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abril 01, 2017

********** TONY CURTIS – GALÃ de OLHOS AZUIS



Ele foi um dos mais populares atores de Hollywood. Morreu de uma parada cardíaca, aos 85 anos, em sua casa em Henderson, no Estado de Nevada, EUA. Os problemas cardíacos de TONY CURTIS (Nova York. 1925 – 2010) começaram em 1994. Ele havia se submetido a uma cirurgia, recebendo uma ponte de safena. “Na realidade, eu era perfeito: bonito, são de corpo e de espírito.”, disse o astro, pouco antes de morrer, recordando sua juventude numa entrevista. Tem fundamento. No auge do sucesso, na segunda metade da década de 1950, eram poucas as garotas que resistiam ao seu charme. Namorador incorrigível, na sua lista de conquistas figuraram nomes como Marilyn Monroe, Natalie Wood, Janet Leigh e mil mulheres, de acordo com sua autobiografia. Contudo, nos anos 70, a cocaína, o álcool e filmes ruins lhe roubaram a beleza e energia.

Filho de imigrantes húngaros, batizado como Bernard Schwartz, cresceu nos fundos da humilde alfaiataria do pai. Tão pobre que foi obrigado a passar um tempo num orfanato. Em sua autobiografia de 2008, “American Prince: A Memoir”, fala abertamente sobre a infância miserável e os abusos que sofreu nas mãos da mãe diagnosticada como esquizofrênica. Em 1938, perdeu a pessoa mais importante para ele, seu único irmão, Julius, que foi atropelado e morreu. Pai da atriz Jamie Lee Curtis, de quem viveu separado durante boa parte da vida, admitiu que foi um fracasso como pai.

Serviu a marinha na Segunda Guerra Mundial. Começando a atuar depois de dar baixa. Fez algumas peças, até ser descoberto pelo famoso produtor David O. Selznick (“... E o Vento Levou / Gone with the Wind”). Em 1948, devido ao belo porte, assinou contrato de sete anos com a Universal International Pictures, sendo matriculado em aulas de esgrima e montaria. Trocaram seu nome para TONY CURTIS, e logo se tornou uma estrela. Como Elvis Presley, ditou moda, com muita gente imitando seu corte de cabelo com topete e gel modelador. Sua primeira performance foi uma aparição de dois minutos no clássico noir “Baixeza / Criss Cross” (1949), em que faz ciúmes a Burt Lancaster dançando com Yvonne De Carlo.  

Inicialmente mocinho em películas de aventura, converteu-se em intérprete elogiado graças a dramas como “A Embriaguez do Sucesso” e “Acorrentados”, pelo qual recebeu sua única indicação ao Oscar de Melhor Ator, como um fugitivo racista convicto algemado a um negro, interpretado por Sidney Poitier. O seu primeiro papel principal foi em “O Príncipe Ladrão / The Prince Who Was a Thief” (1951), de Rudolph Maté, em que foi bastante criticado por fazer um príncipe árabe com um forte sotaque nova-iorquino. Apesar das críticas, acabou se tornando um ídolo adolescente, graças à sua boa aparência e ao seu carisma. 

tony e janet leigh
Em 1959, TONY CURTIS protagonizou uma das comédias mais aclamadas de Hollywood, “Quanto mais Quente Melhor”, do mestre Billy Wilder, contracenando com Marilyn Monroe e Jack Lemmon. Seu personagem se disfarça de mulher para fugir da máfia. Anos depois, o ator revelou ter engravidado a estrela. Fez sucesso com o épico “Spartacus” (1960), onde se destaca sua famosa cena, com conotações homossexuais, ao lado de Sir Laurence Olivier.

Atuou em mais de uma centena de filmes e casou-se seis vezes. - a primeira delas com a atriz Janet Leigh, de junho de 1951 a setembro de 1962, que mais tarde ele admitiu que tinha objetivo publicitário. Por um bom tempo eles foram o casal de ouro de Hollywood, capas de inúmeras revistas. Fizeram juntos cinco filmes. Depois de se divorciar de Janet, casou com a atriz austríaca Christine Kaufman, que conheceu ao filmar “Taras Bulba / Idem” (1962). Após superar uma batalha contra o álcool e as drogas que durou muitos anos e arruinou seu físico de belos olhos azuis, o ator retornou à televisão e ao cinema. Outra tragédia em sua vida aconteceu quando seu filho Nicholas morreu de overdose de heroína, aos 23 anos.

Depois de parar de atuar, ele se dedicou à pintura. Em 1989, vendeu obras no valor de mais de US$ 1 milhão em uma exposição em Los Angeles, na Califórnia. Uma das suas telas faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. Em 1989, lançou um vídeo em que dá dicas de exercícios físicos para pessoas com mais de 50 anos. Sua última mulher, Jill Vanderberg, 45 anos mais nova que ele, ajudava o marido aposentado a cuidar de um refúgio para cavalos vítimas de abandono ou abuso, na divisa dos estados da Califórnia e de Nevada. 

Não sou fã de TONY CURTIS. Antipático, cara de playboy bebum, ator de pouco fôlego. Tampouco nego sua importância cinematográfica, principalmente como comediante. Em 2008, numa entrevista, ele falou sobre sua ascensão ao estrelato, marcada em primeiro lugar pelo sexo, e a decadência que se seguiu ao mergulhar no mundo das drogas. “Acho que não fiz os filmes que deveria ter feito”, concluiu, admitindo ter recusado papeis que acabaram sendo aceitos por seus colegas Marlon Brando e Paul Newman, entre outros.

tony no clássico “quanto mais quente melhor”
10 FILMES de TONY
(por ordem de preferência)

01
EMBRIAGUEZ DO SUCESSO
(Sweet Smell of Success, 1957)

de Alexander Mackendrick
com Burt Lancaster

02
QUANTO MAIS QUENTE MELHOR
(Some Like It Hot, 1959)

 de Billy Wilder
com Marilyn Monroe e Jack Lemmon

03
SPARTACUS
(Idem, 1960)

 de Stanley Kubrick
com Kirk Douglas, Laurence Olivier, Jean Simmons,
Charles Laughton, Peter Ustinov e John Gavin

04
VIKINGS, OS CONQUISTADORES
(The Vikings, 1958)

 de Richard Fleischer
com Kirk Douglas, Ernest Borgnine e Janet Leigh

05
ACORRENTADOS
(The Defiant Ones, 1958)

de Stanley Kramer
com Sidney Poitier

06
UM AMOR DO OUTRO MUNDO
(Goodbye Charlie, 1964)

de Vincente Minnelli
com Debbie Reynolds, Walter Matthau, Pat Boone
e Ellen Burstyn

07
O HOMEM QUE ODIAVA AS MULHERES
(The Boston Strangler, 1968)

de Richard Fleischer
com Henry Fonda e George Kennedy

08
DE FOLGA PARA AMAR
(The Perfect Furlough, 1958)

de Blake Edwards
com Janet Leigh, Linda Cristal e Troy Donahue

09
MÉDICA, BONITA E SOLTEIRA
(Sex and the Single Girl, 1964)

de Richard Quine
com Natalie Wood, Henry Fonda,  Lauren Bacall
e Mel Ferrer

10
O GRANDE IMPOSTOR
(The Great Impostor, 1961)

de Robert Mulligan
com Karl Malden, Edmond O`Brien, Arthur O`Connell
 e Raymond Massey


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