Ele foi um dos mais populares atores de Hollywood. Morreu de uma
parada cardíaca, aos 85 anos, em sua casa em Henderson, no Estado de Nevada,
EUA. Os problemas cardíacos de TONY CURTIS (Nova York. 1925 – 2010) começaram
em 1994. Ele havia se submetido a uma cirurgia, recebendo uma ponte de safena. “Na
realidade, eu era perfeito: bonito, são de corpo e de espírito.”, disse o
astro, pouco antes de morrer, recordando sua juventude numa entrevista. Tem
fundamento. No auge do sucesso, na segunda metade da década de 1950, eram
poucas as garotas que resistiam ao seu charme. Namorador incorrigível, na sua
lista de conquistas figuraram nomes como Marilyn Monroe, Natalie Wood, Janet
Leigh e mil mulheres, de acordo com sua autobiografia. Contudo, nos anos 70, a
cocaína, o álcool e filmes ruins lhe roubaram a beleza e energia.
Filho de imigrantes húngaros, batizado como Bernard Schwartz,
cresceu nos fundos da humilde alfaiataria do pai. Tão pobre que foi obrigado a
passar um tempo num orfanato. Em sua autobiografia de 2008, “American Prince: A
Memoir”, fala abertamente sobre a infância miserável e os abusos que sofreu nas
mãos da mãe diagnosticada como esquizofrênica. Em 1938, perdeu a pessoa mais
importante para ele, seu único irmão, Julius, que foi atropelado e morreu. Pai
da atriz Jamie Lee Curtis, de quem viveu separado durante boa parte da vida, admitiu
que foi um fracasso como pai.
Serviu a marinha na Segunda Guerra Mundial. Começando a atuar
depois de dar baixa. Fez algumas peças, até ser descoberto pelo famoso produtor
David O. Selznick (“... E o Vento Levou / Gone with the Wind”). Em 1948, devido
ao belo porte, assinou contrato de sete anos com a Universal International Pictures, sendo matriculado em aulas
de esgrima e montaria. Trocaram seu nome para TONY CURTIS, e logo se tornou uma
estrela. Como Elvis Presley, ditou moda, com muita gente imitando seu corte de
cabelo com topete e gel modelador. Sua primeira performance foi uma aparição de dois minutos no clássico noir “Baixeza / Criss Cross” (1949), em que faz ciúmes a
Burt
Lancaster dançando com Yvonne De Carlo.
Inicialmente mocinho em películas de aventura, converteu-se em intérprete
elogiado graças a dramas como “A Embriaguez do Sucesso” e “Acorrentados”, pelo
qual recebeu sua única indicação ao Oscar de Melhor Ator, como um fugitivo racista convicto
algemado a um negro, interpretado por Sidney Poitier. O seu
primeiro papel principal foi em “O
Príncipe Ladrão / The Prince Who Was a Thief” (1951), de Rudolph Maté, em
que foi bastante criticado por fazer um príncipe árabe com um forte sotaque
nova-iorquino. Apesar das críticas, acabou se tornando um ídolo adolescente,
graças à sua boa aparência e ao seu carisma.
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| tony e janet leigh |
Atuou em mais de uma centena de filmes e casou-se seis vezes. - a
primeira delas com a atriz Janet Leigh, de junho de 1951 a setembro de 1962, que
mais tarde ele admitiu que tinha objetivo publicitário. Por um bom tempo eles
foram o casal de ouro de Hollywood, capas de inúmeras revistas. Fizeram
juntos cinco filmes. Depois de se
divorciar de Janet, casou com a atriz austríaca Christine Kaufman, que conheceu
ao filmar “Taras Bulba / Idem”
(1962). Após superar uma batalha contra o álcool e as drogas que durou
muitos anos e arruinou seu físico de belos olhos azuis, o ator retornou à
televisão e ao cinema. Outra tragédia em sua vida aconteceu quando seu filho
Nicholas morreu de overdose de heroína, aos 23 anos.
Depois de parar de atuar, ele se dedicou à pintura. Em 1989,
vendeu obras no valor de mais de US$ 1 milhão em uma exposição em Los Angeles,
na Califórnia. Uma das suas telas faz parte da coleção permanente do Museu de
Arte Moderna de Nova York. Em 1989, lançou um vídeo em que dá dicas de
exercícios físicos para pessoas com mais de 50 anos. Sua última mulher, Jill Vanderberg, 45 anos mais nova que ele, ajudava o marido aposentado a cuidar de um refúgio
para cavalos vítimas de abandono ou abuso, na divisa dos estados da Califórnia
e de Nevada.
Não sou fã de TONY CURTIS. Antipático, cara de playboy bebum, ator
de pouco fôlego. Tampouco nego sua importância cinematográfica, principalmente
como comediante. Em 2008, numa entrevista, ele falou sobre sua ascensão ao
estrelato, marcada em primeiro lugar pelo sexo, e a decadência que se seguiu ao
mergulhar no mundo das drogas. “Acho que não fiz os filmes que deveria ter
feito”, concluiu, admitindo ter recusado papeis que acabaram sendo aceitos por
seus colegas Marlon Brando e Paul Newman, entre outros.
10 FILMES de TONY
(por ordem de preferência)
01
EMBRIAGUEZ DO SUCESSO
(Sweet Smell of
Success, 1957)
com Burt Lancaster
02
QUANTO MAIS QUENTE MELHOR
de Billy Wilder
com Marilyn Monroe e Jack Lemmon
03
SPARTACUS
de Stanley Kubrick
com Kirk Douglas,
Laurence Olivier, Jean Simmons,
Charles Laughton,
Peter Ustinov e John Gavin
04
VIKINGS, OS CONQUISTADORES
de Richard Fleischer
com Kirk Douglas,
Ernest Borgnine e Janet Leigh
05
ACORRENTADOS
de Stanley Kramer
com Sidney Poitier
06
UM AMOR DO OUTRO MUNDO
de Vincente Minnelli
com Debbie Reynolds, Walter
Matthau, Pat Boone
e Ellen Burstyn
07
O HOMEM QUE ODIAVA AS MULHERES
de Richard Fleischer
com Henry Fonda e George Kennedy
08
DE FOLGA PARA AMAR
de Blake Edwards
com Janet Leigh, Linda Cristal e Troy Donahue
09
MÉDICA, BONITA E SOLTEIRA
de Richard Quine
com Natalie Wood, Henry Fonda, Lauren Bacall
e Mel Ferrer
10
O GRANDE IMPOSTOR
de Robert Mulligan
com Karl Malden,
Edmond O`Brien, Arthur O`Connell
e Raymond Massey
e Raymond Massey
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