Mostrando postagens com marcador Piper Laurie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Piper Laurie. Mostrar todas as postagens

novembro 19, 2012

****************************** QUASE ESTRELAS

ella raines

 
Chegar ao topo da glória em Hollywood não é nada fácil. É preciso uma série de fatores na bagagem, entre eles carisma, algum talento e sorte, muita sorte, para conhecer as pessoas certas ou ser convidado para o papel de sua vida. Desde o início da indústria cinematográfica norte-america, milhares de garotas mudavam-se repentinamente para a meca do cinema em busca do estrelato. Algumas sobreviviam como figurantes, se prostituíam ou desistiam da carreira depois de anos de labuta sem retorno. O nascimento da estrela cinematográfica aconteceu nos primórdios do cinema mudo, quando os estúdios perceberam que os atores/atrizes eram os principais responsáveis pela bilheteria dos filmes. Tratados como mercadoria, passaram a ser fabricados. Surgiu, assim, a “máquina de estrelas”, que permitia descobrir potenciais estrelas, formatá-las, vendê-las através da imprensa e sustentá-las.

tuesday weld
O temperamento inconstante das atrizes, o gosto volátil do público e outros fatores imprevisíveis, não eram obstáculos para os estúdios, cujos meios justificavam o fim: o lucro. Mas nem sempre funcionava. Muitas estrelas inventadas foram rejeitadas, embora tivessem talento, beleza ou outros atributos. Darryl F. Zanuck, o poderoso chefão da 20th Century-Fox, tentou de tudo, gastando milhões, para promover suas amantes - Bella Darvi, Juliette Gréco e Irina Demick -, e não deu certo; Samuel Goldwyn errou feio ao apostar na russa Anna Sten como a nova Greta Garbo; Joseph Kane se esforçou para dar visibilidade a Vera Ralston; o excêntrico milionário Howard Hughes investiu sem sucesso em Faith Domergue e Gloria DeHaven; Otto Preminger apostou erroneamente em Maggie McNamara e Jean Seberg; Hal B. Wallis tentou com Joan Leslie e Lizabeth Scott. 

O controle exercido era tal que se tornou rotina as estrelas viverem o seu tempo quase todo no estúdio ou controlado por ele. Durante décadas, a máquina funcionou na perfeição e só com o fim dos grandes estúdios, na década de 50, chegou ao fim. Embora a figura da estrela ainda perdure até nossos dias, o seu contexto e, em particular, o seu glamour, estão longe da época dourada de Hollywood. Ninguém nasce estrela. Uma jovem atriz é obrigada a passar pelas provações do anonimato. A batalha pelo estrelato exige rituais de beleza, dezenas de testes, aparecer sempre deslumbrante em locais públicos, seduzir a imprensa e papéis relevantes. Casar com poderosos produtores ou diretores ajuda muito, como aconteceu com Norma Talmadge, Norma Shearer, Jennifer Jones, Sophia Loren, Joan Bennett, Lauren Bacall, Giulietta Masina, Brigitte Bardot, Claudia Cardinale, Silvana Mangano, Monica Vitti etc. 

Deitar com magnatas da indústria cinematográfica é também um atalho possível para garotas ambiciosas. Louis B. Mayer, da Metro-Goldwyn-Mayer, era conhecido por levar suas jovens atrizes para a cama. Joan Crawford foi uma delas. Assim como Marilyn Monroe, que fez das tripas coração para alcançar o glamour máximo, oferecendo o formoso corpo para “gatos e cachorros”. Listo, aqui, quinze atrizes que chegaram perto do estrelato. Elas rodaram alguns longas de destaque, estamparam publicações, algumas até ganharam o Oscar, mas nunca chegaram ao mais alto degrau da fama. São QUASE ESTRELAS. Qual delas acha que foi injustiçada e merecia o estrelato?

ALI MacGRAW
(1939. Pound Ridge, Nova Iorque / EUA)

Melhores Momentos
“Love Story – Uma História de Amor / Love Story” (1970)
“Os Implacáveis / The Getaway” (1972)
“Comboio / Convoy” (1978)

Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz por “Love Story”;
Globo de Ouro de Melhor Atriz – Drama por “Love Story”
David di Donatello de Melhor Atriz Estrangeira por “Love Story”

ANNE FRANCIS
(1930 - 2011. Nova Iorque / EUA)

Melhores Momentos
“Conspiração do Silêncio / Bad Day at Black Rock” (1955)
“Qual Será o Nosso Amanhã? / Battle Cry” (1955)
 “Sementes da Violência / Blackboard Jungle” (1955)
 “Deus é Meu Juiz / The Rack” (1956)

DANA WYNTER
(1931 - 2011. Berlim / Alemanha)

Melhores Momentos
“Vampiro de Almas / Invasion of the Body Snatchers” (1956)
 “O Dia D / D-Day the Sixth of June” (1956)
 “Sangue Sobre a Terra / Something of Value” (1957)
 “Afundem o Bismarck / Sink the Bismarck!” (1960)

Globo de Ouro de Talento Promissor Feminino de 1956

EVA MARIE SAINT
(1924. Newark, Nova Jersey / EUA)

Melhores Momentos
“Sindicato de Ladrões / On the Waterfront” (1954)
 “Intriga Internacional / North by Northwest” (1959)
 “Exodus / Idem” (1960)
 “Anjo Violento / All Fall Dawn” (1962)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Sindicato de Ladrões”

ELLA RAINES
(1920 - 1988. São Francisco, Califórnia / EUA)

Melhores Momentos
“Herói de Mentira / Hail the Conquering Hero” (1944)
 “Caprichos do Destino / The Strange Affair of Uncle Harry” (1945)
 “Brutalidade / Brute Force” (1947)

FAY WRAY
(1907 - 2004. Cardston / Canadá)

Melhores Momentos
“King Kong / Idem” (1933)
 “O Conde de Monte Cristo / The Countess of Monte Cristo” (1934)
 “Viva Villa! / Idem” (1934)
 “As Aventuras de Cellini / The Affairs of Cellini” (1934)

FRANCES DEE
(1909 - 2004. Los Angeles, Califórnia / EUA)

Melhores Momentos
“Quatro Irmãs / Little Women” (1933)
 “Escravos do Desejo / Of Human Bondage” (1934)
 “Almas no Mar / Souls at Sea” (1937)
 “A Morta-Viva / I Walked with a Zombie” (1943)

GLORIA GRAHAME
(1923 - 1981. Los Angeles, Califórnia / EUA)

Melhores Momentos
“Rancor / Crossfire” (1947)
 “No Silêncio da Noite / In a Lonely Place” (1950)
 “Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful” (1952)
 “Os Corruptos / The Big Heat” (1953)
 “Os Saltimbancos / Man on a Tightrope” (1953)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Assim Estava Escrito”

HOPE LANGE
(1931 - 2003. Redding, Connecticut / EUA)

Melhores Momentos
“Nunca Fui Santa / Bus Stop” (1956)
 “A Caldeira do Diabo / Peyton Place” (1957)
 “Os Deuses Vencidos / The Young Lions” (1957)
“Dama por um Dia / Pocketful of Miracles” (1961)

Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
por “A Caldeira do Diabo”

JOAN LESLIE
(1925. Detroit, Michigan / EUA)

Melhores Momentos
“Seu Último Refúgio / High Sierra” (1941)
 “Sargento York / Sergeant York” (1941)
 “A Canção da Vitória / Yankee Doodle Dandy” (1942)

MONA FREEMAN
(1926. Baltimore, Maryland / EUA)

Melhores Momentos
“Tarde Demais / The Heiress” (1949)
 “Marca Rubra / Branded” (1950)
 “Alma em Pânico / Angel Face” (1952)
 “Qual Será o Nosso Amanhã? / Battle Cry” (1956)

PIPER LAURIE
(1932. Detroit, Michigan / EUA)

Melhores Momentos
“Sinfonia Prateada / Has Anibody Seen My Girl” (1952)
 “Famintas de Amor / Until They Sail” (1957)
 “Desafio à Corrupção / The Hustler” (1961)
 “Carrie, a Estranha / Carrie” (1976)

Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz por “Desafio à Corrupção”
Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante 
por “Carrie, a Estranha”
Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante 
por “Filhos do Silêncio”
Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante de Tv
por “Twin Peaks”

TERESA WRIGHT
(1918 - 2005. Nova Iorque / EUA)

Melhores Momentos
“Pérfida / The Little Fox” (1941)
 “Rosa da Esperança / Mrs. Miniver” (1942)
 “À Sombra de Uma Dúvida / Shadow of a Doubt” (1943
, “Os Melhores Anos de Nossas Vidas / The Best Years of Your Lives” (1946)
 “Papai Não Quer / The Actress” (1953)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Rosa da Esperança”
Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Pérfida”
Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz por “Ídolo, Amante e Herói”

TERRY MOORE
(1929. Glendale, Califórnia / EUA)

Melhores Momentos
“A Cruz da Minha Vida / Come Back, Little Sheba” (1952)
 “Os Saltimbancos / Man on a Tightrope” (1953)
 “Rebelião na Índia / King of the Khyber Rifles” (1953)
 “A Caldeira do Diabo / Peyton PLace” (1957)

Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
por “A Cruz de Minha Vida”

TUESDAY WELD
(1943. Nova Iorque / EUA)

Melhores Momentos
“A Mesa do Diabo / The Cincinnati Kid” (1965)
 “O Despertar Amargo / Pretty Poison” (1968)
 “O Pecado de Um Xerife / I Walk the Line” (1969)
 “À Procura de Mr. Goodbar / Looking for Mr. Goodbar” (1977)
 “Era Uma Vez na América / Once Upon a Time in America” (1984)

Concorreu ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
por “À Procura de Mr. Goodbar”
Globo de Ouro de Talento Promissor Feminino de 1960

novembro 06, 2012

***** O HORROR muito LOUCO de STEPHEN KING

sissy spacek em “carrie, a estranha”


Reconhecido como um dos mais populares escritores de literatura de terror, STEPHEN KING (1947. Portland, Maine / EUA) vendeu 350 milhões de cópias de seus livros em mais de 40 países. Ele passou da pobreza à riqueza em poucos anos, tornando-se um dos nomes mais poderosos das listas de best-sellers. Há quem diga que é um escritor de terceira categoria. Também há quem o considere um gênio do terror. Eu fico com outra opinião: não o vejo como um excelente escritor, mas é um mestre na arte de provocar calafrios. Alguns dos seus livros são verdadeiros clássicos. Ainda pequeno, descobriu Lovecraft, Ray Bradbury, histórias em quadrinhos e filmes B de ficção científica – a matéria prima de sua bagagem literária. Publicou o primeiro romance, “Carrie”, em 1974, narrando a história de garota com poderes telecinéticos. Atirou a primeira versão no lixo, mas foi resgatada pela esposa, Tabitha, que o encorajou a reescrevê-la. A obra não teve um sucesso modesto, mas a adaptação cinematográfica alavancou as vendas.

Ao constatar, estupefato, que baseou o protagonista de “O Iluminado” em sua própria pessoa, deixou os vícios de muitos anos, cortando o álcool e droga. Mantém-se sóbrio desde então. Escreve ao som do AC/DC, Metalica, Anthrax, Judas Priest etc. Em 1999, sofreu um acidente grave. Atropelado em uma de suas caminhadas, perdeu a memória, fraturou o quadril, quebrou a perna e teve danos pulmonares. Se recuperou. Pouco depois, publicou uma série de folhetins no seu website, sendo um dos primeiros escritores famosos a recorrer ao virtual. Numa das histórias, uma videira cresce numa editora de livros de bolso, trazendo sucesso e riqueza em troca de sangue e carne fresca. Aos 65 anos, multimilionário, vive numa mansão vitoriana de 24 cômodos em Bangor, no Maine (EUA), com portão em forma de aranha emoldurado por gigantescos morcegos.

jack nicholson em “o iluminado”
Sua obra literária alcançou um sucesso tão grande, que o tornou um dos autores mais filmados na história do cinema de horror, ao lado de mestres como Edgar Allan Poe, Robert Louis Stevenson e H. P. Lovecraft. São muitos os títulos de STEPHEN KING que acabaram se tornando filmes: cerca de 50 livros (ou contos) seus já foram levados a telona. Boa parte deles, um fracasso; em outras ocasiões, sucesso absoluto. Ele chegou ao ponto em que seu nome estampado num cartaz de cinema ajuda na bilheteria. Muitos dos seus leitores vão correndo ver qualquer longa, telefilme ou série que leve sua gripe, independente dos atributos artísticos. Possivelmente, a qualidade essencialmente visual da narrativa alucinada de STEPHEN KING é o que o faz um dos queridinhos de Hollywood. Desnecessário dizer que o terror é o seu gênero de filme favorito. Em alta novamente, ele tem quatro novas versões cinematográficas de suas histórias prontas para estrear nos cinemas: “Carrie - A Estranha”, “O Braço do Mar”, “Ten O'Clock People”, “A Good Marriage” e “A Dança da Morte”. Fique de olho.

GALERIA MALDITA de STEPHEN KING

CARRIE, a ESTRANHA
(Carrie, 1976)
direção de Brian de Palma
elenco: Sissy Spacek, Piper Laurie, Amy Irving,
William Katt e John Travolta


Do romance “Carrie”, de 1974. Teve uma sequência em 1999 e uma refilmagem de 180 minutos para a TV em 2002. Concorreu aos Oscars de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Rendeu elogios – e uma bela bilheteria – a Brian de Palma. Carrie White (a ótima Sissy Spacek) é uma garota que não tem amigos por conta de sua mãe, Margareth (a veterana Piper Laurie, bela mocinha da Universal ao lado de Tony Curtis e Rock Hudson), uma pregadora religiosa que se torna mais louca a cada dia que passa e mantém a filha em isolamento quase total. Motivo de piada na escola, ela é ridicularizada diante de todos os colegas num baile. O que ninguém imaginava é que a estranha menina possui poderes paranormais que ficam mais fortes quando ela fica com raiva. King acha que o filme tem estilo. Eu concordo com ele.

O ILUMINADO
(The Shining, 1980)
direção de Stanley Kubrick
elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall e Danny Lloyd


De “O Iluminado” (1977), tornou-se uma minissérie homônima para a TV em 1997. Não é apenas uma das melhores adaptações de Stephen King, mas também um dos grandes filmes de terror do cinema. Um cult. Inexplicavelmente, o escritor não ficou satisfeito com essa versão, considerando-a fria e intelectualizada. O escritor Jack Torrance (Jack Nicholson, excepcional, embora mais careteiro do que nunca) é contratado para vigiar um hotel no Colorado durante o inverno. Ele leva sua esposa (Shelley Duvall, uma das musas de Altman) e seu filho (Danny Lloyd). Por ser inverno e a região estar cheia de neve, o hotel deixa de funcionar e Jack e sua família acabam ficando isolados. A situação começa a se complicar quando ele passa a ter problemas mentais devido ao isolamento, ficando cada vez mais agressivo e perigoso. Pra piorar a situação, seu filho Danny começa a ter visões de acontecimentos terríveis ocorridos no passado.

A HORA da ZONA MORTA
(The Dead Zone, 1983)
direção de David Cronenberg
elenco: Christopher Walker, Brooke Adams, Tom Skerritt
e Martin Sheen


Do livro “Zona Morta”, de 1979, transformado em série de TV homônima em 2002. Sóbrio e um dos filmes mais controlados de Cronenberg. Johnny Smith (Christopher Walken), um professor de literatura prestes a se casar, sofre um acidente de carro e fica cinco anos em coma. Ao recobrar a consciência, descobre que perdeu sua carreira e sua noiva (Brooke Adams), mas em compensação ganhou poderes paranormais que o permitem antever o futuro. Assim, ele tem o poder de alterar o curso dos acontecimentos e este é o seu dilema: interferir ou sofrer sozinho, sabendo das tragédias que estão por acontecer.

CONTA COMIGO
(Stand  by Me, 1986)
direção de Rob Reiner
elenco: Will Wheaton, River Phoenix, Kiefer Sutherland
e Richard Dreyfuss


Do conto “O Corpo”, de 1982. A história é autobiográfica, baseada num fato realmente ocorrido na infância de King. Inclusive, o próprio autor é retratado, no personagem que se torna um escritor quando adulto. Uma obra sensível, terna e intimista, embalada por uma bonita trilha sonora. Talvez a mais atípica do universo literário do autor. Conta a história de quatro amigos que partem em uma jornada em busca de um cadáver, e que acabam aprendendo valiosas lições durante o caminho. Quando encontram marginais, que também procuram o corpo, descobrem uma força que não sabiam ter. Filme que trata com delicadeza o tema da amizade e da experiência do amadurecimento.

LOUCA OBSESSÃO
(Misery, 1990)
direção de Rob Reiner
elenco: James Caan, Kathy Bates e Lauren Bacall


Do romance “Angústia”, de 1987. Kathy Bates ganhou o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação ensandecida da psicopata que prende um escritor - de quem se diz “fã número 1” - depois que ele sofre um acidente de carro. Chocante o momento em que seu personagem quebra os pés do ídolo com uma pá. Sem poder se locomover, ele se vê à mercê das loucuras da “fã”. Duelo de atores com extrema tensão física. Reiner revisita o universo de King em mais uma narrativa pé-no-chão, sem delírios sobrenaturais.

A METADE NEGRA
(The Dark Half, 1993) 
direção de George A. Romero
elenco: Timothy Hutton, Amy Madigan, Michael Rooker
e Julie Harris


Do romance “A Metade Negra”, de 1989. Um escritor, Thad Beaumont (Hutton), cria um pseudônimo para obter sucesso. Ao decidir eliminá-lo, dá origem a um duplo sanguinário. A partir daí estranhos e violentos assassinatos são cometidos, sempre precedidos de uma revoada de pardais. O roteiro tem paralelos com a carreira de King.

Um SONHO de LIBERDADE
(The Shawshank Redemption, 1994)
direção de Frank Darabont
elenco: Tim Robbins, Morgan Freeman e James Whitmore


Do conto “Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank”. Fala de Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro que é condenado a prisão pelo assassinato de sua esposa e do amante dela. Cumprindo pena perpétua, faz amizade com Ellis Boyd Redding (o talentoso Morgan Freeman), um prisioneiro que cumpre pena há 20 anos e controla o mercado negro da instituição. Primeiro filme dirigido por Darabont. Concorreu aos Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator (Freeman), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora Original.

ECLIPSE TOTAL
(Dolores Claiborne, 1995)
direção de Taylor Hackford
elenco: Kathy Bates, Jennifer Jason Leigh, Christopher Plummer
e John C. Reilly


Do livro “Eclipse Total”, de 1992. Selena St. George (Jennifer Jason Leigh), escritora de sucesso que vive em Manhattan, fica surpresa com a notícia de que a sua mãe, de quem se encontra afastada, foi acusada de homicídio. Com ressentimento, regressa à sua pequena cidade natal para oferecer ajuda. Não que ela acredite que Dolores (Kathy Bates) seja inocente. Yem suspeitas acumuladas desde há vinte anos. O passado e fatos atuais revelam a verdade aterradora por detrás de misteriosas mortes.

O APRENDIZ
(Apt Pupil, 1998)
direção de Bryan Singer
elenco: Ian McKellen, Brad Renfro e Elias Koteas


Do conto “Aluno Inteligente”, narra a história de um adolescente que descobre que um de seus vizinhos é um criminoso nazista, passando a chantageá-lo para que ele lhe conte as mais terríveis histórias sobre a Segunda Guerra Mundial. A partir de então um tenso jogo psicológico surge entre os dois, ameaçando a sanidade do garoto. Firme direção de Bryan Singer e impecável atuação da dupla central, McKellen e Renfro.

À ESPERA de um MILAGRE
(The Green Mile, 1999)
direção de Frank Darabont
elenco: Tom Hanks, Michael Clarke Duncan, David Morse,
Graham Greene e Patricia Clarkson


Adaptada da minissérie literária “O Corredor da Morte” (1996), a primeira e única escrita por Stephen King. Somente depois da produção do filme é que os capítulos foram reunidos em um único livro. Retrata o cotidiano - e o relacionamento muito especial do policial Paul Edgecomb (Tom Hanks) com o condenado John Coffey (Michael Clark Duncan) - no corredor da morte de uma prisão norte-americana. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de um dom  misterioso. Arrecadou nos EUA 130 milhões de dólares, concorrendo ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Duncan), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som.

SOBRE o AUTOR

“Dissecando Stephen King / Bare Bones: 
Conversations on Terror with Stephen King” (1988)
de Tim Underwood e Chuck Miller