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maio 20, 2018

*********** QUANDO os DURÕES se ENCONTRAM

yves montand e“o círculo vermelho”

 
Eles existem desde os primeiros filmes. São daqueles que atiram primeiro e perguntam depois. Sacando armas de fogo, socando ou atravessando perigos sem qualquer receio, personificam a imagem do homem durão. Cowboys, justiceiros, oficiais, mafiosos, aventureiros, detetives, policiais, jornalistas, ladrões, presidiários ou brutamontes que nunca se entregam e fazem de tudo para atingir seus objetivos. Esses valentões hipnotizam o público, embora utilizem métodos nada éticos. Por que fazem tanto sucesso? Sabe se lá. Desconfiamos que as principais motivações desses sujeitos são poder, fuga, vingança e dinheiro. As mulheres são utilizadas para passar o tempo, não são levadas a sério. Os durões não são de palavras, preferem distribuir bordoadas. 

Um dos mais queridos é Steve McQueen (1930 - 1980. Beeche Grove, Indiana / EUA) de “Fugindo do Inferno / The Great Escape” (1963). Nos anos 60, o ator era o macho que as mulheres queriam ter e que os homens queriam ser. Não é de se espantar que foi eleito pela revista “Empire” como um dos maiores astros de todos os tempos. Imbatível nas telas, na vida real terminou consumido por um câncer. A elétrica aventura de guerra demonstra o carisma e os culhões de McQueen. Para interpretar o prisioneiro que enfrenta nazistas no campo de concentração à prova de fugas, o norte-americano exigiu que o roteiro fosse refeito, adicionando cenas em que pudesse mostrar suas habilidades sobre uma motocicleta. Selecionei 19 personagens durõesConfira a lista barra pesada.


ALAIN DELON como Jef Costello
O SAMURAI (Le Samourai,1967)
direção de Jean-Pierre Melville


CHARLES BRONSON como Paul Kersey
DESEJO de MATAR (Death Wish, 1974)
direção de Michael Winner

vera clouzot, simone signoret e vanel

CHARLES VANEL
 como Comissário Alfred Fichet
As DIABÓLICAS (Les diaboliques,1955)
direção de Henri-Georges Clouzot


CLINT EASTWOOD como Inspetor “Dirty” Harry Callahan
PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL (Dirty Harry, 1971)
direção de Don Siegel

anna karina e constantine

EDDIE CONSTANTINE
como Lemmy Caution 
ALPHAVILLE (Alphaville, une Étrange Aventure
 de Lemmy Caution, 1965)
direção de Jean-Luc Godard


EDWARD G. ROBINSON como Rico
ALMA no LODO (Little Caesar, 1930)
direção de Mervyn LeRoy


GENE HACKMAN como Jimmy Doyle
OPERAÇÃO FRANÇA (The French Connection, 1971)
direção de William Friedkin

ann sheridan e raft

GEORGE RAFT como Joe Fabrini
DENTRO da NOITE (They Drive by Night, 1940)
direção de Raoul Walsh


GLENN FORD como Dave Bannion
Os CORRUPTOS (The Big Heat, 1953)
direção de Fritz Lang

lauren bacall e bogart

HUMPHREY BOGART como Philip Marlowe
À BEIRA do ABISMO (The Big Sleep, 1946)
direção de Howard Hawks

priscilla lane e cagney

JAMES CAGNEY como Eddie Bartlett
HERÓIS ESQUECIDOS (The Roaring Twenties, 1939)
direção de Raoul Walsh

gabin e alain delon

JEAN GABIN
como Charles
GÂNGSTERS de CASACA (Mélodie en Sous-sol, 1963)
direção de Henri Verneuil


JOHN WAYNE como Ethan Edwards
RASTROS de ÓDIO / The Searchers (1956)
direção de John Ford


LEE MARVIN como Walker
À QUEIMA-ROUPA (Point Black, 1967)
direção de John Boorman


LINO VENTURA como Gustave 'Gu' Minda
Os PROFISSIONAIS do CRIME (Le Deuxième Souffle, 1966)
direção de Jean-Pierre Melville


ROBERT MITCHUM como Capitão Thomas McQuigg
A ESTRADA dos HOMENS sem LEI (The Racket, 1951)
direção de John Cromwell


SEAN CONNERY como James Bond
OO7 CONTRA o SATÂNICO Dr. NO (Dr. No, 1962)
direção de Terence Young


STEVE McQUEEN como Capitão Hilts
FUGINDO do INFERNO (The Great Escape, 1963)
direção de John Sturges

montand, gian-maria volonté e alain delon

YVES MONTAND
como Jansen
O CÍRCULO VERMELHO (Le Cercle Rouge, 1970)
direção de Jean-Pierre Melville


agosto 04, 2011

****************** SALA VIP: “BONNIE e CLYDE”




Uma HISTÓRIA de AMOR e VIOLÊNCIA

BONNIE e CLYDE – Uma RAJADA de BALAS 
(Bonnie and Clyde, 1967)
 
Direção de Arthur Penn. Policial, 111 mins, colorido. Produção: Warren Beatty (Warner Bros. Pictures / Tatira-Hiller Productions). Roteiro: David Newman e Robert Benton. Fotografia: Burnett Guffey. Edição: Dede Allen. Música: Charles Strouse. Cenografia: Dean Tavoularis (d.a.); Raymons Paul (déc.). Vestuário: Theadora Van Runkle. Elenco: Warren Beatty (“Clyde Barrow”), Faye Dunaway (“Bonnie Parker”), Michael J. Pollard (“C. W. Moss”), Gene Hackman (“Buck Barrow”), Estelle Parsons (“Blanche Barrow”), Dub Taylor, Denver Pyle e Gene Wilder (“Eugene Grizzard”).

Nota: ***** (ótimo)

Prêmios 
Oscar de Melhor Fotografia e de Melhor Atriz Coadjuvante (Parsons)
BAFTA de Atriz Revelação (Dunaway) e Ator Revelação (Pollard)
 David di Donatello de Melhor Atriz Estrangeira
Melhor Roteiro do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York

O FILME em 11 QUADROS

Bonnie (Faye Dunaway) e Clyde (Warren Beatty) acabam de se conhecer na pequena cidade dela. Eles estão tomando coca-cola.

Bonnie – Como é que é?
Clyde – Como assim? A prisão?
Bonnie – Não. Assaltar.
Clyde - É diferente de tudo.
Bonnie – Droga! Sabia que nunca assaltou lugar nenhum, seu mentiroso!

Ele mostra um grande revólver. Ela toca-o com sensualidade.

Bonnie – Aposto que não teria coragem de usá-la.
Clyde – Ok. Espere aqui mesmo e preste atenção.

Ele atravessa a rua, entra num mercadinho e volta com dinheiro e arma na mão. Correm. Tiros. Entram no carro dele.

Bonnie – Ei, como se chama?
Clyde – Clyde Barrow.
Bonnie – Oi, sou Bonnie Parker. Muito prazer.

Partem em disparada pelo campo.

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CURIOSIDADES

Planejado inicialmente como uma comédia romântica rodada em preto-e-branco, esteve para ser filmado por François Truffaut, mas acabou nas mãos de Arthur Penn, cineasta então desiludido com os cortes sofridos pelo seu filme Caçada Humana / The Chase” (1966) e que estava determinado a abandonar o cinema;

Beatty e Arthur Penn haviam trabalhado em “Mickey One / idem” (1965);

A publicidade dizia: “Eles são jovens, estão apaixonados... e matam gente”;

Estrondoso sucesso de bilheteria e crítica, rejuvenesceu o cinema norte-americano, abrindo caminho para uma nova geração de diretores;

Bonnie estava destinado para Shirley MacLaine, irmã de Beatty. Jane Fonda, Natalie Wood, Ann-Margret e Cher também foram consideradas;

Antes de decidir interpretar Clyde Barrow, Warren Beatty pensou em Bob Dylan, devido a semelhança do cantor com o verdadeiro Clyde;

Quando Clyde mostra seu revólver pela primeira vez a Bonnie, ela o toca numa clara insinuação sexual. Nessa hora, Bonnie (e a platéia) ainda não sabem que ele é impotente, questão que logo virá à tona;

O filme a que Bonnie e Clyde vão assistir depois do frustrado assalto ao banco é “Cavadoras de Ouro / Gold Diggers of 1933” (1933);

Em uma cena com Buck e Blanche, C. W. Moss diz que sua estrela favorita é Myrna Loy. Na verdade, era a favorita do gangster John Dillinger;

A produtora Warner Brothers tinha tão poucas esperanças no sucesso do filme que acedeu prontamente à pretensão de Warren Beatty de receber 40% das receitas. O sucesso - 70 milhões de lucro – engordou a fortuna do ator;

A célebre cena final foi filmada simultaneamente por quatro câmaras a diferentes velocidades. Dura exatamente 54 segundos;

Dez nomeações ao Oscar (filme, diretor, roteiro, ator, atriz, coadjvs. – Hackman, Pollard e Parsons -, fotografia e figurino), ganhando duas delas;

Inspirou obras de arte, canções, propaganda, vestuário etc.;

Classificado em 2007, na importante e seleta lista do American Film Institute, como o 42º melhor filme de todos os tempos.


fevereiro 06, 2011

******* ACTOR’S STUDIO: de BRANDO a PACINO

james dean

 
 
Há anos que o ACTOR’S STUDIO está vinculado a um universo emblemático, algo intransponível que fascina atores e outros profissionais do cinema e do teatro.  Mais qual é sua metodologia? Qual o sistema utilizado por dezenas de atores consagrados? Descobri que tudo gira em torno do “método” – como ficou conhecido a técnica sobre a interpretação do ator inspirada nos ensinamentos do celebrado dramaturgo russo Constantin Stanislavski. A história começou em 1947, quando um grupo de atores profissionais, diretores de teatro e roteiristas passou a se encontrar com frequência motivado por um único propósito: estudar e desenvolver técnicas mais eficazes que pudessem ser empregadas nas artes cênicas. Os debates e pesquisas tinham como base o que havia de mais moderno as artes dramáticas.

paul newman e joanne woodward
Oficializado como uma associação por Elia Kazan (que logo nos daria “Uma Rua Chamada Pecado” e “Sindicato de Ladrões”), Cheryl Crawford e Robert Lewis, o ACTOR’S STUDIO passou a ensinar e refinar a arte de representar através dos estudos de Stanislavski. Logo o método ficou largamente conhecido, recebendo reconhecimento mundial pela qualidade inovadora de sua técnica, de completa submersão no personagem, onde estudantes desenvolvem conjuntamente suas habilidades num ambiente experimental, podendo correr todos os riscos na criação de personagens sem a pressão dos papéis comerciais. 

Entre os professores do local, os que mais se destacaram foram Lee Strasberg, Stella Adler e Stanford Meisner. Eles ensinaram a atores que em pouco tempo seriam famosos e premiados, de Marlon Brando a Paul Newman, de Robert De Niro a Ellen Burstyn, entre dezenas de outros. Passados mais de 60 anos, a associação continua utilizando os ensinamentos do sábio autor russo e influenciando novas gerações de atores na construção de seus personagens. Está situada em Manhattan, na cidade de Nova Iorque.

actor's studio
FAMOSOS ALUNOS do ACTOR’S STUDIO

AL PACINO
Melhor Momento: Michael Corleone
em “O Poderoso Chefão II” 
(The Godfather Part II, 1974)
 
ANNE BANCROFT
Melhor Momento: Sra. Robinson
em “A Primeira Noite de um Homem 
(The Graduate, 1967)

dustin hoffman e anne bancroft
em “a primeira noite de um homem”

DUSTIN HOFFMAN
Melhor Momento: Ratso
em “Perdidos na Noite” 
(Midnight Cowboy, 1969)
 
ELLEN BURSTYN
Melhor Momento: Alice Hyatt
em “Alice Não Mora Mais Aqui” 
(Alice Doesn´t Live Here Anymore, 1974)
 
GENE HACKMAN
Melhor Momento: Jimmy Doyle
em “Operação França” 
(The French Connection, 1971)
 
GERALDINE PAGE
Melhor Momento: Alexandra Del Lago
em “Doce Pássaro da Juventude” 
(Sweet Bird of Youth, 1962)
 
JAMES DEAN
Melhor Momento: Jim Stark
em “Juventude Transviada” 
(Rebel Without a Cause, 1955)
 
JANE FONDA
Melhor Momento: Bree Daniels
em “Klute, o Passado Condena” 
(Klute, 1971)
 
JOANNE WOODWARD
Melhor Momento: Rachel Cameron
em “Rachel, Rachel” 
(Idem, 1968)
 
LEE J. COBB
Melhor Momento: Johnny Friendly
em “Sindicato de Ladrões” 
(On the Waterfront, 1954)
 
LEE REMICK
Melhor Momento: Laura Manion
em “Anatomia de um Crime” 
(Anatomy of a Murder, 1959)

lee remick e george c. scott
em
“anatomia de um crime”
 
 
MARILYN MONROE
Melhor Momento: “A Garota”
em “O Pecado Mora ao Lado” 
(The Seven Year Itch, 1955)
 
MARLON BRANDO
Melhor Momento: Terry Malloy
em “Sindicato de Ladrões” 
(1954)
 
MONTGOMERY CLIFT
Melhor Momento: George Eastman
em “Um Lugar ao Sol” 
(A Place in the Sun, 1951)
 
PAUL NEWMAN
Melhor Momento: Hud Bannon
em “O Indomado” 
(Hud, 1963)
 
ROD STEIGER
Melhor Momento: Gillespie
em “No Calor da Noite” 
(In the Heat of the Night, 1967)

steiger e brando em “sindicato de ladrões”

SHELLEY WINTERS
Melhor Momento: Charlotte Haze
em “Lolita” 
(Idem, 1962)

SISSY SPACEK
Melhor Momento: Carrie White
em “Carrie, a Estranha” 
(Carrie, 1976)

O ACTOR’S STUDIO por HUMPHREY BOGART

Durante as filmagens de “A Trágica Farsa / The Harder They Fall” (1956), Humphrey Bogart telefonou para o produtor Jerry Wald e disse: “Não posso trabalhar com Rod Steiger. Estes atores do Actor’s Studio murmuram os textos. Não consigo ouvi-los. Perco as deixas. Porque, diabos, não aprendem a falar corretamente? As palavras são importantes. Esta escola de coçar-o-traseiro-e-balbuciar não me agrada. Você tem que fazer alguma coisa.” Wald tentou acalmá-lo dizendo que Steiger era um bom ator, e Bogart retrucou: “Eu até que gosto de vê-lo na tela. Só não gosto é de trabalhar com ele.”

marilyn monroe