março 22, 2017

***** LIV ULLMANN - MUSA de INGMAR BERGMAN


Figura fundamental na filmografia do diretor sueco Ingmar Bergman, LIV ULLMANN recebeu prêmio especial na mais recente edição do European Film Awards, em reconhecimento da carreira de mais de quatro décadas e cerca de 50 filmes. Nascida em Tóquio, Japão, 1938, ela brilhou na juventude no Teatro Nacional Norueguês, em Oslo, interpretando Ofélia e Julieta de William Shakespeare.

Após modestos papéis no cinema, “Persona” (1966) – intitulado ridiculamente no Brasil “Quando Duas Mulheres Pecam” – lhe deu prestígio no cenário internacional. Bergman utilizou a força dramática de LIV ULLMANN em dez filmes, culminando em 2003 com “Sarabanda”, continuação do premiado “Cenas de Um Casamento”, de 1973.

Em Barcelona, a simpática atriz falou da carreira vitoriosa, do ex-marido Bergman e do mais recente projeto, a adaptação cinematográfica de “Casa de Bonecas”, de Ibsen. Aos 67 anos, profundos olhos azuis, falando pausadamente, passa serenidade e vitalidade juvenil.

(Antonio Nahud, Barcelona, Espanha. Entrevista publicada no jornal baiano “A Tarde”, 21-fevereiro-2005)

Segundo consta, seu primeiro encontro com Ingmar Bergman, acompanhada por Bibi Andersson, deixou o diretor impressionado com a semelhança das duas, imaginando logo a seguir o enigmático “Persona”. É uma história real?

Foi assim que aconteceu. Em “Persona” sou uma atriz de teatro que repentinamente deixa de falar. Um papel quase sem diálogos. Aos 28 anos, eu não tinha a menor ideia do que o filme queria dizer. Olhava para Ingmar e sentia que a mulher que eu estava representando tinha muito a ver com ele. Alguém muito famoso que não queria falar nem explicar nada sobre sua vida ou criação, escondendo-se atrás de uma fachada. Resolvi copiar sua expressão facial angustiada. Deu certo e fizemos outros filmes. Creio que trabalhamos tanto tempo juntos porque eu não fazia perguntas, apenas seguia suas orientações.

Tem uma filha com Bergman, a escritora Linn Ullmann, e ele a transformou em um dos rostos mais famosos do cinema. Pode nos contar algo íntimo do relacionamento de vocês?

Disse a Ingmar que ele era “um gênio”, enquanto que eu era somente “um talento”. A reação dele foi uma metáfora que eu nunca me esqueci: “Você é meu Stradivarius”. Foi o elogio mais comovente que alguém me disse em toda a minha vida. Essa relação honesta entre o maestro e sua solista aprofundou a nossa arte. Com ele aprendi que o grande artista é alguém que puxa um pouquinho o limite da verdade. Como a bailarina que salta e consegue ficar dois segundos além do possível no ar.


O que diz do último filme que fizeram juntos, “Sarabanda”?

Abandonei o cinema como atriz em 1994, cansada de filmes medíocres, e tinha bem claro que só voltaria a atuar caso fosse convidada por Ingmar. O nosso reencontro foi natural, como regressar à terra natal. É um filme forte e autobiográfico, como todos os seus filmes, o que não quer dizer que sejam cópias de sua própria vida. Ele explora as horríveis relações entre pais e filhos, ainda mais dramático quando um deles não sabe pedir perdão. Ao filmar “Sarabanda” Ingmar estava longe dos sets há quinze anos. Novos métodos de filmagem, aos quais ele não estava acostumado nem se acostumaria, impediam que ficasse colado à câmera como sempre fez. Perdi aquele espectador privilegiado, fiquei perdida. Quando ele disse ação, felizmente foi tudo bem.

Ingmar Bergman é um extraordinário diretor de atrizes. Deu papéis excelentes para você, Harriet Andersson, Ingrid Thulin, Eva Dahlbeck e Bibi Andersson. Havia competitividade?

Nunca. Bibi Andersson poderia ter me odiado porque ela era a favorita de Ingmar até eu surgir. Continuou sendo a minha melhor amiga. A verdade é que as mulheres são capazes de um grau de intimidade, cumplicidade e aceitação que os homens desconhecem.

max von sydow e liv
Qual filme que sente mais orgulho?

Talvez “Os Imigrantes / Utvandrarna” (1971), de Jan Troell. Interpreto uma camponesa nórdica obrigada pela miséria a fugir da terra natal, partindo para a conquista de territórios ainda virgens no meio-oeste norte-americano. Em segundo lugar, “Face a Face”, de Ingmar.

Desde menina desejava ser atriz?

Atuar é uma extensão do que sou. Quando era muito jovem e vulnerável, não via a atuação como trabalho, via como paixão de adolescente que nunca foi a mais bela nem a mais popular da escola, divertindo-se ao fazer os melhores papéis em produções estudantis. Pouco a pouco percebi que deveria levar a sério aquele ofício. Ainda hoje fico um pouco assustada com uma profissão nascida no cotidiano escolar para me dar prazer. Não sei como consegui sobreviver e ter uma vida familiar maravilhosa fazendo o que gosto. Atuar é uma alegria. Um bom ator e um bom filme ajudam o espectador a ter consciência de si mesmo. Quando isso ocorre, as pessoas se sentem mais valorizadas e procuram fazer coisas importantes na vida.

Bergman odiava dar entrevistas ou revelar publicamente suas afeições, mas chegou a elogiá-la publicamente como grande atriz. Qual foi sua reação?

Sei que sou boa atriz, tenho talento. Sei que Ingmar me considera uma grande atriz e também sei que ele é um gênio. Essa confiança mútua foi muito importante para o nosso trabalho. No entanto, não creio que eu seja melhor atriz do que muitas outras. Não sei o motivo dele me escolher entre tantas outras mais talentosas, talvez porque eu seja uma pessoa de convívio fácil, tranquila, sem atritos.

ingmar e liv
Em 1992 estreou como diretora em “Sofie”. Foi uma reviravolta na sua carreira.

Quando as atrizes envelhecem recebem ofertas de papéis estúpidos, não transmitem nada, deixando de ser divertido atuar. Eu tive sorte, pude mudar de rumo e dirigir. Creio que algo diferente acontece comigo. Minha vida passa por uma renovação criativa. Quero dirigir muitos filmes, escrever muitos livros. Essa intensidade surgiu com o sentido de mortalidade, da vida se que vai. Sinto que tenho algo para transmitir. Antes não tinha essa consciência.

Existe continuidade temática em seus filmes como diretora?

Creio que estão diretamente relacionados a busca do amor. O amor desejado, o amor recebido e o amor que nos abandona.

Dois deles têm roteiro de Bergman: “Enskilda Samtal” e “Infidelidade”.

Foi ele que me pediu para dirigi-los. Eu fiquei comovida. Com eles provei que uma mulher pode narrar uma história de uma maneira distinta da versão masculina. Algumas ideias desses dois filmes são minhas, outras de Ingmar. Isso é o mais excitante no cinema, podem-se fazer diferentes interpretações de uma mesma história.

Qual seu próximo projeto cinematográfico?

Estou pronta para iniciar as filmagens de “Casa de Bonecas”, falta finalizar uma coisa ou outra. Serei fiel a Ibsen. O clássico narra a hipocrisia e convencionalismos da sociedade do final do século XIX. Nora salva a vida do marido doente graças a empréstimo conseguido falsificando a assinatura de seu pai. Como consequência, acaba abandonando o esposo e os filhos. Interpretei Nora na Broadway, em 1975. Ao subir no palco, na pré-estreia, as feministas vibraram. Quando o pobre coitado que fazia meu marido, Sam Waterston, abria a boca, choviam vaias. Fiquei impressionada. É um texto atual.

Quem fará Nora?

Kate Winslet. Pensei na atriz australiana Cate Blanchett, que não pôde aceitar por estar grávida. Admiro o trabalho de Kate. Temos conversado por telefone e ela disse estar impaciente para iniciar as filmagens. O marido, Torvald, será John Cusack. O Stellan Skarsgard também está no elenco, e possivelmente Tim Roth.

Nos anos setenta do século passado, você era um modelo a seguir: intelectualizada, independente e liberal. Por que sua carreira não deu certo em Hollywood?

Escolhi mal meus filmes. Mas não foi uma experiência decepcionante. Diverti-me muito e ganhei dinheiro. As portas da Broadway se abriram. Quando a aventura se acabou voltei à Europa e continuei trabalhando. Concorri duas vezes ao Oscar, e fiquei decepcionada com as derrotas. Era jovem, ingênua, ambiciosa. Tudo caminhou bem. Se tivesse ficado em Hollywood seria uma dessas estrelas esquecidas com o rosto esticado e inexpressivo para agradar aos produtores.

Atriz, escritora, roteirista e diretora. Qual desses ofícios é o mais complicado?

Dirigir. Principalmente porque sou mulher. No primeiro filme tinha mais de 50 anos, e tentei ser simpática, mas riam da ingenuidade. Depois de rodar cinco filmes, aprendi: não tenho que ser ingênua ou dura, devo crer em mim, e pronto. Evito assim o complexo mulher madura. Procuro orgulhar-me de ser esta mulher.

Nota: o filme “Casa de Bonecas” não se concretizou.
LIV e INGMAR JUNTOS no CINEMA

PERSONA – QUANDO DUAS MULHERES PECAM
(Persona, 1966)

elenco: Bibi Andersson e Gunnar Björnstrand

A HORA DO LOBO
(Vargtimmen, 1968)

elenco: Max von Sydow, Erland Josephson
e Ingrid Thulin

VERGONHA
(Skammen, 1968)

elenco: Max von Sydow e Gunnar Björnstrand

A PAIXÃO DE ANA
(Em Passion, 1969)

elenco: Bibi Andersson, Max von Sydow
e Erland Josephson

GRITOS E SUSSURROS
(Viskningar och Rop, 1972)

elenco: Harriet Andersson, Kari Sylwan,
Ingrid Thulin e Erland Josephson

CENAS DE UM CASAMENTO
(Scener ur ett Äktenskap, 1973)

elenco: Erland Josephson, Gunnel Lindblom
e Bibi Andersson

FACE A FACE
(Ansikte mot Ansikte, 1976)

elenco: Erland Josephson e Gunnar Björnstrand

O OVO DA SERPENTE
(The Serpent's Egg, 1977)

elenco: David Carradine, Gert Froebe
e Heinz Bennent

SONATA DE OUTONO
(Höstsonaten, 1978)

elenco: Ingrid Bergman, Gunnar Björnstrand
e Erland Josephson

ENSKILDA SAMTAL
(1996)

direção de Liv Ullmann
roteiro de Ingmar Bergman

INFIEL
(Trolösa, 2000)

direção de Liv Ullmann
roteiro de Ingmar Bergman

SARABANDA
(Saraband, 2003)

elenco: Erland Josephson

LIV e INGMAR: UMA HISTÓRIA DE AMOR
(Liv e Ingmar, 2012)

documentário de Dheeraj Akolkar

GALERIA de FOTOS


março 18, 2017

**************** NO TEMPO dos COWBOYS

 


Houve época em que o western era o espírito do povo norte-americano. Tempo em que partir em uma diligência ou a cavalo era perigoso. Houve uma época em que o bom e antigo FAROESTE, espinha dorsal do cinema hollywoodiano, atraía multidões com aventuras de tirar o fôlego, trilhas sonoras entusiasmadas e histórias simplórias, no qual o bem triunfa e o mal é punido. No comando, cineastas extraordinários como Anthony Mann, Howard Hawks, John Sturges, Delmer Daves, John Ford, Andre De Toth, Budd Boetticher, Sam Peckinpah, Sergio Leone, entre outros.

Com regras praticamente fixas (mocinho-COWBOY defende a lei e o vilão está contra ela; saloon como ponto de discórdias ou ajustes de contas; bela garota libertina cantando e encantando; duelo como clímax da ação etc.) e sucesso de bilheteria garantido, ainda assim muitos desses filmes foram feitos sob duras condições, devido a falta de recursos. 

Os COWBOYS do cinema transmitem valor e coragem, enfrentando a crueldade nua e crua do mundo selvagem. Não há espaço para compaixão. Eles têm parceiros bonitões (Montgomery Clift, John Derek, Anthony Perkins, Ricky Nelson, Tab Hunter); ou divertidos, grandalhões, bêbados (Walter Brennan, Ward Bond, Thomas Mitchell, Edgar Buchanan, Andy Devine).

De tiroteios sem sangue aos violentos FAROESTES recentes, percebe-se a inocência perdida de um gênero cinematográfico que teve a morte anunciada diversas vezes, e os cinéfilos apaixonados se recusam a enterrá-lo. Estou entre eles.


COWBOYS do CINEMA

ALAN LADD
(1913 - 1964)

Principais Faroestes:
O ÚLTIMO CAUDILHO (Red Mountain, 1951), de William Dieterle; OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (Shane, 1952), de George Stevens; HOMENS DAS TERRAS BRAVAS (The Badlanders, 1958), de Delmer Daves.

ANTHONY QUINN
(1915 – 2001)

Principais Faroestes:
CONSCIÊNCIAS MORTAS (The Ox-Bow Incident, 1943), de William A. Wellman; MINHA VONTADE É A LEI (Warlock, 1959), de Edward Dmytryk; DUELO DE TITÃS (Last Train from Gun Hill, 1959), de John Sturges.

AUDIE MURPHY
(1925 - 1971)

Principais Faroestes:
ONDE IMPERA A TRAIÇÃO (The Duel at Silver Creek, 1952), de Don Siegel; A PASSAGEM DA NOITE (Night Passage, 1957), de James Neilson; O PASSADO NÃO PERDOA (The Unforgiven, 1960), de John Huston.

BURT LANCASTER
(1913 – 1994)

Principais Faroestes:
O ÚLTIMO BRAVO (Apache, 1954), de Robert Aldrich; VERA CRUZ (Idem, 1954), de Robert Aldrich; O PASSADO NÃO PERDOA (The Unforgiven, 1960), de John Huston.

CHARLTON HESTON
(1923 – 2008)

Principais Faroestes:
AS AVENTURAS DE BÚFALO BILL (Pony Express, 1953), de Jerry Hopper; AVENTURA SANGRENTA (The Far Horizons, 1955), de Rudolph Maté; DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country, 1958), de William Wyler.

CLINT EASTWOOD
(1930)

Principais Faroestes:
POR UM PUNHADO DE DÓLARES (Per un Pugno di Dollari, 1964), de Sergio Leone; TRÊS HOMENS EM CONFLITO (Il Buono, il Brutto, il Cativo, 1966), de Sergio Leone; OS IMPERDOÁVEIS (Unforgiven, 1992), de Clint Eastwood.

DALE ROBERTSON
(1923 – 2013)

Principais Faroestes:
CIDADE DO MAL (City of Bad Men, 1953), de Harmon Jones; OS MENSAGEIROS DO PERIGO (The Silver Whip, 1953), de Harmon Jones; DOMINGO SANGRENTO (A Day of Fury, 1956), de Harmon Jones.

ERROL FLYNN
(1909 – 1959)

Principais Faroestes:
UMA CIDADE QUE SURGE  (Dodge City, 1939), de Michael Curtiz; CARAVANA DE OURO (Virginia City, 1940), de Michael Curtiz; SANGUE E PRATA (Silver River, 1948), de Raoul Walsh.

FRANCO NERO
(1941)

Principais Faroestes:
DJANGO (Idem, 1966), de Sergio Corbucci; ADEUS, TEXAS (Texas, Addio, 1966), de Ferdinando Baldi; O HOMEM, O ORGULHO, A VINGANÇA (L'uomo, l'orgoglio, la vendeta, 1967), de Luigi Bazzoni.

FRED MacMURRAY
(1908 – 1991)

Principais Faroestes:
ATIRADORES DO TEXAS (The Texas Rangers, 1936), de King Vidor; AVENTURA SANGRENTA (The Far Horizons, 1955), de Rudolph Maté; A MANCHA DE SANGUE (At Gunpoint, 1955), de Alfred L. Werker.

GARY COOPER
(1901 - 1961)

Principais Faroestes:
JORNADAS HEROICAS (The Plainsman, 1936), de Cecil B. DeMille; MATAR OU MORRER (High Noon, 1952), de Fred Zinnemann; O HOMEM DO OESTE (Man of the West, 1958), de Anthony Mann.

GEORGE MONTGOMERY
(1916 – 2000)

Principais Faroestes:
DE HOMEM PARA HOMEM (Gun Belt, 1953), de Ray Nazarro; COVIL DE FERAS (Robbers' Roost, 1955), de Sidney Salkow; O RIO DOS HOMENS MAUS (Canyon River, 1956), de Harmon Jones.

GIULIANO GEMMA
(1938 – 2013)

Principais Faroestes:
O DÓLAR FURADO (Un Dollaro Bucato, 1965), de Giorgio Ferroni; ADEUS GRINGO (Adiós Gringo, 1965), de Giorgio Stegani; A PISTOLA É MINHA BÍBLIA (E per Tetto un Cielo di Stele, 1968), de Giulio Petroni.

GLENN FORD
(1916 - 2006)

Principais Faroestes:
MULHERES EM PERIGO (The Secret of Convict Lake, 1951), de Michael Gordon; UM PECADO EM CADA ALMA (The Violent Men, 1955), de Rudolph Maté; GALANTE E SANGUINÁRIO (3:10 to Yuma, 1957), de Delmer Daves.

GREGORY PECK
(1916 - 2003)

Principais Faroestes:
CÉU AMARELO (Yellow Sky, 1949), de William A. Wellman; ESTIGMA DA CRUELDADE (The Bravados, 1958), de Henry King; DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country, 1958), de William Wyler.

GUY MADISON
(1922 – 1996)

Principais Faroestes:
INVESTIDA DE BÁRBAROS (The Charge at Feather River, 1953), de Gordon Douglas; SOB O COMANDO DA MORTE (The Command, 1954), de Dabid Butler; O TIRANO DA FRONTEIRA (The Last Frontier, 1955), de Anthony Mann.

HENRY FONDA
(1905 - 1982)

Principais Faroestes:
CONSCIÊNCIAS MORTAS (The Ox-Bow Incident, 1943), de William A. Wellman; PAIXÃO DOS FORTES (My Darling Clementine, 1946), de John Ford; ERA UMA VEZ NO OESTE (C’era uma Volta Il West, 1968), de Sergio Leone.

JAMES CAGNEY
(1899 – 1986)

Principais Faroestes:
A LEI DO MAIS FORTE (The Oklahoma Kid, 1939), de Lloyd Bacon; FORA DAS GRADES (Run for Cover, 1955), de Nicholas Ray; HONRA A UM HOMEM MAU (Tribute to a Bad Man, 1956), de Robert Wise.

JAMES STEWART
(1908 - 1997)

Principais Faroestes:
WINCHESTER`73 (Idem, 1950), de Anthony Mann; E O SANGUE SEMEOU A TERRA (Bend of the River, 1952), de Anthony Mann; O PREÇO DE UM HOMEM (The Naked Spur, 1953), de Anthony Mann.

JEFF CHANDLER
(1918 – 1961)

Principais Faroestes:
FLECHAS DE FOGO (Broken Arrow, 1950), de Delmer Daves; HORDAS SELVAGENS (The Great Sioux Uprising, 1953), de Lloyd Bacon; PILASTRAS DO CÉU (Pillars of the Sky, 1956), de George Marshall.

JEFFREY HUNTER
(1926 – 1969)

Principais Faroestes:
RASTROS DE ÓDIO (The Searchers, 1956), de John Ford; QUEM FOI JESSE JAMES (The True Story of Jesse James, 1957), de Nicholas Ray; AUDAZES E MALDITOS (Sergeant Rutledge, 1960), de John Ford.

JOEL McCREA
(1905 - 1990)

Principais Faroestes:
ALIANÇA DE AÇO (Union Pacific, 1939), de Cecil B. DeMille; BUFFALO BILL (Idem, 1944), de William A. Wellman; PISTOLEIROS DO ENTARDECER (Ride the High Country, 1962), de Sam Peckinpah.

JOHN PAYNE
(1912 – 1979)

Principais Faroestes:
BARREIRAS DE SANGUE (El Paso, 1949), de Lewis R. Foster; LEGIÃO DOS DESESPERADOS (Passage West, 1951), de Lewis R. Foster; HOMENS INDOMÁVEIS (Silver Lode, 1954), de Allan Dwan.

JOHN WAYNE
(1907 - 1979)

Principais Faroestes:
NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (Stagecoach, 1939), de John Ford; RIO VERMELHO (Red River, 1948), de Howard Hawks; RASTROS DE ÓDIO (The Searchers, 1956), de John Ford.

KIRK DOUGLAS
(nasceu em 1916)

Principais Faroestes:
EMBRUTECIDOS PELA VIOLÊNCIA (Alon the Great Divide, 1951), de Raoul Walsh; RIO DA AVENTURA (The Big Sky, 1952), de Howard Hawks; SEM LEI E SEM ALMA (Gunfight at O.K. Corral, 1957), de John Sturges.

LEE MARVIN
(1924 – 1987)

Principais Faroestes:
O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (The Man Who Shot Liberty Valance, 1962), de John Ford; OS PROFESSIONAIS (The Professionals, 1966), de Richard Brooks; DÍVIDA DE SANGUE (Cat Ballou, 1965), de Elliot Silverstein.

RANDOLPH SCOTT
(1898 - 1987)

Principais Faroestes:
OS CONQUISTADORES (Western Union, 1941), de Fritz Lang; SETE HOMENS SEM DESTINO (Seven Men from Now, 1956), de Budd Boetticher; O HOMEM QUE LUTA SÓ (Ride Lonesome, 1959), de Budd Boetticher.

RICHARD WIDMARK
(1914 - 2008)

Principais Faroestes:
CÉU AMARELO (Yellow Sky, 1949), de William A. Wellman ; A ÚLTIMA CARROÇA (The Last Wagon, 1956), de Delmer Daves; DUELO NA CIDADE FANTASMA (The Law and Jake Wade, 1958), de John Sturges.

ROBERT MITCHUM
(1917 - 1997)

Principais Faroestes:
SUA ÚNICA SAÍDA (Pursued, 1947), de Raoul Walsh; PAIXÃO DE BRAVO (The Lusty Men, 1952), de Nicholas Ray; DOMINADOS PELO TERROR (Track of the Cat, 1954), de William A. Wellman.

ROBERT RYAN
(1909 – 1973)

Principais Faroestes:
O PREÇO DE UM HOMEM (The Naked Spur, 1953), de Anthony Mann; OS PROFESSIONAIS (The Professionals, 1966), de Richard Brooks; MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (The Wild Bunch, 1969), de Sam Peckinpah.

ROBERT TAYLOR
(1911 - 1969)

Principais Faroestes:
GENTIL TIRANO (Billy the Kid, 1941), de David Miller; A ÚLTIMA CAÇADA (The Last Hunt, 1956), de Richard Brooks; DUELO NA CIDADE FANTASMA (The Law and Jake Wade, 1958), de John Sturges.

ROCK HUDSON
(1925 - 1985)

Principais Faroestes:
IMPÉRIO DO PAVOR (Horizons West, 1952), de Budd Boetticher; BANDO DE RENEGADOS (The Lawless Breed, 1953), de Raoul Walsh; O ÚLTIMO PÔR-DO-SOL (The Last Sunset, 1961), de Robert Aldrich.

ROD CAMERON
(1910 – 1983)

Principais Faroestes:
OS DESPREZADOS (Renegades of the Rio Grande, 1945), de Howard Bretherton; OS SALTEADORES (The Plunderers, 1948), de Joseph Kane; O CAVALEIRO NEGRO (Brimstone, 1949), de Joseph Kane.

RORY CALHOUN
(1922 – 1999)

Principais Faroestes:
O RIO DAS ALMAS PERDIDAS (River of No Return, 1954), de Otto Preminger; DINASTIA DO TERROR (Dawn at Socorro, 1954), de George Sherman; RASTROS DA CORRUPÇÃO (The Spoilers, 1955), de Jesse Hibbs.

STERLING HAYDEN
(1916 - 1986)

Principais Faroestes:
MULHER DE FOGO (Take Me to Town, 1953), de Douglas Sirk; JOHNNY GUITAR (Idem, 1954), de Nicholas Ray; REINADO DE TERROR (Terror in a Texas Town,1958), de Joseph H. Lewis.

TYRONE POWER
(1914 – 1958)

Principais Faroestes:
JESSE JAMES (Idem, 1939), de Henry King; O CORREIO DO INFERNO (Rawhide, 1951), de Henry Hathaway; O AVENTUREIRO DO MISSISSIPPI (Mississippi Gambler, 1953), de Rudolph Maté.

VAN HEFLIN
(1908 – 1971)

Principais Faroestes:
OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (Shane, 1952), de George Stevens; GALANTE E SANGUINÁRIO (3:10 to Yuma, 1957), de Delmer Daves; HERÓIS DE BARRO (They Came to Cordura, 1959), de Robert Rossen.

VICTOR MATURE
(1913 – 1999)

Principais Faroestes:
PAIXÃO DOS FORTES (My Darling Clementine, 1946), de John Ford; O GRANDE GUERREIRO (Chief Crazy Horse, 1955), de George Sherman; O TIRANO DA FRONTEIRA (The Last Frontier, 1955), de Anthony Mann.

WILLIAM HOLDEN
(1918 - 1981)

Principais Faroestes:
GLORIOSA VINGANÇA (Texas, 1941), de George Marshall; A FERA DO FORTE BRAVO (Escape from Fort Bravo, 1953), de John Sturges; MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (The Wild Bunch, 1969), de Sam Peckinpah.