Se você pode
sonhar, pode realizar.
Quando acreditar em algo,
Quando acreditar em algo,
acredite nisso por todo o caminho,
de maneira implícita e
inquestionável.
WALT DISNEY
WALT DISNEY
Pioneiro
do cinema de animação e fundador da The Walt Disney Company, WALTER
ELIAS DISNEY (1901 – 1966. Marceline, Missouri / EUA) superou falências e a
perda de direitos de personagens, criando ícones como o Mickey Mouse, produzindo
a animação clássica “Branca de Neve e os Sete Anões” e idealizando os parques
Disneylândia e Walt Disney World. Aos 7 anos de
idade, na fazenda da família, já se inspirava em animais domésticos para desenhar seus primeiros
esboços. Recebia incentivos da mãe, uma professora, mas era pelo pai duramente
recriminado. Em 1918, na Primeira Guerra Mundial, alistou-se no exército, mas não foi aceito por ser menor
de idade. Depois, tentou a Cruz Vermelha, onde dirigiu ambulâncias. Ao mesmo tempo, trabalhava criando pôsteres para as Forças Armadas norte-americanas. Assim que voltou aos Estados Unidos, com apenas 19 anos, para sobreviver vendeu desenhos dos personagens que ilustrava desde a infância. Em
1920, fundou uma pequena empresa, cuja sede era em um celeiro. Em tal
lugar, havia apenas uma mesa onde criava sua arte mágica.
A empresa
durou apenas um mês, mas traçou o rumo que ele seguiria. O artista tentou
várias vezes inovar, promover reinaugurações, porém os seus projetos eram
seguidos de falência. Assim, aos 22 anos, fechou definitivamente a sua
companhia. Após o fracasso inicial, tentou ser ator, trabalhou como fotógrafo e
pensou inclusive em se tornar diretor de filmes. Além disso, terminou sendo demitido por um editor de jornal, que o julgava preguiçoso e sem nenhuma
chama criativa. Enquanto isso, pressionado pela família para encontrar um
emprego, continuou acreditando em seus sonhos e na sua arte. Mesmo trabalhando com
entusiasmo, foi ficando sem dinheiro e se endividando. Nesse período,
conseguiu uma vaga como aprendiz de desenhista em um estúdio publicitário, onde conheceu Ub Iwerks, seu futuro sócio. Para se inspirar, assistia no cinema aos
desenhos do Gato Félix. Trabalhando na Kansas
City Film Company aprendeu técnicas de animação e com
outros artistas produziu seu
primeiro filme, “Chapeuzinho Vermelho”.
Com o
amigo e desenhista Ub Iwerks, inaugurou a Laugh-O-Grams Films, mudando-se para
Los Angeles e produzindo a série “Alice na Terra do Desenho Animado / Alice in
Cartoonl”. Ajudado pelo irmão Roy, fundou a Disney Brothers Production,
que mais tarde viria a se chamar The Walt Disney Studio. Em 1925, casou-se com Lillian
Bounde, colorista do seu estúdio, e , com um empréstimo, abriu a
Disney Brothers Cartoon Studio. Nos dois anos seguintes seu grupo bateu
recordes, entregando um curta-metragem a cada 15 dias. No ano de 1927, na
Universal, criou seu primeiro personagem de destaque: o coelho Oswald. O
projeto foi um grande sucesso, mas ele foi passado pra trás, já que a empresa que
custeou o personagem ficou com os direitos. WALT DISNEY voltou à
estaca zero. Sem dinheiro e traído por parte da sua equipe, não se
lamentou, lançando a criação que marcaria o mundo do entretenimento para sempre: Mortimer, um rato esperto e honesto, conhecido depois como Mickey Mouse.
Somente o quarto filme do Mickey emplacou o personagem e despertou o interesse das distribuidoras. Seus funcionários achavam que ele estava louco, mas em 1928 Mickey Mouse foi apresentado ao público antes do filme em cartaz. Como diferencial, os sons sincronizados ao desenho, algo nunca feito. Mickey Mouse se tornou um verdadeiro fenômeno, todos queriam comprar um de seus bonecos e WALT DISNEY se destacou como a primeira celebridade oriunda do universo da animação. A partir desse momento, o seu êxito conquistou uma escalada vertiginosa. Nem a Grande Depressão de 1929 abalou o seu empreendimento. Na época, produziu em Technicolor “Flowers and Trees”, primeiro desenho com cores, e lançou novos personagens: Horácio, Ferdinando e a vaca Clarabela. Em 1934, o Pato Donald aparece em “A Galinha Sábia”. Nesse mesmo ano, as primeiras tiras diárias do carismático Mickey Mouse são publicadas no Brasil.
Um mago da criatividade e amante dos desafios, ele resolveu inovar mais uma vez. Propôs algo que nunca havia sido feito antes: uma animação com a duração de um longa-metragem. Mais do que isso, uma animação como atração principal em cartaz. Foram meses de produção e um investimento altíssimo, mais de 1,5 milhão de dólares. “Branca de Neve e os Sete Anões” estreou no dia 10 de janeiro de 1938, sendo um de seus melhores investimentos. A produção arrecadou 8 milhões de dólares, ganhou um Oscar e revolucionou a indústria de animação. Na Segunda Guerra Mundial, WALT DISNEY foi convidado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos para criar desenhos animados que seriam utilizados em treinamentos militares. Ele gostou tanto da ideia, que passou a produzir filmes de propaganda militar, empregando neles seus personagens mais conhecidos. Orçado em US$ 2 milhões, a seguir estreou “Fantasia”, um longa animado com direção musical do maestro Leopold Stokówsky e na trilha músicas de Bach, Dukas, Tchaicovsky, Stravinsky, Beethoven, Ponchelli, Schubert e Moussorgsky.
Pouco depois, WALT DISNEY visitou o Brasil, Chile, Argentina e Peru a pedido do governo norte-americano. Esteve em Belém, no Rio de Janeiro, e conheceu o cartunista J. Carlos, que serviria de inspiração para a criação do Zé Carioca. O papagaio debutou em “Alô, Amigos” (1942), como o cicerone do Pato Donald em uma visita do personagem ao Rio de Janeiro. O filme foi responsável pela popularização de “Aquarela do Brasil” (Ari Barroso) e “Tico-tico no Fubá” (Zequinha de Abreu) no exterior. Usando o material de sua viagem ao Brasil, lançou “Você Já Foi à Bahia?” (1944), com participação de Zé Carioca, Panchito e Pato Donald. A seguir, Carl Barks criou Patinhas, o tio milionário do Pato Donald, e a Editora Abril publicou a primeira revista do Pato Donald no Brasil. Apresentava também Zé Carioca, sua garota Rosinha e o amigo Nestor. Na mesma década, WALT DISNEY foi pai duas filhas: Diane e Sharon. Era apaixonado por elas e as levava com frequência em parques de diversões, porém, uma coisa o incomodava: como regra, as crianças brincavam separadas dos adultos.
Ele imaginou - projetando na cabeça - um lugar onde adultos e crianças pudessem se divertir juntos. “Afinal de contas, os adultos são apenas crianças crescidas”, costumava repetir. Essa ideia foi crescendo e se desenvolvendo em sua mente, mas precisava encontrar um meio para financiá-la. Para conseguir o dinheiro que lhe permitisse concretizar o empreendimento, fez parceria com uma emissora de TV, trocando um empréstimo de 5 milhões de dólares por um programa de TV dominical baseado em temas dos personagens da Disney, que ele mesmo apresentaria. “O Clube do Mickey” tornou-se um dos programas infantis de maior sucesso da história da televisão. Logo depois, o primeiro parque foi inaugurado, em 17 de julho de 1955, na Califórnia. Além de contar com uma variedade de brinquedos para crianças e acompanhantes, disponibilizava um castelo em tamanho real, o Castelo da Bela Adormecida. No entanto, a inauguração foi trágica. O parque tinha capacidade para 12 mil pessoas, mas devido a publicidade, muitos apareceram com ingressos falsos, totalizando 30 mil visitantes.
Para piorar a situação, faltou água na Califórnia, e foi preciso decidir se o pouco que se tinha armazenado seria utilizado nos banheiros ou nos bebedouros. Escolheu-se os banheiros, mas estava em torno de 38º C e muitos passaram mal. Com o calor implacável, o asfalto derreteu e grudou nos sapatos dos convidados. Conhecida como “Black Sunday”, a inauguração malsucedida não evitou o sucesso da Disneylândia, inclusive se somando no desenvolvimento da cidade, com várias empresas nascidas a sua volta, impedindo a expansão do parque. Querendo aumentá-lo, WALT DISNEY procurou um novo espaço, encontrando-o na Flórida, em Orlando, composta de fazendas de laranjas. Por fim, adquiriu 100 Km² de terras. O gênio da animação faleceu em 1966, vítima de um câncer do pulmão, pois fumava compulsivamente. Seu irmão, Roy Disney, continuou o projeto, inaugurando a Walt Disney World em 1971. Atualmente, seis parques em vários países levam diversão à 150 milhões de pessoas por ano.
DEZ
PERSONAGENS de WALT DISNEY
01
estreia:
em outubro
de 1937, em uma tira dominical de jornal, e logo a seguir, em 1938, no
curta-metragem “Os Sobrinhos do Donald”.
características:
trigêmeos, aventureiros, diferenciados visualmente pelas cores de suas
roupas e bonés (Huguinho veste vermelho, Zezinho veste azul e Luisinho veste
verde).
destaque:
travessos e astutos, atormentam o tio Pato Donald.
02
02
estreia:
apareceram em 1951 nos quadrinhos “O Terror dos Irmãos Metralha”.
características:
usam
máscaras pretas ao redor dos olhos, blusas vermelhas com números de
prisioneiros no peito, calças azuis e são quase idênticos.
destaque:
são
conhecidos por planejar grandes roubos mirabolantes, que sempre falham por
causa de azar, incompetência ou interferência dos sobrinhos do Pato Donald.
03
03
estreia:
em
dezembro de 1961, na HQ de Tio Patinhas intitulada “O Toque de Midas”.
características:
uma
pata de cabelos longos e negros, inspirada visualmente no charme de atrizes
clássicas do cinema italiano e em traços góticos.
destaque:
habilidade
de usar feitiços, poções, teletransporte e a famosa arte dos disfarces. É auxiliada por Madame Mim e o corvo de estimação Laércio.
04
04
estreia:
estreou em 1939 na história “Mickey Mouse contra
o Mancha Negra”.
características:
usa
um lençol ou capa preta encapuzada que o cobre por completo, parecendo uma
mancha viva de tinta.
destaque:
é
um mestre do crime extremamente inteligente, calculista e arrogante.
05
05
estreia:
em 1937, no desenho “Don Donald”.
características:
charmosa e inteligente.
destaque: vaidosa e muito feminina, ela costuma provocar ciúmes no Pato Donald, seu namorado,
mas não vive sem ele.
06
06
estreia:
em 1928, no desenho “Steamboat Willie”.
características:
amigo, educado, ingênuo e xereta.
destaque: estrelou mais de 120 desenhos
animados. Também foi apresentador de um programa de TV nos anos 50 chamado “O
Clube do Mickey”.
07
07
estreia: em 1932, no desenho
“Mickey's Revue”.
características: ingênuo e bom
caráter.
destaque: é um cachorro com
comportamento humano.
08
08
estreia:
em 1934, no desenho “The Wise Little Hen”.
Características:
nervoso e bondoso.
destaque:
é um dos personagens mais simpáticos da Disney. Tem um jeito de falar engraçado
e quase sempre se dá mal nas histórias.
09
09
estreia: surgiu em
dezembro de 1947 na história em quadrinhos “Natal nas Montanhas”.
características: o pato mais rico do mundo,
ranzinza e antissocial, mora em uma mansão. Extremamente avarento, implacável nos negócios,
mas dotado de ética.
destaque:
ele evoluiu de um coadjuvante para protagonista de várias mídias. Em março de
1952 ganhou revista própria, consolidando sua origem e personalidade
definitiva. Costumava nadar dentro de sua enorme pilha de moedas de ouro numa
Caixa-Forte.
10
estreia:
sua primeira aparição foi em um filme chamado “Alô, Amigos”, em 1942.
características:
malandro,
simpático, dá jeitinho em tudo e adora feijoada.
destaque:
criado por Walt Disney para homenagear nosso país. Ele ficou famoso com o filme
“Você já foi à Bahia?”, de 1944, em que convida o Pato Donald a visitar o
Brasil. Como guia, mostra belezas naturais e ensina que a melhor
coisa por aqui é o samba.
DEZ FILMES
de ANIMAÇÃO de WALT DISNEY
01
MOGLI – o
MENINO LOBO
(The Jungle Book, 1967)
(The Jungle Book, 1967)
DEZ
FILMES com ATORES de WALT DISNEY
01
A CANÇÃO do SUL
direção de Harve Foster e Wilfred Jackson
elenco: Ruth Warrick, Bobby Driscoll, James Baskett,
Luana Patten, Lucile Watson e Hattie McDaniel
elenco: Ruth Warrick, Bobby Driscoll, James Baskett,
Luana Patten, Lucile Watson e Hattie McDaniel
02
direção de Richard Fleischer
elenco: Kirk Douglas, James Mason, Paul Lukas
e Peter Lorre
elenco: Kirk Douglas, James Mason, Paul Lukas
e Peter Lorre
03
direção de Ken Annakin
elenco: John Mills, Dorothy McGuire, James MacArthur,
Janet Munro, Sessue Hayakawa e Cecil Parker
elenco: John Mills, Dorothy McGuire, James MacArthur,
Janet Munro, Sessue Hayakawa e Cecil Parker
04
direção de David Swift
elenco: Hayley Mills, Jane Wyman, Richard Egan,
Karl Malden, Nancy Olson, Adolphe Menjou,
Donald Crisp, Agnes Moorehead e James Drury
elenco: Hayley Mills, Jane Wyman, Richard Egan,
Karl Malden, Nancy Olson, Adolphe Menjou,
Donald Crisp, Agnes Moorehead e James Drury
05
direção de James Neilson
elenco: Hayley Mills, Eli Wallach, Peter McEnery,
Joan Greenwood, Irene Papas e Pola Negri
elenco: Hayley Mills, Eli Wallach, Peter McEnery,
Joan Greenwood, Irene Papas e Pola Negri
06
direção de Robert Stevenson
elenco: Julie Andrews, Dick Van Dyke, David Tomlinson,
Glynis Johns, Hermione Baddeley, Elsa Lanchester,
Reginald Owen, Ed Wynn e Jane Darwell
elenco: Julie Andrews, Dick Van Dyke, David Tomlinson,
Glynis Johns, Hermione Baddeley, Elsa Lanchester,
Reginald Owen, Ed Wynn e Jane Darwell
07
direção de Robert Stevenson
elenco: Hayley Mills, Dean Jones, Dorothy Provine,
Roddy McDowall, Neville Brand, Elsa Lanchester,
William Demarest e Ed Wynn
elenco: Hayley Mills, Dean Jones, Dorothy Provine,
Roddy McDowall, Neville Brand, Elsa Lanchester,
William Demarest e Ed Wynn
08
direção de Norman Tokar
elenco: Fred MacMurray, Greer Garson, Gladys Cooper,
Geraldine Page, Hermione Baddeley e Lesley Ann Warren
elenco: Fred MacMurray, Greer Garson, Gladys Cooper,
Geraldine Page, Hermione Baddeley e Lesley Ann Warren
09
direção de Robert Altman
elenco: Robin Williams, Shelley Duvall, Ray Walston,
Paul Dooley, Paul L. Smith e Linda Hunt
elenco: Robin Williams, Shelley Duvall, Ray Walston,
Paul Dooley, Paul L. Smith e Linda Hunt
10
direção de Robert Zemeckis
elenco: Bob Hoskins, Christopher Lloyd e Joanna Cassidy
elenco: Bob Hoskins, Christopher Lloyd e Joanna Cassidy
FONTES
“A Árvore dos Sonhos – A Vida e Obra de Walt Disney” (2022)
de Maurício Nunes
“Segredos de Walt Disney” (2010)
de Jim Korkis
“Walt Disney - O Triunfo da Imaginação Americana” (2006)
de Neal Gabler
“A Árvore dos Sonhos – A Vida e Obra de Walt Disney” (2022)
de Maurício Nunes
“Segredos de Walt Disney” (2010)
de Jim Korkis
“Walt Disney - O Triunfo da Imaginação Americana” (2006)
de Neal Gabler


















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