setembro 07, 2011

********* ANTHONY QUINN: CARISMA e PAIXÃO

anthony quinn

 
Com mais de 160 trabalhos no cinema e na tevê, o consagrado ANTHONY QUINN (1915 - 2001. Chihuahua / México) destaca-se principalmente por suas atuações apaixonadas e presença física arrebatadora. Filho de mãe mexicana e pai irlandês, nasceu em Chihuahua, no México, e teve treze filhos de três casamentos, entre os quais com a filha adotiva do célebre produtor Cecil B. DeMille. Antes de abraçar a carreira cinematográfica, estudou arquitetura com Frank Lloyd Wright, foi pintor, açougueiro e pugilista, estreando nas telas aos 21 anos em “Parole!” (1936), de Lew Landers. Atuou tanto em produções hollywoodianas como em filmes europeus. O seu envolvimento com a indústria cinematográfica começou bem cedo, como tratador de animais e operador de câmera. Ele interpretou, com freqüência, personagens pouco convencionais. Foi bandido, índio, pirata, toureiro, soldado, lutador, magnata, artista de circo, esquimó, pescador, religioso, mafioso e até mesmo um sheik. No final dos anos 40 e início dos 50, sua carreira foi marcada por desempenhos teatrais na Broadway, tendo atuado em peças como Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennessee Williams.

recebendo o oscar com dorothy malone

O estrelato chegou com "Viva Zapata!", de 1952, onde contracena com Marlon Brando, rendendo-lhe o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Na década de 60, fez alguns de seus maiores sucessos, como "Os Canhões de Navarone / The Guns of Navarone", de 1961, e "Lawrence da Arábia", de David Lean, de 1962. Mas foi em 1964 que se eternizou com sua interpretação em "Zorba, o Grego". Com este personagem carismático ganhou sua segunda indicação como Melhor Ator protagonista. Anos depois, Quinn voltaria a este papel, desta vez, no palco. Em 1968, fez outro filme marcante, "As Sandálias do Pescador / The Shoes of Fisherman". ANTHONY QUINN esteve no Brasil em 2000, por ocasião das filmagens do longa-metragem "Oriundi", no qual contracenou com Paulo Autran. Faleceu aos 86 anos, em 3 de junho de 2001. A sua versatilidade em cena e a extensa carreira tornaram-no um dos maiores atores do cinema.


10 INTERPRETAÇÕES de QUINN


Eufemio Zapata em
VIVA ZAPATA!
(Idem, 1952)
direção de Elia Kazan
elenco:  Marlon Brando, Jean Peters e Mildred Dunnock
 
Faz o irmão do revolucionário mexicano Emiliano Zapata, que se torna guerrilheiro e tem grande importância na vida política do país.
 
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante


Zampanó em
A ESTRADA da VIDA
(La Strada,1954)
direção de Federico Fellini
elenco: Giulietta Masina e Richard Basehart
 
Rude artista mambembe, seu personagem compra uma miserável e sensível garota, saindo com ela em apresentações baratas pelo interior da Itália. A chegada de um equilibrista trará acontecimentos inesperados.

kirk douglas e quinn
 
Paul Gauguin em
SEDE de VIVER
(Lust for Life, 1956)
direção de Vincente Minnelli
elenco: Kirk Douglas e Pamela Brown
 
Com oito minutos em cena, o também pintor Gauguin entra em conflito com Vincent Van Gogh, um artista torturado que leva uma vida de tristeza e frustração.
 
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante

quinn e anna magnani
 
Gino em
FÚRIA da CARNE
(Wild is the Wind, 1957)
direção de George Cukor
elenco: Anna Magnani, Anthony Franciosa e Joseph Calleia
 
Viúvo e rico fazendeiro, ele se casa com sua cunhada, mas esta acaba se apaixonando pelo seu filho adotivo.

quinn e sophia loren
 
Frank Valente em
A ORQUÍDEA NEGRA
(The Black Orchid, 1958)
direção de Martin Ritt
elenco: Sophia Loren e Ina Balin
 
Viúvo sente-se atraído por bela mulher que teve o marido mafioso assassinado, tentando convencê-la que o amor existe. Só que precisa também do apoio de sua filha que tem suas próprias razões para que o pai não se case outra vez.


Rivera "Montanha" Louis em
RÉQUIEM para um LUTADOR
(Requiem for a Heavyweight, 1962)
direção de Ralph Nelson
elenco: Mickey Rooney e Julie Harris
 
Boxeador em fim de carreira, com o risco de um dano no olho esquerdo se entrar no ringue mais uma vez, tenta conseguir outra forma de se sustentar, mas seu empresário inescrupuloso está cheio de dívidas e, para pagá-las, obriga-o a passar por diversas humilhações, entre elas, assinar um contrato para combates de luta-livre.

 

Auda Abu Tayi em
LAWRENCE da ARÁBIA
(Lawrence of Arabia, 1962)
direção de David Lean
elenco: Peter O’Toole, Alec Guinness, Jose Ferrer, Claude Rains e Arthur Kennedy
 
Líder tribal beduíno que termina por apoiar um jovem tenente do Exército Britânico no Norte da África, durante a Primeira Guerra Mundial, colaborando de forma decisiva para a união das tribos árabes contra os turcos.


Alexis Zorba em
ZORBA, o GREGO
(Alexis Zorba, 1964)
direção de Michael Cacoyannis
elenco: Alan Bates, Irene Papas e Lila Kedrova
 
Numa pequena propriedade em um ilha, grego de meia idade que adora a vida, renova o cotidiano sem graça de um inglês. Enquanto descobre os prazeres terrenos da Grécia, o inglês vê sua visão da vida mudar.
 
Melhor Ator da National Board of Review


Viñolas em
A VOZ do SANGUE
(Behold a Pale Horse, 1964)
direção de Fred Zinnemann
elenco: Gregory Peck, Omar Sharif e Mildred Dunnock
 
Oficial violento prepara armadilha para famoso combatente da Guerra Civil espanhola, exilado na França há 20 anos e que resolve viajar secretamente a sua cidade natal ao saber que sua mãe está morrendo.

quinn e dominique sanda
 
Gregorio Ferramonti em
A HERANÇA FERRAMONTI
(L’Eredità Ferramonti, 1976)
direção de Mauro Bolognini
elenco: Fabio Testi e Dominique Sanda
 
Homem rico se apaixona por mulher ambiciosa de aparência angelical, contribuindo ainda mais para a queda de sua família desunida.

setembro 03, 2011

******** SALA VIP: “Os SAPATINHOS VERMELHOS”

moira shearer

 
Um dos maiores clássicos do cinema britânico, realizado em 1948 pela dupla Michael Powell e Emeric Pressburger (“Narciso Negro / Black Narcissus”, 1947), tem um visual deslumbrante e impressionantes números de dança, revelando o mundo privado de bailarinos, coreógrafos e compositores. Estrondoso sucesso de público e de crítica, Os SAPATINHOS VERMELHOS havia sido planejado antes da Segunda Guerra, quando Pressburger escreveu um roteiro a pedido do produtor Alexander Korda, que pretendia realizar uma produção romântica estrelada por sua então esposa Merle Oberon (“O Morro dos Ventos Uivantes / Wuthering Heights”, 1939). Arquivado o projeto, dez anos depois, os diretores resolveram reativá-lo, usando o balé como alegoria poética do drama. 

Eles não queriam uma atriz fazendo o papel de uma bailarina, como era (e ainda é) comum, mas uma bailarina verdadeira para o papel. Foi difícil encontrá-la, até que o diretor artístico Hein Heckroth descobriu a escocesa Moira Shearer. Inicialmente ela não aceitou protagonizar Victoria Page, pois considerava o balé muito acima do cinema, mas foi convencida por sua professora de dança a estrear nas telas. Faria ainda mais seis filmes, sendo o segundo - “Os Contos de Hoffmann / The Tales of Hoffmann” (1951) - também dirigido por Powell-Pressburger. Moira nasceu em 1926, e entre 1942 e 1952 dançou como primeira bailarina em inúmeros balés clássicos. O cinema foi apenas um passatempo rentável, ela sempre colocou a dança em primeiro lugar.

moira shearer e robert helpmann

Décima colaboração entre Powell e Pressburger e a sétima que fizeram sob o escudo de sua própria companhia, The Archers, conta a história do tirânico e perfeccionista Boris Lermontov (excelente Anton Walbrook), que sabe como ninguém descobrir novos talentos, mas lhes impõem dedicação exclusiva. Assim, quando a bailarina Victoria Page (Moira Shearer) se apaixona pelo compositor Julian Craster (Marius Goring), ele tenta impedir o romance. Pressionada para sacrificar tudo pela dança, Vicky se identifica com a heroína do balé “Os Sapatinhos Vermelhos”, vítima de um par de sapatilhas enfeitiçadas, e, como ela, envereda por um caminho trágico. 

Livremente inspirado em um conto de Hans Christian Andersen, tem um tom estilizado de conto de fadas para adultos. Graças à coesão e brilhantismo de todos os setores técnicos – Oscar para a trilha sonora de Brian Easdale e a direção de arte de Hein Heckroth e Arthur Lawson -, o fantástico se une ao real num turbilhão de cores, simbolicamente aproveitadas, e a paixão dos artistas por sua arte passa, num clima mágico, para os espectadores. Com esplendorosa fotografia de Jack Cardiff, magníficos cenários e primorosas coreografias, Os SAPATINHOS VERMELHOS vai além de uma história de amor, traduzindo-se, sobretudo, como uma ode aos bastidores do espetáculo. 

A fundamental e arrebatadora seqüência de balé, que dura cerca de 15 minutos, levou seis semanas para ser rodada e é notável, uma preciosidade, unindo movimento, música e cor. O corpo de baile é composto por 53 bailarinos e foram usados 120 cenários diferentes. Um dos filmes favoritos de Martin Scorsese, que conseguiu, através da sua Fundação, restaurá-lo a partir do negativo original, após vários anos de dedicação, classificou-se em 9º lugar na lista dos 100 Melhores Filmes Ingleses de todos os tempos do British Film Institute. Já na minha relação, entre todos os musicais que assisti, ele está em 6º lugar. Pura emoção de cores, ritmo e beleza. Imperdível.


Os SAPATINHOS VERMELHOS
THE RED SHOES
(1948)

País: Inglaterra
Gênero: Musical
Duração: 133 min.
Cor
Produção, Direção e Roteiro: Michael Powell
e Emeric Pressburger (Rank/The Archers)
Adaptação do conto de Hans Christian Anderson
Fotografia: Jack Cardiff
Edição: Reginald Mills
Música: Brian Easdale
Cenografia: Hein Heckroth (des. prod.)
e  Arthur Lawson (d. a.)
Vestuário: Carven, Jacques Fath e Mattl
Elenco:
Anton Walbrook (“Boris Lermontov”), 
Marius Goring (“Julian Craster”), 
Moira Shearer (“Victoria Page”), Robert Helpmann, 
Leonide Massine, Albert Basserman, 
Ludmilla Tcherina e Esmond Knight

Nota: ***** (ótimo)

Prêmios: Oscar de Melhor Trilha Sonora 
e Melhor Direção de Arte
Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora

anton walbrook
moira shearer
marius goring
moira shearer



setembro 01, 2011

**************** VERA CRUZ: AMBIÇÃO e DECLÍNIO



 
Um dos mais importantes estúdios cinematográficos brasileiros, fundado em 1949 por Franco Zampari e Francisco Matarazzo Sobrinho, a Companhia Cinematográfica VERA CRUZ existiu durante cinco anos e realizou 21 filmes de longa-metragem. Seus estúdios de mais de 100.000 m² ocuparam o que antes era uma granja da família Matarazzo, em São Bernardo do Campo (SP), e receberam material técnico de primeira qualidade, bem como profissionais do exterior. Produção Brasileira de Padrão Internacional era o seu slogan, dando mostras da ambição de atingir padrões internacionais. No entanto, o sonho durou pouco e, em 1954, entrou em declínio. Entre os motivos da decadência, a ausência de um sistema próprio de distribuição - os distribuidores e os exibidores ficavam com mais de 60% da arrecadação de bilheteria. Havia ainda a dificuldade de colocar o filme nacional no competitivo mercado internacional. A companhia foi prejudicada também pela concorrência desigual com os filmes estrangeiros exibidos no Brasil. Apesar do pouco tempo de atividade, formou uma geração de notáveis profissionais e a qualidade técnica-artística de seus filmes marcou uma época, mostrando a viabilidade do cinema brasileiro.

Muitos dos filmes da VERA CRUZ adquiriram prestigio nacional e internacional, fazendo hoje parte integrante da historia do cinema brasileiro. Essa fábrica cinematográfica, que procurou atender a todos os gostos (adaptações literárias, dramas, comédias, policiais, romances históricos, aventuras, documentários), legou dois subgêneros: os filmes de cangaço - que até o Cinema Novo iria beber na fonte - e os chamados “caipiras”, criados como veículos para o fantástico comediante Mazzaropi. Ele, assim como outros atores do elenco do estúdio, são um capítulo à parte. Provenientes do que de melhor tínhamos em nosso teatro, tinha no seu cast valores preciosos como Jardel Filho, Nicete Bruno, Eva Wilma, Paulo Autran, John Herbert, Tonia Carrero, Anselmo Duarte, Ruth de Souza, Cleide Yáconis, Ilka Soares, Maria Fernanda etc. Uma inesquecível constelação! Para quem desconhece esse nosso passado recente, listei dez filmes representativos da VERA CRUZ, resultando numa viagem de sensíveis imagens, canções populares e memória daqueles que construíram uma das mais importantes sagas do nosso cinema.

CAIÇARA (1950)
direção de Adolfo Celi
elenco: Eliane Lage, Carlos Vergueiro, Mário Sérgio, Célia Biar e Renato Consorte

eliane lage

Primeiro filme da VERA CRUZ. Uma jovem filha de leprosos apaixona-se por um marinheiro. As qualidades técnicas inegáveis não superam a fragilidade do enredo e a falsidade dos desempenhos. Eliane Lage, nascida na França, fez apenas cinco filmes, terminando por morar numa fazenda em Goiás. De olhos verdes e atlético, Mário Sérgio foi descoberto numa praia de Santos pelo diretor gay Alberto Cavalcanti. Fez sucesso como galã, mas largou o cinema em 1958 para viver num sítio no Paraná.

CANDINHO (1954)
direção de Abílio Pereira de Almeida
elenco: Mazzaropi, Marisa Prado, Ruth de Souza, Adoniran Barbosa e John Herbert

Caipira tem um namorico com a filha de um coronel e acaba expulso da fazenda em que vive. Vai para São Paulo, iniciando uma busca incansável pela mãe que o abandonou. Depois desse fracasso comercial, Mazzaropi criou sua própria produtora, ganhando muito dinheiro e popularidade por mais duas décadas. No elenco, a lendária Ruth de Souza, que abriu caminho para o artista negro no Brasil.

O CANGACEIRO (1953) 
direção de Lima Barreto
elenco: Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro e Vanja Orico

Premiado no Festival de Cannes, o tema, para a época, era original: em meio à luta com as tropas organizadas por voluntários em busca de defesa de seus vilarejos, o conflito entre dois cangaceiros por conta de uma professora raptada a quem um deles liberta por amor. Mistura de faroeste nordestino e drama romântico, tornou-se um clássico do cinema nacional. Com diálogos da escritora Rachel de Queiroz, foi o primeiro filme brasileiro a ganhar repercussão internacional. Vanja Orico começou sua carreira cantando em um filme de Federico Fellini, “Mulheres e Luzes / Luci del Varietà” (1950).

FLORADAS na SERRA (1954)
direção de Luciano Salce
elenco: Cacilda Becker, Jardel Filho, Ilka Soares, John Herbert, Miro Cerni e Lola Brah

cacilda becker
Baseado em romance homônimo de Dinah Silveira de Queiroz. Cansada dos prazeres mundanos, uma moça rica se refugia em Campos do Jordão, descobrindo que está com tuberculose. Mesmo não suportando o tratamento em uma clínica, adia à volta a capital paulista quando se enamora de outro paciente, um escritor pobre. Rara oportunidade de conhecer o extraordinário talento de Cacilda Becker, um ícone do teatro brasileiro. Grande sucesso de crítica, sendo considerado o melhor filme da VERA CRUZ.

LUZ APAGADA (1953)
direção de Carlos Thiré
elenco: Mário Sérgio, Maria Fernanda, Fernando Pereira e Sérgio Hingst

Numa pequena cidade, um farol é o centro de rede de contrabandos, enquanto a filha do faroleiro se divide entre o amor de nativo e de ajudante da administração portuária. O belo galã Fernando Pereira abandonaria o cinema para enriquecer com corretagem de imóveis. Atriz excepcional, Maria Fernanda é filha da poeta Cecília Meirelles.

Na SENDA do CRIME (1954)
direção de Flaminio Bollini Cerri
elenco: Miro Cerni, Cleide Yáconis, Silvia Fernanda e Renato Consorte

Bancário leva uma vida perdulária frequentando casas noturnas suspeitas e namorando uma sofisticada vedete do teatro de revista. Endividando, se envolve com marginais e planeja roubos. Melodrama criminal com muita ação e excelente atuação do versátil Miro Cerni. Ele deixou o cinema em 1956, casando-se e indo morar numa fazenda no interior do Rio de Janeiro. Irmã de Cacilda Becker, Cleyde Yáconis é uma das maiores atrizes do Brasil e, ainda hoje, aos 88 anos de idade, faz teatro e televisão. Recentemente interpretou Brígida Gouveia na telenovela “Passione” 

SINHÁ MOÇA (1953)
direção de Tom Payne
elenco: Anselmo Duarte, Eliane Lage, Ruth de Souza e Eugênio Kusnet
 
ruth de souza

No século 19, a filha de coronel latifundiário chega à fazenda familiar com ideias abolicionistas. Enamora-se de um rapaz, embora rejeite sua ideologia escravagista. Suntuosa produção que levou o Urso de Prata no Festival de Berlim e o Leão de Bronze em Veneza. Um dos nossos maiores galãs, Anselmo Duarte, brilhou na direção de “O Pagador de Promessas” (1962), concorrendo ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

TERRA é SEMPRE TERRA (1951)
direção de Tom Payne
elenco: Marisa Prado, Mário Sérgio, Ruth de Souza, Eliane Lage e Célia Biar

Rígido capataz despreza sua mulher mais jovem. Ambicioso, rouba na colheita de café da patroa, que manda seu filho inspecionar a fazenda. Mulherengo e jogador, o rapaz perde todo o dinheiro no carteado, ficando endividado. O empregado se oferece para comprar a fazenda e, assim, liquidar sua dívida. Marisa Prado filmou na França e Espanha, deixando o cinema depois de se casar com um milionário libanês.

TICO-TICO no FUBÁ (1952)
direção de Adolfo Celi
elenco: Anselmo Duarte, Tônia Carrero, Marisa Prado, Marina Freire e Ziembinski.

Cinebiografia do compositor Zequinha de Abreu. Ele se apaixona por uma artista de circo, compondo um chorinho em sua homenagem. A beleza de Tônia Carrero pasmou os europeus no Festival de Cannes. Já Anselmo ganhava o maior salário da VERA CRUZ.

Uma PULGA na BALANCA (1953)
direção de Luciano Salce
elenco: Waldemar Wey, Paulo Autran, Lola Brah, John Herbert e Eva Wilma

Um ladrão organiza extorsões contra famílias ricas, fazendo-se passar por amigo de um dos seus parentes recentemente falecido. Comédia sofisticada de largo apelo popular. Estreia de Eva Wilma, aos 20 anos. Dois anos depois, ela se casaria com John Herbert, formando o principal casal da televisão brasileira dos anos 50 e 60.

FONTE
“História Ilustrada dos Filmes Brasileiros 1929-1988”
de Salvyano Cavalcanti de Paiva
 
“Projeto Memória Vera Cruz”