O universo cruel do sistema carcerário desde sempre
foi denunciado pelo cinema. Geralmente conquista o espectador, resultando em campeões de
bilheterias. Muitos desses filmes
criminais são clássicos, cults,
agradam legiões de cinéfilos. Numa temática focada na ambiguidade humana, joga-se a liberdade
individual limitada versus a justiça (às vezes, injusta), vingança versus redenção,
violência versus tensão. Histórias
duras, conduzindo excelentes filmes e interpretações à flor
da pele. Narrativa sufocante retratando celas claustrofóbicas, detentos
inconformados, ambiente sórdido, refeitório barulhento, dinâmica neurótica
entre prisioneiros e guardas, amizades, gangues rivais, tumultos,
planos de fuga, violência, tortura, estupro, motins,
suicídio, morte.
20.000
MIL ANOS em SING SING (20.000 Years in Sing Sing, 1932), direção de Michael Curtiz. País: EUA. Elenco: Spencer Tracy, Bette
Davis e Louis Calhern.
Baseado em um livro de Lewis E. Lawes, diretor
da legendária penitenciária de Sing Sing de 1920 a 1941. Na trama, condenado ao infernal local espera que
amigos influentes consigam sua liberdade. Quando finalmente
acontece, presencia a namorada (Bette Davis em início de carreira) assassinar um
mafioso e fugir. Ele é responsabilizado pelo crime. O papel do arrogante presidiário
inicialmente foi oferecido a James Cagney. Davis adorou Spencer Tracy, declarando
que seria um prazer voltar a atuar com ele.
O PRISIONEIRO da ILHA dos TUBARÕES (The Prisoner of Shark Island, 1936), direção de John Ford. País:
EUA. Elenco: Warner Baxter, Gloria Stuart, Harry Carey e John Carradine.
Poucas
horas depois do assassinato do presidente Abraham Lincoln, médico cuida de um
ferido que bate na sua porta. Ele não tem ideia de que o presidente está morto
e que trata do seu assassino. É preso por cumplicidade, condenado à prisão
perpétua, numa implacabilidade da verdade contra a
máquina trituradora da (in) justiça. Gloria Stuart tinha 26 anos
na época. Em 1997, aos 87 anos de idade, faria a idosa Rose de “Titanic /
idem”.
SAN QUENTIN (idem, 1937), direção de Lloyd Bacon. País: EUA. Elenco: Pat
O’Brien, Ann Sheridan e Humphrey Bogart.
Ex-oficial do exército aceita emprego como
guarda da prisão de San Quentin. O irmão de sua namorada, preso por roubo,
tenta utilizá-lo a seu favor. Num dos seus primeiros papéis de destaque, Bogart
faz o cínico marginal de plantão.
CHÉRI-BIBI - de VOLTA à ILHA do DIABO (Chéri-Bibi,
1938), direção de Léon Mathot. País: França. Elenco: Pierre Fresnay, Jean-Pierre Aumont e
Marcel Dalio.
Segunda
versão do famoso romance de Gaston Leroux. Além de três filmes, o livro seria adaptado pela quarta vez nos anos setenta, desta vez como uma minissérie. Aumont, astro romântico da época, faz o sobrinho de um milionário, falsamente acusado do assassinato de seu
tio. Na colônia penal faz amizade com o líder dos encarcerados e juntos
planejam fugir. A história é meio
confusa e o bom elenco não está nos seus melhores dias, mas o filme tem um certo
interesse. No elenco, Marcel Dalio, judeu, pouco antes de se mudar para
Hollywood fugindo dos nazistas.
DIAS
SEM FIM (Castle on the Hudson, 1940), direção de Anatole Litvak. País: EUA. Elenco:
John Garfield, Ann Sheridan, Pat O’Brien e Burgess Meredith.
Mafioso
condenado à prisão de Sing Sing espera a liberdade condicional prometida por
amigos políticos. Problemático, ao admitir que foi abandonado se esforça para
melhorar sua conduta. Quando a namorada é ferida em um acidente, ele consegue
autorização para vê-la. A situação se torna crítica ao encontrar o responsável
por sua prisão. Direção competente de Litvak. O primeiro papel protagonista do
excelente Garfield.
BRUTALIDADE
(Brute Force, 1947), direção de Jules Dassin. País: EUA. Elenco: Burt Lancaster, Hume
Cronyn, Charles Bickford, Yvonne De Carlo, Ann Blyth e Ella Raines.
O filme máximo abordando o tema. Liderado por
gangster, seis homens que dividem uma cela planejam se vingarem do sádico
diretor da prisão. O talentoso Dassin, injustamente esquecido, logo depois teria
de ir embora dos EUA ao cair na malha fina da “caça às bruxas” do macarthismo. Fez
carreira na Europa. À
exceção das lembranças, todo o resto da história se passa na prisão, uma sociedade
repressiva e masculina cercada por muros. Um elenco perfeito e roteiro do futuro diretor Richard Brooks.
À
MARGEM da VIDA (Caged, 1950), direção de John Cromwell. País: EUA. Elenco:
Eleanor Parker, Agnes Moorehead, Hope Emerson, Jan Sterling e Jane Darwell.
Aos
19 anos, garota é presa por cumplicidade em assalto a banco. Apesar dos
esforços amigáveis da diretora da penitenciária, ela sofre nas mãos da perversa
carcereira, mudando seu comportamento afável na nova realidade. Melhor Atriz no Festival de Veneza. Hope Emerson brilha como a
carcereira lésbica. Ela e Parker concorreram, respectivamente, ao Oscar
de Atriz Coadjuvante e Atriz.
CANÇÃO de AMOR (Un Chant d’Amour, 1950), direção de Jean Genet. País: França. Elenco: Java e Coco
Le Martiniquais.
Dois
presos separados por paredes de grossa espessura,
necessitados de contato humano, concebem um jogo amoroso de comunicação. Único
filme - um curta de 26 min. - dirigido pelo escritor maldito francês Jean
Genet. Poético e audacioso.
MULHERES
CONDENADAS (Women’s Prision, 1955), direção de Lewis Seiler. País: EUA. Elenco: Ida Lupino,
Jan Sterling, Audrey Totter, Phyllis Thaxter e Juanita Moore.
O cotidiano de uma penitenciária feminina de segurança
máxima, separada da ala masculina por um alto muro. Uma nova prisioneira, frágil
e decente, descobre estar grávida. Realismo e interpretações explosivas de todo
o elenco, destacando-se Ida Lupino como a diretora sádica e inflexível, Jan Sterling
e Audrey Totter.
QUERO VIVER (I Want to Live!, 1958), direção de Robert
Wise. País: EUA. Elenco: Susan
Hayward, Simon Oakland e Theodore Bikel.
Prostituta
acusada de assassinato, apesar de se declarar inocente e apresentar álibi,
acaba sendo sentenciada à morte. O caso é acompanhado por um psiquiatra e um
repórter, que acreditam na inocência da ré. Baseado em fatos reais. Drama muito
bom. Expressiva direção de Wise. Ganhou o Oscar, Globo de Ouro, David di Donatello e
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York de Melhor Atriz.
INFERNO na CIDADE (Nella Città L’Inferno, 1959), direção de Renato Castellani. Países: Itália e
França. Elenco: Anna Magnani, Giulietta Masina e Renato Salvatori.
Dona
de casa, injustamente acusada de roubo e trancada numa prisão em Roma,
corrompe-se entre prostitutas, assassinas e ladras. Poderosas atuações de
Magnani (David di Donatello de Melhor Atriz) e Masina. Drama duro, realista.
A um PASSO da LIBERDADE (Le Trou, 1960), direção de Jacques Becker. Países: França e Itália. Elenco: Michel Constantin e Philippe Leroy.
Quatro
companheiros de cela planejam uma meticulosa fuga quando são surpreendidos pela
introdução de mais um preso no cubículo. A dúvida assombra o grupo. Podem
confiar no estranho que acabou de ser transferido? Tensão e realismo no último
filme dirigido pelo magistral Becker. Revela a arte de contar uma
fuga.
O
HOMEM de ALCATRAZ (Birdman of Alcatraz, 1962), direção de John Frankenheimer. País:
EUA. Com Burt Lancaster, Karl Malden e Thelma Ritter.
Condenado
injustamente à prisão perpétua, isolado numa cela, encontra um filhote de
pardal que lhe dá uma razão para viver. Torna-se especialista em pássaros,
reconhecido internacionalmente. Ainda assim sua liberdade é negada. Pelo
trabalho denso, Lancaster levou a Taça Volpi de Melhor Ator em Veneza e
concorreu ao Oscar.
A SANGUE FRIO (In Cold Blood, 1967), direção de Richard
Brooks. País: EUA. Elenco: Robert Blake, Scott Wilson e John Forsythe.
Tenta
compreender as motivações por trás de um massacre sem sentido. No caso, a morte
a sangue frio de quatro membros de uma família, em 1959. O fato, real, foi
documentado em forma de romance por Truman Capote em 1966 e tornou-se um sucesso editorial. A fim de conseguir maior realismo, o filme foi rodado quase inteiramente nos locais onde aconteceram os fatos e em austero
preto e branco. O
diretor construiu uma
narrativa sem sensacionalismo, sóbria. Recebeu quatro indicações ao Oscar da Academia, duas para a direção
e o roteiro de Brooks, uma para a fotografia de Conrad L. Hall e a outra para a
trilha sonora de Quincy Jones.
REBELDIA
INDOMÁVEL (Cool Hand Luke, 1967), direção de Stuart Rosenberg. País: EUA. Elenco: Paul
Newman, George Kennedy, Jo Van Fleet e Dennis Hopper.
Num
de seus melhores papéis, o belo Newman é preso por dirigir embriagado. Durão,
enfrenta a todos e se recusa a ser quebrado, escapando e sendo preso novamente várias
vezes. Ao desafiar a
realidade da prisão acaba se tornando um exemplo de resistência para seus colegas. O astro de olhos
azuis vive o prisioneiro mais sagaz do cinema. Ganhou aqui uma de suas dez indicações ao Oscar, mas só venceria o prêmio em 1987.
PAPILLON (idem, 1974), direção de Franklin J. Schaffner. Países: França e EUA. Elenco: Steve
McQueen, Dustin Hoffman e Victor Jory.
Grande
sucesso marcado por atuações inesquecíveis. “Papillon”,
que em francês quer dizer borboleta, mostra a saga de prisioneiro que, na luta
contra um sistema desumano e cruel, faz o impossível para fugir da terrível Ilha
do Diabo, cercado por uma floresta impenetrável na Guiana Francesa. Roteiro de
Dalton Trumbo baseado em autobiografia do fugitivo Henri Charrière, narra a brutalidade do confinamento. Magnífico.
O EXPRESSO da MEIA-NOITE (Midnight Express,
1978), direção de Alan Parker. Países: Inglaterra e EUA. Elenco: Brad Davis, Irene Miracle,
Bo Hopkins e John Hurt.
Ao visitar a Turquia, um
estudante norte-americano trafica haxixe, prendendo-o
debaixo de suas roupas. O plano acaba não dando certo e ele é detido, com sua
vida se transformando em um pesadelo. Brutalmente espancado e jogado em uma
imunda prisão, espera ser libertado. Levado a um novo julgamento, é condenado a
uma longa pena. Só lhe resta mergulhar num inferno de torturas, atrocidades e
loucura. Roteiro do futuro cineasta Oliver Stone. O resultado é um filme
vigoroso, ganhador de dois Oscar e seis Globo de Ouro (Inclusive Melhor
Filme-Drama). Atenção para a famosa trilha sonora de Giorgio Moroder e a comovente atuação do inglês John Hurt.
ALCATRAZ
– FUGA IMPOSSÍVEL (Escape from Alcatraz, 1979), direção de Don Siegel. País: EUA. Elenco: Clint
Eastwood, Patrick McGoohan e Roberts Blossom.
Última
parceria de Eastwood com Siegel. Ele é um condenado que já escapou
de várias prisões enviado para a ilha de Alcatraz, de onde ninguém escapa com
vida. Pacientemente arquiteta sua fuga. O filmaço dramatiza a fuga real
ocorrida em 1962.
BRUBAKER
(Idem, 1980), direção de Stuart Rosenberg. País: EUA. Elenco: Robert Redford,
Yaphet Kotto e Morgan Freeman.
Na
prisão sulista de Wakefield, o novo diretor chega disfarçado de prisioneiro e
assim convive com os detentos, podendo apurar todos os tipos de corrupções e
ilegalidades que imperam na instituição. Quando ele se revela, encontra uma
oposição velada, pois suas ideias reformistas contrariam vários interesses
políticos e financeiros. Baseado em fatos reais, esse longa foi indicado ao
Oscar de Melhor Roteiro Original.
FUGA de NOVA YORK (Escape from New York, 1981), direção de John Carpenter. Países: Inglaterra e EUA. Elenco: Kurt Russell, Lee Van Cleef e
Ernest Borgnine.
No
futuro, ano de 1997, Manhattan foi transformada em uma prisão de segurança
máxima. O avião presidencial cai nela e
um ex-combatente de guerra, condenado por roubo, é enviado para em 24 horas
resgatar o presidente em troca da sua liberdade. Gerou a sequência “Fuga de Los Angeles / Escape from L.A.” (1996).
DAUNBAILÓ (Down by Law, 1986), direção de Jim Jarmusch. Países: EUA e Alemanha. Elenco: Tom Waits, John Lurie e Roberto
Benigni.
Ao
caírem numa armação da polícia, dois sujeitos vão dividir uma cela na prisão. Um é cafetão de baixa
categoria que se envolveu erroneamente num esquema de corrupção de menores,
enquanto o outro é um ex-radialista que, expulso de casa pela namorada, aceita
um serviço de transportar um carro, sem saber que tinha um defunto no
porta-malas. Mais um filme excêntrico de Jarmusch, mostrando a estranha e
cômica relação da dupla, acrescentando mais um companheiro de cela. Eles
planejam uma fuga inusitada.
Em NOME do PAI (In the Name of the Father, 1993), direção de Jim Sheridan. Países:
Irlanda e EUA. Elenco: Daniel Day-Lewis, Pete Postlethwaite e Emma Thompson.
Em
1974, um atentado a bomba organizado pelo IRA (Exército Republicano Irlandês)
mata cinco pessoas num pub nos arredores de Londres. Um jovem rebelde irlandês
é injustamente preso e condenado pelo crime. Seu pai tenta ajudá-lo e também é
condenado, mas pede ajuda a uma advogada que investiga as irregularidades do
caso. Baseado em fatos reais, este drama tem interpretações de tirar o chapéu
de Daniel Day-Lewis, Emma Thompson e Pete Postlethwaite. Leão de Ouro em
Berlim, entre outros prêmios e indicações, como sete ao Oscar e quatro ao Globo
de Ouro.
Um SONHO de LIBERDADE (The Shawshank Redemption, 1994), direção de Frank Darabont. País:
EUA. Elenco: Tim Robbins e Morgan Freeman.
Em
1946, um jovem e bem sucedido banqueiro tem a sua vida radicalmente modificada
quando passa a cumprir prisão perpétua por ter assassinado sua mulher e o
amante dela. No presídio, faz amizade com um prisioneiro que cumpre pena
há 20 anos e controla o mercado negro do presídio. Enquanto pensam em fuga, ambos
lidam com um cotidiano opressor e violento. Inspirado em conto de Stephen King.
Indicado a sete Oscar.
À ESPERA de um MILAGRE (The Green Mile, 1999), direção de Frank Darabont. País: EUA. Elenco: Tom Hanks, Michael Clarke Duncan e David
Morse.
Baseado
em história de Stephen King, apresenta o chefe da guarda de um corredor da
morte durante o ano de 1935. Ele faz amizade com um prisioneiro acusado de estuprar
e matar duas meninas. Quatro indicações ao Oscar e uma ao Globo de Ouro são reflexos desse sucesso, com Hanks e Duncan em atuações memoráveis.
A
ÚLTIMA FORTALEZA (The Last Castle, 2001), direção de Rod Lurie. País: EUA. Elenco: Robert Redford, James Gandolfini e
Mark Ruffalo.
Um militar de alta patente, condenado injustamente
à prisão, passa a enfrentar os métodos pouco convencionais do diretor da
penitenciária, começando uma guerra de consequências inimagináveis. Ele e os
seus aliados decidem forçar a exoneração do diretor. Trilha sonora do talentoso
Jerry Goldsmith. Redford rouba a cena.
CARANDIRU
(2003), direção de Hector Babenco. Países: Brasil, Argentina e Itália. Elenco: Rodrigo Santoro,
Caio Blat, Lázaro Ramos e Wagner Moura.
Médico
se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da
América Latina. Convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência,
superlotação das celas e instalações precárias. Apesar de todos os problemas,
ele logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo
dentro da prisão solidariedade e vontade de viver.
Várias histórias são contadas.
FOME
(Hunger, 2008), direção de Steve McQueen. País: Irlanda e Inglaterra. Elenco: Michael Fassbender.
Em
1981, ocorre um dos mais violentos motins no presídio Maze Prison, na Irlanda
do Norte. O evento ganha proporções alarmantes e no epicentro da rebelião está
um prisioneiro que, disposto a levar a mente e o corpo aos limites da
capacidade humana, inicia uma greve de fome. Baseado numa história real. Fassbender
teve acompanhamento médico, devido a perda de peso para o papel. Drama pesado,
desagradável, difícil de assistir, mas brilhante. Fantástica estreia do inglês
Steve McQueen. Interpretação corajosa e dedicada de Fassbender.
BRONSON (Idem, 2008), direção de Nicolas Winding
Refn. País: Inglaterra. Elenco: Tom Hardy,
Kelly Adams e Luing Andrews.
Em
1974, rapaz de 19 anos com uma espingarda caseira serrada e uma cabeça cheia de
sonhos, tenta roubar uma agência postal. Pego e condenado a sete anos de
prisão, com o pseudônimo de Charles Bronson, fica preso trinta e quatro anos, trinta
dos quais em isolamento. Baseado em fatos reais, tem interpretação hipnotizante
de Tom Hardy no papel de um dos bandidos mais perigosos do Reino Unido, também
famoso por sua fúria. O ator se encontrou com o cinebiografado mais de uma vez,
tendo total apoio dele.
LEONERA
(Idem, 2008), direção de Pablo Trapero. Países: Argentina, Coréia do Sul, Espanha e
Brasil. Elenco: Martina Gusman, Elli Medeiros e Rodrigo Santoro.
Uma
mulher grávida acorda rodeada pelos corpos ensanguentados de dois homens. É
presa e enviada a uma penitenciária específica para mães e grávidas
sentenciadas, chamada “leonera”, a “toca das leoas”. O filme jamais deixa claro
se a personagem é culpada ou não, centrando-se na maternidade atrás das grades.
Produzido pelo brasileiro Walter Salles. Destaque para a sensível interpretação de
Martina Gusman.
O
ESCAPISTA (The Escapist, 2008), direção de Rupert Wyatt. Países: Inglaterra e Irlanda. Elenco: Brian Cox, Damian Lewis, Joseph Fiennes e Seu Jorge.
Um
prisioneiro condenado a prisão perpétua, sem direito a condicional, sabendo que
a filha tornou-se uma drogada e está prestes a morrer, decide fugir. Um bom
filme, tenso e bem dirigido, com participação do brasileiro Seu Jorge.
O
PROFETA (Un Profete, 2009), direção de Jacques Audiard. Países: França e Itália. Elenco: Tahar
Rahim, Niels Arestrup e Adel Bencherif.
Na
cadeia, jovem árabe, preso por seis anos, por conta de pequenos delitos,
sobrevive e ascende na hierarquia carcerária, protegido pelo grupo corso, que
domina o local. Logo se vê enredado nas lutas de gangues, com uma série de
“missões” que deverá executar para um dos líderes. Excelente longa, ganhador de nove prêmios César, BAFTA de Filme Estrangeiro,
prêmio do júri em Cannes e indicado ao Oscar.
CELA
211 (Celda 211, 2009), direção de Daniel Monzón. Países: Espanha e França. Elenco: Luis
Tosar, Alberto Ammann e Antonio Resines.
Agente
penitenciário, logo em seu primeiro dia de trabalho, se vê envolvido em uma
rebelião de presos, liderada por um perigoso detento. Acaba ferido e deixado
para trás. Como não o conhecem, ele se faz passar por detento e acaba se
envolvendo muito mais do que deveria no confronto. Tenso e bem
dirigido.
CÉSAR
DEVE MORRER (Cesare deve Morire, 2012), direção de Paolo Taviani Vittorio Taviani. País:
Itália. Elenco: Cosimo Rega,
Salvatore Striano e Giovanni Arcuri.
Vencedor
do Urso de Ouro no Festival de Berlim e David di Donatello de Melhor Filme. Mistura
teatro, documentário e drama. Os veteranos irmãos Taviani levam sua câmera a
uma ala de segurança máxima da prisão de Rebibbia, na Itália, onde os presos
são os atores. Encenam uma versão livre da peça “Júlio César”, de William Shakespeare. O impacto que a
arte tem sobre os condenados fazem deste filme memorável.
67 comentários:
EXCELENTE SELEÇÃO DOS 13 CLÁSSICOS FILMES DE PRISÃO. DE CHOFRE, DOS FILMES MODERNOS, SÓ ME LEMBREI DO FILME UM SONHO DE LIBERDADE, COM MORGAN FREEMAN E TIM ROBBINS E À ESPERA DE UM MILAGRE, MEIO FATASIA, MAS MUITO BOM, COM TOM HANKS. CONTINUANDO DOS MAIS ANTIGOS ME LEMBREI DE UM COM O MENINO PRODÍGIO MICKEY ROONEY, A ÚLTIMA CAMINHADA E SUBLIME DEVOÇÃO COM JAMES STEWART E RICHARD CONTE.
Olá, Antonio.
São tantos filmes de prisão em Hollywood, não é? Quero deixar uma sugestão: I am a fugitive from a chain gang (1932), com Paul Muni (ótimo como sempre, um dos meus atores favoritos). Assita que é muito bom.
Abraços.
São tantos títulos que podemos considerá-lo como um gênero realmente. Até mesmo a animação A Fuga das Galinhas poderia estar nesta lista hehehe.
Agora filme que mostra gradualmente os personagens tentando fugir, nada supera Fugindo do Inferno, agora o filme que vai mais para o lado do drama na medida certa esse é o Expresso da Meia Noite, onde a momentos sublimes embalado com uma incrível trilha sonora.
Deu-me um idéia Antonio de fazer um especial sobre esses filmes de prisão clássicos.
Visite meu blog de cinema, logo irei começar a postar especiais sobre Jean-Luc Godard. Irei postar sobre filmes dele que eu já vi e irei postar sobre filmes que ainda não vi, mas que assistirei, pois pretendo estar com a mente e a língua afiada para o próximo curso que irei participar na quinzena de Setembro que será sobre ele pelo CENA UM.
Apesar de não ser um filme inteiramente passado na prisão, a cena mais impressionante de Fúria Sanguinária (1949) acontece no refeitório da cadeia: o chilique de Cody (James Cagney) quando é informado da morte da mãe.
Pra mim, Papillon é insuperável, até porque foi um dos poucos desta lista fabulosa que eu tive o privilégio de assistir. Mas O livro Papillon é único; nem de perto o filme causa tanta adrenalina quanto o próprio. Gostaria que um dia algúem conseguisse ser mais fiel ao livro. Bem que a história ficaria enorme feito Titanic. Mas eu assistiria com muito prazer.
Abraços!
Antônio, ótima lista, mas falta um que considero fundamental: "O Expresso da Meia-Noite". Alan Parker em grande estilo. Seu blog é ótimo! Até a próxima!
Dicas anotadas! Por enquanto, os meus favoritos do tema são “O Expresso da Meia-Noite" e "Um Sonho de Liberdade".
Abs ;)
Tema mto bem abordado por vc!! Realmente seleção foi boa, mas ainda existem outros filmes de prisão clássicos na história. Mas como o blog é mais dedicado aos filmes antigos, então tá ótimo!!
Olá,,obrigada pelas indicações!Um ótimo final de semana.
Assino embaixo seu texto para Jodie Foster. Seria uma ótima opção.
Uma grande atriz.
Quero ver À MARGEM DA VIDA (só agora fiquei sabendo o título em Português) e O HOMEM DE ALCATRAZ.
Clássicos! Embora eu só tenha assistido uma parte deles, foi um post merecidíssimo ao gênero.
Aliás, quero aproveitar pra falar sobre uma notícia que vi hoje a respeito de um filme da Marilyn Monroe (está pra ser lançado em novembro nos EUA) chama-se My Week With Marilyn. Quando vi o elenco, me pareceu razoável, mas, será que vai dar certo? Caso já tenha feito algum post relacionado ao filme, ignore a mensagem hahaha caso contrário, fica aí uma sugestão e uma dúvida no ar ... Será que vinga?
Até mais!
Excelente post. Acho Os Miseráveis fantástico.
Assim que eu terminar de postar os filmes que já fiz upload pro blog vou colocar mais alguns clássicos dos que vc sugeriu.
Abração.
Genial Amigo das "Telas do Sonho":
"...Gênero duro, difícil de engolir, com excelentes exemplares e interpretações à flor da pele, geralmente com elementos comuns: celas claustrofóbicas e detentos que ali vivem, ambiente sórdido, refeitório barulhento, a dinâmica tensa entre prisioneiros e guardas, amizades que se estreitam, tumultos, planos de fuga, visitas emocionadas, cenas de violência, tortura, motins..."
Um fabuloso texto da vida e obra de talentosos(as) cineastas extraordinários(as).
Uma pesquisa gigantesca de valor profundo.
Escreve com pertinência e magia.
Adorei a sua visita. Muito Obrigado.
Abraço amigo ao seu talento.
No maior respeito e estima pelo que faz de maravilhar.
Parabéns sinceros.
Sempre a admurá-lo
pena
Bem-Haja, pela amizade deixada expressa no meu blogue.
É perfeito em tudo, fabuloso amigo.
Adorei.
Bem-Haja, pelo seu precioso valor genial e sublime.
Fantástico!
Estou baixando os indicados da lista de filmes de prisão que ainda não vi. Muito interesse no do Ford e Dassin.
Fiquei interessadíssima em ver Inferno na Cidade, pois tem duas super atrizes que gosto imenso (Rá rá, é claro que não só por isso). Bem bacana a edição. Obrigada por comigo compartilhar. Tenha uma ótima noite!
Nossa!
Papillon !!!
Há quantos anos que não assisto!!!
Bem lembrado.
Boa noite pra nós,
Ci
Já havia visto algumas listas sobre filmes de prisão. Todas óbvias, sempre com os mesmos sucessos batidos. A sua é excepcional. Fiquei curioso em relação a Brutalidade e Inferno na Cidade. Imagine, Anna Magnani e Giulietta Masina juntas nas grades? Dos poucos que vi desta lista, o meu preferido é Rebeldia Indomável. Para mim é a melhor interpretação de Newman jovem.
Não gosto do Christian Bale. Ele é irritante, antipático. Mas o Yimou é um grande diretor.
A ÚLTIMA CAMINHADA eu conheço, Edvaldo. Mas não sabia que SUBLIME DEVOÇÃO se passa numa prisão. Tenho o filme, mas ainda não o assisti.
Márcia, também acho o Paul Muni um ótimo ator. Já baixei O FUGITIVO. Grato pela dica.
Marcelo, FUGINDO DO INFERNO realmente é espetacular. Só não está nesta lista porque se passa num campo de concentração. O EXPRESSO DA MEIA-NOITE é um bom filme, mas o Alan Parker sempre me deixa a sensação de que "podia ser melhor" em mãos mais hábeis. Não suporto Godard, com exceção de VIVER A VIDA e ACOSSADO. O cara é muito pretensioso.
FÚRIA SANGUINÁRIA é uma obra-prima, Lê. A interpretação de Cagney é inesquecível. Lembro dessa cena. Chocante.
Tem toda razão, Júlio. O livro é muito bom. Daria um ótimo seriado de uns cinco capítulos.
Alan, também acho bacana UM SONHO DE LIBERDADE, mas deixei de lado os filmes mais recentes. A concorrência seria grande para uma lista de apenas 13 filmes.
Boa idéia, Rubi, falarei sobre esse filme que se passa durante as filmagens de O PRÍNCIPE ENCANTADO. Michelle Williams faz Marilyn, Julia Ormond a Vivien Leigh, Kenneth Branagh o Laurence Olivier, e a Judi Dench a Sybil Thorndike.
Realmente, Maxx, OS MISERÁVEIS de Richard Boleslawski é monumental. Já o vi várias vezes. Grandes atuações de Fredric March e Charles Laughton.
Luiz, o de Dassin, BRUTALIDADE, é obra-prima absoluta. Não deixe de vê-lo. Pura tensão e talento.
Jamil, o Bale é chatinho, mas não podemos negar que é um ótimo ator.
Rapaz, quantos filmes excelentes! Preciso assistir a alguns que você citou e o que mais me chamou a atenção foi o "Le Trou". Vou atrás o quanto antes.
Abraços.
"O Prisioneiro da Ilha dos Tubarões" e "San Quentin" são apenas curiosos, o Ford e o Bogart fizeram coisas melhores. O resto da lista tá bacana. Só não conheço "Le Trou".
Adoro filmes de guerra sérios, dirigidos por grandes diretores. Já tô ansioso para ver "13 Flowers of Nanjing".
O vídeo de "Women's Prision" é fantástico! Que cena! Que duelo de interpretação entre Ida Lupino e Audrey Totter!
Tony, mais uma vez você arrasou!!! Anna Magnani e Giulietta Massina juntas, e não vi esse filme. Foi lançadoem DVD? Imperdível. Jan Sterling, que foto!!! Prisioneiro da Ilha dos Tubarões é daqueles magníficos não-westerns de John Ford. Concordo com você: "Brute Force" de Dassin é insuperável. Parabéns e grande abraço. - Darci Fonseca - CINEWESTERMANIA
Absolutamente maravilhosa essa postagem! As fotografias que você escolhe são divinas. Parabéns!
Boa Nahud! Conheço muito pouco do que vc postou. Vou correr atrás para assistí-los.
Abraço.
O que mais me chamou a atenção: a linda foto de Eleanor Parker que abre o post.
^^
Adoro filmes de prisões e dos citados, há dois magníficos: "O Prisioneiro de Alcatraz" e o único filme de Jean Genet "Un Chant d'amour". Não teria posto de lado "O Expresso da meia Noite" e tenho pena de não citar os mais recentes, pois aí estariam "Os Condenados de Shawshank" e um magnífico filme francês "Um Profeta" de Jacques Audiard, o filho de Michel Audiard.
Oi, Antonio
Claro que ainda não todos estes 13 filmes, mas 2 são dos melhores que já vi: San Quentin e Rebeldia Indomável.
Adoraria ver Prisão de Mulheres e verificar mais uma atuação da Audrey Totter. Em A dama do Lago ela faz caretas demais, o que acabou prejudicando seu personagem. Escrevi sobre o filme hoje. Dê um pulo lá! Aproveite e participe da enquete para melhorar o blog, ok?
Um beijo,
Dani
A fotografia do Warner Baxter no The Prisoner of Shark Island é excepcional.Gosto muito do Le trou e do Um Chant D'Amour, claro. Tenho de apanhar o do Jules Dassin e do Cromwell, que nunca nunca vi. BEla lista.
Abraço,
Carlos Natálio/Ordet
Obrigado pela visita ao meu humilde Blog...Achei incrível o seu trabalho, e espero, um dia, poder estar com meu Blog tão bom quanto o seu!!!!
nossa, me senti péssima com a sua lista, acho q não vi nenhum. anotado todos. alguns já estavam na intenção de ver. beijos, pedrita
maravilhosa postagem!
e vc quem escreve as resenhas ou tem mais algum colaborador?
Darci, INFERNO NA CIDADE ainda não foi lançado em DVD. Vi numa Cinemateca em Madri.
Abraços,
Pinguim, realmente o francês UM PROFETA é excelente.
Conhece ZONZON (1998), de Laurent Bouhnik, com o Pascal Greggory? Soube que se passa no universo carcerário e também é muito bom.
Edito o blog totalmente sozinho, Yasmine. Vez ou outra convido alguns blogueiros para postarem seus artigos por aqui. Mas não faço resenha crítica, apenas são informações opinativas sobre filmes e profissionais do cinema.
Grato pela visita.
Exelente post amigão.
Obrigado pelo comentário no Cult Fiction!
Continue acompanhando.
Abraços
Oi Antonio!
Excelente lista,desses só assisti Rebeldia Indomável e Papillon e fiquei curiosa para vê Inferno na Cidade que não conhecia. Abraços
Tem muitos filmes interessantes que todos deviam ver para aumentar criticas e nao vemos, muito bom mesmo saber do que ja foi e é cultura.
abraço
Philip Rangel
http://entrandonumafria.blogspot.com/
Oi Antonio,
Muito interessante essa postagem da prisão no cinema. Não esqueceu de quase ninguém...
Muito bom.
Parabéns.
José Pinto Junior
Antônio, e os brasileiros "O Beijo da Mulher Aranha" e "Carandiru"?
Excelente blog Antonio.
Obrigado pela sua presença, volte sempre.
beijooo.
Marta, todos os dois que você citou são excelentes filmes, mas preferi dar destaque aos mais antigos.
Abração
Nahud;
Boa seleção para um dos temas mais utilizados e apreciados do cinema. São todos excelentes, mas Papillon é demais.
jurandir_lima@bol.com.br
Olá, seu blog é show, agora te sigo e te persigo, amei tudo aqui!!
Oi meu querido como sempre postando coisas deliciosas de se ler, adorei beijos
e ótima noite..
Ótimo saber que tem novo Yimou por aí. Quanto ao Na prisão, senti falta de Alcatraz – Fuga Impossível, de Don Siegel, com Clint Eastwood.
Grandes obras! Gosto muito de Papillon, À margem da vida e Brutalidade.
Quero comprar dois destes filmes. Como faço isto?
anselmostampini@terra.com.br
Meu querido, em minha graduação em DIREITO, assisti a muitas obras sobre o sistema carcerário. Bem, te indico dois livros que irá gostar muito! Um é do Rogério grecco que narra a forma desumana de uma cadeia, e uma leitura mais forte e intrigante, essa chama-se " holocausto brasileiro" amigo, esse narra a triste realidade de pessoas que foram tratadas como bichos durante a ditadura militar. Pois bem, se passa em um manicômio. Barbacena( MG) nessa época, negros, gays ,doentes mentais e, os inimigos da ditadura foram internados e muitos realmente ficaram loucos. ah, a maioria eram saudáveis tá? Para mim, esse é uma obra muito interessante e agressiva, mas muito interessante e te recomendo tá? Luz!!!
Filmes como Brubaker, Pesadelo no Condado de Badham, Alcatraz, fuga impossível são inesquecíveis.
eu acrescentaria nessa lista A MORTE ME PERSEGUE (Each Dawn I Die, 1939, de William Keighley com James Cagney e George Raft, O SISTEMA (The Glass House, 1972) de Tom Gries, com Alan Alda, Vic Morrow e Clu Gulager e A ÚLTIMA CAMINHADA (The Last Mile, 1959) de Howard W. Koch, com Mickey Rooney.
Eu N gosto muito desse tipo de filme
Mas é impossível N gostar de Steve junto com Dustin Hoffman
Um excelente e seleto filmes carcerários, embora tenha faltado um ou outro filme; Você, por acaso, assistiu ao filme A ULTIMA CAMINHADA, com Mickey Rooney? Antonio Nahud? Nunca vi, em outro filme, um Mickey Rooney tão perverso!
Um Condenado a Morte Escapou
Eu gosto e amo assistir filmes de terror,
drama e de prisão........ EU acho, acho, acho,
quê assisti todos.......Mas o melhor filme de
prisão quê assisti foi "PAPILLOM", onde às
condições carcerárias, à meu vê, foram às
piores do mundo!!!!!!!
Depois vêm o "EXPRESSO DA MEIA NOITE", onde, também, à estadia carcerária, era tão
precária e HORRÍVEL, onde ambos os filmes
foram baseados em fatos reais, o sujeito sai
dalí, louco ou quase louco.........Ambos, merecem "10", mas o quê me chamou + atenção, foi o homem, quê, pôr uma simples
palavra, chamada......"PACIÊNCIA", o principal
sujeito do filme, teve....."PACIÊNCIA", o quê o
outro, quê o acompanhou na fuga, não teve, e morreu..........À partir desse filme, é quê comecei à repensar quê à dita palavra, pode
ser à base, para quê, tudo na sua vida dê
CERTO!!!!!!!!
Pôr causa dessa mencionada palavra, e os
castigos piores quê já vi em uma prisão de
um filme, é quê, na minha percepção, foi o
Melhor filme de prisão, quê assisti até hoje.
Obrigada, Carla Costa.
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