outubro 18, 2010

*********** TIERNEY e MANGANO



ETERNAMENTE LAURA


Uma das mais belas atrizes do cinema, GENE TIERNEY nasceu em Nova Iorque, no dia 20 de novembro de 1920 e faleceu pouco antes de completar 71 anos. De família rica, estudou na Suíça, iniciando a carreira artística no teatro, em 1938. Darryl F. Zanuck, poderoso produtor da 20th Century Fox, levou-a para Hollywood, onde estreou em 1940 no western "A Volta de Frank James", ao lado de Henry Fonda e dirigida por Fritz Lang. Contratada pela Fox, atuou em uma série de filmes de sucesso, consagrando-se com “Laura”, “O Fio da Navalha” e “Amar Foi Minha Ruína”, pelo qual foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Elegante e boa intérprete, foi dirigida por diretores do porte de Lubitsch, John Ford, Preminger, Mankiewicz, Dassin e Sternberg.

Casou-se com um famoso figurinista francês, Oleg Cassini, com quem teve duas filhas, uma delas deficiente mental. Abandonada pelo marido, jogou-se de cabeça numa vida desregrada, marcada por múltiplos amantes, dentre os quais o então senador John F. Kennedy, o príncipe Ali Khan e os atores Spencer Tracy e Tyrone Power. Em 1957, abandonou o cinema ao ser hospitalizada com suspeita de esquizofrenia. Retornou às telas em 1962 no excelente "Tempestade Sobre Washington", de Otto Preminger, aparecendo ainda em três outros filmes e alguns episódios para séries de TV, sendo o último, "Scruples", em 1980.



MUSA DE PASOLINI E VISCONTI

Conhecida por personagens atormentados, introspectivos e refinados, ela começou como figurante aos 15 anos, em 1945. Nesta época, teve um breve caso com o ainda desconhecido Marcello Mastroianni, depois foi modelo em Paris e, graças a sua beleza escultural, participou do concurso Miss Itália 1947, perdendo o título para a também futura atriz Lucia Bosé. Aos 19 anos, a italiana SILVANA MANGANO conheceu o estrelato no papel de uma camponesa em "Arroz Amargo". O filme fez muito sucesso e ela se tornou um  símbolo sexual internacional, principalmente por suas fabulosas pernas. No set conheceu o seu futuro marido, o lendário produtor cinematográfico Dino De Laurentiis. Os críticos norte-americanos a comparavam a Rita Hayworth e recebeu inúmeras propostas para seguir carreira em Hollywood, mas Silvana recusou. De personalidade bastante reservada, foi definida pelo diretor Alberto Lattuada, que a dirigiu mais de uma vez, como "uma mulher cuja beleza é um resumo de classicismo e modernidade. Uma imagem na qual há toda a essência da grande pintura do século XV, mas que também poderia servir de modelo para os mestres modernos".

Ela trabalhou com nomes importantes do cinema italiano: Vittorio De Sica, Pier Paolo Pasolini, Luchino Visconti, Mario Monicelli, Mauro Bolognini etc. Sua parceria com Visconti marcou época. Juntos fizeram “As Bruxas” (1967), “Morte em Veneza” (1971), “Ludwig, a Paixão de um Rei” (1972) e “Violência e Paixão” (1974). Na categoria de melhor atriz, ganhou várias vezes os dois prêmios mais importantes do cinema italiano: o David di Donatello e o Nastro d’Argento. Longe do seu país, estrelou os épicos “Ulisses” (1954) e “Barrabás” (1961), “Terra Cruel” (1958) e “Cinco Mulheres Marcadas” (1960). Depressiva, sofria de constante insônia, isolando-se de todos nos seus últimos anos de vida. Morreu vítima de câncer no pulmão em 1989, aos 59 anos, deixando na memória do público o retrato de uma diva incontestável e intérprete respeitada. Seu derradeiro filme foi o delicado “Olhos Negros” (1987), de Nikita Mikhalkov, baseado em Anton Tchecov, no qual fazia uma aristocrata riquíssima casada com Marcello Mastroianni.

4 comentários:

Jamil J. Landim disse...

Vi a Signoret em As Diabólicas e Almas em Leilão. Uma atriz magnífica que transmite sinceridade.

Faroeste disse...

O cinema europeu dificilmente entra em nossas salas. E a TV, mesmo a cabo, raramente passa filmes senão americanos ou nacionais.
Mas vi Signoret em Almas em Leilão e descobri a beleza esfuziante de Mangano em Ulisses.
Já a Tierney tive a graça de ver mais vezes, me encantando com sua beleza e interpretação no filme Amar Foi Minha Ruina.
jurandir_lima@bol.com.br

Faroeste disse...

Revendo a matéria, me vi na obrigação de postar mais um rápido comentário;
Enaltecem tanto os lábios de Angelina Jolie e, no entanto, nunca ouvi ninguém elogiar a beleza e sensualidade esfuziante dos lábios de Tierney e Mangano. Querem ver como não erro? Olhem-nas com mais carinho e bastante atenção.
jurandir_lima@bol.com.br

Anônimo disse...

Silvana e Tierney foram lindíssimas.Principalmente Silvana também possuidoras
de talento reconhecido. Simone, grande atriz incomparável. Cada uma delas mere
ceria uma página especial. Só não entendo por que até hoje Lollobrigida,ainda
não mereceu do autor Nahud um merecido destaque . Mas, respeitando o seu bom gosto vou continuar aguardando uma matéria co "La donna piu bella del mondo".