julho 13, 2011

*************** ELIA KAZAN, O DELATOR


elia kazan
Ele pertence a geração de cineastas de meados dos anos 40 (Jules Dassin, Nicholas Ray, Joseph Losey, Robert Rossen, Anthony Mann, Robert Siodmak, entre outros), visivelmente marcada pela influência do Neo-Realismo italiano, que pregava um cinema sem artifícios, em contato direto com a realidade. Nascido na Turquia, porém de pais gregos, ELIA KAZAN mudou-se para os Estados Unidos aos quatro anos de idade, conservando por toda a existência o estigma de imigrante - retratado honestamente por ele em “Terra de um Sonho Distante/America, America” (1963), baseado em um dos seus livros e que muitos críticos consideram como sua obra-prima. Desde jovem se envolveu com o universo teatral, convertendo-se em estrela na Broadway ao montar peças como “Uma Rua Chamada Pecado”, de Tennessee Williams, que mais tarde levaria as telas, lançando Marlon Brando ao estrelato, ou “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller. A projeção como diretor de peças de vanguarda no circuito nova-iorquino lhe valeu convites para dirigir filmes em Hollywood. Optou pela 20th Century-Fox, debutando em “Laços Humanos/A Tree Grows in Brooklyn”, de 1945, falando sobre a puberdade numa família pobre e estrelado pela discreta e competente Dorothy McGuire.

kazan, marlon brando, julie harris e james dean
Seus trabalhos cinematográficos iniciais contêm uma forte carga social ao tratar de temas como anti-semitismo (“A Luz É para Todos/Gentleman’s Agreement”, de 1947, Oscar de Melhor Direção); erros do sistema judiciário (“O Justiceiro/Boomerang!”, 1947); racismo negro (“O Que a Carne Herda/Pinky”, 1949); influência nociva dos sindicatos (“Sindicato de Ladrões/On the Waterfront”, 1954, com o qual ganhou outra estatueta da Academia de Artes e Ciências de Hollywood). Para ELIA KAZAN, o thriller “Pânico nas Ruas/Panic in the Streets” (1950), rodado nas ruas de Nova Orleans, foi seu primeiro filme realmente pessoal. Pouco depois, sua reputação manchou-se para sempre. Com a histeria provocada pela caça às bruxas nos começos da Guerra Fria - perseguição aos atores, roteiristas e diretores pró-comunistas (ou simples simpatizantes da causa marxista) no meio cinematográfico norte-americano -, ele fraquejou. Para que o livrassem dos interrogatórios e da retaliação dos estúdios, o afamado diretor, que militara no Partido Comunista entre 1934-36, colaborou com os inquisidores macarthistas, dando os nomes de 15 ex-companheiros para que fossem investigados e possivelmente presos. Ao colaborar com o maccarthismo, em vez de resistir a ele, o que era esperado pelos seus colegas, ELIA KAZAN transformou-se publicamente em figura maldita. Uma decisão da qual nunca se arrependeu, tal como afirma em suas memórias, “Uma Vida”, e que o perseguiu até o fim de seus dias, afinal a comunidade hollywoodiana nunca o perdoou (como se fosse “santa”). Décadas passadas, em 1999, ao receber o Oscar Honorário das mãos de Robert De Niro e Martin Scorsese, provocou sonoros protestos ou um silêncio constrangedor por boa parte da platéia. Felizmente, seu impecável legado cinematográfico continua sendo admirado.

com vivien leigh e tennessee williams
Após esse constrangedor episódio, ELIA KAZAN continuaria em ascensão. Com “Vidas Amargas/East of Eden” (1955), adaptação de John Steinbeck que lançou outra cria do Actor’s Studio, James Dean, converteu-se em seu próprio produtor. Seguiu uma época fértil, em que o realizador brilhou sem esquecer sua faceta teatral e literária, com obras tão preciosas como “Boneca de Carne/Baby Doll” (1956), de novo – como “Uma Rua Chamada Pecado/A Streetcar Named Desire” (1951) – baseado em um texto de Tennessee Williams; “Rio Violento/Wild River” (1960), com Montgomery Clift e Lee Remick; e “Clamor do Sexo/Splendor in the Grass” (1961), a estréia de Warren Beatty e um dos melhores dramas do cinema norte-americano. Após o elogiadíssimo “Terra de um Sonho Distante”, lançou três títulos que finalizaram sua premiada carreira: “Movidos pelo Ódio/The Arrangement“ (1969), baseado em um de seus romances e com Kirk Douglas, Faye Dunaway e Deborah Kerr; “Os Visitantes/The Visitors” (1972) e “O Último Magnata/The Last Tycoon” (1976), um fracasso comercial que teve origem no livro inacabado de F. Scott Fitzgerald.

moss hart, gregory peck, kazan e darryl f. zanuck
Embora tenha errado moralmente, o que nada tem a ver com sua arte, deixou obras-primas consistentes, ficando na história como um dos maiores cineastas de Hollywood. Seu conjunto de filmes reflete, narra e procura compreender o período de incertezas em que vivemos. Ele dirigiu 19 filmes entre 1945 e 1976, e em todos eles os personagens e suas aspirações pessoais se defrontam violentamente com ditames morais, restrições sociais, raciais ou sexuais. ELIA KAZAN, ao não sucumbir a sua própria tragédia, foi capaz de mais do que justificações para um ato moralmente condenável - a delação - e fez daquilo que seria sua queda, o seu exercício de compreensão histórica e humana. Ele morreu em 2003, aos 94 anos.


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ESTRÉIA

GAINSBOURG – O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES

Ele é um dos maiores mitos da França. Cantor, compositor, diretor, publicitário e pai da talentosa atriz Charlotte Gainsborough, sua vida agora está nas telas. Mas não é uma cinebiografia convencional, muito pelo contrário. Inventiva e criativa, procura com sinceridade retratar o espírito de um artista famoso, assumidamente bissexual, drogado, irresponsável e fascinante. Lembrado no Brasil por ter composto a sensual canção “Je T´aime Moi Non Plus” (que fez para Brigitte Bardot e gravou com sua então mulher, a atriz inglesa Jane Birkin, com quem conviveu 22 anos), dirigiu o filme homônimo - lançado por aqui como “Paixão Selvagem” -, provocando escândalo por seu teor perverso e gay. “Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres/Gainsbourg Vie Heróique” (2010), do estreante Joann Sfarr, é um filme charmoso e polêmico, que apresenta com sinceridade os principais momentos da vida do cantor, desde quando cresceu na Paris ocupada pelos nazistas, o sucesso que alcançou como compositor e músico, até sua morte em 1991, aos 62 anos. Eric Elmosnino, que faz Serge Gainsbourgh, levou o prêmio César por sua comovente interpretação. Lucy Gordon, que interpreta Birkin, se matou por enforcamento pouco depois das filmagens. Foi também o último filme em que esteve envolvido o grande diretor Claude Chabrol, que faleceu, revelando sua inusitada faceta de ator como um produtor de discos. A bela modelo Laetitia Casta retrata Brigitte Bardot, um dos amores do cantor, e Anna Mouglalis faz a cantora existencialista Juliette Gréco.

55 comentários:

pinguim disse...

Há que separa o homem da sua obra.

Emmanuela disse...

Kazan é um dos meu diretores favoritos. Adrei sua brilhante retrospectiva.

Enaldo disse...

Estou bem curioso com relação ao Gainsbourg. Mas fico um pouco pé atrás porque o cinema, de modo geral,quando se dá a enaltecer outros artistas, tende para querer transformar certas condutas como se fossem virtudes, apenas porque se deveria supostamente perdoar tudo o que artistas fazem.

Hugo disse...

Deixando de lado a história de ser um delator, Kazan teve uma bela carreira, recheada de grandes filmes.

Abraço

Anônimo disse...

Do Kazan só assisti "Sindicado de Ladrões" que acho muito bom. Sem falar na ótima atuação de Brando. Mas pretendo conferir outros filmes. Belíssimo trabalho. Abraço.

Marcelo Bonavides disse...

Antonio, obrigado pela força. Valeu!
Eu lembro do episódio do Oscar, em 1999. Estava assistindo.
Abraços

Audrey Hepburn Fan Club disse...

Excelente matéria , adorei a foto de Vivien Leigh ! E como sempre muito Obrigado por sua participação nos meus Sites! E não se preocupe , pois agora estarei sempre aqui postando comentários!
Abraços!!!!

Felipe Rocha disse...

Kazan pra mim está em um seleto grupo de grandes diretores q marcaram a indústria cinematográfica!!!

Tive em falta com seu blog nos últimos posts mesmo, mas estou sempre por aqui conferindo suas matérias abordadas!!

Abraço

renatocinema disse...

Belo texto.

Relevante.

Sobre Pam Grier....a última vez que a vi atuando, dignamente, foi em Smallville.

renatocinema disse...

O diretor Elia Kazan cometeu um sacrilégio, no meu gosto cinematográfico. Reuniu em um filme Robert de Niro e Jack Nicholson e fez um filme bem mediano.

O Ultimo Magnata ficou abaixo da minha expectativa.

M. disse...

São interessantes os filmes de Elia Kazan. Quanto ao filme sobre Gainsboug eu achei curioso. Gostei da liberdade artística, da animação que aparece no início do filme e aquelas caricaturas que apraecem em momentos importantes da história dele. É um filme curioso... Como ator lembra o original, não?

Pena disse...

Prezado e Valioso Amigo Excelente:
Elia Kazan também fez parte do meu mundo cinamatográfico de sonho.
Parabéns. Notável escolha que faz maravilhar.
São as suas escolhas que tudo e todos gostam numa cultura sublime que possui.
Abraço amigo de gratidão, respeito e admiração constante pelo seu valor admirável.
Sempre a lê-lo com atenção pelo preciosismo de si.

pena

MUITO OBRIGADO pela visita e pelo que lá expressou de amizade.
Bem-Haja, fabuloso amigo.
Adorei.

André Setaro disse...

Sempre me surpreendo, quando entro aqui, com a quantidade de informações,curiosidades, fotos, e um texto rigoroso sobre as coisas do cinema nos seus bons tempos. Seu blog/site daria, pela quantidade da substância cinematográfica, um belo livro. O 'post' sobre Kazan, ainda que um assunto conhecido, consegue, no entanto, dar luz para a compreensão do comportamento do grande diretor, que, inegavelmente, foi, apesar da delação, que nunca se pode aceitar num homem.

Edison Eduardo d:-) disse...

Antonio, obrigado pela visita lá no BLOG!!!! O Falcão é famoso... Já o conhecia através do blog de filmes da querida amiga Danielle Crepaldi!!! Um forte ABRAÇO... Edison Eduardo d:-)

Marcelo C,M disse...

Nunca me esqueço daquela cerimonia do Oscar. Ed Arris por exemplo fechou os braços e não quiz nem saber de dar palmas, só ficou ali com a cara bem fechada em sinal de protesto.

Hummm, pelo visto você gostou da minha critica né Antonio sobre GAINSBOURG – O HOMEM QUE AMAVA AS MULHERES, e impulsionou a puplicar essa matéria.

Darci Fonseca disse...

Também não gosto de misturar aspectos pessoais com a arte, mas se Kazan não tivesse dedurado tanta gente não veríamos filmes como Uma Rua Chamada Pecado, Sindicato de Ladrões e Vidas Amargas. Quer dizer: na balança de perdas e ganhos, ganhou o cinema e os espectadores. Mas que não dá para esquecer esse tipo de safadeza não dá.

Maxx disse...

Antônio, obrigado pela visita e comentário. Gostaria de saber da possibilidade de você escrever uma sinopse sobre o filme Limite de Mário Peixoto, para ser postado no meu blog. Após breve pesquisa conclui que se trata de filme cujo domínio é público e vou deixá-lo on line, mas gostaria, por se tratar de uma obra realmente especial de ter um texto de sua autoria para apresentar a película. Grande abraço. Maxx.
http://telecinebrasil.blogspot.com/

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Pinguim. Muitos canalhas foram grandes diretores de cinema. Para o público o que importa é o resultado nas telas.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Não é uma questão de perdão, Enaldo. O cara era assim. Precisamos entendê-lo ou não. E o filme de Joann Sfarr em nenhum momento pede desculpas pela vida delirante de Gainsbourg, tampouco enaltece suas falhas... Eu gostei.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Renato, O ÚLTIMO MAGNATA realmente não é brilhante, e possivelmente é o filme mais esquecível de Kazan. Ainda assim, tem cenas incríveis, uma boa atuação de De Niro e curiosidades interessantes da época de ouro de Hollywood. Não faz vergonha.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

M., o Eric Elmosnino é um verdadeiro clone do Serge Gainsbourgh. Incrível!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Setaro. Realmente penso em publicar em livro, talvez no próximo ano, os melhores momentos do Falcão.
Tudo de bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Escrevo com o maior prazer, Maxx. LIMITE é um filme espetacular! Obra-prima.

Gustavo disse...

Kazan é um cineasta que admiro muito, e por meio deste blog fiquei sabendo mais sobre sua história pessoal. Pode ter pisado na bola no episódio da delação, mas sua arte sobrevive, e isso importa mais hoje.

Luiz Santiago disse...

O episódio da entrega do oscar honorário dele foi polêmico também.

Jamil disse...

Mesmo que ele tivesse matado a mãe, não haveria como negar seu talento. TODOS os filmes de Kazan são bons. Já assisti "Vidas Amargas" e "Clamor do Sexo" umas cinco vezes cada um. O segundo me leva às lágrimas. Só nunca vi dele o com a Faye Dunaway, mas não tenho dúvidas que é da melhor qualidade.

Jamil disse...

Não sabia que o Gainsbourg gostava de homens, nem que teve uma vida tão irreverente. Vou ver o filme rapidinho. Valeu o toque.

Rubi disse...

Depois de Gentleman's Agreement e On the Waterfront passei a admirá-lo. Confesso que sabia muito pouco sobre ele; mas que Kazan foi um grande cineasta, ninguém pode negar!

disse...

É surpreendente que Kazan tenha feito apenas 19 filmes em mais de 20 anos... Mas todos filmes de grande qualidade!
Abraços, Lê.

Janaina Cruz disse...

Admiro quem dirige, seja filmes, peças, o diretor é alguém que sabe cada cena, cada fala, cada cenário de tantos...

Antônio teu blog é um tesouro!

Ah, e o meu coração quase parou quando vislumbrei o Marlon Brando... Ai ai ai... rs

Abraços e ótima noite pra ti

debora disse...

"Um bonde chamado desejo" é de cair o queixo. Só por ele valeria toda a carreira do diretor. Ai, como gostaria de tê-lo visto no teatro com o Marlon Brando em cena... Amo o Brando... Você parece que não dá muita bola pra ele...

Kley disse...

Quando assisti Viva Zapata!, fiquei boquiaberto com o grande trabalho de direção do Kazan, com um Brando monstruoso em cena. Uma Rua Chamada Pecado é um exercício de cinema. Sindicato de Ladrões é de uma técnica impressionante. Kazan foi de fato um dos maiores nomes do cinema americano.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Lê, alem de filmar, ele tinha uma atuação teatral intensa e também escrevia, publicou vários romances. Ou seja, o seu tempo era precioso.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Engano seu, Débora. Acho Brando o máximo. É só uma questão de tempo e logo ele estará por aqui...

kuki bertolini disse...

olá,Antonio!!tem uma postagem nova no the cinefile blog e foi postada por mim dessa vez!dá uma conferida!!nada que chegue ao nivel das suas,mas ficarei muito feliz se vc gostar!grande abraço,KUKI. =D

Faroeste disse...

O grande premio do bom cinéfilo se deu quando Elia Kazan, mesmo depois de mostrar-se fraco e falando além do preciso, não foi boicotado na sua carreira. E foi justamente apos este período que fez, no meu ver, seus melhores trabalhns.
Com sua filmografia voltada sempre para os temas de cunho social, ele foi um dos mais respeitado diretores de Hollywood, bastando para isso que se vasculhe seus produtos.
Por ser um cinéfilo com o genero faroeste correndo vigorosamente por minhas artérias, ainda acho Viva Zapata seu ponto culmunante como diretor. Conduziu Brandon e Quinn com masestria e conseguiu fazer um filme cheio de dramaticidade e tensão.
Quanto ao seu erro...quem neste mundo é tão santo assim?
jurandir_lima@bol.com.br

Faroeste disse...

Quando George Stevens selecionou o elenco principal de Assim Caminha a Humanidade, tenho certeza que, apesar de ter feito uma excelente escolha com Hudson, Liz e Dean, ele jamais imaginou que sua escolha estava acima de perfeita.
Muito do bom desta grande fita se deve ao seu equilibrado elenco, onde James Dean deu um show de interpretação, fazendo ali, creio eu, o melhor dos seus tres trabalhos.
Infelizmente foi sua derradeira demonstração de talento, legando para nós uma das mais ricas peliculas que o cinema já criou.
jurandir_lima@bol.com.br

Faroeste disse...

Débora Ker, aquela branquinha com disfarçado desvio nos olhos, foi uma das coisas preciosas na cinemetografia americana. Linda e dotada de um excepcional talento, esta atriz brilhou em dezenas de fitas, premiando-nos com sua beleza e profissionalismo.
Dificil esquecer dela naquela ilha no Pacífico, vestida de freira e com Robert Mitchum lutando para tratá-la como uma IRMÃ, embora não fosse o melhor para sua satisfação manter-se numa linha oposta aos ditames de seus instintos masculino.
Magnifico trabalho de Houston, Kerr e o grandalhão Mitchum, numa fita com visão paradisíaca, e com a bela Debora destilando simpatia, talento e sensualidade.
jurandir_lima@bol.com.br

Adalberto Meireles disse...

A grandiosidade dos filmes de Kazan leva à reflexão sobre essa mancha macartista em sua carreira. Como se disse, há que separar o homem da obra. E Sindicato de Ladrões, Vidas Amargas, Uma Rua Chamada Pecado, Clamor do Sexo, entre outras obras-primas, são exemplos plenos do caráter humanístico desse realizador.

Lara Paiva disse...

Serge é o cara, nada mais a declarar

Cefas Carvalho disse...

Ótimos os últimos textos. Principalmente o sobre Elia Kazan, que fez dois de meus clássicos favoritos: (me recuso a usar os títulos em português) "Um bonde chamado desejo" e "Esplandor na relva". Abração.

Cefas Carvalho disse...

Afinal, o roteiro é do dramaturgo William Inge, a estrela é Natalie Wood, o filme é inteligente e sutil e o título (Splendor in the grass) é uma citação poética. Aí no Brasil o filme ganha o título de pornochanchada: "Clamor do sexo".

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

VIVA ZAPATA é uma obra-prima. Belo e forte do inicio ao fim, Jurandhir. O filme do Huston - O CÉU É TESTEMUNHA - também é grande. Pura tensão sexual. A gente fica o tempo inteiro desejando que Deborah abandone o hábito e deite com Mitchum.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Realmente os títulos nacionais são patéticos, Cefas.

SONIA COUTINHO disse...

Parabéns por seu "Falcão", Antonio.
Adoro ver essas faces de astros e estrelas do cinema de antigamente.
Abraço da Sonia Coutinho

Neila Tavares disse...

Bela pauta, Antonio. Vou curtir, na madrugada, esse meu endereço preferido.
Um abraço

Neila

Edivaldo Martins disse...

Cefas,literalmente falando, no caso, os títulos desses filmes a tradução portuguesa(Portugal) está correta. Um Bonde Chamado Desejo, no Brasil o título é Uma Rua Chamada Pecado, com a maravilhosa VIVIEN LEIGH!

siby13 disse...

Um dos meus diretores preferidos.
Duvido muito de tudo que foi falado sobre ele. O cara sempre foi um gênio.
Vê-lo atuar em "Dois contra uma cidade inteira" não deixa dúvida de que seria uma expressão importante do cinema ianque.
Amo de paixão todos os seus filmes que já ví. Só me falta o curta de 1937
"People of the Cumberland".
Parabéns Elia Kazan por deixar suas obras para posteridade.

Marcos Massolini disse...

Parabéns, Antonio Nahud. Também admirei muito seu blog!
abs
Marcos Malu Massolini - www.almanaquedomalu.blogspot.com

John Lester disse...

Good job!

alan raspante disse...

ão sabia dessa situação envolvendo Kazan. Enfim, enfiado nisso ou não, o importante é que ele era um cineasta genial :)

Daniele Moura disse...

Grande Elia Kazan: um dos meus diretores favoritos.

rosa-branca disse...

Olá, gostei do que li no seu blog e são belas homenagens aos monstros do cinema. Quanto ao delator, temos que separar o trigo do joio. Ele era bom no que fazia. Não o perdoaram pelo que ele fez, mas quantos ao seu lado fizeram o mesmo e ficaram caladinhos e prontos a julgar. Claro que não apoio o que ele fez, mas era ele e só ele a responder pelo acto. Quem sabe se ele viveu e morreu de consciência pesada. Felicidades

Laércio Cunha disse...

De volta ao seu blog conforme prometido Antônio. Seus textos, como de praxe, excelentes. Eu não tenho muito conhecimento em filmes anteriores a década de 60, mas com seus textos tô com muita vontade de começar a ver e analisar esses filmes clássicos também. Tô muito no cinema oitentista, dos anos 90 e filmes atuais. Vou começar a variar um pouco os filmes para assistir. Apareça em meu blog qualquer hora denovo, valeu pela força

http://thecinefileblog.blogspot.com/

Abração!

linezinha disse...

adoro os filmes do Elia Kazan!