Caros Amigos

março 08, 2011

****** FILMES EXPRESSIVOS DE CINEASTAS GAYS


Edição  24




F. W. Murnau





Coordenado pelo crítico Raymond Murray, o livro “Images in the Dark – An Encyclopedia of Gay and Lesbian Film and Video (Imagens no Escuro – Enciclopédia de Filmes de Gays e Lésbicas) custou ao seu autor quatro anos de trabalho. Ele cataloga três mil filmes e mais de duzentas biografias de atores, cineastas e ícones gays, fazendo um apanhado dos rebentos mais significativos de profissionais como Pedro Almodóvar, Lindsay Anderson, Jean Cocteau, Terence Davies, Joseph Losey, Ken Russel, Franco Zefirelli etc. Editado pela infalível Penguin Book, vem na esteira do boom do CINEMA GLS nos Estados Unidos e na Europa.

George Cukor
Seduzido por esta obra feita com empenho, iniciei a minha própria lista, radicalizando um pouco mais ao escolher apenas um filme notável de cada cineasta gay. Este ritual cinematográfico acelerou-se quando notei que uma das particularidades da cerimônia do Oscar deste ano foram as manifestações homossexuais públicas. Pelo que eu saiba, um fato inédito na história do famoso prêmio. Lora Hirschberge, premiada com o Oscar de Melhor Mixagem de Som (por “A Origem”), antes de subir na ribalta para receber a estatueta, beijou apaixonadamente a boca de uma garota que estava ao seu lado; o premiado como Melhor Curta de Ficção, Luke Matheny, dividiu verbalmente o prêmio com o companheiro, enfatizando tratar-se do amor de sua vida; um dos produtores de “O Discurso do Rei” agradeceu ao namorado. Por fim, a incrível coragem de James Franco travestindo-se de Marilyn Monroe, numa gozação da mídia que insiste em afirmar que ele é gay, e a emoção delicada do realizador de “O Discurso do Rei”, Tom Hooper, solteirão e reservado, ao exaltar sua própria mãe que o observava na platéia.

Vincente e Liza Minnelli
Não há como negar que em biografias de artistas heterossexuais fala-se inevitavelmente de seus casamentos e romances marcantes, mas se o biografado é gay, nada se diz, como se ele tivesse passado pela história sem amar, limitando assim a identificação de jovens gays com artistas bem-sucedidos de sua mesma condição sexual. Por essa percepção – e não por bisbilhotice ou ímpeto de levantar bandeiras (por exemplo, considero enfadonhas e desnecessárias as espalhafatosas paradas gays tão comuns hoje em dia) -, parece-me válido botar a boca no trombone em relação à homossexualidade no meio artístico, mesmo sabotando leitores que se sentem constrangidos. Afinal, estamos no século 21, hora de acabar de vez com tal tabu. Disposto à polêmica, eis os meus filmes mais estimados de uma série de trinta DIRETORES GAYS (pesquei numa lista de quase uma centena, com brasileiros como Alberto Cavalcanti e Luiz Carlos Lacerda).




ALEJANDRO AMENÁBAR (1972-)
Melhor Filme: “Os Outros/The Others” (2001)



Dwan com Arlene Dahl

ALLAN DWAN (1885-1981)
Melhor Filme: “As Areias de Iwo Jima/Sands of Iwo Jima” (1949)

CHARLES WALTERS (1911-1982)
Melhor Filme: “Lili/idem” (1953)






EDMUND GOULDING (1891-1959)
Melhor Filme: “O Fio da Navalha/The Razor’s Edge” (1946)

F. W. MURNAU (1988-1931)
Melhor Filme: “Fausto/Faust – Eine Deutsche Volkssage” (1926)

FRANCO ZEFIRELLI (1923-)
Melhor Filme: “Romeu e Julieta/Romeo and Juliet” (1968)

FRANÇOIS OZON (1967-)
Melhor Filme: “Oito Mulheres/8 Femmes” (2002)

GEORGE CUKOR (1899-1983)
Melhor Filme: “Núpcias de Escândalo/
The Philadelphia Story” (1940)

GUS VAN SANT (1952-)
Melhor Filme: “Garotos de Programa/
My Own Private Idaho (1991)

JAMES IVORY (1928-)
Melhor Filme: “Vestígios do Dia/The Remains of the Day” (1993)






JAMES WHALE (1889-1957)
Melhor Filme: “Frankenstein/idem” (1931)



Jean Marais e Jean Cocteau





JEAN COCTEAU (1889-1963)
Melhor Filme: “A Bela e a Fera/La Belle et la Bête” (1946)

JOEL SCHUMACHER (1939-)
Melhor Filme: “O Cliente/The Client” (1994)






JOHN SCHLESINGER (1926-2003)
Melhor Filme: “Perdidos na Noite/Midnight Cowboy” (1969)

JOSEPH LOSEY (1909-1984)
Melhor Filme: “O Criado/The Servant” (1963)





KEN RUSSELL (1927-)
Melhor Filme: “Mulheres Apaixonadas/
Women in Love” (1969)

LINDSAY ANDERSON (1923-1994)
Melhor Filme: “Se.../If...” (1968)






LUCHINO VISCONTI (1906-1976)
Melhor Filme: “Rocco e Seus Irmãos/
Rocco e i Suoi Fratelli” (1960)

MARIO PEIXOTO (1910-1992)
Melhor Filme: “Limite” (1931)



Garbo e Stiller

MAURITZ STILLER (1883-1928)
Melhor Filme: “A Lenda de Gosta Berling/
Gosta Berlings Saga” (1924)



Leisen com amigos

MITCHELL LEISEN (1898-1972)
Melhor Filme: “Só Resta Uma Lágrima/
To Each His Own” (1946)





NICHOLAS RAY (1911-1979)
Melhor Filme: “Juventude Transviada/
Rebel Without a Cause” (1955)

PEDRO ALMODÓVAR (1949-)
Melhor Filme: “Tudo Sobre Minha Mãe/
Todo Sobre Mi Madre” (1999)

PIER PAOLO PASOLINI (1922-1975)
Melhor Filme: “Teorema/idem” (1968)






RAINER WERNER FASSBINDER (1945-1982)
Melhor Filme: “O Casamento de Maria Braun/
Die Ehe der Maria Braun” (1979)

ROB MARSHALL (1960- )
Melhor Filme: “Chicago/idem” (2002)

TODD HAYNES (1961- )
Melhor Filme: “Longe do Paraíso/Far From Heaven” (2002)



Sherman com Rita Hayworth



VINCENT SHERMAN (1906-2006)
Melhor Filme: “Vaidosa/Mr. Skeffington” (1944)

VINCENTE MINNELLI (1903-1986)
Melhor Filme: “Sinfonia de Paris/An American in Paris” (1951)

WOLFGANG PETERSEN (1941- )
Melhor Filme: “O Barco, Inferno no Mar/Das Boot” (1981)





Joseph Losey e Dirk Bogarde





56 comentários:

Luiz disse...

Gostei do post. Achei original a ideia de selecionar cineastas gays e filmes que nem sempre ficam presos à temática homoerótica.Vi muitos dos filmes selecionados, mas o que mais curto deles é Rocco e i suoi fratelli. Um abraço!

Luiz Santiago disse...

Rapaz! Que post mais incrível. Primeiro, porque tinha uns diretores que eu não fazia a mínima ideia que eram gays, e agora entendi algumas temáticas e alusões - mesmo as "mudas" - em alguns de seus filmes. Depois, parabenizo-o pela iniciativa e por se lançar à polêmica com a ótima frase que dá fim ao parágrafo antes da lista. E que lista! UAU! Gosto muito do Fausto do Murnau, mas sabe, gosto mais de "A Última Gargalhada".

Muito bom post, amigo.

Abraço

Anônimo disse...

Depois de ficar sabendo algumas trivialidades de actores famosos passamos a conhecer alguns filmes de realizadores homossexuais. Mal posso esperar pela lista das lésbicas e dos bi-sexuais e dos anões e dos gigantes...
Rapaz, mas que descriminação vai por aqui - este blogue está mesmo saíndo do sério.

M. disse...

E eles super talentosos. Os filmes selecionados são realmente os dos melhores. Adorei o post. Boa semana de Carnaval!

linezinha disse...

também eu adoro Rocco e Seus irmãos e vou rever novamente para lembrar da querida Annie Girardot

Júnia disse...

Amei a lista de filmes!
Adoro as curiosidades que vc posta
bjos
obs: imagem quente a de Jean Marais e Jean Cocteau

Rato disse...

O pai de Liza Minnelli era homossexual? Allan Dwan (casado por duas vezes), Joseph Losey (três esposas) e Ken Russell (quatro) também? Desconhecia por completo e sinceramente não tenho qualquer interesse em saber se tais conotações são falsas ou verdadeiras.
Para mim o Cinema encontra-se muito para além das tendências sexuais dos seus autores. Adoro muitos dos filmes dos realizadores citados, mas com toda a certeza não é por eles serem homo, hetero ou bi-sexuias. Ou serem católicos ou protestantes ou judeus. Ou serem louros ou morenos.
Com o devido respeito, qual o interesse de listas de filmes elaboradas em função das escolhas ou características pessoais de cada um? Com toda a certeza que não haverá aí qualquer razão de índole cinematográfica. Mas claro que poderei ser eu que estou enganado.

O Rato Cinéfilo

As Tertúlias... disse...

Que postagem sensacional ... fiquei com vontade de rever tntos filmes... mas tantos mesmo!!!!

Leandro Afonso Guimarães disse...

Ótimo post, Antonio.

Nem desconfiava, pelo que conhecia, de Cukor e Zefirelli.

Entre principais, O 8 MULHERES é uma delícia de filme, talvez o melhor de Ozon.

Se tivesse que salvar só um deles, mas só um mesmo, acho que seria Fassbinder. E você?

Jamil disse...

Murnau pode ser considerado um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos, ainda que sua morte prematura no alvorecer da década de 30, quando realizava Tabu em parceria com Robert Flaherty, tenha truncado sua incrível carreira. Segundo seus contemporâneos, era um homem estranho e temperamental. É um dos meus diretores favoritos, mas considero “Aurora” o melhor filme dele.
Um post muito bom.

Alan Raspante disse...

Olha não sabia que Ozon era homossexual. Adoro "8 Mulheres", uma comédia deliciosa!

Ótima lista! xD

Danielle disse...

Oi, Antonio!

Você é muito aplicado! Me ensina como é que faz para escrever com tanta frequência?

Olha só, quero começar me desculpando por ter sumido daqui por um tempo. Na verdade, minha vida entra agora numa fase de pré-escrita de relatório, o que significa que trabalharei feito louca em minha pesquisa por alguns meses e terei de deixar de lado uma porção de coisas de que gosto.

Sobre seu post, adorei a lista de filmes - vários deles estão em minha lista de preferidos. Não sabia que uma porção desses cineastas era homossexual. Aliás, endosso a opinião de nosso colega Rato: não entendo em que medida a escolha sexual influencia na produção artística de cada um. Na verdade, acho que isso é um problema, pois aí começamos a julgar a obra levando em conta elementos que lhe são completamente externos. De todo modo, a lista de filmes que você propôs é ótima!

Bjinhos e bom fim de carnaval.
Dani

GIANCARLO TOZZI disse...

O post tá ótimo, Antonio.
É preciso dar nome as coisas. Chega de hipocrisia. O que você falou à respeito de biografias é uma realidade. Canso de ler matérias jornalísticas onde não se toca na sexualidade do artista homossexual retratado, mas se o cara é hetero, ficamos sabendo de tudo: quantas vezes casou, com quem é casado, quem namorou etc.
Se o gay é um bandeiroso, um engraçadinho ou um criminoso, todo mundo faz questão de divulgar.
Aí mora o preconceito dissimulado.

Luiz Matos disse...

O Falcão Maltês é um maravilhoso blog, que percorre toda a história do cinema, tem até trilhas sonoras tocando. Um trabalho de primeira de qualidade. Para todos os Amantes da Sétima Arte.

Kley disse...

Antonio, alguém lhe prestou uma homenagem no Cine Players (melhor site interativo sobre cinema no Brasil), e eu, como não poderia deixar de ser, fui no embalo também.

Eis o link:
http://www.cineplayers.com/topico.php?id=5656

Seus textos no blog como sempre te eleva a um dos maiores comentaristas sobre a Sétima Arte no país.
Um grande abraço!

Kley disse...

Antonio, alguém lhe prestou uma homenagem no Cine Players (melhor site interativo sobre cinema no Brasil), e eu, como não poderia deixar de ser, fui no embalo também.

Seus textos no blog como sempre te eleva a um dos maiores comentaristas sobre a Sétima Arte no país.
Um grande abraço!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Luiz Santiago, também gosto muito de A ÚLTIMA GARGALHADA. O Emil Jannings dá um show - que ator incrível, não? Pena que se aliou ao nazismo. Acho incríveis todos os filmes de Murnau que vi, o cara era um gênio.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Linezinha, a Annie Girardot está maravilhosa nesse soberbo ROCCO E SEUS IRMÃOS. Fiquei triste com sua partida recente, principalmente porque ela continuava na ativa. Aguarde um post sobre ela.
Tudo de bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Pois é, Júnia, bem quente a imagem de Marais e Cocteau na Cote d'Azur. Era inicio de namoro, o Marais tá bem novinho (e pelado), ainda não era uma estrela. Tenho uma biografia dele onde conta tudo sobre o seu longo romance com Cocteau. Um belo livro.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Rato, casamento e homossexualismo estão bastante interligados. Creio que a maioria dos homossexuais se casa com mulheres (ao contrário das lésbicas, que são muito mais corajosas). Saunas, cinemas pornôs e recantos públicos gays estão lotados de homens casados. Portanto, estar casado não significa que não se pule a cerca constantemente. O Losey, por exemplo, teve um longo relacionamento com o Dirk Bogarde.
Morei na sua terra, Portugal, e fiquei impressionado como o homossexualismo ainda é mal resolvido. Mesmo com a intensa vida local de bares e boates gays, quase todos os gays que eu conhecia era casado ou tinha namorada.
E todos os diretores citados aqui terminaram por sair do armário em determinado momento, seja em biografias ou entrevistas.
Tudo de bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Leandro, se tivesse que salvar só um deles, salvaria Luchino Visconti. Mas sentiria falta de Murnau e Cukor.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, realmente escrevo muito e rápido. É um hábito diário. Atualmente, além do blog, escrevo crônicas para diversos jornais, faço assessoria de imprensa diariamente e estou finalizando um livro de contos.
Uma doideira.
Quanto ao post, em nenhum momento disse que "a escolha sexual influência na produção artística de cada um". Pra começar, não acredito em "escolha sexual", ou se nasce homossexual ou não.
Talvez você não tenha idéia do que é ser um adolescente homossexual sem referências positivas, principalmente para aqueles que moram em pequenas cidades. É um suplício. Daí que acho válida a divulgação da homossexualidade de figuras talentosas. Salva muita gente da dor, do desespero e até mesmo do suicídio.
Beijão
Fico feliz com seu retorno

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Kley, obrigado pela informação. Fui no Cine Players e fiquei muito contente com a homenagem.
Abração,

Octavio Caruso disse...

Ótimo artigo! Recomendo aos que ainda não assistiram, o filme: Deuses e Monstros, que conta a vida de James Whale (vivido pelo fantástico Ian Mckellen).

Bruno Carmelo disse...

Oi, Antônio,

acho curioso que você traduza "gay and lesbian films" como "filmes de gays e lésbicas". Para você, "filme gay" é igual a "filme feito por um gay"?

Pena disse...

Olhe, Estimado e Brilhante Amigo:
Fiquei admirado que muitos nomes de cineastas das Telas dos Sonhos fossem gays.
PEDRO ALMODÓVAR foi um deles.
Não pactuo com essa forma de viver, mas respeito, assim, como considero que fez um fabuloso Post de sua autoria, assinado com explendor por si.
Exaustiva pesquiza talentosa e fantástica.
Parabéns sinceros.
Abraço amigo grato de respeito e estima pelo seu enorme e gigantesco talento sublime.
Sempre a admirá-lo.


pena

É de deslumbrar.
Bem-Haja, notável amigo.

annastesia disse...

Independente da orientação sexual, são grandes artistas e produziram grandes obras.
Eu, por exemplo, sou louquíssima por Dirk Bogarde (adoro O criado). Mesmo sabendo de suas preferências, continuo achando-o o cúmulo do charme. E por que não?
Tenho certa implicância com Van Sant. Não por ser homossexual e sim por determinadas escolhas e trabalhos realizados. Ainda sim, Garotos de programa é excelente (o meu preferido de sua filmografia ao lado de Drugstore cowboy).
Cukor fez um dos meus meus favoritos de todos os tempos, Núcpicas de escândalo. Antônio, eu sei que você não concorda, mas AMO Jimmy Stewart nesse filme.
A bela e a fera é lindíssimo, Perdidos na noite é um marco dos anos 60 e Rocco e seus irmãos é imprescindível.
Pasolini e Fassbinder são cineastas que a nova geração de cinéfilos tem que descobrir. E Limite é orgulho verde e amarelo.
Almodóvar e seu universo passional e extravagante é o meu favorito da lista.
Parabéns pela idéia, Antônio!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Bruno, a tradução não é minha, mas de noticiários brasileiros. No entanto, o livro enfoca principalmente filmes dirigidos por gays e lésbicas.

Ângelo Rodrigues disse...

Com os melhores cumprimentos,
Ângelo Rodrigues

Felipe Pucinelli disse...

Sem comentários, seu blog é maravilhoso.

Abraços parceiro, e continue sempre com seus ótimos posts.

http://atercapartedocinema.blogspot.com/
A Terça Parte do Cinema.

Dilberto L. Rosa disse...

"Meu caro amigo, me perdoe, por favor, se não" lhe fiz uma visita... É que o tempo me andava curto e quase não visitei ninguém! Mas cá estou a me atualizar e a me surpreender: primeiramente, com tua lista de "quem é" no mundo cinematográfico (juro que não sabia que Minelli, Petersen, Fassbinder e Ray eram 'gays'!); segundo com o excelente texto de sua amiga poetisa (prefiro o feminino...), de quem faço minhas as palavras (humildemente, claro!) sobre este novo excelente trabalho de Aronofski; por fim, apesar de não teres feito menção ao belo trabalho de Camus em cima da obra de Viníoius (só o citaste na lista de filmes ao final), seu texto sobre carnaval está completo, excelentes boas lembranças de bons filmes momescos!

Abração e obrigado pelas sempre assíduas e gentis visitas aos Morcegos! 'Stay tunned'!

Bruno Carmelo disse...

Sim, mas qual a tua opinião sobre o assunto? Acha que filmes feitos por gays sejam marcados pela homossexualidade dos autores?

JAVI disse...

Hola Antonio. Saludos desde Barcelona.

Bonita entrada del blog y muy completa.

Por aquí también estamos de Carnaval. Esta semana he estado en uno muy famoso que hay en Sitges, cerca de Barcelona.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Bruno, nunca acreditei em literatura feminina, negra, homossexual ou heterossexual. Acho que existe a boa e a má literatura, a autoral e a comercial. O mesmo penso em relação ao cinema. Porém, em alguns grandes cineastas gays, nota-se um certo "toque" homossexual, mesmo quando seus filmes não tratam explicitamente da temática. Por exemplo, em Visconti, Pasolini, Cocteau e Fassbinder. Mas são casos raros. Talvez porque são europeus, trabalhassem com maior independência e buscassem o mais íntimo em cada obra. No entanto, a grande maioria dos filmes feitos por gays não são marcados pela homossexualidade dos autores. Essa é a minha opinião, mas não sou um especialista no assunto.
Abraços,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dilberto, já assisti ORFEU NEGRO duas vezes e não consigo me empolgar. A trilha sonora é espetacular e a fotografia encantadora, mas acho tudo muito artificial e os protagonistas bem ruins. Vale pela garra da excelente Léa Garcia. No entanto, o remake de Diegues é ainda mais sem graça.

kiesow disse...

Post Incrível! Sensacional!

Concordo absolutamente em tudo com você. Muito bom o post.

Agora sendo MUITO chato, Já assistiu Aurora? Ou Nosferatu do Murnau?

E meia noite de Mitchell Leisen?

Mas isso é uma questão de gosto, seu post é original, apesar de ter uma inspirarão, e sua lista é muito boa.

Ahh...Eu sou do "A terça parde do cinema" xD

Até....

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Kiesow, grato pela visita. Eu sempre apareço no A Terça Parte do Cinema. Vi Meia-Noite, Aurora e Nosferatu. São incríveis. Mas como a idéia era só escolher um único filme de cada diretor...
Abração

Danielle disse...

Oi, Antonio.

Eu faço meio o estilo "tartaruga" - chego a demorar meio dia para escrever um post, por isso só o faço nas horas de folga.

Quando ao seu post, acho que me expressei mal ao falar em "escolha". Queria dizer algo como "inclinação" (sem pretensão de ser científica).
Entendo o que você diz sobre as referências positivas. Confesso não ter pensado nisso. Na verdade, não costumo pensar na arte pelo viés da sexualidade, por isso me surpreendi com o fato de haverem feito esse recorte para a enciclopédia.

Bjos e até logo. Boa sorte com o livro!
Dani

BELVEDERE BRUNO disse...

Show esse teu trabalho!
Bjs

Ricardo Dantas disse...

Parabéns, meu querido. trabalho reconhecido é muito bom. Abração

Marcelo C,M disse...

De todos os citados o que eu acho que tem menos talento é realmente JOEL SCHUMACHER. Ele tem alguns filmes bons, basta lembrar desse O Cliente, Garotos Perdidos, Um Dia De Furia (meu favorito) e Por Um Fio, mas o cara fez feio e muito feio em Batman e Robim.

Quanto ao nosso amigo Pedro Almodovar , para mim, o melhor filme dele é Fale Com ela.

Bianca Morais / Faith disse...

Olá! Como vai?
Desculpe a demora pra responder os comentários, estive ausente do blog por falta de tempo, rs...

Belo post e belas abordagens!
Realmente bem interessante, parabéns.

Gostei do seu blog.

Espero que teu carnaval tenha sido ótimo, e te convido pra participar de um pequeno debate que abri no meu blog sobre este tema! ^^

Bjs

Cecília Veloso disse...

Amigo,Parabéns pelo reconhecimento de sue trabalho. Vc merece muito mais.
Bj gde

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Verdade, Marcelo, Schumacher é apenas um artesão que faz filmes bem feitinhos. Mas gosto de Um Dia de Fúria, Por Um Fio e O Cliente. Ele tem também um filme de guerra que é bem legal (não lembro o nome). De Almodóvar, gosto de muitos, mas Fale Com Ela acho chato.
Grato pelas visitas frequentes.

Adecio Moreira Jr. disse...

Obrigado pela visita ao Poses, rapaz.

Irei tbm adicioná-lo no blogroll e assinarei seu feed para acompanhar seus próximos posts. Colegas cinéfilos são sempre bem vindos. E bom, sou suspeito pra falar de Allen, né. Meus textos me entregam!

Grande abraço!

cleber eldridge disse...

Acabo de conhecer o blog, e de repente, vejo esse texto junto com essa lista maravilhosa, e confesso estou chocado, não sabia que todas essas personalidade eram gays. G-zuis! Estou te add ao blogroll (x

Natalia disse...

Muitissimo parabens pelo blog! Otimo conteudo =)

Posso te adicionar na blogroll do Le Matinée! ?

Abs!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Com prazer, Natalia. Obrigado.

Piru disse...

Hola Antonio, gracias por tu visita, aunque no conozco muy bien el portugués se agregaré a favoritos y se hará lo que se pueda , un saludo!

complexxos disse...

Gostei Muito do blog!
Parabéns!

ATTICUS disse...

Buen recorrido ,la verdad es que nunca me he parado en este tema,me gustan sus peliculas,no le doy much importancia a su eleccion sexual.no cabe duda que su lado femenino se pronuncian mucho en el estilo y maneras de tratar sus film.
Saludos

Marcus disse...

Muito interessante esse post. É notável como desde sempre o Cinema sempre acolheu mais profissionais gays do que diversas outras áreas.

Não sabia que diversos desses diretores que você citou são gays e é bom ver que a temática de suas obras na maiora das vezes nada tem a ver com sua orientação sexual.

Obrigado pela visita ao meu blog. O seu também é muito interessante.

Danilo Ator disse...

Excelente postagem. Bastante informativa. Revi o título de alguns clássicos que estou devendo um comentário e vi alguns que ainda anseio por ver. Abraço.

dri disse...

Sinto muito, mas você deveria refazer sua pesquisa com atenção, Ken Russell e Joseph Losey não eram homossexuais. Você deveria ter mais cuidado antes de transmitir informação errônea e procurar pelos inúmeros que verdadeiramente o eram e deixou de citar.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dri, fiz uma pesquisa exaustiva. Consultei os meus arquivos, livros, sites e artigos. De um listão de cerca de 100 diretores, escolhi justamente os mais citados como gays em diversas publicações. Russell e Losey estavam entre eles. Sei que foram casados etc., mas isso não quer dizer nada. Inclusive, li um texto numa revista inglesa sobre o relacionamento de Losey com Dirk Bogarde e depois com Alan Bates.
Será tudo invenção?

cinecafe disse...

cara, não fazia a menor ideia que o Nicholas Ray era gay.