maio 05, 2012

* PIORES DIRETORES E SEUS MELHORES FILMES

natalie wood em "de ilusão também se vive", de george seaton
Diz a lenda que o outsider Ed Wood, imortalizado por Tim Burton e Johnny Depp, cometeu com entusiasmo as piores produções cinematográficas que o mundo já viu. Não conheço sua filmografia, mas tenho simpatia por seu universo trash. Obstinado diante dos obstáculos de trabalho, sempre com uma claque dedicada de colaboradores, Wood morreu aos 53 anos, em 1978, corroído pelo alcoolismo e escrevendo romances pornográficos para se sustentar. Não compartilho da teoria de que é o pior cineasta de todos os tempos, muitos outros merecem tal título, demonstrando visivelmente falta de talento. Diretores famosos, de grandes estúdios, que tiveram as maiores estrelas nas mãos – alguns, incrivelmente, indicados ao Oscar (pior, George Roy Hill levou a estatueta em 1973, derrotando Ingmar Bergman e Bernardo Bertolucci; e em 1976, John G. Avildsen passou a perna em Bergman, Sidney Lumet e Alan J. Pakula). Eles fulminaram sem restrições filmes que tinham tudo para emocionar e ficar na história. Muitos desses títulos envelheceram rapidamente, ficaram datados, tornaram-se intragáveis. Pode ser dito também que na idade de ouro de Hollywood, a Metro-Goldwyn-Mayer e a Paramount tinham no cast o maior número de especialistas na arte de fazer filmes ruins, justamente porque rejeitavam profissionais audaciosos ou autorais (a Metro arruinou a carreira de Erich Von Stroheim, e a Paramount, a de Josef Von Sternberg).

Selecionei dezoito diretores que considero decepcionantes e os seus melhores filmes (se optasse pelos piores, não teria espaço para tanto). Cada um à sua maneira, eles contribuíram para um cinema impessoal, de olho unicamente no entretenimento. Parei nos anos 70, se fosse mais adiante com certeza listaria Quentin Tarantino. Numa versão nacional, colocaria Carlos Diegues, Aurélio Teixeira, Bruno Barreto, Neville D’Almeida e Fábio Barreto. Numa europeia, Jean Dellanoy, Michel Boisrond, Roger Vadim, Claude Lelouch, Philippe De Broca, Jean Aurel, Dino Risi e Franco Zefirelli. Vou aguardar a saraivada de protestos. Aproveite o tiroteio e cite alguns que não estão nesta lista. Vamos lá.

ARTHUR HILLER
(nasceu em 1923)
Canadense, de carreira modesta, onde não se evitam desastres completos, concorreu ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro por “Love Story”.

Melhores Filmes:
 “Love Story – Uma História de Amor / Love Story” (1970). Com Ali MacGraw, Ryan O’Neal e Ray Milland;
“O Hospital / The Hospital” (1971). Com George C. Scott e Diana Rigg.

dmytryk, montgomery clift e eva marie saint
EDWARD DMYTRYK
(1908-1999)
Também canadense, perseguido pela histeria anticomunista, contribuiu para o ciclo do “film noir”. Com raras exceções, seus filmes parecem descaracterizados. Concorreu ao Oscar de Melhor Diretor por “Rancor”.

Melhores Filmes:
“Rancor / Crossfire” (1947). Com Robert Young, Robert Mitchum, Robert Ryan e Gloria Grahame;
“A Lança Partida / Broken Lance” (1954). Com Spencer Tracy, Robert Wagner, Jean Peters, Richard Widmark e Katy Jurado.

GEORGE ROY HILL
(1921-2002)
Dirigiu produções para a tevê e peças da Broadway, antes de estrear no cinema em 1962. Estabeleceu sua fama com “Butch Cassidy”, concorrendo ao Oscar. Levou o prêmio por “O Golpe de Mestre”.

Melhores Filmes:
 “Butch Cassidy / Butch Cassidy and the Sundance Kid” (1969). Com Paul Newman, Robert Redford e Katharine Ross;
“O Golpe de Mestre / The Sting” (1973). Com Paul Newman, Robert Redford e Robert Shaw.

seaton e o produtor ross hunter
GEORGE SEATON
(1911- 1979)
Correto e pouco criativo, trabalhou quase sempre com o produtor William Perlberg, concorrendo ao Oscar de Melhor Diretor por “Amar é Sofrer / The Country Girl” (1954).

Melhores Filmes:
 “De Ilusão Também se Vive / Miracle on 34th Street” (1947). Com Maureen O’Hara, John Payne, Edmund Gwenn e Natalie Wood;
“Ilusão Perdida / The Big Lift” (1950). Com Montgomery Clift e Paul Douglas.

GEORGE SHERMAN
(1908-1991)
A partir de 1937 dirigiu uma série de faroestes Classe C. Sem nada de especial, nos anos 70 passou a trabalhar para a tevê.

Melhores Filmes:
 “Mártires da Traição / Target Unknown” (1951). Com Mark Stevens;
“Contra Todas as Bandeiras / Against all Flags” (1952). Com Errol Flynn, Maureen O’Hara e Anthony Quinn.

richard basehart, paul douglas e hathaway
HENRY HATHAWAY
(1898-1985)
Ex-ator infantil, teve sua oportunidade de dirigir em 1932. O faroeste foi o gênero que o consagrou. Concorreu ao Oscar por “Lanceiros da Índia / The Lives of a Bengal Lancer” (1935).

Melhores Filmes:
 “O Beijo da Morte / Kiss of Death” (1947). Com Victor Mature, Brian Donlevy, Coleen Gray e Richard Widmark;
“A Raposa do Deserto / The Desert Fox: The Story of Rommel” (1951). Com James Mason e Jessica Tandy.

betty grable e kostner
HENRY KOSTER
(1905-1988)
Alemão que dirigiu o primeiro filme em Cinemascope, “O Manto Sagrado”, passou pela Universal, Metro e Fox, quase sempre dirigindo fitas leves. Concorreu ao Oscar por “Um Anjo Caiu do Céu / The Bishop’s Wife” (1947).

Melhores Filmes:
 “Meu Amigo Harvey / Harvey” (1950). Com James Stewart e Josephine Hull;
“O Manto Sagrado / The Robe” (1953). Com Richard Burton, Jean Simmons e Victor Mature.

HERBERT ROSS
(1927-2001)
Dançarino e ator, revelou alguma habilidade ao dirigir comédias leves, sofisticadas e provocativas. Concorreu ao Oscar por “Momento de Decisão”.

Melhores Filmes:
 “Momento de Decisão / The Turning Point” (1977). Com Anne Bancroft, Shirley MacLaine e Mikhail Baryshnikov;
“A Garota do Adeus / The Goodbye Girl” (1977). Com Richard Dreyfuss e Marsha Mason.

gregory peck, anthony quayle e thompson
J. LEE THOMPSON
(1914-2002)
Inglês, dirigiu o seu primeiro filme em 1950. Saltou para a fama internacional com “Os Canhões de Navarone”, substituindo de última hora Alexander Mackendrick e concorrendo ao Oscar.

Melhores Filmes:
 “Os Canhões de Navarone / The Guns of Navarone” (1961). Com Gregory Peck, David Niven, Anthony Quinn e Irene Papas;
 “Círculo do Medo / Cape Fear” (1962). Com Gregory Peck e Robert Mitchum.

JACK CONWAY
(1887-1952)
Também ator e produtor, dirigiu inúmeros sucessos na Metro.

Melhores Filmes:
 “A Queda da Bastilha / A Tale of Two Cities” (1935). Com Ronald Colman e Basil Rathbone;
“Fruto Proibido / Boom Town” (1940). Com Clark Gable, Spencer Tracy, Claudette Colbert e Hedy Lamarr.

leroy e jean seberg 
MERVYN LeROY
(1900-1987)
Lançou o ciclo de filmes de gangsteres da Warner. Trabalhou também na Metro, antes de montar sua própria produtora nos anos 50. Concorreu ao Oscar por “Na Noite do Passado / Random Harvest” (1942).

Melhores Filmes:
 “Alma no Lodo / Little Caesar” (1931). Com Edward G. Robinson, Douglas Fairbanks Jr. e Glenda Farrell;
“Quo Vadis / Idem” (1951). Com Robert Taylor, Deborah Kerr e Peter Ustinov.

RICHARD THORPE
(1896-1991)
Determinado, sua produção é extremamente variada. Contratado da Metro, dirigiu as maiores estrelas do estúdio em comédias, musicais e dramas.

Melhores Filmes:
 “A Noite Tudo Encobre / Night Must Fall” (1937). Com Robert Montgomery e Rosalind Russell;
“Ivanhoé, o Vingador do Rei / Ivanhoe” (1952). Com Robert Taylor, Elizabeth Taylor, Joan Fontaine e George Sanders.

leonard e joan crawford
ROBERT Z. LEONARD
(1989-1968)
Começou no cinema mudo. Na Metro fazia filmes sofisticados, valorizando a beleza de suas estrelas. Concorreu ao Oscar por “A Divorciada” e “Ziegfeld – O Criador de Estrelas / The Great Ziegfeld” (1936).

Melhores Filmes:
 “A Divorciada / The Divorcee” (1930). Com Norma Shearer, Chester Morris e Robert Montgmery;
“Orgulho e Preconceito / Pride and Prejudice” (1941). Com Greer Garson, Laurence Olivier e Maureen O’Sullivan.

ROY DEL RUTH
(1893-1961)
Fez seu primeiro longa em 1925, dirigindo principalmente comédias e musicais.

Melhores Filmes:
 “Melodia da Broadway de 1936 / Broadway Melody of 36” (1935). Com Jack Benny, Eleanor Powell e Robert Taylor;
“O Fantasma da Rua Morgue / Phantom of the Rue Morgue” (1954). Com Karl Malden e Patricia Medina.

norma shearer e dyke
W. S. VAN DYKE
(1889-1943)
Realizou grandes sucessos para a Metro. Tinha fama de trabalhar rápido e superficialmente. Concorreu ao Oscar por “A Ceia dos Acusados” e “São Francisco, a Cidade do Pecado”.

Melhores Filmes:
 “A Ceia dos Acusados / The Thin Man” (1934). Com William Powell, Myrna Loy e Maureen O’Sullivan;
“São Francisco, a Cidade do Pecado / San Francisco” (1936). Com Clark Gable, Jeanette MacDonald e Spencer Tracy.

WALTER LANG
(1896-1972)
Especializado em comédias e musicais, sempre com grande sucesso. Concorreu ao Oscar por “O Rei e Eu”.

Melhores Filmes:
 “Meu Coração Canta / With a Song in my Heart” (1952). Com Susan Hayward, Rory Calhoun, Thelma Ritter e Robert Wagner;
 “O Rei e Eu / The King and I” (1956). Com Yul Brynner, Deborah Kerr e Rita Moreno.

paul muni e dieterle

WILLIAM DIETERLE
(1893-1972)
Alemão, começou a dirigir em 1923. Trabalhou na Warner e na RKO. Concorreu ao Oscar por “A Vida de Emile Zola / The Life of Emile Zola” (1937).

Melhores Filmes:
 “O Corcunda de Notre Dame / The Hunchback of Notre Dame” (1939). Com Charles Laughton, Maureen O’Hara e Thomas Mitchell;
“O Retrato de Jennie / Portrait of Jennie” (1948). Com Jennifer Jones, Joseph Cotten, Ethel Barrymore e Lillian Gish.

WILLIAM KEIGHLEY
(1889-1984)
Começou como ator na Broadway, passando a dirigir filmes em 1932. Contratado da Warner, foi despedido das filmagens de “As Aventuras de Robin Hood”, sendo substituído por Michael Curtiz.

Melhores Filmes:
 “As Aventuras de Robin Hood / The Adventures of Robin Hood” (1938). Com Errol Flynn, Olivia de Havilland, Basil Rathbone e Claude Rains;
“A Morte me Persegue / Each Dawn I Die” (1939). Com James Cagney e George Raft.

robert taylor, joan fontaine e richard thorpe no set de "ivanhoé, o vingador do rei"

65 comentários:

Maxx disse...

Fala Antônio,

obrigado por suas visitas e comentários.

Estou meio sem tempo, mas sempre passo aqui no seu espaço, que gosto muito.

Ed Wood foi um grande barato no cinema, que vale conhecer mais de perto. Certamente vc irá dar boas risadas e resultará em ótimos textos por aqui.

Grande abraço.
Maxx.

Rato disse...

Pois é, António, nem todos podem ser grandes cineastas. No entanto, daqueles que você destacou como sendo dos piores realizadores de cinema, existem muitos filmes que continuo ainda hoje a (re)ver com muito prazer: "Love Story", "Butch Cassidy And The Sundance Kid", "The Sting", "Pennies From Heaven", "Quo Vadis", "Portrait of Jennie", por exemplo.
Do lado oposto, dos "melhores" cineastas, existirão também muitos filmes que hoje são mesmo intragáveis. Por isso seria muito curioso que a seguir você fizesse uma lista ao contrário, isto é, "os piores filmes dos melhores"

Abraço
O Rato Cinéfilo

Darci Fonseca disse...

Nahud, você pediu por isso...
Eu diria que colocar Henry Hathaway numa lista de piores diretores poderia levar a pensar que você conhece pouco de cinema, o que não é verdade. Hathaway pode ter sido aquele diretor pau para toda obra dos estúdios, como Michael Curtiz e mesmo John Ford algumas vezes (Ford chegou a dirigir Shirley Temple, lembra). Poucos diretores de Hollywood fizeram um conjunto de filmes de ação, dramas e policiais melhor que Hathaway (Lanceiros da Índia, A Rosa Negra, Sete Ladrões, O Beijo da Morte, Torrentes de Paixão, A casa da Rua 92, Envolto em Sombras e mais uma extensa lista por você desprezada). No gênero western então, território do WESTERNCINEMANIA, Hathaway foi um dos grandes diretores e você, como muitos críticos (chegou a lembrar até o Rubens Ewald), torceu o nariz para Os Filhos de Katie Elder, Fúria no Alasca, Nevada Smith, Bravura Indômita, Jardim do Pecado, Correio do Inferno, e grande parte de A Conquista do Oeste.
Ainda bem que no cinema há espaço para os tão venerados Bertolucci e Bergman por você lembrados, assim como há espaço para diretores do calibre de Henry Hathaway. O que não consigo entender é por que alguns cinéfilos, como você, conseguem gostar tanto desse chamado cinema intimista e intelectualizado e repudiar o cinema de entretenimento do qual Hathaway é um dos melhores representantes. Desta vez você Envolto em Sombras enveredou pelas Torrentes de Paixões e deu Um Beijo da Morte num grande diretor. Se fosse no Velho Oeste diria que você deu um tiro no pé...
Um abraço do Darci

David José Martins disse...

A maioria dos realizadores da lista só conheço de nome :) mas são boas sugestões para ver no futuro!

Jamil disse...

Falcão, tiraria os dignos George Roy Hill e William Dieterle desta lista, trocando-os por Gordon Douglas, Joseph Pevney e Henry Levin.

Jamil disse...

O Oscar para John G. Avildsen foi revoltante e inconsequente, mas George Roy Hill mereceu o prêmio pelo simpático Golpe de Mestre,inclusive porque Bergman e Bertolucci não estavam concorrendo com suas melhores criações.

Elisabete Cardoso disse...

Gosto muito de alguns destes filmes "Quo Vadis", "Ivanhoe", por isso alguma coisa boa estes realizadores fizeram. Excelente ideia relembrar os que são menos lembrados :)

Anônimo disse...

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

João Roque disse...

Eu não critico as escolhas; critico sim o título.
Não há, salvo raríssimas excepções, que nunca teriam aqui lugar, pois nunca fizeram nenhum bom filme, não há, dizia eu, maus realizadores.
Os realizadores destacam-se apenas pela positiva e não pela negativa.
A quase totalidade dos realizadores aqui citados, limitaram-se a fazer o seu trabalho, sem brilharem, foram "fazedores de filmes", apenas...

Enaldo disse...

Concordo com todos que afirmam que Ed Wood é um injustiçado. Gosto, em geral, de Tarantino, embora ele seja mais um "parafraseador" do que um realizador.

O pior de todos para mim é Joel Schumacher, o que fez no terceiro Batman é imperdoável.

Madonna também quer disputar o título de pior diretora.

Um abraço.

railer disse...

antônio, eu conheci o ed wood pelo filme que você citou.

sou muito fã de tim burton e acho que, no geral, ele é muito mal compreendido.

Adalberto Meireles disse...

Ótimo post, Antonio Júnior. Seu blog sempre uma fonte de informações indispensáveis para todo bom cinéfilo.

tozzi disse...

No quesito western, Nathan Juran, Frederick de Cordoba, Jesse Hibbs, Lesley Salander, William Castle ou Roy Rowland são bem mais ruins do que Henry Hathaway ou mesmno George Sherman.

tozzi disse...

Numa possível lista europeia, Zefirelli merece lugar de honra. Apesar do bom gosto cenográfico e na escolha de elenco, nunca conseguiu se livrar da estética teatral e da influência viscontiana (sem a profundidade desse, óbvio).

Fábio Henrique Carmo disse...

Nahud, seu conhecimento cinematográfico é invejável, mas vou bater de frente com algumas de suas opiniões aqui. Quentin Tarantino é um gênio e, longe do que você considera, é provavelmente o cineasta mais autoral da atualidade.

Sabe que nunca achei uma "injustiça" o fato de Alvidsen ter levado o Oscar? Sou fã de Scorsese (que concorria no mesmo ano), mas "Rocky" é, queiram ou não, um ótimo filme. Já o revi há pouco tempo e talvez o considere melhor agora do que quando vi ainda garoto.

Henry Hathaway não era um gênio, mas esteve muito longe de ser dos piores.

Mas tudo bem. Cada qual com seus gostos. Eu, por exemplo, detesto Pedro Almodovar. Abraço!

Mario Salazar disse...

Para ser malos directores han hecho obras famosas como butch cassidy, el jorobado de Notre dame o Cape fear, creo que como dicen quien persevera triunfa así sea por un instante de gloria, y es mucho ya que no siempre se alcanza; el amor al cine hace maravillas como con el homenaje de Burton a Ed Wood. Un abrazo.

Rodrigo Mendes disse...

Ótima matéria Antonio, muito bem sacada! E com grande alegria você abre o seu texto falando de Ed Wood. O cara era genial e concordo com muitos colegas que o admiram tanto como eu e você e podemos dizer que ele foi muito subestimado. Se tivesse a oportunidade de fazer filmes nos grandes estúdios, teria entregado obras primas do gênero B. James Whale tinha classe e sorte, a mesma coisa ocorreu com Tod Browning (muito mais sorte ainda) e ambos eram artesãos de estúdio, ou seja, entendiam muito bem a indústria e conseguiram espaço para realizarem os filmes fantásticos que muito tem haver com o trabalho de Ed. E saca só os filmes que eles dirigiram?!

Infelizmente não ocorreu o mesmo com Wood.

Enfim, provavelmente esses artesãos têm excelentes filmes de encomenda e não concordo tanto com a avaliação deles serem ruins. Há de se refletir nesta afirmação.

Abraço.

Rafael Carvalho disse...

É, tem aqueles diretores de um filme só mesmo. Mas alguns, que fizeram poucas boas coisas, às vezes acertam em cheio, como é o caso do George Roy Hill com Butch Cassidy.

Augusto Bisson disse...

Colocar Henry Hathaway e Wiliam Dieterle nesta lista é uma barbaridade. E não citar "Minha vontade é lei" (Warlock), parábola sobre o macartismo e o primeiro faroeste gay da história, entre os melhores filmes de Edward Dmytryk é descuido (no mínimo)...

siby13 disse...

HENRY HATHAWAY/ Dieterle , filmes ruins?? Nunquinha. sou sua fanzoca, são "Diretores de primeira linha", super versáteis e realizaram tantos filmes que fica dificil lembrar todos. Acredito que não deva ter visto todos os filmes deles, para ter colocado neste 'balaio de gato', rs , Eu coleciono tudo deles, aliás, Antonio, me desculpe, mas eu considero que estão fora desta sua lista. Dois gênios do Clássico Cinema.
Dois grandes expoentes do que é cinema de qualidade.

siby13 disse...

Voltei para completar que colocar o Henry Hathaway nesta lista é um absurdo, não me conformo!!! Aqui vai meu protesto!!!

Ana Paula Chagas disse...

Muito interessante Antonio Nahud Júnior! Gostei da idéia. Grande abraço!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Com certeza, Maxx. Procurarei conhecer a filmografia de Ed Wood.
Tudo de bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Rato, todos eles realizaram um ou outro filme de qualidade. Mas não era a regra. Tá anotada a sugestão do post "os piores filmes dos melhores". Com certeza dará espaço para outra polêmica, numa troca fértil de comentários.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Darci, não repudio o cinema de entretenimento, muito pelo contrário. Sou fã das aventuras de Henry King e dos westerns de Anthony Mann, por exemplo. Assim como muitos outros, eles passam emoção - vida! -ao dirigir títulos de encomenda para deliciar multidões. Henry Hathaway tem bons momentos (gosto de "Amor Sem Fim", "Amor e Ódio na Floresta", "O Filho dos Deuses", "O Beijo da Morte" e "Correio do Inferno"), mas geralmente os seus filmes não me comovem, me parecem arrastados, sem a faísca do talento.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gordon Douglas, Joseph Pevney e Henry Levin poderiam estar perfeitamente nesta lista, Jamil. Assim como dezenas de outros.
Também não me conformo com a estatueta recebida por Avildsen. Era o ano de Lumet ou de Pakula, dos grandes diretores.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Enaldo, BATMAN ETERNAMENTE e BATMAN & ROBIN de Joel Schumacher são vergonhosos, mas o diretor se saiu bem em outros filmes: "Por um Fio", "Um Dia de Fúria", "Tigerland - A Caminho da Guerra", "Ninguém é Perfeito"...

Cynthia (Astroterapia Junguiana) disse...

Listinha negra, não conhecia. Cynthia

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem razão, Tozzi. Mas deixei fora da lista diretores que eu não conheça pelo menos dois filmes interessantes.
Você fez uma boa definição de Zefirelli. Seus filmes são de uma beleza visual inquestionável e conta sempre com velhas glórias do cinema, mas são vazios e artificiais.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Fábio, também acho ROCKY um bom filme, mas nem por isso pode ser dito que Avildsen é um grande diretor, superando Lumet, Pakula e Bergman. Sua trajetória cinematográfica comprova a falta de talento.
Eu sempre tive reservas em relação à violência humorada retratada nos filmes de Tarantino. Me incomoda. Também não me identifico com suas referências cinematográficas, seus ídolos de gibis etc. Gostei de CÃES DE ALUGUEL. É simples, sóbrio e lembra o Kubrick de O GRANDE GOLPE. PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA tem belos momentos, mas me parece exagerado. Já os outros, melhor esquecê-los...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Exato, Rodrigo, Whale e Browning tiveram apoio dos estúdios, embora por um tempo curto. Ed Wood nunca teve apoio financeiro de ninguém.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

BUTCH CASSIDY é encantador. Tudo funciona. Gosto também de outros filmes de Roy Hill (HAVAÍ, POSITIVAMENTE MILLIE), mas sempre me pareceu um diretor apenas eficiente.

Alan Raspante disse...

Bem, demorei um pouco para entender o conceito da lista, rs É diretores ruins que fizeram bons filmes, certo? Bem... Vi poucos dos citados, mas eu vi hoje "Amar é Sofrer" e gostei bastante :D

Daniele Rodrigues de Moura disse...

Outro dia mesmo revi o Romeu e Julieta do Zefirelli. Como aquilo é belo, nossa! E a teatralidade funcionou muito bem!
Bom, eu não posso deixar um protesto aqui pois dos diretores mais reclamados - Hathaway e Dieterle, só vi alguns filmes, incluindo os citados. Do Zefirelli só vi Romeu e Julieta, que repito, acho belíssimo.
Antonio, agora fiquei curiosa com a inversão da lista: "Os piores dos melhores". Não deixe de colocar também!
Um abraço
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Falha técnica, Augusto... rs... Realmente não deveria ter esquecido de MINHA VONTADE É A LEI, um ótimo western de Dmytryk.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Sibely, não vi todos os filmes de Dieterle e Hathaway, mas um bom número deles. De Dieterle aprecio sua fase com David O. Selznick (mas não seriam filmes de Selznick, que tinha um imenso talento e comandava suas produções como se fosse o diretor?)e os clássicos O CORCUNDA DE NOTRE DAME e O HOMEM QUE VENDEU A ALMA. Seu momento na Warner é de prestígio, premiada, cheia de boas intenções, mas que perdeu o vigor com o passar do tempo. Já o Dieterle pós-Selznick é terrível, forçado. Por exemplo, NO CAMINHO DOS ELEFANTES, SALOMÉ e TRINDADE VIOLENTA são péssimos.
O Hathaway caminha na mesma direção. Tem filmes bonitos (AMOR E ÓDIO NA FLORESTA, O FILHO DOS DEUSES, O MORRO DOS MAUS ESPÍRITOS, BEIJO DA MORTE etc.), mas sem qualquer traço personalizado. Nunca revelou o talento típico de um John Ford, um Howard Hawks ou um Rouben Mamoulian, por exemplo. Tenho vontade de ver dele AMOR SEM FIM e ALMAS AO MAR.
Beijos e grato pela participação

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Alan, "ruins" no sentido impessoais, artesãos, sem uma marca cinematográfica significativa. Mas todos eles tem qualidades.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Daniele, para mim ROMEU E JULIETA é o grande acerto cinematográfico de Zefirelli. IRMÃO SOL, IRMÃ LUA também é significante, quase poético. Já os outros são belos visualmente, mas vazios. Só não conheço SONHO PROIBIDO e O JOVEM TOSCANINI.
Beijos

Jane Missen-Witham disse...

Thank you so much!

Wilson Antonio disse...

Que bela lista! Tratei de pegar papel e caneta para anotar filmes que não vi e alguns que quero rever. Em tempo: a filmografia de Ed Wood é incrível!

Marcelo C,M disse...

Eles até que fizeram bons filmes, mas o que faltou para eles, eram fazer filmes mais autorais, que por sinal, o cinema de autor é algo que aprecio bastante.

Danielle Carvalho disse...

Olá, Antonio!

Bem, eu não vou poder como os demais protestar contra sua seleção, pois esses nomes de diretores não me dizem muito e, quando dizem, isso se deve aos melhores filmes deles, como você mesmo citou. Gosto muito de "Randon Harvest"; dos musicais de Van Dyke e de todos os filmes da série Thin Man, que você englobou na lista dos melhores. Aliás, senti falta de uma lista dos filmes ruins e de seu ponto de vista sobre porque eles são tão ruins assim. Hollywood fez muito filme de entretenimento dispensável mas outro tanto bom, que ajudou a nos formar como amantes de cinema. Pode-se tentar repudiar esse passado mas é impossível fugir dele :D

Bjs
Dani

Brenda Rosado disse...

Ninguém defende os irmãos Barreto? Eu também não... rs... De Bruno, acho legal Dona Flor e O que e isso, companheiro?; de Fábio, Índia, a filha do sol. São filmes simpáticos, mas longe de revelarem talento diferenciado.
Amei o post, Falcão! Beijos

Paulo Néry - Editor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Néry - Editor disse...

Vc pôs um tópico muito controverso, mas brilhante. Diria que, pelo menos, Henry Hathaway (cujo um dos melhores filmes também é a 1º versão de BRAVURA INDÔMITA, que deu o Oscar ao Duke),e Edward Dmytryk foram excepcionais diretores, e se tornaram até mais notórios que os restantes da lista, com uma listagem de obras que todo bom cinéfilo de gosto conhece.

Richard Thorpe dirigiu além dos mencionados IVANHOÉ, também COM OS BRAÇOS ABERTOS, com Spencer Tracy e Mickey Rooney, e OS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA, com Robert Taylor, além de TODOS OS IRMÃOS ERAM VALENTES, com Taylor e Stewart Granger. No fim dos tempos, acabou dirigindo alguns filmes de Elvis Presley.

Paulo

disse...

Alguns filmes se mantém apenas pelo talento de seus atores, sendo que quase esquecemos quem ficou atrás das câmeras comandando tudo. Gosto de vários dos filmes citados, mas também tenho certa ressalva ao cinema feito puramente com o objetivo de entreter e gerar lucro, embora esta modalidade às vezes seja válida num momento de distração.
Abraços!

Rafa Amaral disse...

Esses diretores, como você bem lembrou, fizeram grandes filmes. Dois que você citou aqui são grandes: Alma no Lodo, com o G. Robinson, e O Retrato de Jennie, com a Jennifer Jones. Belos trabalhos.

Celo Silva disse...

Um boa parte dos filmes q vc citou eu não assisti, mas desde sempre a academia fez injustiças no oscar. Avildsen fez um filme q marcou minha infância: Karate Kid...hehe adoro
Grande Abraço.

Mateus Selle Denardin disse...

Um que eu adicionaria à lista certamente é Richard Donner. De tudo que fez, só um ou outro filme é bacaninha, o resto é lugar-comum e narrativamente pobre. Destruiu boas ideias e elencos.

Gilberto Carlos disse...

Adoro Love Story, mas gostei mais do livro de Erich Seagal.

Mas até que eu gosto de Herbert Ross. J. Lee Thompson e sua saga Desejo de matar (Deus me livre). Os outros não conheço nenhum filme.

Felipe Rocha disse...

Faaala meu camarada!! Depois de um tempinho to eu aqui de volta...

Bela seleção, realmente tenho q concordar com vc..

Soh destaco que ainda bem q vc parou nos anos 70, pois não gostaria nenhum pouco de ver Tarantino nessa lista...rsrs.

Apareça! Oost dedicado ao mais novo remake americano!

Abraço!

Fabi disse...

Bah, tbém não ia gostar de ver o Tarantino nessa lista, mas o Zefirelli pode entrar de boa.

Márcio Sallem disse...

Eu gosto do trabalho de George Seaton em De Ilusão Também se Vive, acho um filme doce e agradável. Quem tá em uma fase boa de entrar nessa lista é Almodóvar cujos últimos filmes foram uma bomba (apenas para polemizar rs).

Karla Hack dos Santos disse...

É tão interessante ver a mente de um mau diretor criando algo bom... ou quase isto... Excelente lista!!!

-> Nascida em Versos:
http://nascidaemversos.blogspot.com.br/

-> Minha Poética:
http://nv-minhapoetica.blogspot.com.br/

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

A série THIN MAN é muito boa, Dani, concordo com vc, mas creio que o grande achado é a química que rola entre os ótimos William Powelll e Myrna Loy.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Brenda, apreciei DONA FLOR ao vê-lo pela primeira vez, mas numa segunda investida me pareceu pouco consistente. Se segura no talento dos atores e no argumento de Jorge Amado.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Paulo, nunca vi BRAVURA INDÔMITA (só o remake, que gosto). Tenho uma certa aversão por Hathaway e John Wayne. Só vejo seus filmes atraído por outras referências...

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

KARATÊ KID também marcou minha infância, Celo. Evito revê-lo para não quebrar o encanto.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Tem toda razão, Mateus, o Richard Donner merece estar nesta lista.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Creio que sou o único cinéfilo do mundo que não admira Tarantino, Felipe. Coisas da vida.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

DE ILUSÃO TAMBÉM SE VIVE é comovente, Márcio. Principalmente pela marcante atuação do veterano Edmund Gwenn. Os filmes de Almodóvar já foram mais atraentes, mas ainda continua segurando a peteca. VOLVER e A PELE QUE HABITO têm qualidades.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Karla, vou agora mesmo conhecer o seu blog MINHA POÉTICA.

Marcos Maurício disse...

Caro Antonio Nahud,
A imagem da Natalie Wood,menina, é realmente bárbara.
É do seu acervo particular? Parabéns.

Marcos Maurício grande BH

silentbeauties disse...

Excelente blog, parabéns pelo ótimo trabalho.
Um blog autoral assim como o seu exige bastante pesquisa, dedicação, amor ao que se faz. Fico orgulhosa em ver que no Brasil há muitas pessoas com um conhecimento enorme a respeito do cinema. Faz falta um blog em português, com análises feitas sob o ponto de vista da nossa cultura.
Parabéns pela escolha dos filmes, alguns não são tão conhecidos e seus comentários são ótima referência para que possamos saber mais sobre a história do cinema.

Elisandra Pereira disse...

Não conheço muito a obra de Henry Koster, mas achei estranho ele constar na lista. Enfim...