novembro 01, 2010

***** UMA CÂMARA NA MÃO, UMA IDÉIA NA CABEÇA


norma bengell e jece valadão em "os cafajestes"

Depois de caríssimos filmes produzidos pela Vera Cruz e da popularidade de ingênuas chanchadas, o Cinema Brasileiro deu um salto qualitativo na década de 1960 com o nascimento do CINEMA NOVO. Como resultado, diversos filmes ganharam destaque internacional, levando prêmios em festivais importantes. Com o lema “uma câmara na mão e uma idéia na cabeça”, jovens diretores retrataram a vida real, mostrando o subdesenvolvimento e os problemas sociais, dentro de uma perspectiva contestadora e com uma linguagem adequada à situação social da época. Neste contexto, na sua opinião, qual o filme que melhor representa o chamado CINEMA NOVO?


OS CAFAJESTES (1962), de Ruy Guerra


DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL (1964),
de Glauber Rocha


A FALECIDA (1965), de Leon Hirszman
Prêmio Gaivota de Ouro no Festival Internacional do Filme
do Rio de Janeiro


A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA (1965),
de Roberto Santos


MACUNAÍMA (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
Melhor Filme no Festival Internacional de Mar Del Plata


MENINO DE ENGENHO (1965), de Walter Lima Jr.


SÃO PAULO S. A. (1965), de Luís Sérgio Person


TERRA EM TRANSE (1967), de Glauber Rocha
Melhor Filme no Festival de Havana
Grand Prix no Festival de Locarno


VIDAS SECAS (1963), de Nelson Pereira dos Santos


OUTRO?

luis sérgio person

7 comentários:

Jamil Jackyson Landim disse...

"Deus e o Diabo na Terra do Sol" e "Terra em Transe", ambos de Glauber Rocha, são grandes filmes da história do cinema brasileiro, mas fico com "São Paulo Sociedade Anônimo", um filme imortal de Person com uma inesquecível interpretação de Walmor Chagas.

O FALCÃO MALTÊS disse...

Também fico com "São Paulo S. A.", Jamil. Pena que Person morreu tão jovem.

Kley disse...

Ainda tenho uma certa dificuldade em aceitar o cinema nacional. Acho que está bem aquém de países como Itália e França. Creio ter um certo trauma de filmes nacionais vagabundos que eu assistia na TV, e isso me influenciou negativamente em relação ao cinema nacional. Mas gosto muito de algumas produções antigas, inclusive do cinema político, filmes engajados como Aleluia Gretchen, Pra Frente Brasil, Eles não Usam Black-Tie, O Homem da Capa Preta e Terra em Transe, essse último de Glauber Rocha que por sinal nasceu aqui em minha cidade. Admiro algumas produções recentes como Cidade de Deus, Central do Brasil e Tropa de Elite 1 e 2. O filme do Lula é vazio e planfetário, o que não ajuda em nada ao crescimento do cinema brasileiro.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gosto do cinema nacional, Kley, mas concordo com você, ele ainda não se desenvolveu completamente, não deixou uma marca constante... Temos bons filmes, mas falta uma corrente cinematográfico com força e estilo... O CINEMA NOVO bem que tentou, pena que durou pouco.

Rubens disse...

Fico com "Os Cafajestes". É um momento sublime do nosso cinema com uma grande interpretação de La Bengell.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado pela navegação neste blog, Rubens Ewald Filho. "Os Cafajestes" realmente é um grande filme.

Guilherme Antunes disse...

Deus e o diabo na terra do sol é uma das obras-primas do cinema, além do titulo maravilhoso, e da fotografia, Glauber deu um novo rumo contribuiu para um novo cinema no Brasil