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abril 08, 2015

****** O FORA-DA-LEI BILLY THE KID no CINEMA


Dos personagens reais do Velho Oeste, cujas histórias sobre eles contadas ao longo de mais de uma centena de anos acabaram sendo distorcidas e, por isso mesmo tornaram-se lendas, são bem conhecidos os homens da lei Wyatt Earp e Wild Bill Hickok e os irmãos bandidos Jesse e Frank James. Porém, apesar da sua curta e conturbada existência, a saga do pistoleiro BILLY THE KID (pseudônimo de William Henry McCarty, Jr; 23 de novembro de 1859 - 14 de julho de 1881) é a mais famosa. Notório ladrão de gado e assassino, descrito muitas vezes como um idiota homicida (ou um garoto incompreendido que andava com más companhias), foi relembrado há pouco quando tentaram reabilitar sua memória no estado do Novo México, onde viveu a maior parte dos seus 21 anos (nasceu em Nova York), agiu e morreu. Em vão. O governador Bill Richardson negou o pedido de perdão póstumo, e ele permanece como facínora no imaginário de todos os que curtem o western.

a única foto de billy the kid
Este gênero – o grande gênero norte-americano, segundo o crítico francês André Bazin — celebrou BILLY THE KID de todas as maneiras, indo do heroico ao trágico. Anônimo em vida, ele ganhou fama pós-morte devido a um livro biográfico pouco sério, The Authentic Life of Billy the Kid, escrito pelo seu carrasco, o xerife e ex-colega de roubos Pat Garrett (também seu amante, segundo alguns). Com o tempo, ganhou a reputação de ter sido um dos mais cruéis e frios assassinos das pradarias. De acordo com uma popular lenda, ele teria matado 21 homens, exatamente o mesmo número de anos que viveu. No entanto, registros históricos e relatos não provam esse número de mortes. Essa lenda teve origem no seu obituário, publicado pelo jornal sensacionalista “Santa Fe Weekly Democrat”, em 21 de Julho de 1881. O mesmo informava erroneamente que o pistoleiro que matou um homem para cada ano de vida, havia sido encontrado e consequentemente morto pelo xerife de Lincoln, Pat Garrett.

A fama do jovem bandido cresceu com o passar do tempo, retratado em jornais, panfletos e livros vendidos aos montes para um povo carente de celebridades. Pat Garrett, a outra face dessa história, ganhou notoriedade, dinheiro, mas acabou assassinado a tiros em 1908. Alguns historiadores falam da suposta homossexualidade do facínora, explorado discretamente nos filmes “O Proscrito”, “Um de Nós Morrerá” e “Billy the Kid - A Lenda”, os dois últimos com roteiro de Gore Vidal. 

BILLY THE KID era baixinho, louro, dentuço, desleixado, mas no cinema foi interpretado por belos atores, de Robert Taylor a Paul Newman. Em 1930, Hollywood produziria a primeira versão da sua vida em “O Vingador”, dirigido pelo mestre King Vidor e com roteiro baseado no livro fantasioso “The Saga of Billy the Kid”, de Walter Noble Burns. O grande Wallace Beery co-protagoniza como Pat Garrett. Muitas outras cinebiografias se debruçaram sobre o personagem, mas foi Sam Peckinpah quem criou o seu retrato definitivo, no controverso e alegórico “Pat Garrett e Billy the Kid” (1973). Confira vários atores que interpretaram o mítico bandido:

ANTHONY DEXTER

DESTINO VIOLENTO
(The Parson and the Outlaw, 1957)
de Oliver Drake

AUDIE MURPHY

DUELO SANGRENTO
(The Kid From Texas, 1950)
de Kurt Neumann

BOB STEELE

BILLY, O FORAGIDO
(Billy the Kid Outlawed, 1940)
de Sam Newfield

Steele fez seis westerns-B como Billy the Kid, todos filmados entre os anos 1940-1941, para o pequeno estúdio Producers Releasing Company (PRC).

BUSTER CRABBE

BILLY THE KID WANTED
(1941)
de Sam Newfield

O ex-campeão olímpico de natação Buster Crabbe atuou numa série de doze filmes como Billy the Kid. Esse foi o primeiro.

DEAN STOCKWELL

THE LAST MOVIE
(1971)
de Dennis Hopper

DEAN WHITE

A VOLTA DOS HOMENS MAUS
(Return of the Bad Men, 1948)
de Ray Enright

EMILIO ESTEVEZ

OS JOVENS PISTOLEIROS
(Young Guns, 1988)
de Christopher Cain

 Dois anos depois, ele repetiria o papel em Jovens Demais para Morrer – II Young Guns II.

GEOFFREY DEUEL

CHISUM, UMA LENDA AMERICANA
(Chisum, 1970)
de Andrew V. McLaglen

JACK BUETEL

O PROSCRITO
(The Outlaw, 1943)
de Howard Hughes e Howard Hawks

Um faroeste de produção acidentada, que começou a ser rodado em 1940 e enfrentou toda sorte de dificuldades. A Metro-Goldwyn-Mayer moveu uma ação contra o produtor-diretor Howard Hughes, tentando impedir a realização do filme cujo personagem era o mesmo do seu “Gentil Tirano”. Com 15 dias de filmagens, o diretor Howard Hawks abandonou o longa que passou a ser dirigido pelo próprio Hughes. O excesso de sadismo fez com que só pudesse ser exibido em 1947.

JOHNNY MACK BROWN

O VINGADOR
(Billy the Kid, 1930)
de King Vidor

KRIS KRISTOFFERSON

PAT GARRETT E BILLY THE KID
(Pat Garrett and Billy the Kid, 1973)
de Sam Peckinpah

MICHAEL J. POLLARD

DIRTY LITTLE BILLY
(1972)
de Stan Dragoti

NICK ADAMS

UMA ESTRANHA EM MEU DESTINO
(Strange Lady in Town, 1955)
de Mervyn LeRoy

PAUL NEWMAN

UM DE NÓS MORRERÁ
(The Left Handed Gun, 1958)
de Arthur Penn

Baseado no TV-movie “The Death of Billy the Kid”, de autoria de Gore Vidal, também protagonizado por Paul Newman.

PETER LEE LAWRENCE

O HOMEM QUE MATOU BILLY THE KID
(El Hombre que Mató a Billy the Kid, 1967)
de Julio Buchs

ROBERT TAYLOR

GENTIL TIRANO
(Billy the Kid, 1941)
de David Miller

SCOTT BRADY

O ÚLTIMO MATADOR
(The Law vs. Billy the Kid, 1954)
de William Castle

VAL KILMER

BILLY THE KID - A LENDA
(Billy the Kid, 1989)
de William A. Graham






kris kristofferson

outubro 06, 2011

****** O FABULOSO DESTINO DE FLASH GORDON


buster crabbe
Impressionados com o sucesso da história em quadrinhos FLASH GORDON, de Alex Raymond, cuja publicação no “New York American Journal” começara em 1934, os chefões da Universal resolveram filmá-la em 13 episódios, pondo à disposição do produtor Henry McRae um orçamento de um milhão de dólares, soma espantosa, levando-se em conta a época e a espécie de filme que ia ser feito. Para o papel principal de “Flash Gordon / Idem” (1936), sob a direção de Frederick Stephani, escalou o belo ex-recordista de natação Buster Crabbe. O seriado logo conquistou o público e teve duas continuações, “Flash Gordon: Viagem Para Marte / Flash Gordon’s Trip to Mars”, de 1938, e “Flash Gordon: Conquista do Universo / Flash Gordon Conquers the Universe”, de 1940. Talvez tenha sido o mais popular seriado de todos os tempos. Na primeira “temporada” o mote é uma estranha poeira que está matando a população da Terra. A solução para este mistério está nas mãos de FLASH GORDON e seus amigos Dale Arden (Jean Rogers), Dr. Zarkov (Frank Shannon) e o Príncipe Barin de Arboria (Richard Alexander). Estes episódios mostram a batalha do herói futurista contra o Imperador Ming, vivido pelo canastrão Charles Middleton, e sua filha sedutora e má, Princesa Aura (Priscilla Lawson). Eles têm, a cada capítulo, momentos frenéticos repletos de aventura, coragem, força e perspicácia. Além disso, com seus efeitos especiais e cenas inimagináveis, essa notável série abriu as portas para os filmes de ação e aventuras de ritmo acelerado.

planeta mongo
buster crabbe
alex raymond
Para reconstituir economicamente a estranha paisagem alienígena do Planeta Mongo, tal como ilustrada pelo talentoso desenhista, o estúdio utilizou cenários e objetos de filmes anteriores, como “Frankenstein / Frankenstein” (1931), “A Múmia / The Mummy” (1932) e “O Poder Invisível / The Invisible Ray” (1936), e retirou do arquivo seqüências de filmes mudos. Na seleção musical, aproveitou-se partes de trilhas sonoras de filmes de horror produzidas anteriormente. Economizou também ao filmar em interiores ou nos terrenos da Universal, com exceção de algumas locações distantes no Bronson Canyon, área cheia de paredões rochosos e cavernas, ideal para reconstituir o pré-histórico panorama de Mongo. O protagonista, Buster Crabbe (1908-1983), chegou a ser chamado de “O Rei dos Seriados”. Ele nasceu em Oakland, na Califórnia, entrou para a universidade para estudar direito e em 1932 se tornou campeão olímpico, batendo o recorde de 400 metros nado livre. A carreira como advogado não deu certo, passando a trabalhar em espetáculos aquáticos, em clubes com exibições de atletas em piscinas. Foi nesta época que conseguiu emprego como figurante e dublê no cinema. Nesta incursão cinematográfica, acabou sendo contratado pela Paramount para interpretar “Kaspas, o Homem-Leão / King of the Jungle” (1935). No mesmo ano aceitou fazer seu primeiro seriado: “Tarzan, O Destemido / Tarzan, The Fearless”, competindo com o Johnny Weissmuller da Metro-Goldwyn-Mayer. Mas o sucesso só surgiu quando estrelou FLASH GORDON.





No decorrer dos anos foram produzidas outras versões de FLASH GORDON no cinema, no rádio e na TV. Em todas elas faltou a presença de Buster Crabbe, um dos poucos atores que parecia mesmo um herói de gibi. Steve Holland estrelou uma dessas versões, a série de tevê “Flash Gordon” (1954-1955), que durou 39 episódios. Foi o poderoso produtor Dino de Laurentiis quem produziu o mais recente remake - para o cinema - da clássica aventura, “Flash Gordon / Idem” (1980), escolhendo erroneamente para o papel principal um inexpressivo desconhecido chamado Sam J. Jones, que já havia posado nu para a Playgirl, em 1975. Dirigido por Mike Hodges, a aventura de ficção-científica é bem fiel aos quadrinhos e a antiga série dos anos 30, mas não fez sucesso. Sustenta-se na interpretação assustadora de Max von Sydow como o vilão Ming, na trilha sonora do Queen e na beleza da atriz italiana Ornella Muti, como a Princesa Aura. Desta vez, o destemido herói enfrenta o imperador Ming que ataca a Terra com o vírus Morte Púrpura. Em 2007, o canal americano SyFy tentou de novo, refilmando a saga de Alex Raymond com o ator Eric Johnson. A primeira temporada teve ao todo 22 episódios. Na trama, Gordon é um jovem marcado por uma tragédia familiar: a morte de seu pai num estranho incêndio em um laboratório, que ocorrera quando tinha apenas 13 anos. FLASH GORDON foi uma série de grande êxito, seja nos comics, cinema ou televisão, abrindo caminho para muitos dos heróis atuais de nossas telas. Com certeza, Alex Raymond traçou um personagem carismático, digno da criatividade alucinante de um Steven Spielberg ou um Peter Jackson.

max von sydow
aam j. jones e melody anderson

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ESTRÉIA

FAMÍLIA VENDE TUDO


Novo filme de Alain Fresnot e co-produção Globo Filmes, essa comédia romântica traz um elenco de peso: Caco Ciocler, Luana Piovani, Lima Duarte, Vera Holtz, Ailton Graça e Marisa Orth, entre outros. Nela, uma família picareta de desempregados resolve viajar para o Paraguai e trazer mercadorias contrabandeadas para São Paulo. Quando o plano dá errado, surge a ideia de juntar a filha (Marisol Ribeiro) com Ivan Carlos (Caco Ciocler), um cantor mulherengo, aplicando o velho golpe da barriga. Só que a família não sabia que o sucesso do momento é casado com a perua Jennifer (Luana Piovani), que não deixará esta história impune. “Família Vende Tudo” marca a estreia de Marisol Ribeiro no cinema. A protagonista foi escolhida por testes e arrancou elogios do diretor: “Ela é uma grande atriz, tem muita maturidade de interpretação. O casting está muito equilibrado, tem atores experientes e outros que estão estreando. A Marisol se dedicou muito ao personagem”. Para interpretar Ivan Carlos, o cantor brega, Caco Ciocler fez aulas de canto e precisou aprender a dançar para dar conta de coreografias bem rebolativas. Acostumado a estar no palco, Caco Ciocler tremeu na base ao ficar diante do público durante as filmagens. Na cena em que o personagem faz uma apresentação, Ciocler conta que ficou sem graça ao se deparar com a multidão. “Foi muito tenso. As pessoas tinham ido lá para ver um show do Latino. Eu cantava, e elas não. Foi decepcionante”, relembra. É o quarto longa-metragem do cineasta Alain Fresnot, que levou ao todo sete anos para fazer esse filme. Seu primeiro longa foi o excelente “Desmundo” (2003), drama de época falado em língua arcaica sobre o descobrimento do Brasil, baseado no romance de Ana Miranda e protagonizado por Simone Spoladore, Osmar Prado e o mesmo Caco Ciocler. “Família Vende Tudo” é totalmente diferente, mostrando o jeitinho oportunista brasileiro. A comédia foi exibida pela primeira em maio na 15.ª edição do Festival PE (Festival do Audiovisual de Recife), onde levou cinco prêmios Calango, incluindo o de Melhor Ator para Caco Ciocler e trilha sonora, que aliás, é cativante. Ela foi composta por Arrigo Barnabé e conta também com um samba feito pelo próprio Fresnot e algumas músicas em parceria com o cantor Latino.