Fiquei encantado com dois dos oito filmes concorrentes ao OSCAR
2015 “Birdman ou (A Inesperada Virtude da
Ignorância) / Birdman” e “O Grande Hotel Budapeste / The Grand Budapest Hotel”. Os outros são certinhos,
acomodados, sem riscos ou toque de inovação, inclusive o subestimado “Boyhood:
Da Infância a Juventude / Boyhood”, que vale mais pelo projeto incansável do
diretor do que por mérito do resultado nas telas. Alguns dependem exclusivamente do seu
protagonista para que seja memorável, já que todo o resto se arrasta numa
narrativa regular. São eficazes para o público, mas definitivamente não precisam
de nenhum Oscar.
Confesso
que tenho problema com cinebiografia. Não gosto da forma habitual como
romantiza a narrativa, transformando o retratado em uma figura heroica.
Também tenho um certo preconceito com os longas sobre doença, sempre amparados em degradação, superação e sentimentos exacerbados. Ficam na
memória pelas atuações marcantes, nada mais. Para meu desânimo, os dramas
biográficos ou sobre enfermidades terríveis proliferam entre os concorrentes ao
OSCAR 2015.
Assistir à premiação do OSCAR sempre foi uma diversão. Acho de um enorme gozo acompanhar a tudo ao vivo, vendo estrelas que admiro, figurinos luxuosos, belas joias, o momento nostalgia, piadas intraduzíveis e coreografias caretas. Torço pelos meus favoritos e fico
com o sentimento típico do perdedor com as injustiças (a vitória da medíocre Sandra Bullock em 2010 deixou-me na
boca um gosto agridoce, tive que tomar uma dose de uísque de um só gole para
relaxar). Mas noto que de alguns anos para cá as escolhas da Academia tem se
tornado mais interessantes, fugindo do óbvio e acreditando no cinema
independente. Veremos o que vai acontecer no próximo domingo. A cerimônia, marcada para 22 de fevereiro, será realizada no Teatro
Dolby, em Los Angeles, Califórnia, e terá como apresentador o ator Neil Patrick
Harris. Transmitida ao vivo pela ABC
e com sinal que chegará a mais de 225 países.
Enfim,
a partir do convite das colegas blogueiras do “DVD, Sofá e Pipoca”, segue minha
lista de favoritos ao OSCAR 2015, e façam suas apostas!
MELHOR FILME
BIRDMAN ou (A INESPERADA VIRTUDE da IGNORÂNCIA)
Um
filme que discute arte, fama, decadência, o rolo compressor da indústria cultural e o vazio
generalizado. Tudo isso dentro de um drama rotulado como comédia (nada
encontrei de cômico, muito pelo contrário) absurdamente complexo, potente e
perturbador. O resultado é outro inquietante e sensacional trabalho do mexicano
Iñarritú, tão memorável quanto em “Amores
Brutos / Amores Perros” (2000), “21 Gramas / 21 Grams” (2003) e “Biutiful / Idem”
(2010). Merece ser o grande vitorioso da noite. Também ficaria feliz com a
estatueta dourada nas mãos do alucinado “O Grande Hotel Budapeste”. Sempre que Wes Anderson
anuncia um novo filme, podemos esperar algo, no mínimo, completamente diferente
dos padrões hollywoodianos. A indicação desta versão cinematográfica refinada (e
bastante pessoal) do clássico literário de Stefan Zweig parece indicar que
finalmente a Academia se deixou seduzir pela ousadia e criatividade do diretor.
Concluindo, poderia dizer que alguns candidatos são dispensáveis, de
“Interestelar / Intersttelar” a “Sniper Americano / American Sniper”, entre outros, mas infelizmente
não vejo substitutos à altura.
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
IDA (idem)
Com o
Brasil mais uma vez fora da disputa do Oscar – o candidato nacional, “Hoje Eu
Quero Voltar Sozinho”, não está entre os selecionados à indicação de Filme
Estrangeiro –, fiquei sem saber se torcia por “Tangerinas / Mandariinid” ou “Ida”. Terminei optando pelo delicado drama do
polonês Pawel Pawlikowski. O longa é um olhar sobre o período em que a Polônia
esteve sob o domínio nazista. O enraizamento do antissemitismo nas relações
cotidianas, o embate entre crença e liberdade, tudo permeia o roteiro complexo.
Nesta viagem de descoberta - real e simbólica -, em tom sóbrio ampliado pela
fotografia em preto e branco, o diretor constrói uma obra que parece um cartão
postal trágico, um pequeno curativo sobre uma cicatriz que não se fecha no
imaginário dos poloneses.
MELHOR ANIMAÇÃO
O CONTO da PRINCESA KAGUYA
(Kaguyahime no Monogatari)
Visualmente
é belíssimo. Tem um olhar muito próprio. Animado como se fosse feito com nada
além de lápis de cor e aquarelas – fazendo literalmente cada quadro do filme
parecer com algo que poderia ser pendurado em uma galeria. Mas o que é
realmente especial sobre essa animação japonesa de Isao Takahata é a forma como interage com a
história e como ela é contada. Nos momentos mais tensos e cheios de pânico, as
linhas se tornam mais irregulares, as imagens mais indistintas. As cores, por
sua vez são silenciadas dando espaço para os tons pretos e cinzas. O oposto
pode ser dito dos momentos surreais onde as cores ficam mais brilhantes e as
imagens mais nítidas. Em outras palavras, o filme é puro deleite visual do
início ao fim. Merece com louvor a estatueta. Uma queixa: achei incompreensível a exclusão do
premiadíssimo “Uma Aventura Lego / The Lego Movie”.
MELHOR DIREÇÃO
ALEJANDRO GONZÁLEZ INÁRRITU
O
prêmio de Melhor Direção anda quase sempre junto com o de Melhor Filme, mas eu
gosto quando esta rotineira situação não acontece. Este ano filme e diretor
estão casadíssimos, ambos merecem a estatueta. “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” é uma obra-prima
surpreendente e ousada. Talvez a chance de Richard Linklater levar o Oscar seja
maior. Pode ser, mas seria uma vitória absurda. Ele dirige e escreve roteiros
com naturalidade e fluidez, acima da média, mas sua trajetória ainda não convence plenamente. Já Iñárritu mostra garra e talento desde sempre.
MELHOR ATRIZ
JULIANNE MOORE
Finalmente
chegou a hora e vez de Juliane, uma atriz que acompanho deste os tempos de
Robert Altman e dos primeiros filmes de Paul Thomas Anderson. Ela é a favorita ao prêmio, e merecidamente. Sua incômoda placidez em “Para Sempre Alice / Still Alice” nos deixa
“engasgados”. Evitando o tom melodramático e a catarse emocional, o drama é
todo centrado nela, que dá conta do recado tranquilamente. Há sensibilidade na
atuação da atriz, impedindo que o filme mediano se torne um mero retrato
deprimente de uma personagem definhando diante de nossos olhos. Sempre contida
e segura do tom de sua interpretação, ela nos conecta a este papel cheio de
nuances, mesmo quando a adocicada trilha sonora insiste em tentar nos levar às
lágrimas. Além da agudeza do desempenho de Moore, as concorrentes são previsíveis,
com exceção da francesa Marion Cotillard (que prefiro noutro filme lançado em 2014, “Era Uma Vez em Nova York /
The Immigrant”). Rosamund Pike, Reese Whiterspoon e Felicity Jones dão vida,
honestamente, a performances corretas, nada mais. Somente foram indicadas pela escassez
de boas atuações femininas no ano passado. Mas a Amy Adams de “Grandes Olhos / Big Eyes” merecia indicação.
MELHOR ATOR
EDDIE REDMAYNE
A Academia
adora atores que se transformam interpretando personagens que sofrem com algum
tipo de doença ou limitação física, especialmente quando a conclusão é trágica.
Portanto, este ano, Redmayne deve levar o Oscar. Não quero dizer que não
mereça, muito pelo contrário, realmente é a melhor atuação masculina de 2014. Não será nenhuma novidade se o intérprete de “A Teoria de Tudo / The Theory of Everything” sair
como vitorioso. O modo como interpreta as diversas fases da doença é incrível
e digno de nota. Isso sem contar o fato de que ele conseguiu ficar fisicamente
muito parecido com o biografado. O próprio Stephen Hawkins elogiou o trabalho
do ator. Seu maior rival na
disputa, o chato Michael Keaton, está impecável em “Birdman”, na melhor performance da sua carreira. Faz uma vítima do sistema, beirando o alter-ego. Benedict
Cumberbatch, com cara de galinha choca inglesa, não me seduz. Um saco sua
faceta estranha, antipática e arrogante. O roteiro indica que o matemático Alan
Turing, considerado o pai da computação, era assim, mas a persona do ator se
revela da mesma maneira noutros filmes. Entre os concorrentes, senti a ausência
de Ralph Fiennes, muito
bom como o Gustave de “O Grande Hotel Budapeste”, e David Oyelowo, que tem em “Selma
/ Idem” uma consistente interpretação como Martin Luther King.
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
LAURA DERN
Sou
daqueles que toda vez em que Meryl Streep aparece como candidata ao Oscar, não
hesito em torcer por ela. Atriz fabulosa, tem uma carreira impecável e está há
quase quarenta anos no topo, algo raríssimo na história de Hollywood (lembro-me
de Ingrid Bergman, Katharine Hepburn, Joan Crawford, Bette Davis, Elizabeth Taylor e Marlene Dietrich). Como a bruxa má da decepcionante fábula
musical “Caminhos da Floresta / Into the Woods”, mais uma vez rouba a cena. Sua participação
pra lá de especial vale o ingresso. Mas este ano o Oscar deve ser levado pra
casa por outra veterana bem-preparada: Laura Dern, cativante em “Livre / Wild”. Ela é o ponto alto
desse simpático road-movie. Inspiradíssima,
apaixonante, muito bem aproveitada como a mãe da protagonista. A estatueta estaria bem também nas mãos
de Patricia Arquette, apesar de eu não ser fã de “Boyhood”. Por fim, Emma
Stone surpreende no pequeno papel de filha desajustada em “Birdman”. Quem destoa do grupo é Keira Knightley.
Bonitinha e coisa e tal, carismática, esforçada, não faz feio, mas não passa daí.
MELHOR ATOR COADJUVANTE
J. K. SIMMONS
A
categoria mais empolgante deste ano. Sou fã de Robert Duvall, Mark Ruffalo,
Ethan Hawke e Edward Norton. Com exceção do adorável Hawke, que mais uma vez parece interpretar ele mesmo, todos os outros estão excelentes. Norton
brilha ao fazer uma paródia de si mesmo em “Birdman”. Mas tudo indica que Simmons será
o premiado. Ele dá um show no bonito
e tenso “Whiplash – Em Busca da Perfeição / Whiplash”. É o papel de sua vida! São vários aspectos que
o agigantam durante o filme: seu olhar, a forma imponente com que se coloca
diante dos alunos e, principalmente, a maneira sutil como demonstra as emoções.
Ele é mestre e vilão. Aceito sua vitória (embora seja o protagonista do
filme, jamais coadjuvante), mas meu coração é de Norton, ator injustiçado, um
dos melhores de sua geração.
MELHOR FOTOGRAFIA
EMMANUEL LUBEZKI
Ele
levou o Oscar do ano passado pela ficção científica “Gravidade / Gravity”, mas tem todas as chances de repetir o feito. A
fotografia de “Birdman” deslumbra e já arrebatou o principal prêmio do Sindicato dos Diretores de Fotografia dos EUA, além de outras honrarias. Apaixonei-me pelo
trabalho do mexicano Lubezki desde “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça / Sleepy
Hollow” (1999), mas pularia de alegria se houvesse uma reviravolta e o talentoso Roger Deakins levasse a
estatueta. Aos 65 anos, concorre pela décima segunda vez e nunca ganhou.
LISTA COMPLETA
Os FAVORITOS do Blog O FALCÃO MALTÊS
MELHOR FILME
MELHOR FILME
BIRDMAN OU (A INESPERADA VIRTUDE DA IGNORÂNCIA)
(Alejandro González Iñárritu, John Lesher,
Arnon Milchan
e
James W. Skotchdopole / New Regency Pictures,
M Prods e Le Grisbi Productions)
MELHOR DIRETOR
ALEJANDRO GONZÁLEZ INÁRRITU
(“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
MELHOR ATRIZ
JULIANNE MOORE
(“Para Sempre Alice”)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
LAURA DERN
(“Livre”)
MELHOR ATOR
EDDIE REDMAYNE
(“A Teoria de Tudo”)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
JK SIMMONS
(“Whiplash – Em Busca da Perfeição”)
MELHOR FILME em LÍNGUA ESTRANGEIRA
IDA
(Polônia | Dinamarca | França | Inglaterra)
MELHOR DOCUMENTÁRIO
CITIZENFOUR
MELHOR ANIMAÇÃO
O CONTO da PRINCESA KAGUYA
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
ALEJANDRO G. IÑÁRRITU, NICOLÁS GIACOBONE,
ALEXANDER DINELARIS JR. e ARMANDO BO
(“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
ANTHONY MCCARTEN
(“A Teoria de Tudo”)
MELHOR FOTOGRAFIA
EMMANUEL LUBEZKI
(“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
MELHOR EDIÇÃO
SANDRA ADAIR
(“Boyhood: Da Infância a Juventude”)
MELHOR TRILHA SONORA
ALEXANDRE DESPLAT
(“O Grande Hotel Budapeste”)
MELHOR CENOGRAFIA
ADAM STOCKHAUSEN, STEPHAN O. GESSLER, GERALD SULLIVAN
e STEVE SUMMERSGILL
(“O Grande Hotel Budapeste”)
MELHOR FIGURINO
MILENA CANONERO
(“O Grande Hotel Budapeste”)
MELHOR DOCUMENTÁRIO em CURTA-METRAGEM
DISQUE-CRISE PARA VETERANOS
MELHOR ANIMAÇÃO em CURTA-METRAGEM
O BANQUETE
MELHOR CURTA-METRAGEM em 'LIVE-ACTION'
THE PHONE CALL
MELHORES EFEITOS VISUAIS
PAUL FRANKLIN, ANDREW LOCKLEY, IAN HUNTER e SCOTT FISHER
(“Interestelar”)
(“Interestelar”)
MELHOR MAQUIAGEM e CABELO
FRANCES HANNON e MARK COULIER
(“O Grande Hotel Budapeste”)
MELHOR CANÇÃO
“GLORY”, de JOHN STEPHENS e LONNIE LYNN
(“Selma”)
MELHOR EDIÇÃO de SOM
MARTÍN HERNÁNDEZ e AARON GLASCOCK
(“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
MELHOR MIXAGEM de SOM
JON TAYLOR, FRANK A. MONTAÑO e THOMAS VARGA
(“Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)”)
24 comentários:
Nossa lista de apostas ficou bem parecida. Seguindo ' "lógica" da Academia, aposto em Eddie Redmayne pela transformação e em Boyhood pelo esforço de se trabalhar em um filme durante 12 anos... mas confesso que ficarei muito mais feliz caso Birdman ganhe.
Abraços!
Fico na torcida por Birdman pois não é sempre que um filme americano faz uma critica severa contra a própria mão que o alimenta.
HAHAHAHAHHAHA.....QUANTAS GARRAFAS DE WHISKEY TU TEM AI?? COMPRE MAIS, BEM MAIS.... QUE NESSE OSCAR TU VAI TE ESBALDAR NO PORRE
BOYHOOD É VIDA PARA OS EUA!! INARRITU MESMO DISSE QUE NÃO GOSTOU DO SEU PROPRIO FILME. PREFERIA TER TRABALHADO EM OUTROS PROJETOS..KEATON É A MELHOR ATUAÇAO DO ANO!!
ENFIM, TU TA BEM POR FORA DO QUE SE PASSA EM HOLLYWOOD, MEU CARO.
CORTESIA: CAPS LOOK STORE AHAHHAHAHAHAH
Caro Anonimo (ou melhor, Mrvn O.), vc está enganado. Inarritú é autor do roteiro do filme e batalhou muito para conseguir filmá-lo. Só aconteceu graças ao apoio financeiro do Canadá. Quanto a BOYHOOD sei que é sua cara, um filme alternativo e coisa e tal, vendido como se fosse fora do sistema hollywoodiano. Mas não ficarei aborrecido se ele levar o premio. Acho-o simpático, mas jamais genial como vem sendo vendido. Seu diretor, Richard Linklater, em 30 anos de carreira só fez apenas um filme digno de atenção, Antes do Pôr-do-Sol (2004), que está longe de ser uma obra-prima. Mas gosto não se discute. Abração.
Faz parte da sua bela cultura pelas coisas linda do mundo moderno amigo Antonio Nahud. Lembranças.
Não perco mais tempo vendo Oscar. Muito chato.
Como sei que os resultados estarão por toda parte no dia seguinte, não me dou ao trabalho de assistir aquele show longo, brega e narcisista
confesso que acho um saco a cerimônia do Oscar, demorada, demodè, sem graça, sempre muito tarde... prefiro saber o resultado depois
Então, todo ano me decepciono e digo q no ano seguinte não assisto mais, mas acabo sempre assistindo. Hehe
dá para sacar qyem vai ganhar todos os anos antes dos anúncios, mas eu ainda gosto de assistir para ver os artistas e os vestidos das estrelas!
ahahahhahaha amei, amei, amei tudo o que vc escreveu na parte de atores: o chato do Keaton e a cara de galinha choca de Benedict Cumberbatch . kkkk
Eu acho um ótimo evento. Pra quem gosta de cinema, é o ápice.
Algumas pessoas reparam que é um evento que trata de futilidades, roupas, joias, etc, mas é o retrato fiel de como as pessoas são. E isso também faz parte da vida, além da seriedade.
5 h · Descurtir · 1
Gosto da premiação,semre vejo os filmes e faço tbem as apostas,gostei dessas apostas,bem parecidas com as minhas.Interessante ver essa reuniao de atores e pessoas ligadas ao cinema.
e dificilmente acompanho com exatidão os filmes do oscar; nunca sao realmente bons, tem anos q todos sao ruins; nao gosto d filmes atuais. mas gostei mto dos seus palpites, alias tenho a msm opiniao
Estão devendo Oscar a Juliane Moore...
Oi, Antônio. As minhas preferências qto a filme são as mesmas que as suas: Birdman e Hotel Budapeste são os filmes mais originais, em sentido de direção, roteiro e produção, o que resulta tbém em atuações com um sabor fresco! Wes Anderson é um de meus diretores favoritos há tempos; amo seus filmes amalucados, uma delícia. Birdman foca um assunto que me preocupa muito: a vulgarização do cinema, voltando-o a simples comércio e a prisão em que alguns atores acabam se colocando; mas a direção é que toca, inovadora e livre! Amei. Qto a atriz concorrente eu fico com Julianne Moore, sem dúvida. A coadjuvante, achei a personagem de Laura Dern muito tocante ( o filme LIVRE é todo tocante e forte, eu achei... mas tbém gostei da Arquete em Boyhood; porém ficaria mais feliz com a Laura levando o prêmio! Qto aos atores, sou fã de todos, menos um pouco do Bradley Cooper... Ainda não me liguei nas outras categorias. Ah, no seu texto falou de injustiças. Quer outra ainda mais revoltante do que Reese Whisterpoon vencendo, ao invés de Felicity Huffman pelo lindo TRANSAMÉRICA??
Salvei seu blog e sempre passarei por aqui! Adorei o texto. Lindo blog!
Minha parte preferida é a da homenagem aos que se foram...
Sinceramente, o Oscar não me diz absolutamente nada hoje em dia
Cara de galinha choca!!!!
Eu tbm adoro. Faço questão de ver sempre. Me alegra tanto e gosto das homenagens aos astros de outros tempos. Adoro... verei sempre com o mesmo entusiasmo. Nem ligo pro que os grandões da academia aprontam ou desaprontam, o que me interessa é o sonho do Cinema. Obrigada Sam, sei que vc sabe como é isso.
Realmente este ano eu estou desanimada... estou preferindo curtir os Box da versátil. MAs espero que ganhe aquele que vai permancer no cenário artístico, não aqueles meteóricos que ganham e nunca mais se ouve falar deles...
Penso como você Alexandre Reis, só espero que possa opinar e confessar isso aqui sem ser rechaçada, rs O que vale no OScar são os poucos minutos de homenagem ao cinema antigo.
Penso igual amiga Alexis Smith Beraldo.sem mais delongas .obrigado Antonio Nahud.e vamos curtir essa nova juventude Domingo ...o Cinema é continuidade
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