junho 04, 2015

***** NORMA BENGELL: O OCASO de UMA MUSA


O cinema francês não se esquece de suas estrelas. Geralmente elas trabalham até idade avançada, envelhecendo com charme nas telas. De cabeça, lembro-me de Catherine Deneuve, Jean-Louis Trintignant, Anouk Aimée, Danielle Darrieux, Michel Piccoli, Jeanne Moreau, Emanuelle Riva, Micheline Presle, entre outras. O mesmo não acontece habitualmente nos Estados Unidos da América, mas os filhos de Tio Sam reverenciam suas antigas glórias através de publicações, documentários, vídeos, retrospectivas, tributos. 

O Brasil, um país sem memória, literalmente apaga o passado. Os novos cineastas raramente convidam para os seus filmes intérpretes que brilharam noutros tempos. Hoje, poucos brasileiros sabem da importância no cenário cinematográfico nacional de intérpretes como Odete Lara, Joffre Soares, Adriana Prieto, Isabel Ribeiro, Paulo César Pereio, Lillian Lemmertz, Paulo José, Irene Stefânia, Hugo Carvana, Tereza Raquel, Glauce Rocha, Jardel Filho, Anecy Rocha, Geraldo D’el Rey, Ítala Nandi, Darlene Glória, Othon Bastos, Ana Maria Magalhães etc.

norma (primeira à direita), odete lara, leila diniz
e outras atrizes na passeata dos cem mil
 contra a censura, 1968
Uma das nossas maravilhas, NORMA BENGELL (1935 – 2013) conseguiu a proeza de num país majoritariamente 'televisivo' ser uma das poucas atrizes que se dedicou principalmente ao cinema e mesmo assim manteve seu sucesso e popularidade. Temperamental, de difícil trato, feminista engajada, artista com convicções políticas, transgressora, mulher à frente do seu tempo, cantora e diretora, de dinâmica carreira, rodou mais de cinquenta filmes. Na longa trajetória, histórias de abortos, estupros, inúmeros casos de amor, brigas, separações, a paixão por uma mulher com quem ela viveu durante anos, o tumultuado relacionamento com Alain Delon, na época considerado o homem mais bonito do mundo. Inquieta, despachada, ousada, libertária, como ela mesmo se definia, fez novelas de televisão, foi amiga do presidente João Goulart e de Glauber Rocha, com quem trabalhou em “A Idade da Terra” (1980). Casos de amor e brigas se alternam na vida da sedutora que se engajou na luta pelos direitos dos atores, e foi uma voz contra preconceitos e a ditadura militar, passando anos de exílio na Europa.

norma com os cantores
tony campello e carlos josé
Fascinava pela sensualidade e personalidade forte. Galãs como Alain Delon, Renato Salvatori e Gabriele Tinti, renderam-se ao charme dessa carioca sex symbol. Premiada muitas vezes, capa de revistas concorridas, polêmica, musa do Cinema Novo, comparada à francesa Jeanne Moreau, NORMA BENGELL nos orgulha, remetendo às boas recordações de um tempo perdido. Nos seus últimos anos de vida, paralítica e sem dinheiro, devendo uma fortuna ao Leão, possuía apenas uma casa, a cada dia mais vazia, porque vendia os móveis e parte do acervo particular para sobreviver. Doente e endividada, a atriz que viveu a glória do cinema nacional, recorreu à ajuda de amigos. Ao escorregar num tapete, sofreu um tombo e precisou operar a coluna e o cotovelo. Daí em diante, só deixou sua residência para ir ao hospital. Entregue a uma cadeira de rodas, doente e à beira da falência, não era nem sombra da atriz sensual e de olhar enigmático cortejada nos anos 1960 e 1970.

norma nos tempos de vedete
O pai era um belga que trabalhava como afinador de piano. A mãe, de família rica, deserdada após o casamento pelo pai integralista que não a queria casada com um imigrante. A infância difícil, em Copacabana. NORMA BENGELL nasceu predestinada a se tornar estrela de cinema. Por volta de 1936, o ator e diretor Raul Roulien, de passagem pelo Rio, ao vê-la passeando no carrinho de bebê, pediu permissão à mãe para filmá-la. Em 1945, seus pais se separaram e ela foi morar com os avós paternos. Levada a um internato de freiras alemãs, não permaneceu por muito tempo, sendo expulsa por indisciplina. Trabalhou algum tempo no comércio. No começo dos anos 1950, manequim da Casa Canadá, seu corpo escultural logo chamou a atenção, passando a atuar no teatro de revista em 1954, como vedete no espetáculo “Fantasia e Fantasias”, apresentado no Copacabana Palace. Trabalhou muitos anos com Carlos Machado nas boates “Casablanca” e “Night and Day”, com temporadas em Montevidéu e Buenos Aires. 

Estreou no cinema em 1959, na chanchada “O Homem de Sputnik”, produção da Atlântica estrelada por Oscarito e Jô Soares. Um mega sucesso, com público estimado em 8 milhões e meio de pagantes. Ela fazia uma sátira à sex-symbol francesa Brigitte Bardot - seu personagem chamava-se justamente B.B. Então, a carreira de NORMA BENGELL no cinema intensificou-se, rodando muitos outros filmes, além de se destacar no teatro dramático na peça “Procura-se uma Rosa”, de Pedro Bloch. Ao atuar no drama urbano “Os Cafajestes”, de produção tumultuada, consagrou-se definitivamente, recebendo o Prêmio Saci de Melhor Atriz. Nessa fita clássica, protagonizou a primeira cena de nu frontal da história cinema brasileiro, que a tornou alvo de perseguição dos setores conservadores, sofrendo ataques da Igreja e da organização “Família, Tradição e Propriedade” (TFP). Em 1962, ao participar de um show de bossa-nova na PUC (RJ), foi impedida pelos padres de cantar, porque se declarou a favor da pílula anticoncepcional. No mesmo ano, chamada por Anselmo Duarte para “O Pagador de Promessas”, brilhou no papel da prostituta Marli. Em seu livro “Adeus, Cinema”, o cineasta afirma ter transado com a atriz para ela “não ir embora” das filmagens. Baixaria à parte, o longa ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e ainda indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, dando a NORMA BENGELL a oportunidade do estrelato internacional.

alberto sordi e norma em o mafioso
Em Cannes, conheceu o produtor Dino di Laurentiis, que a contratou, seguindo para a Itália, onde trabalhou com bons diretores, ficou amiga de Federico Fellini e Luchino Visconti, entre outros intelectuais europeus, teve um affair com o astro francês Alain Delon. No cinema italiano, a atriz é mais lembrada pelos sucessos “O Planeta dos Vampiros / Terrore Nello Spazio” (1965), ficção científica do diretor Mario Bava, e “Os Cruéis / I Crudeli” (1967) um spaghetti western de Sergio Corbucci. Ela contracenou com Alberto Sordi, Jean-Louis Trintignant, Renato Salvatori, Catherine Deneuve, Jean Sorel, Enrico Maria Salerno, Nino Manfredi e outros. “Quando o meu marido, o Gabrielle Tinti, viajava, eu saía muito com o Pasolini. Ia dançar com ele naqueles botecos de Roma. O prédio em que eu morava era uma loucura. A gente não podia abrir as janelas porque sempre tinha paparazzi nos telhados. Lá moravam a Brigitte Bardot, o Rod Steiger, a Cyd Charisse. Era na Via Vecchiarelli 38, um prédio dos anos 600 que a princesa alugava”, recordou a atriz. 

Em 1964, aos 30 anos de idade e no auge da beleza, voltou ao Brasil para filmar a obra-prima do diretor Walter Hugo Khouri, “Noite Vazia”, um dos melhores filmes da carreira dela. Nos estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz ela se casou com o italiano Gabriele Tinti (belíssimo e de filmografia inexpressiva, morreu em 1991, aos 59 anos), seu parceiro no filme, e a união durou até 1969. “Na minha carreira, trabalhei em lugares fantásticos e conheci pessoas fantásticas, mas minha vida privada era confusa. Passei por muitos amores e decepções”, confessou a atriz numa entrevista.

gabrielle tinti, o marido, e norma
Teve uma experiência em Hollywood, estrelando o episódio “To Kill a Priest” (1966), com direção de Boris Sagal, da primeira temporada da famosa série “T.H.E. Cats” (Paramount / NBC), gravando para a trilha as canções “Água de Beber” e “Garota de Ipanema”, ambas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Levando cantadas e perseguida nas ruas, ela, certa vez, precisou se esconder em um hotel. Ao longo da carreira atuou pouco no teatro, brilhando em 1968 com a peça “Cordélia Brasil”, de Antônio Bivar, dirigida por Emilio di Biasi, um dos seus maiores sucessos, mas acabou por ser levada por três homens do DOI-CODI, sendo interrogada por cinco horas sobre “a subversão na classe teatral”. Com o passar dos anos, optou cada vez mais por personagens altamente dramáticas, o que a elevou a um patamar distinto entre as atrizes da época, como se vê no seu trabalho desenvolvido durante os anos 1970. 

Em 1971, ela fez uma de suas melhores participações no cinema, no premiado “A Casa Assassinada”, de Paulo Cesar Saraceni. Por sua brilhante interpretação recebeu o Troféu de Melhor Atriz da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), prêmio que ainda receberia outras duas vezes por “Mar de Rosas” (1978) e “Eros, o Deus do Amor” (1981). Na época, decidiu se auto-exilar em Paris, onde continuou atuando no cinema e também na televisão e no teatro, trabalhando com o diretor Patrice Chéreau - um dos grandes intelectuais do teatro na França - em duas ocasiões: na peça “La Dispute”, de Marivaux, em 1973, e “Les Paraventes”, de Jean Genet, em 1983, que marcou sua despedida dos palcos franceses.

norma e jardel filho em antes, verão
De volta, continuou filmando. Ganhou o prêmio especial do júri do Festival de Veneza por sua atuação em “A Idade da Terra” (1980). Mais uma vez no terreno do escândalo, em 1984, NORMA BENGELL afirmou ter feito 16 abortos. No mesmo ano, rodou com Mick Jagger o videoclipe da música “She's the Boss”. No início dos anos 1990, o cinema brasileiro ficou bastante prejudicado e quase paralisado com a extinção da Embrafilme pelo governo Fernando Collor de Mello, e durante essa época ela se engajou politicamente na luta pela retomada do nosso cinema, fazendo várias viagens à Brasília, onde aconteceu o famoso beijo no então presidente Itamar Franco que deu o que falar. Em 2010, seu nome veio a tona durante a campanha da pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, resultando em acusação da atriz de uso indevido de imagem por parte da candidata. Após a fase mágica, finda a mocidade, batalhou para não ser apenas um objeto do desejo, dirigindo e assinando o roteiro de “Eternamente Pagu” (1988), protagonizado por Carla Camuratti, e “O Guarani” (1996), baseado na obra de José de Alencar, entre outros. “O Guarani” foi um fracasso de público e crítica, que lhe rendeu um massacre na imprensa. Ela brigou com uma das roteiristas do filme e com críticos que deram avaliações negativas.

gloria menezes, norma e leonardo vilar
Seu primeiro LP, o bossa-novista “Ooooooh! Norma”, lançado em 1959, tem canções de Tom Jobim e João Gilberto. Em 1960, gravou “Tristeza”, incluída na trilha sonora da comédia Copacabana Palace, uma co-produção ítalo-franco-brasileira. Fez sucesso com “A Lua de Mel na Lua e “E se tens Coração”, da trilha de “Mulheres e Milhões”. Realizou shows no Club 36 e no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, ao lado da turma da bossa nova (Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes, Baden Powell e Roberto Menescal, entre outros), sendo uma das primeiras cantoras a gravar composições inéditas de Tom Jobim. 

Após anos gravando participações em trilhas sonoras e discos de outros artistas, lançou seu segundo LP em 1977, “Norma Canta Mulheres”. Apresentou, dirigida por Abelardo Figueiredo, um programa semanal de música popular brasileira na tevê Tupi, no qual recebia convidados especiais com os quais cantava em dueto. Participou, também, do programa “Carrossel” (TV Rio), apresentando-se semanalmente, e do programa “Noite de Gala” (TV Rio), ao lado de vários artistas. Mais tarde, contratada pela Globo, comandou o programa “Shell em Show Maior”, ao lado de Chico Buarque. Porém, o cantor só participou do primeiro programa, em função de sua timidez. Mais adiante ela fez parte do elenco das telenovelas “Os Adolescentes” e “Os Imigrantes”, na Rede Bandeirantes; da minissérie “Parabéns pra Você”, de Bráulio Pedroso; das telenovelas “Partido Alto”, de Aguinaldo Silva e Glória Perez, e “O Sexo dos Anjos”, de Ivani Ribeiro.


Poucos meses antes de morrer, sem filhos, a senhora que foi uma das deusas do Brasil, presente na música, no teatro, na tevê e, sobretudo, no cinema, passava semanas sem sair de casa, sem uma fonte de renda regular e sem poder saldar as dívidas acumuladas. Segundo a atriz, teria sido enganada por seu advogado e, por conta disso, estaria devendo cerca de R$ 4 milhões à Receita Federal em imposto de renda. Às voltas com as contas cotidianas e mais as despesas médicas, não sabia o que fazer. As pernas inchadas e o tempo agindo sobre seu corpo, somente nos raros sorrisos e no olhar – ainda enigmático – se notavam vestígios da NORMA BENGELL de décadas atrás.

Por causa das pendências judiciais geradas com a produção de “O Guarani” seus bens e contas bancárias ficaram indisponíveis. Na época, ela usou leis de renúncia fiscal para levantar R$ 2,99 milhões. O Ministério da Cultura e o Tribunal de Contas da União identificaram irregularidades na prestação de contas e o caso parou na Justiça, gerando processos. “Chegaram a me acusar de não ter terminado o trabalho. Como podem dizer isso se o filme foi apresentado em horário nobre na Rede Globo para milhões de pessoas?”. Para piorar a situação, sua companheira de 25 anos (viviam sob o mesmo teto), Sonia Nercessian, fotógrafa e produtora, morreu em 2007 após um demorado sofrimento decorrente de câncer.

camila amado e norna em vestido de noiva,
de nelson rodrigues, 1976
Instalada numa enorme casa de quatro quartos, duas salas e uma bela piscina, em um dos bairros mais nobres do Rio, ela nem pensava em vender o imóvel, onde vivia há dez anos. “Nem pensar. Minhas lembranças estão todas aqui”, rechaçava. Tinha toda razão. Sobre alguém que cogitou levá-la para o Retiro dos Artistas, ela se referiu como um “estúpido”. Além de passar um bom tempo à frente da telinha, NORMA BENGELL preenchia seu dia fazendo sessões de fisioterapia, ouvindo música clássica, vendo filmes em DVD e fumando um maço de cigarros. Gastava horas ao celular com amigos como Ney Latorraca e Miguel Falabella. Otimista, três anos antes de morrer voltou aos palcos com a peça “Dias Felizes”, de Samuel Beckett, direção de Emílo di Biasi, na história de Winnie, uma mulher oprimida pelo mundo e pelo marido que tenta sobreviver em meio às suas lembranças e sonhos. Seu último trabalho na televisão foi como Deise Coturno na série humorística da Tv Globo “Toma Lá, Dá Cá” (2008/2009).

Depois de gravar depoimento para a posteridade no Museu da Imagem e do Som, no Rio, dando testemunho franco sobre o que viveu, organizou seu acervo pessoal (filmes, fotos, revistas, cartas etc.), que foi doado para a Cinemateca Brasileira, e finalizou um livro de memórias que preparava há décadas, “Norma - Coisas Que Vivi”. Além disso, sonhava em dirigir “Tudo por Amor”, sobre sua trajetória, que tinha roteiro pronto. Ela pensava em Alinne Moraes para interpretá-la. Seus últimos filmes como atriz foram o longa “Vagas para Moças de Fino Trato” (1992), de Paulo Thiago, e o curta “Banquete” (2002), de Marcelo Lafitte. Recebeu uma homenagem emocionante na 10ª edição do Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, realizado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, levando um troféu das mãos da atriz Marieta Severo. “Minha vida foi muito bonita, e ainda é”, disse numa entrevista, sem disfarçar o tom melancólico e os olhos cheios d’água. A atriz se queixava da solidão e do abandono dos amigos, e estava bastante doente. Faleceu em 2013, aos 78 de idade, no Rio de Janeiro.

De sex-symbol à atriz séria, dramática. NORMA BENGELL construiu uma carreira belíssima, invejável, que poucas conterrâneas também alcançaram. Considerava-se “uma operária, uma trabalhadora do cinema”. Seu nome estará para sempre unido aos acontecimentos da cultura brasileira na segunda metade do último século. “Foi o cinema que me fez conhecer o mundo inteiro, foi o cinema que me deu de comer, que me fez ser amada e odiada. Então, esse cinema é a minha vida”. Teve uma vida que não foi um “mar de rosas”, só para citar o filme de Ana Carolina que fez quando voltou do exílio, com Cristina Pereira e Hugo Carvana, e sobre o qual ela falava com carinho. No papel de uma mãe em desesperada trajetória em direção ao Rio de Janeiro, com a filha como num surto, uma explosão, um delírio, o filme é bem ilustrativo dela mesma, de seu caminho, inclassificável estrela.

(Fontes: “Enciclopédia do Cinema Brasileiro”, de Fernão Ramos e Luiz Felipe Miranda, Ed. Senac/São Paulo; “História Ilustrada dos Filmes Brasileiros – 1929/1988”, de Salvyano Cavalcanti de Paiva)

odete lara e norma em noite vazia
LA BENGELL em DEZ FILMES

(1961)
MULHERES E MILHÕES
de Jorge Ileli
com Jece Valadão, Odete Lara, Glauce Rocha
Mário Benvenutti e Daniel Filho

(1962)
O PAGADOR DE PROMESSAS
de Anselmo Duarte
com Leonardo Villar, Glória Menezes, Geraldo d’el Rey
e Othon Bastos

(1962)
OS CAFAJESTES
de Ruy Guerra
com Jece Valadão, Daniel Filho, Glauce Rocha
e Hugo Carvana

(1962)
O MAFIOSO
de Alberto Lattuada
com Alberto Sordi

(1964)
NOITE VAZIA
de Walter Hugo Khouri
com Odete Lara, Mário Benvenutti e Gabriele Tinti

(1968)
EDU, CORAÇÃO DE OURO
de Domingos de Oliveira
com Paulo José, Leila Diniz, Joana Fomm
e Ziembinski

(1970)
OS DEUSES E OS MORTOS
de Ruy Guerra
com: Othon Bastos, Ítala Nandi e Nelson Xavier

(1971)
A CASA ASSASSINADA
de Paulo César Saraceni
com Carlos Kroeber e Tetê Medina

(1980)
MAR DE ROSAS
de Ana Carolina
com Otávio Augusto, Myrian Muniz e Hugo Carvana

(1981)
EROS, O DEUS DO AMOR
de Walter Hugo Khouri
com Dina Sfat, Renée de Vielmond, Lillian Lemmertz
Christiane Torloni e Selma Egrei

GALERIA de FOTOS

 
 
 

107 comentários:

Marcelo C,M disse...

Eu a conheci em Noites Vazias e nem sabia que ela era a prostituta de o Pagador de Promessas, sendo que aquele filme voltei somente a rever a pouco tempo. É uma pena essa situação em que ela está, por ser uma grande veterana do nosso cinema, o governo tinha mais que ajuda-la.

Cefas Carvalho disse...

Nossa,amigo, ótimo texto, repleto de informações. Eu acho ela deslumbrante em "Noite vazia", filme que adoro (como muitos do subestimado Khoury) e lamento muito por "O guarani", filme de pouca qualidade que rendeu os problemas financeiros que ela teve. Mas, é sim, das maiores musas do cinema nacional.

Roberto Morrone disse...

Triste ver isso. Vi a reportagem na TV. É assim que o Brasil trata de seus verdadeiros artistas, muito mal.

Franklin Jorge disse...

OBRIGADO, NAHUD. NORMAL BENGELL, UMA GRANDE ATRIZ. NÃO MERECIA ESTAR PASSANDO POR TUDO ISSO...

Doria Vania Wanderley disse...

Concordo uma grande atriz.

Marcos Pedini disse...

Em Roma, anita ekberg tambem vive de favores dos amigos e mal comsegue andar e pagar suas contas

Fábio Henrique Carmo disse...

Realmente triste a situação de Norma Bengell, uma atriz hoje praticamente esquecida na memória das novas gerações. Situação semelhante, como um dos comentarista falou acima, é a de Anita Ekberg, que também está vivendo de favores. Quanto à pensão por ter sido perseguida no governo militar, nem sei se ela vai conseguir. Meu avô sofreu nos porões da ditadura e recebeu uma indenização, mas não recebe pensão por isso.

Eddie Lancaster disse...

O MELHOR TRABALHO QUE LI SOBRE A INJUSTIÇADA NORMA BENGELL. PARABENS.
CURIOSIDADES:NORMA ESTRELOU UM SPAGUETTI-WESTERN - OS CRUEIS.
JÔ SOARES, NO FILME O HOMEM DO SPUNIK, TINHA SEU NOME GRAFADO COMO JOE SOARES...
PARABÉNS - GRANDE TEXTO!!!!!!!!!!!!!!

Marco Antonio disse...

Emocionante tributo à superstar.

Marcelo Guimarães Cordeiro disse...

fico triste pelo que o tempo faz a certas pessoas como faz no momento com a musa norma benguel, eu que amo o desempenho dos nossos atores brasileiros, pra mim e muito triste e me corta o coraçao.... suam a camisa pra nos alegrar atravez da sua arte.. ufa... e lamentavel, que Deus ajude a classe artistica.

Cari Lobo disse...

Acho que os próprios artistas,principalmente os atores,deviam se mobilizar e a mídia também.

Enaldo Soares disse...

Não fiquei com pena. Parece que contribuiu muito para se encontrar nesta situação.

Ruben Celso Nigro Paschoal disse...

Antonio: parabéns pela excelência da matéria.

FLORISVALDO MATTOS disse...

Bonito, oportuno e consistente relato; triste ver o fim melancólico de uma figura ímpar na história do cinema e teatro brasileiro, ícone na memória de gerações, viver um final de vida com tal nível de privações e falta de apoio dos poderes públicos na área da cultura. É Brasil do assistencialismo de fachada.

FLORISVALDO MATTOS disse...

Valeu, Nahud Júnior, gostei de ler.

Carlos Eugênio Junqueira Ayres disse...

Ela parecia com Melina Mercuri(e?), Never on Sundays.

Bússola do Terror disse...

Eu soube há uns meses que ela estava de cadeira de rodas devido a um acidente. Mas não sabia que estava com tantos problemas assim.
Esse é um dos imprevistos que mais prejudicam uma pessoa: adquirir um problema de saúde na velhice e não ter mais como trabalhar e se sustentar por causa disso. É um dos pesadelos de quem (não estou falando especificamente dela) não formou uma carreira com uma renda fixa e, como resultado, uma aposentadoria pelo menos razoável.

Tatiane Gonçalves disse...

LINDAAAAAAAA <3

Edivaldo Martins disse...

NORMA BENGELL,UMA MULHER INJUSTIÇADA.

Marco disse...

Amigo, há como corrigir um errinho no seu MARAVILHOSO texto sobre La Bengell?
-Na verdade, o q a Norma fez ao lado do Mick, foi um longa, só q como tinha vários ´momentos´ de clipes(tipo Flashdance, com cenas inteiras que podiam ser extraídas do filme p/passar da mesma forma na MTV)-era para ser uma forma de ajudar no lançamento mundial do lp solo de estréia do superstar-de nome RUNNING OUT OFLUCK (eu vi em vhs, te juro).
No mais, há dois longas europeus bem bacanas q ela fez, um faroeste italiano do lendário Sergio Corbucci(realizador do clássico DJANGO), de nome I CRUDELI, contracenando com um dos atores favoritos de Orson Welles, Joe Cotten (mais trilha de Ennio Morricone) e PLANETA DOS VAMPIROS (um sci-fi q claramente inspirou ALIEN de R. Scott), dirigido pelo fotógrafo e diretor Mario Bava.
Sobre o Tinti, acho q dá para dizer q ele fez, pelo menos, 03 filmes bem bons> Orson Welles e NOITE VAZIA do Khouri, O PASSAGEIRO DA CHUVA (considerado por muitos como um dos dois melhores longas da carreira de Bronson) e o clássico O VÔODA FÊNX, com Jimmy Stewart.

Valeu,
MARCO

Suzane Weck disse...

Excelente postagem meu querido Falcão.Beijus saudosos.SU.

As Tertulías disse...

Belíssima, importante, necesária homenagem... sim, num país sem memória...
Cruel...

Adilson Marcelino disse...

A atriz eu adoro.
A pessoa eu detesto.
Abs

Titina Medeiros disse...

Bela!

Rubi disse...

Conhecia muito pouco a biografia da Norma, mas o trabalho dela é fascinante. É um absurdo o que o Brasil faz com suas estrelas. Norma merecia mais reconhecimento do público.

João Roque disse...

Infelizmente o cinema brasileiro não tem uma exibição comercial normal aqui em Portugal, tal como acontece com os filmes portugueses no Brasil.
No entanto posso considerar-me um felizardo pois vi três destes filmes que apontas da enorme e bela Norma Bengell: "Os Cafagestes", "O Pagador de Promessas" e "Os Deuses e os Mortos".

Flavia Maia disse...

Arrazou!!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

NOITE VAZIA é um grande filme, Cefas. Como outros do injustamente maltratado Khouri. Já O GUARANI nunca vi e nem tenho vontade. Respeito José de Alencar.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Marcos, a situação de Anitona é a mesma, talvez até pior (Norma tem uma casa para morar). Lastimável.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Creio que ela está à espera da indenização, Fábio. A aposentadoria já é outra coisa.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato, Eddie. Vi OS CRUÉIS e o achei simpático.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem que ser feito algo para amparar esses veteranos, Marcelo. Cinema brasileiro nunca deu dinheiro.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Cari. Inclusive esse texto surgiu com a proposta de alertar para o que Norma vem passando. Quem sabe alguém se sensibilize.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não entendi, Enaldo. Como assim?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ela tinha algo da Melina Mercouri e da Jeanne Moreau, Carlos Eugênio. Um mix de personalidade com sensualidade.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato pelas informações, Marco. Estou louco para ver O PLANETA DOS VAMPIROS.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Você a conhece, Adilson? Soube que Norma é uma pessoa difícil.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Você está enganado, João Roque. O cinema português raramente é exibido no Brasil. Nem mesmo Manoel de Oliveira é tão frequente.

Fernando Sobrinho disse...

Põe ocaso nisso...

Argemiro Antunes disse...

Doi muito ver o estado em que ela se encontra. Vi inúmeros filmes com ela, e em 1988, estive a dois metros dela e da Ana Maria Magalhães, no cine São Luiz. Foi na pré-inauguração do Tempo Glauber, na Largo do Machado, Rio. Noite Vazia, Antes, o Verão, Das Tripas Coração, O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil, A Idade da Terra, O Mafioso e muitos outros. Bem escolhida essa foto, Nahud. Deve ser de "Noite Vazia" em que ela contracena com Odete Lara, Mário Benvenutti e o então marido Gabrielle Tinti.

Sibely Vieira disse...

Boa matéria...

renatocinema disse...

"O nosso Brasil, um país sem memória, literalmente apaga o seu passado." PERFEITO.

Gosto de Selton Mello também por esse detalhe. Em seus trabalhos ele tenta lembrar de pessoas relevantes na cultura nacional como Paulo José, em O Palhaço.

Em Feliz Natal, seu primeiro filme ele fez o mesmo.

Abraços

Jefferson C. Vendrame disse...

Não conhecia nada sobre ela, nem do passado nem do presente, porém confesso que me choquei com a informação de que supostamente a atriz teria feito 16 abortos, o que é isso?

Enfim, parabéns pelo ótimo e bem elaborado post.

Abração

Darci Fonseca disse...

Olá, Sam. Que bonita homenagem a essa atriz que nos encantou com Os Cafajestes, O Homem do Sputnik e principalmente como a prostituta Marly em O Pagador de Promessas. É uma das minhas atrizes brasileiras preferidas. Você já viu Norma fazendo comerciais de TV naquele tempo em que os comerciais eram feitos ao vivo?

Gilberto Carlos disse...

Adoro Norma Bengell e acho uma pena uma grande atriz como ela estar passando por todos esses problemas. Fiquei feliz em saber que ela voltou a fazer teatro e tomara que o projeto desse filme autobiográfico dê certo.

Iolanda Costa disse...

De lenhar!

listme equipe disse...

Olá.

Simplesmente adorei o conteúdo!
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Abraços, Mel.

Iza disse...

Assisti uma entrevista da Norma há alguns anos na Globo News. Ela era muito linda e talentosa. Na verdade, ainda é, né? Adorei relembrar a carreira dela, realmente uma excelente atriz. Abraços.

ANDRÉ SETARO disse...

Triste fim de uma exuberante mulher
Gostei da homenagem e do artigo

André Setaro

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Argemiro, a foto destaque deste post é anterior ao filme NOITE VAZIA. Tem origem na Revista Cinelândia de 1963.
Abraços.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Renato, o Selton deu papel importante para Darlene Glória em FELIZ NATAL e para Paulo José e Tonico Pereira em O PALHAÇO.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Procure conhecer o trabalho de Norma, Jefferson, ela é uma grande atriz.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Desconheço esses comerciais, Darci. Será que encontro no Youtube?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Espero que seja melhor que LARA, de Ana Maria Magalhães, Gilberto.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato pelo convite, Mel. Entrarei em contato.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato, Setaro. É uma honra tê-lo por aqui. Cumprimentos cinéfilos.

disse...

Também fico indignada com a falta de memória dos brasileiros em relação a suas estrelas de outrora. Conheci Norma, a atriz, em O Homem do Sputinik e é uma pena que ela esteja em tão difícil situação, mesmo tendo uma vida tão movimentada.
Abraços!

linezinha disse...

Excelente artigo Antonio,é lamentável a situação em que a Norma está e de muitos outros da classe artistica brasileira. Abç

Elias Sampaio disse...

Que lindo texto Antonio. Fico tão feliz por ver um formador de opinião como você,homenageando uma estrela como a Norma Bengell.

Brenda Rosado disse...

Magnífica postagem, Falcão. Admiro muito a Norma. Que tal continuar lembrando os nossos atores? Sugiro continuação com Isabel Ribeiro e Othon Bastos, a dupla incrível de "São Bernardo". Beijos.

tozzi disse...

Ela está maravilhosa em Noite Vazia, mas ainda sou mais Odete Lara.

marcos disse...

Certa vez,um amigo meu lá do interior,me disse que Norma Bengell
havia trabalhado no Cinema Europeu.Quando vi pela primeira o filme:"OS CRUÉIS"(1966),com Juliãn Mateus e Joseph Cotten,ai fiquei fã da atriz.Até hoje,guardo recortes de jornais que falam de sua carreira.Lamento o fato de estarmos num país que tem a mania de jogar terra sobre as lembranças e feitos do passado.Norma Bengell tem,e terá sempre,o "brilho das estrelas no firmamento colorido de nossas lembranças".Que Deus a guarde na palma de sua mão.

Lulinha Carvalho disse...

ANTONIO VOCE É MUITO FÃ DA ERA CLÁSSICA HOLYWOODIANA, OU CLARK GLABE, ATOR DE GRANDE REFERENCIA DA ÉPOCA. TAMBEM SOU FÃ DE FILMES, OS SPAGUETTI ITALIANOS GOSTO DEMAIS. A ATRIZ NORMA BENGGEL ELA FOI CASADA COM O FALECIDO ATOR ITALIANO GABRIELI TINTI DO FILME O FILHO DE DJANGO.

ABRAÇO!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

O cinema brasileiro sempre terá destaque por aqui, Brenda.Gostei das sugestões. Isabel Ribeiro e Othon Bastos são ótimos.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tozzi, gosto de Norma e Odete. São sensacionais.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Lulinha, sou fã do cinema clássico, mas não só hollywoodiano. Gosto muito do cinema clássico europeu, oriental e brasileiro.
Cumprimentos cinéfilos e apareça sempre.

Adilson Marcelino disse...

Conheço sim, meu caro.
E te digo com todas as letras: INFELIZMENTE!
Só não posso te contar aqui porque senão pode dar processo.
Agora quanto à atriz, acho fabulosa.
Seguramente, uma das 10 mais importantes do cinema brasileiro.
Um abraço.

Yaci Andrade disse...

António,

Triste realidade...
Excelente BLOG. Parabéns e obrigada,
Cordialmente,

Yaci Andrade

Ruby disse...

Nos EUA se valorizam pelo momento e juventude, mas pelo menos tem a calçada da fama e os documentários que você citou, mas aqui a coisa já é bem diferente, conhece r a valorizar só mesmo os da telinha da TV nº 01, país sem memória é sim. Mas saíram notícias dela em envolvimento de dinheiro orçamental, e rolou bastante. Norma merece um lugar de destaque na história do cinema brasileiro, se é que ele existe. Bom post.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grato, Yaci. Apareça sempre.

João Roque disse...

António
eu disse exactamente isso, que é raro haver exibição comercial dos filmes portugueses no Brasil. Foi você que entendeu mal.
Um abraço.

NILSON MENDES disse...

Júnior, Norma, beleza e talento são "um só". abração.

Marcos Nô disse...

Querido, sempre de bom gosto! Saudades

Anônimo disse...

O Brasil é um país sem memória, alguém já disse. No caso de Norma
é uma grande falha, foi uma artista
de destaque, de talento e versátil.
Merecia ser lembrada e reconhecida
pela classe artística e pelo governo na área cultural. Foi uma
mulher a frente de seu tempo, e teve coragem de viver intensamente,
sua arte e sua vida pessoal.
Sidnei Costarelli

Carla Alonso disse...

Lamentável tudo isso, lamentável vivermos num país que posta fotos de Bardot e Audrey como musas e se esquecem desta criatura...

Ana Paula Oliveira disse...

Texto maravilhoso e tb lembrei da H.Hilst...o glamour, a personalidade, a beleza, a decadência, as genialidades das grandes artistas. Lamentável o fim da vida com tantas dificuldades...

José Umberto Dias disse...

Belíssimo tributo a Norma Bengell

Eduardo Cabús disse...

Um dia o cinema brasileiro, vai reconhecer o valor de Norma Bengell e a importância dela para o cinema nacional. Estranho ela foi acusada de tudo e morreu pobre, vai ver que guardou os milhões no fundo do mar. Sem saber ela viveu cercada de aproveitadores,canalhas

Eduardo Cabús disse...

Ainda bem que algumas pessoas entenderam as minha palavras

Grace Gianoukas disse...

Eu tenho o maior respeito pela Norma Bengell. A importância desta mulher para o cinema e para a luta contra a censura artística no Brasil é fundamental.

Karla Kyronne Alves França disse...

Mas morreu só , sem amigos, tendo que vender os móveis para se alimentar e comprar remédios, sm ajuda de ninguém

Gervasio Santos disse...

Uma grande atriz e uma vida repleta de altos e baixos.Perdulária.Ganhou muito dinheiro e morreu nas condiçoes descritas por Karla Kyrone

Sergio Lavor disse...

Era bissexual e, na idade madura, tornou-se somente lésbica. Forte personalidade. Era de origem humilde. Seu pai era alemão e dirigia táxi no ponto da porta do Cassino da Urca. Levava o empresário Carlos Machado em casa e ficaram amigos. Oportunamente, pediu emprego para a filha Norma, bonita e desinibida. Norma começou como vedete do Machado. Protagonizou o primeiro nu frontal (longo) do cinema brasileiro, no filme "Os Cafajestes". Filmou na Europa. Era cantora razoável, "bossanovista". Envolveu-se, próxima do fim, em denúncias de corrupção com verba do Ministério da Educação. Seus bens foram arrestados. Morreu na merda. Pena...

Olympio de Azevedo disse...

Foi minha paixão de adolescente!

Ângela Vilma disse...

Excelente texto!

Paulo Lima disse...

Ela ultrapassou a medida do seu tempo. Vv disse tudo sobre ela. Grande atriz brasileira!

Luiz Barbosa disse...

Grande atriz

Carlos José Marques de Carvalho disse...

Grande e BELA NORMA !..

Augusto B. Medeiros disse...

Vidas....vidas...

Julienne Costa Ávila disse...

Influenciou várias mulheres bacanas!

Osmar Antunes disse...

Conheço pouco do trabalho dela, mas nao me esqueço dela em Noite Vazia e Os Cafajestes. Linda e atriz de respeito.

Maria Lucia Dahl disse...

Fiquei emocionada. Conheci bem a Norma. É mto triste tudo isso!

Nelson Souza disse...

Norma Bengell teve um fim de vida bastante triste e solitário. Em vida, nunca se fez uma Mostra Norma Benguell, como aconteceu com Odete Lara no CCBB-RJ e nem teve uma biografia, autorizada ou não. Agora depois de morta é que surgiu uma biografia. Antes tarde do que nunca. Mas isto não me alivia de vivermos num país necrófilo. Vamos dar flores em vida para quem merece!!!! Tem muitos grandes artistas por aí merecendo esta honraria. Mas devem estar esperando eles morrerem. Devem até estar com obituário já pronto, com panorama da carreira e comentários de especialistas.

Zita Salviano disse...

Linda. Mulher a frente do seu tempo.

Renata Poniewierska disse...

Thank you very much!

Jeannette Priolli disse...


Maravilhosa

Gabrielle Violet disse...

Divina!!!! Eterna, estupenda!!!

Vanuzia Nogueira disse...

Uma sedutora essa NORMA BENGELL

Andrew Prata disse...

Ótimo texto.

Águeda Damião disse...

Teu blog Antonio; sempre bom!

Nicole Puzzi disse...

Pois é. Depois de morta todo mundo reverencia. Tem muita gente do cinema da Boca também sendo reverenciado atualmente pelo mesmo motivo e nas mesmas condições. O preconceito ou vergonha ou seja lá o que for, a hipocrisia permanece. Ouvi um estudante de cinema que nem sabia quem foi Norma Benguel. Fiquei passada e recusei a participar de seu TCC. Pra quê?

Maria Lucia Dahl disse...

Sempre achei a Norma o máximo! Merecia vida melhor!

Nicole Puzzi disse...

Merecia também ter trabalhado para ter um final digno! E, ainda a acusaram de roubo!!

Eduardo Cabús disse...

Certo Nicole Puzzi muito embora, até o momento, o cinema brasileiro não redeu homenagem a Norma Quanto aos alunos de cinema que não sabem quem foi Norma a sua atitude seria a mesma da Senhora Benguel O ensino das artes nas escolas é uma grande mentira. se assim não fosse o cinema brasileiro estaria incluído, inclusive leitura de textos do teatro brasileiro..Falência do saber..

Alba Santos disse...

Um mito!

Maria Lucia Dahl disse...

Muito bonito, tudo! Norma Bengell maravilhosa! Obrigada, querido!

Paulo Jardel disse...

Eu virei fã depois que vi a biografia dela. Pra ser sincero, só comecei a dar atenção a cinema brasileiro de uns tempos pra cá. Nahud adoraria que você falasse também sobre Dercy Gonçalves.