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julho 03, 2021

******* ESCÂNDALOS SEXUAIS em HOLLYWOOD

gary cooper e patricia neal
 
 
O ator John Cusack definiu Hollywood no “The Guardian” como “um puteiro onde as pessoas enlouquecem”. A intimidade de suas estrelas daria melodramas trágicos, comédias de humor negro e thrillers macabros tão delirantes que nenhum roteirista se atreveria a escrevê-los. Muitos chegaram ao estrelato vindos de infâncias truculentas, lares infelizes, dificuldades financeiras e até prostituição, mas a indústria cinematográfica o corrompeu. Raros tiveram vidas tranquilas. Recordo diversos escândalos. Confira.
 
01
BRAD PITT e ANGELINA JOLIE: SEXO a TRÊS

Antes de casar com Brad Pitt, Angelina Jolie já era célebre por seus curiosos costumes sexuais: desde brincar com facas na cama, casos com garotas até beijar seu irmão na boca em público. Em 2007, o trio que fez com seu marido e a top model Karolina Kurkova foi manchete da imprensa. Nesse momento, a relação não estava em seu melhor momento e eles tentavam retomar o interesse. Depois de uma festa, convidaram a modelo ao seu quarto para uma sessão de sexo a três, gerando o estopim do escândalo.
 
02
CHARLES CHAPLIN: QUANTO mais JOVEM MELHOR

Conhecido por seu fetiche por meninas, o primeiro casamento do célebre comediante foi com Mildred Harris, de 16 anos, porque ela estava grávida. Ele tinha 29 anos. Depois do divórcio, conheceu Lillita McMurray, de 7 anos. Passou a cuidar dela. Conforme crescia e se tornava uma adolescente, o diretor estava por perto. Aos 16 anos, engravidou. Por fim, o litígio do divórcio durou um longo ano, custou-lhe US $ 628.000 e seu cabelo ficou grisalho. Em 1943, a atriz Joan Barry não recebeu bem o fim do relacionamento que durou meses, fazendo escândalos em frente à casa do ex-amante. Piorando a situação, ligou para a colunista de fofocas Hedda Hopper para dizer que estava grávida. O escândalo terminou num ruidoso julgamento, Chaplin precisou assumir a criança e foi acusado de levá-la de Los Angeles a Nova York, quebrando delito federal que proibia o transporte de mulheres através dos limites interestaduais “com propósitos imorais”.
 
03
CLARA BOW: HOMENS aos MONTES

Chamada de “it girl” (ou seja, uma garota que cria tendência), era uma grande estrela do cinema mudo, conhecida na intimidade como lasciva e desavergonhada. O escândalo aconteceu em 1931, quando uma secretária demitida se vingou contando a uma revista de fofocas os detalhes escabrosos da intimidade da patroa. O mundo ficou sabendo que a atriz ia pra cama com atores iniciantes, como Gary Cooper e John Wayne, e que passara um fim de semana fazendo sexo com jogadores de futebol do USC Trojans. O estrago estava feito e sua carreira caiu ladeira abaixo até desaparecer por completo.
 
04
DORIS DAY: APENAS uma DONA de CASA

Brilhou no cinema como a garota decente e encantadora em ingênuas comédias românticas. Entretanto, ela odiava ser atriz e sonhava em ser apenas uma dona de casa. Aos 16 anos casou com um músico que a maltratava (ela gabava-se dos hematomas, afirmando que eram resultado do ardor sexual). Aos 24, tentou abandonar a carreira para se dedicar ao segundo marido, um infiel, e aos 27 seu terceiro marido, um empresário, torrou sua fortuna. Sua vida privada - alcoólatra e promíscua - jamais veio a público, mas a insatisfação amorosa a levou a viver reclusa cuidando de cães.
 
05
ELIZABETH TAYLOR: o MELHOR AMIGO do MEU MARIDO

Quando a estrela enviuvou de Mike Todd, o melhor amigo deste, o cantor Eddie Fisher, acabou indo para a cama com ela. Pouco tempo depois, ele largou a esposa, a célebre atriz Debbie Reynolds, para ficar com Elizabeth, em um dos maiores escândalos dos anos 50. A imprensa mundial a chamou de “destruidora de lares”, já que o casal tinha uma filha de dois anos, Carry Fisher, futura princesa Leia de “Guerra nas Estrelas / Star Wars” (1977). Ele também foi massacrado, o que o acabou liquidando como cantor. Isso para ser abandonado poucos anos depois, trocado pelo bêbado Richard Burton.
 
06
ERROL FLYNN: ESTUPRO CONSENTIDO?

O super astro da Warner Brothers passava as noites enchendo a cara e seduzindo a todos. Numa festinha, bêbado, tirou o enorme pênis das calças e tocou piano com ele. O estúdio ocultava seus excessos. Ao dar um soco na sua então esposa, afirmou que eles tinham sofrido um acidente de carro para evitar atropelar um gato. Em 1942, quando duas adolescentes o acusaram de estupro em um iate, alegou: “O que elas esperavam ao deitar na cama com Flynn?”. O júri inocentou o ator, que continuou atuando até que o vício em heroína o consumiu, morrendo aos 50 anos de idade, em 1959.
 
07
FRANK SINATRA e AVA GARDNER: PAIXÃO DESENFREADA

A diva Ava Gardner despertava tórridas paixões. Uma de suas vítimas foi o mítico Frank Sinatra. Eles chegaram a casar, mas a atriz infiel logo pulou fora do relacionamento. Depois da separação, ainda apaixonado, o cantor pediu que a amiga Lauren Bacall entregasse um presente a Ava, que filmava em Roma. Ela esnobou o romantismo. Ao saber disso, ele cortou os pulsos com uma gilete. Felizmente sobreviveu. Na velhice da estrela, doente e empobrecida, vivendo em Londres, ele pagou todas as suas contas.
 
08
GARY COOPER e PATRICIA NEAL: uma HISTÓRIA de AMOR

Eles se conheceram durante as filmagens de “Vontade Indômita / The Fountainhead” (1949). Foi amor à primeira vista. Gary Cooper era um notório mulherengo, mas era casado desde 1933. No entanto, ele realmente se apaixonou por Patricia Neal. Por sua vez, encantada, ela o considerou romântico e sensível. Para evitar escândalos que pudessem prejudicar a carreira de ambos, mantiveram o romance discretamente. Ela ficou grávida e terminaram optando pelo aborto. A atriz se arrependeu pelo resto da vida. Abatido e consumido pela culpa, Gary não sabia o que fazer. Amava Patricia, mas não queria perder o respeito da filha. Viveram esse relacionamento secreto por três anos. A esposa, a filha e mãe de Gary declararam guerra contra Patricia. Magoada e humilhada, ela acabou o romance. Após a separação, eles sofreram. Em entrevista, anos depois, ela confessou: Eu amei Gary, por anos e anos e anos. E ainda o amo.”
 
09
GLORIA SWANSON e o PATRIARCA dos KENNEDY

A estrela do cinema mudo e o empresário Joseph Kennedy, casado com Rose e avô do futuro presidente John Kennedy, foram amantes durante anos. Contrabandista de bebidas, ele convenceu Gloria a colocar seu dinheiro numa produtora do qual ele seria o chefão. Produziu “Rainha Kelly / Queen Kelly”, que não foi concluído. Milhões foram perdidos. A produtora faliu, Kennedy ficou bem de vida, e foi o fim do adultério.
 
10
A NUDEZ de HEDY LAMARR

O filme “Êxtase / Ecstasy” (1933) provocou um estrondoso escândalo. A atriz austríaca Hedy Lamarr, nua, corre entre árvores e simula um orgasmo. Tudo muito discreto, mas um comitê do governo norte-americano proibiu a fita e Hedy foi espancada pelo marido, um fabricante de armas. Ele gastou mais de 300 mil dólares para incinerar cópias do filme na Europa. Disfarçada, ela fugiu para Paris e depois para os EUA, onde se tornou uma das mais famosas estrelas da Metro-Goldwyn-Mayer.
 
11
INGRID BERGMAN: meu REINO por um CINEASTA ITALIANO

A imagem de boa moça projetada pela estrela, casada com um dentista e mãe de uma filha, foi pelos ares quando ela apareceu na revista “Life em situação acalorada com o diretor italiano Roberto Rossellini, com quem filmava “Stromboli”. A estreia coincidiu com o nascimento de um filho ilegítimo e o escândalo foi tamanho que o Vaticano e a imprensa amaldiçoaram o casal. Condenada pelo público, Ingrid teve de fugir dos EUA, onde era ofendida através de cartas. “Algumas diziam que eu ia arder no inferno, outras me chamavam de vagabunda. Eu não conseguia acreditar que tanta gente podia me odiar por causa de minha vida privada”, confessou a estrela em suas memórias. Em 1957, após se divorciar de Rossellini, foi perdoada e celebrada com outro Oscar.
 
12
As ORGIAS de JANE FONDA

Em entrevista para a emissora CBS, em março de 2005, a atriz revelou que na década de 60 participou de inúmeras orgias sexuais para agradar o então marido, o cineasta francês Roger Vadim. Disse que, muitas vezes, por medo de perder o parceiro, ela mesma levava prostitutas para satisfazê-lo e terminavam todos na cama.
 
13
JOAN BENNETT e o AMANTE BALEADO

O produtor Walter Wanger era casado com a estrela Joan Bennett, produzindo excelentes filmes da esposa. Em 1951, desconfiado que ela estava tendo um caso com o agente Jennings Lang, puxou um revólver e atirou no suposto amante, que sobreviveu com um tiro na coxa. O escândalo findou o estrelato da atriz. O produtor, invocando loucura temporária, passou 4 meses na cadeia, e o casal continuou junto até o divórcio em 1965.
 
14
KATHARINE HEPBURN: GAROTAS DESCARTÁVEIS

Assumir o lesbianismo nos anos 30 significava a condenação eterna. Kate nunca o fez, mas sempre existiram rumores. Atribuem a ela um longo e apaixonado romance com Spencer Tracy. William J. Mann, autor da biografia “Kate: The Woman Who Was Hepburn” (2006), diz que a atriz era lésbica e que “o papel que melhor executou foi o de amante de Tracy”. O conhecido proxeneta de Hollywood Scotty Bowers afirmou que, ao longo de décadas, organizou encontros da estrela com mais de 150 mulheres. Ela fazia sexo uma ou duas vezes e depois fazia questão de não voltar a vê-las.
 
15
JAMES DEAN: o CINZEIRO HUMANO

“Jimmy gostava de sexo com botas e correntes. E que o queimasse com cigarros, por isso ganhou o apelido de Cinzeiro Humano”. Quando Kenneth Anger fez essa revelação em seu livro “Hollywood Babylon” (1959), desmitificou um dos ícones dos anos 50. Desde então, não deixaram de aparecer provas de sua estranha sexualidade. Numa delas, em 2016, na biografia “James Dean: Tomorrow Never Comes”, que fala de sua relação sadomasoquista com Marlon Brando, um amigo íntimo de Dean confessa: “ele era louco por Brando e o seguia como um cachorrinho, mas o astro só o usava para sexo”.
 
16
JENNIFER JONES e SELZNICK: um ADULTÉRIO TRÁGICO

Contratada por David O. Selznick, a jovem atriz foi preparada cuidadosamente para o estrelato. Ao iniciar um affair com seu protetor, então também casado, Jennifer acelerou o fim do seu casamento com Robert Walker, desgastado em intermináveis cenas de ciúmes. O divórcio levou o excelente ator em ascensão, ferido de amor, a morte prematura em 1951, depois de anos de álcool, drogas, colapso nervoso e desilusão. Jennifer e Selznick se casaram e permaneceram juntos até a morte dele.
 
17
JOHN TRAVOLTA: Na CAMA com TOM CRUISE

Afirmam que o casamento de quase 30 anos do ator com Kelly Preston não era mais do que uma fachada, e sempre surgem escândalos que colocam em dúvida sua heterossexualidade. Por exemplo, o piloto Doug Gotterba jura de pés juntos ter sido amante de Travolta durante seis anos. E o massagista que processou o ator por apalpar seu pênis e perguntar se ele queria manter relações sexuais com ele e com “outra estrela de Hollywood”. Essa outra estrela seria Tom Cruise, com quem, de acordo com a revista “Star”, Travolta manteve uma relação secreta por décadas.
 
18
KIRK DOUGLAS: ESTUPRANDO a ADOLESCENTE NATALIE WOOD

A atriz tinha 16 anos de idade quando foi trancada por Kik Douglas em um quarto do famoso Chateau Marmont Hotel, humilhada e estuprada violentamente durante horas. Quando Natalie foi deixada em casa, sua mãe se indignou “por ter irritado” o astro e a levou discretamente para o hospital. Os estúdios abafaram o caso, mas a futura estrela nunca se recuperou emocional nem psicologicamente do ocorrido.
 
19
LANA TURNER: o MAFIOSO ASSASSINADO

O amante da estrela, o mafioso bonitão Johnny Stompanato, que costumava espancá-la, foi supostamente assassinado a facadas por sua filha de 14 anos. Ela foi absolvida por homicídio em legítima defesa, mas biógrafos afirmam que foi a própria Lana quem apunhalou seu namorado em ataque de ciúmes ao encontrá-la na cama com a filha.
 
20
LORETTA YOUNG e CLARK GABLE: FILHA de um ESTUPRO

A estrela teve uma filha fruto de um estupro. A agressão sexual ocorreu durante a rodagem de “O Grito da Selva / The Call of the Wild” (1935). Loretta e Clark Gable estavam num trem, voltando para Los Angeles, quando a atriz foi abusada e engravidou. Católica, escondeu a gravidez. Depois deixou a filha em um orfanato e, por fim, simulou uma adoção. Ele nunca reconheceu a filha, mas era visível a semelhança física.
 
21
MARILYN MONROE: a MULHER de TODOS

“O sexo faz parte da natureza, e eu me dou muito bem com a natureza”, costumava dizer a estrela. Não é nenhum segredo que a loira mais famosa do cinema tinha uma vida sexual das mais movimentadas. Mas não sabíamos o quanto até 2010, quando o FBI divulgou um relatório dizendo que a atriz participava de “festas sexuais” com Frank Sinatra, Sammy Davis Jr. e os irmãos Robert e John F. Kennedy. As orgias eram realizadas em um luxuoso hotel nova-iorquino, e Marilyn passava por todos.
 
22
MARION DAVIES e o MAGNATA ASSASSINO

A estrela do cinema mudo Marion Davies tinha como amante William Randolph Hearst, o bilionário parodiado em “Cidadão Kane / Citizen Kane” (1941). Diz-se que “Rosebud”, a famosa palavra mencionada no filme, era como ele chamava as partes íntimas da amada. Ela tinha 16 anos e ele 60 quando se conheceram. Desde então, formaram um conhecido casal extraconjugal. Hearst era ciumento e ela gostava de ter relacionamentos paralelos. Um dos amantes era Chaplin. Para acalmar as suspeitas, Marion convidou o comediante e outros amigos para um final de semana no iate Oneida. Entre os convidados, Louella Parsons e Thomaz Ince, produtor e cineasta, considerado o pai do western. Não se sabe com detalhes o que aconteceu na viagem que resultou na morte de Ince.
 
Tentaram vender o crime como morte natural, causada por uma doença repentina. No entanto, testemunhas viram o tiro na testa quando o corpo foi retirado do iate. Embora investigado, o caso foi abafado. Dizem que o magnata percebeu que na calada da noite Marion tinha ido ao encontro de Chaplin. Ao encontrá-la, atirou na cabeça do suposto amante. O tiro foi fatal, mas era Ince, muito parecido com o ator. O crime foi encoberto pelo poder e dinheiro de Hearst. Louella, uma jovem jornalista em visita a Hollywood, foi contratada pelo magnata para trabalhar em suas publicações, se tornando a rainha do colunismo cinematográfico e destruindo carreiras com seus venenos. A viúva recebeu quantia significativa em dinheiro e os envolvidos jamais falaram sobre o ocorrido.
 
23
MARY ASTOR: o DIÁRIO ERÓTICO

Em 1936, na disputa judicial com o ex-marido Franklyn Thorpe pela guarda da filha, o diário íntimo da atriz veio a público. Trazia detalhes picantes de seus amantes. Num deles, escreveu sobre o dramaturgo casado George S. Kaufman: “O corpo de George mergulhou no meu, sob o luar”. Sua carreira quase naufragou.
 
19
RITA HAYWORTH: SEDUZIDA pelo PRÓPRIO PAI

“Os homens vão para a cama com Gilda, mas acordam comigo”, lamentava. Na vida real, vivia aterrorizada pela atenção midiática e pela certeza de que só estavam interessados em seu corpo. Seu pai (um bailarino sevilhano) a levou em turnê aos 12 anos, apresentando-a como esposa e obrigando-a a manter relações sexuais com ele. Casou-se cinco vezes, fracassando em seu sonho de construir um lar tradicional longe de Hollywood. Consumida pela ansiedade, ataques de pânico e alcoolismo, dizia que só foi feliz durante seu casamento com Orson Welles. Ao saber disso, ele afirmou: “Se aquilo foi felicidade, não quero nem imaginar como foi o resto de sua vida”.
 
24
ROMAN POLANSKI: a NINFETA de 13 ANOS

Em 1977, na casa de Jack Nicholson, o cineasta alcoolizou e drogou uma garota de 13 anos, abusando dela. A jovem o denunciou por “estupro e sodomia”, mas ele só se declarou culpado de “relações sexuais ilegais”. Pouco antes da sentença, fugiu dos EUA. Sequer voltou para receber o Oscar em 2002 por “O Pianista / The Pianist”. Vivendo na França, continua sendo considerado culpado pela justiça norte-americana.
 
25
STEVE McQUEEN: o PORCO MACHISTA

O astro definia-se como um “porco machista” e costumava bater na primeira esposa, Neile Adams (a quem mirava com uma pistola em ataques de ciúmes), e proibiu a segunda, a atriz Ali McGraw, de trabalhar no cinema, para que se dedicasse a lhe servir carne com batatas às 18h em ponto e o deixasse jantar vendo TV em silêncio. Ele gostava de beber, dirigir rápido, se drogar (cocaína, peyote e LSD) e desconfiava das mulheres. Essa insegurança paranoica vinha por ter sido abandonado pela mãe, uma prostituta barata, o levando a dormir na rua aos nove anos de idade.
 
26
TATUM O´NEAL: SEXO e DROGAS aos 12 ANOS

A própria atriz tornou públicas suas intimidades no livro de memórias “A Paper Life” (2001). Ela conta que seu pai, o ator Ryan O’Neal, a introduziu ainda criança ao sexo e as drogas. Relata também como a atriz Melanie Griffith a levou a orgias em Paris quando tinha 12 anos. “Nós usávamos drogas e íamos a festas selvagens. Um dia todos fumamos ópio e haxixe. Enjoada, caí na cama. Quando levantei a cabeça, Melanie mantinha relações sexuais com um jovem e a atriz Maria Schneider”.
 
27
WOODY ALLEN: a FILHA de MINHA MULHER

Em 1992, Allen se separou de Mia Farrow quando ela encontrou fotos eróticas da sua filha adotiva, Soon-Yi Previn, tiradas por ele. A moça havia começado a se relacionar com o padrasto quando tinha apenas 13 anos. Começou, então, uma guerra entre o ex-casal. Mia acusou o diretor de molestar sexualmente outra filha. A celeuma acabou indo parar nos jornais e nos tribunais. Em 1997, o diretor e Soon-Yi casaram-se.
 
BÔNUS
 
01
A MADAME
Proveniente de uma família de classe alta, Heidi Fleiss, conhecida como a “madame de Hollywood”, construiu um verdadeiro império da prostituição cujo segredo era a discrição radical com que preservava o nome de seus clientes, dentre os quais vários atores de Hollywood. Em 1994, porém, foi presa por evasão fiscal, proxenetismo e posse de drogas, e seu império veio abaixo, mas manteve-se de boca fechada. Três prostitutas que trabalhavam para ela decidiram tirar proveito da situação e publicaram o livro “You’ll Never Make Love in this Town Again / Você Nunca mais fará Amor de Novo nesta Cidade” (1995), em que revelam as taras de vários clientes famosos. Assim, ficamos sabendo que Dennis Hopper era viciado em lingerie sexy, que Warren Beatty sofre de ejaculação precoce, que Jack Nicholson se divertia batendo nas prostitutas depois de cheirar cocaína ou que Sylvester Stallone preferia ficar olhando mulheres transarem. O livro causou um terremoto.
 
02
O BORDEL de HOLLYWOOD
O bordel mais famoso de Hollywood se chamava Hacienda Arms, em Sunset Strip, e o que suas paredes poderiam contar daria para escrever uma enciclopédia inteira sobre a luxúria. Teve seu esplendor nos anos 30. Sua proprietária, Lee Francis, ficou tão famosa quanto era a sua clientela. Ela era uma bomba-relógio à espera da explosão: as informações que guardava valiam milhões, além de poderem detonar a carreira de qualquer astro. Pois por ali passavam Clark Gable, Spencer Tracy ou Errol Flynn. Francis tinha a polícia de Los Angeles nas mãos –um dos sargentos era, inclusive, seu amante e sócio. Acabou presa, mas o negócio continuou: Ann Forrester, inicialmente, e Brenda Allen, mais tarde, foram suas sucessoras nos anos 40.

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outubro 15, 2017

*************** 17 PROFESSORES, com CARINHO

sandy dennis em “subindo por ponde se desce”

 
Tenho caros amigos professores. Faz tempo que planejo postar sobre esta profissão valorosa como protagonista de filmes. Finalmente, viajo em 17 longas estrelados por personagens PROFESSORES. Eles fazem o melhor para educar seus alunos, muitas vezes enfrentando o sistema ou complexas razões pessoais. Em uma seleção sempre fica um ou outro de fora, não significando que outras indicações não sejam importantes. O painel de filmes sobre este profissional é extenso, tornando-se complicado abordá-lo em poucas linhas. Como habitualmente, as listas deste blog são pessoais. Confira 17 títulos nos quais a/o PROFESSORA/O é o eixo da história. 

ROBERT DONAT
Mr. Chips em ADEUS MR, CHIPS
(Goodbye Mr. Chips, 1939)
direção de Sam Wood


Na década de 1920, Arthur Chips Chipping é um dedicado e severo professor de latim de tradicional escola. Casa-se com uma atriz de musicais, Katherine Bridges (a inglesa Greer Garson, no papel que a levaria ao estrelato, lançada em Hollywood como a “Nova Garbo”), que deixa o palco para ser sua esposa e acaba conquistando os alunos do marido com sua alegria e espontaneidade. Ela transforma o parceiro, que deixa de ser intransigente e passa a ser admirado. Primeira das quatro vezes em que o livro de James Hilton foi adaptado às telas. As posteriores foram produzidas em 1969, 1984 e 2002, sendo as duas últimas para a TV. O inglês Donat levou o Oscar de Melhor Ator.

MARTHA SCOTT
Ella Bishop em DONA de seu DESTINO
(Cheers for Miss Bishop, 1941)
direção de Tay Garnett


Dedicada professora sofre quando seu amado noivo foge com sua prima (Mary Anderson). A rival morre no parto e sua filha é deixada para ser cuidada por ela. Excelente atuação de Martha Scott, grande atriz que não chegou ao estrelato.

BETTE DAVIS
Miss Lilly Moffat em O CORACAO não ENVELHECE
(The Corn is Green, 1945)
direção de Irving Rapper


Professora se revolta com as condições nas quais um povoado do país de Gales é governado e decide montar uma escola para seus habitantes. No entanto, as autoridades se opõem ao projeto e a impedem de encontrar local propício para a instituição. Outra soberba atuação de Davis. Katharine Hepburn faria o remake nos anos 1970.

MICHAEL REDGRAVE
Andrew Crocker-Harris em NUNCA te AMEI
(The Browning Version, 1951)
direção de Anthony Asquith


Após lecionar 18 anos em uma escola preparatória na Inglaterra, Andrew Crocker-Harris, um enérgico e pouco amigável professor de latim e grego, é forçado a se aposentar. O pretexto é sua saúde. Ele é visto pelos alunos como uma espécie de Hitler e seu casamento está no fim, pois vem senso traído pela esposa Millie (Jean Kent) com Frank Hunter (Nigel Patrick), outro professor. Texto afinado de Terence Rattingan e expressiva atuação de Michael Redgrave, levando o prêmio de Melhor Ator em Cannes.

ROSALIND RUSSELL
Miss Rosemary Sydney em FÉRIAS de AMOR
(Picnic, 1955)
direção de Joshua Logan


Hal Carter (William Holden, no auge do poder de sedução) é um viajante que chega em uma pequena cidade do Kansas para tentar conseguir emprego com um rico colega de faculdade, Alan (Cliff Robertson). Porém, ele se apaixona por Madge Owens (Kim Novak), a linda namorada de Alan. Quando a mãe da jovem sente que esta paixão é correspondida, entra em desespero. Com seu estilo aventureiro, Hal exerce fascínio sobre as mulheres locais, inclusive a professora solteirona Rosemary (sensacional Rosalind Russell), também interessada em um comerciante local. Na famosa cena da dança, ela se sente atraída pelo estranho e provoca um escândalo. Baseado na peça teatral homônima de William Inge, vencedor do Prêmio Pulitzer.

SIMONE SIGNORET
Nicole Horner em As DIABÓLICAS
(Les Diaboliques, 1955)
direção de Henri-Georges Clouzot



Paul Meurisse é o sádico diretor da escola de Christina (a brasileira Vera Clouzot), sua esposa. Ele tem um caso com Nicole, uma professora, há muito tempo. A trata tão mal quanto a sua própria esposa. Assim, as duas se unem contra ele e, juntas, elaboram um plano para eliminar seu tormento. Adaptação do romance policial de Pierre Boileau e Thomas Narcejac, dupla responsável pelo livro que originou Um Corpo que Cai / Vertigo (1958)Hitchcock tentou comprar os direitos, mas Clouzot foi mais rápido. Um clássico, Melhor Filme Estrangeiro do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York.

JENNIFER JONES
Miss Dove em O OCASO de uma ALMA
(Good Morning, Miss Dove, 1955)
direção de Henry Koster


Internada em um hospital, uma rígida e madura professora reflete sobre sua trajetória profissional e seus alunos. Solitária, somente conta com a visita de ex-alunos.

GLENN FORD
Richard Dadier em SEMENTES da VIOLENCIA
(Blackboard Jungle, 1955)
direção de Richard Brooks


Na ousada trama para a época, Richard Dadier (Glenn Ford em desempenho digno de Oscar) é um veterano de guerra expulso do exército e recém contratado pela escola North Manual, no subúrbio de Nova York, para ensinar inglês. Idealista, encara bravamente as gangues que dominam a instituição e ameaçam as mulheres que lá trabalham – a tentativa de estupro de uma delas na biblioteca é chocante. Ele pensa em desistir, mas segue em frente, mesmo com o desinteresse dos colegas, que chamam os estudantes de animais. Um dos maiores problemas do mestre é lidar com o jovem irlandês Artie West (Vic Morrow), líder dos baderneiros envolvidos com bebedeiras e roubo de automóveis. Dadier prova que, mesmo pagando um alto preço, a responsabilidade de educar fala mais alto, até mesmo quando sua esposa grávida é aterrorizada. Quem rouba a cena é Sidney Poitier fazendo um líder rebelde que acaba por se redimir – no filme, ele tem 17 anos, e na vida real, 28. No Brasil, provocou uma reação curiosa: quebradeiras em salas de cinema de todo o país por adolescentes impressionados com o rock e o grau de rebeldia e agressividade dos personagens.

DORIS DAY
Erica Stone em Um AMOR de PROFESSORA
(Teacher's Pet, 1958)
direção de George Seaton



Em Nova York, James Gannon (impecável Clark Gable), editor do jornal Evening Chronicle, não cursou o 2º grau e acredita que a única forma de aprendizado é a escola da vida. Em resposta ao convite para dar uma palestra na faculdade, envia uma carta ríspida ao professor responsável. Porém, trata-se de uma professora e seu chefe o obriga a pedir desculpas, pois ele é membro do conselho da faculdade. Gannon tenta consertar a situação, mas antes que possa fazer qualquer coisa sua carta é lida e ridicularizada pela professora. Ele se sente atraído e se torna aluno dela sem revelar sua identidade. Partindo de um bom roteiro, Seaton realiza uma ótima comédia romântica, ajudado por um elenco de primeira linha. Apesar da diferença de idade, 23 anos, Clark Gable e Doris Day demonstram uma grande química em cena.

AUDREY HEPBURN
Karen Wright em INFÂMIA
(The Children's Hour, 1961)
direção de William Wyler



Duas professoras (magistrais Shirley MacLaine e Audrey Hepburn) de escola particular têm suas vidas viradas do avesso quando uma das meninas denuncia um sentimento um pouco maior que amizade entre as duas. A avó da garota, poderosa na cidade, trata de espalhar a história e fazer com que todos se voltem contra as pecadorasAinda em 1936, apenas dois anos após a estreia da peça de Lillian Hellmann, que deu origem ao filme, o mestre William Wyler dirigiu a história pela primeira vez, fazendo concessões à censura (o rigoroso Código Hays estabelecia o que podia e não podia ser mostrado em filmes). Como diz o livro “The United Artists Story”, “de acordo com Hollywood, homossexualismo não existia na América até os anos 60, e por isso These Three foi despojado de seu tema de lesbianismo”. Esta versão é mais audaciosa. Conta com surpreendente cena de Shirley MacLaine declarando seu amor frustrado por Audrey.

LAURENCE OLIVIER
Graham Weir em MENTIRA INFAMANTE
(Term of Trial, 1962)
direção de Peter Glenville


O professor Graham Weir, devido ao seu jeito tímido e reservado, é tratado com desdém por colegas, alunos e esposa. Uma de suas alunas, Shirley Taylor (Sarah Miles, estreando muito bem), é a única que o aprecia. Tomando aulas particulares com ele, a garota se encanta ainda mais. Ela termina expondo seus sentimentos, propondo sexo. No entanto, o acusa de estrupo, a fim de destruir o que resta de sua vida.  Sir Laurence Olivier, aos 54 anos, e Sarah Miles, 19 anos, tiveram um caso durante as filmagens. A personagem da aluna sedutora foi pensada para Natalie Wood, mas a atriz norte-americana não queria ficar o tempo necessário para as filmagens fora do seu país.

ANNE BANCROFT
Annie Sullivan em O MILAGRE de ANNIE SULLIVAN
(The Miracle Worker, 1962)
direção de Arthur Penn



A incansável tarefa da professora Anne Sullivan, ao tentar fazer com que Helen Keller, uma garota cega, surda e muda, adapte-se e entenda (pelo menos em parte) as coisas que a cercam. Para isto entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram. Oscar, BAFTA e National Board of Review de Melhor Atriz. Refilmado duas vezes, ambas para a televisão, em 1979 e 2000. Patty Duke, que interpreta a garota, interpretou a professora na primeira refilmagem.

SANDY DENNIS
Sylvia Barrett em SUBINDO por ONDE se DESCE
(Up the Down Staircase, 1967)
direção de Robert Mulligan


Uma jovem professora de literatura, Sylvia Barret, chega a Calvin Coolidge cheia de ideias e entusiasmo. Pela sua falta de experiência, termina por cometer deslizes que atrapalham seus planos em transformar o comportamento dos alunos. Dos dramas cinematográficos que retratam o relacionamento entre jovens desordeiros e docentes, esse é um dos maiores representantes do gênero. Bela obra, baseada no romance de Bel Kaufman e filmada nos subúrbios de Nova York. Influenciou um bom número de cineastas a realizarem filmes sobre o tema. Sandy Dannis, no auge da carreira, tem atuação antológica, levando o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Moscou.

SIDNEY POITIER
Mark Thackeray em Ao MESTRE, com CARINHO
(To Sir with Love, 1967)
direção de James Clavell


O negro Mark Thackeray é engenheiro, fica desempregado e resolve dar aulas em Londres, ensinando alunos brancos em uma escola no bairro operário de East End. Depara-se com adolescentes indisciplinados e desordeiros, determinados a impedir suas aulas. Ele, acostumado com hostilidades, não se amedronta e enfrenta o desafio de ensinar a uma turma de baderneiros. Ao receber um convite para voltar a trabalhar como engenheiro, tem que decidir se segue como mestre ou volta ao antigo cargo. O drama foi inesperadamente bem nas bilheterias. Judy Geeson e Lulu se reuniriam novamente com Sidney Poitier na sequência para a televisão, “To Sir, With Love II”, dirigida por Peter Bogdanovich. Foi banido na África do Sul, com as autoridades alegando que era ofensivo ver um homem negro ensinando uma classe de crianças brancas.
                                                                                     
MAGGIE SMITH
Jean Brodie em PRIMAVERA de uma SOLTEIRONA
(The Prime of Miss Jean Brodie, 1969)
direção de Ronald Neame



Uma professora em uma escola para meninas inspira suas alunas com suas ideias sobre arte, música e política, sendo que a última é baseada em noções românticas, que a levam a expressar admiração pelo fascismo italiano. Amorosamente envolvida com Teddy Lloyd (Robert Stephens), professor que se dedica a pintura, Jean tem um pequeno círculo social de alunas que a adoram. Paralelamente, a senhorita MacKay (Celia Johnson), séria diretora da escola, desaprova a influência da professora, tendo suspeitas sobre a impropriedade das suas ações. Oscar e BAFTA de Melhor Atriz.

ALAIN DELON
Daniele Dominici em A PRIMEIRA NOITE de TRANQUILIDADE
(La Prima Notte di Quiete, 1972)
direção de Valerio Zurlini


No início dos anos 70, um angustiado professor de literatura, em crise no casamento, envolve-se afetivamente com uma de suas alunas, numa tentativa de preencher seu vazio existencial. Conhecido como O Poeta da Melancolia, Zurlini teve uma carreira de apenas oito filmes, todos de grande qualidade. Esta obra-prima se tornou um marco na prolífica carreira de Delon, cuja atuação brilhante rendeu excelentes elogios da crítica. Zurlini apresenta ecos de um movimento influente na época, o existencialismo. Filósofos como Albert Camus e Sartre escreveram sobre homens que vivem sem rumo, nômades ateus que escondem seu passado e ignoram seu futuro. Essas características definem o protagonista Dominici, um intelectual introvertido, cuja psique casa perfeitamente com o ideal do existencialismo. Maravilhoso sob todas as óticas, um filme inesquecível.

JON VOIGHT
Pat Conroy em CONRACK
(Idem, 1974)
direção de Martin Ritt 


Numa pequena ilha na Carolina do Sul (EUA), vive uma comunidade negra praticamente isolada do mundo. Em 1969, um novo professor chega à escola local, branco, recebido de modo pouco amistoso pela diretora negra. Logo na primeira aula, ele percebe a falta de repertório das crianças, não somente em relação ao conhecimento escolar como também em relação à vida. Conrack (esse é o nome que os estudantes adotam para o professor, pois não sabem pronunciar a última sílaba do nome irlandês!) apresenta esse problema para a diretora, que responde de forma incisiva: Crianças negras são lentas, elas só entendem o chicote e… querem o chicote!. Aos poucos, ele conquista a confiança dos alunos e da comunidade, resgatando a autoestima de muitos. Retrato sensível das mudanças sociais nos EUA no final dos anos 1960, com destaque para a infeliz Guerra do Vietnã e a luta pelos direitos civis da minoria negra.