maio 14, 2015

*********** A LENDA EXÓTICA de MERLE OBERON



 
A diva peruana Yma Sumac dizia ser descendente do último imperador inca, Atahualpa, sendo assim uma princesa por sangue. Anna Kashfi se fez passar por indiana para conquistar Hollywood e casar com Marlon Brando, mas, na verdade, era do País de Gales. Com MERLE OBERON (1911 – 1979. Munbai / Índia) o enigma é mais complexo, fabuloso, gerou biografias, bestseller (“Queenie”, 1985, de Michael Korda, seu sobrinho), documentários e popular minissérie (“Queenie”, 1987). Uma das estrelas mais sofisticadas da década de 1930 e 40, uma sereia morena de características exóticas e olhos amendoados. Graciosa e bela. Em seu ápice, 1939, cativou o mundo no romântico “O Morro dos Ventos Uivantes”, como Cathy, o amor do Heathcliff de Laurence Olivier.

Biografada na imprensa como filha de um oficial do exército britânico e de uma francesa de origem irlandesa, nascida na Tasmânia, Austrália, e educada na Índia, a estrela tinha um passado secreto ainda mais intrigante, mesmo ela garantindo que viveu até os seis anos na Tasmânia e depois foi morar com a avó em Bombaim e Calcutá, na Índia. A real história permanece um mistério, existem várias versões, já que, ela nunca revelou sua origem verdadeira, a fim de esconder a mistura racial. Algumas fontes falam que sua mãe era uma eurasiana do (antigo) Ceilão (hoje Sri-Lanka) e seu pai um inglês. Outras falam de uma descendência chinesa. Uma terceira versão, no Ceilão, apresenta a anglo-hindu Constance Selby como sua verdadeira mãe. Mas durante toda a vida, a atriz negou-se a encontrar com ela e seus quatro “meio-irmãos”.
 
leslie howard e merle
em “o pimpinela escarlate”
Em 1928, aos dezessete anos, depois de um romance com um rico ex-ator inglês (que terminou a relação ao ver a pele escura da mãe da moça, percebendo que ela era mestiça), MERLE OBERON deixou a Índia e foi morar em Londres, sobrevivendo como figurante de filmes e taxi-dancer em clubes noturnos - conhecida como Queenie (apelido em homenagem à Queen Mary). 
 
Tornou-se uma artista celebrada no Café de Paris e escandalizou os londrinos ao namorar um músico de jazz negro e norte-americano. Na época, os irmãos Korda, Alexander, Zoltan e Vincent, judeus húngaros, eram poderosos profissionais do cinema britânico. Alexander Korda descobriu Queenie no restaurante de um estúdio de cinema, mudou seu nome e a colocou no drama de época “Os Amores de Henrique VIII” (1933), a primeira produção da Inglaterra nomeada para o Oscar de Melhor Filme. 

Após sua interpretação de Lady Marguerite Blakeney em “O Pimpinela Escarlate / The Scarlet Pimpernel (1934), ao lado de Leslie Howard (que se tornou seu amante), a atriz recebeu convite para trabalhar em Hollywood. Os executivos da meca do cinema já tinha alguma ideia do talento dela, porque seu “Melodia Trágica / The Broken Melody (1934) foi um sucesso nos EUA. Com a nomeação para o Oscar de Melhor Atriz como Kitty Vane em “O Anjo das Trevas” (1935), seu primeiro filme como contratada do produtor independente Samuel Goldwyn, ela passou a ser uma estrela. Namorando David Niven, quase casou-se com ele, mas a infidelidade do ator arruinou a relação.

MERLE e o ClÁSSICO de EMILY BRONTË

Seu mais afamado desempenho - aclamado pelos críticos como magistral -, foi a Cathy Linton de “O Morro dos Ventos Uivantes” (1939), a segunda de sete adaptações cinematográficas que o romance de Emily Brontë teve, até o momento. A primeira foi produzida em 1920. Vivien Leigh queria desempenhar o papel principal, ao lado de seu amante e futuro marido Laurence Olivier, mas os executivos do estúdio decidiram que o papel seria de MERLE OBERON. Mais tarde, eles ofereceram para Leigh o papel de Isabella Linton, mas ela recusou e Geraldine Fitzgerald ficou com o papel. 
 
Samuel Goldwyn mais tarde afirmou que esta foi a sua produção favorita. Ronald Colman, Douglas Fairbanks Jr. e Robert Newton foram considerados para o papel de Heathcliff. A fama de Olivier cruzou o Atlântico e Hollywood o convidou para estrelar o filme. A arrogância do ator nas filmagens e sua constante agressividade com sua co-protagonista quase o fizeram ser dispensado da produção, mas uma bronca homérica do produtor Samuel Goldwin o fez rever suas atitudes e Laurence mudou radicalmente sua postura. Diz a lenda que depois de uma cena particularmente romântica, a estrela gritou ao diretor sobre seu co-astro: Diga a ele para parar de cuspir em mim!”.
 
flora robson, merle e david niven
em “o morro dos ventos uivantes”
O ponto de partida do longa foi um roteiro assinado por Charles MacArthur e Ben Hecht - este último chegou a ser chamado de “Shakespeare de Hollywood”. De qualquer modo, Hecht esteve envolvido em quase 160 roteiros que chegaram a ser filmados. A dupla escreveu o roteiro baseado no romance em 1936 sem que ninguém se interessasse por ele até que, por caminhos tortuosos, chegou às mãos do diretor, na época em prestígio ascendente, William Wyler. 
 
Como era comum nesta fase considerada a época áurea do sistema de produção dos grandes estúdios de Hollywood, Wyler estava preso por contrato ao produtor Samuel Goldwyn. Ele havia conseguido que Goldwyn produzisse uma versão para as telas da polêmica peça de Lillian Hellmann, “The Children’s Hour”, apesar do tema explosivo para a década de 1930: uma menina mentirosa levanta infâmias sobre a vida íntima de suas professoras. A mentira da peça, segundo a qual as professoras seriam lésbicas, teve que ser mudada para o filme, ficando que uma delas estaria enamorada do noivo da outra; daí o final feliz e conformado à moral oficial vigente. Apesar da censura, foi um marco na carreira de Wyler. Embora tenha tido êxito na empreitada anterior, Wyler precisou de dois anos para convencer Goldwyn a aceitar a ideia de produzir “O Morro dos Ventos Uivantes”. Na biografia de Wyler, escrita por Axel Madsen, li que Goldwyn teria alegado que não gostava de “histórias com gente morrendo no final, isso é coisa de tragédia”, ao que Wyler contestou, vendendo a imagem de “uma grande história de amor”.

Ao finalmente aceitar produzir o filme, Samuel Goldwyn só fez uma pergunta: “Há lugar no elenco para Merle?”. Sua contratada, ele estava procurando um filme que servisse de veículo para ela. Depois de aceitar a ideia de Wyler e ver o filme pronto (com boa receptividade de crítica e prestígio junto ao público) o produtor passou a dizer que o filme era “seu” e que “Wyler apenas o dirigiu”. De fato, o desfecho foi obra apenas de Goldwyn e contra a vontade de Wyler: um take final foi acrescentado pelo produtor, sugerindo que os fantasmas de Heathcliff e Catherine estavam reunidos, caminhando para o além. O diretor havia se recusado a rodar essa tomada que mesmo assim foi feita à sua revelia depois do filme pronto. Não eram nem Laurence Olivier e nem Merle Oberon, já dispensados das filmagens. No mesmo ano do badalado lançamento, MERLE OBERON se casa com Alexander Korda (o primeiro dos seus quatro maridos), tornando-se lady quando ele foi nomeado cavaleiro em 1942. O divórcio veio em 1945, deixando-a rica.

CICATRIZES FACIAIS e PASSADO MISTERIOSO

alexander korda e merle
Durante as filmagens de “I, Claudius”, em 1937, onde fazia Messalina, a atriz sofreu um sério acidente de carro que a deixou com cicatrizes faciais. Após a cirurgia dolorosa e recuperação, ela voltou a atuar, mas encobrir as marcas em seu rosto era uma tarefa complicada. Só com a ajuda de grandes maquiadores ela pode continuar sua carreira. Felizmente, durante as filmagens do suspense “Ódio que Mata / The Lodger” (1944), apaixonou-se pelo diretor de fotografia, Lucien Ballard. Ele criou um spotlight compacto com o qual disfarçava as cicatrizes do rosto de MERLE OBERON, chamando-o de “Obie”, em homenagem à futura esposa. 
 
A década de 1940 foi generosa com ela, atuando em bons filmes, entre eles o famoso “À Noite Sonhamos” (1945), personificando a escritora francesa George Sand, o amor de Chopin. Na época, numa clínica de beleza, sofreu reação alérgica aos produtos, resultando em manchas permanentes no rosto. Nas décadas seguintes, sempre bela, continuaria trabalhando. “Hotel de Luxo / Hotel” (1967), de Richard Quine, e “Interval” (1973), de Gavin Lambert, foram seus últimos filmes. Aposentada, mudou-se para Malibu, na Califórnia, morrendo em 1979, aos 69 anos.

A biografia de Charles Higham, “Princesa Merle”, que escreveu com Roy Moseley, revelou pela primeira vez que a estrela era anglo-indiana. Ele argumenta que a proveniência da Tasmânia foi inventada pelo estúdio de Alexander Korda. Na época, uma estrela de raça mista não era aceitável. Tasmânia foi escolhida como seu novo local de nascimento, porque era muito longe dos EUA e Europa e tinha selo “british”. Então, Estelle Thompson, de Bombaim, metamorfoseou-se em MERLE OBERON, uma branca que se mudou da Tasmânia para a Índia após seu ilustre pai morrer em um acidente de caça. Na Tasmânia, muitos são convencidos de que ela é a mais famosa filha da ilha, mas que não nasceu de pais ricos, e sim de uma chinesa que trabalhava num hotel. 
 
A atriz manteve até o fim a versão publicitária de Korda (dizem que passou a acreditar nela) e em 1978 aceitou o convite de recepção de boas-vindas a Hobart, na Tasmânia, onde supostamente nascera. Mesmo sem encontrar a certidão de nascimento, o Conselho da cidade concluiu que ela era definitivamente da Tasmânia, filha de uma mulher chamada Lottie Chintock, de uma desaparecida comunidade chinesa de mineração de estanho, no nordeste da ilha, Weldborough. Lottie tinha saudade de sua filha perdida. Ela foi forçada a abandoná-la, com a garota sendo levada para a Índia por comerciantes de seda ou, diz outra versão, por uma trupe itinerante de atores. Outra história garante que foi para a Índia com o primo do patrão de sua mãe.


O biógrafo Charles Higham sugere que atriz foi a Hobart, na Tasmânia, pela insistência do último marido, o ator holandês Robert Wolders (mais tarde companheiro das atrizes Audrey Hepburn e Leslie Caron). Ele queria conhecer a terra natal da esposa. Será que ela não lhe disse a verdade? Seja qual for a intenção, a visita não foi nada fácil para MERLE OBERON. Ela se recusou a dar entrevistas e tampouco visitou o teatro nomeado em sua honra, escondendo-se no hotel onde se hospedou. No caminho para a recepção, disse ao motorista nativo uma história diferente de seu nascimento, alegando que estava viajando em um navio que passava por Hobart quando seu pai ficou doente e, como resultado, ela viveu seus primeiros anos na Tasmânia. No evento em sua homenagem, negou que nasceu na Tasmânia, tendo um colapso público e deixando a cidade após o fiasco. Como Higham diz: “Foi uma tragédia. Ela nunca deveria ter ido lá.”

Na Índia, os registros da passagem da estrela também são obscuros. Sabe-se que levou uma existência miserável em Bombaim, tendo mais sorte em Calcutá, onde ganhou uma bolsa para estudar numa das melhores escolas particulares, mas era constantemente insultada pelas colegas. O mais crível nesse mistério, registra MERLE OBERON como filha da anglo-indiana Constance Selby, que se desfez da filha quando deu à luz aos quinze anos, mantendo o segredo de sua família por toda a vida. A atriz, no entanto, nunca reconheceu diretamente a família Selby, exceto ao enviar-lhes pequenas quantidades de dinheiro ao longo do tempo. Quando Harry, seu meio-irmão, vivendo em Los Angeles, tentou visitá-la, ela se recusou a recebê-lo. A estrela perdeu sua identidade, seu país e sua família, renascendo em Hollywood como uma aristocrata exótica. O truque deu certo. Teve uma carreira digna e uma estrela na Calçada da Fama.

cornel wilde e merle 
em “a noite sonhamos”

  DEZ FILMES de MERLE OBERON

01
O MORRO dos VENTOS UIVANTES
(Wuthering Heights, 1939)
direção de William Wyler
  elenco: Laurence Olivier, David Niven, Flora Robson,
Donald Crisp e Geraldine Fitzgerald

02
O COWBOY e a GRÃ-FINA
(The Cowboy and the Lady, 1938)
direção de H. C. Potter
  elenco: Gary Cooper, Walter Brennan e Patsy Kelly

03
INFÂMIA
(These Three, 1936)
direção de William Wyler
  elenco: Miriam Hopkins, Joel McCrea, Bonita Granville
e Walter Brennan

04
OS AMORES de HENRIQUE VIII
(The Private Life of Henry VIII, 1933)
direção de Alexander Korda
  elenco: Charles Laughton, Robert Donat, Wendy Barrie,
Binnie Barnes e Elsa Lanchester

05
QUE SABE VOCÊ do AMOR?
(That Uncertain Feeling, 1941)
direção de Ernst Lubitsch
  elenco: Melvyn Douglas, Burgess Meredith e Eve Arden

06
LYDIA
(Idem, 1941)
direção de Julien Duvivier
  elenco: Joseph Cotten, Edna May Oliver e Alan Marshal

07
O ANJO das TREVAS
(The Dark Angel, 1935)
direção de Sidney Franklin
  elenco: Fredric March, Herbert Marshall e John Halliday

08
EXPRESSO para BERLIM
(Berlin Express, 1948)
direção de Jacques Tourneur
  elenco: Robert Ryan, Charles Korvin e Paul Lukas

09
O ÚLTIMO ENCONTRO
(Til we meet Again, 1940)
direção de Edmund Goulding
  elenco: George Brent, Pat O'Brien e Geraldine Fitzgerald

10
A NOITE SONHAMOS
(A Song to Remember, 1945)
direção de Charles Vidor
  elenco: Paul Muni, Cornel Wilde e Nina Foch

GALERIA de FOTOS

 
 
 



maio 09, 2015

******** FACE a FACE com ATORES de BERGMAN

ingmar bergman

 
Não há dúvidas sobre a influência de INGMAR BERGMAN (1918 - 2007. Uppsala / Suécia) sobre toda uma geração de cineastas - de Woody Allen a Michael Haneke, de Carlos Saura ao brasileiro Walter Hugo Khouri. Além da impressionante linguagem visual, sua longa filmografia excursiona pela alma humana. Temas como o sentido da vida, morte, fé, medo, peso da existência, conflitos e abismos entre as pessoas ou entre elas e Deus, acham-se frequentemente presentes em sua elaborada criação. O conteúdo dela não consta de lamúrias românticas ou tramas vazias. Tachado de intelectual, profundo e sério, muita gente teme a densidade do mestre sueco. O primeiro filme que chamou a atenção do mundo para o diretor foi Sorrisos de Uma Noite de Amor / Sommarnattens Leende (1955), inspirado em William Shakespeare. Sua consagração internacional veio através de O Sétimo Selo / Det Sjunde Inseglet, de 1957. Esse drama medieval filosófico e sombrio possui atores que trabalhariam outras vezes com BERGMAN: Max Von Sydow, Gunnar Bjornstrand, Bibi Andersson, Anders Ek e Gunnel Linblom. 

O diretor costumava utilizar uma equipe básica de atores, profissionais legendários como Ingrid Thulin, Harriet Andersson, Liv Ullmann ou Erland Josephson, que atuaram em obras-primas do quilate de O Silêncio / Tystnaden (1963), Gritos e Sussurros / Viskningar och Rop (1972), Sonata de Outono / Hostsonaten (1978), Fanny e Alexander / Fanny och Alexander (1982) etc. Quase todos eles se consagraram internacionalmente, fazendo filmes mundo afora. Nos bastidores, mesmo casado, o discreto diretor sueco se relacionou amorosamente com algumas de suas atrizes: Harriet Andersson, de 1952 a 1955; Bibi Andersson, de 1955 a 1959; e Liv Ullmann, de 1965 a 1970, com quem teve uma filha. Em homenagem ao meu diretor favorito, listo dez atores imortalizados por ele, com os filmes que fizeram juntos e alguns mais de outros.

BIBI ANDERSSON
(n. em 1935. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “O Sétimo Selo” (1957); “Herr Sleeman Kommer” (1957); “Morangos Silvestres / Smultronstallet (1957); “Rabies” (1958); “O Rosto / Ansiktet" (1958); “No Limiar da Vida / Nara Livet” (1958); “O Olho do Diabo / Djavulens Oga” (1960); “Para Não Falar de Todas Essas Mulheres / For att Inte Tala om Alla Dessa Kvinnor (1964); “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam / Persona” (1966); “A Paixão de Ana / En Passion (1969); “A Hora do Amor / Beroringen (1971); “Cenas de um Casamento / Scener ur Ett Aktenskap (1974).

OUTROS: “Carta ao Kremlin / The Kremlin Letter” (1970), de J. Huston; “Quinteto / Quintet” (1979), de Altman; “Festa de Babette / Babettes Gaestebud (1987), de G. Axel.

BIRGER MALMSTEN
(1920 - 1991. Uppsala / Suécia)

De BERGMAN: “Chove Sobre Nosso Amor / Det Regnar pa Var Karlek (1946); “Viagem à Índia / Skepp till India Land” (1947); “Música na Noite / Musik i Morker (1948); “Prisão / Fangelse (1949); “Sede de Paixões / Torst (1949); “Rumo à Alegria / Till Gladje (1950); “Juventude / Sommarlek (1951); “Quando as Mulheres Esperam / Kvinnors Vantan (1952); “O Silêncio” (1963); “Face a Face / Ansikte mot Ansikte” (1976).

OUTROS: “Eva” (1948), de Gustaf Molander; “Masculino-Feminino / Masculin Féminin: 15 Faits Précis (1966), de Jean-Luc Godard.

ERLAND JOSEPHSON
(1923 - 2012. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “No Limiar da Vida” (1958); “O Rosto” (1958); “A Hora do Lobo / Vargtimmen (1968); “A Paixão de Ana” (1969); “Gritos e Sussurros” (1972); “Cenas de um Casamento” (1974); “Face a Face” (1976); “Sonata de Outono” (1978); “Fanny & Alexander” (1982); “Depois do Ensaio / Efter Repetitionen” (1984); “Larmar Och Gor Sig Till” (1997); “Saraband / idem” (2003).

OUTROS: “Além do Bem e do Mal / Al di là del Bene e del Male” (1977), de Liliana Cavani; “Nostalgia / Nostalghia” (1983), de Andrey Tarkovsky; “Um Olhar a Cada Dia / To Vlemma tou Odyssea (1995), de Theo Angelopoulos.

EVA DAHLBECK
(1920 - 2008. Saltsjö-Duvnäs / Suécia)

De BERGMAN: “Quando as Mulheres Esperam” (1952); “Lição de Amor/  Em Lektion i Karlek” (1954); “Sonhos de Mulheres / Kvinnodrom” (1955); “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “No Limiar da Vida” (1958); “Para Não Falar dessas Mulheres” (1964).

OUTROS: “Uma Questão de Moral / A Matter of Morals” (1961), de John Cromwell; “O Falso Traidor / The Counterfeit Traitor” (1962), de George Seaton; “As Criaturas / Les Créatures” (1961), de Agnès Varda.

GUNNAR BJORNSTRAND
(1909 - 1986. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “Chove Sobre Nosso Amor” (1946); “Quando as Mulheres Esperam” (1952); “Noites de Circo / Gycklarnas Afton (1953); “Uma Lição de Amor” (1954); “Sonhos de Mulheres” (1955); “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “O Sétimo Selo” (1957); “Morangos Silvestres” (1957); “O Rosto” (1958); “O Olho do Diabo” (1960); “Através de um Espelho / Sasom i en Spegel" (1961); “Luz de Inverno / Nattvardsgasterna" (1962); “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam” (1966); “Stimulantia” (1967); “Vergonha / Skammen" (1968) “O Rito / Riten (1969); “Face a Face” (1975); “Sonata de Outono” (1978); “Fanny & Alexander” (1982).

OUTROS: “Reze a Deus e Cave sua Sepultura / Violenza al Sole” (1969), de F. Vancini.

GUNNEL LINDBLOM
(n. em 1931. Gotemburgo / Suécia)

De BERGMAN: “O Sétimo Selo” (1957); “Morangos Silvestres” (1957); “Venetianskan” (1958);“Rabies” (1958);“A Fonte da Donzela / Jungfrukallan (1960); “Luz de Inverno” (1962); “O Silêncio” (1963); “Cenas de um Casamento” (1974).

OUTROS: “Nasce Uma Mulher / Rapture” (1965), de John Guillermin.

HARRIET ANDERSSON
(n. em 1932. Estocolmo / Suécia)

De BERGMAN: “Mônica e o Desejo / Sommaren med Monika" (1953); “Noites de Circo” (1953); “Uma Lição de Amor” (1954); “Sonhos de Mulheres” (1955); “Sorrisos de Uma Noite de Amor” (1955); “No Limiar da Vida” (1958); “Através de um Espelho” (1961); “Para Não Falar de Todas Essas Mulheres” (1964); “Stimulantia” (1967); “Gritos e Sussurros” (1972); “Fanny & Alexander” (1982); “De Tva Saliga” (1986).

OUTROS: “Chamada para um Morto / The Deadly Affair” (1966), de Sidney Lumet; “The Day the Clown Cried” (1972), de Jerry Lewis; “La Sabina” (1979), de José Luis Borau; “Dogville  /idem” (2003), de Lars von Trier.

INGRID THULIN
(1926 - 2004. Solleftea / Suécia)

De BERGMAN: “Morangos Silvestres” (1957); “No Limiar da Vida” (1958); “O Rosto” (1958); “Luz de Inverno” (1962); “Ett Dromspel” (1963); “O Silêncio” (1963); “A Hora do Lobo” (1968); “O Rito” (1969); “Gritos e Sussurros” (1972); “Depois do Ensaio” (1984).

OUTROS: “Agostino / idem” (1962), de Mauro Bolognini; “Os 4 Cavaleiros do Apocalipse / The 4 Horsemen of the Apocalypse (1961), de Vincente Minnelli; “A Guerra Acabou / La Guerre est Finie” (1966), de Alain Resnais; “Os Deuses Malditos / La Caduta degli Dei (1969), de Luchino Visconti; “La Cage” (1975), de Pierre Granier-Deferre.

LIV ULLMANN
(n. em 1938. Tóquio / Japão)

De BERGMAN: “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam” (1966); “A Hora do Lobo” (1968); “Vergonha” (1968); “A Paixão de Ana” (1969); “Gritos e Sussurros” (1972); “Cenas de um Casamento” (1974); “Face a Face” (1975); “O Ovo da Serpente/  The Serpent's Egg (1977); “Sonata de Outono” (1978); “Saraband” (2003).

OUTROS: “A Abdicação de Uma Rainha / The Abcication (1974), de Anthony Harvey; “Uma Ponte Longe Demais / A Bridge Too Far (1977), de Richard Attenborough; Tomara que Seja Mulher / Speriamo che sia Femmina (1986), de Mario Monicelli.

MAX VON SYDOW
(n. em 1929. Lund / Suécia)

De BERGMAN: “O Sétimo Selo” (1957); “Herr Sleeman Kommer” (1957); “Morangos Silvestres” (1957); “No Limiar da Vida” (1958); “Rabies” (1958); “O Rosto” (1958); “Fonte da Donzela” (1960); “Através de um Espelho” (1961); “Luz de Inverno” (1962); “A Hora do Lobo” (1968); “Vergonha” (1968); “Paixão de Ana” (1969); “A Hora do Amor” (1971).

OUTROS: “A Maior História de Todos os Tempos / The Greatest Story Ever Told (1965), de George Stevens; “O Exorcista / The Exorcist” (1973), de William Friedkin; O Deserto dos Tártaros / Il Deserto dei Tartari (1976), de Valerio Zurlini; Hannah e suas Irmãs / Hannah and her Sisters (1986), de Woody Allen; Pelle, o Conquistador / Pelle Erobreren (1987), de Bille August.


bergman, sven nykvist, erland josephson e liv ullmann