agosto 19, 2017

************ SUSAN HAYWARD, uma RUIVA TEIMOSA


A primeira vez que vi SUSAN HAYWARD (1917 - 1975), à beira da TV, ela era Messalina no pomposo “Demetrius e o Gladiador / Demetrius and the Gladiators” (1954). Fiquei seduzido. Temperamental, impondo sua presença na tela com um especial talento para representar mulheres de caráter forte, sofridas e corajosas, nada glamorosas, a atriz evidencia o carisma das suas heroínas através de uma figura extremamente fotogênica e de interpretações emocionadas. Apelidada de “A Beldade do Brooklyn”, trabalhou em mais de 50 películas.

Ela travou muitas batalhas na vida privada, assim como na profissional, onde o seu clímax foi sem dúvida o Oscar de Melhor Atriz que afinal recebeu, em 1958, por “Quero Viver / I Want to Live!”. Obstinada, resistente, disposta a se tornar uma estrela de primeira grandeza, finalmente conheceu o sabor da consagração a partir do finalzinho dos anos 1940, depois de uma década de batalha sem tréguas e uma intimidade marcada por escândalos, tentativas de suicídio e adultério. Nascida numa família modesta, descendente de irlandeses e suecos, antes dos 20 anos já se virava como modelo publicitário. Uma fotografia sua numa revista despertou a atenção do diretor George Cukor, empenhado na escolha da intérprete de Scarlett O’Hara no lendário “...E o Vento Levou / Gone with the Wind”, sendo submetida a um teste. Fracassou devido ao forte sotaque nova-iorquino e à inexperiência.

Permaneceu em Hollywood, aceitando pequenos papéis em produções esquecíveis. Depois de estudar dicção, passou a ter um tom vocal melodioso. Contratada pela Paramount Pictures, atuou em filmes de sucesso dirigida por William A. Wellman, Cecil B. DeMille e René Clair. Em plena Segunda Guerra Mundial, tornou-se uma das musas dos soldados, aparecendo em fotos com trajes curtos e participando de eventos militares. Da Paramount passou para as mãos do produtor independente de prestígio Walter Wanger e no seu segundo trabalho com ele recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, num excelente perfil de uma esposa alcoólatra em “Desespero / Smah-Up – The Story of a Woman”.

Dois anos depois assinou contrato com a 20th Century-Fox, tornando-se um poderoso nome nas bilheterias num estúdio cujas estrelas estavam em declínio (Betty Grable, Linda Darnell, Gene Tierney, Anne Baxter e Jeanne Crain). Iniciou-se assim um leque de filmes comerciais, tendo como ponto alto “David e Betsabá / David and Bathsheba” (1951), ao lado de Gregory Peck, um ensaio bíblico de Henry King de grande popularidade. Em 1952, eleita - ao lado de John Wayne - como a estrela mais famosa do mundo, fez a cinebiografia da cantora Jane Forman, cuja carreira é interrompida após um acidente aéreo, ficando paralítica e retornando à atividade depois de algumas cirurgias. Ambicionando o papel que daria nova vida à sua trajetória, Jeanne Crain se decepcionou ao saber que a própria Miss Forman torcia pela escolha de SUSAN HAYWARD. “Meu Coração Canta / With a Song my Heart” estourou nas bilheterias, ela concorreu de novo ao Oscar e levou o Globo de Ouro de Melhor Atriz-Drama.

Seguiram-se fitas medíocres, embora divida letreiros com astros de primeira grandeza. “Paixão de Bravo / The Lusty Men” (1952), de Nicholas Ray, se constitui a exceção mais honrosa. Neste western diferente sobre rodeios, ela vive um triângulo amoroso, entre o marido (Arthur Kennedy) e seu amigo cowboy (Robert Mitchum), em ricas tonalidades psicológicas. Ao contrário de sua projeção sólida no estúdio, na intimidade SUSAN HAYWARD não estava bem. As desavenças com o marido, ator que nunca deu certo, Jess Barker, pai de seus dois filhos gêmeos, culminaram com uma contundente agressão física, chegando o caso aos tribunais, quando já se falava de romances da atriz com o multimilionário Howard Hughes e também com os atores Jeff Chandler e Richard Egan. Em 1954, eles se divorciaram.

Abalada com o inesperado casamento de Hughes com a atriz Jean Peters, também estrela da Fox, mergulhou na depressão e tentou suicídio, ingerindo barbitúricos em excesso, no ano de 1955. Neste mesmo ano, emprestada à Metro para outra cinebiografia, desta vez da cantora alcoólatra Lillian Roth, resultou em composição admirável, concorrendo ao Oscar pela quarta vez por “Eu Chorarei Amanhã / I’ll Cry Tomorrow”. E perdeu a estatueta mais uma vez. Na ocasião, um outro escândalo. Envolvida com o coadjuvante Don Barry, notório gigolô, foi acusada de agredir a starlet Jil Jarmyn, ao pegá-la em flagrante com o amante, dando início a uma briga. Barry, eximindo-se de qualquer culpa, declarou no tribunal que “no momento estava na cozinha, preparando um café”. O triângulo ganhou jocosamente as manchetes, entrando para o anedotário por uma observação maliciosa de Marlene Dietrich: “Hum, esse Barry deve fazer um café e tanto!”.

Compensando a baixaria, ela levou pelo papel de Lillian Roth o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Em 1956 atuou no lamentável épico sobre Genghis Khan “Sangue de Bárbaros / The Conqueror”, dirigido pelo ex-ator Dick Powell no deserto de Utah, contaminado radiotivamente por experiências nucleares e marcando tragicamente o destino da equipe. Vítimas de câncer, morreriam 46 pessoas desse filme de aventura, entre eles SUSAN HAYWARD, John Wayne, Agnes Moorehead, Dick Powell, Pedro Armendáriz (suicidou-se, mas estava doente), Ted De Corsia, John Hoyt, o cenógrafo Carroll Clark e o maquilador Webb Overlander. Outros 91 membros das filmagens ficaram doentes. Tal hipótese tornou-se um escândalo, mas nunca realmente foi provada.

Em 1956, namorando o playboy carioca Jorginho Guinle, a atriz visitou o Brasil. No ano seguinte, casou-se com o maduro e próspero fazendeiro Floyd Eaton Chalkley, mudando-se para um rancho. Ventos de sorte sopraram no seu caminho e ela finalmente foi convidada para um extraordinário papel no que viria a ser um excelente filme, “Quero Viver”, de Robert Wise. O personagem real, uma mulher vigarista e vulgar, Barbara Graham, executada na câmara de gás, sem que houvesse provas suficientes para a condenação como homicida. O drama em questão é um libelo contra a pena de morte e por sua primorosa performance ela levou o prêmio de Melhor Atriz dos Críticos de Cinema de Nova Iorque, Globo de Ouro e, enfim, o Oscar.

Feliz no matrimônio e realizada com o reconhecimento da Academia, a obstinada ruiva pouco a pouco se retirou do cenário artístico. Escolhendo mal seus últimos papéis, dividiu a cena em 1964 com Bette Davis em “Escândalo na Sociedade / Where Love has Gone”, dramalhão da safra sensacionalista de Harold Robbins. As relações entre as duas no estúdio foram tensas e Susan ameaçou processar o produtor Joseph E. Levine por quebra de contrato se o personagem de Bette se sobressaisse ao seu. Depois de recusar boas oportunidades como “As Três Máscaras de Eva / The Three Faces of Eve” – que proporcionou um Oscar à Joanne Woodward; “Doce Pássaro da Juventude / Sweet Bird of Youth”; “Cleópatra / idem” – ela própria sugeriu o nome de Elizabeth Taylor – e o super sucesso “A Primeira Noite de um Homem / The Graduate”, experimentou os palcos em 1968, estrelando o musical “Mame”, mas logo perdeu a voz no esforço diário e foi substituída por Celeste Holm.

Com a morte do marido, em 1966, refugiou-se no álcool. Em 1972, ao lado de William Holden, despediu-se do cinema, já doente, usando peruca. Morreu em 1975, aos 57 anos de idade, vítima de um tumor cancerígeno no cérebro. Sua última aparição aconteceu na cerimônia do Oscar 1974. Visivelmente debilitada, se deixou guiar por Charlton Heston. Notável estrela que infelizmente passou por muitos diretores ruins, imagino o quanto SUSAN HAYWARD renderia nas mãos de cineastas talentosos. Sua fascinante presença, beleza explosiva e temperamento dramático valorizam inúmeros longas sem importância. Vê-la atuar é muito satisfatório, principalmente na obra-prima “Quero Viver”.

FONTES
“Susan Hayward: Portrait of a Survivor”, de Beverly Linet, 
e “Cinemin”.


10 PARCEIROS ROMÂNTICOS (no cinema) de SUSAN

CHARLTON HESTON

O DESTINO ME PERSEGUE
(The President’s Lady, 1953)
de Henry Levin

CLARK GABLE

O AVENTUREIRO DE HONG KONG
(Soldier of Fortune, 1955)
de Edward Dmytryk

DANA ANDREWS

MEU MAIOR AMOR
(My Foolish Heart, 1949)
de Mark Robson

GARY COOPER

JARDIM DO PECADO
(Garden of Evil, 1954)
de Henry Hathaway

 GREGORY PECK

AS NEVES DE KILIMANJARO
(The Snows of Kilimanjaro, 1952)
de Henry King

JOHN GAVIN

A ESQUINA DO PECADO
(Back Street, 1961)
de David Miller

JOHN WAYNE

ROMANCE DOS SETE MARES
(The Fighting Seabees, 1944)
de Edward Ludwig

KIRK DOUGLAS

LÁBIOS SELADOS
(Top Secret Affair, 1957)
de H. C. Potter

ROBERT MITCHUM

PAIXÃO DE BRAVO
(The Lusty Men, 1952)
de Nicholas Ray

TYRONE POWER

Correio do Inferno
(Rawhide, 1951)
de Henry Hathaway

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agosto 06, 2017

********* O CORAÇÃO PARTIDO de ROMY SCHNEIDER



Apelido: Puppele
Altura: 1,61 m
Olhos: entre o verde e o azul


Eu acredito que ela é uma das mulheres mais bonitas do cinema. Uma atriz de classe e estilo. Nos anos 1950, ROMY SCHNEIDER (Viena, Áustria. 1938 - 1982) tornou-se a mais completa tradução da Cinderela, ao estrelar filmes de época românticos, na pele de mocinhas como a lendária imperatriz austríaca, Isabel de Áustria, mais conhecida por Sissi da Baviera (1837-1898). Ela foi uma maravilhosa Sissi em trilogia de enorme sucesso (1955 a 1957) e teve alguma dificuldade em se separar dessa imagem, mas como tinha talento acabou por conquistar o cinema universal. A fama nunca mais a abandonou. No entanto, por trás das câmeras, a atriz protagonizou uma dramática vida pessoal, marcada por tragédias amorosas e familiares.

Problemas profissionais ela nunca teve. Filha de um casal de atores (o austríaco Wolf Albach-Retty e a alemã Magda Schneider), estreou no cinema aos 15 anos e alcançou rápido sucesso. Abandonada pelo pai, foi criada por uma mãe ausente, estrela de cinema. Ainda bem jovem, apaixonou-se pelo alemão Horst Buchholz, seu parceiro em “A Lenda de Robinson Crusoé / Robinson soll Nicht Sterben” (1957). Desistiu do ator porque sua mãe proibiu o romance. Convidada, em 1958, para filmar “Christine / Idem” com Alain Delon, a mãe acompanhou-a a Paris, vigiando-a de perto. O amor entre ROMY SCHNEIDER e Delon surgiu já as filmagens iam adiantadas. Ela, num ato de independência, decidiu passar a viver na capital francesa, enquanto a mãe se viu forçada a regressar a Colônia, com o padrasto, percebendo que tinha “perdido” a filha.

Quando iniciaram o namoro, a atriz tinha 20 anos, Delon 23, e durante muito tempo os fotógrafos não os deixaram em paz. Nesse período de euforia amorosa, os “namorados eternos” chegaram, em março de 1959, a declarar oficialmente que estavam noivos. Mas jamais se casariam. Sob a direção de Luchino Visconti, eles trabalharam no teatro em uma comédia clássica, de John Ford, em Paris, 1961: “Pena Que Ela Seja Puta”. A peça foi sucesso, ficando oito meses em cartaz. A partir de então ROMY SCHNEIDER passou a ser encarada como uma verdadeira atriz e não faltaram convites para filmar. Em 1963, depois de anos de ciumeiras, vasos quebrados e discussões acirradíssimas, o tórrido relacionamento com o egocêntrico e narcisista Delon se desfez.

Eles fizeram três filmes juntos: “Christine”, de Pierre Gaspard-Huit; “A Piscina / La Piscine” (1969), de Jacques Deray; e “O Assassinato de Trotsky” (1972), de Joseph Losey. Ela sofreu muito ao ser trocada de forma deselegante. Filmava em Hollywood, e Delon em Madrid rodava “A Tulipa Negra / La Tulipe Noire” (1964) e deixava-se fotografar com Nathalie, com quem viria a casar. Ele acabou o relacionamento da forma mais covarde possível: apenas um bilhete colado a um buquê de rosas vermelhas. Ela voltava dos EUA e, ao entrar em seu apartamento, encontrou o ambiente vazio. Nas flores, a frase que a apunhalou: “Vou para o México com Nathalie.” Respondeu cortando os pulsos.

Um pouco por despeito, ROMY SCHNEIDER casou-se em 1966 com o diretor e cenógrafo alemão Harry Mayen. Do casamento nasceu David. Quando se divorciaram, em 1975, o marido exigiu-lhe metade da fortuna para que ela pudesse ficar com o filho e ela tudo deu pelo filho que era a sua razão de viver. Quatro anos mais tarde Mayen enforcou-se sem explicações. O filho do casal, aos 14 anos, em 1981, morreu de forma trágica, espetado nas lanças do gradeamento que protegia a casa dos pais do padastro. Compreensivelmente, ela nunca se recuperou dessa perda.

wolf albach-retty, pai de Romy
A ex-Sissi mostrou ao mundo que era muito mais que uma mulher deslumbrante, de uma beleza delicada, com uns olhos entre o verde e o azul num rosto perfeito, uma voz doce e um corpo de Afrodite. Elegantíssima, dentro e fora da tela. Ela recebia centenas de roteiros e filmava apenas os argumentos atraentes ou com bons realizadores. Em 1962 filmou “O Processo”, de Kafka, com direção de Orson Welles.  Em 1963 foi a vez de Otto Preminger que consolidou a sua carreira internacional no drama “O Cardeal / The Cardinal”. Foi dirigida por prestigiados cineastas, como Claude Sautet, Claude Chabrol, Joseph Losey, Costa-Gavras, Andrzej Zulawski e tantos outros.

De um segundo – e infeliz - casamento com o seu secretário, Daniel Biasini, que durou de 1975 a 1981, nasceu Sara, em 1977. Mas ele não foi o companheiro ideal para uma mulher bastante fragilizada no domínio dos amores. Ela se separou dele ao descobrir que a única coisa que o interessava era sua fortuna. Sofrendo depressões, refugiou-se no álcool e comprimidos. Parava para fazer curas de desintoxicação. Apenas o cinema e os filhos lhe davam sentido à vida. Na década de setenta, reinou como uma das maiores estrelas do cinema francês e uma ativista que usou a fama para falar em questões como os direitos das mulheres.

Desiludida com os revezes afetivos, a afogava as mágoas em vodca e champanhe, sucessivas tentativas de suicídio e agressões a porteiros de hotel. Ganhou dois César (o Oscar francês) em 1976 e 1979, como Melhor Atriz nos filmes “Uma História Simples” e “O Importante é Amar”. Seria nomeada mais três vezes, por “Uma Mulher na Janela / Une Femme à sa Fenêtre” (1976), “Um Homem, Uma Mulher, Uma Noite / Clair de Femme” (1979) e “La Passante du Sans-Souci” (1982), o seu derradeiro filme. Já separada de Biasini e com um novo companheiro, comprou uma propriedade no campo, passando a viver em Boissy-Sans-Avoir.

romy e a mãe, magda
Em uma manhã de maio de 1982, ROMY SCHNEIDER foi encontrada morta, fulminada por um ataque cardíaco. Correram rumores que tinha se suicidado, mas o óbito foi declarado oficialmente como devido a uma parada cardíaca. Tinha 43 anos. O mundo ficou consternado. Estava tratando-se de uma profunda depressão. Fala-se também de uma possível overdose, já que um traficante de drogas tinha deixado o local horas antes. Ao morrer vivia há pouco mais de um mês com o produtor francês Laurent Petain. Os jornais da época frisavam que ela morrera de “coração partido”.

Segundo o seu biógrafo Johannes Thiele, ela escondia sob a beleza uma profunda infelicidade. Esse é o tom da sua biografia “Romy Schneider: Seus Filmes, sua Vida, sua Alma” (2007). Em dezembro de 1999, a Fígaro Magazine fez um grande enquete sobre as dez mais belas mulheres do século XX e ROMY SCHNEIDER ficou em primeiro lugar, logo seguida de Ava Gardner. Nesse mesmo ano, Pedro Almodóvar dedica para ela o filme “Todo Sobre Minha Mãe / Todo Sobre mi Madre”. Em 2008 foi lembrada com um César Especial póstumo. O apresentador do prêmio foi Alain Delon, o seu único e insensato amor.


10 FILMES de ROMY
(por ordem de preferência)

01
AS COISAS DA VIDA
(Les Choses de la Vie, 1970)

de Claude Sautet
com: Michel Piccoli

02
CÉSAR E ROSALIE
(César et Rosalie, 1972)

de Claude Sautet
com: Yves Montand, Samy Frey e Isabelle Huppert

03
UMA HISTÓRIA SIMPLES
(Une Histoire Simple, 1978)

de Claude Sautet
com: Bruno Cremer e Claude Brasseur

04
LUDWIG: A PAIXÃO DE UM REI
(Ludwig, 1973)

de Luchino Visconti
com: Helmut Berger, Trevor Howard e Silvana Mangano

05
O PROCESSO
(Le Procès, 1962)

de Orson Welles
com: Anthony Perkins, Jeanne Moreau e Suzanne Flon

06
CORAÇÕES DESESPERADOS
(10:30 P.M. Summer, 1966)

de Jules Dassin
com: Melina Mercouri e Peter Finch

07
O IMPORTANTE É AMAR
(L'Important c'est d'Aimer, 1975)

de Andrzej Zulawski
com: Fabio Testi, Jacques Dutronc e Klaus Kinski

08
UM HOMEM, UMA MULHER, UMA NOITE
(Clair de Femme, 1979)

de Costa-Gavras
com: Yves Montand, Romolo Valli e Lila Kedrova

09
O ASSASSINATO DE TROTSKY
(The Assassination of Trotsky, 1972)

de Joseph Losey
com: Richard Burton, Alain Delon e Valentina Cortese

10
O ÚLTIMO TREM
(Le Train, 1973)

de Pierre Granier-Deferre
com: Jean-Louis Trintignant

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