dezembro 29, 2017

******************************** 12 FILMES de 2017


Para quem ama a sétima arte, a verdade é que o ano de 2017 apresentou títulos expressivos em diversos gêneros. Houve um pouco de tudo. Com tantos filmes bons foi difícil chegar a esta lista com apenas 12 exemplares, de diversas vertentes, com propostas estéticas e estilísticas bastante distintas. Confira a seleção dos MELHORES do ANO segundo “O Falcão Maltês”.

01
DUNKIRK
(Idem, 2017)

guerra
direção de Christopher Nolan
elenco: Fionn Whitehead, Barry Keoghan, Mark Rylance e Tom Hardy
Reino Unido | Holanda | França | EUA

Um filme de guerra praticamente sem sangue. Baseado em fatos reais acontecidos no início da Segunda Guerra, mostra soldados belgas, ingleses e franceses cercados pelo exército nazista. A narrativa é divida em três histórias paralelas: um confronto no céu, em que um piloto precisa destruir um avião inimigo; em alto-mar, onde um civil britânico leva seu barco para ajudar no resgate de soldados; e na praia, com as tentativas de soldado de escapar. Fabuloso espetáculo, trilha sonora densa e soberba direção de Nolan.

02
TRAMA FANTASMA
(Phantom Thread, 2017)

drama
direção de Paul Thomas Anderson
elenco: Vicky Krieps, Daniel Day-Lewis e Lesley Manville
EUA

Na Londres depois da Segunda Guerra Mundial, um renomado estilista veste a realeza, estrelas do cinema, socialites, debutantes e ladys. Mulheres vêm e vão na sua vida, inspirando o solteiro convicto, até que ele se apaixona por uma jovem e a torna sua musa e amante. Sua vida perfeita se desequilibra por esse amor. Filme excelente, com mais uma fantástica atuação de Day-Lewis, que anunciou sua aposentadoria recentemente.

03
É APENAS o FIM do MUNDO
(Juste la Fin du Monde, 2016)

drama
direção de Xavier Dolan
elenco: Nathalie Baye, Vincent Cassel, Marion Cotillard, Léa Seydoux e Gaspard Ulliel      
Canadá | França

Um jovem e renomado dramaturgo, em visita à sua família após anos de ausência. Seu objetivo é revelar sua iminente morte, de causas que não nos são reveladas. Ao encontrar a mãe, a irmã mais nova, o irmão mais velho e sua esposa, é tomado por uma torrente de memórias e emoções inesperadas. Repleto de poesia, metáforas e símbolos, o filme é restrito quase inteiramente ao ambiente de uma casa.

Salto de maturidade de seu realizador, agora mais contido e minimalista. Dolan constrói cenários lúdicos que multiplicam as dimensões emocionais da trama, fazendo o protagonista transitar por uma jornada intensa, dando espaço e vida a interpretações profundas e tocantes. No elenco de estrelas, a oscarizada Marion Cottilard no papel de uma dona de casa absolutamente banal.

Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes
César de Melhor Direção e Melhor Ator

04
FRANTZ
(Idem, 2016)

drama
direção de François Ozon
elenco: Pierre Niney, Paula Beer e Ernst Stötzner
França | Alemanha

Em uma pequena cidade alemã logo após a Primeira Guerra Mundial, garota visita diariamente o túmulo de seu noivo morto em batalha na França. Um dia, um jovem francês, também deixa flores no túmulo. A presença dele desperta paixões contraditórias, com os personagens lamentando as mortes causadas pelo conflito e se posicionando perante o assunto. As feridas ainda estão abertas, e ambos os lados contabilizam os mortos e as consequências do conflito.

É interessante ver como o drama mostra os diferentes lados, com os seus habitantes condenando a violência, ao mesmo tempo em que bradam patriotismo. Os jovens atores principais se destacam e despontam como nomes a serem observados mais de perto. São intérpretes econômicos, que possuem a admirável habilidade de demonstrar sentimentos intensos sem o uso de palavras, desenvolvendo personagens com conflitos pesados, cheios de culpa, arrependimento, tristeza, mentiras, mas ainda assim capazes de atos de ternura e bondade genuínas.

Melhor Atriz no Festival de Veneza

05
O DESTINO de UMA NAÇÃO
(Darkest Hour, 2017)

drama
direção de Joe Wright
elenco: Gary Oldman, Lily James e Kristin Scott Thomas
Inglaterra

A trama foca nos dias seguintes a posse de Winston Churchill como primeiro ministro britânico, em 1940. Com a Inglaterra à beira de perder a guerra para a Alemanha, ele sofre pressão para fazer um acordo com Adolf Hitler, mas resiste. O longa aborda suas decisões e ações, mostrando também discursos que ficaram marcados na história da humanidade.

Diálogos eloquentes evitam que conversas políticas e estratégicas sejam enfadonhas, enquanto o protagonista se revela além das polêmicas e extremamente humano. Consciente, o drama de época não se contenta em usar a atuação de Oldman como base, trabalha para engrandecê-la a cada cena por uma soma de habilidades - atuação, direção, roteiro - cujo produto não é apenas um retrato único de Churchill, mas de um momento-chave da história.

06
UM INSTANTE de AMOR
(Mal de Pierres, 2016)

drama
direção de Nicole Garcia
elenco: Marion Cotillard, Louis Garrel e Alex Brendemühl
França | Bélgica | Canadá

Uma jovem interiorana (brilhante atuação de Cotillard), vivendo em um vilarejo francês na década de 1950, de comportamento errático em relação a um conhecido de sua cidadezinha, por quem se mostra descontroladamente apaixonada, faz com que sua família se preocupe. A sucessão de fatos equivocados, trazidos pelos sentimentos irrefreáveis da protagonista, leva seus pais a cogitarem interná-la em um hospital psiquiátrico.

A salvação chega na forma de um casamento arranjado com um sujeito simples, pedreiro da região. O matrimônio, que não estava nos planos da moça, torna-se ainda mais complicado devido a uma doença que pode prejudicar a possibilidade de uma gestação. Para o tratamento, ela é enviada a uma clínica nos Alpes Suíços, onde entra em jogo o terceiro elemento desta narrativa, um tenente impotente. É justamente esta peça final que trará o desequilíbrio, e abalará a dinâmica matrimonial já capenga.

07
LOGAN
(Idem, 2017)

ficção-científica
direção de James Mangold
elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart e Dafne Keen
Canadá | Austrália | EUA

Ambientado no futuro, no ano de 2029, o personagem-título trabalha como chofer, mas sua rotina muda quando ele é procurado por uma mexicana que pede ajuda para cuidar da sua pequena filha. Ele decide não se envolver, até que é atacado por mercenário que tem interesse na menina.

Representante de uma nova tendência nos filmes de super-heróis, a de orçamento mais modesto e foco em personagem, é um drama violento e adulto inspirado em faroestes. Ele explora questões como velhice e morte enquanto acompanha uma jornada de Wolverine e uma nova mutante, X-23, para cruzar a fronteira entre EUA e Canadá.

08
BLADE RUNNER 2049
(Idem, 2017)

ficção-científica
direção de Denis Villeneuve
elenco: Harrison Ford, Ryan Gosling, Robin Wright e Jared Leto
EUA | Reino Unido | Hungria | Canadá

Trinta anos após os acontecimentos do clássico de Ridley Scott, a humanidade está novamente ameaçada, e dessa vez o perigo pode ser ainda maior. Nesta sequência, um caçador de androides descobre um segredo que pode mudar radicalmente a relação de poder entre humanos e robôs. Enquanto investiga o caso, ele se depara com mistérios sobre seu próprio passado e acaba cruzando o caminho de um antigo caçador.

A inteligente conexão entre as tramas se deve muito ao roteirista Hampton Fancher, o mesmo do original, rendendo um bom filme. Ponto para Denis Villeneuve. O canadense prova mais uma vez que é um dos diretores mais instigantes da atualidade. Destaque também para a beleza dos cenários e da fotografia, além da participação Jared Leto e da trilha de Hans Zimmer.

09
A FORMA da ÁGUA
(The Shape of Water, 2017)

aventura
direção de Guillermo del Toro
elenco: Sally Hawkins, Octavia Spencer, Richard Jenkins e Michael Shannon
Canadá | EUA

Década de 60. Em meio a conflitos políticos e bélicos e a grandes transformações sociais ocorridas nos Estados Unidos, zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Para elaborar um arriscado plano de fuga, ela recorre a um vizinho e a uma colega de trabalho.

Uma mistura de romance e aventura de monstro. A produção abre com um cenário digno de conto de fadas, um apartamento invadido pela água, em que a protagonista (Sally Hawkins, ótima) flutua. O filme pode estar travestido de conto de fadas, mas, no fundo, fala de assuntos na ordem do dia com uma dose de subversão. É uma produção comovente e visualmente bela.

Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Fotografia da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles
Melhor Filme no Festival de Veneza

10
O CIDADÃO ILUSTRE
(El Ciudadano Ilustre, 2016)

comédia
direção de Gastón Duprat e Mariano Cohn
elenco: Oscar Martínez, Dady Brieva e Andrea Frigerio
Argentina | Espanha

Um escritor argentino vencedor do Prêmio Nobel, radicado há 40 anos na Europa, volta ao povoado onde nasceu e que inspirou a maioria de seus livros para receber o título de Cidadão Ilustre - um dos únicos prêmios que aceitou receber. No entanto, sua visita desencadeará uma série de situações complicadas entre ele e o povo local. A trama usa o humor e muita ironia para abordar o papel da arte.

Em sua quarta incursão na ficção, a dupla de diretores Gastón Duprat e Mariano Cohn contrapõe dois mundos: o culto e vazio de emoções do escritor; e o ignorante, preconceituoso e intenso da população da cidadezinha. É claro que os dois mundos entram em conflito. E as risadas são generosas, mesmo que algumas das situações sejam previsíveis.

Melhor Filme e Melhor Ator no Festival de Veneza

11
TRÊS ANÚNCIOS PARA um CRIME
(Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, 2017)

criminal
direção de Martin McDonagh
elenco: Frances McDormand, Woody Harrelson e Sam Rockwell
Inglaterra | EUA

Guiado pela brilhante performance de Frances McDormand, apresenta momentos ácidos e, ao mesmo tempo, engraçados. Acompanha uma mãe cuja filha é brutalmente assassinada, e ela jura vingança e justiça para quem cometeu o crime. Indignada com o trabalho da polícia local, ela não se conforma com a falta de evidências de que o crime será solucionado, e decide contratar pistoleiros para eliminar as pessoas que mataram sua filha.

Outros filmes focariam em como resolver o mistério da morte e as motivações do assassino, mas a história não é sobre isso, fala sobre as consequências desse crime e como ele transformou cada pessoa da cidade. Por conta disso, eventualmente conseguimos sentir empatia por quase todos os personagens de uma maneira ou de outra e enxergamos as motivações por trás de cada ação. O diretor McDonagh tem um Oscar de Melhor Curta Metragem por “O Revólver de Seis Tiros”.

12
ME CHAME PELO seu NOME
(Call Me by Your Name, 2017)

drama
direção de Luca Guadagnino
elenco: Timothée Chalamet, Armie Hammer e Michael Stuhlbarg
Itália | França | Brasil | EUA

Adaptado do livro escrito por André Aciman pelo veterano e premiado James Ivory, o longa tem coprodução da brasileira RT e gira em torno da história de amor entre um jovem de 17 anos e um assistente de seu pai, no curto período em que este se hospeda na casa da família, no verão de 1983, em uma região bucólica da Itália.

Uma história muito bem contada sobre a descoberta do amor e da desilusão. Delicado e despudoradamente erótico. O novato Timothée Chalamet rouba a cena e já levou inúmeros prêmios por sua carismática atuação.

Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles

TRÊS FILMES BRASILEIROS

01
O FILME da MINHA VIDA
(2017)

drama
direção de Selton Mello
elenco: Johnny Massaro, Vincent Cassel, Selton Mello e Bruna Linzmeyer

Baseado no romance “Um Pai de Cinema”, do chileno Antonio Skármeta, trata tanto do amadurecimento do protagonista, jovem deixado para trás pelo pai sem explicação alguma, quanto do próprio cinema. É a memória, com seus exageros e imprecisões, que guia a narrativa.

A direção de Selton é precisa ao utilizar a paixão pelo cinema como elo entre pai e filho. O protagonista, conduzindo o amadurecimento de seu personagem em meio a uma série de descobertas sobre si mesmo e sobre os outros, passa a entender que os outros mentem, traem, fogem por medo, voltam por saudade ou solidão e ajudam a despertar sentimentos ocultos. Acompanhar seus passos é comovente.

02
COMO NOSSOS PAIS
(2017)

drama
direção de Laís Bodanzky
elenco: Maria Ribeiro, Paulo Vilhena, Clarisse Abujamra e Herson Capri

Mulher passa por um momento conturbado na vida. Sua mãe lhe faz uma revelação bombástica durante um almoço de família: seu pai não é, na verdade, seu pai biológico. Isso a transtorna de muitas formas. Não bastasse essa descoberta surpreendente, uma doença familiar a coloca ainda mais para baixo, além das dúvidas se seu marido a está traindo. Nesse turbilhão de emoções, a protagonista tentará encontrar seu caminho.

Um drama sensível com interpretação segura de Maria Ribeiro. Ela e Clarice Abujamra são as forças motrizes do longa-metragem. Clarisse brilha com sua expressiva presença. A produção faz bonito e é mais um trabalho competente de Laís Bodanzky.

Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Ator no Festival de Gramado

03
BINGO: O REI das MANHÃS
(2017)

drama
direção de Daniel Rezende
elenco: Vladimir Brichta, Leandra Leal e Ana Lúcia Torre

A história real do palhaço mais polêmico da televisão brasileira, Bozo, é contada neste drama adulto dirigido pelo editor Daniel Rezende (“Tropa de Elite”). Brichta interpreta artista de cabelos azuis, que alcançou a fama nos anos 80, mas, por uma cláusula no contrato, jamais pôde ser reconhecido por sua verdadeira identidade.

Por se tratar de um trabalho de estreia, impressiona a segurança com que o diretor conduz a trama. Brichta está bem como Bingo, com e sem maquiagem, construindo uma figura inebriada pelas luzes dos holofotes, suscetível às crises, de diversas naturezas, especialmente as que sobrevêm à sua demissão.

ATRIZ do ANO

MARION COTILLARD
em “Um Instante de Amor”

seguida por
Frances McDormand em “Três Anúncios para Um Crime”
Meryl Streep em “The Post: A Guerra Secreta / The Post”

ATOR do ANO

GARY OLDMAN
em “O Destino de Uma Nação”

seguido por
Daniel Day-Lewis em “Trama Fantasma”
Hugh Jackman em “O Rei do Show / The Greatest Showman”

DIRETOR do ANO

CHRISTOPHER NOLAN
 em “Dunkirk”

seguido por
Xavier Dolan em “É Apenas o Fim do Mundo”
Joe Wright em “O Destino de uma Nação”

dezembro 10, 2017

********************** FAMOSAS SÉRIES de TV

“dallas
Algumas SÉRIES de TV ficam na memória. Ainda menino, não perdia o tenso e realista “Combate”. Daí nasceu a paixão por filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. Gostava do humor irreverente de “Guerra, Sombra e Água Fresca” e do familiar “Daniel Boone”, embora as minhas favoritas fossem “Túnel do Tempo” e “Havaí 5.O”. A maioria dessas SÉRIES clássicas conta com estrelas de cinema em participações especiais e foi produzida nos anos 1960, considerados pelos especialistas como a era de ouro da televisão. 

De várias partes do mundo, vieram os primeiros sucessos de ficção-científica em episódios, como o norte-americano Além da Imaginação, o japonês National Kid e o inglês “Thunderbirds”. Com o exito, muitas outras foram produzidas no mesmo segmento, rendendo clássicos como Viagem ao Fundo do Mar“Jornada nas Estrelas” e Os Invasores. Elas marcaram gerações, misturando fantasia, humor e ação em aventuras inesquecíveis.

O AGENTE 86
(Get Smart)

De 1965 a 1970, em 138 episódios de 24 minutos cada, estrelado por Don Adams, Barbara Feldon e Edward Platt. Criada pelos talentosos comediantes Mel Brooks e Buck Henry, narra as aventuras de um espião trapalhão, ajudado por uma bonita agente, cujo código é 99. Ambos trabalham para uma organização secreta chamada Controle, cuja principal função é combater os vilões da organização secreta e criminosa Kaos.

ALÉM DA IMAGINAÇÃO 
(The Twilight Zone)

Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição; e se encontra entre o abismo dos temores do homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação. Assim se apresentava a série de Rod Serling, exibida entre 1959 e 1964, em 156 episódios. 

O público se maravilhava com o mundo paralelo, cheio de fantasia e absurdos. Sem aberrações ou efeitos especiais, apenas bem contada e bem dirigida, apresentava histórias de ficção-científica, suspense e terror. O tema musical da primeira temporada tem a assinatura do mestre Bernard Herrmann, dos filmes de Alfred Hitchcock. 

BATMAN
(idem)

Exibido entre 1966 e 1968, em 60 estórias, sendo cada uma dividida em duas partes, totalizando 120 episódios, baseia-se nos famosos quadrinhos e narra a luta contra o crime de um herói mascarado acompanhado pelo parceiro Robin e auxiliado pelo mordomo Alfred, o comissário de polícia James Gordon e o chefe de polícia O'Hara. 

De tom humorístico, protagonizado por Adam West e Burt Ward, tem como vilões atores famosos como Burgess Meredith (“Pinguim”), Cesar Romero (“Coringa”), Vincent Price (“Cabeça de Ovo”), David Wayne (“Chapeleiro Louco”), Julie Newmar (“Mulher-Gato”), Tallulah Bankhead (“Viúva-Negra”), Roddy Mcdowall (“Traça) e George Sanders, Otto Preminger e Eli Wallach revezando como o Sr. Gelo.

A CALDEIRA DO DIABO
(Peyton Place)

Baseada no best-seller de Grace Metalious. Apresentada entre 1964 e 1969, num total de 514 episódios, de aproximadamente 30 minutos cada. Fala dos acontecimentos de um pequeno lugarejo chamada Peyton Place, onde se escondem segredos e escândalos de duas gerações de habitantes. Triângulos amorosos e suas conseqüências, mães solteiras, prostituição, adultério e outros assuntos proibidos na época são os temas abordados. Com Dorothy Malone, Mia Farrow e Ryan O´Neal.

CASAL 20
(Hart to Hart)

De 1979 a 1984, totalizando 110 episódios. Criada pelo escritor pop Sidney Sheldon, foi um enorme sucesso. O casal rico e simpático Jonathan (Robert Wagner) e Jennifer Hart (Stefanie Powers), ao invés de aproveitar a vida em sua mansão, viaja combatendo crimes e deixando de lado sua empresa. Além da dupla, participam também da série o mordomo Max (Lionel Stander) e o cachorro Freeway, que viajam pelo mundo solucionando casos de espionagem e assassinatos.

COLUMBO 
(idem)

43 episódios com duração entre 70 e 90 minutos, de 1971 a 1978. Em 1988 a série voltou ao ar com mais 16 episódios de duas horas cada. Entre 1991 e 2003, oito especiais foram produzidos. Com Peter Falk como o Tenente Columbo, desponta como uma das maiores criações da televisão, causando verdadeiro frisson em telespectadores de todo o mundo. 

O investigador mascara uma mente afiadíssima, participando de jogos de gato e rato com vilões convencidos de que cometeram o crime perfeito. Columbo nunca saca uma arma. Ele tem uma esposa que jamais foi vista na série. Possui também um cachorro chamado de Cão. Dentro de casas ou escritórios dos suspeitos, sempre observa e comenta sobre objetos que lhe chamam a atenção. 

O episódio de estréia, Um Crime Quase Perfeito, foi dirigido por Steven Spielberg. No decorrer da série, vários vilões foram interpretados por veteranas estrelas como Janet Leigh, Sal Mineo, Roddy McDowall, Vincent Price, Ida Lupino, Ruth Gordon e Faye Dunaway.

COMBATE 
(Combat!)

Apresentada de 1962 a 1967, num total de 152 episódios, de aproximadamente 45 minutos cada.  Centra-se no segundo pelotão da Companhia King, comandada pelo novato Tenente Hanley (Rick Jason) e pelo Sargento Saunders (Vic Morrow), mostrando acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, como a campanha da Normandia, com requinte de detalhes. 

Pai da atriz Jennifer Jason Leigh, Vic Morrow teve morte trágica, em 1983, durante as filmagens de “No Limite da Realidade / Twilight Zone: The Movie”. Ele intrepretava um militar que, em uma cena de guerra, resgata duas crianças e as leva para o helicóptero. Tudo ia muito bem até que o helicóptero ficou fora de controle e decapitou o ator e uma das crianças. A outra escapou das hélices, mas foi esmagada.

DALLAS
(idem)

Produzida entre 1978 e 1991, levada ao ar dinheiro, vingança, sexo, paixão, poder e intrigas na história de duas famílias rivais, os Ewing e os Barnes, cuja rixa sobrevive a três gerações. Conquistou telespectadores em todo o mundo com melodrama e suspense, retratando glamour, poder e riqueza da alta-sociedade norte-americana. Com Larry Hagman, Patrick Duffy, Victoria Principal, a veterana Barbara Bel Geddes e Priscilla Presley.

DANIEL BOONE
(Idem)



Aventura exibida em 165 episódios de 50 minutos de duração, de 1964 a 1970, com Fess Parker, Patricia Blair, Darby Hinton, Ed Ames e Veronica Cartwright. Mostra os problemas enfrentados pelo lendário pioneiro Daniel Boone, no papel de mediador entre colonos e índios (alguns hostis de fato), ou enfrentando caçadores de recompensas, de peles e oportunistas que tentam vender armas aos índios.

Também é enfocado valores morais, a relação entre o homem branco e os índios, os métodos utilizados pelos colonizadores e famílias em busca de uma vida melhor. Muitos rostos conhecidos passam pela série, como Michael Rennie, Kurt Russell e Cesar Romero.

DR. KILDARE 
(idem)

De 1961 a 1966, em 132 episódios em preto e branco e 58 episódios coloridos. Protagonizado por Richard Chamberlain e Raymond Massey, segue a trajetória de um jovem médico que trabalha no Blair General Hospital. 

Chamberlain venceu outros 35 candidatos ao papel. Fez fama, fortuna e depois vários filmes. Recentemente assumiu sua homossexualidade, revelando num programa de tevê que convive com o ator-diretor-produtor Martin Rabbett há mais de 25 anos. 

A série conta com a participação especial de nomes famosos: Claude Rains, Charles Bronson, Walter Matthau, Lee Marvin, Angie Dickinson, James Mason, Fred Astaire, Ricardo Montalban, Robert Redford etc.

A FEITICEIRA
(Bewitched)

De 1964 a 1972, num total de 248 episódios, com Elizabeth Montgomery (filha dos atores Robert Montgomery e Elizabeth Allen), Dick York e a fantástica Agnes Moorehead como Endora, a comédia gira em torno de uma simpática bruxa, que ao se casar com um mortal promete abandonar a magia, mas não cumpre sua promessa. 

A identificação com o público foi instantânea e em pouco tempo estava em segundo lugar na audiência, com uma média de 31 pontos, só perdendo na época para “Bonanza”.

O FUGITIVO
(The Fugitive)

De 1963 a 1967, em 120 episódios de 50 minutos. Com David Janssen e Barry Morse. Uma das mais famosas séries de televisão tem como tema a injustiça. Um médico é acusado injustamente de ter assassinado a esposa. Julgado e condenado, embarca num trem, algemado a um tenente de polícia, para ser executado. Durante o percurso, o trem sai dos trilhos e o acidente o livra das algemas. 

Ao fugir, tenta provar sua inocência, procurando aquele que julga ser o verdadeiro criminoso: o homem que fugiu de sua casa na noite do assassinato. Contra ele está a polícia e, em especial, o obcecado tenente responsável pela sua captura. A  interpretação de Barry Morse como o policial era tão convincente que despertou no público um forte sentimento de repulsa, tornando-se na época o homem mais odiado dos Estados Unidos. 

O episódio final, O Julgamento, levado ao ar em duas partes, atingiu a marca de 56,7% de audiência.

GUERRA, SOMBRA E ÁGUA FRESCA
(Hogan´s Heroes)

Apresentada de 1965 a 1971, num total de 168 episódios, satiriza a Segunda Guerra Mundial, com um grupo de prisioneiros liderados pelo Coronel Hogan, em campo de concentração conhecido como Campo 13, fazendo de gato e sapato os nazistas, enquanto ajuda os companheiros.  Com Bob Crane, John Banner e Werner Klemperer.

HAVAÍ 5.0 
(Hawaii Five-O)

Policial estrelado por Jack Lord e exibido em 12 temporadas, entre 1968 e 1980, num total de 283 episódios. No clima paradisíaco das ilhas havaianas, um violento submundo precisa ser combatido pela divisão de elite 5-0, a polícia estadual, que enfrenta sabotadores, justiceiros, revolucionários, entre outros criminosos. O tema musical composto por Morton Stevens ainda é popular.

I LOVE LUCY 
(idem)

Uma das mais aclamadas sitcoms, estrelada pela hilária Lucille Ball, Desi Arnaz e Vivian Vance, foi exibida de 1951 a 1960, num total de 194 episódios. É o programa mais assistido da televisão norte-americana de todos os tempos, Recebeu 22 indicações aos prêmios Emmys e venceu cinco vezes. 

Em 2002, foi eleito o segundo Melhor Programa de TV pela revista TV Guide. Em 2007, apareceu numa lista da revista Time entre 100 melhores programas da televisão mundial. Conta o cotidiano maluco e humorado de um casal. No segundo episódio da primeira temporada, Seja um Amigo, Lucille imita e dubla Carmen Miranda com a famosa marchinha Mamãe Eu Quero Mamá tocada em uma vitrola.

O episódio Lucy Vai ao Hospital, de 1953, atingiu a audiência recorde de 71,7 pontos. Até hoje, apenas um episódio de 1956 do “The Ed Sullivan Show, no qual Elvis Presley fez sua primeira aparição televisiva, superou este percentual recorde (82,6% dos televisores ligados).

OS INTOCÁVEIS
(The Untouchables)

De 1959 a 1963, num total de 118 episódios, apresenta Eliott Ness (Robert Stack) e um grupo de agentes do tesouro incorruptíveis, durante a Lei Seca. Eles lutam contra o crime organizado. Atores talentosos participam como convidados: Robert Redford, William Bendix, Lloyd Nolan, J. Carrol Nash, Peter Falk etc.

OS INVASORES
(The Invaders)

Exibida por uma temporada e meia, entre 1967 e 1968. Estrelada por Roy Thiennes como o arquiteto David Vincent, que casualmente descobre uma invasão alienígena em andamento e conseqüentemente tenta frustrar os planos dos alienígenas e alertar a Terra do perigo. Gradualmente ele convence um pequeno grupo de pessoas a ajudá-lo, entre eles o milionário Edgar Scoville (Kent Smith). 

Os invasores não têm nome, nem se sabe seu planeta. Nem sequer são mostrados em sua forma alienígena, sua aparência humana é um disfarce, mas se não consumirem grande quantidade de energia elétrica revertem automaticamente à misteriosa fisionomia alienígena.

JEANNIE É UM GÊNIO 
(I Dream of Jeannie)

De 1965 a 1970, em 139 episódios de 25 minutos cada, criado e produzido por Sidney Sheldon. No elenco, Barbara Eden (“Jeannie”), Larry Hagman (“Major Nelson”) e Bill Daily (“Major Healey”). Um capitão da NASA testa um novo foguete, que apresenta problemas e cai numa ilha do Oceano Pacífico. 

Enquanto aguarda socorro, ele acha uma garrafa e ao abri-la, liberta um gênio com cerca de dois mil anos de idade. O gênio se declara sua servidora e o chama de amo, indo parar em sua residência, em Cocoa Beach. Vários atores famosos passam por esta comédia, entre eles, Sammy Davis Jr, Groucho Marx e Farrah Fawcett. 

MAGNUM
(idem)

Com o símbolo sexual Tom Selleck no papel-título, fez sucesso nos anos 1980, finalizando em 1988. Série de ação, inteligente e bem-humorada, tem como cenário as praias do Havaí e exalta o hedonismo do protagonista, um apaixonado por belas mulheres, camisas floridas, cerveja e vôlei. O seriado centra-se principalmente no personagem principal, um investigador, e nos seus três amigos, dois veteranos do Vietnã e um ex-oficial do Exército Britânico.

MISSÃO IMPOSSÍVEL 
(Mission Impossible)

Durante sete temporadas de 172 episódios, de 1966 a 1972, apresentou uma equipe de agentes secretos envolvida em missões que tem o planejamento descrito passo a passo até a execução do plano. A atração maior é o suspense dos planos mirabolantes. Como destaque, o tema de abertura de Lalo Schifrin. Com Steven Hill, Peter Graves, Barbara Bain, Martin Landau, Leonard Nimoy e Lesley Ann Warren.

OS MONSTROS
(The Munsters)



De 1964 a 1966, com Fred Gwynne (Frankenstein Herman”), Yvonne De Carlo (“Lily”, vampira dona-de-casa), Butch Patrick (lobisomem “Eddie”) e Al Lewis (vampiro “Vovô”), num total de 70 episódios de duração de 30 minutos cada. Uma família formada por criaturas horripilantes, mas de bom coração e muito engraçada. Humor-negro que não mete medo algum, apenas diverte. 

A família possui animais de estimação que esporadicamente aparecem: um gato (que ao invés de miar, ruge), um morcego e um outro animal que vive debaixo da escada, mas que nunca aparece, apenas é  ouvido - não se sabe qual sua espécie. Humor inteligente, às vezes ácido, satiriza o american way of life.

A NOVIÇA VOADORA 
(The Flying Nun)

Produzido de 1967 a 1970, em 82 episódios coloridos, centra-se nas aventuras de um grupo de freiras em Porto Rico. A parte cômica é provida pela inexplicável habilidade de uma noviça que voa, Irmã Bertrille, interpretada por  Sally Field. Seu talento voador causa problemas e soluções inesperadas. Madeleine Sherwood interpreta a Madre Superiora.

PERDIDOS NO ESPAÇO
(Lost in Space)

De 1965 a 1968, em 83 episódios de 50 minutos. No elenco, Guy Williams, June Lockhart, Billy Mumy, Angela Cartwright, Jonathan Harris (como o inesquecível “Dr. Zachary Smith”) e Bob May (o “Robô B9”). Com problema de superpopulação, o governo norte-americano lança a poderosa nave Júpiter 2 com uma primeira família selecionada e treinada para iniciar colonização no espaço sideral. A nave sai de curso e se perde, com o grupo enfrentando histórias fantásticas e formas de vida extraterrestres inteligentes e bizarras, que são ameaças constantes. 

O sucesso do personagem de Jonathan Harris fez com que a trama fosse modificada a ponto do ator especialmente convidado para alguns episódios se transformasse no protagonista e permanecesse na série até o final. Com o passar dos episódios, o covarde e hipócrita Smith fica cada vez mais perturbado, fazendo inúmeras tentativas de voltar à Terra ou obter riquezas e poder por meio de ajuda alienígena. Termina vítima de sua ganância.

TERRA DE GIGANTES
(Land of the Giants)

Produzida de 1968 a 1970, em 51 episódios, fala de uma nave espacial atingida por uma misteriosa névoa e envolvida em uma tempestade magnética que a joga em um planeta povoado por gigantes. Os tripulantes tentam sobreviver e encontrar uma maneira de voltarem à Terra. Com Gary Conway, Don Matheson e Kurt Kasznar.

TÚNEL DO TEMPO 
(The Time Tunnel)

Produzido por Irwin Allen, de 1966 a 1967, narra a trajetória de dois cientistas - Robert Colbert como Doug Phillips e James Darren como Tony Newman - monitorados por profissionais que os seguem em seus deslocamentos no tempo. A equipe tenta encontrar um meio de trazê-los de volta. 

Quando tudo falha, tira-os de uma época e os envia para outra data incerta do passado ou do futuro, dando início a um novo episódio. Devido ao elevado custo de produção, o seriado durou apenas uma temporada, com 30 episódios. Teve enorme popularidade no Brasil.