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agosto 31, 2022

************* A CATIVANTE CLAUDETTE COLBERT




Tive uma vida adorável. Fui abençoada. 
Conheci o sucesso nos palcos e no cinema.
 
                                      Sempre acreditei que atuar é um instinto. 
                                                  Ou você tem ou não tem.
                                                 CLAUDETTE COLBERT
 
Altura: 1,64 m
Olhos: negros
Cabelos: castanhos-avermelhados
Apelido: Lírio e Tio Claude
 
 
Ela foi uma estrela por quase três décadas. Desfrutou de popularidade do início dos anos 1930 até meados da década de 1950. Famosa por comédias malucas, era também uma excelente atriz dramática. Seu êxito nas telas começou realmente em 1932, com uma cena sensual em “O Sinal da Cruz”, do mítico Cecil B. DeMille. Seguiu-se uma série de sucessos. Em 1935, recebeu o Oscar de Melhor Atriz. Logo seria conhecida pela respeitável marca da atriz mais bem paga, superando Greta Garbo, Barbara Stanwyck, Bette Davis ou Joan Crawford. Em 1938, seu salário de US$ 426.944 foi nomeado pelo Departamento do Tesouro como o segundo maior em Hollywood (depois do chefão da M-G-M, Louis B. Mayer) e o quarto nos EUA. Com grandes olhos castanhos, eternas franjas, bochechas de maçã e pernas deslumbrantes, CLAUDETTE COLBERT (1903 - 1996. Paris / França) parecia que jamais envelheceria, continuando sensacional por muitos anos. Não era uma aparência artificial, mas de uma naturalidade encantadora. Da geração de estrelas que devia a si mesmo e ao seu público ter a melhor aparência possível. Certa vez, a famosa e ferina colunista Hedda Hopper a definiu como “a mais inteligente, mais suave e mais sagaz senhora de 18 quilates que eu já vi em Hollywood.”
 
Trouxe uma inteligência instantânea e autoconfiança para uma ampla gama de papéis. Essas qualidades brilharam na tela em mais de 60 filmes. Podia ser engraçada, comovente, espirituosa, atordoada, sofisticada, sexy. No set, fazia exigências sobre como deveria ser iluminada e fotografada, e só trabalhava até as 17 horas. Segundo o diretor de fotografia Joseph August, Frank Capra e ela “acabaram se odiando” nas filmagens de  “Filhos da Fortuna / For the Love of Mike” (1927), piorando a situação em “Aconteceu Naquela Noite”. Seja por causa de seu intenso treinamento na Broadway, ou simplesmente porque tinha o talento nato para se comportar na frente da câmera, as suas performances se mantém notavelmente atuais. Apesar dos penteados estranhos, dos vestidos glamourosos e das sobrancelhas desenhadas, a galante CLAUDETTE COLBERT exala frescor entre artistas que acreditavam que atuar no cinema significava caras e bocas. Ela tinha uma mistura sedutora de sofisticação, encanto e realidade, independentemente de o filme exigir que fosse cômica, pungente, sensual ou romântica. 

Ao contrário de sua imagem pública graciosa e elegante, a deusa do celulóide era determinada e podia ser dura com colegas artistas/técnicos que não atendiam aos seus padrões de profissionalismo. Descontente, xingava como um brutamontes. Era uma empresária astuta, negociando termos favoráveis para atuar em filmes ou peças. Além disso, se alguém tentasse mexer em seu imutável penteado ou maquiagem, descartava com as palavras “Estou no negócio de Claudette Colbert há muito tempo”. Não era bonita. Tinha um rosto em forma de coração e um sorriso brilhante. A maioria dos seus filmes mostra seu perfil esquerdo. Ela considerava seu melhor lado e raramente permitia fotos do perfil direito. Uma lesão no nariz havia criado uma protuberância à direita. Certa vez, um set teve que ser reconstruído para que ela não mostrasse seu lado direito, resultando que Mary Astor apelidou seu perfil direito de “o lado escuro da lua”.
 
Uma vez disse que nunca considerou atuar a coisa principal em sua vida, afirmando que nunca teve a intenção de ser atriz. Nascida Lily Claudette Chauchoin, em um subúrbio de Paris, seu pai era dono de uma confeitaria. A família mudou-se para Nova York em 1906, quando ela tinha três anos. Queria ser pintora, estudando arte e design. Após a formatura, conseguiu um emprego em uma loja de roupas e dava aulas de francês para aumentar sua renda. Ao longo da vida, pensava, sonhava e orava em francês, e falava em sua língua nativa com a mãe.
 
Ao conhecer a dramaturga Anne Morrison, em 1923, foi convidada por ela para um pequeno papel em uma peça de teatro, “The Wild Westcotts”, com Edna May Oliver. Durante os ensaios, mudou de nome, adotando o CLAUDETTE COLBERT. Nos três anos seguintes, a jovem atriz fez papéis menores e turnês mal sucedidas. Em 1927 teve sua chance em “The Barker”. A peça teve 172 apresentações na Broadway. Em 1928, casou-se com o ator e diretor Norman Foster, divorciando-se em 1935. No mesmo ano, casou-se com o cirurgião Joel Pressman, até a morte dele em 1968. Seu primeiro filme, o drama mudo “Filhos da Fortuna”, dirigido por Frank Capra, fracassou. Desanimada com os resultados pouco inspirados, jurou nunca mais atuar nas telas. No entanto, com a crise na Broadway, aceitou o contrato oferecido pela Paramount Pictures, fazendo um filme atrás do outro, geralmente papéis ingratos de mocinhas doces e virtuosas. Seu talento foi revelado em “O Sinal da Cruz”, como a cruel imperatriz Pompéia. A cena em que nua toma banho de leite de burra foi uma bomba para a época pudica. Principal estrela feminina da Paramount por quinze anos, finalizou o contrato em 1944. Versátil, escolhia seus papéis, adorando trabalhar e estando constantemente ocupada.

clark gable e colbert
em “aconteceu naquela noite”
Em 1934, atraída pela possibilidade de atuar ao lado do lendário Clark Gable e também pelo alto salário oferecido, aceitou ser emprestada para a Columbia Pictures, estrelando “Aconteceu Naquela Noite”. Trata-se de uma comédia inteligente sobre uma herdeira mimada fugitiva que se apaixona por um jornalista charmoso e desempregado. Antes dela, Miriam Hopkins, Myrna Loy, Margaret Sullavan e Constance Bennett foram convidadas para protagonizar o futuro clássico. Todas recusaram, mas CLAUDETTE COLBERT aceitou a tarefa, mesmo sem acreditar no projeto e odiando o diretor. Para espanto de todos, o filme foi indicado a cinco prêmios da Academia e ganhou em todas as categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro. CLAUDETTE COLBERT não tinha esperanças de vencer e, na noite da cerimônia, estava pegando um trem para Nova York, quando foi levada por funcionários do estúdio para o Biltmore Hotel, onde recebeu a cobiçada estatueta.
 
A atriz protagonizou inúmeros sucessos nos anos 1930. Durante a Segunda Guerra Mundial, seu preço por filme oscilava entre US$ 150.000 e US$ 200.000, e ela fazia cerca de dois por ano. Cooperou na Cruz Vermelha, na Hollywood Victory Caravan e se preocupou com parentes presos na França ocupada. A guerra inspirou duas de suas performances mais poderosas: a enfermeira do Exército durante a batalha de Bataan, em “A Legião Branca / So Proudly We Hail” (1943), e a esposa e mãe em “Desde que Partiste”, ganhando uma terceira indicação ao Oscar. Conseguiu elogios da crítica com “Feras que Foram Homens / Three Came Home” (1950), um relato angustiante da vida real de uma mulher em um campo de prisioneiros de guerra japonês. Infelizmente sofreu uma lesão nas filmagens, quebrando uma vértebra em uma cena violenta. Hospitalizada, perdeu o papel principal de “A Malvada / All About Eve” para Bette Davis. Entre 1951 a 1953 fez dois filmes na Europa. Embora sua carreira cinematográfica estivesse em declínio, financeiramente ela estava em excelente forma. Por fim, sua última aparição na tela foi em “No Vale das Grandes Batalhas / Parrish” (1961).

Em 1956,
recebendo o oscar das mãos de shirley temple
CLAUDETTE COLBERT
retornou à Broadway, substituindo Margaret Sullavan por dois meses em “Janus”, de Carolyn Green. Em 1958, reuniu-se com Charles Boyer em “The Marriage-Go-Round”, de Leslie Stevens, que teve 450 apresentações e percorreu 13 estados. Ela voltou regularmente ao teatro até meados dos anos 80. Sua última peça foi “Are't We All?”, de 1985, com Rex Harrison, que viajou por todo o país e por cinco meses na Austrália. Participou de vários programas de TV e em 1957 atuou numa produção da CBS, “One Coat of White”, com Paul Henreid. Apresentou uma série de documentários, “Woman”, e estrelou ao lado de Edward G. Robinson o programa de sucesso “Maxwell House Coffee”, nas temporadas de 1963 a 1965.
 
Sua aparição final diante das câmeras foi em uma minissérie da NBC, “O Crime do Século / The Two Mrs. Grenvilles” (1987), interpretando uma matrona nobre que protege sua nora homicida. Baseada no best-seller de Dominick Dunne, o produtor queria Loretta Young para o papel, mas ela recusou. Ginger Rogers, Bette Davis e Jane Wyman lutaram por ele. CLAUDETTE COLBERT ganhou o Globo de Ouro e uma indicação ao Emmy. Ao se aposentar, morando em Barbados, nas Antilhas, numa casa de fazenda do século 18, hospedava celebridades como Frank Sinatra, Mia Farrow e Ronald Reagan.

marlene dietrich e colbert
A estrela nunca assumiu que era lésbica nem que viveu casamentos de aparência. Não dividia a mesma casa em Hollywood com seu primeiro marido, Norman Foster. Vivia com a mãe dominadora. Com o segundo marido, Joel Pressman, também moravam em residências separadas. Ficavam juntos apenas em eventos sociais. Na década de 1950, CLAUDETTE COLBERT mudou-se para Nova York, mas continuaram bons amigos e a morte dele foi um choque para ela. Diversos livros e artigos afirmam que a atriz teve casos com Joan Crawford, Barbara Stanwyck e Marlene Dietrich. Com a rica artista plástica Verna Hull, a união durou de 1958 a 1967 e foi terminada bruscamente.
 
Ao longo dos anos, ela teve várias amigas íntimas. Talvez o relacionamento com Helen O'Hagan, executiva da Saks, tenha sido o mais importante. Sua companheira por 20 anos, viveram uma vida glamorosa. Embora fosse quase 30 anos mais velha, viajavam juntas, se divertiam em Barbados e dividiam um apartamento em Nova York. Helen conhecia toda a história da parceira, ano por ano, filme por filme. Ela a idolatrava. Em 1993, CLAUDETTE COLBERT teve um derrame, Helen cuidou dela. Quando faleceu, deixou a maior parte da sua fortuna para a amada. Em 30 de julho de 1996, às 15h15, a estrela morreu aos 92 anos, olhando da janela para o mar. Beulah, a cozinheira, desmaiou. Catherine, outra cozinheira, se jogou no chão, soluçando. O padre Jim Grear pediu que todos dessem as mãos. Suas cinzas foram colocadas em uma caixa de mogno no túmulo ao lado do marido e da mãe. E ela não foi esquecida. Recentemente ficou no décimo segundo lugar entre as 50 maiores lendas do cinema, numa das famosas listas do American Film Institute (AFI). 
 
fredric march e colbert em “o sinal da cruz”
15 FILMES de CLAUDETTE COLBERT
(por ordem de preferência)
 
01
A OITAVA ESPOSA do BARBA AZUL
(Bluebeard's Eighth Wife, 1938)

elenco: Gary Cooper, Edward Everett Horton e David Niven
 
02
ACONTECEU NAQUELA NOITE
(It Happened One Night, 1934)

direção de Frank Capra
elenco: Clark Gable, Walter Connolly e Alan Hale
 
03
MULHER de VERDADE
(The Palm Beach Story, 1942)

direção de Preston Sturges
elenco: Joel McCrea, Mary Astor e Rudy Vallee
 
04
CLEÓPATRA
(Cleopatra, 1934)

direção de Cecil B. DeMille
elenco: Warren William, Henry Wilcoxon, Joseph Schildkraut e C. Aubrey Smith
 
05
DESDE que PARTISTE
(Since You Went Away, 1944)

direção de John Cromwell
elenco: Jennifer Jones, Joseph Cotten, Shirley Temple, Monty Woolley, Lionel Barrymore, Robert Walker, Hattie MacDaniel, Agnes Moorehead, Alla Nazimova e Guy Madison
 
06
IMITAÇÃO da VIDA
(Imitation of Life, 1934)

direção de John M. Stahl
elenco: Warren William, Rochelle Hudson, Louise Beavers e Alan Hale
 
07
O SINAL da CRUZ
(The Sign of the Cross, 1932)

direção de Cecil B. DeMille
elenco: Fredric March, Elissa Landi e Charles Laughton
 
08
FRUTO PROIBIDO
(Boom Town, 1940)

direção de Jack Conway
elenco: Clark Gable, Spencer Tracy, Hedy Lamarr, Frank Morgan e Chill Wills
 
09
ZAZÁ
(Zaza, 1938)

direção de George Cukor
elenco: Herbert Marshall, Bert Lahr, Helen Westley e Constance Collier
 
10                    
Ao RUFAR dos TAMBORES
(Drums Along the Mohawk, 1939)

elenco: Henry Fonda, Edna May Olivier, John Carradine e Ward Bond
 
11
MEIA-NOITE
(Midnight, 1939)

direção de Mitchell Leisen                                        
elenco: Don Ameche, John Barrymore, Mary Astor e Monty Wooley
 
12
O TENENTE SEDUTOR
(The Smiling Lieutenant, 1931)

direção de Ernst Lubitsch
elenco: Maurice Chevalier, Miriam Hopkins, Charles Ruggles e Elizabeth Patterson
 
13
O LÍRIO DOURADO
(The Gilded Lily, 1935)

direção de Wesley Ruggles
elenco: Fred MacMurray, Ray Milland e C. Aubrey Smith
 
14
SONHA, MEU AMOR
(Sleep, My Love, 1948)

direção de Douglas Sirk
elenco: Robert Cummings, Don Ameche e Rita Johnson
 
15
LEVANTA-TE, MEU AMOR
(Arise, My Love, 1940)

direção de Mitchell Leisen
elenco: Ray Milland, Dennis O`Keefe e George Zucco
 
GALERIA de FOTOS
 


abril 16, 2015

**** ESCÂNDALOS na BABILÔNIA de CELULÓIDE


 
Sexo, drogas e morte. Em Hollywood, essas histórias não estão apenas em filmes. O lado negro da indústria do entretenimento se estende em vidas destruídas e carreiras comprometidas. No best-seller “Hollywood Babylon: It's Back” (literamente, “Hollywood Babilônia: Ela Está de Volta”, 2008), de Danforth Prince e Darwin Porter, que segue os passos de “Hollywood Babylon, de Kenneth Anger - publicado em 1959 -, e de sua continuação “Hollywood Babylon II”, de 1984, os autores dissecam estrelas de cinema, revelando fatos sórdidos, loucuras sexuais, bizarrices e imagens de nus frontais. Entre dezenas de revelações, cita Lucille Ball (que se prostituia antes de se tornar atriz), Elvis Presley (seu romance com o ator Nick “Yuma” Adams), James Dean (o envolvimento amoroso com um adolescente de 12 anos), Bette Davis (o assassinato suspeito de um dos seus maridos) e Judy Garland (o destino incerto do seu corpo pós-morte).

Tenho os dois volumes da obra de Anger, numa simpática edição espanhola. Ex-ator infantil, ícone underground, nascido em Hollywood, filho de atores e criado no meio artístico, ele rasga o véu que cobre certas histórias de celebridades, ilustradas quase sempre por fotos raras. Sobra até para a nossa Carmen Miranda, que segundo o autor guardava cocaína na plataforma dos sapatos. Um cult na biblioteca de cinéfilos, o livro abalou a puritana e dissimulada indústria cinematográfica norte-americana, foi perseguido e reeditado ao longo dos anos. Odiada por artistas e seus descendentes, mas adorada pelo público, a publicação em dois volumes decepciona na informação sem dados concretos e escrita fragmentada. Reuni fatos extravagantes da comunidade cinematográfica hollywoodiana, dos livros de Prince-Porter e Anger, e também em biografias, revistas especializadas, documentários e entrevistas. Confira.


GARRAFA MORTAL

O hilário gorducho ROSCOE “FATTY” ARBUCKLE (1887 - 1933. Smith Center, Kansas / EUA) alcançou o sucesso através do produtor-diretor Mack Sennet, numa carreira marcada por êxitos espetaculares. Conhecido no Brasil como Chico Bóia, na vida privada se entregou a quantidades absurdas de álcool e amantes. No auge da popularidade, em 1921, numa orgia em uma suíte de um hotel luxuoso em San Francisco, o comediante provocou a morte de Virginia Rappe, introduzindo uma garrafa de champanhe na vagina da atriz, revoltado por não conseguir uma ereção. O julgamento foi um impressionante evento midiático. Mesmo se livrando das grades, nunca mais atuou. Abandonado por todos e falido, terminou na sarjeta, embriagado, morrendo aos 46 anos.


OVERDOSE

o velório da estrela
Uma das mais fascinantes estrelas do cinema mudo, BARBARA LAMARR (1896 - 1926. Washington / EUA) dormia apenas duas horas por dia, reinando incansavelmente em festas e nas telas. Viciada em cocaína e heroína, ela guardava seu pó em uma pequena caixa de ouro em cima do piano de cauda e o ópio que usava era considerado da melhor qualidade. Recomendada por Mary Pickford, brilhou como a Milady de Winter de “Os Três Mosqueteiros / The Three Musketeers” (1921), ao lado do astro Douglas Fairbanks. Casou-se aos 17 anos, e nos 12 anos seguintes se casaria outras quatro vezes, sem deixar de ter outros incontáveis parceiros sexuais, tanto homens como mulheres incapazes de resistir aos seus encantos. Morreu aos 26 anos de uma overdose e a história se tornou pública, provocando a ira dos conservadores e reforçando a fama de Hollywood como “a cidade do pecado”, afinal três anos antes, o galã WALLACE REID (1891 - 1923. San luis, Missouri / EUA), rei da Paramount, também havia morrido de overdose, aos 30 anos.


SUSPEITA de ASSASSINATO

Considerada por muitos a melhor comediante do cinema mudo, MABEL NORMAND (1892 - 1930. New Brighton / EUA) arruinou-se ao ser envolvida em 1922 no assassinato de William Desmond Taylor, o chefão da Famous Players-Lasky. Avisada do crime antes da polícia, a atriz correu até a casa do falecido para resgatar cartas que registravam seu vício em cocaína, além de expor a secreta relação sentimental deles. Flagrada pela polícia revistando o lugar, passou a ser considerada suspeita. O crime permaneceu insolúvel, mas sua carreira se acabou. Em 1927 abandonou o cinema e três anos depois, enfraquecida com o uso excessivo de drogas, morreu de tuberculose.


SEDUZINDO MARINHEIROS

Popular e elegante astro romântico da Metro-Goldwyn-Mayer, WILLIAM HAINES (1900 - 1973. Staunton, Virginia / EUA) contracenou com Joan Crawford, Mae Murray, Marion Davies, Norma Shearer e Mary Pickford. Muitos na comunidade cinematográfica sabiam de sua homossexualidade, mas o chefão Louis B. Mayer vivia à beira de um ataque de nervos com a possibilidade dos deslizes do ator parar nas páginas dos jornais. Quando a conservadora Brigada do Vício flagrou-o num sórdido hotel com um marinheiro, sua carreira chegou ao fim. Para piorar a situação, em 1936, membros da Ku Klux Klan o espancaram. Graças a amigos como Joan Crawford, Carole Lombard e George Cukor, deu a volta por cima como um dos mais disputados decoradores de Hollywood.


HOMENS aos MONTES

Conhecida como a It-Girl (a garota que tinha “aquilo”), a ruiva CLARA BOW (1905 - 1965. Nova Iorque / EUA) era uma sedutora estrela da Paramount conhecida em todo o planeta. De repente, tudo se acabou em 1930 quando sua secretária particular, Daisy DeVoe, vendeu sua intimidade para uma revista de fofocas nova-iorquina, a GraphiC”. Ela havia anotado todos os homens que haviam dormido com a patroa nos quatro anos em que trabalhou para ela. Entre eles, Gary Cooper, John Wayne e um time completo de futebol norte-americano. O caso parou nos tribunais e consideraram a secretária culpada, mas a carreira da atriz afundou de vez: o estúdio não renovou seu contrato e o público a rejeitou. Nos anos seguintes, internada várias vezes em sanatórios, morreu louca.


ORGASMO nas TELAS

O filme Êxtase / Ecstasy (1933) provocou um grande escândalo no seu lançamento. A atriz austríaca HEDY LAMARR (1914 - 2000. Viena / Áustria) fica nua, corre entre árvores e mergulha num rio. Depois, há uma simulação de masturbação. Tudo de muito longe. Dura apenas poucos minutos, mas um comitê do governo norte-americano se escandalizou. A fita saiu de cartaz. Também por causa do buxixo mundial, Hedy foi espancada pelo marido, um milionário fabricante de armas, que gastou mais de 300 mil dólares para incinerar as cópias disponíveis do filme. Disfarçada como criada, fugiu para Paris e depois para os EUA, tornando-se uma das estrelas da Metro-Goldwyn-Mayer.

 
DIÁRIO ERÓTICO

Ainda novinha se destacou em “O Belo Brummel / Beau Brummel” (1924), ao lado de John Barrymore, então seu amante. MARY ASTOR (1906 - 1987. Quincy, Illinois / EUA) nunca mais parou, seja como heroína ou como vilã. Em 1935, seu então marido descobriu casualmente o diário onde ela confessava com detalhes que o traía com o dramaturgo George S. Kaufman, exaltando a potência sexual do amante. Humilhado, ele pediu o divórcio e a custódia da filha única. O juiz responsável pelo caso recusou o diário como prova, mas a imprensa reproduziu trechos picantes do mesmo. O escândalo correu mundo, mas a atriz não decaiu, ganhando o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por A Grande Mentira / The Great Lie e atuando por mais três décadas.


ILEGÍTIMA

Escolhidos para a versão cinematográfica de William A. Wellman da saga de Jack London, O Grito das Selvas / The Call of the Wild” (1935), a química entre CLARK GABLE (1901 - 1960) e LORETTA YOUNG (1912 - 2000. Salt Lake City, Utah / EUA) resultou ardente tanto nas telas como fora delas. Durante as filmagens, saíram notas na imprensa bisbilhotando o romance dos astros e garantindo que Gable pediria o divórcio de sua esposa para se casar com Loretta. Isso não ocorreu. Assim que o filme ficou pronto, a 20th Century-Fox anunciou que a atriz descansaria por questões de saúde. Naquela época, dar a luz fora do matrimônio era a ruína para qualquer estrela. Em 1937, Loretta revelou a adoção de uma menina de dois anos, Judy, que teria semelhança física com a mãe. No entanto, nunca a assumiu como legítima, tampouco Gable.


DECLÍNIO, ALCOOLISMO e MORTE

Astro de muita popularidade na era do cinema mudo, JOHN GILBERT (1897 – 1936. Logan, Utah / EUA) entrou em declínio ao desafiar o chefe da Metro-Goldwyn-Mayer, Louis B. Mayer, ofendendo-o e exigindo salário mais elevado. Demitido do estúdio e boicotado pelo produtor, ainda fez mais um filme na Columbia Pictures antes de morrer, aos 38 anos, de um ataque cardíaco causado pelo alcoolismo. O ator decadente Norman Maine (Fredric March) de “Nasce Uma Estrela / A Star is Born” (1937) foi inspirado nele.


DEVORADA MORTA

Depois da reputação como uma das vamps mais populares do cinema mudo, MARIE PREVOST (1898 - 1937. Sarnia / Canadá) fracassou no falado devido a voz inadequada. Sobrevivendo como coadjuvante e dominada pela depressão, engordou rapidamente. Ao investir em um regime radical, em 1937, terminou morrendo. Sozinha, seu cadáver permaneceu esquecido por vários dias no sujo apartamento em que ela vivia, sendo devorado, em parte, aos pedaços, por um esfomeado cachorro salsicha de estimação.

 
APENAS BONS AMIGOS?

Boatos garantiam que CARY GRANT (1904 – 1986. Bristol / Reino Unido) teria um romance com RANDOLPH SCOTT (1898 – 1987. Condado de Orange, Virginia / EUA). Eles moravam juntos e eram solteiros. Pressionados, se casaram com duas amigas. Segundo revistas de fofocas, eles assumiam o caso para os mais íntimos.


DUAS GAROTAS da PESADA

Acusado de estupro em 1942, ERROL FLYNN (1909 - 1959. Hobart, Tasmânia / Austrália) na ocasião era uma das figuras mais estimadas de Hollywood. As supostas vítimas, duas menores, Peggy Satterlee e Betty Hansen, garantiram que foram levadas pelo ator ao seu iate, o Sirocco, após conhecê-lo numa festa, e se deixaram seduzir. Os jornais de todo o mundo estamparam na primeira página: “Robin Hood acusado de estupro”.  O disputado julgamento durou um certo tempo, mas o ator foi inocentado e o seu filme seguinte, “O Ídolo do Público / Gentleman Jim”, foi um tremendo sucesso.


RITUAL SUICIDA

Formosa mexicana que brilhou em Hollywood, a passional LUPE VÉLEZ (1908 - 1944. San Luis Potosí / México) casou-se com o Tarzan Johnny Weissmuller em 1933. Em decadência e endividada, filmou no México “Naná” (1944), que foi bem recebido pela crítica. De volta a Hollywood, teve um caso com um cafajeste bonitão, Harald Ramond, ficando grávida. Ele pouco se importou, garantindo que não se casaria com ela. A atriz se negou a abortar e incapaz de encarar a vergonha de dar a luz a um filho ilegítimo, decidiu por fim a própria vida. Vestida sofisticadamente, recebeu suas duas melhores amigas para um suntuoso jantar mexicano. No final da noite, sozinha na alcova com velas e flores exóticas, engoliu pílulas para dormir, passando mal - o estômago cheio de comida picante - e morrendo com a cabeça enfiada no vaso sanitário, afogada no próprio vômito.


A CARREIRA ou o AMOR

Contratado pela 20th Century-Fox, WILLIAM EYTHE (1918 - 1957. Pensilvânia / EUA) cresceu em filmes com Jennifer Jones, Joan Bennett, Linda Darnell e Jeanne Crain. A máquina publicitária do estúdio insistia que o jovem ator estava namorando uma das estrelas mais quentes da temporada, Anne Baxter, mas na vida real ele era gay e amava um colega muito popular na época, LON McCALLISTER (1923 - 2005. Los Angeles, Califórnia / EUA). Quando um fã publicou fotos comprometedoras dos dois, o presidente da Fox, Darryl F. Zanuck, furioso, obrigou-o a trabalhar um tempo na Inglaterra enquanto os comentários esfriavam. McCallister não se conteve, indo ao encontro do amante e selando o fim da carreira de ambos, que tiveram seus contratos cancelados. Eythe procurou mudar a situação, casando-se rapidamente com a atriz Buff Cobb, mas o matrimônio arranjado durou pouco e acabou feio: a esposa exigiu dinheiro para fechar a boca. Ele nunca mais se reergueu, morrendo em 1957, de hepatite, aos 38 anos.


BAD BOY

saindo da prisão
Talento, carisma e estilo cínico e indolente fizeram de ROBERT MITCHUM (1917 - 1997. Bridgeport, Connecticut / EUA) um dos grandes de Hollywood. Na adolescência, foi expulso da escola e viajou clandestinamente de trem pelo país. Aos 14, foi preso por vadiagem. Com seus olhos de ressaca, meio-sorriso irônico e voz grave, encarnou o anti-herói de filmes noir. Em 1949, preso 50 dias por uso de maconha, em vez de liquidar sua carreira, deu-lhe um novo impulso, tornando-o um astro. Apesar da bebida e das brigas, atuou como astro em mais de 130 filmes.


Os INFIÉIS

A diva italiana ANNA MAGNANI (1908 - 1973. Roma / Itália) estrelara “Roma, Cidade Aberta / Roma Città Aperta” (1945) e “O Amor / L'amore” (1948), ambos dirigidos por ROBERTO ROSSELLINI (1906 - 1977. Roma / Itália), e esperava trabalhar com ele em seu filme seguinte, “Stromboli  / Idem” (1950). Contudo, após o cineasta receber uma carta de INGRID BERGMAN (1915 - 1982. Estocolmo / Suécia) colocando-se a disposição como atriz, os dois se encontraram em Nova York e ela foi convidada para protagonizar o filme. Casada com um dentista sueco, Ingrid caiu de amores pelo cineasta italiano envolvido com a temperamental e ciumenta Anna. 

A italiana foi substituída pela estrela de Hollywood no coração de Rossellini, provocando um escândalo internacional envolvendo a igreja e os bastidores de “Stromboli”. Os produtores originais do projeto mantém Anna Magnani e iniciam um outro filme, “Vulcano / Volcano” (1950), com história semelhante. Rejeitada por Hollywood e fãs, perseguida pela imprensa, Ingrid estrelaria seis filmes (incompreendidos na época) do cineasta italiano e, juntos, tiveram três filhos, entre eles a atriz Isabella Rossellini. Em 1956, ela recebeu o perdão oficial de Hollywood com o seu segundo Oscar de Melhor Atriz por “Anastácia, a Princesa Esquecida / Anastasia” (1956).


CIÚMES e TIROS

Lembrada por magníficos filmes noir dirigidos por Fritz Lang e Jean Renoir, no início dos anos 1950 JOAN BENNETT (1910 - 1990. Nova Jersey / EUA) teve a imagem arranhada quando seu marido, o lendário produtor Walter Wanger, deu dois tiros no agente Jennings Lang, acreditando que ele estava tendo um caso com ela. A vítima se recuperou, mas Wanger não se livrou da prisão de quatro meses. Vivendo um momento de sua trajetória em que se especializara em donas de casas sensatas e abnegadas, a atriz sofreu um certo boicote, pois muitos acreditavam que ela era infiel. Acho que eu atirei em mim mesma, disse ela na ocasião, continuando casada com o produtor até 1965.


BELEZA DESTRUÍDA

Sua vida barra pesada foi contada em livros, filme e peça de teatro. BARBARA PAYTON (1927 - 1967. Cloquet, Minnesota / EUA) aprendeu cedo que tinha um efeito fulminante sobre o sexo oposto. Aos 16 anos fugiu de casa com um namorado. Começou sua carreira como modelo, estreando no cinema em 1949. Belíssima e boa atriz, seduziu o super star James Cagney, que lhe ofereceu um inesperado salário de US $ 5.000 por semana para ela protagonizar ao seu lado o violento O Amanhã que não Virá Kiss Tomorrow Goodbye (1950). Elogiada pela crítica, tudo garantia que seria uma estrela. Estrelou o western Resistência Heroica Only the Valiant (1951) com Gregory Peck, surgindo um romance com o ator casado. Em 1951, seu declínio era evidente, boicotada por Hollywood que não aceitava sua vida de festas, bebedeiras e relações com homens casados ou de reputação duvidosa. Ela casou-se quatro vezes e teve casos com Howard Hughes, Bob Hope, Woody Strode, Guy Madison, George Raft e Steve Cochran. 

Em 1950, noivou o veterano ator FRANCHOT TONE (1905 – 1968. Niagara Falls / EUA), tendo ao mesmo tempo um caso com outro colega, TOM NEAL (1914 – 1972. Evanston, Illinois / EUA). Em 14 de setembro de 1951, Neal, um ex-boxeador, atacou fisicamente Tone no apartamento de Barbara, deixando-o em coma por 18 horas, rosto esmagado e nariz quebrado. O incidente rendeu uma grande publicidade. Eles se casaram, mas o divórcio veio em menos de um ano. Destruída emocionalmente com o fim precoce da carreira, enveredou no alcoolismo e drogas, abrindo caminho para vários conflitos com a lei, incluindo prisões por cheques sem fundos e, eventualmente, uma prisão na Sunset Boulevard por prostituição. Dormiu em bancos de ônibus e sofreu espancamentos regulares como prostituta. Após uma breve internação para se desintoxicar, voltou a viver com os pais alcoólatras, morrendo em 1967, aos 39 anos, totalmente esquecida.


REJEIÇÃO


AVA GARDNER (1922 – 1990. Grabtown, Carolina do Norte / EUA) despertava tórridas paixões. Uma de suas vítimas foi FRANK SINATRA (1915 – 1998. Nova Jersey / EUA). Eles chegaram a ficar casados durante alguns anos, de 1951 a 1957, entre bebedeiras e cenas de ciúmes. Mesmo depois da separação, Sinatra continuava apaixonado. Tanto que pediu que a amiga Lauren Bacall entregasse um bolo de coco a Ava, que estava filmando em Roma. Ava ignorou o presente. Ao saber disso, Sinatra cortou os pulsos com uma gilete, mas sobreviveu. No final da vida, adoentada e com dificuldades financeiras, Ava recebeu todo o apoio necessário do ex-marido.


O MARIDO da MELHOR AMIGA

A união de DEBBIE REYNOLDS (1932. El Paso, Texas / EUA) e EDDIE FISHER (1928 - 2010. Filadélfia, Pensilvânia / EUA) foi considerada o casamento do ano, mas, dois anos depois, a coisa desandou. Eddie, era amigo de Mike Todd, segundo marido de ELIZABETH TAYLOR (1932 - 2011. Londres / Reino Unido). Os dois casais eram vistos juntos frequentemente e, quando Todd morreu em um acidente, um ano após o casamento, Eddie não perdeu tempo e, ao consolar a viúva, acabou se envolvendo com ela. Como todo traído, Debbie foi a última a saber do relacionamento dos dois, uma vez que os jornais já davam pistas e nas festas, o comentário era geral. O escândalo apareceu em todos os noticiários e Liz passou a ser odiada por muita gente.


O GANGSTER

A super estrela de “A Caldeira do Diabo / Peyton Place”, LANA TURNER (1921 - 1995. Wallace, Idaho / EUA), apaixonou-se por um gangster sexy e notório gigolô, bem mais novo que ela, Johnny Stompanato. Constantemente agredida por ele e ameaçada de ter seu rosto desfigurado caso ela deixasse de o sustentar, vivia em pânico, bebendo como um cossaco para relaxar. Em 1958, a adolescente Cheryl Christina, depois de presenciar sua mãe ser surrada mais uma vez pelo bandido, o assassinou com uma faca de cozinha. Numa atuação impecável no tribunal, vestida lindamente de negro e com óculos escuros, a loura Lana chorou e quase desmaiou, resultando na absolvição da filha.


o cadáver de 
johnny stompanato


FOTOS COMPROMETEDORAS


ANNA KASHFI (1934. Darjeeling / Índia) era conhecida como uma beldade de origem hindu. Atraído por mulheres exóticas, MARLON BRANDO (1924 – 2004. Omaha, Nebraska / EUA) ficou louco por ela. Pouco depois do casamento, um operário do País de Gales reconheceu nos jornais sua filha fugitiva. Brando pediu o divórcio, mesmo com ela grávida. No tribunal, exigindo uma alta soma, ela mostrou fotos comprometedoras do marido com o ator francês Christian Marquand. A carreira foi para o limbo, mas pelo resto da vida ganhou do ex-marido meio milhão de dólares anuais.


MORTE BRUTAL

Foi um dos grandes latin lovers do cinema mudo. Em 1925, alcançou o seu maior sucesso como protagonista de “Ben-Hur / Idem”, causando grande sensação. Mas RAMÓN NOVARRO (1899 – 1968. Durango / México) não escondia sua homossexualidade, enlouquecendo a Metro-Goldwyn-Mayer, que exigiu um casamento de fachada. Como ele recusou a farsa, seu contrato não foi renovado. Em decadência, trabalhou em filmes de B e tentou sem êxito a sorte na Broadway. Na década de 1960, foi assassinado em sua casa por dois irmãos prostitutos. Depois de torturá-lo, eles asfixiaram-no e o degolaram com uma pequena faca, alem de saquear sua casa.


ASSASSINADA por ACIDENTE?

Estrela desde a década de 1950, NATALIE WOOD (1938 - 1981. São Francisco, Califórnia / EUA) foi casada duas vezes com o ator ROBERT WAGNER (1930. Detroit, Michigan / EUA), de 1957 a 1962, e de 1972 a 1981, num romance explorado durante anos pelas publicações de fofocas. Em 1981, aos 43 anos, ela, o marido e o ator CHRISTOPHER WALKEN (1943. Nova Iorque / EUA) - colega dela no filme “Projeto Brainstorm / Brainstorm” (1983) - foram fazer um passeio de barco. Ela desapareceu numa noite e foi encontrada na manhã seguinte, afogada, e o bote salva vidas do barco próximo ao corpo da atriz. Sua morte foi considerada um acidente. 

Em 2011, o capitão do barco apareceu em um programa de TV falando que havia mentido no primeiro depoimento e que havia ouvido uma discussão violenta entre Natalie e um enciumado Robert. Isso reabriu a investigação sobre o caso. A necrópsia revelou que ela tinha hematomas e arranhões pelo corpo, incluindo pescoço e rosto, que ocorreram antes da queda. O atestado de óbito foi refeito, considerando que ela morreu por “afogamento e outros fatores indeterminados”. Nenhum dos dois atores comenta sobre o assunto e a causa da morte de Natalie continua sendo um mistério.


ACONTECEU em uma LOJA de LUXO

Surgindo em filmes de Tim Burton, WINONA RYDER (1971. Condado de Olmsted, Minnesota / EUA) mostrou-se como um dos nomes mais promissores da nova geração de atrizes. Concorreu duas vezes ao Oscar de Melhor Atriz, firmando sua reputação com público e crítica. Protagonizou grandes filmes, sendo dirigida por Martin Scorsese, Francis Ford Coppola e Woody Allen. Em 2001, um escândalo abalou a sua carreira de forma quase irreversível. A atriz foi detida pela polícia, após ser flagrada roubando mais de seis mil dólares em itens de uma loja de luxo em Beverly Hills. Livrou-se das grades ao pagar uma fiança de trinta mil dólares, mas o dano causado pelo escândalo arruinou sua carreira. O seu nome caiu em descrédito perante a indústria.