É difícil encontrar olhos mais sedutores que
os da inglesa ELIZABETH Rosemond TAYLOR (1932 - 2011). De uma rara cor violeta,
eles foram a marca da atriz considerada uma das mulheres mais lindas do mundo.
Linda e talentosa, ela estreou com apenas dez anos. Aos doze já era
uma estrela em Hollywood. Participou de mais de 50 filmes, e teve vários papéis
marcantes. Reconhecida como a última grande estrela da era de ouro do cinema, reinou soberana
durante quatro décadas, sendo seu período áureo de 1951 a 1969.
Ganhou dois Oscars de Melhor Atriz. Um em 1960 com a prostituta
Gloria Wandrous em “Disque Butterfield 8 / Idem”. Outro, seis anos depois, como
a envelhecida, alcoólatra e neurótica Martha do drama clássico “Quem Tem Medo
de Virgínia Woolf? / Who's
Afraid of Virginia Woolf?”. Ela raramente me comove, talvez por sua voz
curta e enjoativa, mas respeito a trajetória vitoriosa. Esteve admirável como
anti-heroína fitzgeraldiana em “A Última Vez que Vi Paris” e a esposa
desprezada de Paul Newman em “Gata em Teto de Zinco Quente”, baseado em uma
famosa peça de Tennessee Williams.
Compulsiva colecionadora de joias,
alcoólatra e com inúmeros problemas de saúde, tornou-se a atriz mais bem paga
do mundo na década de 1960. LIZ TAYLOR encheu páginas e mais páginas de tabloides
e colunas de fofocas com seus rumorosos casamentos. Oito ao todo. Relações apaixonadas,
intensas, quase sempre atribuladas. “Para mim, a felicidade se resume em
colecionar amores”, confessou numa entrevista.
Os fracassos no amor, o alcoolismo e o abuso de drogas minaram a
saúde dela, que passou por vinte cirurgias ao longo da vida. Apesar da
fragilidade física, a estrela participou ativamente na luta contra a epidemia
de AIDS no mundo. Uma causa que abraçou depois da morte de um amigo, o ator
Rock Hudson. Em
uma das declarações espirituosas que deu ao longo da vida, LIZ TAYLOR disse, a
respeito de seus relacionamentos: “Apenas dormi com homens com os quais me
casei. Quantas mulheres podem dizer o mesmo?”.
As BODAS de LIZ
01
Aos 18 anos, em 1950, casou-se com o playboy Conrad Hilton Júnior,
rico herdeiro de uma cadeia de hotéis e tio-avô de Paris Hilton. Quando abortou
involuntariamente, depois de ter sido espancada pelo marido quase sempre embriagado, pediu o divórcio. O
badalado casamento durou nove meses (de maio de 1950 a fevereiro de 1951).
02
Em 1952, foi a vez do empostado ator inglês Michael Wilding, 20
anos mais velho e bissexual, com quem teve dois filhos: Michael (1953) e
Christopher Wilding (1955). O casamento chegou ao fim em 1956.
03
O terceiro na lista, o milionário e produtor de cinema Mike Todd (Oscar por “A Volta ao Mundo em 80 Dias
/ Around the World in Eighty Days”), uma grande paixão da diva, morreu num acidente
aéreo antes de completar um ano de casados, em 1958. O casal, que vivia um
relacionamento conflituoso, teve uma filha, Elizabeth Frances (Liza).
04
Viúva, não desistiu do casamento e em 12 de maio de 1959 –
um ano após a morte do último marido – casou-se de novo, desta vez com o cantor
Eddie Fisher, viciado em drogas. A união durou três anos e foi um escândalo, já
que o novo marido era o melhor amigo do ex-marido da atriz, Mike Todd, além de
ser casado com Debbie Reynolds, amiga de Liz. Ela foi mundialmente chamada de “destruidora
de lares”.
05 e 06
Ainda estava casada com o terceiro marido quando se apaixonou perdidamente
por Richard Burton nos sets de
filmagem de “Cleópatra / Idem”, em 1962. O ator britânico era casado há muitos
anos. Como seus personagens, Cleópatra e Marco Antonio, o amor começou com uma
traição. Eles se uniram legalmente em março de 1964. A primeira boda durou quase 10
anos, marcados por acontecimentos positivos e negativos de igual intensidade.
Do lado bom havia amor, paixão, admiração e muitos diamantes. Do lado mau
estavam discussões homéricas, ciúmes, as infidelidades de Burton, descontrole
de drogas e excesso de bebida.
Não há dúvidas de que foi o homem da vida de Liz. Além dos filmes
que fizeram juntos - oito ao todo - as cartas escritas pelo ator provam o profundo
e louco amor. Foram reunidas no livro “Furious Love:
Elizabeth Taylor, Richard Burton, and the Marriage of the Century”. “Se você me
deixar, eu me mato. Não há vida sem você”, escreveu ele em uma das primeiras
cartas. Em outra, ele se refere ao talento e à beleza da amada. “Você é provavelmente a melhor atriz do
mundo, o que, somado à sua beleza extraordinária, faz você ser única.” Richard
Burton também declarou seu amor inúmeras vezes em forma de joias poderosas com
que a presenteava, e que rechearam a coleção particular da estrela.
Eles se separaram em 1973, depois de muitas reconciliações e
brigas, provocadas principalmente pelo alcoolismo de ambos. Em 1975, decidida a
dar uma segunda chance ao seu grande amor, ela se casou com ele novamente. A
segunda união durou menos de um ano. Durante esse período o casal adotou Maria
Burton. Eles continuaram amigos, se falavam longamente pelo telefone, e
trocaram cartas de amor até a morte dele, em 1984. Dias antes de morrer na
Suíça, vítima de uma hemorragia cerebral, Burton escreveu a última carta, que
ela recebeu na Califórnia quando voltou para casa, após comparecer ao funeral
do ex-marido.
07
Em 4 de dezembro de 1976, mesmo ano em que se separou definitivamente de Burton, Liz
casou-se com seu sétimo e penúltimo marido, o ex-senador republicano John
Warner, ainda vivo. Os dois ficaram juntos até 1982.
08
Em 1991, depois de quase dez anos solteira, ela se entregou de
novo ao casamento, desta vez com o caminhoneiro e operário de construção Larry
Fortensky, 22 anos mais jovem. Eles se conheceram na Betty Ford Clinic,
tratando-se de alcoolismo, e em 1998, dois anos depois de se separar de Liz,
foi preso por assaltar uma namorada. A cerimônia foi realizada no rancho Neverland,
de um dos grandes amigos da atriz, o pop-star Michael Jackson, e custou uma fortuna. Com o
fim do oitavo casamento, em 1996, a estrela jurou nunca mais se casar.
Quase cumpriu a promessa. Não se casou oficialmente, mas de 2008 até
a morte viveu com o empresário Jason Winters. “É um dos homens mais maravilhosos
que conheci”, disse Liz, que conheceu o namorado numa viagem ao Havaí.
OITO ROMANCES de LIZ TAYLOR no CINEMA
Angela Vickers e George Eastman (MONTGOMERY CLIFT)
em “Um Lugar ao Sol / A Place in the Sun” (1951)
de George Stevens
Lady Patricia e Beau
Brummell (STEWART GRANGER)
em “Beau Brummell / Idem” (1954)
de Curtis Bernhardt
Helen Ellswirth e
Charles Wills (VAN JOHNSON)
em “A Última Vez que Vi Paris / The Last Time I Saw Paris” (1954)
de Richard Brooks
Leslie Benedict e
Jordan 'Bick' Benedict Jr. (ROCK HUDSON)
em “Assim Caminha a Humanidade / Giant” (1956)
de George Stevens
Maggie Pollitt e
Brick Pollitt (PAUL NEWMAN)
em “Gata em Teto de Zinco Quente / Cat on a Hot Tin Roof” (1958)
de Richard Brooks
Laura Reynolds e Dr.
Edward Hewitt (RICHARD BURTON)
em “Adeus às Ilusões / The Sandpiper” (1965)
de Vincente Minnelli
Katharina e Petruchio
(RICHARD BURTON)
em “A Megera Domada /
The Taming of the Shrew” (1967)
de Franco Zeffirelli
Fran Walker e Joe
Grady (WARREN BEATTY)
em “Jogo de Paixões /
The Only Game in Town” (1970)
de George Stevens





































