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março 22, 2017

***** LIV ULLMANN - MUSA de INGMAR BERGMAN



 
Figura fundamental na filmografia do diretor sueco Ingmar Bergman, LIV ULLMANN recebeu prêmio especial na mais recente edição do European Film Awards, em reconhecimento da carreira de mais de quatro décadas e cerca de 50 filmes. Nascida em Tóquio, Japão, 1938, ela brilhou na juventude no Teatro Nacional Norueguês, em Oslo, interpretando Ofélia e Julieta de William Shakespeare. Após modestos papéis no cinema, “Persona” (1966) – intitulado ridiculamente no Brasil “Quando Duas Mulheres Pecam” – lhe deu prestígio no cenário internacional. Bergman utilizou a força dramática de LIV ULLMANN em dez filmes, culminando em 2003 com “Sarabanda”.

Em Barcelona, a simpática atriz falou da carreira vitoriosa, do ex-marido Bergman e do mais recente projeto, a adaptação cinematográfica de “Casa de Bonecas”, de Ibsen. Aos 67 anos, profundos olhos azuis, falando pausadamente, passa serenidade e vitalidade juvenil.

entrevista que fiz em Barcelona, Espanha
publicada no jornal baiano “A Tarde”
21-fevereiro-2005

Seu primeiro encontro com Ingmar Bergman, acompanhada de Bibi Andersson, deixou o diretor impressionado com a semelhança das duas, imaginando a seguir o enigmático “Persona”. É uma história real?

Foi assim que aconteceu. Em “Persona” sou uma atriz de teatro que repentinamente deixa de falar. Um papel quase sem diálogos. Aos 28 anos, eu não tinha a menor ideia do que o filme queria dizer. Olhava para Ingmar e sentia que a mulher que eu estava representando tinha muito a ver com ele. Alguém famoso que não queria falar nem explicar nada sobre sua vida ou criação, escondendo-se atrás de uma fachada. Resolvi copiar sua expressão facial angustiada. Deu certo e fizemos outros filmes. Creio que trabalhamos tanto tempo juntos porque eu não fazia perguntas, apenas seguia suas orientações.

Tem uma filha com Bergman, a escritora Linn Ullmann, e ele a transformou em um dos rostos mais famosos do cinema. Pode nos contar algo do relacionamento de vocês?

Disse a Ingmar que ele era “um gênio”, enquanto que eu era somente “um talento”. A reação dele foi uma metáfora que eu nunca me esqueci: “Você é meu Stradivarius”. Foi o elogio mais comovente que alguém me disse em toda a minha vida. Essa relação honesta entre o maestro e sua solista aprofundou a nossa arte. Com ele aprendi que o grande artista é alguém que puxa um pouquinho o limite da verdade. Como a bailarina que salta e consegue ficar dois segundos além do possível no ar.


O que diz do último filme que fizeram juntos, “Sarabanda”?

Abandonei o cinema como atriz em 1994, cansada de filmes medíocres, e tinha bem claro que só voltaria a atuar caso fosse convidada por Ingmar. O nosso reencontro foi natural, como regressar à terra natal. É um filme forte e autobiográfico, como todos os seus filmes, o que não quer dizer que sejam cópias de sua própria vida. Ele explora as horríveis relações entre pais e filhos, ainda mais dramático quando um deles não sabe pedir perdão. Ao filmar “Sarabanda” Ingmar estava longe dos sets há quinze anos. Novos métodos de filmagem, aos quais ele não estava acostumado nem se acostumaria, impediam que ficasse colado à câmera como sempre fez. Perdi aquele espectador privilegiado, fiquei perdida. Quando ele disse ação, felizmente foi tudo bem.

Ingmar Bergman é um extraordinário diretor de atrizes. Deu papéis excelentes para você, Harriet Andersson, Ingrid Thulin, Eva Dahlbeck e Bibi Andersson. Havia competitividade?

Nunca. Bibi Andersson poderia ter me odiado porque ela era a favorita de Ingmar até eu surgir. Continuou sendo a minha melhor amiga. As mulheres são capazes de um grau de intimidade, cumplicidade e aceitação que os homens desconhecem.

max von sydow e liv
Qual filme que sente mais orgulho?

Talvez “Os Imigrantes / Utvandrarna” (1971), de Jan Troell. Interpreto uma camponesa nórdica obrigada pela miséria a fugir da terra natal, partindo para a conquista de territórios ainda virgens no meio-oeste norte-americano. Em segundo lugar, “Face a Face”, de Ingmar.

Desde menina desejava ser atriz?

Atuar é uma extensão do que sou. Quando era muito jovem e vulnerável, não via a atuação como trabalho, via como paixão de adolescente que nunca foi a mais bela nem a mais popular da escola, divertindo-se ao fazer os melhores papéis em produções estudantis. Pouco a pouco percebi que deveria levar a sério aquele ofício. Ainda hoje fico um pouco assustada com uma profissão nascida no cotidiano escolar para me dar prazer. Não sei como consegui sobreviver e ter uma vida familiar maravilhosa fazendo o que gosto. Atuar é uma alegria. Um bom ator e um bom filme ajudam o espectador a ter consciência de si mesmo. Quando isso ocorre, as pessoas se sentem mais valorizadas.

Bergman odiava dar entrevistas ou revelar publicamente suas afeições, mas chegou a elogiá-la publicamente como grande atriz. Qual foi sua reação?

Sei que sou boa atriz, tenho talento. Sei que Ingmar me considera uma grande atriz e também sei que ele é um gênio. Essa confiança mútua foi muito importante para o nosso trabalho. No entanto, não creio que eu seja melhor atriz do que muitas outras. Não sei o motivo dele me escolher entre tantas outras mais talentosas, talvez porque eu seja uma pessoa de convívio fácil, tranquila, sem atritos.

ingmar e liv
Em 1992 estreou como diretora em “Sofie”. Foi uma reviravolta ?

Quando as atrizes envelhecem recebem ofertas de papéis estúpidos, não transmitem nada, deixando de ser divertido atuar. Eu tive sorte, pude mudar de rumo e dirigir. Algo diferente acontece comigo. Minha vida passa por uma renovação criativa. Quero dirigir muitos filmes, escrever livros. Essa intensidade surgiu com o sentido de mortalidade. Sinto que tenho algo para transmitir. Antes não tinha essa consciência.

Existe continuidade temática em seus filmes como diretora?

Creio que estão diretamente relacionados a busca do amor. O amor desejado, o amor recebido e o amor que nos abandona.

Dois deles têm roteiro de Bergman: “Enskilda Samtal” e “Infidelidade”.

Foi ele que me pediu para dirigi-los. Eu fiquei comovida. Com eles provei que uma mulher pode narrar uma história de uma maneira distinta da versão masculina. Algumas ideias desses dois filmes são minhas, outras de Ingmar. Isso é o mais excitante no cinema, podem-se fazer diferentes interpretações de uma mesma história.

Qual seu próximo projeto cinematográfico?

Estou pronta para iniciar as filmagens de “Casa de Bonecas”, falta finalizar uma coisa ou outra. Serei fiel a Ibsen. O clássico narra a hipocrisia e convencionalismos da sociedade do final do século XIX. Nora salva a vida do marido doente graças a empréstimo conseguido falsificando a assinatura de seu pai. Como consequência, acaba abandonando o esposo e os filhos. Interpretei Nora na Broadway, em 1975. Ao subir no palco, na pré-estreia, as feministas vibraram. Quando o pobre coitado que fazia meu marido, Sam Waterston, abria a boca, choviam vaias. Fiquei impressionada. É um texto atual.

Quem fará Nora?

Kate Winslet. Pensei na atriz australiana Cate Blanchett, que não pôde aceitar por estar grávida. Admiro o trabalho de Kate. Temos conversado por telefone e ela disse estar impaciente para iniciar as filmagens. O marido, Torvald, será John Cusack. O Stellan Skarsgard também está no elenco, e possivelmente Tim Roth.

Nos anos setenta do século passado, você era um modelo a seguir: intelectualizada, independente e liberal. Por que sua carreira não deu certo em Hollywood?

Escolhi mal meus filmes. Mas não foi uma experiência decepcionante. Diverti-me muito e ganhei dinheiro. As portas da Broadway se abriram. Quando a aventura se acabou voltei à Europa e continuei trabalhando. Concorri duas vezes ao Oscar, e fiquei decepcionada com as derrotas. Era jovem, ingênua, ambiciosa. Se tivesse ficado em Hollywood seria uma dessas estrelas esquecidas com o rosto esticado para agradar aos produtores.

Atriz, escritora, roteirista e diretora. Qual desses ofícios é o mais complicado?

Dirigir. Principalmente porque sou mulher. No primeiro filme tinha mais de 50 anos, e tentei ser simpática, mas riam da ingenuidade. Depois de rodar cinco filmes, aprendi: não tenho que ser ingênua ou dura, devo crer em mim, e pronto. Evito assim o complexo mulher madura. Procuro orgulhar-me de ser esta mulher.

Nota: o filme “Casa de Bonecas” não se concretizou.

 
LIV e INGMAR no CINEMA

PERSONA – QUANDO DUAS MULHERES PECAM
(Persona, 1966)

elenco: Bibi Andersson e Gunnar Björnstrand

A HORA do LOBO
(Vargtimmen, 1968)

elenco: Max von Sydow, Erland Josephson
e Ingrid Thulin

VERGONHA
(Skammen, 1968)

elenco: Max von Sydow e Gunnar Björnstrand

A PAIXÃO de ANA
(Em Passion, 1969)

elenco: Bibi Andersson, Max von Sydow
e Erland Josephson

GRITOS e SUSSURROS
(Viskningar och Rop, 1972)

elenco: Harriet Andersson, Kari Sylwan,
Ingrid Thulin e Erland Josephson

CENAS de um CASAMENTO
(Scener ur ett Äktenskap, 1973)

elenco: Erland Josephson, Gunnel Lindblom
e Bibi Andersson

FACE a FACE
(Ansikte mot Ansikte, 1976)

elenco: Erland Josephson e Gunnar Björnstrand

O OVO da SERPENTE
(The Serpent's Egg, 1977)

elenco: David Carradine, Gert Froebe
e Heinz Bennent

SONATA de OUTONO
(Höstsonaten, 1978)

elenco: Ingrid Bergman, Gunnar Björnstrand
e Erland Josephson

ENSKILDA SAMTAL
(1996)

direção de Liv Ullmann
roteiro de Ingmar Bergman

INFIEL
(Trolösa, 2000)

direção de Liv Ullmann
roteiro de Ingmar Bergman

SARABANDA
(Saraband, 2003)

elenco: Erland Josephson

LIV e INGMAR: uma HISTÓRIA de AMOR
(Liv e Ingmar, 2012)

documentário de Dheeraj Akolkar

GALERIA de FOTOS



maio 09, 2015

******** FACE a FACE com ATORES de BERGMAN

ingmar bergman

 
Não há dúvidas sobre a influência de INGMAR BERGMAN (1918 - 2007. Uppsala / Suécia) sobre toda uma geração de cineastas - de Woody Allen a Michael Haneke, de Carlos Saura ao brasileiro Walter Hugo Khouri. Além da impressionante linguagem visual, sua longa filmografia excursiona pela alma humana. Temas como o sentido da vida, morte, fé, medo, peso da existência, conflitos e abismos entre as pessoas ou entre elas e Deus, acham-se frequentemente presentes em sua elaborada criação. O conteúdo dela não consta de lamúrias românticas ou tramas vazias. Tachado de intelectual, profundo e sério, muita gente teme a densidade do mestre sueco. O primeiro filme que chamou a atenção do mundo para o diretor foi Sorrisos de Uma Noite de Amor / Sommarnattens Leende (1955), inspirado em William Shakespeare. Sua consagração internacional veio através de O Sétimo Selo / Det Sjunde Inseglet, de 1957. Esse drama medieval filosófico e sombrio possui atores que trabalhariam outras vezes com BERGMAN: Max Von Sydow, Gunnar Bjornstrand, Bibi Andersson, Anders Ek e Gunnel Linblom. 

O diretor costumava utilizar uma equipe básica de atores, profissionais legendários como Ingrid Thulin, Harriet Andersson, Liv Ullmann ou Erland Josephson, que atuaram em obras-primas do quilate de O Silêncio / Tystnaden (1963), Gritos e Sussurros / Viskningar och Rop (1972), Sonata de Outono / Hostsonaten (1978), Fanny e Alexander / Fanny och Alexander (1982) etc. Quase todos eles se consagraram internacionalmente, fazendo filmes mundo afora. Nos bastidores, mesmo casado, o discreto diretor sueco se relacionou amorosamente com algumas de suas atrizes: Harriet Andersson, de 1952 a 1955; Bibi Andersson, de 1955 a 1959; e Liv Ullmann, de 1965 a 1970, com quem teve uma filha. Em homenagem ao meu diretor favorito, listo dez atores imortalizados por ele, com os filmes que fizeram juntos e alguns mais de outros.

BIBI ANDERSSON
(n. em 1935. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “O Sétimo Selo” (1957); “Herr Sleeman Kommer” (1957); “Morangos Silvestres / Smultronstallet (1957); “Rabies” (1958); “O Rosto / Ansiktet" (1958); “No Limiar da Vida / Nara Livet” (1958); “O Olho do Diabo / Djavulens Oga” (1960); “Para Não Falar de Todas Essas Mulheres / For att Inte Tala om Alla Dessa Kvinnor (1964); “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam / Persona” (1966); “A Paixão de Ana / En Passion (1969); “A Hora do Amor / Beroringen (1971); “Cenas de um Casamento / Scener ur Ett Aktenskap (1974).

OUTROS: “Carta ao Kremlin / The Kremlin Letter” (1970), de J. Huston; “Quinteto / Quintet” (1979), de Altman; “Festa de Babette / Babettes Gaestebud (1987), de G. Axel.

BIRGER MALMSTEN
(1920 - 1991. Uppsala / Suécia)

De BERGMAN: “Chove Sobre Nosso Amor / Det Regnar pa Var Karlek (1946); “Viagem à Índia / Skepp till India Land” (1947); “Música na Noite / Musik i Morker (1948); “Prisão / Fangelse (1949); “Sede de Paixões / Torst (1949); “Rumo à Alegria / Till Gladje (1950); “Juventude / Sommarlek (1951); “Quando as Mulheres Esperam / Kvinnors Vantan (1952); “O Silêncio” (1963); “Face a Face / Ansikte mot Ansikte” (1976).

OUTROS: “Eva” (1948), de Gustaf Molander; “Masculino-Feminino / Masculin Féminin: 15 Faits Précis (1966), de Jean-Luc Godard.

ERLAND JOSEPHSON
(1923 - 2012. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “No Limiar da Vida” (1958); “O Rosto” (1958); “A Hora do Lobo / Vargtimmen (1968); “A Paixão de Ana” (1969); “Gritos e Sussurros” (1972); “Cenas de um Casamento” (1974); “Face a Face” (1976); “Sonata de Outono” (1978); “Fanny & Alexander” (1982); “Depois do Ensaio / Efter Repetitionen” (1984); “Larmar Och Gor Sig Till” (1997); “Saraband / idem” (2003).

OUTROS: “Além do Bem e do Mal / Al di là del Bene e del Male” (1977), de Liliana Cavani; “Nostalgia / Nostalghia” (1983), de Andrey Tarkovsky; “Um Olhar a Cada Dia / To Vlemma tou Odyssea (1995), de Theo Angelopoulos.

EVA DAHLBECK
(1920 - 2008. Saltsjö-Duvnäs / Suécia)

De BERGMAN: “Quando as Mulheres Esperam” (1952); “Lição de Amor/  Em Lektion i Karlek” (1954); “Sonhos de Mulheres / Kvinnodrom” (1955); “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “No Limiar da Vida” (1958); “Para Não Falar dessas Mulheres” (1964).

OUTROS: “Uma Questão de Moral / A Matter of Morals” (1961), de John Cromwell; “O Falso Traidor / The Counterfeit Traitor” (1962), de George Seaton; “As Criaturas / Les Créatures” (1961), de Agnès Varda.

GUNNAR BJORNSTRAND
(1909 - 1986. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “Chove Sobre Nosso Amor” (1946); “Quando as Mulheres Esperam” (1952); “Noites de Circo / Gycklarnas Afton (1953); “Uma Lição de Amor” (1954); “Sonhos de Mulheres” (1955); “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “O Sétimo Selo” (1957); “Morangos Silvestres” (1957); “O Rosto” (1958); “O Olho do Diabo” (1960); “Através de um Espelho / Sasom i en Spegel" (1961); “Luz de Inverno / Nattvardsgasterna" (1962); “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam” (1966); “Stimulantia” (1967); “Vergonha / Skammen" (1968) “O Rito / Riten (1969); “Face a Face” (1975); “Sonata de Outono” (1978); “Fanny & Alexander” (1982).

OUTROS: “Reze a Deus e Cave sua Sepultura / Violenza al Sole” (1969), de F. Vancini.

GUNNEL LINDBLOM
(n. em 1931. Gotemburgo / Suécia)

De BERGMAN: “O Sétimo Selo” (1957); “Morangos Silvestres” (1957); “Venetianskan” (1958);“Rabies” (1958);“A Fonte da Donzela / Jungfrukallan (1960); “Luz de Inverno” (1962); “O Silêncio” (1963); “Cenas de um Casamento” (1974).

OUTROS: “Nasce Uma Mulher / Rapture” (1965), de John Guillermin.

HARRIET ANDERSSON
(n. em 1932. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “Mônica e o Desejo / Sommaren med Monika" (1953); “Noites de Circo” (1953); “Uma Lição de Amor” (1954); “Sonhos de Mulheres” (1955); “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “No Limiar da Vida” (1958); “Através de um Espelho” (1961); “Para Não Falar de Todas Essas Mulheres” (1964); “Stimulantia” (1967); “Gritos e Sussurros” (1972); “Fanny & Alexander” (1982); “De Tva Saliga” (1986).

OUTROS: “Chamada para um Morto / The Deadly Affair” (1966), de Sidney Lumet; “The Day the Clown Cried” (1972), de Jerry Lewis; “La Sabina” (1979), de José Luis Borau; “Dogville  /idem” (2003), de Lars von Trier.

INGRID THULIN
(1926 - 2004. Solleftea / Suécia)

De BERGMAN: “Morangos Silvestres” (1957); “No Limiar da Vida” (1958); “O Rosto” (1958); “Luz de Inverno” (1962); “Ett Dromspel” (1963); “O Silêncio” (1963); “A Hora do Lobo” (1968); “O Rito” (1969); “Gritos e Sussurros” (1972); “Depois do Ensaio” (1984).

OUTROS: “Agostino / idem” (1962), de Mauro Bolognini; “Os 4 Cavaleiros do Apocalipse / The 4 Horsemen of the Apocalypse (1961), de Vincente Minnelli; “A Guerra Acabou / La Guerre est Finie” (1966), de Alain Resnais; “Os Deuses Malditos / La Caduta degli Dei (1969), de Luchino Visconti; “La Cage” (1975), de Pierre Granier-Deferre.

LIV ULLMANN
(n. em 1938. Tóquio / Japão)

De BERGMAN: “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam” (1966); “A Hora do Lobo” (1968); “Vergonha” (1968); “A Paixão de Ana” (1969); “Gritos e Sussurros” (1972); “Cenas de um Casamento” (1974); “Face a Face” (1975); “O Ovo da Serpente/  The Serpent's Egg (1977); “Sonata de Outono” (1978); “Saraband” (2003).

OUTROS: “A Abdicação de Uma Rainha / The Abcication (1974), de Anthony Harvey; “Uma Ponte Longe Demais / A Bridge Too Far (1977), de Richard Attenborough; Tomara que Seja Mulher / Speriamo che sia Femmina (1986), de Mario Monicelli.

MAX VON SYDOW
(n. em 1929. Lund / Suécia)

De BERGMAN: “O Sétimo Selo” (1957); “Herr Sleeman Kommer” (1957); “Morangos Silvestres” (1957); “No Limiar da Vida” (1958); “Rabies” (1958); “O Rosto” (1958); “Fonte da Donzela” (1960); “Através de um Espelho” (1961); “Luz de Inverno” (1962); “A Hora do Lobo” (1968); “Vergonha” (1968); “Paixão de Ana” (1969); “A Hora do Amor” (1971).

OUTROS: “A Maior História de Todos os Tempos / The Greatest Story Ever Told (1965), de George Stevens; “O Exorcista / The Exorcist” (1973), de William Friedkin; O Deserto dos Tártaros / Il Deserto dei Tartari (1976), de Valerio Zurlini; Hannah e suas Irmãs / Hannah and her Sisters (1986), de Woody Allen; Pelle, o Conquistador / Pelle Erobreren (1987), de Bille August.


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