Mostrando postagens com marcador Brigitte Helm. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brigitte Helm. Mostrar todas as postagens

janeiro 28, 2024

************************ O MAGNÍFICO G. W. PABST

louise brooks em diário de uma garota perdida


Antes de tudo, um filme não deve ser 
exclusivamente uma diversão. 
Mesmo numa fita de opereta, 
gênero tão apreciado pelo público, 
pode-se exprimir ideias sociais.
G. W. PABST
 
 
Estranhíssimo destino o de GEORG WILHELM PABST (1885 – 1967. Raudnitz, Boêmia / Tchecoslováquia), entre o considerável renome internacional que conheceu no cinema mudo e princípios dos anos trinta e o cancelamento depois disso. Um gigante do cinema alemão, inovador e versátil, apenas rivalizava com Fritz Lang em popularidade e reconhecimento. O outrora venerado cineasta experimentou o exílio, a emigração, uma temporada em Hollywood, um regresso fatídico à Europa e uma tentativa mal sucedida de recuperar o prestígio no pós-guerra. Por fim, sua obra se tornou subvalorizada e pouco vista. Nasceu em Raudnice, na Boêmia, uma província do Império Austro-Húngaro, agora República Tcheca. Frequentou a escola em Viena, para onde a família se mudou quando ele era criança. Em 1904 fez teatro e no ano seguinte mudou-se para Zurique, na Suíça. Nos quatro anos seguintes, circulou atuando por Salzburgo, St. Gallen e Danzig. Em 1910, em Nova York, dirigiu e atuou em peças de língua alemã. Voltou para a Europa no início da Primeira Guerra Mundial. Detido na França como “estrangeiro inimigo”, foi mantido em um campo de prisioneiros durante a guerra.
 
Retornou a Viena depois que o armistício foi assinado em 1918, e se encaixou rapidamente no teatro de vanguarda. Dirigiu teatro expressionista em Praga, incluindo duas peças de Frank Wedekind. Em 1919, tornou-se chefe do Novo Palco de Viena, mas logo teve dúvidas sobre seu futuro artístico teatral e se interessou por cinema. Em Berlim, colaborou com o diretor Carl Froelich em “lm Banne der Kralle” (1921). Logo depois, em 1922, trabalhou como assistente de direção e roteirista de “Der Taugenichts” e “Luise Millerin”.

 
Dirigiu seu primeiro filme, “O Tesouro / Der Schatz”, em 1923, sobre um tesouro enterrado que destrói uma família feliz. Não foi um sucesso comercial. Em 1924, G.W. PABST se casou com Gertrude Henning. Em 1925, concluiu seu primeiro grande filme, “Rua das Lágrimas”, estrelado por Greta Garbo, antes de mudar para Hollywood um ano depois. Nele, expressou o desespero durante os anos da República de Weimar
que dominaram uma Alemanha derrotada. A abertura cita “Inferno” de Dante, “Abandonem a esperança, todos os que entram aqui”. Na trama, assassinato, prostituição, fome e infortúnio econômico. Fez sucesso, embora os censores tenham cortado cenas.
 
“Rua das Lágrimas” inaugurou o seu período áureo, marcado por filmes arrojados estética e tematicamente, e pelo frequente retrato de figuras femininas que se tornaram memoráveis. Durante esse período, em que rodou produções ambiciosas comercialmente e artisticamente, admirador de Sigmund Freud, voltou-se para o psicológico e o surreal em “Segredos de uma Alma / Geheimnisse einer Seele” (1926), um drama sobre ansiedade e impotência sexual, intercalado com hipnose e sequências de sonhos. Seu próximo filme, “O Amor de Jeanne Ney”, de 1927, teve origem no romance do autor russo Ilya Ehrenburg. A seguir, fez a fita que mais gosto, “Crise” (1928). A frustração sexual de uma mulher casada que procura a companhia de outros homens, na Berlim dos anos loucos que antecederam o nazismo. Marcada pela expressiva presença de Brigitte Helm no papel principal, serve de pretexto a uma realização rigorosa, que explica as relações humanas pelo comportamento, as ações, o ambiente e os rostos. Cada elemento participa de uma narração visual, cujo ritmo é flexível.
 
brigitte helm e pabst
Ao fundir duas peças de Frank Wedekind, resultou em “A Caixa de Pandora”, geralmente considerada a sua obra-prima (eu prefiro outros). A escolha da norte-americana Louise Brooks para o papel de Lulu fez da atriz um ícone. Sua Lulu é ao mesmo tempo uma predadora sexual e uma inocente. Seduz e abandona homens e mulheres e até comete assassinato, mas permanece leal ao amor, quase é vítima de um traficante de escravos, se prostitui e termina nas mãos de Jack, o Estripador. G.W. PABST pensou em Marlene Dietrich para o papel, mas a diva não tinha a inocência necessária. O resultado é um dos maiores filmes da era muda.
 
Louise Brooks aceitou o convite europeu apenas porque seu amante, George Preston Marshall, precisava de “uma viagem relaxante à Europa”. No set, seu colega de elenco, Fritz Kortner, não falava com ela, acreditando que ela simplesmente não sabia atuar. Além do diretor, a única pessoa que simpatizava com a atriz de 22 anos era seu figurinista, que a considerava perdida e “a pior atriz do mundo”. Brooks não levava seu trabalho a sério. Na maior parte do tempo, entregava-se a vida noturna de Weimar e a martinis matinais. Mesmo assim, rodou outro filme com G.W. PABST, “Diário de uma Garota Perdida / Tagebuch einer Verlorenen”, em 1929.
 
Também em 1929, o diretor co-dirigiu “O Inferno Branco de Pitz Palü”, em torno de uma tragédia no alpinismo, protagonizado por Leni Riefenstahl, que ganharia fama eterna como diretora de talentosos documentários nazistas. Os primeiros filmes falados de G.W. PABST são conhecidos como “trilogia social”. Incluem “Guerra, Flagelo de Deus” (1930), “A Ópera dos Três Vinténs” (1931) e “A Tragédia da Mina / Kameradschaft” (1932). O primeiro é a história de quatro soldados alemães nas trincheiras durante os meses finais da Primeira Guerra Mundial. Aclamado na época como o filme anti-guerra mais eficaz já feito e pouco depois proibido pelos nazistas. Baseado na opereta de Bertolt Brecht e Kurt Weill, “A Ópera dos Três Vinténs” é um dos filmes mais vistos do diretor. Já o último da trilogia retrata a amizade entre franceses e alemães partindo de um desastre em uma mina de carvão na fronteira França-Alemanha. Utilizou atores de ambos os países, cada um falando a sua própria língua, aumentando a tensão e o realismo. No mesmo ano, o governo francês concedeu o diretor com a Ordem da Legião de Honra.
 
Segunda adaptação ao cinema do romance de Pierre Benoît, depois da bela versão de Jacques Feyder, em 1921, “Atlântida” (1932) é uma extravagante narrativa que põe dois oficiais europeus, que foram à África em busca do mítico reino da Atlântida, diante de Antineia, a trágica rainha deste reino. Longe dos cenários naturais utilizados por Feyder, a versão dá à história da civilização perdida nas areias do Saara, uma atmosfera expressionista, explorando os cenários oníricos de Erno Mutzer com fotografia de Eugen Schuftan.
 
Quando Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha, o diretor partiu para França, junto com muitos outros da indústria cinematográfica alemã. Permaneceu por oito anos, realizando seis filmes. Com um interlúdio nos Estados Unidos, numa experiência infeliz em Hollywood, fez “Herói Moderno / A Modern Hero”, estrelado por Richard Barthelmess e Jean Muir. A Warner Brothers reclamou que ele dava “muita liberdade” à sua atriz principal. A experiência foi desastrosa, e G.W. PABST partiu para Nova York em 1935, planejando a versão cinematográfica de “Fausto”, que seria estrelada por Greta Garbo e Louise Brooks, mas não se materializou e ele voltou para a França.
 
Em 1939, cinco meses antes do início da II Guerra Mundial, regressou à Áustria, agora sob controle nazista. Durante a guerra, Joseph Goebbels o encarregou de rodar três filmes. Isso causou danos irreversíveis à sua reputação. Depois do conflito, o diretor não ajudou sua causa ao não fazer qualquer declaração de arrependimento. O fato é que nunca mais recuperou o antigo prestígio. Décadas depois, sua viúva veio com uma história sobre como ficaram presos por uma série de circunstâncias na Áustria quando a guerra estourou. Poucos acreditaram, e a verdade sobre os motivos dele permanecer na Áustria nazista permanece um mistério. O primeiro dos filmes que dirigiu para Goebbels foi “Comediantes / Komodianten” (1941), pelo qual ganhou a medalha de ouro de Melhor Direção no Festival de Cinema de Veneza. Em 1943 foi a vez de “Paracelsus / Idem”, um drama histórico sobre o metafísico do século XVI, e em 1944 “O Caso de Molander / Der Fall Molander”, filmado em Praga controlada pelos alemães, mas deixado inacabado quando o exército soviético libertou a cidade. Em 1947, com “O Julgamento / Der Prozess” ganhou novamente o prêmio de direção no Festival de Veneza. 
 
pabst e louise brooks
Antes da aposentadoria, fez mais sete filmes, dois deles antinazistas: “O Último Ato” (1955) e “Aconteceu em 20 de julho” (1955). Sua última obra-prima, “O Último Ato” retrata a queda do nazismo. Já “Aconteceu em 20 de Julho”, narra oficiais alemães tentando assassinar Hitler. Em 1956, realizou os seus dois últimos filmes: “Rosas para Bettina ou Ballerina / Rosen Fur Bettina” e “Através dos Bosques / Durch Die Walder, Durch Die Auen”.
 
Os críticos de cinema da sua época não encontraram uma terminologia que o classificasse dentro dos padrões vigentes, achando que ele oscilava entre o caligarismo e o naturalismo. Henri Agel, em “Les Grands Cinéastes” (1959), reconheceu se tratar de o mais indefinível entre os realizadores alemães. Por seu turno, Sifgried Kracauer, teórico e especialista do cinema alemão - autor de “De Caligari a Hitler – Uma História Psicológica do Cinema Alemão” (1947) - compara-o com Pudovkin, no tocante de contextos sociais definidos. “É um realista - a vida real é a sua verdadeira vocação no cinema”, disse. O próprio G.W. PABST, numa entrevista, revelou que o problema era ultrapassar o real – “o realismo é um meio, e não um fim; é uma passagem”. E mais: “desde os primeiros filmes, escolhi temas realistas a fim de me manifestar decididamente como um estilista - o tema não importa”. Parte de sua filmografia implica em adaptações de romances e peças de teatro. Abordou vários temas, passando pelo intimismo, pelo espetacular, pela morbidez, pela euforia, pelo drama histórico, pela comédia e ainda a guerra, o meretrício, o crime, a luxúria. Notável diretor de atores, procurava imprimi-los na tela com uma adequação física e psicológica aos personagens e situações.
 
Ele elogiava René Clair. Numa entrevista feita em 1933, disse: “Sou admirador de Clair. Este artista de grande talento compreendeu a missão do cinema. Em cada uma de suas películas, sempre conferindo cuidados às formas estéticas, exprime uma ideia social”. A respeito de G.W. PABST, assim se manifestou, em 1963, outro magistral diretor, Jean Renoir: “É, entre os mestres, aquele sobre o qual todo mundo está de acordo. Sabe fazer brotar um universo estranho, com elementos captados da vida cotidiana. Sabe melhor do que ninguém como dirigir os atores”. Durante as últimas décadas de vida, G.W. PABST sofreu de diabetes, e isso se complicou quando, em 1957, foi diagnosticado com Parkinson. Morreu em Viena em 29 de maio de 1967. Nos últimos anos, seus filmes voltaram a ser recuperados e reavaliados. Eu o considero um mestre.
 
FONTES
“O Cinema Alemão” (1971)
de Roger Manvell e Heinrich Fraenkel
 
“De Caligari a Hitler – Uma História Psicológica 
do Cinema Alemão” (1947)
de Sifgried Kracauer
 
“Os Filmes de G.W. Pabst: Um Cinema Extraterritorial”
(1990)
de Eric Rentschler
 
“G.W. Pabst”
(1977)
de Lee Atwell
 
“Les Grands Cinéastes”
(1959)
de Henri Agel
 
DEZ FILMES de PABST
(por ordem de preferência)
 
01
CRISE
(Abwege, 1928)
 
elenco: Gustav Diessl, Brigitte Helm e Hertha von Walther
 
02
ATLÂNTIDA
(Die Herrin von Atlantis, 1932) 
 
elenco: Brigitte Helm, Heinz Klingenberg, Gustav Diessl, Vladimir Sokoloff e Florelle
 
03
RUA das LÁGRIMAS
(Die Freudlose Gasse, 1925) 

elenco: Asta Nielsen, Greta Garbo, Ágnes Eszterházy e Werner Krauss
 
04
A CAIXA de PANDORA
(Die Büchse der Pandora, 1929) 
 
elenco: Louise Brooks, Fritz Kortner, Francis Lederer, Alice Roberts e Gustav Diessl
 
05
GUERRA, FLAGELO de DEUS
(Westfront 1918: Vier von der Infanterie, 1930) 
 
elenco: Fritz Kampers, Gustav Diessl e Hans-Joachim Möbis
 
06
A ÓPERA dos TRÊS VINTÉNS
(Die 3 Groschen-Oper, 1931) 
 
elenco: Rudolf Forster, Albert Préjean, Florelle, Margo Lion, Fritz Rasp, Valeska Gert, Vladimir Sokoloff, Lotte Lenya e Antonin Artaud
 
07
O INFERNO BRANCO do PIZ PALÜ
(Die weiße Hölle vom Piz Palü, 1929) 
 
elenco: Gustav Diessl, Leni Riefenstahl, Ernst Petersen e Kurt Gerron
 
08
O AMOR de JEANNE NEY
 (Die Liebe der Jeanne Ney, 1927) 
 
elenco: Édith Jéhanne, Uno Henning, Brigitte Helm, Sig Arno e Vladimir Sokoloff
 
09
O ÚLTIMO ATO 
(Der Letzte Akt, 1955)
 
elenco: Albin Skoda, Oskar Werner, Lotte Tobisch e Willy Krause
 
10
ACONTECEU em 20 de JUNHO
(Es Geschah am 20. Juli, 1955) 
 
elenco: Bernhard Wicki, Karl Ludwig Diehl, Carl Wery e Erik Frey
 

outubro 28, 2023

******* LUZ e SOMBRA: CINEMA MUDO ALEMÃO

 

 
Os filmes do futuro usarão 
cada vez mais esses 
‘ângulos de câmera’ ou, 
como prefiro chamá-los, 
esses ‘ângulos dramáticos’. 
Eles auxiliam o pensamento 
cinematográfico.
F.W. MURNAU
(1888 - 1931. Bielefeld / Alemanha)
 
 
Em agosto de 1919, finalmente entrou em vigor uma nova Constituição na Alemanha. Pela primeira vez na história do país foi instituída uma forma de Estado democrático. Terminaria em 1933 com o fim da República de Weimar e a ascensão de Adolf Hitler. O período teve lados positivos e obscuros que foram retratados em inúmeros filmes, alguns conhecidos como expressionistas e influenciando diversos cineastas. Nessa época, o cinema germânico foi extraordinariamente criativo. Transportou para as telas as visões, os desejos e os perigos iminentes da vida real. A programação dos cinemas era variada, e o preço dos bilhetes valia a pena. As invenções e inovações técnicas – como aparelhos de rádio ou discos de vinil – apareciam nas produções cinematográficas.
 
Em muitos longas, mulheres emancipadas entram no mercado de trabalho e escrevem com toques rápidos em máquinas de escrever. O documentário da produtora UFA (Universum Film Aktiengesellschaft), “Wege zu Kraft und Schönheit” (1925), idealiza o culto ao corpo. “Berlim - Sinfonia de uma Metrópole” (1927), de Walter Ruttmann, se concentra na vida de uma grande cidade. O expressionismo alemão é um dos estilos do cinema mais celebrados. Busca uma representação subjetiva do mundo, capaz de revelar as angústias da existência humana através de imagens distorcidas, remetendo a pesadelos. Com seu uso de sombras e contrastes, histórias abordando temas inquietantes, estabeleceu as bases para dois grandes gêneros do cinema: o terror e o noir.
 
Para compensar a falta de orçamentos orbustos, os filmes expressionistas usam cenários pouco realistas, com desenhos pintados nas paredes e nos pisos para representar luzes, sombras e objetos. As histórias e narrativas geralmente tratam de loucura, insanidade, traição e outros temas existenciais trazidos à tona pelas experiências traumáticas da Primeira Guerra Mundial. A situação econômica da Alemanha era tensa, o abismo entre pobres e ricos crescia rapidamente. “A Última Gargalhada”, de Friedrich W. Murnau, mostra a vida de um porteiro de hotel, enquanto em “Metrópolis”, o mestre Fritz Lang desenvolve a sombria visão de uma cidade do futuro, onde os ricos se divertem na parte superior e os pobres trabalham e moram no subsolo. Nos estúdios, surgiram cenários monumentais de produções históricas, exóticas ou sombriamente futuristas. A interação entre arquitetura, luz e câmera garantiam intensidade e efeitos surpreendentes, nos mais diferentes estilos. Filmes com imagens poderosas como “O Gabinete do Doutor Caligari” estabeleceram padrões internacionais de expressão cinematográfica. 
 
“o gabinete do dr. caligari
A capacidade técnica do cinema alemão se sobrepunha a qualquer outro país do mundo, sendo aclamado universalmente. Os estudos da vida da classe popular se caracterizavam pela sua dignidade, além de serem acompanhados de avanços nos efeitos visuais e fotográficos. Os diretores liberaram as câmeras dos tripés e as colocaram sobre rodas, alcançando uma mobilidade então inédita. O cinema germânico da década de 1920 é inovador. Até 1932, o último da República de Weimar. A seguir, o cinema ofereceu uma programação fantasiosa. E a estrela Lilian Harvey cantava “Irgendwo auf der Welt gibt's ein kleines bisschen Glück” (em algum lugar do mundo há um pouco de felicidade). Este capítulo notável na história do cinema da Alemanha terminou com a subida de Adolf Hitler ao poder. Muitos diretores, roteiristas, fotógrafos e intérpretes de origem judaica foram obrigados a emigrar – e levaram junto seu talento para Hollywood.
 
 “a caixa de pandora”
 
DEZ FILMES ALEMÃES MUDOS
(por ordem de preferência)
 
01
direção de F.W. Murnau
elenco: Gösta Ekman, Emil Jannings, Camilla Horn, Frida Richard e William Dieterle
 
02
A ÚLTIMA GARGALHADA
(Der Letzte Mann, 1924)

direção de F.W. Murnau 
elenco: Emil Jannings, Maly Delschaft, Max Hiller e Emilie Kurz
 
03
METROPÓLIS
(Metropolis, 1927)
 
direção de Fritz Lang 
elenco: Gustav Fröhlich, Brigitte Helm, Alfred Abel, Theodor Loos e Heinrich George  
 
04
NOSFERATU
(Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922)
direção de F.W. Murnau 
elenco: Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schröder e Georg H. Schnell
 
05
O GABINETE do DR. CALIGARI
(Das Cabinet des Dr. Caligari, 1920)
 
direção de Robert Wiene 
elenco: Werner Krauss, Conrad Veidt, Lil Dagover e Rudolf Klein-Rogge
 
06
A CAIXA de PANDORA
(Die Büchse der Pandora, 1929)
 
direção de Georg Wilhelm Pabst 
elenco: Louise Brooks, Fritz Kortner, Francis Lederer, Alice Roberts e Gustav Diessl
 
07
Os NIBELUNGOS – 1 e 2
(Die Nibelungen, 1924)
 
direção de Fritz Lang 
elenco: Gertrud Arnold, Margarete Schön, Hanna Ralph, Paul Richter e Theodor Loos
 
08

RUA das LÁGRIMAS
(Die Freudlose Gasse, 1925)
 
direção de Georg Wilhelm Pabst 
elenco: Asta Nielsen, Greta Garbo, Ágnes Eszterházy e Werner Krauss
 
09
As MÃOS de ORLAC
(Orlacs Hände, 1924)
 
direção de Robert Wiene 
elenco: Conrad Veidt, Alexandra Sorina e Fritz Strassny
 
10
A MULHER do FARAÓ
(Das Weib des Pharao, 1922)
 
direção de Ernest Lubitsch 
elenco: Emil Jannings, Harry Liedtke, Paul Wegener e Lyda Salmonova
 
“o gabinete do dr. caligari”
 CINCO DIRETORES do CINE MUDO ALEMÃO
(por ordem de preferência)
 
01
F.W. MURNAU
(1888 – 1931. Bielefeld / Alemanha)

02
FRITZ LANG
(1890 – 1976. Viena / Áustria)

03
ERNST LUBITSCH
(1892 – 1947. Berlim / Alemanha)

04
GEORG WILHELM PABST
(1885 – 1967. Roudnice nad Labem / Tchéquia)

05
ROBERT WIENE
(1873 – 1938. Breslávia / Polônia)
 
“metrópolis”

CINCO ATRIZES do CINE MUDO ALEMÃO
(por ordem de preferência)
 
01
LIL DAGOVER
(1887 – 1980. Madiun, East Java / Indonésia)

02
BRIGITTE HELM
(1906 – 1996. Berlim / Alemanha)

03

POLA NEGRI
(1897 – 1987. Lipno / Polônia)

O4
LYA de PUTTI
(1897 – 1931. Vojcice / Slovakia)

05
HENNY PORTEN
(1890 – 1960. Magdeburg / Alemanha)

“nosferatu”

CINCO ATORES do CINE MUDO ALEMÃO
(por ordem de preferência)
 
01
EMIL JANNINGS
(1984 – 1950. Rorschach / Suíça)

02
CONRAD VEIDT
(1893 – 1943. Berlim / Alemanha)

03
WERNER KRAUSS
(1884 – 1954. Baviera / Alemanha)

04
GUSTAV FRÖHLICH
(1902 – 1987. Hanôver / Alemanha)

05
MAX SCHRECK
(1879 – 1936. Berlim / Alemanha)