Na vida real, a maioria dos atores de cinema
é uma decepção. Eu,
por outro lado,
sou melhor na vida real do que no cinema.
MARLENE DIETRICH
Ela é um ícone do século 20, uma das mais famosas representantes
da Era de Ouro de Hollywood. Dona de uma voz singular e de um corpo escultural,
ela lançava moda, era corajosa e ousada, sensual e misteriosa. Deixou meio mundo
apaixonado ao interpretar a cantora de cabaré Lola-Lola no clássico “O Anjo
Azul”, em 1930, lançando-se numa celebrada carreira internacional. Oitenta e
seis anos passados, ainda existe um grande fascínio por MARLENE DIETRICH (1901 - 1992. Berlim / Alemanha). O legado da sereia alemã permanece: é usada como referência nos
dias de hoje por cantoras e atrizes. Não sei que idade eu tinha ao vê-la pela
primeira vez. Atravessava a fase da inocência, viciado em longas dublados na
tevê, após a meia-noite, horário dos clássicos naquele tempo. Tive a sorte de
conhecê-la no thriller “Testemunha de
Acusação”, de Billy Wilder. A Christine criada por Agatha Christie é a sua
melhor atuação.
Hipnotizado pelo magnetismo do espetacular animal cujas escamas
brilham dia e noite, fixei-me nos grandes olhos gélidos, no sorriso astuto e
sobrancelhas desenhadas. Passei a garimpar
seus filmes, entre eles, os sete
rodados pelo seu mentor e amante Josef von Sternberg. Em “O Anjo Azul”, de meias
provocantes e liga, na famosa cena na qual canta “Estou Pronta para o Amor da
Cabeça aos Pés”, exibindo suas longas pernas, é lembrada como uma das mais
antológicas do cinema. Trabalhou durante seis décadas, dirigida por reconhecidos mestres como Ernst Lubitsch, Rouben
Mamoulian, Jacques Feyder, Raoul Walsh, Billy Wilder, René Clair, Alfred
Hitchcock, Fritz Lang e Orson Welles.
Li autobiografias que pouco revelam, mentiras escritas como se
fossem verdade; e biografias que tentam, honestamente, narrar sua trajetória
espetacular. Mas o enigma da diva permanece intacto. De férias em Paris,
visitei o majestoso prédio onde morava, na Avenida Montaigne. Tempos depois, caiu
em minhas mãos o documentário “Marlene” (1984) dirigido pelo ator alemão Maximilian
Schell, parceiro de elenco em “Julgamento em Nuremberg”. Na época, não engoli
as declarações amargas de sua filha Maria, na BBC, denunciado uma
MARLENE DIETRICH fria, calculista e violenta. Mergulhando na
experiência da beleza dilacerante, terminei por idealizá-la ao que convém
à promoção do encantamento. Armadilhas amorosas, perfídias, sensualidade,
neurônios acesos, jogos sexuais. A estrela símbolo da emancipação da mulher moderna. A vênus loira que fazia homens e mulheres de
gato e sapato.
O começo da carreira foi duro. Inicialmente, dançando em cabarés e
teatros baratos, exibia as suas belas pernas. Ela não escondia a
bissexualidade, era uma “mulher falada”, além dos padrões morais
da época, embora bares gays existissem em abundância em Berlim. MARLENE casou-se
uma única vez, com o assistente de direção Rudolf Simmer, em 1923.
Nascida em Berlim, criada numa rígida educação prussiana, estudou música e fez teatro com o celebrado Max Reinhardt. Participou de produções de pouca visibilidade e trabalhou como cantora, mas o sucesso só aconteceu com a direção de Josef von Sternberg, que a levou a Hollywood. A Paramount Pictures imediatamente resolveu transformá-la na mulher mais bela do mundo, disputando com a Metro-Goldwyn-Mayer e sua estrela maior, Greta Garbo, também importada da Europa. A atriz arrepiou plateias com frases dúbias tipo “Foi preciso mais de um homem para trocar o meu nome por Lily Shangai” (de “O Expresso de Shangai”), tornando-se uma estrela admirada em todo o mundo. Felina, a mais bela do cinema do seu tempo, exibia naturalmente um show misterioso de luz e sombra, androgenia e plenitude intelectual.
Fumava com extraordinária sagacidade. Nem Bette Davis ganhava dela na pegada do cigarro entre nuvens de fumaça. Ela pode facilmente ser confundida como produto deslumbrante da imaginação coletiva ou vislumbre paranormal. Ao longo da carreira, moldou a imagem da deusa sedutora e andrógina, valendo-se de uma sexualidade agressiva e atitude dominante: suas personagens não conhecem limites quando se apaixonam. Pegando emprestado peças do guarda-roupa masculino, em diversas ocasiões vestiu terno e cartola. Também se sentia à vontade trajando maravilhosos vestidos. Sempre exigente com sua aparência, utilizava o figurino como uma arma para conquistar tanto o parceiro do filme como o espectador.
Nascida em Berlim, criada numa rígida educação prussiana, estudou música e fez teatro com o celebrado Max Reinhardt. Participou de produções de pouca visibilidade e trabalhou como cantora, mas o sucesso só aconteceu com a direção de Josef von Sternberg, que a levou a Hollywood. A Paramount Pictures imediatamente resolveu transformá-la na mulher mais bela do mundo, disputando com a Metro-Goldwyn-Mayer e sua estrela maior, Greta Garbo, também importada da Europa. A atriz arrepiou plateias com frases dúbias tipo “Foi preciso mais de um homem para trocar o meu nome por Lily Shangai” (de “O Expresso de Shangai”), tornando-se uma estrela admirada em todo o mundo. Felina, a mais bela do cinema do seu tempo, exibia naturalmente um show misterioso de luz e sombra, androgenia e plenitude intelectual.
Fumava com extraordinária sagacidade. Nem Bette Davis ganhava dela na pegada do cigarro entre nuvens de fumaça. Ela pode facilmente ser confundida como produto deslumbrante da imaginação coletiva ou vislumbre paranormal. Ao longo da carreira, moldou a imagem da deusa sedutora e andrógina, valendo-se de uma sexualidade agressiva e atitude dominante: suas personagens não conhecem limites quando se apaixonam. Pegando emprestado peças do guarda-roupa masculino, em diversas ocasiões vestiu terno e cartola. Também se sentia à vontade trajando maravilhosos vestidos. Sempre exigente com sua aparência, utilizava o figurino como uma arma para conquistar tanto o parceiro do filme como o espectador.
No período pós-guerra, insatisfeita com os papeis em
Hollywood - salvo exceções, como “A Mundana / Foreign Affair” (1948), de
Billy Wilder, em uma Alemanha devastada pela Segunda Guerra -, se dedicou à carreira de cantora. Com sua voz rouca e sexy, trajando
smokings e vestidos transparentes, etérea e radiante, cantou em palcos
sofisticados de meio mundo, sempre com casa lotada, iniciando a série de
espetáculos em Las Vegas, no Sahara Hotel. No Rio de Janeiro, em 1959, no Copacabana
Palace, fez um grande sucesso. Vestido colante,
casaco de plumas de cisne e joias, conquistou o público com charme e senso de
humor. Cantou em inglês, francês e alemão. Na segunda parte, apareceu com um
traje masculino e bengala. Ainda no Brasil, gravou “Luar do Sertão”, clássico de Luiz Gonzaga.
A figura erótica, porte aristocrático e magníficas pernas
colocadas no seguro por um milhão de dólares, fizeram dela o protótipo da
sedutora, aquela que tudo pode. Indicada ao Oscar por “Marrocos”, MARLENE DIETRICH era mais que uma atriz.
Difícil não se encantar com seu rosto iluminado por pontos de luz, olhar duro
repleto de promessas, impassível sarcasmo. Inventou-se como réptil único, de
reações magnéticas e sensibilidade cintilante. Após “Marrocos”, seguiram-se
outros sucessos como “O Expresso de Xangai” e “A Vênus Loura / Blonde Venus” (1932). Neste
último, ela tem de trabalhar em um cabaré para pagar o tratamento médico do
marido. Lá conhece um milionário (Cary Grant) e se apaixona por ele. Em muitos
de seus filmes, utiliza sua bela voz em números musicais que transbordam volúpia,
e nesse filme cantou “Hot Vodoo”, evocando o caráter místico de seus encantos.
Ao chegar a Hollywood em 1930, morena e um pouco gorda, o
pigmalião Sternberg pintou os seus cabelos de um quase dourado, afinou o rosto
arrancando os dentes traseiros, esculpiu o corpo através de dieta e massagista, arqueou as sobrancelhas além do normal, alongou e escureceu as
pestanas superiores, deu aos olhos a ilusão de serem enormes pelo artifício da maquilagem - uma linha branca desenhada no interior das pálpebras e que ela
estoicamente suportava sem lacrimejar. Nascia assim a estrela andrógina, a vamp que escandalizaria a opinião
pública ao aparecer de smoking na estreia
do épico “O Sinal da Cruz / The Sign of the Cross”, em 1932, protagonizado por sua amante
Claudette Colbert. Bissexual, ela teve romances com Greta Garbo, Edith
Piaff e a roteirista Mercedes de Acosta. Namorou o ator francês Jean Gabin e os escritores Ernest Hemingway
e Erich Maria Remarque. Ganhou notoriedade por inúmeras relações
amorosas com homens e mulheres. Deslumbrantemente feminina, tinha
fama de devastar corações. Nas rodas de Hollywood era conhecida
como “amante voraz”.
Dizem que a diva podia derreter um homem com um levantar de
sobrancelhas e destruir uma rival com o olhar. Enigmática, zelava por sua
privacidade, contando mentiras e inventando histórias sobre si mesma. Josef von Sternberg
e ela se uniram como um visionário e sua invenção bendita.
“Marlene sou eu”, disse o cineasta numa entrevista. Ele nunca mais foi o mesmo depois dela. Ela brilhou intensamente desde seu primeiro filme norte-americano, provocando reações confusas no público ao
beijar a boca de uma bela garota numa cena de “Marrocos”.
Em 1933, Hitler a convidou para estrelar filmes nazistas,
oferecendo uma fortura. Ela recusou e, em 1937, tornou-se cidadã
norte-americana. Descontente com o nazismo, durante a Segunda Guerra se dedicou
a ajudar as tropas aliadas, visitando hospitais do front e entretendo soldados
com shows especiais, onde cantava “Lili Marlene”. Condecorada com medalhas nos
EUA e considerada uma traidora na Alemanha. Ao retornar a Berlim, em
1960, foi vaiada, recebida com faixas tipo “Marlene, go home”. Só retornaria ao
seu país natal depois de morta. Foi enterrada em Berlim.
Femme fatalle por
definição, destas que dão um sentido à vida mesmo nos convertendo em objetos
usados e jogados fora, não é à toa que seu verdadeiro nome é Maria Madalena. Ao
vê-la como Concha Perez em “Mulher Satânica / The Devil Is a Woman”, passei a
acreditar que amava a si mesmo e não podia permitir rival neste amor intenso. MARLENE
DIETRICH não levava o casamento a sério. Idosa, deixou-se esculpir por
cirurgiões plásticos, silhueta mantida por apertados corpetes, bicos dos seios
eroticamente recriados por pérolas colocadas no soutien. No ano de 1975, deixa
os palcos. Seu último trabalho no cinema foi em “Apenas um Gigolô / Schoner
Gigolo, Armer Gigolo”, de 1978, estrelado por David Bowie, onde fez a
Baronesa von Semering.
Vaidosa, não se deixou ser filmada ou fotografada em idade
avançada. Com o corpo em ruínas, em cadeira de rodas, refugiou-se até a morte no
apartamento parisiense, evitando entrevistas e não permitindo que a vissem em
decadência física. A imagem reclusa, daquela que foi uma das mulheres mais
belas de sempre, era algo que a revoltava. Apenas a filha, netos e o médico
tinham permissão de visitá-la. Tornou-se, nos anos finais de vida, alcoólatra e dependente de calmantes. Sua
morte foi tardia, somente aos 90 anos, de falência renal. Alguns acreditam
que sofria de Alzheimer. Dizem que teria se suicidado,
através de ingestão de tranquilizantes. Mas nunca foi confirmado.
O canto de MARLENE DIETRICH, numa vocalização quase falada, provoca
estremecimento, mas ela não era cantora, talvez nem mesmo atriz, estava além de rótulos. Em Londres, numa exposição do figurino do filme “Kismet / Idem” (1944), da russa Barbara Karinska, compreendi que os belos vestidos e adereços expostos não tinham viço pela falta do recheio
da atriz. A diaba dissimulada, ar afetado, olhar lascivo, sugestivo sorriso. Convite
aos sonhos mais lúbricos. A diaba idolatrada por milhões morreu solitária, nos braços
da empregada doméstica. Em 1999, o American Film Institute (AFI) a nomeou entre
as dez maiores estrelas de todos os tempos.
Por que não mais existem belezas como a dela? Belezas que nos ilude e nos faz sonhar. Talvez responda a Norma Desmond (Gloria Swanson) de “O Crepúsculo dos
Deuses / Sunset Boulevard” (1950), sob a luz do projetor, numa
película muda do seu apogeu de estrela: “Continua a ser maravilhoso, não
continua? E sem diálogos. Não precisávamos de diálogos. Tínhamos rostos. Já não
há rostos como aquele”.
Fontes
“A Beleza – Der Blaue Engel”
de Manuel Dias Coelho
“A
Bela e a Fera”
de Fabio Cypriano
“Desejo-lhe Amor – Conversas com Marlene
Dietrich”
de Erik Hanut
“Marlene de A a Z”
DEZ VEZES MARLENE
(filmes por ordem de preferência)
01
Tana em
A MARCA da MALDADE
direção de Orson Welles
02
Christine em
TESTEMUNHA de ACUSAÇÃO
direção de Billy Wilder
03
Sra. Bertholt em
JULGAMENTO em NUREMBERG
direção de Stanley Kramer
04
Lola Lola em
O ANJO AZUL
direção de Josef von Sternberg
05
Shanghai Lily em
O EXPRESSO de SHANGHAI
direção de Josef von Sternberg
06
Princesa Sophia Frederica / Catherine II em
A IMPERATRIZ GALANTE
direção de Josef von Sternberg
07
Maria 'Angel' Barker / Sra. Brown em
ANJO
direção de Ernst Lubitsch
08
Madeleine de Beaupre em
DESEJO
direção de Frank Borzage
09
Domini Enfilden em
O JARDIM de ALAH
direção de Richard Boleslawski
10
Mademoiselle Amy Jolly em
MARROCOS
direção de Josef von Sternberg
44 comentários:
Bela história, vc a conta muito bem, nos faz ve-la como quer que a vejamos.
Antonio, não conheço ainda a obra da Marlene mas esse foi mais um post muito legal e despertou meu interesse. Parabéns. Abç.
Maxx.
PS.: Ficaria honrado se o
http://telecinebrasil.blogspot.com/
fosse para o tapete vermeho do falcão maltes.
Oi Antonio!
O que eu mais gosto de Marlene D. é a frase que ela usou para se manter afastada da mídia depois que parou de filmar: " I just wanna be letf alone" ! Gosto tanto que fiz dela meu lema em diversas situações.
Realmente Blue Angel foi um lindo filme - daqueles que não se fazem mais. Ótimo post, homenagem merecida.
beijos e boa semana,
Excelente postagem, muito completa, sobre a vida e obra de um dos grandes mitos de todos os tempos da 7ª.Arte.
Ótima homenagem heim...
Marlene é definida em uma única palavra: DEUSA.
Blue Angel é espetacular, magistral.
Essa notícia foi muito, muito boa. Quem cresceu com esses filmes estava à espera disso!
Tony, Marlene sempre foi uma mulher irresistível, mesmo sob a poeira dos saloons como em "Atire a Primeira Pedra" e "O Diabo Feito Mulher". Até o Führer ficou ainda mais maluquinho por ela. Parabéns pela belíssima matéria.
Ela atuava, dançava, cantava... meu Deus, que mulher! AMO, AMO, AMO Dietrich!!!
Muito bom, Antonio Júnior. Como você descortina Dietrich, hem?! Não posso deixar de me lembrar de Helmut Berger evocando O Anjo Azul, escandalizando a família, ao cantar e dançar como Dietrich, no início de Os Deuses Malditos, de Visconti. Parabéns pelo artigo, por nos trazer tantas informações sobre mais um grande mito do cinema.
Tomo aqui a liberdade de compartilhar a sequência de Os Deuses Malditos: http://youtu.be/b2mTkafAlOg
E Dietrich em O Anjo Azul: http://youtu.be/HaZDiKRT1is
http://pontocedecinema.blog.br/blog/
Textos que aliam profundidade com um estilo ágil, gostoso de se ler. Apesar de redundante, não poderia deixar de lhe dar os parabéns. Abraços
Antonio,
Nunca gostei de Marlene Dietrich, embora, claro, reconheça a sua importância.
Abraços
Tenho muita admiração por Marlene Dietrich. Felizmente, tive a oportunidade de assistir alguns filmes, inclusive destaco o meu favorito Shanghai Express; e ouvir algumas de suas músicas, Marlene, uma artista completa!
Ótima resenha. Ainda não vi você fazer um perfil sobre Anne baxter, fica à dica adoraria ver
Nunca houve estrela mais glamurosa que Marlene! Assisti o documentário, no GNT, Os últimos dias de Marlene Dietrich. Ela não aparece no filme, só sua voz gravada, pelo seu assistente particular, na secretária eletrônica. Nas fitas se revela uma mulher irascível e ao mesmo tempo fragilizada, brigava com o assistente e depois pedia perdão e implorava para que ele não a abandonasse. O assistente conta que nos últimos dias ela estava muito mal e precisava ir ao médico, mas ela ficou em pânico e se recusava a sair do seu quarto. Quando o médico disse que não havia jeito, ele tinha que interná-la, Marlene pediu mais um dia, disse que ia na manhã seguinte. Amanheceu morta, segundo o assistente ela morreu para não ter que sair do quarto onde se sentia protegida e ter que enfrentar o mundo e se mostrar decadente para as pessoas.
Uma grande artista, atriz e cantora que hipnotizava com o corpo e a voz. Sem dúvida a canção que mais marcou foi Lili Marlene. É impossível imaginar outra pessoa entoando tal melodia.
Gosto demais dela em filmes como Expresso de Xangai, testemunha de Acusação e Julgamento em Nuremberg.
Abraços, Lê.
Ela era fabulosa!
Linda, inteligente, sagaz tudo qe alguem gostaria de ter como companhia
http://www.facebook.com/juniorahzura
Com Marlene Dietrich assisti apenas o western "O Diabo Feito Mulher" de Fritz Lang, que por sinal é mais filme western psicológico do que de ação.
Vi Marlene também na pequena participação em "A Volta ao Mundo em Oitenta Dias" com David Niven e Cantinfilas.
Abraço
De todas as atrizes, era ela que tinha um olhar um tanto que penetrante e peculiar que da até medo. Algo parecido como isso, só Beth Davis que tinha na época.
Uma vez, Marlene Dietrich disse que tudo no cinema depende do uso adequado da luz. "Foi a luz de Joseph Von Strindberg que me pintou em seus filmes", disse ela. A luz, segundo a diva, pode 'esculpir' um rosto como um artista da Renascença.
'O anjo azul' foi a primeira impressão e a primeira visão que tive de Marlene. Uma lenda do cinema.
Fiquei decepcionado com Mulher Satânica, que vi recentemente. Este filme foi o último de Marlene Dietrich sob as ordens de Josef von Sternberg. O fracasso comercial desta produção e o temperamento cada vez mais exigente do diretor fizeram com que fosse também o último filme dele na Paramount. Ou seja, era um ciclo que se fechava, com Dietrich no auge do estrelato e Sternberg em dificuldades.É mesmo uma das menos bem-sucedidas colaborações dos dois, apesar da produção luxuosa e da participação do escritor John dos Passos no roteiro. Mas Marlene está suntuosamente vestida e presenteada com closes lindamente fotografados -- um evidente trabalho de amor do próprio Sternberg. Estão presentes todos os elementos do peculiar estilo do diretor: direção de arte barroca e delirante, cenários expressionistas e extravagantes, movimentos de câmera engenhosos, figuras exóticas.Mas falta enredo nesta história de danação por amor, em que Marlene faz uma espanhola sedutora chamada Concha Perez. Mesmo com a trama pobre, enfraquecida ainda mais por vários cortes impostos pela censura para suavizar o erotismo, ainda é um tributo a Marlene no auge de seu brilho e beleza e um testemunho do talento de Sternberg.
Antonio, parabéns pelo texto. Maravilhoso.
Esse foi o texto mai completo sobre Marlene Dietrich que já li. Sem dúvida, além do talento, era uma presença forte.
Marlene tem aquilo que chamamos "sex appeal".
E é algo que é incontestável.
Ou você tem. Ou NÃO tem.
Oi, Antonio.
Ótimo post, como sempre.
Fiquei impressionada com sua afirmação de ter se encantado por Marlene quando criança - penso que a persona dela é sexual e intelectual demais para se compreender quando jovem. Comecei a vê-la bem mais tarde. Conheci primeiro o "Anjo Azul" - que prefiro a qualquer filme de sua fase hollywoodiana. Alguns de Hollywood gosto especialmente, como Destry rides again, Shanghai Express e Pavor nos bastidores. O curioso no caso de Marlene é que ela não era grande atriz nem boa cantora, mas, graças à conjuntura da época, tornou-se um dos maiores mitos do cinema. Ela parecia acreditar nas personagens que desempenhava ao ponto de se transformar numa delas (ela virou, na vida pessoal, a mulher misteriosa e sedutora composta em Shanghai Express por luzes e sombras - daí a querer moldar seu corpo até na velhice). A gente, embriagado pelo conto de fadas criado na capital do cinema, acaba sendo também vampirizado pela imagem dela.
Sei que sua pergunta final é retórica, mas arrisco uma resposta. A Hollywood dourada que mitificava gente de carne e osso não existe mais, por isso não há mais mulheres como ela.
Bjos
Dani
Por que não gostamos de uma determina pessoa, de uma cor, de um carro... Tudo isso faz parte, não?
Acho-a feia e antipática. Bem, mesmo ela sendo um mito, não faz minha cabeça. Se fizesse, estaria postada no meu blog,q como explico,no lado das postagens, diante do meu perfil. não é um blog de atrizes talentosas e sim de atrizes q me atraem, e a Marlene Dietrich nunca me causou alguma atração.
Que grande diva do cinema!
Oi Antonio, com relação ao visual, ele ficou mais leve. Está muito bom. Sou sempre adepta do menos é mais. Está muito bom!!! Gostei de vc ter retirado a música. Esse recurso deixa a pagina lenta. grande abraço!
Marlene é a eterna mulher sensual e apaixonante!!
6 de julho de 2011 15:30
d. bohn disse...
E quem ñ iria c apaixonar por ela!
Genial Amigo:
Também fui um apaixonado das telas mágicas e do talento ímpar de MARLENE DIETRICH! Repleta de encantos e desencantos a sua vida que tão fabulosamente narra.
Adorei, o seu brilhante Post. Excelente pesquisa fruto do ser sublime que é.
Abraço amigo de respeito pelo seu sublime modo de estar na Blogosfera.
Sempre a admirar o concebe com beleza.
pena
MUITO OBRIGADO pela simpática visita.
Bem-Haja, notável amigo.
Excelente!
Cinéfila compulsiva, senti-me aqui como "peixe em água":))))
Obrigada pela visita!
Antonio,
obrigada pela leitura e comentário sobre meus poemas. fico grata e feliz, gosto muito do que escreve. uma cinéfila, como vc :)
um beijo.
No filme Expresso de Shangai, ela estava radiante.
Antonio, obrigada pela visita e peço desculpas por não ter postado ultimamente. Como fui promovida aqui no meu trabalho, o serviço aumentou e estou terminando a minha pós. Vida corrida é assim.
Um abraço.
Musa, incomparável, adorei a matéria bem como o visual do blog.
De extrema criatividade e bom gosto.
Parabéns por cada dia se esmerar mais.
Dietrich é uma das minhas musas preferidas, e uma das parceiras que mais amo ver com Gary Cooper.
Adoro o filme dela ANGEL, está divinamente presente em minha memória sua performance neste filme.
O novo layout deixou o blog mais simples, embora continue chic. Uma beleza para os olhos, para o bom gosto e para o intelecto, óbvio. E por falar em chic, seu nome é La Dietrich.
Beijinhos
Ótimo post, mas concordo com o Roderick: não gosto da Marlene, acho-a feia e não entendo por que tantas pessoas a endeusam. Fico aqui me perguntando se as coisas que ela fazia era porque ela realmente sentia prazer em fazê-las ou fazia apenas como marketing pessoal, para que se tornasse um mito.
Caro Antonio,seu Blog cada dia melhor.Textos maravilhosos,curiosos e envolventes,parabéns!Bjs
Que mulher! Apaixonante e magnífica.
A conheço de Diabo Feito Mulher e Julgamento em Nuremberg.
Gostei muito do post, Antônio. Além do mais, é sempre bom saber das novidades como, por exemplo, esta do Jurassic Park. Parabéns.
Abraço
Lembro que, pouco depois de comprar meu aparelho de DVD, entrei em uma banca de revista e lá estava o DVD de O Anjo Azul por R$ 6,99. Mas não sei porque, não comprei, e até hoje não consegui ainda achar outro DVD desse filme por aqui. A Marca da Maldade também traz uma bela interpretação da Marlene.
Ela parece ser uma mulher e tanto. Jeito de diva!! Obrigado por aparecer no
http://babadogeralpop.blogspot.com/
e parabéns pelo seu blog, com conteúdo pra dar e vender. Uma ótima quarta-feira!!
Ela é encantadora! acho interessantíssimo que sempre que vejo algum trabalho dela constato o quanto ela mostrava uma personalidade forte.
Um abraço!
Ela era genial para simular glamour no celulóide (e na vida real). Um mito arrasador de personalidade e sedução que salvou a Paramount da falência na época da Depressão.
Marlene Dietrich, é uma DIVA e sempre será! Amo ela! Tem uma personalidade impressionante!
Marlene é uma DIVA e sempre será, amo ela demais!
Concordo plenamente com o Roderick Verden. Marlene Dietrich pode mesmo ter sido linda e talentosa, mas à considero extremamente vulgar e arrogante exalando uma sensualidade extremamente grosseira e desagrádavel ao expor o seu próprio corpo em público, sobretudo suas próprias pernas e pés de uma maneira brejeira e maliciosa completamente revoltante e reprovável como ela própria fez no papel de Lola Lola no clássico "O Anjo Azul" e também como aquele calhorda e cafetão obeso e asqueroso mau intencionado e mau caráter do meu antigo professor de história no colégio Integração Jorge Luíz havia feito comigo no ano de 1996 quando estupidamente eu aceitei o convite dele para frequentar uma de suas infames aulas de teatro em um sábado do mês de setembro daquele mesmo ano sendo que aquele canalha sórdido e traiçoeiro usou seus próprios truques de ator e professor de teatro junto com a sua própria sensualidade ursina e descomunal para me aliciar e me seduzir a ponto de me deixar completamente apaixonado e obcecado por ele a um nível absolutamente limérico e erotomaníaco ao extremo e logo em seguida me manipular, me enganar, me trair e me desprezar e por fim me expulsar brutalmente do colégio sendo que essa verdadeira aberração sexual e hedionda travestida de educador chamada Jorge Luíz fez tudo isso comigo somente com a única intenção de me destruir completamente de propósito para todo o sempre fingindo uma preocupação e uma amizade completamente falsas comigo sendo ainda que ele ria e debochava de mim e me difamava cinicamente fofocando sobre mim o tempo todo junto as demais professores e funcionários daquela mesma escola. Ele fez um jogo de sedução sórdido e abominável comigo com a única intenção de me arruinar completamente.
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