outubro 18, 2010

***** O AMOR SECRETO DE OLIVIA DE HAVILLAND



Na autobiografia de ERROL FLYNN, “My Wicked, Wicked Ways”, ele afirma que durante muito tempo foi apaixonado por OLIVIA DE HAVILLAND, sua partner em 9 filmes de sucesso (dos estúdios da Warner Bros.), no período de 1935 a 1941. A atriz, ainda viva, garante que o romance não foi consumado, mesmo com a proposta de casamento feita por ele e rejeitada por ela, justamente porque o astro era casado com a também atriz Lili Damita. Uma desculpa esfarrapada, já que Flynn era conhecido por bebedeiras e insaciáveis peripécias sexuais. Amantes na tela, numa parceria empolgante e popular, eles arrastaram multidões para ver os bacanérrimos “Capitão Blood” (1935), “As Aventuras de Robin Hood” (1938) e “Meu Reino Por Um Amor” (1939), entre outros. Depois que a parceria foi desfeita, ela e Flynn ainda se encontraram rapidamente no badalado “Graças à Minha Boa Estrela”, em 1943.


Cansada de interpretar ingênuas e recatadas donzelas em perigo, De Havilland deixou de ser a Rainha das Matinês, ganhando nos anos seguintes dois Oscar de Melhor Atriz: em 1946, por "Só Resta Uma Lágrima" e em 1949, por "Tarde Demais". Irmã (e inimiga desde sempre) da atriz Joan Fontaine e nascida no Japão, hoje tem 94 anos e vive em Paris. Deixou de atuar na década de 1980, levando para casa um Globo de Ouro. Uma das maiores estrelas da era de ouro de Hollywood, o sexy ERROL FLYNN se destacou no cinema até morrer, embora tenha partido relativamente jovem, em 1959, aos 50 anos, de ataque cardíaco. Tal como nos seus filmes, sua vida foi também uma inspirada aventura. Apaixonado pelo mar, comprou um barco, onde passava boa parte do seu tempo livre. Seus últimos filmes importantes foram "E Agora Brilha o Sol" (1957), baseado num romance de Ernest Hemingway, e "Raízes do Céu" (1958), de John Huston, filmado na África. Seu filho, Sean Flynn, um correspondente de guerra fisicamente muito parecido com ele, desapareceu no Comboja, em 1970, durante a guerra do Vietnam.

9 comentários:

Jamil J. Landim disse...

Olivia é uma atriz praticamente esquecida. Uma injustiça.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Jamil, concordo com vc. Um dia desses revi NA COVA DAS SERPENTES e fiquei impressionado com a força dramática de Olivia.

Roderick Verden disse...

Impressionante a inimizade entre as duas encantadoras irmãs, é até difícil de acreditar!

Quanto ao inquieto Errol Flynn, não acredito q ele era homo ou bissexual. Caso tenha sido, creio não existir homem heterossexual. rs

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Roderick, estou preparando um post sobre a famosa inimizade entre as irmãs De Havilland-Fontaine. Aguarde.

linda_lee110282 disse...

Uma pequena correção, My Wicked, Wicked Ways é a autobiografia de Errol Flynn, não de Olivia, e foi ele que revelou que efoi meio que apaixonado por ela, não o contrário.

Quanto a suposta bissexualidade de Flynn, isso não passa de especulação, já que a biografia em que isso foi 'revelado' (Errol Flynn: The Untold Story, de Charles Higham) também afirmou que ele foi um espião nazista,o que foi totalmente desmentido em trabalhos subsequentes. Foi revelado que autor manipulou informações e fabricou entrevistas e que usou fontes pouquissimos confiáveis. Flynn teve caso com inúmeras mulheres, isso é fato. Mas quanto a homens o que temos é pura fofoca. É o único homem que afirmou ter tido uma noite com Flynn, foi Truman Capote o mentiroso mais notório do show business. Acho possível que Flynn tenha experimentado com um ou outro homem,ele era uma pessoa extremamente sexual e é mais do que possível que tenha experimentado. Mas daí a afirmar que era bissexual ou que era famoso em Hollyood por dormir com garotas e garotos já é um pulo muito grande, já que, até onde eu li, essa conversar de Flynn ser bissexual ou gay era quase inexistente até sair esse livro-tablóide pouquíssimo confiável. Mas está escrito, e a fofoca foi criada. Até agora não encontrei nem um site brasileiro de ciema clássico que não cite os 'fatos' do bissexulismo de Flynn.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Linda, grato pelas dicas. A correção foi feita. Soube da suposta bissexualidade Flynn através do livro de Charles Higham e de uma matéria que falava justamente do "caso" dele com Capote.

Faroeste disse...

Não sei se ainda em vida, porém, rogo a Deus que sim.
Uma diva, uma atriz de encantar, uma mulher como se de cristal, de aparencia frágilizada como parecia ser.
Em ...E o vento levou ela esteve perfeita. Tão ou mais perfeita que a própria Scarlet, num papel que, dificilmente, outra atriz interpretaria como ela. É como se Margareth Mitchel ou o roteirista, houvessem escrito para ela aquele papel.
Memorável.Mas fez bem em não se juntar ou boêmio, farrista e irresponsável Flinn, apesar de eu ser um fã de seus filmes muito deliciosos de ver. No meu ver, ela era muito dama para o vagabundo que ele se mostrava ser.
jurandir_lima@bol.com.br

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Olivia continua viva, Jurandir. Mora em Paris.
Abração,

Eli disse...

Gosto muito da Olivia, o primeiro filme que vi com ela (e Flynn) foi Robin Hood (1938), mas um que eu vi e gostei muito foi A Dama Enjaulada, dos anos 60, o primeiro trabalho de James Caan.