Sexo, drogas e morte.
Em Hollywood, essas histórias não estão apenas em filmes. O lado negro da indústria do entretenimento se estende em vidas destruídas e
carreiras comprometidas. No best-seller “Hollywood Babylon: It's Back” (literamente, “Hollywood Babilônia: Ela Está de Volta”, 2008), de Danforth Prince e Darwin Porter, que segue os passos de “Hollywood Babylon”, de Kenneth Anger - publicado em 1959 -, e de sua continuação “Hollywood Babylon II”, de 1984, os autores dissecam estrelas de cinema, revelando fatos sórdidos, loucuras sexuais, bizarrices e imagens de nus frontais. Entre dezenas de revelações, cita Lucille Ball (que se prostituia antes de se tornar atriz), Elvis Presley (seu romance com o ator Nick “Yuma” Adams), James Dean (o envolvimento amoroso com um adolescente de 12 anos), Bette Davis (o assassinato suspeito de um dos seus maridos) e Judy Garland (o destino incerto do seu corpo pós-morte).
Tenho os dois volumes da obra de Anger, numa simpática edição espanhola. Ex-ator infantil, ícone underground, nascido em Hollywood, filho de atores e criado no meio artístico, ele rasga o véu que cobre certas histórias de celebridades, ilustradas quase sempre por fotos raras. Sobra até para a nossa Carmen Miranda, que segundo o autor guardava cocaína na plataforma dos sapatos. Um cult na biblioteca de cinéfilos, o livro abalou a puritana e dissimulada indústria cinematográfica norte-americana, foi perseguido e reeditado ao longo dos anos. Odiada por artistas e seus descendentes, mas adorada pelo público, a publicação em dois volumes decepciona na informação sem dados concretos e escrita fragmentada.
Reuni alguns fatos “extravagantes” da comunidade cinematográfica hollywoodiana, pescados nos livros de Prince-Porter e Anger, e também em diversas biografias, revistas especializadas, documentários e entrevistas. Confira.
O hilário gorducho ROSCOE “FATTY” ARBUCKLE (1887 - 1933) alcançou o sucesso através do produtor-diretor Mack Sennet, numa carreira marcada por êxitos espetaculares. Conhecido no Brasil como Chico Bóia, na vida privada se entregou a quantidades absurdas de álcool e amantes. No auge da popularidade, em 1921, numa orgia em uma suíte de um hotel luxuoso em San Francisco, o comediante provocou a morte de Virginia Rappe, introduzindo brutalmente uma garrafa de champanhe na vagina da aspirante a atriz, revoltado por não conseguir uma ereção. O julgamento foi um impressionante evento midiático. Mesmo se livrando das grades, nunca mais voltou a atuar. Abandonado por todos e falido, terminou na sarjeta, embriagado, morrendo aos 46 anos.
OVERDOSE
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| o velório da estrela |
Uma das mais fascinantes estrelas do cinema mudo, BARBARA LAMARR (1896 - 1926) dormia apenas duas horas por dia, reinando incansavelmente em festas e nas telas. Viciada em cocaína e heroína, ela guardava seu pó em uma pequena caixa de ouro em cima do piano de cauda e o ópio que usava era considerado da melhor qualidade. Recomendada pela amiga Mary Pickford, brilhou como a Milady de Winter de “Os Três Mosqueteiros / The Three Musketeers” (1921), ao lado do astro Douglas Fairbanks.
Casou-se aos 17 anos, e nos 12 anos seguintes se casaria outras quatro vezes, sem deixar de ter outros incontáveis parceiros sexuais, tanto homens como mulheres incapazes de resistir aos seus encantos. Morreu aos 26 anos de uma overdose e a história se tornou pública, provocando a ira dos conservadores e reforçando a fama de Hollywood como “a cidade do pecado”, afinal três anos antes, o encantador galã WALLACE REID (1891 - 1923), rei da Paramount, também havia morrido de overdose, aos 30 anos.
Casou-se aos 17 anos, e nos 12 anos seguintes se casaria outras quatro vezes, sem deixar de ter outros incontáveis parceiros sexuais, tanto homens como mulheres incapazes de resistir aos seus encantos. Morreu aos 26 anos de uma overdose e a história se tornou pública, provocando a ira dos conservadores e reforçando a fama de Hollywood como “a cidade do pecado”, afinal três anos antes, o encantador galã WALLACE REID (1891 - 1923), rei da Paramount, também havia morrido de overdose, aos 30 anos.
SUSPEITA de ASSASSINATO
Considerada por muitos a melhor comediante do cinema mudo, MABEL NORMAND (1892 - 1930) arruinou-se ao ser envolvida em 1922 no assassinato de William Desmond Taylor, o chefão da Famous Players-Lasky. Avisada do crime antes da polícia, a atriz correu até a casa do falecido para resgatar cartas que registravam seu vício em cocaína, além de expor a secreta relação sentimental deles. Flagrada pela polícia revistando o lugar, passou a ser considerada suspeita. O crime permaneceu insolúvel, mas sua carreira se acabou. Em 1927 abandonou o cinema e três anos depois, enfraquecida com o uso excessivo de drogas, morreu de tuberculose.
SEDUZINDO MARINHEIROS
Popular e elegante astro romântico da Metro-Goldwyn-Mayer, WILLIAM HAINES (1900 - 1973) contracenou com Joan Crawford, Mae Murray, Marion Davies, Norma Shearer e Mary Pickford. Muitos na comunidade cinematográfica sabiam de sua homossexualidade, mas o chefão Louis B. Mayer vivia à beira de um ataque de nervos com a possibilidade dos deslizes do ator parar nas páginas dos jornais. Quando a conservadora “Brigada do Vício” flagrou-o num sórdido hotel com um marinheiro, sua carreira chegou ao fim. Para piorar a situação, em 1936, membros da Ku Klux Klan o espancaram. Graças a amigos como Joan Crawford, Carole Lombard, Gloria Swanson e George Cukor, o ator deu a volta por cima, sendo celebrado como um dos mais disputados decoradores de Hollywood.
HOMENS aos MONTES
Conhecida como a It-Girl (a garota que tinha “aquilo”), a ruiva CLARA BOW (1905 - 1965) era uma sedutora estrela da Paramount conhecida em todo o planeta. De repente, tudo se acabou em 1930 quando sua secretária particular, Daisy DeVoe, vendeu sua intimidade para uma revista de fofocas nova-iorquina, a “GraphiC”. Ela havia anotado todos os homens que haviam dormido com a patroa nos quatro anos em que trabalhou para ela. Entre eles, Gary Cooper, John Wayne e um time completo de futebol norte-americano. O caso parou nos tribunais e consideraram a secretária culpada, mas a carreira da atriz afundou de vez: o estúdio não renovou seu contrato e o público a rejeitou. Nos anos seguintes, internada várias vezes em sanatórios, morreu louca.
ORGASMO nas TELAS
O filme “Êxtase /
Ecstasy” (1933) provocou um grande escândalo no seu lançamento. A atriz
austríaca HEDY LAMARR (1914 - 2000) fica nua, corre entre árvores e mergulha num rio. Depois,
há uma simulação de masturbação. Tudo de muito longe. Dura apenas poucos
minutos, mas um comitê do governo norte-americano se escandalizou. A fita saiu
de cartaz. Também por causa do buxixo mundial, Hedy foi espancada pelo marido, um milionário
fabricante de armas, que gastou mais de 300 mil dólares para incinerar as
cópias disponíveis do filme. Disfarçada com as roupas da empregada, ela fugiu
para Paris e depois para os Estados Unidos, tornando-se uma das mais famosas
estrelas da Metro-Goldwyn-Mayer.
DIÁRIO ERÓTICO
Ainda novinha se destacou em “O Belo Brummel / Beau Brummel” (1924), ao lado de John Barrymore, então seu amante. MARY ASTOR (1906 - 1987) nunca mais parou, seja como heroína ou como vilã. Em 1935, seu então marido descobriu casualmente o diário onde ela confessava com detalhes que o traía com o dramaturgo George S. Kaufman, exaltando a potência sexual do amante. Humilhado, ele pediu o divórcio e a custódia da filha única. O juiz responsável pelo caso recusou o diário como prova, mas a imprensa reproduziu trechos picantes do mesmo. O escândalo correu mundo, mas a atriz seguiu adiante, enfrentando piadinhas, ganhando o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “A Grande Mentira / The Great Lie” e atuando por mais três décadas.
FILHA ILEGÍTIMA
Escolhidos para a versão cinematográfica de William A. Wellman da saga de Jack London, "O Grito das Selvas / The Call of the Wild” (1935), a química entre CLARK GABLE (1901 - 1960) e LORETTA YOUNG (1912 - 2000) resultou ardente tanto nas telas como fora delas. Durante as filmagens, saíram notas na imprensa bisbilhotando o romance dos astros e garantindo que Gable pediria o divórcio de sua esposa para se casar com Loretta. Isso não ocorreu. Assim que o filme ficou pronto, a 20th Century-Fox anunciou que a atriz tiraria meses de descanso por questões de saúde. Naquela época, dar a luz fora do matrimônio era a ruína para qualquer estrela. Em 1937, Loretta revelou publicamente a adoção de uma menina de cerca de dois anos, Judy, que no futuro teria inegável semelhança física com a mãe. No entanto, a atriz nunca a assumiu como filha legítima, tampouco de Gable.
DECLÍNIO,
ALCOOLISMO e MORTE
Astro
de muita popularidade na era do cinema mudo, JOHN GILBERT (1897 – 1936) entrou
em declínio ao desafiar o chefe da Metro-Goldwyn-Mayer, Louis B. Mayer, ofendendo-o
e exigindo salário mais elevado. Demitido do estúdio e boicotado pelo produtor,
ainda fez mais um filme na Columbia Pictures antes de morrer, aos 38 anos, de
um ataque cardíaco causado pelo alcoolismo. O ator decadente Norman Maine
(Fredric March) de “Nasce Uma Estrela / A Star is Born” (1937) foi inspirado
nele.
DEVORADA MORTA
Depois de esplêndida reputação como uma das vamps mais populares do cinema mudo, MARIE PREVOST (1898 - 1937) fracassou no cinema falado devido a voz inadequada. Sobrevivendo como coadjuvante e dominada pela depressão, engordou rapidamente. Ao investir em um regime radical, em 1937, terminou morrendo. Sozinha, seu cadáver permaneceu esquecido por vários dias no sujo apartamento em que ela vivia, sendo devorado, em parte, aos pedaços, por um esfomeado cachorro salsicha de estimação.
APENAS BONS AMIGOS?
Boatos
sugeriam que CARY GRANT (1904 – 1986) teria um romance com RANDOLPH SCOTT (1898
– 1987). Os dois moravam juntos e insistiam em não se casar. Pressionados por
todos, acabaram se casando com duas amigas. Segundo algumas revistas de fofocas,
eles chegaram a assumir o romance para os mais íntimos.
DUAS GAROTAS da PESADA
Acusado de estupro em 1942, ERROL FLYNN (1909 - 1959) na ocasião era uma das figuras mais estimadas de Hollywood. As supostas vítimas, duas menores, Peggy Satterlee e Betty Hansen, garantiram que foram levadas pelo ator ao seu iate, o Sirocco, após conhecê-lo numa festa, e se deixaram seduzir. Os jornais de todo o mundo estamparam na primeira página: “Robin Hood acusado de estupro”. O disputado julgamento durou um certo tempo, mas o ator foi inocentado e o seu filme seguinte, “O Ídolo do Público / Gentleman Jim”, foi um tremendo sucesso.
RITUAL SUICIDA
Formosa mexicana que brilhou em Hollywood, a passional LUPE VELEZ (1908 - 1944) casou-se com o Tarzan Johnny Weissmuller em 1933. Em decadência e endividada, filmou no México “Naná” (1944), que foi bem recebido pela crítica. De volta a Hollywood, teve um caso com um cafajeste bonitão, Harald Ramond, ficando grávida. Ele pouco se importou, garantindo que não se casaria com ela. A atriz se negou a abortar e incapaz de encarar a vergonha de dar a luz a um filho ilegítimo, decidiu por fim a própria vida. Vestida sofisticadamente, recebeu suas duas melhores amigas para um suntuoso jantar mexicano. No final da noite, sozinha na alcova com velas e flores exóticas, engoliu muitas pílulas para dormir, passando mal - o estômago estava cheio de comida picante - e terminando por morrer com a cabeça enfiada no vaso sanitário, afogada no próprio vômito.
A CARREIRA ou o AMOR
Contratado pela 20th Century-Fox, WILLIAM EYTHE (1918 - 1957) cresceu em filmes com Jennifer Jones, Joan Bennett, Linda Darnell e Jeanne Crain. A máquina publicitária do estúdio insistia que o jovem ator estava namorando uma das estrelas mais quentes da temporada, Anne Baxter, mas na vida real ele era gay e amava um colega muito popular na época, LON McCALLISTER (1923 - 2005). Quando um fã publicou fotos comprometedoras dos dois, o presidente da Fox, Darryl F. Zanuck, furioso, obrigou-o a trabalhar um tempo na Inglaterra enquanto os comentários esfriavam.
McCallister não se conteve, indo ao encontro do amante e selando o fim da carreira de ambos, que tiveram seus contratos cancelados. Eythe procurou mudar a situação, casando-se rapidamente com a atriz Buff Cobb, mas o matrimônio arranjado durou pouco e acabou feio: a esposa exigiu dinheiro para fechar a boca. Ele nunca mais se reergueu, morrendo em 1957, de hepatite, aos 38 anos.
McCallister não se conteve, indo ao encontro do amante e selando o fim da carreira de ambos, que tiveram seus contratos cancelados. Eythe procurou mudar a situação, casando-se rapidamente com a atriz Buff Cobb, mas o matrimônio arranjado durou pouco e acabou feio: a esposa exigiu dinheiro para fechar a boca. Ele nunca mais se reergueu, morrendo em 1957, de hepatite, aos 38 anos.
BAD
BOY
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| saindo da prisão |
Talento,
carisma e estilo cínico e indolente fizeram de ROBERT MITCHUM (1917 - 1997) um dos grandes
nomes de Hollywood. Encarnava nas telas desprezo pela autoridade e desrespeito
aos bons costumes. Sempre com classe. Na adolescência, foi expulso da escola e
viajou clandestinamente de trem pelo país. Aos 14, foi preso por vadiagem. Com
seus olhos de ressaca, meio-sorriso irônico e voz grave e profunda, encarnou o
anti-herói de inúmeros filmes noir. Em 1949, ficou 50 dias preso por uso de
maconha e o escândalo, em vez de liquidar sua carreira, deu-lhe um novo impulso,
tornando-o um astro. Apesar da bebida e das brigas, atuou em mais de 130 filmes
e impôs respeito por seu talento e carisma. Uma vez Howard Hawks lhe disse:
“Você é uma farsa. É um dos sujeitos que conheço que mais trabalham”. Mitchum
respondeu: “Não espalhe”.
Os INFIÉIS
A grande diva italiana
ANNA MAGNANI (1908 - 1973) estrelara “Roma, Cidade Aberta / Roma Città Aperta” (1945) e “O Amor
/ L'amore” (1948), ambos dirigidos
pelo namorado ROBERTO ROSSELLINI (1906 - 1977), e esperava trabalhar com ele em seu filme seguinte, “Stromboli / Idem” (1950). Contudo, uma mudança ocorreu
após o cineasta receber uma inesperada carta da estrela INGRID BERGMAN (1915 - 1982)
enaltecendo seu trabalho, e colocando-se a sua disposição como atriz. Os dois
se encontram em Nova York, terminando no convite para ela protagonizar seu próximo filme. Casada com um dentista sueco, Ingrid cai de amores pelo cineasta durante
as filmagens, então envolvido com a temperamental e ciumenta Anna.
A italiana foi substituída pela estrela de Hollywood no coração de Rossellini, provocando um escândalo internacional envolvendo a igreja e os bastidores de “Stromboli”. Os produtores originais do projeto mantém Anna Magnani e iniciam um outro filme, “Vulcano / Volcano” (1950), com história semelhante. Rejeitada por Hollywood e fãs, perseguida pela imprensa, Ingrid estrelaria seis filmes (incompreendidos na época) do cineasta italiano e, juntos, tiveram três filhos, entre eles a atriz Isabella Rossellini. Em 1956, ela recebeu o perdão oficial de Hollywood com o seu segundo Oscar de Melhor Atriz por “Anastácia, a Princesa Esquecida / Anastasia” (1956).
A italiana foi substituída pela estrela de Hollywood no coração de Rossellini, provocando um escândalo internacional envolvendo a igreja e os bastidores de “Stromboli”. Os produtores originais do projeto mantém Anna Magnani e iniciam um outro filme, “Vulcano / Volcano” (1950), com história semelhante. Rejeitada por Hollywood e fãs, perseguida pela imprensa, Ingrid estrelaria seis filmes (incompreendidos na época) do cineasta italiano e, juntos, tiveram três filhos, entre eles a atriz Isabella Rossellini. Em 1956, ela recebeu o perdão oficial de Hollywood com o seu segundo Oscar de Melhor Atriz por “Anastácia, a Princesa Esquecida / Anastasia” (1956).
CIÚMES e TIROS
Lembrada por magníficos filmes noir dirigidos por Fritz Lang e Jean Renoir, no início dos anos 1950 JOAN BENNETT (1910 - 1990) teve a imagem arranhada quando seu marido, o lendário produtor Walter Wanger, deu dois tiros no agente Jennings Lang, acreditando que ele estava tendo um caso com ela. A vítima se recuperou, mas Wanger não se livrou da prisão de quatro meses. Vivendo um momento de sua trajetória em que se especializara em donas de casas sensatas e abnegadas, a atriz sofreu um certo boicote, pois muitos acreditavam que ela era realmente infiel. “Acho que eu atirei em mim mesma”, disse ela na ocasião, continuando casada com o enciumado produtor até 1965.
AVA
GARDNER (1922 – 1990) despertava tórridas paixões. Uma de suas vítimas foi FRANK
SINATRA (1915 – 1998). Eles chegaram a ficar casados durante alguns anos, de
1951 a 1957, entre bebedeiras e cenas de ciúmes. Mesmo depois da separação,
Sinatra continuava apaixonado. Tanto que pediu que a amiga Lauren Bacall
entregasse um bolo de coco a Ava, que estava filmando em Roma. Ava ignorou o
presente. Ao saber disso, Sinatra cortou os pulsos com uma gilete, mas
sobreviveu. No final da vida, adoentada e com dificuldades financeiras, Ava
recebeu todo o apoio necessário do ex-marido.
BELEZA
DESTRUÍDA
Sua
vida barra pesada foi contada em livros, filme e peça de teatro. BARBARA
PAYTON (1927 - 1967) aprendeu cedo que tinha um efeito fulminante sobre o
sexo oposto. Aos 16 anos fugiu de casa com um namorado. Começou sua carreira
como modelo, estreando no cinema em 1949. Belíssima e boa atriz, seduziu o super star James Cagney, que lhe ofereceu um inesperado salário de US $ 5.000 por semana para ela protagonizar ao seu lado o violento “O
Amanhã que não Virá / Kiss Tomorrow Goodbye” (1950). Elogiada pela crítica, tudo
garantia que seria uma estrela.
Estrelou o western “Resistência Heroica / Only the Valiant” (1951) com Gregory Peck, surgindo um comentado romance com o ator (casado) durante as filmagens. O discreto Peck ficou louco por ela. Em 1951, o declínio da atriz era evidente, boicotada pelos poderosos de Hollywood que não aceitavam sua vida de festas, bebedeiras e relações com homens casados ou de reputação duvidosa. Ela casou-se quatro vezes e teve romances badalados com Howard Hughes, Bob Hope, Woody Strode, Guy Madison, George Raft, John Ireland e Steve Cochran.
Em 1950, noivou o veterano ator FRANCHOT TONE (1905 – 1968), tendo ao mesmo tempo um caso com outro colega, TOM NEAL (1914 – 1972). Em 14 de setembro de 1951, Neal, um ex-boxeador, atacou fisicamente Tone no apartamento de Barbara, deixando-o em coma por 18 horas, rosto esmagado e nariz quebrado. O incidente rendeu uma grande publicidade. Eles se casaram, mas o divórcio veio em menos de um ano. Destruída emocionalmente com o fim precoce da carreira, enveredou no alcoolismo e drogas, abrindo caminho para vários conflitos com a lei, incluindo prisões por cheques sem fundos e, eventualmente, uma prisão na Sunset Boulevard por prostituição. Dormiu em bancos de ônibus e sofreu espancamentos regulares como prostituta. Após uma breve internação para se desintoxicar, voltou a viver com os pais alcoólatras, morrendo em 1967, aos 39 anos, totalmente esquecida.
Estrelou o western “Resistência Heroica / Only the Valiant” (1951) com Gregory Peck, surgindo um comentado romance com o ator (casado) durante as filmagens. O discreto Peck ficou louco por ela. Em 1951, o declínio da atriz era evidente, boicotada pelos poderosos de Hollywood que não aceitavam sua vida de festas, bebedeiras e relações com homens casados ou de reputação duvidosa. Ela casou-se quatro vezes e teve romances badalados com Howard Hughes, Bob Hope, Woody Strode, Guy Madison, George Raft, John Ireland e Steve Cochran.
Em 1950, noivou o veterano ator FRANCHOT TONE (1905 – 1968), tendo ao mesmo tempo um caso com outro colega, TOM NEAL (1914 – 1972). Em 14 de setembro de 1951, Neal, um ex-boxeador, atacou fisicamente Tone no apartamento de Barbara, deixando-o em coma por 18 horas, rosto esmagado e nariz quebrado. O incidente rendeu uma grande publicidade. Eles se casaram, mas o divórcio veio em menos de um ano. Destruída emocionalmente com o fim precoce da carreira, enveredou no alcoolismo e drogas, abrindo caminho para vários conflitos com a lei, incluindo prisões por cheques sem fundos e, eventualmente, uma prisão na Sunset Boulevard por prostituição. Dormiu em bancos de ônibus e sofreu espancamentos regulares como prostituta. Após uma breve internação para se desintoxicar, voltou a viver com os pais alcoólatras, morrendo em 1967, aos 39 anos, totalmente esquecida.
REJEIÇÃO
O MARIDO da MELHOR AMIGA
A união de DEBBIE
REYNOLDS (1932) e EDDIE FISHER (1928 - 2010) foi considerada o casamento do ano, mas, dois anos
depois, a coisa desandou. Eddie, era amigo de Mike Todd, segundo marido de
ELIZABETH TAYLOR (1932 - 2011). Os dois casais eram vistos juntos frequentemente e, quando
Todd morreu em um acidente, um ano após o casamento, Eddie não perdeu tempo e,
ao consolar a viúva, acabou se envolvendo com ela. Como todo traído, Debbie foi
a última a saber do relacionamento dos dois, uma vez que os jornais já davam
pistas e nas festas, o comentário era geral. O escândalo apareceu em todos os noticiários
e Liz passou a ser odiada por muita gente.
O GANGSTER
A super estrela de “A Caldeira do Diabo / Peyton Place”, LANA TURNER (1921 - 1995), apaixonou-se por um gangster sexy e notório gigolô, bem mais novo que ela, Johnny Stompanato. Constantemente agredida por ele e ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso ela deixasse de o sustentar, vivia em pânico, bebendo como um cossaco para relaxar. Em 1958, a adolescente Cheryl Christina, depois de presenciar sua mãe ser surrada mais uma vez pelo bandido, o assassinou com uma faca de cozinha. Numa atuação impecável no tribunal, vestida lindamente de negro e com óculos escuros, a loura Lana chorou e quase desmaiou, resultando na absolvição da filha.












































