“Sou apenas um contador de histórias,
e o cinema é o meu meio. Gosto dele
porque recria a vida em movimento,
amplifica-a. Está muito próximo
da criação milagrosa da vida.”
FEDERICO FELLINI
e o cinema é o meu meio. Gosto dele
porque recria a vida em movimento,
amplifica-a. Está muito próximo
da criação milagrosa da vida.”
FEDERICO FELLINI
“Oito e Meio”
Um dos grandes diretores italianos, criou um
estilo cinematográfico inimitável, combinando surrealismo com crítica social
incisiva. Explorou em 23 filmes suas
obsessões com o circense, a decadência social, a redenção espiritual e as
mulheres, gerando influências em diversos cineastas, como o siciliano Paolo
Sorrentino ou o norte-americano Martin Scorsese, que diz rever “Oito e Meio”
(1963) todo ano. FEDERICO FELLINI (1920 – 1993. Rimini / Itália) colocou a
própria biografia em sua criação cinematográfica. Na realidade, aos dezenove
anos deixou a provinciana cidade natal, transferindo-se
para Roma. Seu primeiro emprego foi na revista humorística “Marc’Aurelio”. Na
Itália semidestruída pela II Guerra Mundial, oscilou de um emprego a outro. Depois
de trabalhar como repórter, locutor de rádio e escritor de
fotonovelas, o famoso ator Aldo Fabrizi o contratou para escrever esquetes para espetáculos de uma companhia teatral ambulante. Com ela, o futuro cineasta correu a
Itália, aprendendo a técnica de contar histórias a partir de pequenos
incidentes dramáticos ou cômicos.
A guerra estava acabando. No meio dos
destroços, entre bombas e fuzilamentos, o cinema italiano voltava a brilhar.
Era o começo do neorrealismo, uma arte verdadeira, sem glamour e sem estrelas,
que mudaria o panorama do cinema mundial. E ele fazia parte desse movimento. Seu
primeiro trabalho em filmes foi em um roteiro para o lendário Roberto
Rossellini, contando o episódio verídico do fuzilamento de um padre pelos
nazistas. “Roma, Cidade Aberta / Roma
Città Aperta” (1945) transformou-se em um clássico. Começava aí uma das
carreiras mais exuberantes da sétima arte. A colaboração com o cinema se
intensificou e alguns dos seus roteiros foram pontos altos do neorrealismo: “O
Moinho do Pó / Il Mulino del Po” (1949), de Alberto Lattuada; “O Caminho da
Esperança / Il Cammino della Speranza” (1950), de Pietro Germi; “Milagre em
Milão / Miracolo a Milano” (1951), de Vittorio de
Sica, entre outros. Em 1950, co-dirigiu com Alberto Lattuada “Mulheres e Luzes /
Luci del Varietà”. O segundo filme, “Abismo de um Sonho / Lo
Sceicco Bianco”, veio em 1952 e teve péssima recepção.
Um ícone da fantasia com uma visão pessoal
acerca da sociedade, ele ressignificou suas lembranças da infância-juventude e
seus sonhos, traduzindo-os em obras magistrais. O cinema se tornou, para o
diretor, um espaço de interpretação de fantasias e desejos, de reconciliação
com situações de tempos passados. Brincou sem limites entre o real e o imaginário,
o ficcional e o biográfico, alta e baixa cultura, cinema de autor e de
entretenimento, num universo onírico copiado mundialmente. A grande virada foi “A
Doce Vida”, de 1960. Sucesso de bilheteria e condenado pela Igreja Católica,
este filme insólito abandona o que poderíamos chamar de uma representação mais
crua, buscando se aproximar de um mundo simbólico, estilizado. A partir deste
momento decisivo, sua obra, que ele descrevia como “sonhos em celuloide”, funda
um estilo próprio, no qual mescla memória e sonho, quase sempre não deixando
claro onde termina um e começa o outro. Seu cinema barroco, onírico e pessoal torna sua filmografia uma das mais premiadas e envolventes de todos os
tempos.
Ele descrevia seu método criativo afirmando que a invenção para suas tramas se dava a partir de suas experiências, memórias, esperanças, “uma mistura de emoções pessoais, alterações, as cores da escuridão que vivem em mim”. Condecorado com quatro estatuetas no Oscar, um recorde na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, seu legado é visto como um divisor de águas, rendendo um novo adjetivo no vocabulário cinematográfico: o termo felliniano. O cineasta teve como principais colaboradores, a atriz e esposa Giulietta Masina, o ator Marcello Mastroianni, o compositor Nino Rota, o produtor Angelo Rizzoli, o roteirista Ennio Flaiano e o editor Ruggero Mastroianni. Ele, pessoalmente, nos deixou em 1993. Seu cinema singular, de melancolia mágica, jamais nos deixará. É eterno. Cento e cinco anos após seu nascimento, FEDERICO FELLINI ainda se destaca como um gigante do cinema. Este post é um tributo a um artista criativo e livre, que inventou um universo cinematográfico próprio: uma visão mágica do mundo.
DEZ FILMES para CONHECER FELLINI
(por ordem de preferência)
(por ordem de preferência)
01
A DOCE VIDA
(La Dolce Vita, 1960)
(La Dolce Vita, 1960)
elenco: Marcello Mastroianni, Anita Ekberg, Anouk Aimée,
Yvonne Furneaux, Magali Noel, Alain Cuny,
Annibale Ninchi, Valeria Ciangottini e Laura Betti
Um dos maioresma. Impulsionou a
carreira do cineasta italiano ao sucesso internacional - ironicamente, ao
oferecer uma crítica contundente à cultura do estrelato. Um olhar sobre o vazio
existencial por trás do estilo de vida se filmes do cinedutor dos ricos e glamorosos de Roma,
acompanha um notório jornalista de celebridades (um Marcello Mastroianni
sublimemente icônico) nas periferias dos holofotes. Mordaz, foi incisivo sobre
a decadência da Europa contemporânea e forneceu um vislumbre premonitório de
quão obcecada por fofocas e fama nossa sociedade se tornaria. Cunhou o termo
paparazzo, mas seu verdadeiro mérito reside no cinismo com que disseca uma
cidade.
Indicado ao Oscar de Melhor Direção
Palma de Ouro (Melhor Filme) no Festival de Cannes
David di Donatello de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro do Círculo
dos Críticos de Cinema de Nova Iorque
Palma de Ouro (Melhor Filme) no Festival de Cannes
David di Donatello de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro do Círculo
dos Críticos de Cinema de Nova Iorque
02
AMARCORD
(Idem, 1974)
(Idem, 1974)
elenco: Magali Noel, Bruno Zanin, Puppella
Maggio,
Armando Grancia, Ciccio Ingrassia e Maria Antonietta Beluzz
Armando Grancia, Ciccio Ingrassia e Maria Antonietta Beluzz
O realizador retorna à paisagem provinciana
de sua infância com esta reminiscência, recriando sua cidade natal, Rimini, nos
estúdios da Cinecittà e retratando seu cotidiano como um circo de rituais
sociais, desejos adolescentes, fantasias masculinas e subterfúgios políticos.
Esboçando uma galeria de caricaturas cômicas, evoca com carinho um mundo
desaparecido, aureolado pelo brilho da memória, ao mesmo tempo em que satiriza
um país embrutecido pelo fascismo. Entrelaça com maestria a cinematografia
vibrante de Giuseppe Rottuno, os figurinos e cenários extravagantes de Danilo
Donati e a trilha sonora nostálgica de Nino Rota. Talvez seja o filme mais
pessoal do diretor.
Indicado ao Oscar de Melhor Diretor
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
David di Donatello de Melhor Filme e Melhor Diretor
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro do National Board of Review
Melhor Filme e Melhor Diretor do Círculo dos Critícos
de Cinema de Nova Iorque
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
David di Donatello de Melhor Filme e Melhor Diretor
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro do National Board of Review
Melhor Filme e Melhor Diretor do Círculo dos Critícos
de Cinema de Nova Iorque
03
NOITES de CABÍRIA
(Le Notti di Cabiria, 1957)
(Le Notti di Cabiria, 1957)
Ascensão, queda e recuperação de uma prostituta, num ambiente de rua, exploração, milagres e trapaceiros. Grande consagração popular do cineasta, apresentando uma das personagens mais inesquecíveis de todo o cinema: Cabiria, uma trabalhadora sexual irreprimível e ferozmente independente que, enquanto se move por Roma, em meio à adversidade e à tristeza, precisa confiar em seu próprio espírito indomável para se manter de pé. O filme encerrou a fase inicial do diretor, de influência neorrealista, com um final sublimemente comovente, porém esperançoso, que incorpora a mistura do amargo e do doce que define sua recorrente visão de mundo. Obra-prima.
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
David di Donatello de Melhor Diretor
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
David di Donatello de Melhor Diretor
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
04
Os BOAS VIDAS
(I Vitelloni, 1953)
(I Vitelloni, 1953)
elenco: Alberto Sordi, Franco Fabrizi, Franco Interlenghi,
Leopoldo Trieste, Leonora Ruffo, Paola Borboni,
Lída Baarová e Vira Silenti
A segunda criação solo do diretor rendeu seu primeiro sucesso comercial: um retrato lúcido de cinco jovens mergulhados em um limbo provinciano, sonhando com aventuras e uma fuga de sua pequena cidade costeira. Baseando-se em memórias entre a nostalgia cômica de “Amarcord” e a ressaca da cidade grande de “A Doce Vida”, cria um filmaço semiautobiográfico com personagens afiados: Fausto, o galã, forçado a se casar com uma moça que engravidou; Alberto, o filho perpétuo; Leopoldo, um escritor sedento de fama; e Moraldo, a consciência do grupo. A crônica cinematográfica captura a lassidão e o anseio de seus protagonistas com perspicácia humorada e compaixão.
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Leão de Prata no Festival de Veneza
Leão de Prata no Festival de Veneza
05
FELLINI OITO e MEIO
(8½, 1963)
(8½, 1963)
elenco: Marcello Mastroianni Anouk Aimée, Claudia Cardinale,
Sandra Milo, Rossella Falk, Barbara Steele,
Madeleine Lebeau e Caterina Boratto
Considerado por muitos o seu melhor trabalho. Marcello Mastroianni interpreta Guido Anselmi, um cineasta cujo novo projeto está desmoronando ao seu redor, junto com sua vida. Um dos filmes mais aplaudidos pela crítica, teve um primeiro título provisório, “A Bela Confusão”, e é exatamente isso: um sonho cintilante e um número de mágica. Códice para decifrar a obra felliniana, essa alucinação transgressora tem sido imitada desde sempre. Mastroianni substitui o próprio diretor em suas fantasias surreais sobre o bloqueio artístico, a infância que volta feroz, a cavalgada de mulheres que ele decepcionou, inseguranças, música e a certeza absoluta de que a vida é um circo.
Indicado ao Oscar de Melhor Diretor
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Grande Prêmio no Festival de Moscou
Melhor Filme Estrangeiro no National Board of Review
Melhor Filme Estrangeiro no Círculo
dos Críticos de Cinema de Nova Iorque
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Grande Prêmio no Festival de Moscou
Melhor Filme Estrangeiro no National Board of Review
Melhor Filme Estrangeiro no Círculo
dos Críticos de Cinema de Nova Iorque
06
A ESTRADA da VIDA
Uma decadente companhia de diversões ambulante percorre as estradas da Itália. O primeiro sucesso internacional do diretor. Ponte entre seu passado neorrealista e a fantasia lírica que está por vir, repleto de símbolos amargos e referências à commedia dell'arte. Com este drama inovador, o diretor retrata uma visão pessoal e poética da vida como um carnaval agridoce. A expressiva Masina registra tanto a maravilha infantil quanto o desespero de partir o coração como Gelsomina. A obra possui a pureza e a ressonância atemporal de uma fábula e continua sendo uma das visões mais comoventes do cinema sobre a humanidade lutando para sobreviver diante das crueldades da vida.
Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro no Círculo dos Críticos
de Cinema de Nova Iorque
Leão de Prata no Festival de Veneza
Nastro d´Argento de Melhor Diretor
Melhor Filme Estrangeiro no Círculo dos Críticos
de Cinema de Nova Iorque
Leão de Prata no Festival de Veneza
07
SATYRICON de FELLINI
(Fellini – Satyricon, 1968)
(Fellini – Satyricon, 1968)
elenco: Martin Potter, Hiram Keller, Salvo Randone,
Magali Noel, Capucine, Alain Cuny,
Lucia Bosè e Gordon Mitchell
A carreira do realizador atingiu novos patamares de excentricidade e brilhantismo com esta notável, controversa e extremamente livre adaptação da sátira romana clássica de Petrônio, escrita durante o império de Nero. Uma enxurrada episódica de licenciosidade sexual, violência profana e grotesco cativante, acompanha as façanhas de dois jovens pansexuais - o belo estudioso Encólpio e seu amigo vulgar e insaciavelmente lascivo Ascilto - enquanto se movem por uma paisagem de excessos pagãos de forma livre que remete ao sexo libertário moderno. Criando um caos aparente com controle primoroso, o diretor constrói um mundo antigo e estranho que parece ficção científica.
Melhor Filme Italiano no Festival de Veneza
08
A TRAPAÇA
(II Bidone, 1955)
(II Bidone, 1955)
Abandonando em parte os floreios poéticos das obras mais famosas do realizador, é um drama policial neorrealista sombrio, estrelado por um magistral Broderick Crawford como um dos personagens mais complexos do cânone do diretor: um vigarista profissional decadente que, tendo feito carreira explorando a ingenuidade de camponeses pobres, de repente descobre que seus caminhos tortuosos começaram a alcançá-lo. Entrelaçando magistralmente o realismo humano da história com elementos de humor, cria um retrato contundente de um homem lidando com as consequências de suas escolhas de vida, que o atinge com a força de uma profunda e fatal tragédia moral.
09
JULIETA dos ESPÍRITOS
(Giulietta degli spiriti, 1965)
(Giulietta degli spiriti, 1965)
elenco: Giulietta Masina, Sandra Milo, Mario Pisu,
Valentina Cortese, Valeska Gert, José Luis de Vilallonga,
Caterina Boratto e Sylva Koscina
Primeiro longa-metragem em cores do diretor. Caleidoscópio projetado na psique de uma mulher de meia-idade que atravessa uma crise mística. Baseando-se em cenas de sua vida pessoal, Giulietta Masina interpreta uma senhora refinada que se aventura no espiritualismo e cujo domínio da realidade começa a se esvair quando descobre que o marido está tendo um caso, o que a leva a uma jornada alucinatória de autodescoberta na qual memórias, sonhos e forças sobrenaturais se fundem. Com a cinematografia virtuosa de Gianni di Venanzo, o filme examina as preocupações centrais do diretor - sexo e amor, vida e morte, fantasia e realidade - da perspectiva do feminino.
Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Filme Estrangeiro do National Board of Review
Melhor Filme Estrangeiro do Círculo dos Críticos
de Cinema de Nova Iorque
Melhor Filme Estrangeiro do National Board of Review
Melhor Filme Estrangeiro do Círculo dos Críticos
de Cinema de Nova Iorque
10
ROMA de FELLINI
(Roma, 1972)
(Roma, 1972)
Relato de viagem, memórias e espetáculo cinematográfico ultrajante da Cidade Eterna. Esta fantasia urbana entrelaça lembranças da juventude do diretor na era de Mussolini com um retrato impressionista da Roma contemporânea. Os prazeres materiais do sexo, da comida, da vida noturna e de um alucinante desfile de moda eclesiástica são permeados por vislumbres de um passado monumental: o Coliseu cercado pelo trânsito, afrescos antigos desenterrados em um túnel de metrô, uma estátua de César manchada por pombos. Com uma mistura estonteante de imediatismo documental e artifício extravagante, penetra no mito e na mística da histórica e maravilhosa capital da Itália.
FONTES
“Eu, Fellini” (1995)
de Charlotte Chandler
“Fellini. Vou falar-te de Mim” (1999)
de Costanzo Costantini
CADERNO de SONHOS
“Eu, Fellini” (1995)
de Charlotte Chandler
“Fellini. Vou falar-te de Mim” (1999)
de Costanzo Costantini
CADERNO de SONHOS
Nos anos 60, incentivado pelo analista
junguiano Ernst Bernhard, FEDERICO FELLINI passou a registrar os próprios
sonhos através de textos e ilustrações - atividade que manteve por cerca de 30
anos. Para isso, mantinha um caderno em sua mesa de cabeceira. Pela manhã,
assim que abria os olhos, tentava reproduzir, usando canetas hidrográficas
coloridas, o que chamava de “trabalho noturno”. Em 2008, as 500 páginas foram
publicadas com o título de “The Book of Dreams”.
GALERIA de FOTOS
O CINEMA ITALIANO NESTE BLOG
01
ATIRE PRIMEIRO, MORRA DEPOIS: POLIZIOTTESCHI
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2024/06/atire-primeiro-morra-depois.html
02
ALIDA VALLI: a BARONESA ESTRELA de CINEMA
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2011/02/alida-valli-de-baronesa-namoradinha-da.html
03
O CINEMA POLÍTICO ITALIANO (1960 - 1979)
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2012/07/o-cinema-politico-italiano-1960-1979.html
04
LUCHINO VISCONTI: o CONDE CINEASTA
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2017/02/fragmentos-de-um-conde-cineasta-e.html
05
LUISA FERIDA e OSVALDO VALENTI: PAIXÃO e CRIME
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2025/05/luisa-ferida-e-osvaldo-valenti-paixao-e.html
06
MARCELLO MASTROIANNI: a ARTE da SEDUÇÃO
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2018/08/marcello-mastroianni-arte-da-seducao.html
07
O MELHOR do CINEMA ITALIANO: 30 FILMES
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2025/06/o-melhor-do-cinema-italiano-30-filmes.html
08
15 ATORES à ITALIANA do SÉCULO 21
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2025/07/15-atores-italiana-do-seculo-21.html
09
SANDRA MILO, a AMANTE de FELLINI
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2011/06/sandra-milo-amante-de-fellini.html
10
TELEFONE BIANCHI – o CINEMA FASCISTA ITALIANO
https://ofalcaomaltes.blogspot.com/2024/07/telefoni-bianchi-o-cinema-fascista.html
“Satyricon de Fellini”
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