abril 25, 2015

******** CARMEN MIRANDA: VIVENDO de ALEGRIA





Quando CARMEN MIRANDA (1909 - 1955) embarcou no Rio de Janeiro e chegou a Nova Iorque, era uma ilustre desconhecida do público norte-americano, nem falava inglês. Bastou-lhe, porém, pouco tempo para conquistar a Broadway e uma extraordinária popularidade. Logo veio o convite de Hollywood. Era o seu triunfo na América do Norte e em todo o mundo, que permanece até hoje, pois seus trajes, graça, personalidade e voz são uma marca registrada. Dona de estilo singular na maneira de cantar como na performance, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas. 

Nascida em Portugal, veio para o Brasil ainda bebê, fixando-se com a família no Rio de Janeiro. Aos 20 anos, depois de apresentar-se em bares cariocas interpretando tangos de Carlos Gardel, foi levada pelo violonista e compositor baiano Josué de Barros, seu descobridor e protetor, para gravar o disco de estreia, com músicas como “Não vá Sim'bora” e “Se o Samba é Moda”, apresentado-se também no rádio. Gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha “Pra você Gostar de mim (Taí)”, que bateu recordes de venda, cerca de 36 mil cópias. Daí em diante, seus êxitos nunca cessaram. Ela lançou muitos compositores, sempre acompanhada pelos maiores músicos brasileiros - como Pixinguinha, Canhoto, Benedito Lacerda, Luiz Americano, etc. Ao todo, gravou na R.C.A. Victor, entre 1929 e 1935, 77 discos com 150 músicas. Ela seria, em 1935, atraída por um vantajoso contrato da Odeon, gravando 281 músicas.

Os sete filmes estrelados no Brasil por CARMEN MIRANDA são uma marca na sua carreira, embora a maioria tenha se perdido. O primeiro, “O Carnaval Cantado”, de 1932, dirigido por Adhemar Gonzaga, que também assinou a direção do segundo longa, “A Voz do Carnaval”, no ano seguinte, onde canta as marchas “Good-Bye Boy” e “Moleque Indigesto”. Em 1934, canta duas músicas em “Alô, Alô, Brasil”. Com o sucesso do musical, é convidada para participar, em 1935, de “Estudantes”, pela primeira vez como protagonista. Em 1936, fez “Alô, Alô Carnaval” com a famosa cena em que ela e Aurora Miranda cantam “Cantoras do Rádio”

Quase todos os musicais tiveram como tema o Brasil e o carnaval, mas foi “Banana da Terra”, de 1939, que revelou o estilo que a consagrou. Ela aparece interpretando “O que é que a Baiana Tem?, de Dorival Caymmi, usando as famosas roupas de baiana estilizada, turbantes, altíssimas sandálias de plataforma e inúmeros colares e pulseiras. Ao todo ela fez sete filmes no Brasil, . A partir de 1935, seu slogan definitivo era “A Pequena Notável”. Em 1936, em dupla com a irmã Aurora, passou a integrar o elenco do lendário Cassino da Urca. Na época, era a artista mais famosa e amada do Brasil, recordista absoluta de vendagem de discos e também a “Embaixatriz do Samba”, já que fez oito excursões à Argentina para cantar em Buenos Aires e, de passagem, em Montevidéu. Um verdadeiro símbolo da alma brasileira. Sua enorme capacidade de expressão fazia os ouvintes sentirem sua presença “fora do disco”, ao vivo. No palco, aquela mulher de pouca estatura e delicada de corpo eletrizava o público com voz, gestos sugestivos, ingenua malícia e olhos verdes que chispavam.
carmen e o bando da lua

Depois de uma apresentação especial para o astro Tyrone Power, em 1938, surgiu a possibilidade de uma carreira nos Estados Unidos, mas ela recebia um fabuloso salário no Cassino da Urca e não se interessou pela ideia. No ano seguinte, aceitou o contrato de um magnata do show business, Lee Shubert, para ser uma das atrações do espetáculo “The Streets of Paris”, com a dupla de comediantes Abbott & Costello (de quem logo roubaria a cena). Este episódio transformou sua vida. A maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida. Estreou na Broadway, cativando de imediato crítica e público. 

Em 1940, estreou no cinema hollywoodiano na comédia musical “Serenata Tropical”, com Don Ameche e Betty Grable, da 20th Century-Fox, em que apenas canta. O filme bateu recordes de bilheteria. No mesmo ano, eleita a terceira personalidade mais popular nos Estados Unidos, CARMEN MIRANDA foi convidada para se apresentar junto com seu grupo, o Bando da Lua, para o presidente Franklin Roosevelt, na Casa Branca. Tornou-se um fenômeno, chegando a ser a estrela mais bem paga de Hollywood. Representou vivamente a terra desconhecida e exótica, cheia de coqueiros, bananas e abacaxis, atendendo às necessidades fantasiosas e consumistas do público norte-americano e alcançando a glória e a fortuna. No total, de 1940 a 1953, participou de quatorze filmes na meca do cinema, além de apresentar-se nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros, ficando conhecida como a “Brazilian Bombshell” (Explosão Brasileira).
david sebastian e carmen

De volta ao Brasil, depois de um ano ausente, foi recebida sob vaias em um show no Cassino da Urca, que abriu cantando “South American Way”. Em resposta bem-humorada ao público, lançou logo em seguida novo show, “Disseram que Voltei Americanizada”. Nos EUA, radicou-se em Beverly Hills, continuando sua carreira de cantora e atriz de cinema. Fabricada pelos filmes leves e coloridos da 20th Century Fox, sua imagem acabou criando um inconveniente: ela percebeu que estava aprisionada ao caricato para sempre. 

O talento como cantora se ofuscava no caráter carnavalesco de suas apresentações. Como contratada de um poderoso estúdio, ela era obrigada a forçar um sotaque latino burlesco, mesmo falando inglês perfeitamente. Destemida, CARMEN MIRANDA comprou seu contrato com a Fox por 75 mil dólares, em 1946. Estava disposta a romper com o estereótipo e assumir papéis diferentes no cinema. Mas não deu certo. Entre os atores com quem contracenou, estão nomes como Wallace Beery, Alice Faye, Betty Grable, Jane Powell, Elizabeth Taylor, Don Ameche, Maria Montez, Dean Martin, John Payne, Kay Francis, Groucho Marx, Lizabeth Scott, Dorothy Malone e Cesar Romero.

Casou-se com David Sebastian em 1947. O casamento é apontado por todos os biógrafos e estudiosos como o começo da decadência. Seu marido, antes um simples empregado de produtora de cinema, tornou-se seu empresário, conduzindo mal seus negócios e contratos. Alcoólatra, estimulou a esposa a consumir bebidas alcoólicas, das quais ela logo se tornaria dependente. O casamento entrou em crise nos primeiros meses, por conta de ciúmes excessivos, brigas violentas e traições de Sebastian, mas a estrela não aceitava a separação pois era católica convicta. Engravidou em 1948, mas sofreu um aborto espontâneo depois de uma apresentação e não conseguiu mais engravidar, o que agravou as crises depressivas e o abuso com bebidas e drogas. Antes de partir para os Estados Unidos, havia namorado o músico Aloysio de Oliveira, integrante do Bando da Lua. Nos EUA, teve caso com o atores Arturo de Córdova, Dana Andrews e John Wayne.


No fim dos anos 1940, excursionou pela Europa, fazendo longa temporada no teatro London Palladium, em Londres, batendo recordes de público, e recebeu simbolicamente as chaves da cidade de Estocolmo, na Suécia. Nesta mesma época, o alcoolismo começou a representar um grave problema, além da dependência de estimulantes e calmantes. Alguns biógrafos garantem que também usava cocaína. Por conta do uso cada vez mais frequente de drogas, ela desenvolveu uma série de sintomas característicos de usuários, mas não percebia os efeitos devastadores, que foram erroneamente diagnosticados como estafa. 

Em 1954, as pressões da indústria do entretenimento lhe causaram uma crise de nervos, e ela retornou ao Brasil, após uma ausência de 14 anos, para se tratar e descansar. Seu médico brasileiro constatou a dependência química e tentou desintoxicá-la. Ficou quatro meses internada numa suíte do hotel Copacabana Palace. Melhorou, embora não tenha se livrado da dependência das drogas. Imediatamente começou com as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas, voltando a usar barbitúricos, além de fumar e beber mais do que antes.


SUA ÚLTIMA PERFORMANCE


No início de agosto de 1955, CARMEN MIRANDA gravou uma participação especial no famoso programa televisivo do comediante Jimmy Durante. Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e caiu. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, na Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções, subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. 

Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão, sendo encontrado pela mãe no dia seguinte. Tinha 46 anos. Seu corpo foi embalsamado e veio de avião para o Brasil, onde uma multidão de meio milhão de pessoas seguiu o cortejo do enterro, chorando e cantando esporadicamente, em surdina, “Taí”, um de seus maiores sucessos. Foi uma das maiores manifestações populares feitas no Rio de Janeiro.

CARMEN MIRANDA é um hit nos EUA. Ela apareceu em desenhos animados de Tom & Jerry e Popeye, entre outros. Foi imitada por Lucille Ball, Bob Hope, Jerry Lewis, Mickey Rooney e Dean Martin. A sua imagem é muito forte, cômica, luminosa. Ela foi sem dúvida a artista latina mais bem sucedida em Hollywood. Lembrada em livros, jornais, shows, discos e documentários (como o aclamado “Carmen Miranda: Banana is My Business”, 1995, de Helena Solberg). Marcou tanto com seu jeito de cantar, revirando os olhos, mexendo as mãos e gingando, com seu sorriso contagiante e a exuberância de seus trajes cheios de balangandãs, que até hoje, 60 anos após sua morte, é o símbolo brasileiro mais conhecido no mundo. 

Mais do que uma voz ou uma atriz, um fenômeno do show business. Foi a primeira estrela latino-americana a imprimir suas mãos e pés no pátio do Chinese Theatre, em 1941. Também se tornou a primeira sul-americana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama. Uma praça no cruzamento da Hollywood Boulevard e Orange Drive, em frente ao Teatro Chinês, em Hollywood, foi oficialmente nomeada Carmen Miranda Square, em 1998. Seu acervo está preservado no Museu Carmen Miranda, no Rio de Janeiro. Em 2005, o escritor Ruy Castro lançou pela editora Companhia das Letras uma biografia de 600 páginas sobre a cantora. O livro é considerado a mais completa obra sobre sua vida privada e carreira. Até hoje, nenhum artista brasileiro teve tanta projeção internacional como ela.


FILMOGRAFIA

O CARNAVAL CANTADO
(1932)
direção de Adhemar Gonzaga

A VOZ do CARNAVAL
(1933)
direção de Adhemar Gonzaga

ALÔ, ALÔ, BRASIL
(1935)
direção de João de Barro, Wallace Downey e Alberto Ribeiro

ESTUDANTES
(1935)
direção de Wallace Downey

ALÔ, ALÔ, CARNAVAL
(1936)
direção de Adhemar Gonzaga

BANANA-da-TERRA
(1939)
direção de Ruy Costa

LARANJA da CHINA
(1940)
direção de Ruy Costa

SERENATA TROPICAL
(Down Argentine Way, 1940)
direção de Irving Cummings

UMA NOITE no RIO
(That Night in Rio, 1941)
direção de Irving Cummings

ACONTECEU em HAVANA
(Week-End in Havana, 1941)
direção de Walter Lang


MINHA SECRETÁRIA BRASILEIRA
(Springtime in the Rockies, 1942)
direção de Irving Cummings

ENTRE a LOURA e a MORENA
(The Gang's All Here, 1943)
direção de Busby Berkeley

QUATRO MOÇAS NUM JIPE
(Four Jills in a Jeep, 1944)
direção de William A. Seiter

SERENATA BOÊMIA
(Greenwich Village, 1944)
direção de Walter Lang

ALEGRIA, RAPAZES
(Something for the Boys, 1944)
direção de Lewis Seiler

SONHOS de ESTRELA
(Doll Face, 1945)
direção de Lewis Seiler

SE EU FOSSE FELIZ
(If I'm Lucky, 1946)
direção de Lewis Seiler

COPACABANA
(Idem, 1947)
direção de Alfred E. Green

O PRÍNCIPE ENCANTADO
(A Date with Judy, 1948)
direção de Richard Thorpe

ROMANCE CARIOCA
(Nancy Goes to Rio, 1950)
direção de Robert Z. Leonard

MORRENDO de MEDO
(Scared Stiff, 1953)
direção de George Marshall


FRASES de CARMEN

ALEGRIA

“Gosto muito dos aplausos de uma plateia, seja esta qual for. Gosto de toda a gente e adoro as reuniões festivas. Vivo de alegria”

AMOR

“Ser humano é amar. Qualquer tipo de amor”

BOSSA

“Uma palavra que diz tudo. Eu sei que não tenho grande voz, que não sou afinada como a Judy Garland, mas tenho bossa, tenho ritmo - uma coisa inexplicável”

BUNDA

“Uma bunda pode ser tão atraente, tanto no homem, quanto na mulher. É realmente linda, como um rosto de criança. Detesto homens sem bunda, desses com a calça solta no corpo”

CONSAGRAÇÃO

“Vou empregar todos os meus esforços para que a música popular do Brasil conquiste a América do Norte, o que seria um caminho para a sua consagração em todo o mundo”

ESCOLA DE SAMBA

“Não existe som mais espetacular do que o de uma bateria de escola de samba na época do carnaval. Sempre mexeu comigo e faz o sangue correr mais rápido e mais quente nas minhas veias. A bateria de grupos de jazz não me toca a mínima”

ESTILO

“Nunca segui o que dizem que está na moda. Acho que a mulher deve usar o que lhe cai bem. Por isso criei um estilo apropriado ao meu tipo e ao meu gênero artístico”

FALANDO DEMAIS

“Às vezes, acho que falo demais. Mas procuro não dizer bobagens de que possa me arrepender amanhã”

PARAÍSO

“Toda vez que me apaixono, acho que o paraíso é estar ao lado do homem amado. Depois que passa, acho que foi um inferno”

PREDESTINADA

“Acho que nascemos com uma alma predestinada a ajudar o nosso corpo na luta pela vida. Sinto isso com relação à minha carreira”

PREVISÕES

“Sou vidrada em horóscopos, cartomantes, quiromantes e tudo que possa prever o futuro”

RIR

“Saber rir é uma arte e uma delícia. Faz bem à alma e ao corpo”

SENSO DE HUMOR

“Uma coisa importantíssima na vida é o senso de humor”

SILÊNCIO

“Eu nunca soube manter silêncio, a não ser nos momentos muito tristes. Estou sempre falando”

SOM DIVINO

“Momento de felicidade é quando entro num palco e sou aplaudida de pé por pessoas que nem conheço... O som divino das palmas”

VAIDOSA

“Já nasci vaidosa. Do que muito me orgulho”

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abril 16, 2015

**** ESCÂNDALOS na BABILÔNIA de CELULÓIDE


Sexo, drogas e morte. Em Hollywood, essas histórias não estão apenas em filmes. O lado negro da indústria do entretenimento se estende em vidas destruídas e carreiras comprometidas. No best-seller “Hollywood Babylon: It's Back” (literamente, “Hollywood Babilônia: Ela Está de Volta”, 2008), de Danforth Prince e Darwin Porter, que segue os passos de “Hollywood Babylon, de Kenneth Anger - publicado em 1959 -, e de sua continuação “Hollywood Babylon II”, de 1984, os autores dissecam estrelas de cinema, revelando fatos sórdidos, loucuras sexuais, bizarrices e imagens de nus frontais. Entre dezenas de revelações, cita Lucille Ball (que se prostituia antes de se tornar atriz), Elvis Presley (seu romance com o ator Nick “Yuma” Adams), James Dean (o envolvimento amoroso com um adolescente de 12 anos), Bette Davis (o assassinato suspeito de um dos seus maridos) e Judy Garland (o destino incerto do seu corpo pós-morte).

Tenho os dois volumes da obra de Anger, numa simpática edição espanhola. Ex-ator infantil, ícone underground, nascido em Hollywood, filho de atores e criado no meio artístico, ele rasga o véu que cobre certas histórias de celebridades, ilustradas quase sempre por fotos raras. Sobra até para a nossa Carmen Miranda, que segundo o autor guardava cocaína na plataforma dos sapatos. Um cult na biblioteca de cinéfilos, o livro abalou a puritana e dissimulada indústria cinematográfica norte-americana, foi perseguido e reeditado ao longo dos anos. Odiada por artistas e seus descendentes, mas adorada pelo público, a publicação em dois volumes decepciona na informação sem dados concretos e escrita fragmentada.

Reuni alguns fatos extravagantes da comunidade cinematográfica hollywoodiana, pescados nos livros de Prince-Porter e Anger, e também em diversas biografias, revistas especializadas, documentários e entrevistas. Confira.


GARRAFA MORTAL

O hilário gorducho ROSCOE “FATTY” ARBUCKLE (1887 - 1933) alcançou o sucesso através do produtor-diretor Mack Sennet, numa carreira marcada por êxitos espetaculares. Conhecido no Brasil como Chico Bóia, na vida privada se entregou a quantidades absurdas de álcool e amantes. No auge da popularidade, em 1921, numa orgia em uma suíte de um hotel luxuoso em San Francisco, o comediante provocou a morte de Virginia Rappe, introduzindo brutalmente uma garrafa de champanhe na vagina da aspirante a atriz, revoltado por não conseguir uma ereção. O julgamento foi um impressionante evento midiático. Mesmo se livrando das grades, nunca mais voltou a atuar. Abandonado por todos e falido, terminou na sarjeta, embriagado, morrendo aos 46 anos.


OVERDOSE

o velório da estrela
Uma das mais fascinantes estrelas do cinema mudo, BARBARA LAMARR (1896 - 1926) dormia apenas duas horas por dia, reinando incansavelmente em festas e nas telas. Viciada em cocaína e heroína, ela guardava seu pó em uma pequena caixa de ouro em cima do piano de cauda e o ópio que usava era considerado da melhor qualidade. Recomendada pela amiga Mary Pickford, brilhou como a Milady de Winter de “Os Três Mosqueteiros / The Three Musketeers” (1921), ao lado do astro Douglas Fairbanks. 

Casou-se aos 17 anos, e nos 12 anos seguintes se casaria outras quatro vezes, sem deixar de ter outros incontáveis parceiros sexuais, tanto homens como mulheres incapazes de resistir aos seus encantos. Morreu aos 26 anos de uma overdose e a história se tornou pública, provocando a ira dos conservadores e reforçando a fama de Hollywood como “a cidade do pecado”, afinal três anos antes, o encantador galã WALLACE REID (1891 - 1923), rei da Paramount, também havia morrido de overdose, aos 30 anos.


SUSPEITA de ASSASSINATO

Considerada por muitos a melhor comediante do cinema mudo, MABEL NORMAND (1892 - 1930) arruinou-se ao ser envolvida em 1922 no assassinato de William Desmond Taylor, o chefão da Famous Players-Lasky. Avisada do crime antes da polícia, a atriz correu até a casa do falecido para resgatar cartas que registravam seu vício em cocaína, além de expor a secreta relação sentimental deles. Flagrada pela polícia revistando o lugar, passou a ser considerada suspeita. O crime permaneceu insolúvel, mas sua carreira se acabou. Em 1927 abandonou o cinema e três anos depois, enfraquecida com o uso excessivo de drogas, morreu de tuberculose.


SEDUZINDO MARINHEIROS

Popular e elegante astro romântico da Metro-Goldwyn-Mayer, WILLIAM HAINES (1900 - 1973) contracenou com Joan Crawford, Mae Murray, Marion Davies, Norma Shearer e Mary Pickford. Muitos na comunidade cinematográfica sabiam de sua homossexualidade, mas o chefão Louis B. Mayer vivia à beira de um ataque de nervos com a possibilidade dos deslizes do ator parar nas páginas dos jornais. Quando a conservadora Brigada do Vício flagrou-o num sórdido hotel com um marinheiro, sua carreira chegou ao fim. Para piorar a situação, em 1936, membros da Ku Klux Klan o espancaram. Graças a amigos como Joan Crawford, Carole Lombard, Gloria Swanson e George Cukor, o ator deu a volta por cima, sendo celebrado como um dos mais disputados decoradores de Hollywood.


HOMENS aos MONTES

Conhecida como a It-Girl (a garota que tinha “aquilo”), a ruiva CLARA BOW (1905 - 1965) era uma sedutora estrela da Paramount conhecida em todo o planeta. De repente, tudo se acabou em 1930 quando sua secretária particular, Daisy DeVoe, vendeu sua intimidade para uma revista de fofocas nova-iorquina, a GraphiC”. Ela havia anotado todos os homens que haviam dormido com a patroa nos quatro anos em que trabalhou para ela. Entre eles, Gary Cooper, John Wayne e um time completo de futebol norte-americano. O caso parou nos tribunais e consideraram a secretária culpada, mas a carreira da atriz afundou de vez: o estúdio não renovou seu contrato e o público a rejeitou. Nos anos seguintes, internada várias vezes em sanatórios, morreu louca.


ORGASMO nas TELAS

O filme Êxtase / Ecstasy (1933) provocou um grande escândalo no seu lançamento. A atriz austríaca HEDY LAMARR (1914 - 2000) fica nua, corre entre árvores e mergulha num rio. Depois, há uma simulação de masturbação. Tudo de muito longe. Dura apenas poucos minutos, mas um comitê do governo norte-americano se escandalizou. A fita saiu de cartaz. Também por causa do buxixo mundial, Hedy foi espancada pelo marido, um milionário fabricante de armas, que gastou mais de 300 mil dólares para incinerar as cópias disponíveis do filme. Disfarçada com as roupas da empregada, ela fugiu para Paris e depois para os Estados Unidos, tornando-se uma das mais famosas estrelas da Metro-Goldwyn-Mayer.

DIÁRIO ERÓTICO

Ainda novinha se destacou em “O Belo Brummel / Beau Brummel” (1924), ao lado de John Barrymore, então seu amante. MARY ASTOR (1906 - 1987) nunca mais parou, seja como heroína ou como vilã. Em 1935, seu então marido descobriu casualmente o diário onde ela confessava com detalhes que o traía com o dramaturgo George S. Kaufman, exaltando a potência sexual do amante. Humilhado, ele pediu o divórcio e a custódia da filha única. O juiz responsável pelo caso recusou o diário como prova, mas a imprensa reproduziu trechos picantes do mesmo. O escândalo correu mundo, mas a atriz seguiu adiante, enfrentando piadinhas, ganhando o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por A Grande Mentira / The Great Lie e atuando por mais três décadas.


FILHA ILEGÍTIMA

Escolhidos para a versão cinematográfica de William A. Wellman da saga de Jack London, "O Grito das Selvas / The Call of the Wild” (1935), a química entre CLARK GABLE (1901 - 1960) e LORETTA YOUNG (1912 - 2000) resultou ardente tanto nas telas como fora delas. Durante as filmagens, saíram notas na imprensa bisbilhotando o romance dos astros e garantindo que Gable pediria o divórcio de sua esposa para se casar com Loretta. Isso não ocorreu. Assim que o filme ficou pronto, a 20th Century-Fox anunciou que a atriz tiraria meses de descanso por questões de saúde. Naquela época, dar a luz fora do matrimônio era a ruína para qualquer estrela. Em 1937, Loretta revelou publicamente a adoção de uma menina de cerca de dois anos, Judy, que no futuro teria inegável semelhança física com a mãe. No entanto, a atriz nunca a assumiu como filha legítima, tampouco de Gable.


DECLÍNIO, ALCOOLISMO e MORTE

Astro de muita popularidade na era do cinema mudo, JOHN GILBERT (1897 – 1936) entrou em declínio ao desafiar o chefe da Metro-Goldwyn-Mayer, Louis B. Mayer, ofendendo-o e exigindo salário mais elevado. Demitido do estúdio e boicotado pelo produtor, ainda fez mais um filme na Columbia Pictures antes de morrer, aos 38 anos, de um ataque cardíaco causado pelo alcoolismo. O ator decadente Norman Maine (Fredric March) de “Nasce Uma Estrela / A Star is Born” (1937) foi inspirado nele.


DEVORADA MORTA

Depois de esplêndida reputação como uma das vamps mais populares do cinema mudo, MARIE PREVOST (1898 - 1937) fracassou no cinema falado devido a voz inadequada. Sobrevivendo como coadjuvante e dominada pela depressão, engordou rapidamente. Ao investir em um regime radical, em 1937, terminou morrendo. Sozinha, seu cadáver permaneceu esquecido por vários dias no sujo apartamento em que ela vivia, sendo devorado, em parte, aos pedaços, por um esfomeado cachorro salsicha de estimação.



APENAS BONS AMIGOS?

Boatos sugeriam que CARY GRANT (1904 – 1986) teria um romance com RANDOLPH SCOTT (1898 – 1987). Os dois moravam juntos e insistiam em não se casar. Pressionados por todos, acabaram se casando com duas amigas. Segundo algumas revistas de fofocas, eles chegaram a assumir o romance para os mais íntimos.


DUAS GAROTAS da PESADA

Acusado de estupro em 1942, ERROL FLYNN (1909 - 1959) na ocasião era uma das figuras mais estimadas de Hollywood. As supostas vítimas, duas menores, Peggy Satterlee e Betty Hansen, garantiram que foram levadas pelo ator ao seu iate, o Sirocco, após conhecê-lo numa festa, e se deixaram seduzir. Os jornais de todo o mundo estamparam na primeira página: “Robin Hood acusado de estupro”.  O disputado julgamento durou um certo tempo, mas o ator foi inocentado e o seu filme seguinte, “O Ídolo do Público / Gentleman Jim”, foi um tremendo sucesso.


RITUAL SUICIDA

Formosa mexicana que brilhou em Hollywood, a passional LUPE VELEZ (1908 - 1944) casou-se com o Tarzan Johnny Weissmuller em 1933. Em decadência e endividada, filmou no México “Naná” (1944), que foi bem recebido pela crítica. De volta a Hollywood, teve um caso com um cafajeste bonitão, Harald Ramond, ficando grávida. Ele pouco se importou, garantindo que não se casaria com ela. A atriz se negou a abortar e incapaz de encarar a vergonha de dar a luz a um filho ilegítimo, decidiu por fim a própria vida. Vestida sofisticadamente, recebeu suas duas melhores amigas para um suntuoso jantar mexicano. No final da noite, sozinha na alcova com velas e flores exóticas, engoliu muitas pílulas para dormir, passando mal - o estômago estava cheio de comida picante - e terminando por morrer com a cabeça enfiada no vaso sanitário, afogada no próprio vômito.


A CARREIRA ou o AMOR

Contratado pela 20th Century-Fox, WILLIAM EYTHE (1918 - 1957) cresceu em filmes com Jennifer Jones, Joan Bennett, Linda Darnell e Jeanne Crain. A máquina publicitária do estúdio insistia que o jovem ator estava namorando uma das estrelas mais quentes da temporada, Anne Baxter, mas na vida real ele era gay e amava um colega muito popular na época, LON McCALLISTER (1923 - 2005). Quando um fã publicou fotos comprometedoras dos dois, o presidente da Fox, Darryl F. Zanuck, furioso, obrigou-o a trabalhar um tempo na Inglaterra enquanto os comentários esfriavam.

McCallister não se conteve, indo ao encontro do amante e selando o fim da carreira de ambos, que tiveram seus contratos cancelados. Eythe procurou mudar a situação, casando-se rapidamente com a atriz Buff Cobb, mas o matrimônio arranjado durou pouco e acabou feio: a esposa exigiu dinheiro para fechar a boca. Ele nunca mais se reergueu, morrendo em 1957, de hepatite, aos 38 anos.


BAD BOY

saindo da prisão
Talento, carisma e estilo cínico e indolente fizeram de ROBERT MITCHUM (1917 - 1997) um dos grandes nomes de Hollywood. Encarnava nas telas desprezo pela autoridade e desrespeito aos bons costumes. Sempre com classe. Na adolescência, foi expulso da escola e viajou clandestinamente de trem pelo país. Aos 14, foi preso por vadiagem. Com seus olhos de ressaca, meio-sorriso irônico e voz grave e profunda, encarnou o anti-herói de inúmeros filmes noir. Em 1949, ficou 50 dias preso por uso de maconha e o escândalo, em vez de liquidar sua carreira, deu-lhe um novo impulso, tornando-o um astro. Apesar da bebida e das brigas, atuou em mais de 130 filmes e impôs respeito por seu talento e carisma. Uma vez Howard Hawks lhe disse: “Você é uma farsa. É um dos sujeitos que conheço que mais trabalham”. Mitchum respondeu: “Não espalhe”.


Os INFIÉIS

A grande diva italiana ANNA MAGNANI (1908 - 1973) estrelara “Roma, Cidade Aberta / Roma Città Aperta” (1945) e “O Amor / L'amore” (1948), ambos dirigidos pelo namorado ROBERTO ROSSELLINI (1906 - 1977), e esperava trabalhar com ele em seu filme seguinte, “Stromboli  / Idem” (1950). Contudo, uma mudança ocorreu após o cineasta receber uma inesperada carta da estrela INGRID BERGMAN (1915 - 1982) enaltecendo seu trabalho, e colocando-se a sua disposição como atriz. Os dois se encontram em Nova York, terminando no convite para ela protagonizar seu próximo filme. Casada com um dentista sueco, Ingrid cai de amores pelo cineasta durante as filmagens, então envolvido com a temperamental e ciumenta Anna. 

A italiana foi substituída pela estrela de Hollywood no coração de Rossellini, provocando um escândalo internacional envolvendo a igreja e os bastidores de “Stromboli”. Os produtores originais do projeto mantém Anna Magnani e iniciam um outro filme, “Vulcano / Volcano” (1950), com história semelhante. Rejeitada por Hollywood e fãs, perseguida pela imprensa, Ingrid estrelaria seis filmes (incompreendidos na época) do cineasta italiano e, juntos, tiveram três filhos, entre eles a atriz Isabella Rossellini. Em 1956, ela recebeu o perdão oficial de Hollywood com o seu segundo Oscar de Melhor Atriz por “Anastácia, a Princesa Esquecida / Anastasia” (1956).


CIÚMES e TIROS

Lembrada por magníficos filmes noir dirigidos por Fritz Lang e Jean Renoir, no início dos anos 1950 JOAN BENNETT (1910 - 1990) teve a imagem arranhada quando seu marido, o lendário produtor Walter Wanger, deu dois tiros no agente Jennings Lang, acreditando que ele estava tendo um caso com ela. A vítima se recuperou, mas Wanger não se livrou da prisão de quatro meses. Vivendo um momento de sua trajetória em que se especializara em donas de casas sensatas e abnegadas, a atriz sofreu um certo boicote, pois muitos acreditavam que ela era realmente infiel. Acho que eu atirei em mim mesma, disse ela na ocasião, continuando casada com o enciumado produtor até 1965.


BELEZA DESTRUÍDA

Sua vida barra pesada foi contada em livros, filme e peça de teatro. BARBARA PAYTON (1927 - 1967) aprendeu cedo que tinha um efeito fulminante sobre o sexo oposto. Aos 16 anos fugiu de casa com um namorado. Começou sua carreira como modelo, estreando no cinema em 1949. Belíssima e boa atriz, seduziu o super star James Cagney, que lhe ofereceu um inesperado salário de US $ 5.000 por semana para ela protagonizar ao seu lado o violento O Amanhã que não Virá Kiss Tomorrow Goodbye (1950). Elogiada pela crítica, tudo garantia que seria uma estrela. 

Estrelou o western Resistência Heroica Only the Valiant (1951) com Gregory Peck, surgindo um comentado romance com o ator (casado) durante as filmagens. O discreto Peck ficou louco por ela. Em 1951, o declínio da atriz era evidente, boicotada pelos poderosos de Hollywood que não aceitavam sua vida de festas, bebedeiras e relações com homens casados ou de reputação duvidosa. Ela casou-se quatro vezes e teve romances badalados com Howard Hughes, Bob Hope, Woody Strode, Guy Madison, George Raft, John Ireland e Steve Cochran. 

Em 1950, noivou o veterano ator FRANCHOT TONE (1905 – 1968), tendo ao mesmo tempo um caso com outro colega, TOM NEAL (1914 – 1972). Em 14 de setembro de 1951, Neal, um ex-boxeador, atacou fisicamente Tone no apartamento de Barbara, deixando-o em coma por 18 horas, rosto esmagado e nariz quebrado. O incidente rendeu uma grande publicidade. Eles se casaram, mas o divórcio veio em menos de um ano. Destruída emocionalmente com o fim precoce da carreira, enveredou no alcoolismo e drogas, abrindo caminho para vários conflitos com a lei, incluindo prisões por cheques sem fundos e, eventualmente, uma prisão na Sunset Boulevard por prostituição. Dormiu em bancos de ônibus e sofreu espancamentos regulares como prostituta. Após uma breve internação para se desintoxicar, voltou a viver com os pais alcoólatras, morrendo em 1967, aos 39 anos, totalmente esquecida.


REJEIÇÃO


AVA GARDNER (1922 – 1990) despertava tórridas paixões. Uma de suas vítimas foi FRANK SINATRA (1915 – 1998). Eles chegaram a ficar casados durante alguns anos, de 1951 a 1957, entre bebedeiras e cenas de ciúmes. Mesmo depois da separação, Sinatra continuava apaixonado. Tanto que pediu que a amiga Lauren Bacall entregasse um bolo de coco a Ava, que estava filmando em Roma. Ava ignorou o presente. Ao saber disso, Sinatra cortou os pulsos com uma gilete, mas sobreviveu. No final da vida, adoentada e com dificuldades financeiras, Ava recebeu todo o apoio necessário do ex-marido.


O MARIDO da MELHOR AMIGA

A união de DEBBIE REYNOLDS (1932) e EDDIE FISHER (1928 - 2010) foi considerada o casamento do ano, mas, dois anos depois, a coisa desandou. Eddie, era amigo de Mike Todd, segundo marido de ELIZABETH TAYLOR (1932 - 2011). Os dois casais eram vistos juntos frequentemente e, quando Todd morreu em um acidente, um ano após o casamento, Eddie não perdeu tempo e, ao consolar a viúva, acabou se envolvendo com ela. Como todo traído, Debbie foi a última a saber do relacionamento dos dois, uma vez que os jornais já davam pistas e nas festas, o comentário era geral. O escândalo apareceu em todos os noticiários e Liz passou a ser odiada por muita gente.


O GANGSTER

A super estrela de “A Caldeira do Diabo / Peyton Place”, LANA TURNER (1921 - 1995), apaixonou-se por um gangster sexy e notório gigolô, bem mais novo que ela, Johnny Stompanato. Constantemente agredida por ele e ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso ela deixasse de o sustentar, vivia em pânico, bebendo como um cossaco para relaxar. Em 1958, a adolescente Cheryl Christina, depois de presenciar sua mãe ser surrada mais uma vez pelo bandido, o assassinou com uma faca de cozinha. Numa atuação impecável no tribunal, vestida lindamente de negro e com óculos escuros, a loura Lana chorou e quase desmaiou, resultando na absolvição da filha.

o cadáver de 
johnny stompanato




FOTOS COMPROMETEDORAS


ANNA KASHFI (1934) era conhecida como uma beldade de origem hindu. Atraído por mulheres exóticas, MARLON BRANDO (1924 – 2004) ficou louco por ela. Pouco depois do casamento, explodiu a bomba: um operário do País de Gales reconheceu nos jornais sua filha fugitiva. Brando pediu o divórcio, mesmo com ela grávida. No tribunal, exigindo uma alta soma de dinheiro, ela mostrou fotos comprometedoras do marido com o belo ator francês Christian Marquand. A carreira dela foi para o limbo, mas pelo resto da vida ganhou do ex-marido a quantia de meio milhão de dólares anuais.



MORTE BRUTAL

Foi um dos grandes latin lovers do cinema mudo. Em 1925, alcançou o seu maior sucesso como protagonista de “Ben-Hur / Idem”, causando grande sensação. Mas RAMON NOVARRO (1899 – 1968) não escondia sua homossexualidade, enlouquecendo a Metro-Goldwyn-Mayer, que exigiu um casamento de fachada. Como ele recusou a farsa, seu contrato não foi renovado. Em decadência, trabalhou em filmes de B e tentou sem êxito a sorte na Broadway. Na década de 1960, foi assassinado em sua casa por dois irmãos prostitutos. Depois de torturá-lo, eles asfixiaram-no e o degolaram com uma pequena faca, alem de saquear sua casa.


ASSASSINADA por ACIDENTE?

Estrela desde a década de 1950, NATALIE WOOD (1938 - 1981) foi casada duas vezes com o ator ROBERT WAGNER (1930), de 1957 a 1962, e de 1972 a 1981, num romance explorado durante anos pelas publicações de fofocas. Em 1981, aos 43 anos, ela, o marido e o ator CHRISTOPHER WALKEN (1943) - colega dela no filme “Projeto Brainstorm / Brainstorm” (lançado em 1983) - foram fazer um passeio de barco. Ela desapareceu numa noite e foi encontrada na manhã seguinte, afogada, e o bote salva vidas do barco estava próximo ao corpo da atriz. Sua morte foi considerada um acidente. 

Em 2011, o capitão do barco apareceu em um programa de TV falando que havia mentido no primeiro depoimento e que havia ouvido uma discussão violenta entre Natalie e um enciumado Robert. Isso reabriu a investigação sobre o caso. A necrópsia revelou que ela tinha hematomas e arranhões pelo corpo, incluindo pescoço e rosto, que ocorreram antes da queda. O atestado de óbito foi refeito, considerando que ela morreu por “afogamento e outros fatores indeterminados”. Nenhum dos dois atores comenta sobre o assunto e a causa da morte de Natalie continua sendo um mistério.


ACONTECEU em uma LOJA de LUXO

Surgindo para o mundo em filmes de Tim Burton, WINONA RYDER (1971) mostrou-se como um dos nomes mais promissores da nova geração de atrizes.  Concorreu duas vezes ao Oscar de Melhor Atriz, firmando sua reputação com público e crítica. Protagonizou grandes filmes, sendo dirigida por Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Woody Allen. Porém, em 2001, um escândalo abalou a sua carreira de forma quase irreversível. A atriz foi detida pela polícia, após ser flagrada roubando mais de seis mil dólares em itens de uma loja de luxo em Beverly Hills. Livrou-se das grades ao pagar uma fiança de trinta mil dólares, mas o dano causado pelo escândalo arruinou sua carreira. O seu nome, que outrora tinha força e representatividade, caiu em descrédito perante a indústria.