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| marlon brando e kim hunter em "uma rua chamada pecado" |
Um dos primeiros registros sensuais do cinema, “O Beijo / The Kiss”, produção de 1896, gerou um grande escândalo ao exibir – durante 15 segundos – May Irwin e John C. Rice se beijando ingenuamente. Pouco anos depois surgiriam as voluptuosas vamps: Theda Bara, Pola Negri, Nazimova, Gloria Swanson, Barbara LaMarr, Clara Bow etc. Arrebatando corações e destruindo lares, elas provocaram a invenção do retrógado Código Hays de censura. Ainda assim, era praticamente impossível mascarar o erotismo latente de estrelas como Marlene Dietrich, Mae West, Jean Harlow, Betty Grable, Ava Gardner, Rita Hayworth ou Marilyn Monroe.
Na Europa nada conservadora, o ardor de Brigitte Bardot, Jeanne Moreau, Sophia Loren e Gina Lollobrigida fazia a festa dos marmanjos. Já na dissimulada Hollywood imperava o sugestivo, a insinuação, e longas picantes como “Duelo ao Sol / Duel in the Sun” (1946) chocavam o público. Entretanto, os cineastas encontraram inúmeras maneiras de contornar a censura e sutilmente introduziam cenas de impacto orgástico, enfatizando o SEXO no CINEMA. Ernst Lubtisch, Alfred Hitchcock e Billy Wilder, por exemplo, eram mestres na arte da alusão libidinosa. Pensando no cinema abusando do fetiche lascivo, selecionei dezoito cenas excitantes das telas. Falta alguma de sua predileção?
Na Europa nada conservadora, o ardor de Brigitte Bardot, Jeanne Moreau, Sophia Loren e Gina Lollobrigida fazia a festa dos marmanjos. Já na dissimulada Hollywood imperava o sugestivo, a insinuação, e longas picantes como “Duelo ao Sol / Duel in the Sun” (1946) chocavam o público. Entretanto, os cineastas encontraram inúmeras maneiras de contornar a censura e sutilmente introduziam cenas de impacto orgástico, enfatizando o SEXO no CINEMA. Ernst Lubtisch, Alfred Hitchcock e Billy Wilder, por exemplo, eram mestres na arte da alusão libidinosa. Pensando no cinema abusando do fetiche lascivo, selecionei dezoito cenas excitantes das telas. Falta alguma de sua predileção?
01
NATALIE WOOD e WARREN BEATTY
CLAMOR do SEXO
CLAMOR do SEXO
(Splendor in the Grass, 1961)
direção de Elia Kazan
Numa época em que as mulheres devem optar entre a virgindade e a leviandade, Bud (Beatty) e Deanie (Wood) se torturam acossados por uma paixão sexualmente reprimida. Saltam faíscas quando eles se beijam dentro de carro próximo a uma cachoeira.
02
SUE LYON e JAMES MASON
LOLITA
LOLITA
(Idem, 1962)
direção de Stanley Kubrick
Quarentão acadêmico perde a cabeça por sedutora menor de idade. Preste atenção no momento em que ele pinta as unhas dos pés da ninfeta. Um desejo absurdo e obsessivo.
03
ELIZABETH TAYLOR e PAUL NEWMAN
GATA em TETO de ZINCO QUENTE
GATA em TETO de ZINCO QUENTE
(Cat on a Hot Tin Roof, 1958)
direção de Richard Brooks
Mesmo casado, o personagem de Newman continua fisgado pela atração homossexual reprimida por amigo falecido. Na cena mais escaldante, Elizabeth envolve seus braços em volta de Newman pedindo atenção sexual e ele se afasta de suas garras.
04
JENNIFER JONES e GREGORY PECK
DUELO ao SOL
DUELO ao SOL
(Duel in the Sun, 1946)
direção de King Vidor
direção de King Vidor
Uma mestiça vai morar em uma fazenda e acaba dividida entre o amor de dois irmãos, um cavalheiro e um desordeiro. No entanto, como um imã, ela não consegue tirar o cafajeste da cabeça. As cenas amorosas entre Jones e Peck são incendiárias.
05
VIVIEN LEIGH, KIM HUNTER e MARLON BRANDO
UMA RUA CHAMADA PECADO
UMA RUA CHAMADA PECADO
(A Streetcar Named Desire, 1951)
direção de Elia Kazan
O magnetismo animal de Brando em contraste com a fragilidade etérea de Vivien eletriza a plateia. O triângulo se completa com Kim passando as mãos nas costas musculosas do marido e perguntando: “Está quente aqui ou sou eu que estou me sentindo assim?”.
06
DEBORAH KERR e BURT LANCASTER
A um PASSO da ETERNIDADE
A um PASSO da ETERNIDADE
(From Here to Eternity, 1953)
direção de Fred Zinnemann
Numa base militar, às véspera do ataque japonês a Pearl Harbour, esposa de major se deixa seduzir por sargento bonitão. Tornou-se icônica a tórrida cena em que eles rolam e se beijam numa praia. Tudo começa quando a personagem de Débora, à procura do marido, ouve de Burt, de forma sedutora: “Existe algo que eu possa fazer por você?”.
07
ANITA EKBERG e MARCELLO MASTROIANNI
A DOCE VIDA
A DOCE VIDA
(La Dolce Vita, 1960)
direção de Federico Fellini
Jornalista babando por estrela de cinema de passagem por Roma. A cantada na Fontana di Trevi é antológica: “Você é a primeira mulher no primeiro dia da criação”.
08
JESSICA LANGE e JACK NICHOLSON
O DESTINO BATE à sua PORTA
O DESTINO BATE à sua PORTA
(The Postman Always Rings Twice, 1981)
direção de Bob Rafelson
Uma esposa insatisfeita se entrega a um vagabundo apaixonado. Fique de olho na cena em que o casal adúltero faz sexo numa mesa de cozinha.
09
MARIA SCHNEIDER e MARLON BRANDO
O ÚLTIMO TANGO em PARIS
O ÚLTIMO TANGO em PARIS
(Ultimo Tango a Parigi, 1972)
direção de Bernardo Bertolucci
Caso sexual sem perguntas dá lugar a cenas espantosas. Nunca mais o cinema foi o mesmo depois desse clássico. A famosa cena da manteiga, quando Brando unta a bunda de Maria, foi censurada no Brasil no lançamento, tornando-se quase mítica.
10
MARILYN MONROE e TOM EWELL
O PECADO MORA ao LADO
O PECADO MORA ao LADO
Marilyn está mais sexy do que nunca como uma gostosona em pleno verão escaldante nova-iorquino. O vizinho casado se rende ao seu fascínio louro e exuberante. Impossível escolher apenas uma cena erótica, todas estão impagáveis, inclusive a mais famosa: quando o vestido da estrela é levantado, revelando coxas formosas.
11
ANTONIO BANDERAS e EUSEBIO PONCELA
A LEI do DESEJO
A LEI do DESEJO
(La Ley Del Deseo, 1987)
direção de Pedro Almodóvar
O galã Banderas impressiona como um jovem de classe média alta que tem dificuldades em assumir sua homossexualidade e sempre está em torno de um diretor de teatro. A cena em que ele finalmente leva o cara para a cama é antológica, tornou-se cult.
12
GRACE KELLY e CARY GRANT
LADRÃO de CASACA
LADRÃO de CASACA
(To Catch a Thief, 1955)
direção de Alfred Hitchcock
A química entre Grace Kelly e Cary Grant gera eletricidade na tela. Reveja a cena em que eles, num quarto de hotel, beijam-se apaixonados enquanto fogos de artifício explodem do lado de fora, sugerindo que muita coisa ainda está por acontecer.
13
CARROLL BAKER e ELI WALLACH
BONECA de CARNE
(Baby Doll, 1956)
direção de Elia Kazan
A sedutora Carroll Baker vive uma esposa infantil tentada por outro homem. A cena do balanço é sensual: ele ataca e ela finge não estar interessada.
14
SILVANA MANGANO
ARROZ AMARGO
ARROZ AMARGO
(Riso Amaro, 1949)
direção de Giuseppe de Santis
A deslumbrante Silvana é uma bóia-fria contratada para trabalhar numa colheita de arroz em condições precárias. Ela se envolve com um vigarista (Vittorio Gassman) que já tem uma amante. As pernas da futura estrela causaram frisson em todo o mundo.
15
KIM NOVAK e WILLIAM HOLDEN
FÉRIAS de AMOR
FÉRIAS de AMOR
(Picnic, 1955)
direção de Joshua Logan
direção de Joshua Logan
Um viajante errante, que chega a uma pequena cidade para tentar conseguir emprego com um rico colega de faculdade, apaixona-se pela linda namorada do amigo. O encontro é de um impacto sexual explosivo. Se ligue na cena da dança.
16
LAURENCE OLIVIER e TONY CURTIS
SPARTACUS
SPARTACUS
(idem, 1960)
direção de Stanley Kubrick
Destaque para a relação ambígua entre o escravo rebelde Antoninus (Curtis) e seu patrão romano (Olivier). A audaciosa cena nos banhos tinha sido cortada no lançamento por conta das evidentes referências homossexuais.
17
SOPHIA LOREN e LUIGI GIULIANI
BOCCACCIO 70 (episódio “A Rifa”)
(Idem, 1962)
direção de Vittorio De Sica
Belíssima, provocadora (o seu decote é de cortar a respiração!), divertida e sempre muito sensual, Sophia Loren faz uma deliciosa mulher que causa todo o tipo de problemas a si própria quando decide ser ela mesmo o prêmio de uma rifa num parque de diversões. O coitado do Giuliani fica sem saber o que fazer.
18
MIRIAM HOPKINS, GARY COOPER e FREDRIC MARCH
SÓCIOS no AMOR
SÓCIOS no AMOR
(Design for Living, 1933)
direção de Ernst Lubitsch
Garota indecisa entre dois homens resolve se relacionar com ambos. Eles não ficam satisfeitos com a decisão, mas não querem perdê-la. O clímax se passa em um carro. Sentada entre os dois, Hopkins beija um e outro. Um “Jules e Jim” made in Hollywood.







































