junho 04, 2015

****** NORMA BENGELL: o OCASO de uma MUSA




Eu sou uma mulher que nunca fica fora de moda, 
porque eu não sou estrela, eu sou atriz.
NORMA BENGELL
 
 
O cinema francês não se esquece de suas estrelas. Geralmente elas trabalham até idade avançada, envelhecendo nas telas. O mesmo não acontece nos Estados Unidos da América, mas os filhos de Tio Sam reverenciam suas antigas glórias através de publicações, documentários, vídeos, retrospectivas, tributos. O Brasil, um país sem memória, literalmente apaga o passado. Os novos cineastas raramente convidam para os seus filmes intérpretes que brilharam noutros tempos. Hoje, poucos brasileiros sabem da importância de atrizes/atores como Eliane Lage, Odete Lara, Joffre Soares, Adriana Prieto, Isabel Ribeiro, Lillian Lemmertz, Paulo José, Tereza Raquel, Glauce Rocha, Jardel Filho, Anecy Rocha, Ítala Nandi, Darlene Glória, Othon Bastos etc.
 
norma (primeira à direita), odete lara, 
leila diniz e outras atrizes na passeata 
dos cem mil contra a censura, 1968
Uma das nossas maravilhas, NORMA BENGELL (1935 – 2013. Rio de Janeiro, RJ / Brasil) conseguiu a proeza de em um país televisivo ser uma das poucas atrizes que se dedicou principalmente ao cinema e teve sucesso e popularidade. Temperamental, de difícil trato, feminista, transgressora, mulher à frente do seu tempo, cantora e diretora, de dinâmica carreira, rodou mais de cinquenta filmes. Na longa trajetória, abortos, estupros, paixões, brigas, separações, uma mulher com quem viveu durante anos, o tumultuado relacionamento com Alain Delon, na época considerado o homem mais bonito do mundo. Inquieta, despachada, libertária, fez telenovelas e filmou com Glauber Rocha “A Idade da Terra” (1980). Casos de amor e brigas se alternam na vida da sedutora que se engajou na luta pelos direitos dos atores.
 
Fascinava por sua sensualidade e personalidade forte. Galãs como Alain Delon, Anselmo Duarte, Renato Salvatori e Gabriele Tinti se renderam ao charme da sex symbol. Premiada muitas vezes, capa de revistas, polêmica, musa do Cinema Novo, comparada à francesa Jeanne Moreau, NORMA BENGELL nos orgulha. Nos seus últimos anos de vida, paralítica e sem dinheiro, devendo uma fortuna ao leão, possuía apenas uma casa, a cada dia mais vazia, porque vendia os móveis e o acervo particular para sobreviver. Doente e endividada, a atriz que viveu a glória do cinema nacional, recorreu à ajuda de amigos. Ao escorregar num tapete, sofreu um tombo e precisou operar a coluna e o cotovelo. Daí em diante, só saia para ir ao hospital. Numa cadeira de rodas, doente e falida, não era nem sombra da atriz cortejada dos anos 1960 e 1970.

norma vedete
O pai era um belga que trabalhava como afinador de piano. A mãe, de família rica, deserdada após casar com um imigrante. A infância difícil, em Copacabana. NORMA BENGELL nasceu predestinada a se tornar estrela de cinema. Por volta de 1936, o ator e diretor Raul Roulien, de passagem pelo Rio, ao vê-la passeando no carrinho de bebê, pediu permissão à mãe para filmá-la. Em 1945, seus pais se separaram e ela foi morar com os avós paternos. Levada a um internato de freiras alemãs, não permaneceu por muito tempo, sendo expulsa por indisciplina. No começo dos anos 1950, manequim da Casa Canadá, seu corpo escultural chamou a atenção, passando a atuar no teatro de revista em 1954, como vedete em “Fantasia e Fantasias”, no Copacabana Palace. Trabalhou muitos anos com Carlos Machado nas boates “Casablanca” e “Night and Day”, com temporadas em Montevidéu e Buenos Aires. 

Estreou no cinema em 1959, na chanchada “O Homem de Sputnik”, produção da Atlântica estrelada por Oscarito e Jô Soares. Um mega sucesso, com público estimado em 8 milhões e meio de pagantes. Ela fazia uma sátira à francesa Brigitte Bardot - seu personagem chamava-se justamente B.B. A carreira de NORMA BENGELL no cinema se intensificou, rodando muitos outros filmes, além de se destacar no teatro na peça “Procura-se uma Rosa”, de Pedro Bloch. Ao atuar no drama urbano “Os Cafajestes”, se consagrou definitivamente, recebendo o prêmio Saci de Melhor Atriz. Nessa fita, protagonizou a primeira cena de nu frontal da história do cinema brasileiro, que a tornou alvo da Igreja Católica e da organização “Família, Tradição e Propriedade” (TFP). Em 1962, chamada por Anselmo Duarte para “O Pagador de Promessas”, brilhou no papel da prostituta Marli. O longa ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, dando a NORMA BENGELL o estrelato internacional.
 
alberto sordi e norma em o mafioso
Em Cannes, conheceu o produtor Dino De Laurentiis, que a contratou, seguindo para a Itália, onde trabalhou com bons diretores e ficou amiga de Federico Fellini e Luchino Visconti. Ela contracenou com Alberto Sordi, Jean-Louis Trintignant, Renato Salvatori, Catherine Deneuve, Jean Sorel e outros. “Quando o meu marido, o Gabrielle Tinti, viajava, eu saía muito com o Pasolini. Ia dançar com ele naqueles botecos de Roma. O prédio em que eu morava era uma loucura. A gente não podia abrir as janelas porque sempre tinha paparazzi nos telhados. Lá moravam a Brigitte Bardot, o Rod Steiger. Era na Via Vecchiarelli 38, um prédio dos anos 600 que a princesa alugava”, recordou a atriz. 

Em 1964, aos 30 anos de idade e no auge da beleza, voltou ao Brasil para filmar a obra-prima de Walter Hugo Khouri, “Noite Vazia”, um dos melhores filmes da sua carreira. Nos estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz ela se casou com o italiano Gabriele Tinti (belo e de carreira medíocre, morreu em 1991, aos 59 anos), seu parceiro no filme, e a união durou até 1969. “Trabalhei em lugares fantásticos e conheci pessoas fantásticas, mas minha vida privada era confusa. Passei por muitos amores e decepções”, confessou numa entrevista. Teve uma experiência em Hollywood, estrelando o episódio “To Kill a Priest” (1966), com direção de Boris Sagal, da primeira temporada da famosa série “T.H.E. Cats” (Paramount / NBC), gravando para a trilha as canções de bossa-nova “Água de Beber
e Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

gabrielle tinti, o marido, 
e norma
Ao longo da carreira atuou pouco no teatro, brilhando em 1968 com a peça “Cordélia Brasil”, de Antônio Bivar, dirigida por Emilio di Biasi, um dos seus maiores sucessos. Com o passar dos anos, optou por personagens dramáticos, como se vê no seu trabalho desenvolvido nos anos 1970. Em 1971, ela fez uma de suas melhores participações no cinema, no premiado “A Casa Assassinada”, de Paulo Cesar Saraceni. Por sua interpretação recebeu o Troféu de Melhor Atriz da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), prêmio que ainda receberia outras duas vezes por “Mar de Rosas” (1978) e “Eros, o Deus do Amor” (1981). Vivendo em Paris, continuou atuando no cinema, na televisão e no teatro, trabalhando com o diretor Patrice Chéreau - um dos grandes do teatro na França - nas peças “La Dispute”, de Pierre de Marivaux, em 1973, e “Les Paraventes”, de Jean Genet, em 1983, que marcou sua despedida dos palcos franceses.
 
Ganhou o prêmio especial do júri do Festival de Veneza por sua atuação em “A Idade da Terra” (1980). De volta, mais uma vez no terreno do escândalo, em 1984, NORMA BENGELL afirmou ter feito 16 abortos. No mesmo ano, rodou com Mick Jagger o videoclipe da música “She's the Boss”. No início dos anos 1990, o cinema brasileiro ficou quase paralisado com a extinção da Embrafilme, e durante essa época ela se engajou na luta pela retomada do cinema nacional, fazendo viagens à Brasília, onde aconteceu o famoso beijo no então presidente Itamar Franco. Findada a mocidade, dirigiu e assinou o roteiro de “Eternamente Pagu” (1988), protagonizado por Carla Camuratti, e “O Guarani” (1996), da obra de José de Alencar, entre outros. “O Guarani” foi um fracasso de público e massacrado na imprensa, resultando em brigas com críticos.
 
gloria menezes, norma e leonardo vilar
Seu primeiro LP, o bossa-novista “Ooooooh! Norma”, lançado em 1959, tem canções de Tom Jobim e João Gilberto. Em 1960, gravou “Tristeza”, incluída na trilha sonora da comédia Copacabana Palace, uma co-produção ítalo-franco-brasileira. Fez sucesso com “A Lua de Mel na Lua e “E se tens Coração”, da trilha de “Mulheres e Milhões”. Realizou shows no Club 36 e no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, ao lado de Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes e Baden Powell, entre outros. Foi uma das primeiras cantoras a gravar inéditas de Jobim. 

Após anos gravando em trilhas sonoras e discos de outros artistas, lançou seu segundo LP em 1977, “Norma Canta Mulheres”. Apresentou um programa semanal de música popular brasileira na Tupi, no qual recebia convidados com os quais cantava em dueto. Participou, também, dos programas “Carrossel” (TV Rio) e “Noite de Gala” (TV Rio). Contratada pela Globo, comandou o “Shell em Show Maior”, ao lado de Chico Buarque. Fez parte do elenco das telenovelas 
Os Adolescentes” e “Os Imigrantes”, na Rede Bandeirantes; da minissérie “Parabéns pra Você”, de Bráulio Pedroso; das telenovelas “Partido Alto”, de Aguinaldo Silva e Glória Perez, e “O Sexo dos Anjos”, de Ivani Ribeiro.
 
 
Poucos meses antes de morrer, a atriz que foi uma das deusas do Brasil, passava semanas sem sair de casa, sem uma fonte de renda regular e sem poder saldar as dívidas acumuladas. Segundo ela, teria sido enganada por seu advogado e, por conta disso, estaria devendo cerca de R$ 4 milhões à Receita Federal em imposto de renda. Às voltas com essas contas e mais as despesas médicas, não sabia o que fazer. As pernas inchadas e o tempo agindo sobre seu corpo, somente nos raros sorrisos e no olhar se notavam vestígios da NORMA BENGELL de décadas atrás. Por causa das pendências judiciais geradas com “O Guarani” seus bens e contas bancárias ficaram indisponíveis. Havia usado leis de renúncia fiscal para levantar R$ 2,99 milhões. O Ministério da Cultura identificou irregularidades na prestação de contas e o caso parou na Justiça. “Chegaram a me acusar de não ter terminado o trabalho. Como podem dizer isso se o filme foi apresentado na Rede Globo para milhões de pessoas?”. Para piorar a situação, sua companheira de 25 anos, Sonia Nercessian, fotógrafa, morreu em 2007 de câncer.
 
norma em vestido de noiva,
de nelson rodrigues, 1976
Instalada numa enorme casa de quatro quartos, duas salas e uma bela piscina, em um dos bairros mais nobres do Rio, ela nem pensava em vender o imóvel, onde vivia há dez anos. “Nem pensar. Minhas lembranças estão todas aqui”, rechaçava. Além de passar um bom tempo à frente da telinha, NORMA BENGELL preenchia seu dia fazendo sessões de fisioterapia, ouvindo música clássica, vendo filmes em DVD e fumando um maço de cigarros. Gastava horas ao celular com amigos como Ney Latorraca e Miguel Falabella. Otimista, três anos antes de morrer voltou aos palcos com a peça “Dias Felizes”, de Samuel Beckett, direção de Emílo di Biasi, na história de Winnie, uma mulher oprimida pelo mundo e pelo marido que tenta sobreviver em meio às suas lembranças e sonhos. Seu último trabalho na televisão foi como Deise Coturno na série humorística da Globo “Toma Lá, Dá Cá” (2008 / 2009).

Depois de gravar depoimento no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, dando testemunho sobre o que viveu, organizou seu acervo pessoal (filmes, fotos, revistas, cartas etc.), que foi doado para a Cinemateca Brasileira, e finalizou um livro de memórias que preparava há décadas, “Norma - Coisas Que Vivi”. Além disso, sonhava em dirigir “Tudo por Amor”, sobre sua trajetória, que tinha roteiro pronto. Seus últimos filmes como atriz foram o longa “Vagas para Moças de Fino Trato” (1992), de Paulo Thiago, e o curta “Banquete” (2002), de Marcelo Lafitte. Recebeu homenagem na 10ª edição do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro. “Minha vida foi muito bonita, e ainda é”, disse, sem disfarçar o tom melancólico e os olhos cheios d’água. A atriz se queixava da solidão e do abandono, e estava bastante doente. Faleceu em 2013, aos 78 de idade. De sex-symbol à atriz dramática, NORMA BENGELL construiu uma carreira invejável. Considerava-se “uma operária, uma trabalhadora do cinema”. Seu nome está unido aos acontecimentos da cultura brasileira na segunda metade do último século. Foi o cinema que me fez conhecer o mundo inteiro, foi o cinema que me deu de comer, que me fez ser amada e odiada. Então, esse cinema é a minha vida”.

Fontes
“Enciclopédia do Cinema Brasileiro”
de Fernão Ramos e Luiz Felipe Miranda
 
 “História Ilustrada dos Filmes Brasileiros – 1929/1988”
de Salvyano Cavalcanti de Paiva
 
oscarito e norma em “o homem de sputnik” 
NORMA BENGELL em DOZE FILMES

1961
MULHERES e MILHÕES
direção de Jorge Ileli
  elenco: Jece Valadão, Odete Lara, Glauce Rocha
Mário Benvenutti e Daniel Filho

1962
O PAGADOR de PROMESSAS
direção de Anselmo Duarte
  elenco: Leonardo Villar, Glória Menezes, Geraldo d’el Rey
e Othon Bastos

1962
Os CAFAJESTES
direção de Ruy Guerra
  elenco: Jece Valadão, Daniel Filho, Glauce Rocha
e Hugo Carvana
 
1962
O MAFIOSO
direção de Alberto Lattuada
  elenco: Alberto Sordi

1964
NOITE VAZIA
direção de Walter Hugo Khouri
  elenco: Odete Lara, Mário Benvenutti e Gabriele Tinti
 

1968
EDU, CORAÇÃO de OURO
direção de Domingos de Oliveira
  elenco: Paulo José, Leila Diniz, Joana Fomm
e Ziembinski

1968
ANTES, o VERÃO
direção de Gerson Tavares
elenco: Jardel Filho, Paulo Gracindo e Hugo Carvana
 
1970
Os DEUSES e os MORTOS
direção de Ruy Guerra
elenco: Othon Bastos, Ítala Nandi e Nelson Xavier

1971
A CASA ASSASSINADA
direção de Paulo César Saraceni
com Carlos Kroeber e Tetê Medina

1977
MAR de ROSAS
direção de Ana Carolina
  elenco: Otávio Augusto, Myrian Muniz e Hugo Carvana

1980
A IDADE da TERRA
direção de Glauber Rocha
elenco: Tarcísio Meira, Jece Valadão, Maurício do Valle,
Geraldo Del Rey, Ana Maria Magalhães e Danuza Leão
 
1981
EROS, o DEUS do AMOR
direção de Walter Hugo Khouri
  elenco: Dina Sfat, Renée de Vielmond, Lillian Lemmertz
Christiane Torloni e Selma Egrei

GALERIA de FOTOS

 
 


maio 28, 2015

******************************* BEBENDO até CAIR

lee remick e jack lemmon em "vício maldito"

 
Do ponto de vista médico, o alcoolismo é uma doença crônica, com aspectos comportamentais vexatórios, caracterizada pelo consumo compulsivo de álcool. No Brasil, dez por cento da população sofre com o alcoolismo. Apesar dos altos índices de dependentes, ainda existe muita dúvida e preconceito em torno da questão, o que dificulta o tratamento. Muita gente enxerga o alcoolismo como fraqueza, e não como uma doença. Hollywood sempre teve uma queda por personagens alcoólatras, premiando-os muitas vezes com o Oscar. Talvez porque na vida real muitos dos seus astros enveredaram pela bebedeira, inclusive arruinando carreiras. Entre eles, John Gilbert, John Barrymore, W. C. Fields, Frances Farmer, Joan Crawford, Errol Flynn, Dana Andrews, Linda Darnell, Robert Taylor, Ava Gardner, Judy Garland, Humphrey Bogart, Lana Turner, John Huston, Rita Hayworth, William Holden, Elizabeth Taylor, Dean Martin, Frank Sinatra, Richard Burton, Spencer Tracy, Vivien Leigh, Marlon Brando e Al Pacino. Selecionei os melhores bêbados que o cinema já nos apresentou. Como sempre aviso, a lista é pessoal. Portanto, devido ao grande número de amantes cinematográficos do álcool, não há como listá-los todos. Espero que aprecie, sem qualquer moderação.

ALBERT FINNEY
Geoffrey Firmin em
À SOMBRA do VULCÃO
(Under the Volcano, 1984)
direção de John Huston

No México, um ex-cônsul britânico torna-se alcoólatra após separar-se da mulher e resolve permanecer morando no país com seu meio-irmão, o pivô da separação. Ele sempre aguarda a volta dela e, no Dia de Finados, ela retorna repentinamente, com a finalidade de reatar seu casamento. Entretanto, as marcas da separação eram maiores do que ela imaginava. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

ANN BLYTH
Helen Morgan em
COM LÁGRIMAS na VOZ
(The Helen Morgan Story, 1957)
direção de Michael Curtiz

Uma cantora parte de um sórdido começo até chegar à fama e à fortuna. Entretanto, perde tudo isso ao se entregar ao álcool e ao fazer escolhas pessoais ruins.

ANNE BAXTER
Sophie MacDonald em
O FIO da NAVALHA
(The Razor's Edge, 1946)
direção de Edmund Goulding

Um próspero morador de Chicago rompe seu noivado com uma socialite e viaja pelo mundo, procurando sua verdade espiritual. Durante uma passagem por Paris, reencontra-se com a ex-noiva, agora casada, e descobre que uma amiga de ambos tinha perdido o marido e sua criança em um trágico acidente e, por causa disso, vive com a ajuda de álcool e drogas. Ele tenta reabilitá-la, mas seus esforços são sabotados pela ex, enciumada. Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

BURT LANCASTER
Doc Delaney em
A CRUZ da MINHA VIDA
(Come Back, Little Sheba, 1952)
direção de Daniel Mann

Um conturbado casal, cujo marido é alcoólatra, sofre uma crise em seu casamento quando alugam um quarto para uma inquilina atraente e ele se apaixona por ela.

CLAIRE BLOOM
Naomi Shields em
A VIDA ÍNTIMAde QUATRO MULHERES
(The Chapman Report, 1962)
direção de George Cukor

Pesquisa de comportamento sexual, em uma comunidade suburbana, afeta a vida de quatro mulheres. Entre elas, uma ninfomaníaca alcoólatra.

ELIZABETH TAYLOR
Martha em
QUEM TEM MEDO de VIRGINIA WOOLF?
(Who's Afraid of Virginia Woolf?, 1966)
direção de Mike Nichols

Um professor universitário e sua esposa, ambos alcoólatras, recebem em casa um jovem professor e sua mulher. À medida que a noite avança, as confissões entre os quatro se tornam mais ácidas e a verdade se torna algo deprimente. Oscar de Melhor Atriz.

FRANK SINATRA
Dave Hirsh em
DEUS SABE QUANTO AMEI
(Some Came Running, 1958)
direção de Vincente Minneli

Escritor alcoólatra retorna para sua cidade natal com prostituta apaixonada por ele.

FREDRIC MARCH
Norman Maine em
NASCE uma ESTRELA
(A Star is Born, 1937)
direção de William A. Wellman

Uma artista deseja se tornar estrela do cinema. Seu sonho se torna realidade quando ela conhece um astro de Hollywood e os dois se apaixonam. Eles se casam, e a carreira dela começa a decolar. Só que enquanto sua fama aumenta, seu marido decai afundado no álcool. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

GERALDINE PAGE
Alexandra Del Lago em
DOCE PÁSSARO da JUVENTUDE
(Sweet Bird of Youth, 1962)
direção de Richard Brooks

Rapaz volta à sua cidade natal após muitos anos. Com ele, uma decadente e bêbada estrela de cinema. Enquanto tenta um teste de cinema, ele procura sua ex-namorada, a filha de um político conservador. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

GREGORY PECK
F. Scott Fitzgerald em
O ÍDOLO de CRISTAL
(Beloved Infidel, 1959)
direção de Henry King

Famoso escritor, já no fim de sua vida e lutando contra o alcoolismo, escreve roteiros para os estúdios de Hollywood como forma de obter dinheiro para pagar a clínica para doentes mentais onde está internada sua esposa. Neste momento, entra em sua vida uma famosa colunista social que vem a ser apoio e inspiração do trágico autor em sua luta para terminar aquela que seria sua última obra.

JACK LEMMON
Joe Clay em
VÍCIO MALDITO
(Days of Wine and Roses, 1962) 
direção de Blake Edwards

Um publicitário, por causa da pressão profissional, exagera nas doses e, de quebra, ainda leva a esposa ao vício. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

JAMES CAGNEY
Lew Marsh em
DEGRADAÇÃO HUMANA
(Come Fill the Cup, 1951)
direção de Gordon Douglas

Jornalista se cura do alcoolismo e procura libertar do mesmo vício o sobrinho do dono do jornal em que trabalha, um playboy envolvido com gângsteres.

JAMES DUNN
Johnny Nolan em
LAÇOS HUMANOS
(A Tree Grows in Brooklyn, 1945)
direção de Elia Kazan

Uma família vive na pobreza em uma pequena casa do Brooklyn. O pai, um bêbado simpático, constrói castelos de areia que vão de encontro à determinação da esposa forte, prática e realista. Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

JAMES MASON
Norman Maine em
NASCE uma ESTRELA
(A Star is Born, 1954)
direção de George Cukor

Remake da versão de 1937. Uma jovem deseja se tornar famosa no cinema. Ao se casar com um astro, seu desejo se realiza. No entanto ele é um bêbado, complicando a carreira de ambos. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

JANE FONDA
Alex Sternbergen em
A MANHÃ SEGUINTE
(The Morning After, 1986)
direção de Sidney Lumet

Uma atriz esquecida pelo público, que tem problemas com alcoolismo, envolve-se num crime após ter dormido com um fotógrafo. Em meio à confusão, ela conhece um ex-policial que está disposto a ajudá-la. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

JOAN FONTAINE
Jenny Carey em
NA VORAGEM do VÍCIO
(Something to Live For, 1952)
direção de George Stevens

Uma atriz lutadora, cuja insegurança e pavor do palco a levam à bebida, apaixona-se por um publicitário casado que se recupera do vício e é membro dos alcoólicos anônimos.

JOHN WAYNE
Rooster Cogburn em
BRAVURA INDÔMITA
(True Grit, 1969)
direção de Henry Hathaway

Garota contrata um xerife caolho e beberrão para que capture o assassino de seu pai. Ela exige ir junto à jornada, para ter certeza que a meta foi cumprida. Na perseguição, invadem território índio, tentando alcançar o criminoso. Oscar de Melhor Ator.

LANA TURNER
Georgia Lorrison em
ASSIM ESTAVA ESCRITO
(The Bad and the Beautiful, 1952)
direção de Vincente Minnelli

A ascensão e queda de um poderoso, ambicioso, manipulador e tirânico produtor de cinema a partir do que contam aqueles que conviveram com ele em Hollywood. Entre eles, uma estrela que superou o alcoolismo (excelente atuação de Lana).

LEE MARVIN
Shelleen-Strawn em
DÍVIDA de SANGUE
(Cat Ballou, 1965)
direção de Elliot Silverstein

Uma garota resolve lutar contra injustiças cometidas contra o pai, contando com a ajuda de um pistoleiro bêbado. Oscar de Melhor Ator.

LEE REMICK
Kirsten Arnesen Clay em
VÍCIO MALDITO
(Days of Wine and Roses, 1962)
direção de Blake Edwards

Um relações públicas de São Francisco é um bebedor social. Com o passar do tempo, ele leva sua esposa também para o alcoolismo, o que faz com que passem maus momentos. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

MERYL STREEP
Helen Archer em
IRONWEED
(Idem, 1987)
direção de Hector Babenco

Esquizofrênico e ex-cantora desenvolvem uma relação. Alcoólatras, tentam se ajudar mutuamente e encarar os fantasmas do passado. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

NICOLAS CAGE
Ben Sanderson em
DESPEDIDA em LAS VEGAS
(Leaving Las Vegas, 1995)
direção de Mike Figgis

Roteirista tem como objetivo na cabeça beber até morrer. Oscar de Melhor Ator.

PAUL NEWMAN
Frank Galvin em
O VEREDITO
(The Verdict, 1982)
direção de Sidney Lumet

Um advogado decadente e alcoólatra ganha a chance de redimir os seus erros ao defender o caso de uma mulher desamparada. Indicado ao Oscar de Melhor Ator.

RAY MILLAND
Don Birman em
FARRAPO HUMANO
(The Lost Weekend, 1945)
direção de Billy Wilder

Em Nova York, escritor não consegue seu objetivo profissional por estar sofrendo de um bloqueio. Assim, completamente dominado pelo álcool, passa a ter como única meta obter dinheiro para continuar se embriagando. Enquanto a namorada, editora de uma revista, tenta ajudá-lo, ele bebe cada vez mais. Oscar de Melhor Ator.

RICHARD BURTON
Rev. Dr. T. Lawrence em
A NOITE do IGUANA
(The Night of the Iguana, 1964)
direção de John Huston

Ex-pastor protestante, alcoólatra, com a fé abalada, ganha a vida conduzindo excursões pelo México. Numa delas, se envolve com uma das turistas numa pousada onde, junto com a dona do lugar, passa por situações que vão testar o seu limite.

ROBERT STACK
Kyle Hadley em
PALAVRAS ao VENTO
(Written on the Wind, 1956)
direção de Douglas Sirk

Playboy alcoólatra, herdeiro de uma grande companhia petrolífera, tem uma difícil relação com o pai. Indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

SHELLEY WINTERS
Rose-Ann D'Arcey em
QUANDO SÓ o CORAÇÃO 
(A Patch of Blue, 1965)
direção de Guy Green

Uma menina cega e branca, pouca escolarizada, faz amizade com um negro, que está determinado a ajudá-la a escapar de sua vida miserável, mas a mãe da garota, uma cruel e alcoólatra prostituta, faz de tudo para afastá-lo. Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

SUSAN HAYWARD
Lillian Roth em
EU CHORAREI AMANHÃ
(I'll Cry Tomorrow, 1955)
direção de Daniel Mann

Privada de uma infância normal por causa da ambição da mãe, garota segue seu próprio rumo e se torna estrela da Broadway. Pouco depois de seu casamento com uma antiga paixão, fica viúva e alcoólatra. Indicada ao Oscar de Melhor Atriz.

THOMAS MITCHELL
Doc Josiah Boone em
No TEMPO das DILIGENCIAS
(Stagecoach, 1939)
direção de John Ford

Nove pessoas em uma perigosa jornada numa carruagem através do Arizona, em território indígena. Entre eles, um médico bêbado. Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.