janeiro 12, 2012

****************** O ADMIRÁVEL CINEMA BAIANO

“pau brasil”, de fernando beléns


 
De férias em Salvador, envolto em muita expectativa, assisti na Sala de Arte XIV, no Pelourinho, “Jardim das Folhas Sagradas”, que demorou 11 anos para ficar pronto. Atrelado à cultura baiana, transporta o público para o universo do candomblé, suas crenças e valores, práticas e rituais, celebrando essa religião afro-brasileira rica em teor espiritual e cultural. Mas ao abordar diversos outros temas (preconceito racial, conflito religioso, bissexualidade, especulação imobiliária e questão ambiental), o filme se perde completamente, explicando situações delicadas de forma didática e politicamente correta. Ao tratar tantos assuntos paralelos, nenhum deles é realmente bem conduzido. Os personagens são rasos e a fragmentação do roteiro atrapalha o ritmo da história. Ainda assim, não deixa de ser uma viagem reveladora ao universo do candomblé.
 
barravento”, de glauber rocha
O drama de Pola Ribeiro levou-me a um mergulho na cinematografia da Bahia de Todos os Santos. Num itinerário marcado por períodos criativos e outros de completa inatividade, a trajetória do CINEMA BAIANO se iniciou com o documentário “Regatas da Bahia” (1910), de Diomedes Gramacho e José Dias da Costa. Nas décadas 30, 40 e 50 predominaram os documentários de Alexandre Robatto, entre eles “A Chegada de Marta Rocha” (1955).

Num acontecimento histórico, o primeiro longa-metragem baiano de ficção surgiu em 1959, “Redenção”, de Roberto Pires. No princípio dos anos 60, aconteceu o chamado Ciclo Baiano de Cinema, a mais importante fase do cinema da Bahia, com obras de Pires, Glauber Rocha, Olney São Paulo, Oscar Santana, Palma Netto e Alex Viany. Foi quando a Bahia se tornou uma meca do cinema, atraindo cineastas de fora que exploraram sua beleza sinuosa. De “O Pagador de Promessas” (1962) a “Cidade Baixa” (2005), muitas produções foram abençoadas com a Bahia como palco da narrativa.

antônio pitanga e luiza maranhão “a grande feira”

Na década seguinte, numa espécie de ruptura com as propostas temáticas anteriores, destacou-se o cinema underground de André Luiz de Oliveira, Álvaro Guimarães, José Umberto, José Frazão e Edgard Navarro. Entre 1973 e 2000, apenas três filmes de longa duração foram produzidos, com cineastas praticamente vivendo de curtas metragens. De lá para cá, novos filmes surgiram (quase sempre a duras penas e raramente distribuídos no circuito nacional), levando o CINEMA BAIANO a um momento de vitalidade. Axé!

FILMOGRAFIA BAIANA

REDENÇÃO 
(1959)
direção de Roberto Pires

elenco: Geraldo d'el Rey, Braga Neto, Maria Caldas e Milton Gaúcho

Maníaco estuprador é contido por dois jovens fazendeiros de coco.

BARRAVENTO 
(1961)
direção de Glauber Rocha

elenco: Antonio Pitanga, Aldo Teixeira, Luiza Maranhão e Lucy Carvalho

Numa aldeia de pescadores, antigo morador que havia se mudado para Salvador altera o panorama pacato do local, polarizando tensões e atraindo duas nativas.

A GRANDE FEIRA 
(1961)
direção de Roberto Pires

elenco: Geraldo D'El Rey, Helena Ignes, Luiza Maranhão e Milton Gaúcho

Com o fim da feira onde trabalhava, mulher freqüenta cabaré, terminado por ferir marujo e ser procurada pela polícia. Ao mesmo tempo, uma madame da alta sociedade, entediada com a vida, apaixona-se pelo marujo e resolve sustentá-lo.

TOCAIA no ASFALTO 
(1962)
direção de Roberto Pires

elenco: Agildo Ribeiro, Geraldo d'el Rey, Angela Bonati, Milton Gaúcho, Arassary de Oliveira, Othon Bastos, Antônio Pitanga e Jurema Pena

Matador de aluguel, mandado para a Bahia, onde deve assassinar político importante.

SOL SOBRE a LAMA 
(1963)
direção de Palma Netto e Alex Viany

elenco: Geraldo d'el Rey, Gessy Gesse, Glauce Rocha, Tereza Raquel, Jurema Pena, Othon Bastos e Antônio Pitanga

Diversos personagens simplórios lutam contra os poderosos que ambicionam os terrenos sobre os quais se desenrola uma feira popular.

O CAIPORA 
(1964)
direção de Oscar Santana

elenco: Carlos Petrovich, Milton Gaúcho, Lídio Conceição e Mário Gusmão

Depois de ter sido expulso de algumas vilas, homem vaga pelo sertão com sua mãe e um irmão menor, sob a acusação de ser o caipora: carregando o peso do azar e trazendo consigo todos os males possíveis. Um ex-escravo é o único a ampará-lo.

O GRITO da TERRA 
(1964)
direção de Olney São Paulo

elenco: Helena Ignes, João de Sordi e Lucy Carvalho

Camponeses na luta pela terra, esfomeados, saqueiam para sobreviver.

METEORANGO KID - HERÓI INTERGALÁTICO
(1969)
direção de André Luiz Oliveira

elenco: Antonio Luiz Martins, Sonia Dias, Milton Gaúcho, Nilda Spencer e Aldil Linhares

Rapaz sonha que é um grande astro de cinema. Na faculdade, destoa do grupo por não se envolver com as discussões do movimento estudantil, preferindo ler gibis.

O ANJO NEGRO 
(1972)
direção de José Umberto

elenco: Mário Gusmão, Eliana Tosta, Frieda Gutmann e Jacques de Beauvoir

Latifundiário e juiz de futebol, casado, está em crise profissional e conjugal, quando surge misteriosamente um emissário negro ligado aos exus, abalando os alicerces da família patriarcal e revelando seus falsos valores.

ABRIGO NUCLEAR
(1981)
direção de Roberto Pires

elenco: Conceição Senna, Norma Bengell, Sasso Alano e Nonato Freire

No interior de um abrigo nuclear subterrâneo, construído para preservar o gênero humano da radiação ionizante, apesar de protegidos, seus habitantes vivem sob o forte regime Cibernético-Nuclear, controlado por um comandante e seus seguidores. Inconformados com essa autoridade, uma geóloga e um grupo de dissidentes elaboram secretamente um projeto que prevê a volta do ser humano à superfície.

O MÁGICO e o DELEGADO 
(1983)
direção de Fernando Coni Campos

elenco: Nelson Xavier, Mario Gadelha, Tânia Alves, Luthero Luis, Maria Sílvia, Jurema Pena, Sônia Dias, Wilson Grey e Nonato Freire

Um mágico e sua partner chegam a uma pequena cidade do interior da Bahia para apresentar um espetáculo de variedades. Mas a estréia da dupla é frustrada pela prepotência do delegado local. No entanto, a presença do mágico quebra a rotina do local e uma série de coisas espantosas e maravilhosas começam a acontecer.

BOI ARUÁ 
(1984)
direção de Chico Liberato

Animação sobre um fazendeiro orgulhoso de seu poder que é desafiado sete vezes por figura fantástica. Depois de derrotado, o tirano consegue compreender a real dimensão humana, aproximando-se de si mesmo e de seus semelhantes.

TRÊS HISTÓRIAS da BAHIA
(2001)
(“Agora é Cinzas”, direção de Sérgio Machado; 
“Diário de um Convento”, direção de Edyala Igresias, 
e “O Pai do Rock”, direção de José Araripe Jr.)

elenco: Sérgio Mamberti, Rita Assemany, Cyria Coentro, Ingra Liberato, Othon Bastos, Fábio Lago, Osvaldo Mil, Lucélia Santos, Jackson Costa e George Vassilatos

Três viagens na Bahia, com episódios em épocas distintas e em pleno carnaval.

SAMBA RIACHÃO 
(2001)
direção de Jorge Alfredo

Documentário sobre o sambista Riachão, um dos mais populares compositores baianos.

ESSES MOÇOS
(2004)
direção de José Araripe Jr.

elenco: Inaldo Santana, Chaiend Santos, Rita Santana, Bertho Filho, Gideon Rosa, Carlos Betão, Agnaldo Lopes, Arly Arnaud, Fafá Pimentel, Iami Rebouças e João Miguel

A vida de duas meninas que encontram um velho perdido. A menor, passa a vê-lo como o avô que nunca teve. A maior, reproduzindo o que faz, passa a usá-lo para pedir esmolas. O velho se deixa usar, mas conduz as meninas para seu mundo inocente.

CASCALHO 
(2004)
direção de Tuna Espinheira

elenco: Othon Bastos, Harildo Deda, Jorge Coutinho, Irving São Paulo, Lúcio Tranchesi, Wilson Mello, Agnaldo Lopes e Bertho Filho

Homens rudes, movidos pela ambição, com esforço e alguma sorte, acumulam pequenas fortunas no garimpo, dilapidando-a em prazeres fugazes.

EU me LEMBRO 
(2005)
direção de Edgard Navarro

elenco: Lucas Valadares, Fernando Neves, Arly Arnaud, Wilson Mello, Rita Assemany, Fernando Fulco, Valderez Freitas Teixeira, Nélia Carvalho, Eva Lima, George Vassilatos, Frieda Gutmann, Fafá Pimentel, Lúcio Tranchesi, Bertho Filho, Deusi Magalhães, João Miguel, Rita Santana, Chica Carelli e Milton Gaúcho

Conta a história da busca essencial de uma geração nascida nos anos 50.

PAU BRASIL 
(2009)
direção de Fernando Beléns

elenco: Bertrand Duarte, Oswaldo Mil, Fernanda Paquelet e Rita Brandi

Duas famílias rivais vivem em casas rudes, toscas, uma em frente da outra. Numa delas, um homem mora com uma mulher e a deixa amar por qualquer tipo que chegue à sua porta. Como fio condutor, uma negra, desgrenhada, alter ego da coletividade.

JARDIM das FOLHAS SAGRADAS
(2011)
direção de Pola Ribeiro

elenco: Antônio Godi, Harildo Deda, Evelin Buchegger, João Miguel, Sérgio Guedes, Rita Santana, Carlos Betão e Eva Lima

Bancário em crise existencial, casado com uma evangélica e amante de um ator, decide criar um terreiro modernizado, resultando em graves consequências.

O HOMEM que NÃO DORMIA 
(2011)
direção de Edgard Navarro

elenco: Bertrand Duarte, Evelin Buchegger, Fabio Vidal, Ramon Vane, Luiz Paulino dos Santos, Fernando Neves, Edgard Navarro, Fernando Fulco, Bertho Filho, Nélia Carvalho, Carlos Betão, Zeca de Abreu, Lucio Tranchesi e Harildo Deda

Alguns habitantes de um lugarejo remoto são acometidos pelo mesmo pesadelo. A chegada de um peregrino de origem misteriosa deflagra o conflito interno em que vivem, determinando uma ruptura radical em suas vidas.

agildo ribeiro em “tocaia no asfalto”

janeiro 10, 2012

********************* SANGUE LATINO

CARMEN MIRANDA
(1909 - 1955. Marco de Canavese / Portugal)



Cantora e atriz luso-brasileira que trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Em 1939, às vésperas da Segunda Guerra, estrelou o espetáculo musical "Streets of Paris", em Boston, com êxito estrondoso de público e crítica. Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes e nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros norte-americanos. Em 1946, era a artista mais bem paga de Hollywood. Tornou-se dependente de barbitúricos estimulantes e calmantes, às vezes tomados com álcool. Em 1955, após receber amigos em Beverly Hills, beber e cantar canções, faleceu fulminada por um colapso cardíaco. Tinha 46 anos.

Principais Filmes:  
“Uma Noite no Rio / That Night in Rio” (1941)
“Minha Secretária Brasileira / Springtime in the Rockies” (1942)

CARMEN SEVILLA
(1930. Sevilha / Espanha)

Cantora e atriz, estreou no teatro em 1943, aos 13 anos.  Começou no cinema em 1947, filmando na Espanha e México com popularidade. Foi a Maria Madalena do épico bíblico “O Rei dos Reis”, de Nicholas Ray, além de apresentar concorridos programas de tevê.

Principais Filmes
“Violetas Imperiais / Violetas Imperiales” (1952)
“O Rei dos Reis / King of Kings” (1961)

DOLORES DEL RIO
(1904 - 1983. Victoria de Durango / México)

Seus pais queriam transformá-la em freira, mas ela conseguiu fugir do convento aos 16 anos para se casar com o escritor Jaime Del Rio. Numa festa realizada na Cidade do México, foi vista pelo diretor norte-americano Edwin Carewe, que, fascinado, a convidou para filmar em Hollywood. Separada do marido mexicano, casou-se novamente em 1930 com o diretor de arte da M-G-M, Cedric Gibbons. Novamente divorciada em 1941, buscou consolo nos braços de Orson Welles. Insatisfeita com os rumos de sua carreira em Hollywood, voltou ao México, onde estrelou sucessos. Foi dirigida por Raoul Walsh, Clarence Brown, King Vidor, John Ford e Francesco Rosi, entre outros.

Principais Filmes:  
“Ave do Paraíso / Bird of Paradise” (1932)
“Maria Candelária / Idem” (1944)

FLORINDA BOLKAN
(1941. Uruburetama, Ceará / Brasil)

Na Itália em 1968, foi descoberta por Luchino Visconti. No seu primeiro filme, contracenou com o beatle Ringo Starr. Depois fez mais de 40 filmes, dirigida por Vittorio De Sica, Giuseppe Patroni Griffi e Elio Petri, ganhando três David di Donatello de Melhor Atriz, o Oscar italiano. Sensual, sofisticada e talentosa, fez séries de tevê de sucesso.

Principais Filmes:  
“Investigação de um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita / 
Indagine su un Cittadino al di Sopra di Ogni Sospetto” (1971)
 “Amargo Despertar / Una Breve Vacanza” (1973)

KATY JURADO
(1924 - 2002. Guadalajara / México)

Fez carreira em Hollywood, mas voltou a filmar no México. Venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e foi indicada ao Oscar. Casou-se com Ernest Borgnine.

Principais Filmes:  
“Matar ou Morrer / High Noon” (1952)
“A Lança Partida / Broken Lance” (1954)

LIBERTAD LAMARQUE
(1908 - 2000. Rosário / Argentina)

Antes de se tornar a maior atriz do cinema argentino, era a mais conhecida voz feminina do tango. Iniciou no cinema mudo e estrelou o primeiro filme sonoro de seu país, em 1933. Reinou em sua terra e ao se exilar no México – resultado da bofetada que deu em Eva Duarte, futura Primeira-Dama -, continuou em alta. Fez mais de sessenta filmes e aos 80 anos protagonizava musicais na Broadway, México, Argentina e Brasil.

Principais Filmes:  
“Grande Cassino / Gran Casino” (1947)
“Outra Primavera / Outra Primavera” (1950)

LUPE VÉLEZ
(1908 - 1944. San Luis Potosi / México)

Iniciou sua carreira como dançarina, ainda no México, antes de se mudar para os Estados Unidos, onde trabalhou em teatro de vaudeville. Em 1924 começou a atuar no cinema, protagonizando vários filmes. Tinha a fama de “latina temperamental”, mas o seu caráter incendiário atraía a atenção dos homens. Teve como amantes Charles Chaplin, Tom Mix e ainda um tórrido caso com Gary Cooper. Sua vida pessoal era motivo de coberturas sensacionalistas pela mídia. Um turbulento casamento com Johnny Weissmuller, o Tarzan, foi motivo de especulação. Em 1944, cometeu suicídio.

Principais Filmes:  
Amor de Índio / The Squaw Man (1931)
 “A Verdade Seminua / The Half Naked Truth” (1932)

MARÍA ELENA MÁRQUES
(1926 - 2008. Cidade do México / México)

Descoberta por um vizinho diretor de cinema, estreou nas telas aos 16 anos. Apareceu em mais de cinquenta filmes, em uma carreira de três décadas (aposentou-se no final dos anos 70), trabalhando ao lado de grandes nomes como Cantinflas, Arturo de Córdova e Pedro Armendáriz. Em Hollywood filmou com Clark Gable e John Derek.  

Principais Filmes
“A Pérola / La Perla” (1947)
“Assim São os Fortes / Across the Wide Missouri” (1951)

MARÍA FÉLIX
(1914 - 2002. Álamos / México)

Sua beleza e personalidade marcantes a levaram ao sucesso internacional e ao status de ícone. Uma das mais famosas estrelas de língua espanhola, estrelou filmes românticos no México, Espanha, Argentina, França e Itália durante muitas décadas. Nos anos 40 ter o seu nome no elenco era garantia de grandes bilheterias. Recusou trabalhar em muitos filmes hollywoodianos, mas em 1945 perdeu o papel de Pearl Chavez - em Duelo ao Sol / Duel in the Sun - para Jennifer Jones, embora ele tenha sido escrito com ela na cabeça. Filmou com Luis Buñuel e Jean Renoir. Colecionava jóias e suas roupas eram desenhadas pelos estilistas Christian Dior e Balenciaga. Belíssima, despertava intensas paixões e, até abandonar a carreira nos anos 70, casou-se cinco vezes, entre eles com o ator Jorge Negrete, o compositor Agustín Lara e o milionário francês Alex Berger. Quando ele morreu em 1974, herdou sua fabulosa fortuna.

Principais Filmes:  
“Enamorada / Idem” (1946) 
“French CanCan / Idem” (1954)

MARIA MONTEZ
(1912 - 1951. Santa Cruz de Barahona / República Dominicana)

Em dez anos de carreira, essa diva atuou em aventuras exóticas e populares na Universal. Sua imagem nas telas era sedutora, de cabelos vermelhos, vestida com roupas e joias  espetaculares. Conhecida como A Rainha do Technicolor, participou de 26 filmes e se casou com o ator francês Jean-Pierre Aumont, mudando-se para a França, onde fez alguns filmes. Também escreveu três livros. Faleceu em Paris, aos 39 anos, depois de sofrer um ataque cardíaco e se afogar na banheira.

Principais Filmes: 
“Mulher Cobra / Cobra Woman” (1944)
“O Exilado / The Exile” (1947)

NORMA BENGELL
(1935 - 2013. Rio de Janeiro, RJ / Brasil)

Depois de ser aplaudida como cantora e vedete, começou no cinema em 1959, ao lado de Oscarito. Uma das principais estrelas do Cinema Novo, protagonizou clássicos de Ruy Guerra e Walter Hugo Khoury. Contratada pelo produtor Dino de Laurentiis, fez longas na Itália e se casou com o ator italiano Gabriele Tinti. Estreou como diretora em 1988. Seu mais recente filme, Vagas Para Moças de Fino Trato, foi rodado em 1993.

Principais Filmes:  
“Os Cafajestes” (1962)
“Noite Vazia” (1964)

RITA MORENO
(1931. Humacao / Porto Rico)

Dançarina desde criancinha, estreou na Broadway aos 13 anos. Ganhou logo no ano seguinte – em 1945 - o primeiro papel no cinema. Trabalhou em diversos gêneros, levando o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante em 1961. Recebeu também o Tony e o Emmy, os prêmios máximos do teatro e tevê norte-americanos.

Principais Filmes
“Amor, Sublime Amor / West Side Story” (1961)
“Ânsia de Amar / Carnal Knowledge” (1971)

SARITA MONTIEL
(1928 - 2013. Campo de Criptana / Espanha)

Em 1958, emocionou o mundo no campeão de bilheteria “La Violetera”. Reverenciada pela comunidade gay ainda hoje, a estréia da diva latina aconteceu em 1944, na Espanha. Depois se dividiu entre o seu país natal, México e Estados Unidos. O diretor norte-americano Anthony Mann se tornou o seu primeiro marido. A partir dos anos 70 abandonou o cinema, mas continuou nos palcos e na tevê. Pedro Almodóvar a homenageou em De Salto Alto / Tacones Lejanos (1991).

Principais Filmes
“Vera Cruz / Idem” (1954)
“La Violetera / Idem” (1958)

SILVIA PINAL
(1931. Guaymas / México)

Fez seu primeiro filme aos 17 anos, destacando-se tanto em comédias quanto em melodrama urbanos. Nos anos 50 se converteu na estrela favorita do público mexicano, ganhando prêmios. Casou-se com o produtor Gustavo Alatriste e a seguir com o ator Enrique Guzmán, 12 anos mais jovem. Brilhou também no teatro musical e na televisão, sendo reconhecida internacionalmente com filmes polêmicos de Luis Buñuel. Em 1985, estrelou a série “Mujer”, ficando mais de duas décadas no ar.

Principais Filmes:  
“Viridiana / Idem” (1961)
“O Anjo Exterminador / El Ángel Exterminador” (1962)