Mostrando postagens com marcador Spencer Tracy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Spencer Tracy. Mostrar todas as postagens

março 15, 2026

* SERVIÇO COMPLETO: os RAPAZES da GASOLINEIRA

scotty bowers
 


Não havia nada de culpado,
não havia nada de sujo.
Foi a coisa mais natural
e maravilhosa do mundo.
HENRY WILLSON
(1911 – 1978. Lansdowne, Pensilvânia / EUA)
agente de atores

Scotty era uma figura central
no underground gay de Hollywood
e serviu como um cafetão de confiança
de seus clientes quando eles não tinham
alternativa a não ser viver nas sombras.
MATT TYRNAUER
(Los Angeles, Califórnia / EUA)
cineasta


Acabei de ler
“Full Service: the Secret Sex Lives of Hollywood's Stars” (2012), as memórias de SCOTTY BOWERS (1923 – 2019. Ottawa, Illinois / EUA), no qual revela como ele e seus jovens e belos prostitutos tiveram como clientes, durante décadas, atores, atrizes, produtores, diretores e demais profissionais da chamada Era de Ouro de Hollywood. Interessei-me pela leitura depois de ver a minissérie “Hollywood”, de apenas sete capítulos, em que a Cidade dos Sonhos dos anos 40 e 50 é retratada. Garoto simplório, nascido numa fazenda, na infância o autor seduzido manteve um caso com o fazendeiro vizinho, amigo de seu pai, casado e pai de dois filhos. Começa aí a sua saga sexual, que passou mais tarde, em Chicago, quando adolescente, a fazer dinheiro satisfazendo senhores respeitáveis e até mesmo padres. Isso seria abuso aos olhos de todos, menos aos dele. E tudo sem que a mãe ou os irmãos desconfiassem. Ele foi para a guerra, se alistando na Marinha, lutando na Batalha de Iwo Jima, no Oceano Pacífico, e perdendo no sangrento conflito um irmão e dois amigos muito próximos.

Nessa época, homens e mulheres gays forçados a ser marginais sexuais eram publicamente evitados e muitas vezes perseguidos, ou pelo menos forçados a viver vidas duplas. A indústria cinematográfica mantinha em segredo a verdadeira identidade sexual de muitas de suas maiores estrelas, como Ramon Novarro ou Greta Garbo. A comunidade LGBTQ+ não tinha muitos lugares seguros para se conectar na década de 40. A homossexualidade foi ilegal na Califórnia até os anos 1970. Quando a divisão de narcóticos do Departamento de Polícia de Los Angeles –
“a Gestapo sexual”, como era conhecida – invadia um bar gay, os frequentadores corriam o risco de serem presos, extorquidos, internados em um hospício e possivelmente lobotomizados. Esses policiais tinham como alvo a elite de Hollywood porque tinha carreiras a proteger e dinheiro de sobra para suborná-los. Foi nesse contexto que o fuzileiro naval SCOTTY BOWERS veio de anos de guerra para morar em Los Angeles, em 1946, cidade que conheceu nas folgas da Marinha e onde, obviamente, viveu aventuras eróticas de farda.

o posto de gasolina bordel
Aos 23 anos, em 1946, ele rapidamente começou a trabalhar em um posto de gasolina em Hollywood, como atendente,
indicado por um amigo da Marinha. O Richfield Oil ficava em 5777 Hollywood Blvd., na esquina da Van Ness Avenue. Sua beleza atraiu a atenção de Walter Pidgeon, astro canadense da Metro-Goldwyn-Mayer, que o convidou para dar uma volta em seu luxuoso carro Lincoln Continental. O loiro de covinhas topou sem vacilar, marcando sua entrada para a alta sociedade local. O assédio rendeu banho de piscina, sexo e 20 dólares de gorjeta, um valor considerável na época. O mais importante desse encontro erótico foi o início de uma carreira paralela do veterano de guerra, que passou a oferecer seu corpo e os de ex-combatentes em dificuldades financeiras para as estrelas de cinema. Pidgeon recomendou o nome do amante a um círculo de amigos — e logo ele estava intermediando encontros para ele ou uma rede de profissionais do sexo. A demanda era tão alta, que teve que encaminhá-los para uma sala de espera — que, na verdade, era só um trailer estacionado.


A notícia de um jovem fuzileiro naval bonito, discreto e desinibido espalhou-se como fogo nos bastidores de Hollywood. SCOTTY BOWERS percebeu que a
“Cidade dos Sonhos” era, na verdade, uma cidade de desejos reprimidos. Para atender à demanda, ele recrutou cerca de 20 veteranos de guerra, bonitos, atléticos e discretos que, assim como ele, precisavam de dinheiro para sobreviver. Estabeleceu uma tabela fixa: 20 dólares por serviço. Diferente de um cafetão tradicional, ele não ficava com uma comissão sobre os rapazes, seu lucro vinha das gorjetas e da gratidão das estrelas, que o via como um cafetão de confiança. Esses rapazes eram enviados as mansões mais exclusivas de Beverly Hills. O posto de gasolina tornou-se a fachada perfeita: enquanto os estúdios vigiavam os passos das suas estrelas, elas abasteciam seus carros e davam um bilhete com um endereço ou colocavam um acompanhante no banco de trás. Com os anos, o gigolô passou a trabalhar como barman em festas privadas de elite, onde levava seus garotos para servir as bebidas e, mais tarde, atender aos desejos dos convidados.

tyrone power
A sua lista de clientes não fazia distinção de gênero: homens e mulheres, astros e estrelas, de galãs másculos a divas intocáveis, figuras lendárias que confiavam a um ex-fuzileiro naval os segredos que poderiam destruir suas carreiras. Entre os nomes citados em seus relatos, que foram para cama com ele ou seus pupilos, destaca-se uma lista extensa, muito extensa: Tyrone Power, Cary Grant, Bette Davis, James Dean, Charles Laughton, George Cukor, Vivien Leigh, Spencer Tracy, Lana Turner, Laurence Olivier, Rex Harrison, Gore Vidal, Montgomery Clift, Cole Porter, Tennessee Williams, Ava Gardner, Randolph Scott, Vincent Price, Raymond Burr, Gloria Swanson, Alan Ladd, Farley Granger, Bob Hope, Merle Oberon, Tom Ewell, Judith Anderson etc. A confiança realmente impulsionou seu trabalho. Nessa epopeia sexual, SCOTTY BOWERS não passava um dia sem transar. Operou seu esquema do posto de gasolina de 1946 até 1950, mas o serviço completo se estendeu muito além disso, seguindo até o final da década de 1970, atendendo muitos dos grandes nomes da indústria cinematográfica que iam fazer sexo com ele ou com outros indicados por ele.


Administrar um bordel clandestino, frequentado principalmente por gays, em um posto de gasolina, não foi nada fácil. O seu livro conta detalhes dessas peripécias. É uma publicação cativante para quem gosta de cinema e, principalmente, para quem gosta da velha e charmosa Hollywood com seus galãs e estrelas que nos faziam sonhar. O autor justificou a publicação pelo fato dessas pessoas não estarem mais neste mundo, é assim se sentiu à vontade para botar a boca no trombone. Ele desnuda mitos. Um deles, o tal romance que se supunha romântico entre Spencer Tracy e Katherine Hepburn, por exemplo. Segundo ele, mentira inventada para promover os filmes da dupla. E mais: Tracy, embora casado, transou diversas vezes com SCOTTY BOWERS, ao mesmo tempo em que Hepburn preferia
“moças jovens e morenas para a sua cama”. Todas arranjadas por ele. Outra história interessante é a transa a três com Cary Grant e um Rock Hudson ainda desconhecido, além de ter feito um ménage à trois com Lana Turner e Ava Gardner na casa de Frank Sinatra, então marido da deusa Ava. Nossa!

O livro é recheado com nomes, locais, datas e acontecimentos. Embora tenha parado de trabalhar no posto onde o povo do cinema abastecia o carro (e a cama), continuou suas atividades nas festas dos magnatas de Hollywood – e seus contatos e sua fama se intensificaram. Ele afirma que sentia prazer em realizar as preferências sexuais das pessoas numa época tão conservadora. Alguns tacharão o livro de pura fofoca e um compêndio de futilidades. Outros, como eu, vão encarar com um sorriso, pois, como SCOTTY BOWERS mesmo afirmava,
“nada mais natural neste mundo do que o sexo”. Interrogado se seu comportamento sexual seria um “distúrbio” por ter sido assediado tão cedo pelo fazendeiro amigo de seu pai, respondeu que não. Tudo para ele tinha sido muito bom e guardava lembranças agradáveis daquele senhor que o iniciara. Apesar do negócio sexual, ele era discreto, e sabia que, dessa maneira, blindava seus clientes e tornava o trabalho mais lucrativo. Alguns deles desenvolveram uma relação de confiança. E toda essa discrição e confiabilidade tornaram suas confissões mais bombásticas.

scotty powers e seus garotos de programa
Seus outrora segredos são picantes, como quando ele fez sexo com um dos diretores mais marcantes da história do FBI, J. Edgar Hoover — que estava vestido de drag queen. Todavia, o seu maior cliente era o compositor Cole Porter. Diversas orgias foram organizadas por ele a convite do músico. Além disso, a vida sexual do cafetão foi objeto de estudo do sexólogo Dr. Alfred Kinsey, que estava determinado a saber profundamente sobre a sua pansexualidade.
Ele o surpreendeu ao revelar que experimentou todos os atos sexuais de sua lista. Tinha feito de tudo diversas vezes. Com seus olhos azuis penetrantes, cabelos espessos e uma juventude irradiante, é fácil imaginar por que era popular. Revelou não ter arrependimento por passar a maioria das noites na cama de outra pessoa. Mas admite francamente que sua única verdadeira paixão era o dinheiro. Fazer sexo com celebridades por US$ 20 era um trabalho fácil e lucrativo. Era um cafetão – mas também um cara sexualmente liberado que cuidava paternalmente de seus prostitutos e facilitava sexo satisfatório para clientes célebres em uma época enrustida. 


Conhecendo os bastidores de Hollywood como ninguém, ele foi um gigolô bem-sucedido, vivenciando em primeira mão a dualidade sexual de lendas do cinema cuja imagem pública não correspondia à sua realidade íntima. Para uma figura famosa, SCOTTY BOWERS não estava interessado no negócio do entretenimento. Ele nunca quis ser um ator ou envolvido no cinema em qualquer atividade profissional. Estava contente com sua vida como ela era. Esse desinteresse era parte do que o fez tão bem-sucedido em seu trabalho. Ele não tinha desejos de estrelato ou fama. Tampouco nunca se importou com a imprensa. Em várias ocasiões recusou pagamentos em troca de informações da intimidade de celebridades. A sua carreira teve um fim no auge da AIDS, nos anos 80. Nesse período se casou. Ele havia permanecido em silêncio por décadas, até 2012, quando lançou suas memórias, intituladas
“Full Service: My Adventures in Hollywood e Secret Sex Lives of the Stars”. Este best-seller foi seguido por um documentário de 2017, “Scotty and the Secret History of Hollywood”, dirigido por Matt Tyrnauer.

scotty e suas profissionais do sexo
O autor esperou que todos os seus clientes falecessem antes de abrir a boca. Muitos deles foram gratos pela lealdade, dando presentes generosos. O ator Beach Dickerson deixou três casas para SCOTTY BOWERS, e o premiado diretor de fotografia Nestor Almendros lhe deu a estatueta do Oscar que ganhou por
“Cinzas do Paraíso / Days of Heaven” (1978). Mas o lançamento do seu livro, aos 89 anos de idade, foi um escândalo. De imediato, críticos e biógrafos oficiais o acusaram de ser um velho mentiroso em busca de atenção. Janet Maslin, no “The New York Times”, considerou o conteúdo da obra como “supostas verdades”, enquanto Lewis Jones, do “The Telegraph”, desafiou os leitores a digeri-lo “como ficção”. No entanto, a descrença durou pouco. Historiadores, jornalistas e pesquisadores começaram a investigar cada detalhe minucioso de seus relatos e o resultado foi chocante: tudo batia com a realidade. As datas em que ele dizia ter organizado festas coincidiam exatamente com as folgas de filmagem das estrelas. Amigos próximos e seus antigos garotos confirmaram os esquemas do posto de gasolina.

Em 2019, SCOTTY BOWERS morreu aos 96 anos, deixando uma história na mitologia hollywoodiana que, por muito tempo, passou despercebida. Ele partiu deixando a Cidade dos Sonhos um pouco menos misteriosa e muito mais humana, evidenciando que, por trás do glamour e moralidade fabricado pelos estúdios, existiam pessoas reais com desejos que nenhuma censura foi capaz de silenciar.
 
“As necessidades de todos eram atendidas.
Tudo o que os astros e estrelas queriam, eu tinha.
Eu podia realizar todas as suas fantasias sexuais.”

SCOTTY BOWERS
 
spencer tracy e katharine hepburn
DEZ CLIENTES de SCOTTY BOWERS
 
CARY GRANT
(1904 – 1986. Bristol / Reino Unido)
“Ele era íntimo de um ator especializado em faroestes, Randolph Scott. Eu passei um fim de semana com eles. Nós três aprontamos todo tipo de travessuras sexuais juntos. Eu gostava muito deles, e era óbvio que eles também gostavam muito um do outro. Não sei se as respectivas esposas deles chegaram a descobrir o que estava acontecendo entre eles. O cowboy Scott era o amor da vida de Grant. Viveram juntos por 12 anos.”
 
CECIL BEATON
(1904 – 1980. Hampstead, Londres / Reino Unido)
“Preparava seu chá, deitava ao seu lado, fazia uma massagem, alisava sua testa e o guiava para uma longa sessão de sexo até que ele adormecesse como um bebê.”
 
DUQUE e DUQUESA de WINDSOR
(1894 – 1972. White Lodge, Richmond / Reino Unido)
(1896 – 1986. Blue Ridge Summit, Pensilvânia / EUA)

“Eles eram homossexuais e viviam uma farsa como um casal. Eddy também gostava, de vez em quando, de sexo a três com uma garota, e outras vezes queria uma mulher a sós. Mas sua clara preferência era por garotos. Certa noite, eu trouxe para Wally uma gracinha magra e esbelta, e quando voltei mais tarde para buscá-la e levá-la para casa, ela me disse, animada, que nunca em toda a sua vida havia gostado tanto de sexo. Ela nem conseguia se lembrar de quantos orgasmos teve naquela noite.”
 
EDITH PIAFF
(1915 – 1963. Paris, /França)
“Fizemos amor quase todas as noites durante as quatro semanas que ela passou em Hollywood. Ela também era bissexual.”
 
ERROL FLYNN
(1909 – 1959. Battery Point / Austrália)
“Errol Flynn me disse que estava procurando por novos talentos. Mas ele se referia às mulheres. Eu disse que faria o possível para agradá-lo. 'Que tipo de mulher você está procurando?', perguntei. 'Bem, digamos assim', disse ele, 'eu gosto de bebida velha e mulheres jovens. Muito jovens. Os dois formam uma combinação agradável, não acha?'.”
 
KATHARINE HEPBURN
(1907 – 2003. Hartford, Connecticut / EUA)
“Durante 39 anos apresentei à atriz mais de 150 mulheres para que pudessem explorar plenamente seu lesbianismo. Ela era lésbica, e eu não conseguia imaginar aquela mulher inegavelmente masculina tendo um caso com um homem, qualquer homem. Ela gostava de moças bonitas de cabelos escuros que não usavam maquiagem. O seu caso amoroso com o bissexual Spencer Tracy, amplamente divulgado pelos tabloides, era uma cortina de fumaça para suas ardentes aventuras homossexuais.”
 
LAURENCE OLIVIER
(1907 – 1989. Dorking / Reino Unido)
“Toda vez que eu mandava um casal para o quarto de hotel dele, ele pedia uma garota diferente, mas quase sempre o mesmo cara.”
 
SPENCER TRACY
(1900 - 1967. Milwaukee, Wisconsin / EUA)
“O grande Spencer Tracy era bissexual e um amante excelente. Após uma bebedeira daquelas, eu o despi, me despi também, deitamo-nos na cama e o abracei forte como uma criança. Ele babava, xingava e reclamava. Tinha bebido tanto que eu mal conseguia entender uma palavra do que dizia. Tentei acalmá-lo, mas ele não quis saber de nada. Pelo contrário, enfiou a boca no meu pau. Ele era o último homem no mundo de quem eu esperava tal iniciativa, mas eu deixei de bom grado Esse foi o primeiro de muitos encontros sexuais que tive com Spencer.”
 
TYRONE POWER
(1914 – 1958. Cincinnati, Ohio / EUA)
“Com seus gostos escatológicos, era escandalosamente bonito. As mulheres suspiravam por ele, e ele dormia com várias delas, mas preferia mais os homens. Ele me ligava com frequência e pedia que eu lhe enviasse um rapaz. Alguns de seus gostos sexuais eram bastante estranhos e excêntricos, mas nenhum dos rapazes parecia se importar.”
 
VIVIEN LEIGH
(1913 – 1967. Darjeeling / Índia)
“A estrela de “...E o Vento Levou” era uma mulher sensual. Muito sexual e muito excitável. Quando estava no clima, exigia satisfação completa e total. Transava como se a sobrevivência do planeta dependesse disso. Ela era estrondosa. Gritava, berrava e ria. Tinha orgasmo após orgasmo, cada um mais estrondoso que o anterior.”
 

CONVERSANDO com SCOTTY BOWERS em 2012
 
Em seu livro de memórias, “Full Service: My Adventures in Hollywood and the Secret Sex Lives of the Stars”, Scotty Bowers, de 89 anos, relata de forma gloriosa e honesta suas muitas lembranças de devassidão a Lionel Friedberg, que as organizou em um texto fascinante. Abrangendo sua juventude em uma fazenda em Illinois durante a Grande Depressão, os violentos combates na Segunda Guerra Mundial e casos amorosos com algumas das figuras mais famosas de Hollywood, a sua história é uma epopeia sensual.
 
O que acha como a família, o amor e o sexo eram retratados no cinema, em comparação como as estrelas viviam suas vidas pessoais?
 
Eu sentia que muitos levavam vidas duplas. O que fingiam fazer e o que realmente faziam eram coisas diferentes. Por outro lado, havia algumas pessoas muito certinhas e conservadoras. Mas em Hollywood, era possível realizar os desejos sexuais secretos, por causa do anonimato. Ninguém conhecia ninguém no mesmo quarteirão onde moravam.
 
Ainda sente isso em Hollywood? Como se pode explorá-la sexualmente?
 
Sim, de uma forma diferente. É mais aberto agora, as pessoas não são tão tímidas. Naquela época, havia gays assumidos, mas geralmente eram reservados e se sentiam sortudos quando conseguiam encontrar alguém em quem pudiam confiar.
 
Então, era só uma questão de encontrar quem o aceitasse e o que queria?
 
Percebi com os anos que, ao conhecer alguém, uma das coisas que ela mais gosta é ser ela mesma, sem truques. As pessoas gostam disso.
 
Como seus amigos atores e famosos conciliavam os personagens que interpretavam na tela com as pessoas que realmente queriam ser?
 
Um ator é um ator, então ele pode se retratar de uma forma completamente diferente de quem é. Raramente dá para perceber quem ele realmente é. Mas é a vida. Também arranjei encontros sexuais profissionais discretos para centenas de pessoas comuns. Empresários, donas de casa, homens casados, enfim, todo tipo de gente.
 
Havia um certo nível de segredo emocionante na sua época de ouro?
 
Havia segredo, com certeza! Era por isso que as pessoas gostavam e confiavam em mim. Mas você pode dizer: “Se eles confiavam e gostavam, por que está fazendo isso agora?”. Bem, é triste, porque todos se foram. Me emociona pensar nas pessoas boas que eu conheci. Penso em Vincent Price, Randolph Scott, Cary Grant, todos gentis, cavalheiros. Gentileza, bondade, são a resposta. Pensando neles, em como eram doces, independentemente do que faziam na cama, eu publiquei esse livro.
 
Sua vida mudou. Como é se sentir mais estável agora?
 
Eu gostaria de ser mais jovem... e fazendo a mesma coisa.
 

FONTES
Ditadura e Homossexualidade: Repressão,
Resistência e a Busca da Verdade
(2014)
de James N. Green
 
Full Service: My Adventures in Hollywood
and the Secret Sex Live of the Stars
(2012)
de Scotty Bowers e Lionel Friedberg
 
randolph scott e cary grant
“Espero ter proporcionado tanto prazer
quanto o que eu mesmo recebi.
Em nenhum momento senti vergonha,
culpa ou remorso pelo que fiz.
Muito pelo contrário.”

SCOTTY BOWERS
 
 GALERIA de FOTOS
 



março 15, 2025

**** INGRID BERGMAN: FASCINANTE ... e de DIREITA



 

O que quer que ela fizesse,
eu sempre ficava fascinado pelo seu rosto.
Em seu rosto, a pele, os olhos, a boca,
especialmente a boca. Havia esse brilho
muito estranho e uma enorme atração erótica.
INGMAR BERGMAN
(1918 – 2007. Uppsala / Suécia)
 
Aos poucos, vai se revelando no seu rosto,
no seu sorriso, no seu modo de olhar,
na sua naturalidade de gestos, uma emoção,
um impulso sincero para as coisas,
uma iluminação íntima que a transformam.
Tudo passa a existir fundamente
nessa mulher de Cinema.
VINÍCIUS de MORAES
(1913 – 1980. Rio de Janeiro / RJ)
 


Altura: 1,75 m
Cabelos: castanhos claros
Olhos: azuis
 

 
No cinema, foi a inspiração para a célebre frase “Nós sempre teremos Paris”, com a qual o durão Humphrey Bogart deixava incompleta a história de amor mais comovente da telona. Para mim, a maior atriz de cinema que já existiu. Com uma carreira de cinco décadas, frequentemente considerada uma das estrelas mais influentes da história cinematográfica, tem cinéfilo que prefere Katharine Hepburn ou Bette Davis, outros Anna Magnani, Greta Garbo, Joan Crawford ou até mesmo Meryl Streep, eu considero INGRID BERGMAN (1915 – 1982. Estocolmo / Suécia) a número 1. Dona de uma beleza natural, irradiante e delicada, era adorada pelo público. Tinha extraordinário talento e sensibilidade, projetando essas qualidades nas telas. Politizada, militante, filiada ao partido Republicano, se manifestou em campanhas políticas conservadoras, apoiando Dwight D. Eisenhower, Richard Nixon e Ronald Reagan, entre outros. Que maravilha!
 
Não era uma beleza icônica, tinha uma pele impecável e aquela aparência encantadora. A mulher por trás do mito era complexa. Tímida, simples, divertida, teimosa e de bom coração, às vezes se comparava com um trem em movimento, nada nem ninguém poderia detê-la quando decidia fazer algo. Quer fosse um novo visual, um papel no cinema, casamento ou mudança de país. Tinha uma determinação de aço. Impulsiva, sentimental, gentil, generosa e leal aos amigos. Nunca foi uma típica celebridade, ela não conseguia ser indiferente, não projetava poses glamurosas. Aos 12 anos de idade, escreveu no diário: “Preciso manter um registro dessa grande vida que está à minha frente, porque serei uma das estrelas mais importantes”. Aos 17 anos, fez figuração em “Landskamp”. Em 1933, ingressou no Royal Dramatic Theatre School de Estocolmo, onde havia estudado Greta Garbo e Lars Hanson, impressionando seus professores.
 
gosta ekman e ingrid em intermezzo
Seu primeiro papel no cinema foi na comédia
“O Conde da Cidade Velha / Munkbrogreven” (1935). Nos anos seguintes, fez uma série de filmes na Suécia. Tornou-se uma atriz elogiada e celebridade local com “Intermezzo: uma História de Amor / Intermezzo” (1936), no qual faz uma pianista que tem um caso com um violinista famoso e casado, interpretado por Gösta Ekman. Seu carisma e performance hipnotizante rapidamente fizeram dela uma sensação. Atendo aos novos talentos europeus, o produtor independente de Hollywood David O. Selznick obteve os direitos da história e assinou um contrato com a atriz. INGRID BERGMAN foi para a Califórnia e estrelou o remake “Intermezzo: uma História de Amor / Intermezzo: A Love Story” (1939). O longa foi um êxito estrondoso e ela também. Sua beleza era diferente de tudo que a indústria cinematográfica já havia visto, mas com um contrato de exclusividade por sete anos, Selznick não sabia como utilizá-la.

 
Considerada alta demais e diferente dos padrões da meca do cinema, ele tentou transformar o seu rosto e mudar o seu nome, como era típico em Hollywood, mas ela recusou, ameaçando voltar para sua terra natal. Ficando algum tempo sem filmar, fez uma peça na Broadway, “Liliom”, ao lado de Burgess Meredith, alcançado sucesso de crítica e público. Por fim, emprestada a estúdios, foi utilizada em personagens medíocres. Indignada, lutou para substituir Lana Turner como a barata prostituta Ivy Peterson de “O Médico e o Monstro” (1941), produção da Metro-Goldwyn-Mayer. Apoiada pelo astro Spencer Tracy, que desempenhava o papel-título, conseguiu o que pretendia, reafirmando seu talento. Ela foi um sucesso instantâneo de bilheteria. As pessoas amavam sua beleza natural, sua aparente inocência, sua inteligência. INGRID BERGMAN sabia o que queria. Ela assumia papéis difíceis. Amava o desafio.
 
casamento de ingrid com lindstrom
Sua presença brilhante e genuína foi como um sopro de ar fresco para o público mundial. Ela era real da cabeça aos pés, tanto na vida quanto na tela. Idolatrada não por seu estilo de vida extravagante, ou pela existência mitológica que a maioria das celebridades tem, mas pelo talento. Uma atriz versátil que cativou com sua suavidade. Na indústria do entretenimento, fez poucos amigos, entre eles Alfred Hitchcock, Cary Grant e Katharine Brown. À semelhança de outra diva sueca, Greta Garbo, era reservada. No entanto, ao contrário de Garbo, sua personalidade pública não era de gelo e mistério, mas acolhedora. Em 1942, atuou em “Casablanca”, que faria dela uma estrela. Concorreu ao primeiro Oscar por “Por quem os Sinos Dobram”. Brilhou em “Os Sinos de Santa Maria / The Bell’s of St. Mary’s” (1945) e “Interlúdio” (1946),
que conta com o talento de Hitchcock e a química do casal protagonista.

 
Teria o Oscar nas mãos por sua esplêndida atuação em “À Meia-Luz”, de George Cukor. Nesse drama, faz a ingênua Paula Alquist, que se casa com um sujeito sombrio e dominador (o francês Charles Boyer). Ao filmar três longas com o mestre do suspense Hitchcock, foi imortalizada como sua musa. Voltou aos palcos da Broadway, brilhando em “Joana de Lorraine”, de Maxwell Anderson. Na vida amorosa, INGRID BERGMAN teve o seu primeiro amante aos dezoito anos: Edvin Adolphson, com quem trabalhou em peças e filmes. Ela se casou aos 22 anos com Petter Lindstrom, um dentista bonitão e inteligente, que acabaria se tornando neurocirurgião. Durante seu casamento, teve casos passageiros. Namorou Spencer Tracy durante as filmagens de “O Médico e o Monstro” e caiu de amores por Gary Cooper ao trabalharem em “Por quem os Sinos Dobram”. Segundo o notável Cooper: “Ninguém me amou mais do que Ingrid Bergman.”
 
Na época, ela visitou campos militares para divertir soldados e participou de campanhas de bônus de guerra. Logo após o fim do conflito bélico, foi a Europa com o mesmo propósito, vendo a devastação generalizada e iniciando um relacionamento com o famoso fotógrafo Robert Capa. O diretor Victor Fleming se apaixonou pela irresistível sueca e nunca superou a desilusão ao ser abandonado. Antes dele, em 1945, ela teve um breve caso com o músico Larry Adler. O milionário Howard Hughes ficou impressionado com ela, telefonando para informá-la que tinha comprado a RKO Radio Pictures como um presente para a atriz. Gregory Peck admitiu ter tido um romance com ela nos bastidores de “Quando Fala o Coração”. Na autobiografia de Anthony Quinn, ele menciona suas aventuras sexuais com a atriz. Na realidade, ela tinha um espírito livre para criar raízes com alguém. Seu principal amante sempre foi seu trabalho.
 
ingrid e os filhos peter e isabella
Descontente com o sistema hollywoodiano, INGRID BERGMAN se comoveu com o neo-realismo do italiano Roberto Rossellini em “Roma, Cidade Aberta / Roma Città Aperta” (1945), escrevendo uma carta ao diretor, oferecendo-se para trabalhar com ele e concluindo:
Só sei dizer uma coisa em italiano: Ti amo. Resultou na protagonista do impactante “Stromboli”, filmado numa ilha vulcânica na Itália. Apesar de Roberto ser casado, ter um caso com diva Anna Magnani e, ao mesmo tempo, dormir com uma infinidade de outras mulheres, ele se apaixonou por ela. Encantada com a vitalidade e a originalidade do cineasta, ela também se apaixonou, engravidando. Os fãs ficaram escandalizados quando se mudou para Roma e começou a viver abertamente com ele. Passou a recebeu cartas ofensivas e as ofertas de trabalho nos Estados Unidos desapareceram da noite para o dia. “Nunca mais quero ver um filme com essa vagabunda”, dizia o público manipulado e revoltado.
 
O escândalo épico levou INGRID BERGMAN a ser denunciada no Senado dos EUA por Edwin C. Johnson, um senador esquerdista, que se referiu a ela como “um exemplo horrível de republicana e uma poderosa influência para o mal”. Seu comportamento sofreu severas críticas, resultando na sua classificação como “persona non grata”. De 1950 a 1955, o casal fez seis filmes excelentes, à frente do seu tempo e geralmente não foram bem recebidos, especialmente nos EUA. Ela precisava recorrer a reservas de coragem para suportar o escândalo e a separação de sua filha com Peter, Pia. Mas estava apaixonada, conseguindo suportar as desilusões se dedicando ao trabalho. Ela teve três filhos com Rosselini, um menino, Robin, e as meninas gêmeas, Isabella e Ingrid. Possessivo, ele não permitia que a esposa trabalhasse com outros diretores. Federico Fellini, Luchino Visconti e Vittorio De Sica queriam trabalhar com ela e ele vetou.
 
O casamento terminou quando Rossellini se apaixonou por outra e em 1957 eles se divorciaram. Em 1958, ela casou-se mais uma vez, com Lars Schmidt, um empresário teatral de uma rica família sueca. Ela estava reconstruindo sua carreira e negligenciou o casamento. Havia um elemento de autodestruição na atriz. Quando tinha o amor que desejava, se tornava insegura e entediada e precisava escapar para outra história. Não conseguia se agarrar ao matrimônio. Como mãe, sempre esteve emocionalmente presente e protetora dos filhos, mas sua devoção maior era seu trabalho. Depois dos anos longe de Hollywood, ela ainda preservava o status de estrela, como mostrou o sucesso de “Anastácia, a Princesa Esquecida / Anastasia” (1956). Recuperando o carinho do público, ganhou o segundo Oscar. Na cerimônia, foi o leal amigo Cary Grant quem recebeu a estatueta da atriz. Foi a maneira perfeita de recebê-la de volta. 
 
ingrid e o oscar 1975
Faria sua primeira aparição pública pós-escândalo em Hollywood no Oscar de 1958, quando foi a apresentadora do prêmio de Melhor Filme. Além disso, depois de ser chamada por Cary Grant e subir ao palco, foi aplaudida de pé. Sua reabilitação se confirmou em diversos outros filmes, entre eles o êxito da comédia “Indiscreta” (1958), novamente ao lado de Cary Grant. Conhecida por ser a primeira a chegar ao estúdio e a última a sair, INGRID BERGMAN também era uma profissional dos palcos. Em 1957, protagonizou “Chá e Simpatia” em Paris. Na década de 1960, concentrou-se principalmente em trabalhos teatrais e aparições em telefilmes de prestígio como “A Volta do Parafuso / The Turn of The Screw” (1959), baseado em Henry James, pela qual ganhou o Emmy de Melhor Atriz; e 24 Horas na Vida de Uma Mulher / Twenty-Four Hours in a Woman's Life (1961), do romance de Stefan Zweig, entre outros.
 
Não apareceu em muitos filmes como antes, mas continuou filmando entre a Europa e os Estados Unidos. No teatro, fez “Um Mês no Campo”, de Turgenev, e “A Mais Sólida Mansão”, de Eugene O’Neill. Surpreendeu como uma idosa sem graça no policial “Assassinato no Oriente Express” (1974), ganhando o terceiro Oscar, dessa vez como Melhor Atriz Coadjuvante. Generosa, declarou que a estatueta estaria melhor nas mãos de Valentina Cortese por “A Noite Americana / La Nuit Amèricaine” (1973). Concordo com ela. Por fim, trabalhou com Ingmar Bergman em “Sonata de Outono”, concorrendo ao Oscar. INGRID BERGMAN morreu em 1982, em Londres, um dia depois de uma festinha com amigos em seu aniversário de 67 anos. Desapareceu desta vida com a mesma coragem e suavidade com que a viveu. No seu enterro, um violino tocou “As Time Goes By”, tema de “Casablanca”, relembrando sua performance mais famosa.
 
Lutando contra um câncer, encarou a doença com coragem e sem fatalismo, sendo vencida após oito anos. No mesmo ano em que morreu, sua filha Pia Lindström recebeu o prêmio Emmy de Melhor Atriz que a mãe ganhou postumamente por “Uma Mulher Chamada Golda / Golda” (1982), um aclamado telefilme que coroou sua trajetória também com um Globo de Ouro. Sua comovente performance da primeira-ministra israelense Golda Meir foi seu magistral canto do cisne. Dezessete anos depois, em 1999, ficou em 4º lugar na lista das maiores lendas femininas do cinema do American Film Institute (AFI). Ela continua a ser um ícone cultural - pelos seus filmes, sua beleza e seu talento. Vive na nossa lembrança e é eterna em celuloide. Viva Ingrid, a número 1!
 
ingrid e bogart em casablanca


12 FILMES de INGRID BERGMAN
(por ordem de preferência)
 
01
INTERLÚDIO
(Notorious, 1946)

direção de Alfred Hitchcock
elenco:  Cary Grant, Claude Rains e Louis Calhern
 

Tem algumas das cenas mais famosas e icônicas de Hitchcock. Ingrid interpreta a filha de um alemão recrutada por um agente norte-americano (Cary Grant) para se infiltrar como espiã em um grupo de nazistas no Rio de Janeiro. Ela acaba se casando com o líder deles, mas se apaixona pelo seu contato no governo dos Estados Unidos.
 
02
SONATA de OUTONO
(Hostsonaten, 1978)

direção de Ingmar Bergman
elenco:  Liv Ullmann, Lena Nyman, Gunnar Björnstrand e Erland Josephson

 
Pianista famosa (Ingrid) visita a filha, Eva (Liv Ulmann), com quem sempre teve uma relação distante, na Suécia. Ela se surpreende ao encontrar sua outra filha, Helena (Lena Nyman), que tem problemas mentais e estava internada numa instituição. A tensão entre mãe e filha cresce até elas colocarem tudo em panos limpos.
 
Melhor Atriz do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York
David di Donatello de Melhor Atriz Estrangeira
Melhor Atriz do National Board of Review
Indicada ao Oscar de Melhor Atriz

 
03
CASABLANCA
(Idem, 1942)

direção de Michael Curtiz
elenco: Humphrey Bogart, Paul Henreid, Claude Rains, Conrad Veidt Sydney Greenstreet, e Peter Lorre

 
Ilsa Lund é o personagem mais lembrado de Ingrid. Durante a Segunda Guerra Mundial, Ilsa reencontra em Casablanca, no Marrocos, o norte-americano durão Rick (Humphrey Bogart), que dirige uma casa noturna e com quem viveu um romance inesquecível em Paris. Ela está casada e precisa da ajuda do antigo amante para fugir dos nazistas.
 
04
POR QUEM os SINOS DOBRAM
(For Whom the Bell Tolls, 1943)

direção de Sam Wood
elenco:  Gary Cooper, Akim Tamiroff, Katina Paxinou, Arturo de Córdova, Vladimir Sokoloff e Joseph Calleia
 
 
Baseado em best-seller de Ernest Hemingway. Um norte-americano vai a Espanha lutar na Guerra Civil. Sua missão é explodir uma ponte. Quando se apaixona por uma espanhola, questiona sua perigosa tarefa e seu lugar em uma guerra estrangeira.
 
Indicada ao Oscar de Melhor Atriz
 
05
À MEIA-LUZ
(Gaslight, 1944)

direção de George Cukor
elenco:  Charles Boyer, Joseph Cotten, Dame May Whitty e Angela Lansbury

 
Paula (Ingrid), jovem recém-casada, se muda para a casa de uma tia rica que morreu misteriosamente. Seu sinistro marido, Gregory (Charles Boyer), dono de um segredo que fará de tudo para proteger, mantém a insegura e frágil esposa isolada de todos.
 
Oscar de Melhor Atriz
Globo de Ouro de Melhor Atriz/Drama
Melhor Atriz do National Board of Review
Melhor Atriz do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York

 
06
VIAGEM à ITÁLIA
(Viaggio in Italia,, 1954)

direção de Roberto Rossellini
elenco:  George Sanders

 
Um dos mais bem sucedidos filmes da dupla Ingrid-Rossellini. Um rico casal que vive na Inglaterra viaja para Nápoles, na Itália, para vender uma propriedade. Porém, o casamento entra em crise e a tensão entre os dois cresce. Diversas experiências fazem com que acabem redescobrindo o verdadeiro sentido do amor entre eles.
 
07
QUANDO FALA o CORAÇÃO
(Spellbound, 1945)

direção de Alfred Hitchcock
elenco:  Gregory Peck, Michael Chekhov e Rhonda Fleming
 

Ingrid é uma fria psiquiatra que trabalha em uma clínica para doentes mentais. Ela se apaixona pelo sinistro novo diretor (Peck). Com amnésia, ele não tem muitas informações sobre um crime que talvez tenha cometido. Destaque para a icônica e sensacional sequência do sonho que foi desenhada pelo pintor surrealista Salvador Dalí.
 
Melhor Atriz do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York
Melhor Atriz no Festival de Veneza

 
08
MAIS uma VEZ ADEUS
(Goodbye Again, 1961)

direção de Anatole Litvak
elenco:  Yves Montand, Anthony Perkins, Jessie Royce Landis e Michèle Mercier

 
Baseado em romance de Françoise Sagan. Romântica e sofisticada, Ingrid é uma bem-sucedida decoradora de interiores de Paris, numa relação aberta com empresário (Montand) mulherengo e perseguida por um jovem apaixonado e irresponsável (Perkins).
 
09
INDISCRETA
(Indiscreet, 1958)

direção de Stanley Donen
elenco: Cary Grant e Cecil Parker

 
Comédia elegante, romântica e divertida. Apesar da carreira vitoriosa, uma famosa diva do teatro (Ingrid) não tem muita sorte no amor. Quando ela conhece um rico banqueiro (Grant), a atração é imediata e iniciam um apaixonado romance. Concorreu ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia/Musical, perdendo para Rosalind Russell.
 
10
O MÉDICO e o MONSTRO
(Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1941)

direção de Victor Fleming
elenco: Spencer Tracy, Lana Turner, Donald Crisp e C. Aubrey Smith

 
Na clássica história de terror baseada no romance de Robert Louis Stevenson, um renomado médico (Tracy) elabora uma fórmula que desperta o pior das pessoas. Como cobaia do experimento, ele bebe a poção e seu lado demoníaco é revelado. Entre maldades, termina assassinando a ingênua prostituta interpretada por Ingrid.
 
11
As ESTRANHAS COISAS de PARIS
(Elena et les Hommes, 1957)

direção de Jean Renoir
elenco: Jean Marais, Mel Ferrer e Juliette Gréco

 
O primeiro filme de Ingrid depois de deixar Rossellini. Embora não tenha sido um sucesso, desde então passou a ser considerado uma das suas melhores atuações. Nesta comédia romântica sofisticada, uma jovem condessa empobrecida fica viúva de um príncipe polaco e decide viver em Paris, onde acredita que será bem-sucedida no amor.
 
12
ASSASSINATO no EXPRESSO do ORIENTE
(Murder on the Orient Express, 1974)

direção de Sidney Lumet
elenco: Albert Finney, Lauren Bacall, Martin Balsam, Jacqueline Bisset, Sean Connery, John Gielgud, Wendy Hiller, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave, Rachel Roberts, Richard Widmark e Michael York

 
Suspense policial baseado no best-seller de Agatha Christie. O longa acompanha o sagaz detetive Hercule Poirot (Albert Finney) enquanto ele investiga o assassinato de um passageiro, golpeado por múltiplas facadas, em um luxuoso trem preso na neve.
 
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
BAFTA de Melhor Atriz Coajuvante

 

TRÊS VEZES INGRID BERGMAN
“Fiz tantos filmes que foram mais importantes, mas o único sobre o qual 
as pessoas querem falar é aquele com Humphrey Bogart.”
 
“Charles Boyer foi o ator mais inteligente com quem já trabalhei,
e o mais legal. Muito culto, bem-educado.”
 
“Eu nunca fui considerada uma grande beldade.
Essa era Hedy Lamarr.”
 

FONTES 
Ingrid Bergman, a Personal Biography
(2006)
de Charlotte Chandler
 
Ingrid Bergman - História de Uma Vida
(1981)
de Alan Burgess
 
Minha História
(1980)
de Ingrid Bergman
 
Notorious: The Life of Ingrid Bergman
(1997)
de Donald Spoto
 
The Complete Films of Ingrid Bergman
(1989)
de Lawrence J. Quirk  

GALERIA de FOTOS
  

MAIS SOBRE INGRID BERGMAN
50 VEZES INGRID BERGMAN
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2015/08/100-vezes-ingrid-bergman-i-parte.html
 
INGRID BERGMAN e HITCHCOCK: MUSA e MESTRE
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2012/03/ingrid-bergman-e-alfred-hitchcock.html
 
Um AMOR LOUCO: INGRID e ROSSELLINI
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2010/11/cronica-de-um-amor-louco-ingrid-bergman.html