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agosto 29, 2025

******* FELLINI: MEMÓRIAS, SONHOS e FANTASIAS

 



“Sou apenas um contador de histórias,
e o cinema é o meu meio. Gosto dele
porque recria a vida em movimento,
amplifica-a. Está muito próximo
da criação milagrosa da vida.”
FEDERICO FELLINI 
 Oito e Meio
 
 
Um dos grandes diretores italianos, criou um estilo cinematográfico inimitável, combinando surrealismo com crítica social incisiva.  Explorou em 23 filmes suas obsessões com o circense, a decadência social, a redenção espiritual e as mulheres, gerando influências em diversos cineastas, como o siciliano Paolo Sorrentino ou o norte-americano Martin Scorsese, que diz rever “Oito e Meio” (1963) todo ano. FEDERICO FELLINI (1920 – 1993. Rimini / Itália) colocou a própria biografia em sua criação cinematográfica. Na realidade, aos dezenove anos deixou a provinciana cidade natal, transferindo-se para Roma. Seu primeiro emprego foi na revista humorística “Marc’Aurelio”. Na Itália semidestruída pela II Guerra Mundial, oscilou de um emprego a outro. Depois de trabalhar como repórter, locutor de rádio e escritor de fotonovelas, o famoso ator Aldo Fabrizi o contratou para escrever esquetes para espetáculos de uma companhia teatral ambulante. Com ela, o futuro cineasta correu a Itália, aprendendo a técnica de contar histórias a partir de pequenos incidentes dramáticos ou cômicos.
 
A guerra estava acabando. No meio dos destroços, entre bombas e fuzilamentos, o cinema italiano voltava a brilhar. Era o começo do neorrealismo, uma arte verdadeira, sem glamour e sem estrelas, que mudaria o panorama do cinema mundial. E ele fazia parte desse movimento. Seu primeiro trabalho em filmes foi em um roteiro para o lendário Roberto Rossellini, contando o episódio verídico do fuzilamento de um padre pelos nazistas. “Roma, Cidade Aberta / Roma Città Aperta” (1945) transformou-se em um clássico. Começava aí uma das carreiras mais exuberantes da sétima arte. A colaboração com o cinema se intensificou e alguns dos seus roteiros foram pontos altos do neorrealismo: “O Moinho do Pó / Il Mulino del Po” (1949), de Alberto Lattuada; “O Caminho da Esperança / Il Cammino della Speranza” (1950), de Pietro Germi; “Milagre em Milão / Miracolo a Milano” (1951), de Vittorio de Sica, entre outros. Em 1950, co-dirigiu com Alberto Lattuada “Mulheres e Luzes / Luci del Varietà”. O segundo filme, “Abismo de um Sonho / Lo Sceicco Bianco”, veio em 1952 e teve péssima recepção.
 
Um ícone da fantasia com uma visão pessoal acerca da sociedade, ele ressignificou suas lembranças da infância-juventude e seus sonhos, traduzindo-os em obras magistrais. O cinema se tornou, para o diretor, um espaço de interpretação de fantasias e desejos, de reconciliação com situações de tempos passados. Brincou sem limites entre o real e o imaginário, o ficcional e o biográfico, alta e baixa cultura, cinema de autor e de entretenimento, num universo onírico copiado mundialmente. A grande virada foi “A Doce Vida”, de 1960. Sucesso de bilheteria e condenado pela Igreja Católica, este filme insólito abandona o que poderíamos chamar de uma representação mais crua, buscando se aproximar de um mundo simbólico, estilizado. A partir deste momento decisivo, sua obra, que ele descrevia como “sonhos em celuloide”, funda um estilo próprio, no qual mescla memória e sonho, quase sempre não deixando claro onde termina um e começa o outro. Seu cinema barroco, delirante e pessoal torna sua filmografia uma das mais premiadas e envolventes de todos os tempos. 
 
Ele descrevia seu método criativo afirmando que a invenção para suas tramas se dava a partir de suas experiências, memórias, esperanças,
“uma mistura de emoções pessoais, alterações, as cores da escuridão que vivem em mim”. Condecorado com quatro estatuetas no Oscar, um recorde na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, seu legado é visto como um divisor de águas, rendendo um novo adjetivo no vocabulário cinematográfico: o termo felliniano. O cineasta teve como principais colaboradores, a atriz e esposa Giulietta Masina, o ator Marcello Mastroianni, o compositor Nino Rota, o produtor Angelo Rizzoli, o roteirista Ennio Flaiano e o editor Ruggero Mastroianni. Ele, pessoalmente, nos deixou em 1993. Seu cinema singular, de melancolia mágica, jamais nos deixará. É eterno. Cento e cinco anos após seu nascimento, FEDERICO FELLINI ainda se destaca como um gigante do cinema. Este post é um tributo a um artista criativo e livre, que inventou um universo cinematográfico próprio: uma visão mágica do mundo.
 
Oito e Meio
DEZ FILMES para CONHECER FELLINI
(por ordem de preferência)
 
01
A DOCE VIDA
(La Dolce Vita, 1960)

elenco: Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée,

Yvonne Furneaux, Magali Noel, Alain Cuny,
Annibale Ninchi, Valeria Ciangottini e Laura Betti

Um dos maiores filmes do cinema. Impulsionou a carreira do cineasta italiano ao sucesso internacional - ironicamente, ao oferecer uma crítica contundente à cultura do estrelato. Um olhar sobre o vazio existencial por trás do estilo de vida sedutor dos ricos e glamorosos de Roma, acompanha um notório jornalista de celebridades (um Marcello Mastroianni sublimemente icônico) nas periferias dos holofotes. Mordaz, foi incisivo sobre a decadência da Europa contemporânea e forneceu um vislumbre premonitório de quão obcecada por fofocas e fama nossa sociedade se tornaria. Cunhou o termo paparazzo, mas seu verdadeiro mérito reside no cinismo com que disseca uma cidade.
 
Indicado ao Oscar de Melhor Direção
Palma de Ouro (Melhor Filme) no Festival de Cannes
David di Donatello de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro do Círculo
dos Críticos de Cinema de Nova Iorque

 
02
AMARCORD
(Idem, 1974)
 
elenco: Magali Noel, Bruno Zanin, Puppella Maggio,
Armando Grancia, Ciccio Ingrassia e Maria Antonietta Beluzz

O realizador retorna à paisagem provinciana de sua infância com esta reminiscência, recriando sua cidade natal, Rimini, nos estúdios da Cinecittà e retratando seu cotidiano como um circo de rituais sociais, desejos adolescentes, fantasias masculinas e subterfúgios políticos. Esboçando uma galeria de caricaturas cômicas, evoca com carinho um mundo desaparecido, aureolado pelo brilho da memória, ao mesmo tempo em que satiriza um país embrutecido pelo fascismo. Entrelaça com maestria a cinematografia vibrante de Giuseppe Rottuno, os figurinos e cenários extravagantes de Danilo Donati e a trilha sonora nostálgica de Nino Rota. Talvez seja o filme mais pessoal do diretor.
 
Indicado ao Oscar de Melhor Diretor
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
David di Donatello de Melhor Filme e Melhor Diretor
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro do National Board of Review
Melhor Filme e Melhor Diretor do Círculo dos Critícos
de Cinema de Nova Iorque

 
03
NOITES de CABÍRIA
(Le Notti di Cabiria, 1957)

elenco: Giulietta Masina, François Périer, Dorian Gray

e Amedeo Nazzari

 
Ascensão, queda e recuperação de uma prostituta, num ambiente de rua, exploração, milagres e trapaceiros. Grande consagração popular do cineasta, apresentando uma das personagens mais inesquecíveis de todo o cinema: Cabiria (magnífica Masina), uma trabalhadora sexual irreprimível e ferozmente independente que, enquanto se move por Roma, em meio à adversidade e à tristeza, precisa confiar em seu próprio espírito indomável para se manter de pé. O filme encerrou a fase inicial do diretor, de influência neorrealista, com um final sublimemente comovente, porém esperançoso, que incorpora a mistura do amargo e do doce que define sua recorrente visão de mundo. Obra-prima.
 
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
David di Donatello de Melhor Diretor
Nastro d´Argento de Melhor Diretor

 
 
04
Os BOAS VIDAS
(I Vitelloni, 1953)

elenco: Alberto Sordi, Franco Fabrizi, Franco Interlenghi,

 Leopoldo Trieste, Leonora Ruffo, Paola Borboni,
Lída Baarová e Vira Silenti

 
A segunda criação solo do diretor rendeu seu primeiro sucesso comercial: um retrato lúcido de cinco jovens mergulhados em um limbo provinciano, sonhando com aventuras e uma fuga de sua pequena cidade costeira. Baseando-se em memórias entre a nostalgia cômica de
“Amarcord” e a ressaca da cidade grande de “A Doce Vida”, cria um filmaço semiautobiográfico com personagens afiados: Fausto, o galã, forçado a se casar com uma moça que engravidou; Alberto, o filho perpétuo; Leopoldo, um escritor sedento de fama; e Moraldo, a consciência do grupo. A crônica cinematográfica captura a lassidão e o anseio de seus protagonistas com nostalgia, perspicácia humorada e compaixão.
 
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Leão de Prata no Festival de Veneza
 
05
FELLINI OITO e MEIO
(8½, 1963)

elenco: Marcello Mastroianni, Anouk Aimée, Claudia Cardinale,

Sandra Milo, Rossella Falk, Barbara Steele,
Madeleine Lebeau e Caterina Boratto

 
Considerado por muitos o seu melhor trabalho. Marcello Mastroianni interpreta Guido Anselmi, um cineasta cujo novo projeto está desmoronando ao seu redor, junto com sua vida. Um dos filmes mais aplaudidos pela crítica, teve um primeiro título provisório,
“A Bela Confusão”, e é exatamente isso: um sonho cintilante e um número de mágica. Códice para decifrar a obra felliniana, essa alucinação transgressora tem sido imitada desde sempre. Mastroianni substitui o próprio diretor em suas fantasias surreais sobre o bloqueio artístico, a infância que volta feroz, a cavalgada de mulheres que ele decepcionou, inseguranças, música e a certeza absoluta de que a vida é um circo.
 
Indicado ao Oscar de Melhor Diretor
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Grande Prêmio no Festival de Moscou
Melhor Filme Estrangeiro no National Board of Review
Melhor Filme Estrangeiro no Círculo

dos Críticos de Cinema de Nova Iorque
 
06
A ESTRADA da VIDA
 (La Strada, 1954)

elenco: Giulietta Masina, Anthony Quinn e Richard Basehart

 
Uma decadente companhia de diversões ambulante percorre as estradas da Itália. O primeiro sucesso internacional do diretor. Ponte entre seu passado neorrealista e a fantasia lírica que está por vir, repleto de símbolos amargos e referências à commedia dell'arte. Com este drama inovador, o diretor retrata uma visão pessoal e poética da vida como um carnaval agridoce. A expressiva Masina registra tanto a maravilha infantil quanto o desespero de partir o coração como Gelsomina. A obra possui a pureza e a ressonância atemporal de uma fábula e continua sendo uma das visões mais comoventes do cinema sobre a humanidade lutando para sobreviver diante das crueldades da vida.
 
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro no Círculo dos Críticos
de Cinema de Nova Iorque
Leão de Prata no Festival de Veneza

 
07
SATYRICON de FELLINI
(Fellini – Satyricon, 1968)

elenco: Martin Potter, Hiram Keller, Salvo Randone,

Magali Noel, Capucine, Alain Cuny,
Lucia Bosè e Gordon Mitchell

 
A carreira do realizador atingiu novos patamares de excentricidade e brilhantismo com esta notável, controversa e extremamente livre adaptação da sátira romana clássica de Petrônio, escrita durante o império de Nero. Uma enxurrada episódica de licenciosidade sexual, violência profana e grotesco cativante, acompanha as façanhas de dois jovens pansexuais - o belo estudioso Encólpio e seu amigo vulgar e insaciavelmente lascivo Ascilto - enquanto se movem por uma paisagem de excessos pagãos de forma livre que remete ao sexo libertário moderno. Criando um caos aparente com controle primoroso, o diretor constrói um mundo antigo impactante e estranho que parece ficção científica.
 
Melhor Filme Italiano no Festival de Veneza
 
08
A TRAPAÇA
(II Bidone, 1955)

elenco: Broderick Crawford, Richard Basehart, Giu
lietta Masina,
Franco Fabrizi e Lorella De Luca

 
Abandonando em parte os floreios poéticos das obras mais famosas do realizador, é um drama policial neorrealista sombrio, pouco conhecido, estrelado por um magistral Broderick Crawford como um dos personagens mais complexos do cânone do diretor: um vigarista profissional decadente que, tendo feito carreira explorando a ingenuidade de camponeses pobres, de repente descobre que seus caminhos tortuosos começaram a alcançá-lo. Entrelaçando magistralmente o realismo humano da história com elementos de humor, cria um retrato contundente de um homem lidando com as consequências de suas escolhas de vida, que o atinge com a força de uma profunda e fatal tragédia moral.
 
09
JULIETA dos ESPÍRITOS
(Giulietta degli spiriti, 1965)

elenco: Giulietta Masina, Sandra Milo, Mario Pisu,

Valentina Cortese, Valeska Gert, José Luis de Vilallonga,
Caterina Boratto e Sylva Koscina

 
Primeiro longa-metragem em cores do diretor. Caleidoscópio projetado na psique de uma mulher de meia-idade que atravessa uma crise mística. Baseando-se em cenas de sua vida pessoal, Giulietta Masina interpreta uma senhora refinada que se aventura no espiritualismo e cujo domínio da realidade começa a se esvair quando descobre que o marido está tendo um caso, o que a leva a uma jornada alucinatória de autodescoberta na qual memórias, sonhos e forças sobrenaturais se fundem. Com a cinematografia virtuosa de Gianni di Venanzo, o filme examina as preocupações centrais do diretor - sexo e amor, vida e morte, fantasia e realidade - da perspectiva do intimismo feminino.
 
Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Filme Estrangeiro do National Board of Review
Melhor Filme Estrangeiro do Círculo dos Críticos
de Cinema de Nova Iorque

 
10
ROMA de FELLINI
(Roma, 1972)

elenco: Britta Barnes, Peter Gonzales Falcon e Anna Magnani

 
Relato de viagem, memórias e espetáculo cinematográfico ultrajante da Cidade Eterna. Esta fantasia urbana entrelaça lembranças da juventude do diretor na era de Mussolini com um retrato impressionista da Roma contemporânea. Os prazeres materiais do sexo, da comida, da vida noturna e de um alucinante desfile de moda eclesiástica são permeados por vislumbres de um passado monumental: o Coliseu cercado pelo trânsito, afrescos antigos desenterrados em um túnel de metrô, uma estátua de César manchada por pombos. Com uma mistura estonteante de imediatismo documental e artifício extravagante, penetra no mito e na mística da histórica e maravilhosa capital da Itália.
 
FONTES
“Eu, Fellini” (1995)
de Charlotte Chandler
 
“Fellini. Vou Falar-te de Mim”
(1999)
de Costanzo Costantini

 
CADERNO de SONHOS
Nos anos 60, incentivado pelo analista junguiano Ernst Bernhard, FEDERICO FELLINI passou a registrar os próprios sonhos através de textos e ilustrações - atividade que manteve por cerca de 30 anos. Para isso, mantinha um caderno em sua mesa de cabeceira. Pela manhã, assim que abria os olhos, tentava reproduzir, usando canetas hidrográficas coloridas, o que chamava de “trabalho noturno”. Em 2008, as 500 páginas foram publicadas com o título de “The Book of Dreams”.
 

GALERIA de FOTOS


O CINEMA ITALIANO NESTE BLOG

 
01
ATIRE PRIMEIRO, MORRA DEPOIS: POLIZIOTTESCHI
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2024/06/atire-primeiro-morra-depois.html
 
02
ALIDA VALLI: a BARONESA ESTRELA de CINEMA
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2011/02/alida-valli-de-baronesa-namoradinha-da.html
 
03
O CINEMA POLÍTICO ITALIANO (1960 - 1979)
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2012/07/o-cinema-politico-italiano-1960-1979.html
 
04
LUCHINO VISCONTI: o CONDE CINEASTA
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2017/02/fragmentos-de-um-conde-cineasta-e.html
 
05
LUISA FERIDA e OSVALDO VALENTI: PAIXÃO e CRIME
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2025/05/luisa-ferida-e-osvaldo-valenti-paixao-e.html
 
06
MARCELLO MASTROIANNI: a ARTE da SEDUÇÃO
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2018/08/marcello-mastroianni-arte-da-seducao.html
 
07
O MELHOR do CINEMA ITALIANO: 30 FILMES
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2025/06/o-melhor-do-cinema-italiano-30-filmes.html
 

08
15 ATORES à ITALIANA do SÉCULO 21
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2025/07/15-atores-italiana-do-seculo-21.html
 
09
SANDRA MILO, a AMANTE de FELLINI
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2011/06/sandra-milo-amante-de-fellini.html
 
10
TELEFONE BIANCHI – o CINEMA FASCISTA ITALIANO
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2024/07/telefoni-bianchi-o-cinema-fascista.html
Satyricon de Fellini


janeiro 18, 2023

**** Os MELHORES FILMES ASSISTIDOS em 2022

marcello mastroianni em fellini: oito e meio


 
2022 foi um ano pobre para o cinema. Quando consideramos os filmes que foram lançados, constatamos que pouca coisa relevante foi produzida - seguindo uma tendência que já dura há anos. Os prêmios são cada vez mais insignificantes e os longas premiados são esquecidos poucos meses após o seu coroamento. Desde 2010 que este blogue lista os MELHORES FILMES do ANO, destacando lançamentos. Com a banalidade atual, as grandes experiências cinematográficas passaram a ser filmes antigos. Revendo-os, os redescobrimos, experimentando uma percepção surpreendente. Por isso, ao repassar minha lista dos 271 filmes assistidos em 2022, elaborei uma menor, com 12 títulos, os quais, asseguro, propiciarão emoções extremamente mais significativas do que a maioria dos filmes lançados ano passado. Confira abaixo.
 
Os 12 MELHORES FILMES ASSISTIDOS em 2022
(por ordem de preferência)
 
01

FAUSTO
(Faust: Eine Deutsche Volkssage, 1926, Alemanha)

direção: Friedrich Wilhelm Murnau
elenco: Gösta Ekman, Emil Jannings, Camilla Horn, William Dieterle e Yvette Guilbert

 
Último filme alemão do genial Murnau. Uma saída em grande estilo, um filmaço, deslumbrante. Levado pelo desespero, alquimista faz um pacto com o diabo, abrindo mão de sua alma. De quase um século atrás, um espetáculo monumental. Elenco afiadíssimo, efeitos especiais inovadores e fotografia de extraordinária beleza.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
02
FANNY e ALEXANDER
(Fanny och Alexander, 1982, Suécia, França e Alemanha)

direção: Ingmar Bergman
elenco: Gunn Wållgren, Ewa Fröling, Bertil Guve, Jarl Kulle, Gunnar Björnstrand, Mona Malm, Pernilla August, Harriet Andersson, Lena Olin e Erland Josephson

 
Numa cidade do interior da Suécia, em 1907, a história de uma rica família ligada ao teatro. Outra obra-prima do mestre Bergman. Conto sombrio, visualmente fascinante, direção espetacular. Comédia, drama profundo, fantasia, surrealismo. Um denso estudo de personagens, simbolismo religioso e memórias afetivas da infância.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
03
NARCISO NEGRO
(Black Narcissus, 1947, Reino Unido)

direção: Michael Powell e Emeric Pressburger
elenco: Deborah Kerr, David Farrar, Flora Robson, Kathleen Byron e Jean Simmons
 
Drama supremamente belo, fantástico e sensual. Cinco freiras britânicas abrem uma escola e um hospital numa vila na região do Himalaia. Perturbações, conflitos psicológicos, religiosos e culturais, com fotografia espetacular. Direção segura e atuação potente de Deborah Kerr. Uma verdadeira joia cinematográfica.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
04
DOUTOR JIVAGO
(Doctor Zhivago, 1965, Itália, Reino Unido e EUA)

direção: David Lean
elenco: Omar Sharif, Julie Christie, Geraldine Chaplin, Rod Steiger, Alec Guinness, Tom Courtenay, Siobhan McKenna, Ralph Richardson e Rita Tushingham

 
Tendo como pano de fundo a revolução russa, um médico e poeta, casado, se envolve com uma enfermeira que se torna o grande amor de sua vida. Extraordinário drama romântico. Terno, cativante e ao mesmo tempo uma lição de história. Grandioso, impressionante, trilha sonora inesquecível. Arrebatou cinco Oscar.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
05
A MALVADA
(All About Eve, 1950, EUA)

direção: Joseph L. Mankiewicz
elenco: Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Celeste Holm, Gary Merrill, Hugh Marlowe, Gregory Ratoff, Barbara Bates, Marilyn Monroe e Thelma Ritter

 
Jovem aspirante a atriz faz intrigas para tomar o lugar de uma estrela que envelhece. Um dos melhores filmes sobre os bastidores do teatro. A arte dentro da arte. Diálogos inteligentes, ferinos, amargos. Personagens mordazes e memoráveis. É uma belíssima trama. Todo o elenco é perfeito – mas o brilho maior é de Bette Davis.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
06
O ANJO AZUL
(Der Blaue Engel, 1930, Alemanha)

direção: Josef von Sternberg
elenco: Emil Jannings, Marlene Dietrich, Kurt Gerron, Rosa Valetti e Hans Albers

 
Professor pomposo e tirânico se apaixona cegamente por uma beldade vulgar de cabaré. O filme narra a tragédia e o ridículo de sua trajetória. Trata-se de uma desconstrução gradual de personalidade. Expressionismo melancólico, com espetacular Emil Jannings e Dietrich extraordinária em sensualidade insolente.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
07
Uma PEQUENA PRAIA TÃO BONITA
(Une si Jolie Petite Plage, 1949, França e Países Baixos)

direção: Yves Allégret
elenco: Madeleine Robinson, Gérard Philipe, Jean Servais e Jane Marken

 
Num inverno chuvoso, um estranho silencioso e triste se instala num hotel barato, em uma praia no norte da França, provocando alguma desconfiança. Um drama noir sobre o passado, brilhantemente dirigido. Sombrio, misterioso, amargo. Poética fotografia de Alekan e atuações excelentes, principalmente a de Gérard Philiphe.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
08
VIOLÊNCIA e PAIXÃO
(Gruppo di Famiglia in un Interno, 1974, Itália e França)

direção: Luchino Visconti
elenco: Burt Lancaster, Helmut Berger, Silvana Mangano, Claudia Marsani, Stefano Patrizi, Elvira Cortese, Romolo Valli, Claudia Cardinale e Dominique Sanda

 
Professor idoso, respeitável, rico, intelectual, que vive cercado de livros e obras de arte, tem sua solidão perturbada por vizinhos medíocres. Drama magnífico, mas nada agradável. O bando de fúteis deixa o público desconfortável. Direção primorosa do mestre italiano Visconti e performances soberbas de Lancaster e Mangano.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
09
A um PASSO da ETERNIDADE
(From Here to Eternity, 1953, EUA)

direção: Fred Zinnemann
elenco: Burt Lancaster, Montgomery Clift, Deborah Kerr, Frank Sinatra, Donna Reed, Ernest Borgnine e Jack Warden

 
Gigantesco sucesso, adaptado do romance de James Jones, sobre a vida no Exército no Havaí pouco antes do ataque a Pearl Harbor. Pressionado pelo Código Hays, ao destacar uma esposa infiel e uma prostituta, recebeu 13 indicações ao Oscar, e levou oito prêmios. Atuação brilhante de todo o elenco e fotografia estupenda.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
10
AMORES de APACHE
(Casque d'Or, 1952, França)

direção: Jacques Becker
elenco: Simone Signoret, Serge Reggiani, Claude Dauphin e Raymond Bussières

 
Amante de criminoso se apaixona por carpinteiro, gerando um arriscado triângulo amoroso. Primeiro grande papel da estrela francesa Simone Signoret, num retrato do submundo parisiense. Uma história sombria da belle époque, interpretada por ótimos atores, e de beleza incomum. Talvez o melhor filme de Jacques Becker.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
11
FELLINI: OITO e MEIO
(8½, 1963, Itália e França)

direção: Federico Fellini
elenco: Marcello Mastroianni, Claudia Cardinale, Anouk Aimée, Sandra Milo, Barbara Steele, Madeleine Lebeau e Caterina Boratto

 
Mergulhado em crise existencial, famoso cineasta é pressionado pelo produtor, pela mulher e pela amante, e passa a misturar ficção com o cotidiano. Entre a realidade e os devaneios, Fellini investe em ousado experimentalismo. O filme tem excelente elenco, qualidades técnicas irretocáveis e trilha sonora inesquecível. Obra-prima.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
12
TODOS os HOMENS do PRESIDENTE
(All the President's Men, 1976, EUA)

direção: Alan J. Pakula
elenco: Dustin Hoffman, Robert Redford, Jack Warden, Martin Balsam, Hal Holbrook, Jason Robards, Jane Alexander, Ned Beatty e F. Murray Abraham

 
Trata do escândalo de Watergate, que levou o presidente Nixon à renúncia em 1974. Dois repórteres investigativos do “The Washington Post” em busca da solução de um caso extremamente obscuro. O filme mostra cenas históricas. Tenso, realista, uma aula de jornalismo honesto. De quebra, um elenco de feras. Ganhou quatro Oscar.
 
Nota: ***** (ótimo)
 
Os MELHORES de 2022
 
MELHOR DIREÇÃO
INGMAR BERGMAN
(“Fanny e Alexander”)


MELHOR ROTEIRO
JOSEPH L. MANKIEWICZ
(“A Malvada”)


MELHOR FOTOGRAFIA
ARTHUR MILLER
(“Como Era Verde o Meu Vale / How Green Was My Valley”)


MELHOR TRILHA SONORA
MAURICE JARRE
(“Doutor Jivago”)


MELHOR ATRIZ
GIULIETTA MASSINA
(“Noites de Cabíria / Le notti di Cabiria”)


MELHOR ATOR
EMIL JANNINGS
(“O Anjo Azul”)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
RUTH GORDON
(“O Bebê de Rosemary / Rosemary's Baby”)


MELHOR ATOR COADJUVANTE
CHARLES LAUGHTON
(“Os Miseráveis /Les Misérables”)
 

TODOS os FILMES QUE VI em 2022
 
JANEIRO

SHAFT – MÁFIA em NOVA IORQUE (Idem, 1971)
direção de Gordon Parks.
*** (bom)
 
1001 FILMs (Idem, 1989)
direção de André Delvaux.
*** (bom)
 
SEMPRE CHOVE aos DOMINGOS (It Always Rains on Sunday, 1947)
direção de Robert Hamer.
**** (muito bom)
 
QUO VADIS (Idem, 1951)
direção de Mervyn Leroy.
**** (muito bom)
 
007 – LICENÇA PARA MATAR (Licence to Kill, 1989)
direção de John Glen.
** (reg.)
 
CAPITÃO BLOOD (Captain Blood, 1935)
direção de Michael Curtiz.
***** (ótimo)
 
A CONDESSA DESCALÇA (The Barefoot Contessa, 1954)
direção de Joseph L. Mankiewicz.
***** (ótimo)
 
SICARIO: TERRA de NINGUÉM (Sicario, 2015)
direção de Denis Villeneuve.
**** (muito bom)
 
GABRIELLE (Idem, 2005)
direção de Patrice Chéreau.
**** (muito bom)
 
TUBARÃO (Jaws, 1975)
direção de Steven Spielberg.
**** (muito bom)
 
CONTA COMIGO (Stand by Me, 1986)
direção de Rob Reiner.
*** (bom)
 
A DAMA OCULTA (The Lady Vanishes, 1938)
direção de Alfred Hitchcock.
*** (bom)
 
SCARFACE (Idem, 1983)
direção de Brian De Palma.
*** (bom)
 
MIAMI VICE (Idem, 2006)
direção de Michael Mann.
*** (bom)
 
Os ELEITOS – ONDE o FUTURO COMEÇA (The Right Stuff, 1983)
direção de Philip Kauffman.
**** (muito bom)
 
A ENCRUZILHADA dos DESTINOS (Bhowani Junction, 1956)
direção de George Cukor.
*** (bom)
 
A REBELDE (Achtung! Banditi!, 1951)
direção de Carlo Lizzani.
*** (bom)
 
A LANÇA PARTIDA (Broken Lance, 1954)
direção de Edward Dmytryk.
*** (bom)
 
O AMOR (L`Amore, 1947)
direção de Roberto Rossellini.
**** (muito bom)
 
PARACELSO (Paracelsus, 1943)
direção de Georg Wilhelm Pabst.
*** (bom)
 
VIVEREMOS OUTRA VEZ (In Our Time, 1944)
direção de Vincent Sherman.
*** (bom)
 
ORDEM de MATAR (Orders to Kill, 1958)
direção de Anthony Asquith.
*** (bom)
 
TODOS os HOMENS do PRESIDENTE (All the President's Men, 1976)
direção de Alan J. Pakula.
***** (ótimo)
 
VIDAS AMARGAS (East of Eden, 1955)
direção de Elia Kazan.
**** (muito bom)
 
FEVEREIRO

LOLA MONTÈS (Idem, 1955)
direção de Max Ophuls.
***** (ótimo)
 
SOBRE MENINOS e LOBOS (Mystic River, 2003)
direção de Clint Eastwood.
**** (muito bom)
 
O COLAR da RAINHA (L'Affaire du Collier de la Reine, 1946)
direção de Marcel L'Herbier.
*** (bom)
 
O CAVALO (La Horse, 1970)
direção de Pierre Granier-Deferre.
*** (bom)
 
O CHEFÃO (Un Condé, 1970)
direção de Yves Boisset.
*** (bom)
 
BULLITT (Idem, 1968)
direção de Peter Yates.
**** (muito bom)
 
O PRISIONEIRO de ZENDA (The Prisoner of Zenda, 1937)
direção de John Cromwell.
*** (bom)
 
Os PODERES da MÁFIA (Un Uomo in Ginocchio, 1979)
direção de Damiano Damiani.
** (regular)
 
HANUSSEN (Idem, 1988)
direção de István Szabó.
*** (bom)
 
REBELIÃO (Jôi-uchi: Hairyô Tsuma Shimatsu, 1967)
direção de Masaki Kobayashi.
**** (muito bom)
 
O GRANDE GATSBY (The Great Gatsby, 1974)
direção de Jack Clayton.
*** (bom)
 
O BEBÊ de ROSEMARY (Rosemary`s Baby, 1968)
direção de Roman Polanski.
***** (ótimo)
 
MAX MANUS (Idem, 2008)
direção de Joachim Rønning e Espen Sandberg.
** (regular)
 
VÍTIMA de uma PAIXÃO (Sea of Love, 1989)
direção de Harold Becker.
** (regular)
 
MADRE JOANA dos ANJOS (Matka Joanna od Aniolów, 1961)
direção de Jerzy Kawalerowicz.
***** (ótimo)
 
O VALE das ABELHAS (Údolí Vcel, 1968)
direção de Frantisek Vlácil.
*** (bom)
 
MARTHE RICHARD a SERVIÇO da FRANÇA (Marthe Richard au Service de la France, 1937)
direção de Raymond Bernard.
** (reg.)
 
GULA de AMOR (Gueule d'Amour, 1937)
direção de Jean Grémillon.
*** (bom)
 
MORRER MIL VEZES (8 Million Ways to Die, 1986)
direção de Has Ashby.
** (regular)
 
SORTILÉGIO (Sortilèges, 1945)
direção de Christian-Jaque.
**** (muito bom)
 
Na TEIA do DESTINO (The Reckless Moment, 1949)
direção de Max Ophuls.
**** (muito bom)
 
BALLET MECÂNICO (Ballet Mécanique, 1924)
direção de Fernand Léger e Dudley Murphy.
*** (bom)
 
SOB um TEMA de CHARLESTON (Charleston, 1927)
direção de Jean Renoir.
** (regular)
 
DOUTOR JIVAGO (Doctor Zhivago, 1965)
direção de David Lean.
***** (ótimo)
 
SEDUÇÃO da CARNE (Senso, 1954)
direção de Luchino Visconti.
***** (ótimo)
 
O HOMEM de KIEV (The Fixer, 1968)
direção de John Frankenheimer.
*** (bom)
 
MARÇO

O NOME da ROSA (The Name of the Rose, 1986)
direção de Jean-Jacques Annaud.
**** (muito bom)
 
DIAS de PARAÍSO (Days of Heaven, 1978)
direção de Terrence Malick.
**** (muito bom)
 
TERRA de NINGUÉM (BADLANDS, 1973)
direção de Terrence Malick.
**** (muito bom)
 
SÉRIE NOIRE (Idem, 1979)
direção de Alain Corneau.
**** (muito bom)
 
INSPETOR MAIGRET ACERTA (Maigret Voit Rouge, 1963)
direção de Gilles Grangier.
*** (bom)
 
SENHORES do CRIME (Eastern Promises, 2007)
direção de David Cronenberg.
**** (muito bom)
 
GALLIPOLI (Idem, 1981)
direção de Peter Weir.
*** (bom)
 
LADRÃO de CASACA (To Catch a Thief, 1955)
direção de Alfred Hitchcock.
***** (ótimo)
 
HANNA K. (Idem, 1983)
direção de Costa-Gavras.
*** (bom)
 
TEMPORADA SANGRENTA (The Mean Season, 1985)
direção de Phillip Borsos.
** (regular)
 
A HISTÓRIA de ADELE H. (L`Histoire D`Adele H., 1975)
direção de François Truffaut.
***** (ótimo)
 
RALÉ (Donzoko, 1957)
direção de Akira Kurosawa.
***** (ótimo)
 
O RANCOROSO (The Strange One, 1957)
direção de Jack Garfein.
*** (bom)
 
MISS REPÓRTER (The Front Page Woman, 1935)
direção de Michael Curtiz.
*** (bom)
 
AGONIA de AMOR (The Paradine Case, 1947)
direção de Alfred Hitchcock.
**** (muito bom)
 
O PRESÍDIO (The Big House, 1930)
direção de George W. Hill.
**** (muito bom)
 
A GUARDA SECRETA (The Secret Six, 1931)
direção de George W. Hill.
*** (bom)
 
Uma PEQUENA PRAIA TÃO BONITA (Une Si Jolie Petite Plage, 1949)
direção de Yves Allégret.
***** (ótimo)
 
BUSCA FATAL (L'Homme en Colère, 1979)
direção de Claude Pinoteau.
*** (bom)
 
O PRAZER (Le Plaisir, 1952)
direção de Max Ophuls.
***** (ótimo)
 
ABRIL

A NOITE da ENCRUZILHADA (La Nuit du Carrefour, 1932)
direção de Jean Renoir.
** (regular)
 
A VIDA e NADA MAIS (La Vie et Rien d'Autre, 1989)
direção de Bertrand Tavernier.
***** (ótimo)
 
URANO (Uranus, 1990)
direção de Claude Berri.
**** (muito bom)
 
O ÉPICO QUE NUNCA FOI REALIZADO (The Epic That Never Was, 1965) direção de Bill Duncalf.
**** (muito bom)
 
A NOIVA ESTAVA de PRETO (La Mariée Etait en Noir, 1967)
direção de François Truffaut.
**** (muito bom)
 
O ARCO do TRIUNFO (The Arch of Triumph, 1948)
direção de Lewis Milestone.
** (regular)
 
BLADE RUNNER, o CAÇADOR de ANDRÓIDES (Blade Runner, 1982)
direção de Ridley Scott.
***** (ótimo)
 
O FIM de SÃO PETERSBURGO (Konets Sankt-Peterburga, 1927)
direção de Vsevolod Pudovkin e Mikhail Doller.
***** (ótimo)
 
O CORAÇÃO DELATOR (The Telltale Heart, 1928)
direção de Charles Klein.
** (regular)
 
NARCISO NEGRO (Black Narcissus, 1947)
direção de Michael Powell e Emeric Pressburger.
***** (ótimo)
 
TROPA de CHOQUE: Um HOMEM a MAIS (1 Homme de Trop, 1967)
direção de Costa-Gavras.
**** (muito bom)
 
A VOZ do SANGUE (Behold a Pale Horse, 1964)
direção de Fred Zinnemann.
**** (muito bom)
 
ALMA das RUAS (The Informer, 1929)
direção de Arthur Robinson.
**** (muito bom)
 
O HOMEM QUE NÃO VENDEU sua ALMA (A Man for All Seasons, 1966) direção de Fred Zinnemann.
**** (muito bom)
 
MAIO

MERCADO de LADRÕES (Thieves Highway, 1949)
direção de Jules Dassin.
**** (muito bom)
 
O COBRA (Le Saut de l'Ange, 1971)
direção de Yves Boisset.
** (regular)
 
HARPER, o CAÇADOR de AVENTURAS (Harper, 1966)
direção de Jack Smight.
*** (bom)
 
CAIS das BRUMAS (Le Quai des Brumes, 1938)
direção de Marcel Carné.
**** (muito bom)
 
ATRÁS da CORTINA de FERRO (OPRIMIDOS) (Addio Kira!, 1942)
direção de Goffredo Alessandrini.
** (regular)
 
O LADRÃO de BAGDAD (The Thief of Bagdad, 1940)
direção de Ludwig Berger, Michael Powell e Tim Whelan.
*** (bom)
 
VIRTUDE SELVAGEM (The Yearling, 1946)
direção de Clarence Brown.
***** (ótimo)
 
COMO ERA VERDE o MEU VALE (How Green Was My Valley, 1941)
direção de John Ford.
***** (ótimo)
 
A LUZ é PARA TODOS (Gentleman`s Agreement, 1947)
direção de Elia Kazan.
***** (ótimo)
 
SOB SUSPEITA (Suspect, 1987)
direção de Peter Yates.
*** (bom)
 
À SOMBRA de uma DÚVIDA (Shadow of a Doubt, 1943)
direção de Alfred Hitchcock.
**** (muito bom)
 
O CORAÇÃO da RAINHA (Das Herz der Königin, 1940)
direção de Carl Froelich.
*** (bom)
 
MEDO que CONDENA (Count the Hours!, 1953)
direção de Don Siegel.
** (regular)
 
FRANCES (Idem, 1982)
direção de Graeme Clifford.
**** (muito bom)
 
A DÁLIA AZUL (The Blue Dahlia, 1946)
direção de George Marshall.
*** (bom)
 
A SARJETA FOI MEU BERÇO (La Neige Était Sale, 1954)
direção de Luis Saslavsky.
** (regular)
 
O SALÁRIO do PECADO (The Naked Street, 1955)
direção de Maxwell Shane.
** (regular)
 
MEIA-NOITE no JARDIM do BEM e do MAL (Midnight In The Garden of Good and Evil, 1997)
direção de Clint Eastwood.
**** (muito bom)
 
NOITES de CABÍRIA (Le Notti di Cabiria, 1957)
direção de Federico Fellini.
***** (ótimo)
 
A CONFISSÃO (The Statement, 2003)
direção de Norman Jewison.
*** (bom)
 
FAUSTO (Faust – Eine Deutsche Volkssage, 1926)
direção de Friedrich Wilhelm Murnau.
***** (ótimo)
 
BUNNY LAKE DESAPARECEU (Bunny Lake is Missing, 1965)
direção de Otto Preminger.
*** (bom)
 
WINCHESTER 73 (Idem, 1950)
direção de Anthony Mann.
**** (muito bom)
 
Um CERTO CAPITÃO LOCKHART (The Man From Laramie, 1955)
direção de Anthony Mann.
*** (bom)
 
MULHERES em PERIGO (The Secret of Convict Lake, 1951)
direção de Michael Gordon.
**** (muito bom)
 
JUNHO

MÃOS ESTRANHAS (La Mano Dello Straniero, 1954)
direção de Mario Soldati.
** (regular)
 
Um AMOR na ALEMANHA (Eine Liebe in Deutschland, 1983)
direção de Andrzej Wajda.
*** (bom)
 
A TESTEMUNHA OCULAR (The Public Eye, 1992)
direção de Howard Franklin.
*** (bom)
 
SEM PERDÃO (The Lost Son, 1999)
direção de Chris Menges.
*** (bom)
 
RASTROS de ÓDIO (The Searchers, 1956)
direção de John Ford.
***** (ótimo)
 
A MARCA da MALDADE (Touch of Evil, 1958)
direção de Orson Welles.
***** (ótimo)
 
SANJURO (Idem, 1962)
direção de Akira Kurosawa.
*** (bom)
 
QUERO-TE COMO ÉS (Honky Tonk, 1941)
direção de Jack Conway.
*** (bom)
 
MINORITY REPORT - A NOVA LEI (Minority Report, 2002)
direção de Steven Spielberg.
**** (muito bom)
 
O CAMINHO AMARGO (La Viaccia, 1961)
direção de Mauro Bolognini.
**** (muito bom)
 
Os DELFINS (I Delfini, 1960)
direção de Francesco Maselli.
**** (muito bom)
 
CECÍLIA ESTÁ MORTA! (Cécile est Morte!, 1944)
direção de Maurice Tourneur.
** (regular)
 
INDIANA JONES e a ÚLTIMA CRUZADA (Indiana Jones and the Last Crusade, 1989)
direção de Steven Spielberg.
*** (bom)
 
Os ESTRANHOS na CASA (Les Inconnus dans la Maison, 1942)
direção de Henri Decoin.
*** (bom)
 
SETE DIAS em MAIO (Seven Days in May, 1964)
direção de John Frankenheimer.
**** (muito bom)
 
Os CINCO CAVALHEIROS AMALDIÇOADOS (Les Cinq Gentlemen Maudits, 1931)
direção de Julien Duvivier.
** (regular)
 
INDIANA JONES e os CAÇADORES da ARCA PERDIDA (Raiders of the Lost Ark, 1981)
direção de Steven Spielberg.
*** (bom)
 
LEI e ORDEM (Law and Order, 1932)
direção de Edward L. Cahn.
* (ruim)
 
O CORONEL CHABERT (Le Colonel Chabert, 1994)
direção de Yves Angelo.
*** (bom)
 
A RAINHA MARGOT (La Reine Margot, 1994)
direção de Patrice Chéreau.
***** (ótimo)
 
O HOMEM que SURGIU de REPENTE (La Course du Lièvre à Travers les Champs, 1972)
direção de René Clement.
** (regular)
 
VIOLÊNCIA e PAIXÃO (Gruppo di Famiglia in um Interno, 1974)
direção de Luchino Visconti.
***** (ótimo)
 
TEOREMA (Idem, 1968)
direção de Pier Paolo Pasolini.
***** (ótimo)
 
BRAVURA INDÔMITA (True Grit, 1969)
direção de Henry Hathaway.
** (regular)
 
JULHO

A MARCA da ORQUÍDEA (La Chair de L'Orchidée, 1975)
direção de Patrice Chéreau.
** (reg.)
 
HERÓIS ESQUECIDOS (The Roaring Twenties, 1939)
direção de Raoul Walsh.
*** (bom)
 
A MALVADA (All About Eve, 1950)
direção de Joseph L. Mankiewicz.
***** (ótimo)
 
O PRINCÍPE VALENTE (Prince Valiant, 1954)
direção de Henry Hathaway.
*** (bom)
 
MOMENTO de DESESPERO (Desperate Moment, 1953)
direção de Compton Bennett.
*** (bom)
 
A CALDEIRA do DIABO (Peyton Place, 1957)
direção de Mark Robson.
*** (bom)
 
HORAS de DESESPERO (Desperate Hours, 1990)
direção de Michael Cimino.
*** (bom)
 
HORAS de DESESPERO (The Desperate Hours, 1955)
direção de William Wyler.
**** (muito bom)
 
ENTRE o CÉU e o INFERNO (Between Heaven and Hell, 1956)
direção de Richard Fleischer.
**** (muito bom)
 
GILDA (Idem, 1946)
direção de Charles Vidor.
*** (bom)
 
Os SUSPEITOS (Prisoners, 2013)
direção de Denis Villeneuve.
**** (muito bom)
 
MARCAS da VIOLÊNCIA (A History of Violence, 2005)
direção de David Cronenberg.
**** (muito bom)
 
VERONICA GUERIN – O CUSTO da CORAGEM (Veronica Guerin, 2003) direção de Joel Schumacher.
*** (bom)
 
LEVADA à FORÇA (The Story of Temple Drake, 1933)
direção de Stephen Roberts.
*** (bom)
 
Os PROFISSIONAIS (The Professionals, 1966)
direção de Richard Brooks.
**** (muito bom)
 
Os CARACÓIS (Les Escargots, 1966)
direção de René Laloux.
*** (bom)
 
CARAVANA de BRAVOS (Wagon Master, 1950)
direção de John Ford.
**** (muito bom)
 
À SOMBRA da GUILHOTINA (The Black Book / Reign of Terror, 1949)
direção de Anthony Mann.
**** (muito bom)
 
PILOTO de PROVAS (Test Pilot, 1938)
direção de Victor Fleming.
**** (muito bom)
 
BOAS de MATAR (Bonnes à Tuer, 1954)
direção de Henri Decoin.
** (regular)
 
Uma TAL CONDESSA (Quand la Femme s'en Mêle, 1957)
direção de Yves Allégret.
** (regular)
 
ONTEM, HOJE e AMANHÃ (Ieri, Oggi, Domani, 1963)
direção de Vittorio De Sica.
**** (muito bom)
 
AGOSTO

007 na MIRA dos ASSASSINOS (A View to a Kill, 1985)
direção de John Glen.
** (regular)
 
A MULHER que PERDEU a ALMA (Paid, 1930)
direção de Sam Wood.
** (regular)
 
TUDO PELO PODER (The Ides of March, 2011)
direção de George Clooney.
**** (muito bom)
 
FORÇA POLICIAL (Pride and Glory, 2008)
direção de Gavin O´Connor.
*** (bom)
 
O PECADO de MADELON CLAUDET (The Sin of Madelon Claudet, 1931) direção de Edgar Selwyn.
*** (bom)
 
MOINHOS da MORTE (Death Mills, 1945)
direção de Hans Burger e Billy Wilder.
**** (muito bom)
 
O HOMEM do NORTE (The Northman, 2022)
direção de Robert Eggers.
*** (bom)
 
JANELA INDISCRETA (Rear Window, 1954)
direção de Alfred Hitchcock.
***** (ótimo)
 
Os PÁSSAROS (The Birds, 1963)
direção de Alfred Hitchcock.
***** (ótimo)
 
Uma VIDA (Une Vie, 1958)
direção de Alexandre Astruc.
*** (bom)
 
KAGEMUSHA, a SOMBRA do SAMURAI (Kagemusha, 1980)
direção de Akira Kurosawa.
***** (ótimo)
 
DUAS MULHERES (La Ciociara, 1960)
direção de Vittorio De Sica.
**** (muito bom)
 
O GUERREIRO SILENCIOSO (Valhalla Rising, 2009)
direção de Nicolas Winding Refn.
** (regular)
 
O BOI (Oxen, 1991)
direção de Sven Nykvist.
*** (bom)
 
FERA QUE FORAM HOMENS (Three Came Home, 1950)
direção de Jean Negulesco.
*** (bom)
 
ALIANÇA de AÇO (Union Pacific, 1939)
direção de Cecil B. DeMille.
*** (bom)
 
ATTICA: A SOLUÇÃO FINAL (Against the Wall, 1994)
direção de John Frankenheimer.
*** (bom)
 
TROPA de ELITE (2007)
direção de José Padilha.
**** (muito bom)
 
007 – VIVA e DEIXE MORRER (Live and Let Die, 1973)
direção de Guy Hamilton.
** (regular)
 
O SEGREDO do DOUTOR GRINBERG (El Secreto del Doctor Grinberg, 2020)
direção de Ida Cuéllar.
*** (bom)
 
O ANJO AZUL (Der Blaue Engel, 1930)
direção de Josef von Sternberg.
***** (ótimo)
 
O INDOMADO (Hud, 1963)
direção de Martin Ritt.
**** (muito bom)
 
SETEMBRO

A HORA da PISTOLA (Hour of the Gun, 1967)
direção de John Sturges.
*** (bom)
 
Um CORPO que CAI (Vertigo, 1958)
direção de Alfred Hitchcock.
***** (ótimo)
 
CAMINHANDO nas SOMBRAS (Footsteps in the Dark, 1941)
direção de Lloyd Bacon.
** (regular)
 
O CASO GLEIWITZ (Der Fall Gleiwitz, 1961)
direção de Gerhard Klein.
*** (bom)
 
CINZAS que QUEIMAM (On Dangerous Ground, 1952)
direção de Nicholas Ray.
**** (muito bom)
 
MUSEU de HORRORES (Crack-Up, 1946)
direção de Irving Reis.
** (regular)
 
CONFISSÕES de um GATO (Confidenze di un Gatto, 1953)
direção de Giorgio Ferroni.
** (regular)
 
O ABRIGO (Il Pensionato, 1955)
direção de Ermanno Olmi.
** (regular)
 
DISCRIÇÃO GARANTIDA (No Questions Asked, 1951)
direção de Harold F. Kreiss.
** (regular)
 
OITO HOMENS de FERRO (Eight Iron Men, 1952)
direção de Edward Dmytryk.
** (regular)
 
AMOR de BOÊMIO (The Beloved Rogue, 1927)
direção de Alan Crosland.
** (regular)
 
AMORES de APACHE (Casque Do`r, 1952)
direção de Jacques Becker.
***** (ótimo)
 
O HOMEM do ANDAR de CIMA (The Man Upstairs, 1958)
direção de Don Chaffey.
*** (bom)
 
Os BRUTOS TAMBÉM AMAM (Shane, 1953)
direção de George Stevens.
***** (ótimo)
 
Os CASTIÇAIS do IMPERADOR (The Emperor's Candlesticks, 1937)
direção de George Fitzmaurice.
*** (bom)
 
TEREI o DIREITO de MATAR? (L'Insoumis, 1964)
direção de Alain Cavalier.
**** (muito bom)
 
PARAÍSO PERDIDO (Paradis Perdu, 1939)
direção de Abel Gance.
*** (bom)
 
OO7 CONTRA GOLDENEYE (GoldenEye, 1995)
direção de Martin Campbell.
*** (bom)
 
OO7 – O MUNDO NÃO é o BASTANTE (The World Is Not Enough, 1999) direção de Michael Apted.
*** (bom)
 
TRÁGICA INOCÊNCIA (Non Coupable, 1947)
direção de Henri Decoin.
**** (muito bom)
 
ATÉ a VISTA, QUERIDA (Murder, my Sweet, 1944)
direção de Edward Dmytryk.
**** (muito bom)
 
À PROCURA do DESTINO (Inside Daisy Clover, 1965)
direção de Robert Mulligan.
*** (bom)
 
OUTUBRO

BEN-HUR (Idem, 1959)
direção de William Wyler.
**** (muito bom)
 
CORTINA de FERRO (The Iron Curtain, 1948)
direção de William A. Wellman.
*** (bom)
 
PORTO do PRAZER (Port du Désir, 1955)
direção de Edmond T. Gréville.
** (regular)
 
RIO GRANDE (Idem, 1950)
direção de John Ford.
**** (muito bom)
 
O CASO da RUA MONTMARTRE (125 Rua Montmartre, 1959)
direção de Gilles Grangier.
*** (bom)
 
007 - O ESPIÃO QUE ME AMAVA (The Spy Who Loved Me, 1977)
direção de Lewis Gilbert.
*** (bom)
 
O CAPITÃO de CASTELA (Captain From Castile, 1947)
direção de Henry King.
*** (bom)
 
O ÓRFÃO do MAR (Deep Waters, 1948)
direção de Henry King.
** (regular)
 
MAMMA ROMA (Idem, 1963)
direção de Pier Paolo Pasolini.
***** (ótimo)
 
MEDÉIA, a FEITICEIRA do AMOR (Medea, 1969)
direção de Pier Paolo Pasolini.
**** (muito bom)
 
SATYRICON de FELLINI (Satyricon, 1968)
direção de Federico Fellini.
*** (bom)
 
MARES da CHINA (China Seas, 1935)
direção de Tay Garnett.
*** (bom)
 
FELLINI: OITO e MEIO (8 1/2, 1963)
direção de Federico Fellini.
***** (ótimo)
 
A ÚLTIMA SESSÃO de CINEMA (The Last Picture Show, 1971)
direção de Peter Bogdanovich.
**** (muito bom)
 
O RELÓGIO VERDE (The Big Clock, 1948)
direção de John Farrow.
**** (muito bom)
 
O SEQUESTRO DO METRÔ 123 (The Taking of Pelham 123, 2009)
direção de Tony Scott.
*** (bom)
 
LÁBIOS que ESCRAVIZAM (The Bribe, 1949)
direção de Robert Z. Leonard.
*** (bom)
 
Os MISERÁVEIS (Les Misérables, 1935)
direção de Richard Boleslawski.
**** (muito bom)
 
PESADELO na RUA CARROLL (The House on Carroll Street, 1988)
direção de Peter Yates.
*** (bom)
 
SEIS DESTINOS (Tales of Manhattan, 1942)
direção de Julien Duvivier.
*** (bom)
 
CINCO COVAS no EGITO (Five Graves to Cairo, 1943)
direção de Billy Wilder.
**** (muito bom)
 
AURORA SANGRENTA (Cry Havoc, 1943)
direção de Richard Thorpe.
*** (bom)
 
ANJOS do PECADO (Les Anges du Péché, 1943)
direção de Robert Bresson.
**** (muito bom)
 
NOVEMBRO

Os HERÓIS de MALTA (Malta Story, 1953)
direção de Brian Desmond Hurst.
*** (bom)
 
GUERRILHEIROS das FILIPINAS (American Guerrilla in the Philipines, 1950)
direção de Fritz Lang.
*** (bom)
 
Uma AVENTURA na ÁFRICA (The African Queen, 1951)
direção de John Huston.
***** (ótimo)
 
A MÃO QUE NOS GUIA (God is my Co-Pilot, 1945)
direção de Robert Florey.
*** (bom)
 
O ESPIÃO de DUAS CARAS (The Two-Headed Spy, 1958)
direção de Andre De Toth.
*** (bom)
 
PAIXÃO DOS FORTES (My Darling Clementine, 1946)
direção de John Ford.
***** (ótimo)
 
NÃO ESTAMOS SÓS (We Are Not Alone, 1939)
direção de Edmund Goulding.
*** (bom)
 
NANÁ (Idem, 1955)
direção de Christian-Jaque.
** (regular)
 
Os BRAVOS MORREM de PÉ (Pork Chop Hill, 1959)
direção de Lewis Milestone.
**** (muito bom)
 
NEGÓCIOS de FAMÍLIA (Family Business, 1989)
direção de Sidney Lumet.
** (regular)
 
SEM PERDÃO (No Mercy, 1986)
direção de Richard Pearce.
** (regular)
 
QUEM MANDOU MATAR JAIR MESSIAS BOLSONARO? (2022)
direção da Brasil Paralelo.
** (regular)
 
O HOMEM QUE VENDEU SUA ALMA (Marguerite de La Nuit, 1955)
direção de Claude Autant-Lara.
** (regular)
 
A um PASSO da ETERNIDADE (From Here to Eternity, 1953)
direção de Fred Zinnemann.
***** (ótimo)
 
KARIN MÅNSDOTTER, RAINHA da SUÉCIA (Karin Månsdotter, 1954)
direção de Alf Sjöberg.
**** (muito bom)
 
SENHORITA JÚLIA (Fröken Julie, 1951)
direção de Alf Sjöberg.
***** (ótimo)
 
O POÇO e o PÊNDULO (Le Puits et le Pendule, 1964)
direção de Alexandre Astruc.
*** (bom)
 
As PECADORAS de PARIS (L'affaire des Poisons, 1955)
direção de Henri Decoin.
**** (muito bom)
 
DEZEMBRO

JARDINS de PEDRA (Gardens of Stone, 1987)
direção de Francis Ford Coppola.
*** (bom)
 
O JARDIM dos FINZI CONTINI (Il Giardino dei Finzi Contini, 1970)
direção de Vittorio De Sica.
**** (muito bom)
 
O JARDIM de ALLAH (The Garden of Allah, 1936)
direção de Richard Boleslawski.
**** (muito bom)
 
O ESTRANHO (The Stranger, 1946)
direção de Orson Welles.
**** (muito bom)
 
No SILÊNCIO da NOITE (In a Lonely Place, 1950)
direção de Nicholas Ray.
***** (ótimo)
 
O MENSAGEIRO do DIABO (The Night in the Hunter, 1955)
direção de Charles Laughton.
**** (muito bom)
 
Um PECADO em CADA ALMA (The Violent Men, 1955)
direção de Rudolph Maté.
*** (bom)
 
Os DEZ MANDAMENTOS (The Ten Commandments, 1956)
direção de Cecil B. DeMille.
*** (bom)
 
AMANTES e FINANÇAS (Rollover, 1981)
direção de Alan J. Pakula.
** (regular)
 
TORTURA do DESEJO (Hets, 1944)
direção de Alf Sjöberg.
*** (bom)
 
FANNY e ALEXANDER (Fanny och Alexander, 1982)
direção de Ingmar Bergman.
***** (ótimo)
 
A FARSA TRÁGICA (La Cena Delle Beffe, 1942)
direção de Alessandro Blasetti.
** (regular)
 
As SOBRAS da PRISÃO (Avanzi di Galera, 1954)
direção de Vittorio Cottafavi.
** (regular)
 
CORREIO do INFERNO (Rawhide, 1951)
direção de Henry Hathaway.
*** (bom)
 
SUBLIME OBSESSÃO (Magnificent Obsession, 1954)
direção de Douglas Sirk.
**** (muito bom)
 
A VINGANÇA de MANON (Manon des Sources, 1986)
direção de Claude Berri.
**** (muito bom)
 
Os SETE IRMÃOS CERVI (I Sette Fratelli Cervi, 1968)
direção de Gianni Pucci.
*** (bom)
 
VICENTE, FRANCISCO, PAULO e os OUTROS (Vincent, François, Paul... et les Autres, 1974)
direção de Claude Sautet.
**** (muito bom)
 
Os PEQUENOS VESTÍGIOS (The Little Things, 2021)
direção de John Lee Hancock.
** (regular)
 
O FAVORITO (The Front Runner, 2018)
direção de Jason Reitman.
*** (bom)
 
NÃO ULTRAPASSE (Trespass Against Us, 2016)
direção de Adam Smith.
*** (bom)
 
JEAN de FLORETTE (Idem, 1986)
direção de Claude Berri.
**** (muito bom)
 
O ESQUADRÃO IMPLACÁVEL (The Seven-Ups, 1973)
direção de Philip D'Antoni.
** (regular)
 
AMBIÇÃO que MATA (Bad for Each Other, 1953)
direção de Irving Rapper.
*** (bom)
 
LUZ SOBRE o ASSASSINO (Pleins feux sur l'Assassin, 1961)
direção de Georges Franju.
** (regular)
 
Na SENDA do CRIME (1954)
direção de Flaminio Bollini Cerri.
**** (muito bom)
 
PÉRFIDA (The Little Foxes, 1941)
direção de William Wyler.
***** (ótimo)
  
JOGO do DINHEIRO (Money Monster, 2016)
direção de Jodie Foster.
** (regular)
 
NARCISO e GOLDMUND (Narziss und Goldmund, 2020)
direção de Stefan Ruzowitzky.
** (regular)