fevereiro 21, 2011

****** RUMO À VITÓRIA: OS MAIS PREMIADOS



JOHN FORD 
(1894-1973)

Recordista do OSCAR na categoria Melhor Diretor, com quatro estatuetas, ganhou por “O Delator/The Informer” (1935), “Vinhas da Ira/Grapes of Wrath” (1940), “Como Era Verde meu Vale/How Green Was My Valley” (1941) e “Depois do Vendaval/The Quiet Man” (1952). Em 1939, concorreu com “No Tempo das Diligências/Stagecoach”, perdendo para o Victor Fleming de “... E o Vento Levou/Gone with the Wind”. Famoso por dar status ao faroeste, dirigiu mais de 140 filmes, entre curtas, longas e documentários, numa carreira de mais de 50 anos. Filmava com simplicidade, mas era conhecido pela tirania e mau humor no set. Para muitos é o maior cineasta de seu país. Orson Welles confessou ter assistido mais de 40 vezes ao mitológico “No Tempo das Diligências” antes de filmar a sua obra-prima “Cidadão Kane/Citizen Kane”. Quando um repórter lhe perguntou quem seriam os três maiores diretores do cinema, Welles respondeu: “John Ford, John Ford e... John Ford”.

O DELATOR (1935) - Drama
Com: Victor McLaglen, Heather Angel, Preston Foster,
Margot Grahame e Una O’Connor
P & B – Legendado – 91 mins.

VINHAS DA IRA (1940) – Drama
Com: Henry fonda, Jane Darwell, John Carradine
e Dorris Bowdon
P & B – Legendado – 128 mins.

COMO ERA VERDE O MEU VALE (1941) – Drama
Com: Walter Pidgeon, Maureen O’Hara, Anna Lee, Donald Crisp, 
Roddy McDowall e Barry Fitzgerald
P & B – Legendado – 118 mins.

DEPOIS DO VENDAVAL (1952) - Drama
Com: John Wayne, Maureen O’Hara, Barry Fitzgerald,
Ward Bond, Victor McLaglen e Mildred Natwick
P & B – Legendado – 129 mins.


KATHARINE
 HEPBURN
(1907-2003)
Atriz que ganhou o OSCAR mais vezes, sendo que em uma delas, em 1968, protagonizou o único empate da história da categoria, com a Barbra Streisand de “Funny girl – A Garota Genial”. Ela foi a Melhor Atriz por “Manhã de Glória/Morning Glory” (1933), “Adivinhe Quem Vem para Jantar/Guess Who’s Coming to Dinner” (1967), “O Leão no Inverno/The Lion in Winter” (1968) e “Num Lago Dourado/On Golden Pond” (1981). Durante muito tempo manteve também o recorde em número de indicações (12 ao total), mas foi desbancada recentemente por Meryl Streep. Concorreu, e perdeu, com os seguintes filmes: “A Mulher Que Soube Amar/Alice Adams” (1935), “Núpcias de Escândalo/The Philadelphia Story” (1940), “A Mulher do Dia/Woman of the Year” (1942), “Uma Aventura na África/The African Queen” (1951), “Quando o Coração Floresce/Summertime” (1955), “Lágrimas do Céu/The Rainmaker” (1956), “De Repente, no Último Verão/Suddenly, Last Summer” (1959) e “Longa Jornada Noite Adentro/Long Day’s Journey Into Night” (1962). Uma lenda das telas, em 1999 o American Film Institute (AFI) a escolheu como a maior atriz de todos os tempos, numa lista de 25, que incluía Bette Davis, Ingrid Bergman, entre outras. Descoberta por Hollywood, estreou no cinema em 1932 com o filme "Vítimas do Divórcio/A Bill of Divorcement", de George Cukor, numa extraordinária carreira que durou mais de 60 anos. 

Eva Lovelace em
MANHÃ DE GLÓRIA (1933), de  Lowell Sherman - Drama
Com: Douglas Fairbanks Jr. e Adolphe Menjou
P & B – Legendado – 74 mins.

Christina Drayton em
ADIVINHE QUEM VEM PARA JANTAR (1967),
de Stanley Kramer - Drama
Com: Spencer Tracy, Sidney Poitier e Cecil Kellaway
Cor – Legendado – 108 mins.

Eleanor da Aquitânia em
O LEÃO NO INVERNO (1968), de Anthony Harvey - Drama
Com: Peter O’Toole, Anthony Hopkins e Timothy Dalton
Cor – Legendado – 134 mins.

Ethel Thayer em
NUM LAGO DOURADO (1981) - Drama
Com: Henry Fonda e Jane Fonda
Cor – Legendado – 109 mins.


JACK NICHOLSON 
(n. em 1937)

Ator que mais ganhou prêmios de atuação da Academia, com três OSCARS, dois deles por Melhor Ator com “Um Estranho no Ninho/One Flew Over the Cuckoo’s Nest” (1975) e “Melhor é Impossível/As Good as It Gets” (1997), e um como Melhor Ator Coadjuvante por “Laços de Ternura/Terms of Endearment” (1983). Foi indicado, mas não ganhou, por “Sem Destino/Easy Rider” (1969), “Cada um Vive Como Quer/Five Easy Pieces” (1970), “A Última Missão/The Last Detail” (1973), “Chinatown/idem” (1974), “Reds/idem” (1981), “A Honra do Poderoso Prizzi” (1985), “Ironweed” (1987), “Questão de Honra” (1992) e “As Confissões de Schmidt” (2002). Senhor de um sorriso diabólico, é uma das maiores estrelas vivas da história do cinema. Irreverente e com muito carisma, esbanja talento nos mais diversos tipos de papéis. Começou na TV até estrear no cinema com o personagem principal de “The Cry Baby Killer” (1958), fazendo um delinqüente.

R. P. McMurphy em
UM ESTRANHO NO NINHO (1975), de Milos Forman - Drama
Com: Louise Fletcher e Brad Dourif 
Cor – Legendado – 133 mins.

Garrett Breedlove em
LAÇOS DE TERNURA (1983), de James L. Brooks - Drama
Com: Shirley McLaine, Debra Winger e Danny DeVito
Cor – Legendado – 132 mins.

Melvin Udall em
MELHOR É IMPOSSÍVEL (1997),
de James L. Brooks - Comédia
Com: Helen Hunt, Greg Kinnear e Shirley knight
Cor – Legendado – 139 mins.

FILMES RECORDISTAS DO OSCAR
(11 estatuetas cada)


charlton heston
BEN-HUR
(1959)

Melhor Filme (Sam Zimbalist/Metro-Goldwyn-Mayer)
Melhor Diretor (William Wyler)
Melhor Ator (Charlton Heston)
Melhor Ator Coadjuvante (Hugh Griffith)
Melhor Fotografia a Cores (Robert L. Surtees)
Melhor Edição (Ralph E. Winters e John D. Dunning)
Melhor Trilha Sonora (Mikos Rozsa)
Melhor Direção de Arte (William A. Horning e equipe)
Melhor Figurino (Elizabeth Haffenden)
Melhores Efeitos Especiais (Arnold Gillespie)
e Melhor Som (Franklin E. Milton). 

kate winslet e leonardo decaprio
TITANIC
(1996)

Melhor Filme (James Cameron e Jon Landau/20th Century-Fox, 
Paramount Pictures e Lightstorm Entertainment)
Melhor Diretor (James Cameron)
Melhor Fotografia (Russel Carpenter)
Melhor Edição (Conrad Buff e James Cameron)
Melhor Trilha Sonora (James Horner)
Melhor Direção de Arte (Peter Lamont)
Melhor Figurino (Deborah L. Scott)
Melhores Efeitos Sonoros (Tom Belfort)
Melhor Som (Gary Ryndstorm)
Melhores Efeitos Especiais (Robert Legato, Mark Lasoff, 
Thomas L. Fischer)
e Melhor Canção (“My Heart Will Go On”, de Will Jennings). 

ian mcKellen
O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI
 (2003)

Melhor Filme (Peter Jackson, Barrie M. Osborne e Fran Walsh/
New Line Cinema, WingNut Films e The Saul Zaentz Company)
Melhor Diretor (Peter Jackson)
Melhor Fotografia (Fran Walsh)
Melhor Edição (Jamie Selkirk)
Melhor Trilha Sonora (Howard Shore)
Melhor Direção de Arte (Grant Major)
Melhor Figurino (Ngila Dickson e Richard Taylor)
Melhor Maquiagem (Richard Taylor e Peter King)
Melhor Efeitos Visuais (Jim Rygiel, Joe Letteri, 
Randall William Cook e Alex Funke)
Melhor Som (Christopher Boyes, Michael Semanick, 
Michael Hedges e Hammond Peek)
e Melhor Canção Original (“Into the West”, de Fran Walsh, 
Howard Shore e Annie Lenox).
Parte superior do formulário

16 comentários:

Kley disse...

Vale lembrar também que Walter Brennan ganhou três Oscars de ator coadjuvante, e em pouco espaço de tempo.

Toninho Luz disse...

Parabéns pelo feedback ! O mundo merece ver este trampo pertinente, interessante & inteligente sobre a 7a arte!
Vc merece este reconhecimento, meu grande!
Grande semana, com mais noticias boas!!!

Hannah disse...

Parabéns ! Excelente projeto !
Rever “BEN-HUR” (1959) é tudo de bom.
Um abraço...obrigada.

Marcelo C,M disse...

Da pra ver que a academia não gostava de prêmiar faroeste, pois Jhon Ford amava esse genero e jamais ganhou o prêmio de melhor diretor por esse tipo de filme e sim ganhou guatro vezes em outros generos.
Se tem uma vez que ele não mereceu ganhar foi por Como Era Verde Meu Vale, aquele ano o Oscar de melhor diretor e melhor filme era para ser para o Cidadão Kane.

Coisas da academia que somente o tempo é que mostra que como eles erram, não importa qual a geração de membros.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Rapaz, esqueci do Walter Brennan! E gosto tanto dele. Só lembrava de dois prêmios dele, o primeiro (MEU FILHO É MEU RIVAL) e o último ( O GALANTE AVENTUREIRO). Obrigado, Kley. Prometo que em breve teremos um post sobre o divertido e hiper talentoso Brennan, de tantos filmes inesquecíveis.
A Ingrid Bergman também levou três prêmios da Academia, mas como a Kate levou quatro...
Valeu, amigo!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Marcelo, nunca o Ford foi premiado por um faroeste. Nem o Hawks, nem o Wellman, nem o Vidor... Só o Eastwood... Considero CIDADÃO KANE uma obra extraordinária e Welles um gênio, mas gosto taaaaaaaaaanto de COMO ERA VERDE O MEU VALE que nem faço comentários à respeito... rs...
Abração

Jamil disse...

Assisti recentemente “Mary Stuart”. Pertence à fase do Ford dos anos 1930, quando adaptava os clássicos, quase sempre com roteiro de Dudley Nichols. É baseado na peça de Schiller e a Katharine Hepburn faz o papel-título. O filme é centrado no julgamento da personagem, que será condenada ao cadafalso, num jogo de cartas marcadas. Não é dos melhores filmes de Ford, mas me fascinou. E Hepburn é sempre gloriosa. Conta a lenda que Ford e ela tiveram um tórrido affair e o grande diretor quase largou da mulher para ficar com a estrela.

Dilberto L. Rosa disse...

Tirante Titanic, que só merecia os prêmios técnicos, todos recordistas merecidos! Abração!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Mary Stuart é lindo! Tem uma fotografia fantástica de Joseph H. August e o Fredric March, um ator que me deixa de queixo caído. Como o cara é talentoso!
Pois é, no documentário do Peter Bogdanovich sobre Ford ele fala do romance do diretor com Kate.
Que doideira, né? O que será ela viu nele?
Mas foi uma pena que nunca mais voltaram a trabalhar juntos. A Kate se encaixa certinho na típica heroína fordiana ilustrada por Maureen O'Hara.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dilberto, confesso - e sem vergonha - que acho Titanic gloriosa. Vi várias vezes, fico super emocionado, foi a partir dele que passei a admirar Winslet e DeCaprio.
Eu sempre tive uma "queda" por filmes-catástrofes de naufrágios. O Naufrágos do Titanic, do Jean Negulesco, com a Barbara Stanwyck, é também muito bom.
Gosto até do primeiro e razoável O Destino de Poseidon.
Verdade.

GIANCARLO TOZZI disse...

O grande ator Jack Nicholson é também o careteiro-mor do cinema. Em O Iluminado, que assisti pela terceira ou quarta vez na semana passada, ele prova isso, fazendo todas as caretas e exageros típicos dele.
Só que o cara é um ícone. A sua imagem de óculos escuros nas cerimônias do Oscar é inesquecível, clássica. E as gargalhadas?
O cara é doido varrido e genial, um alucinado tomado pelos espíritos do mal, correndo atrás dos fãs com um machado assassino... hehe...

Felipe Pucinelli disse...

Olá parceiro de Júri! Aceita parceria de blogs? Se aceitar me avise lá no meu blog por favor, ficarei no aguardo, e ótimo trabalho, ótimo MESMO. Abraço!

Felipe Pucinelli, Autor do A Terça Parte do Cinema.

http://atercapartedocinema.blogspot.com/

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Parceria fechada, Felipe. Acabo de linká-lo.
Abraços e parabéns pelo blog.

disse...

Olá, Antonio! Olha só que sintonia: os dois postando sobe os maiores vencedores do cinema quase ao mesmo tempo! O meu tem mais nomes, mas menos detalhes! Aguardo sua visita,

annastesia disse...

John Ford, o diretor mais premiado? Também não é pra menos. Ford nos humilha com seu talento e versatilidade. Se bem que a vitória de Como era verde o meu vale, hein? Questionável!
Hepburn realmente é um ícone (adoro sua interpretação em Núpcias de escândalo), mas a mais premiada deveria ser Bette Davis. Quem mandou ser irrascivel e temperamental (não estariamos falando de Miss Davis se não fosse)?
Nicholson é uma figura! Acho interessante ver que alguém tão fora dos padrões moralistas americanos seja o recordista. Drogas, bebida, sexo, rock´n´roll (rsrs), (muitas) mulheres, colecionador de arte contemporânea, etc, etc, etc. É um granfe ator e merece. Está espetacular em Cada um vive... e excelente em Ironweed.
Ben-Hur é um dos maiores clássicos do cinema e é um fime imperdível. E as estatuetas que ganhou são totalmente justas. Se bem que ficaria muito feliz se o maravilhoso Billy Wilder tivesse levado a estatueta de melhor diretor.

Faroeste disse...

John Ford, com toda sua tirania e xiliques, jamais, na minha qualificação, foi nem o melhor nem um dos melhores diretores de Hollywood. Detesto tiranos, onde somente impera sua palavra e vontade. Fez alguns bons faroestes? Fez sim. Mas, se eram tão bons e se era classificado o rei dos faroestes, dito até por ele mesmo, porque jamais ergueu uma Estatueta neste gênero?
No meu ver Howard Hawk's o superava e muito de longe.Isto sem falar em muitos outros à sua frente. E sem TIRANIA, ETERNO MAU HUMOR OU IMPERIALISMO.
Levantar um Oscar com Como Era Verde Meu Vale é dose para jegue! Ford superar Hawks, Welles e Wyler? Alguma coisa havia ali! jurandir_lima@bol.com.br