON
(1903 - 1955. Portland, Oregon / EUA)

Lembrada pela prostituta Belle Watling de “... E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939), sua estréia no cinema ocorreu em 1928. Também trabalhou na Broadway. Casada três vezes, vivia em conflito com sua sexualidade. Cometeu suicídio aos 51 anos de idade, tomando uma overdose de barbitúricos. Deixou uma nota: Este é a única maneira que eu conheço de ser livre novamente... Por favor, não me sigam.

TALLULAH BANKHEAD
(1902 - 1968. Huntsville, Alabama / EUA)

Alcançou enorme sucesso na Broadway. Trabalhou no cinema e televisão. Teve inúmeras parceiras amorosas: Nazimova, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Dorothy Arzner, Lizabeth Scott, além das atrizes de teatro Katharine Cornell, Laurette Taylor, Sybil Thorndyke e Beatrice Lillie. Ela afirmou ter levado Barbara Stanwyck para a cama. Seu último trabalho foi no seriado “Batman”, interpretando a vilã Viúva Negra. Morreu em 1968.

THELMA RITTER
(1902 - 1969. Nova Iorque / EUA)

Indicada seis vezes ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, não recebeu em nenhuma das ocasiões. Atriz de teatro e rádio, estava com 42 anos quando estreou no cinema. Sua especialidade, personagens de língua ferina ou desiludidas. Faleceu de ataque cardíaco em 1968, logo após uma aparição no programa de televisão de Jerry Lewis.