Eu nunca vou te deixar ir.
Nunca, nunca, nunca.
ELLEN BERENT HARLAND (Gene Tierney)
em “Amar Foi a Minha Ruína”
Nunca, nunca, nunca.
ELLEN BERENT HARLAND (Gene Tierney)
em “Amar Foi a Minha Ruína”
Por muito tempo menosprezado como um gênero vulgar, destinado ao público feminino que frequentava os cinemas à tarde, enquanto os maridos trabalhavam, para fugir da realidade, sonhar (e chorar) um pouco, o MELODRAMA acabou se generalizando como símbolo de certo tipo de filme que procura efeitos de forte apelo emocional, envolvendo o público em uma teia de sentimentos excessivos e centrando-se numa vítima do destino. Histórias dramáticas, infelizes, marcadas por reviravoltas por vezes inverossímeis, sempre sob o compasso de trilhas sonoras feitas para tocar o coração, esses longas não eram levados a sério – salvo por suas fiéis espectadoras. Ambientados quase sempre em questões familiares e sociais no contexto de um lar privado, na luta de um personagem e suas escolhas. Por exemplo, um homem casado tentado a abandonar esposa dedicada e filhos por uma interesseira bela e sedutora. Figuras típicas incluem também a prostituta, a mãe solteira, o alcoólatra, a filha ingrata ou a solteirona, sempre com desafios externos.
Meu interesse pelo tema começou ao ver clássicos de Hollywood na tevê, aprofundando-me quando conheci, no Rio de Janeiro, o escritor argentino Manuel Puig, o autor de “O Beijo da Mulher Aranha”. Ele era um aficionado do MELODRAMA e trabalhava elementos do gênero em sua literatura. Juntos, vimos e discutimos muitos filmes, entre eles “Carta de Uma Desconhecida / Letter from an Unknown Woman” (1948), de Max Ophuls. O termo foi usado pela primeira vez em 1782 e veio da palavra francesa mélodrame, que por sua vez foi derivada do grego μέλος (canção ou música) e do francês drame (drama). Nos estudos e na crítica cinematográfica, pode ser usado para se referir a diversos estilos de filmes, desde que se caracterizem pela sua ênfase em emoções e situações intensas. Muitos tratam do abandono, da figura materna, do amor impossível, da doença terminal, da chantagem ou da obsessão amorosa. Muitos MELODRAMAS, conhecidos como “filmes para chorar”, são adaptações de romances românticos ou históricos.
Além das questões extremas, há moralismo,
maniqueísmo e reviravoltas que comovem o público. Alguns cineastas se tornaram
especialistas nesse tipo de drama, dando oportunidade a excelentes atuações de
atrizes como Irene Dunne, Bette Davis, Barbara Stanwyck, Joan Crawford, Susan
Hayward, Ida Lupino, Eleanor Parker, Lana Turner ou Jane Wyman, entre outras.
Competentes, talentosos, injustamente esquecidos e ignorados pelos críticos, muitas
de suas fitas são magistrais. Como esquecer, por exemplo, o fabuloso MELODRAMA “Amar
Foi a Minha Ruína”, de John M. Stahl, que deu a estrela Gene Tierney o seu
melhor papel? Além das vastas emoções esparramadas pelas tramas arrebatadas,
feitas sob encomenda para emocionar, havia sutilmente contundentes comentários
sobre a condição da mulher, o patriarcalismo, a distinção entre classes e o
racismo, entre outras mazelas varridas para baixo dos tapetes das confortáveis residências da classe média privilegiada do pós-Segunda Guerra Mundial.
Nos anos 1960 e 1970, cinéfilos e pesquisadores de cinema, na esteira do movimento crítico iniciado pela revista francesa “Cahiers du Cinéma”, começaram a olhar para esses filmes como retratos críticos da sociedade de seu tempo. A partir daí, alguns dos antigos diretores passaram a influenciar diversos cineastas modernos. Na década de 1970, o alemão Rainer Werner Fassbinder, encantado com Douglas Sirk, contribuiu para o gênero. Pedro Almodóvar e Todd Haynes também se inspiraram no melodramático. Pois é, assunto tratado, vamos aos meus diretores de MELODRAMA favoritos.
Nos anos 1960 e 1970, cinéfilos e pesquisadores de cinema, na esteira do movimento crítico iniciado pela revista francesa “Cahiers du Cinéma”, começaram a olhar para esses filmes como retratos críticos da sociedade de seu tempo. A partir daí, alguns dos antigos diretores passaram a influenciar diversos cineastas modernos. Na década de 1970, o alemão Rainer Werner Fassbinder, encantado com Douglas Sirk, contribuiu para o gênero. Pedro Almodóvar e Todd Haynes também se inspiraram no melodramático. Pois é, assunto tratado, vamos aos meus diretores de MELODRAMA favoritos.
DEZ MESTRES do MELODRAMA
01
CLARENCE BROWN
(1890 – 1987. Clinton, Massachusetts / EUA)
01
CLARENCE BROWN
(1890 – 1987. Clinton, Massachusetts / EUA)
Conhecido por MELODRAMAS refinados na Metro-Goldwyn-Mayer,
onde se tornou um dos principais cineastas, dirigindo mais de 50 filmes, frequentemente
dirigiu Greta Garbo (sete vezes) e Joan Crawford (seis vezes), acumulando 6
indicações ao Oscar de Melhor Diretor. Ganhou o prêmio BAFTA por “O Mundo não
Perdoa / Intruder in the Dust” (1949), uma denúncia contra o racismo. Conhecido
por seu estilo visual elegante e habilidade em extrair grandes atuações de suas
estrelas, consolidou-se como um dos diretores mais prestigiados nas décadas de 1930
e 1940. Seu último filme, de 1952, “O Veleiro da Aventura / Plymouth
Adventure”, tem no elenco Spencer Tracy e Gene Tierney.
Cinco Melodramas:
ANNA CHRISTIE
(Idem, 1930)
Elenco: Greta Garbo, Charles Bickford e Marie Dressler
Uma ALMA LIVRE
(A Free Soul, 1931)
Elenco: Norma Shearer, Leslie Howard, Lionel Barrymore,
Clark Gable e James Gleason
REDIMIDA
(Letty Lynton, 1932)
ANNA CHRISTIE
(Idem, 1930)
Elenco: Greta Garbo, Charles Bickford e Marie Dressler
Uma ALMA LIVRE
(A Free Soul, 1931)
Elenco: Norma Shearer, Leslie Howard, Lionel Barrymore,
Clark Gable e James Gleason
REDIMIDA
(Letty Lynton, 1932)
Elenco: Joan Crawford, Robert Montgomery, Nils Asther
e Lewis Stone
ACORRENTADA
(Chained, 1934)
Elenco: Joan Crawford, Clark Gable, Otto Kruger,
Una O'Connor, Akim Tamiroff e Ward Bond
ANNA KARENINA
(Idem, 1935)
Elenco: Greta Garbo, Fredric March, Freddie Bartholomew,
Maureen O'Sullivan, May Robson e Basil Rathbone
02
CURTIS BERNHARDT
(1899 – 1981. Worms, Grand Duchy of Hesse / Alemanha)
Sua carreira atravessou décadas e continentes, fugindo da perseguição nazista para se tornar um diretor de destaque na Warner Bros. e Metro-Goldwyn-Mayer. Iniciou a trajetória artística como ator de teatro, antes de se tornar diretor de cinema em 1926. Rodou doze filmes na Alemanha, mas foi forçado a escapar para a França em 1933, onde produziu e dirigiu filmes, após ser preso pela Gestapo devido à sua herança judaica. Chegou a Hollywood em 1940 e rapidamente assinou contratos com poderosos estúdios. Destacou-se conduzindo magníficas atrizes em filmes dramáticos e trazendo um toque do expressionismo alemão e do realismo europeu para as produções dos EUA.
Cinco Melodramas:
Uma VIDA ROUBADA
(A Stolen Life, 1946)
Elenco: Bette Davis, Glenn Ford, Dane Clark,
Walter Brennan, Charles Ruggles e Bruce Bennett
FOGUEIRA de PAIXÃO
(Possessed, 1947)
Elenco: Joan Crawford, Van Heflin, Raymond Massey
e Geraldine Brooks
AINDA HÁ SOL em MINHA VIDA
(The Blue Veil, 1951)
Uma VIDA ROUBADA
(A Stolen Life, 1946)
Elenco: Bette Davis, Glenn Ford, Dane Clark,
Walter Brennan, Charles Ruggles e Bruce Bennett
FOGUEIRA de PAIXÃO
(Possessed, 1947)
Elenco: Joan Crawford, Van Heflin, Raymond Massey
e Geraldine Brooks
AINDA HÁ SOL em MINHA VIDA
(The Blue Veil, 1951)
Elenco: Jane Wyman, Charles Laughton, Joan Blondell,
Richard Carlson, Agnes Moorehead, Audrey Totter,
Everett Sloane e Natalie Wood
DEPOIS da TORMENTA
(Payment on Demand, 1951)
Elenco: Bette Davis, Barry Sullivan, Frances Dee
e Otto Kruger
MELODIA INTERROMPIDA
(Interrupted Melody, 1955)
Elenco: Glenn Ford, Eleanor Parker, Roger Moore
e Cecil Kellaway
03
DOUGLAS SIRK
(1897 – 1987. Hamburgo / Alemanha)
Era um historiador da arte antes de iniciar como diretor no teatro alemão dos anos 1920 e, mais tarde, essa formação teve impacto em seus trabalhos como cineasta. Devido à perseguição nazista a sua esposa judia, emigrou em 1937 para os Estados Unidos, trabalhando inicialmente em comédias e faroestes de baixo orçamento. Obteve sucesso na Universal nos anos 50. Depois do êxito de “Imitação da Vida”, aposentou-se e voltou a morar na Europa. Um dos mestres do MELODRAMAS, deu dignidade ao gênero e influenciou outros diretores. Seus dramas são marcados por um visual luxuoso, mise-en-scène complexa e crítica à hipocrisia da classe média alta norte-americana.
Cinco Melodramas:
SUBLIME OBSESSÃO
(Magnificent Obsession, 1954)
Elenco: Jane Wyman, Rock Hudson, Agnes Moorehead,
Otto Kruger e Barbara Rush
TUDO o QUE o CÉU PERMITE
(All that Heaven Allows, 1955)
Elenco: Jane Wyman, Rock Hudson, Agnes Moorehead,
Conrad Nagel e Virginia Grey
CHAMAS que NÃO se APAGAM
(There's Always Tomorrow, 1956)
Elenco: Barbara Stanwyck, Fred MacMurray, Joan Bennett
e Jane Darwell
PALAVRAS ao VENTO
(Written on the Wind, 1956)
SUBLIME OBSESSÃO
(Magnificent Obsession, 1954)
Elenco: Jane Wyman, Rock Hudson, Agnes Moorehead,
Otto Kruger e Barbara Rush
TUDO o QUE o CÉU PERMITE
(All that Heaven Allows, 1955)
Elenco: Jane Wyman, Rock Hudson, Agnes Moorehead,
Conrad Nagel e Virginia Grey
CHAMAS que NÃO se APAGAM
(There's Always Tomorrow, 1956)
Elenco: Barbara Stanwyck, Fred MacMurray, Joan Bennett
e Jane Darwell
PALAVRAS ao VENTO
(Written on the Wind, 1956)
Elenco: Rock Hudson, Lauren Bacall, Dorothy Malone,
Robert Stack e Robert Keith
IMITAÇÃO da VIDA
(Imitation of Life, 1959)
Elenco: Lana Turner, John Gavin, Sandra Dee,
Susan Kohner, Dan O'Herlihy, Juanita Moore
e Troy Donahue
04
EDMUND GOULDING
(1891 – 1959. Feltham, Middlesex, Inglaterra / Reino Unido)
Tornou-se diretor em 1925, trabalhando na M-G-M, Warner e Fox, onde deu a Tyrone Power seus melhores papéis. Sabia aproveitar ao máximo os astros e estrelas. Não somente dirigiu alguns dos melhores dramas dos anos 30-40, mas assumiu múltiplas funções na realização de cada um deles, escrevendo roteiros e produzindo. Porém não deixou a marca de um estilo pessoal, adaptando-se sempre a cada estúdio no qual trabalhava. Na vida particular, suas orgias notórias, bissexualidade, alcoolismo e dependência de drogas foram muito faladas nos bastidores de Hollywood. Entretanto, ele fazia uma distinção entre seu comportamento privado e o que deveria mostrar ao público.
Cinco Melodramas:
VITÓRIA AMARGA
(Dark Victory, 1939)
VITÓRIA AMARGA
(Dark Victory, 1939)
Elenco: Bette Davis, George Brent, Humphrey Bogart,
Geraldine Fitzgerald, Ronald Reagan e Henry Travers
O ÚLTIMO ENCONTRO
('Til We Meet Again, 1940)
Elenco: Merle Oberon, George Brent, Pat O'Brien,
Geraldine Fitzgerald e Binnie Barnes
A GRANDE MENTIRA
(The Great Lie, 1941)
Elenco: Bette Davis, George Brent, Mary Astor,
Lucile Watson e Hattie McDaniel
De AMOR TAMBÉM se MORRE
(The Constant Nymph, 1943)
Elenco: Charles Boyer, Joan Fontaine, Brenda Marshall,
Alexis Smith, Charles Corburn, Dame May Whitty,
Peter Lorre, Eduardo Ciannelli e Marcel Dalio
ESCRAVO de uma PAIXÃO
(Of Human Bondage, 1946)
Elenco: Paul Henreid, Eleanor Parker, Alexis Smith,
Edmund Gwenn, Patrick Knowles e Una O'Connor
05
FRANK BORZAGE
(1894 – 1962. Salt Lake City, Utah / EUA)
Pioneiro do cinema mudo, venceu o primeiro
Oscar de Melhor Diretor por “Sétimo Céu” (1927), destacando-se por dramas
românticos. Iniciou atuando em trupes teatrais itinerantes na adolescência, passando
para o cinema em 1912 como ator (atuou em mais de 100 curtas-metragens) e a
dirigir em 1915. Na Fox Film Corporation, a partir de 1925, estabeleceu um
estilo lírico que consolidou sua carreira. Adaptou-se bem ao cinema sonoro,
mantendo o foco em romances profundos e MELODRAMAS. Seus filmes retratam muitas
vezes a força do amor contra a adversidade, a pobreza e a guerra, vez ou outra
com um toque espiritual. Continuou a dirigir até o final dos anos 50.
Cinco Melodramas:
O SÉTIMO CÉU
(7th Heaven, 1927)
Elenco: Janet Gaynor e Charles Farrell
O ANJO das RUAS
(Street Angel, 1928)
Elenco: Janet Gaynor e Charles Farrell
ADEUS às ARMAS
(A Farewell to Arms, 1932)
Elenco: Gary Cooper, Helen Hayes e Adolphe Menjou
O PARAÍSO de um HOMEM
(Man´s Castle, 1933)
O SÉTIMO CÉU
(7th Heaven, 1927)
Elenco: Janet Gaynor e Charles Farrell
O ANJO das RUAS
(Street Angel, 1928)
Elenco: Janet Gaynor e Charles Farrell
ADEUS às ARMAS
(A Farewell to Arms, 1932)
Elenco: Gary Cooper, Helen Hayes e Adolphe Menjou
O PARAÍSO de um HOMEM
(Man´s Castle, 1933)
Elenco: Spencer Tracy, Loretta Young, Marjorie Rambeau,
Walter Connolly e Glenda Farrell
LABIRINTOS do DESTINO
(Big City, 1937)
Elenco: Spencer Tracy, Luise Rainer e Charley Grapewin
06
HENRY KING
(1886 – 1982. Christiansburg, Virgínia / EUA)
Um dos fundadores da Academia de Artes e
Ciências Cinematográficas, dirigiu mais de 100 filmes. Começou no teatro e no
vaudeville antes de entrar para o cinema em 1912 como ator e, logo depois,
diretor de curtas. Tornou-se um dos principais diretores da 20th Century-Fox nas
décadas de 1920, 30 e 40. Venceu o primeiro Globo de Ouro de Melhor Diretor por
“A Canção de Bernadette / The Song of Bernadette” (1943) e recebeu duas
indicações ao Oscar de Melhor Direção. Continuou ativo até o início dos anos
60. É lembrado como um dos pilares da indústria
cinematográfica hollywoodiana, com uma filmografia exemplar que atravessa cinco
décadas com filmes procurados ainda hoje.
Cinco Melodramas:
IRMÃ BRANCA
(The White Sister, 1923)
IRMÃ BRANCA
(The White Sister, 1923)
Elenco: Lillian Gish e Ronald Colman
O SÉTIMO CÉU
(Seventh Heaven, 1937)
Elenco: Simone Simon, James Stewart, Jean Hersholt,
Gregory Ratoff e Gale Sondergaard
SUPLÍCIO de uma SAUDADE
(Love Is a Many-Splendored Thing, 1955)
Elenco: William Holden e Jennifer Jones
O ÍDOLO de CRISTAL
(Beloved Infidel, 1959)
Elenco: Gregory Peck, Deborah Kerr e Eddie Albert
SUAVE é a NOITE
(Tender Is the Night, 1962)
Elenco: Jennifer Jones, Jason Robards, Joan Fontaine,
Tom Ewedll, Jill St. John e Paul Lukas
07
JEAN NEGULESCO
(1900 – 1993. Craiova / Romênia)
Conhecido por sua versatilidade, ganhou
destaque inicial com filmes noir sombrios e, posteriormente, consolidou a
carreira como um dos mestres do CinemaScope na 20th Century Fox, dirigindo
sucessos românticos e MELODRAMAS. Emigrou para os EUA em 1927, trabalhando
inicialmente como desenhista de esboços, roteirista e diretor de segunda
unidade. Consagrou-se com “Belinda” (1948), ganhando uma indicação ao Oscar de
Melhor Diretor e Jane Wyman levou o Oscar de Melhor Atriz. Nos 50, tornou-se mestre na nova técnica de tela larga e dirigiu
vários sucessos. Reconhecido pelo apelo visual, elegante uso de cores e habilidade em destacar atrizes protagonistas.
Cinco Melodramas:
ACORDES do CORAÇÃO
(Humoresque, 1946)
ACORDES do CORAÇÃO
(Humoresque, 1946)
Elenco: Joan Crawford, John Garfield, Oscar Levant
e J. Carrol Naish
O VALE do DESTINO
(Deep Valley, 1947)
Elenco: Ida Lupino, Dane Clark, Wayne Morris
e Fay Bainter
BELINDA
(Johnny Belinda, 1948)
Elenco: Jane Wyman, Lew Ayres, Charles Bickford,
Agnes Moorehead, Stephen McNally e Jan Sterling
RUA PROIBIDA
(Britannia Mews, 1949)
Elenco: Dana Andrews, Maureen O'Hara e Sybil Thorndike
DÁDIVA de AMOR
(The Gift of Love, 1958)
Elenco: Lauren Bacall, Robert Stack e Lorne Greene
08
JOHN CROMWELL
(1887 – 1989. Toledo, Ohio / EUA)
Reconhecido por sua capacidade de extrair
excelentes atuações, dirigiu inúmeros clássicos. Iniciou sua carreira na
Broadway em 1912 como ator e, posteriormente, diretor e produtor. Em 1928,
mudou-se para Hollywood, contratado pela Paramount Pictures. Versátil, trabalhou
em diversos gêneros, dando brilho especial a dramas densos e noir. Seu “Escravos
do Desejo” foi a plataforma de lançamento para a brilhante carreira de Bette
Davis. Sua trajetória foi prejudicada nos anos 1950 quando incluído na lista
negra de Hollywood por supostas simpatias comunistas. Voltou a dirigir com “A
Deusa / The Goddess” (1958) e continuou no teatro antes de se aposentar do
cinema em 1961.
Cinco Melodramas:
ANN VICKERS
(Idem, 1933)
Elenco: Irene Dunne, Walter Huston, Conrad Nagel,
Bruce Cabot, Edna May Oliver e J. Carrol Naish
ESCRAVOS do DESEJO
(Of Human Bondage, 1934)
ANN VICKERS
(Idem, 1933)
Elenco: Irene Dunne, Walter Huston, Conrad Nagel,
Bruce Cabot, Edna May Oliver e J. Carrol Naish
ESCRAVOS do DESEJO
(Of Human Bondage, 1934)
Elenco: Bette Davis, Leslie Howard, Frances Dee,
Kay Johnson, Reginald Denny e Alan Hale
ESPOSA SÓ no NOME
(In Name Only, 1939)
Elenco: Cary Grant, Carole Lombard, Kay Francis,
Charles Coburn e Peggy Ann Garner
Seu MILAGRE DE AMOR
(The Enchanted Cottage, 1945)
Elenco: Dorothy McGuire, Robert Young, Herbert Marshall,
Mildred Natwick e Spring Byington
MELODIA da NOITE
(Night Song, 1949)
Elenco: Dana Andrews, Merle Oberon, Ethel Barrymore
e Hoagy Carmichael
09
JOHN M. STAHL
(1886 – 1950. Baki City District / Azerbaijan)
Chamado de mestre do MELODRAMA, ao longo de 43 filmes (um quarto deles perdidos), com uma fluidez e franqueza impressionantes, privilegiou uma certa simplicidade e modernidade, tanto na narrativa quanto no estilo. Sobre seu hábil método de direção, ele disse: “a emoção toma o lugar da ação”. Começou como ator. Dirigiu seu primeiro longa-metragem em 1914. Trabalhou na Universal, M-G-M e Columbia, antes de se estabelecer na 20th Century Fox, onde permaneceu até morrer. Um dos principais diretores de filmes melodramáticos, obteve vários sucessos, incluindo o espiritualizado “As Chaves do Reino / The Keyes of the Kingdom” (1944), que lançou o jovem Gregory Peck ao estrelato.
Cinco Melodramas:
A ESQUINA do PECADO
(Back Street, 1932)
Elenco: Irene Dunne, John Boles, Zasu Pitts
e Jane Darwell
IMITAÇÃO da VIDA
(Imitation of Life, 1934)
Elenco: Claudette Colbert, Warren William, Rochelle Hudson,
Ned Sparks, Louise Beavers e Alan Hale
SUBLIME OBSESSÃO
(Magnificent Obsession, 1935)
Elenco: Irene Dunne, Robert Taylor e Charles Butterworth
NOITE de PECADO
(When Tomorrow Comes, 1939)
Elenco: Irene Dunne, Charles Boyer e Barbara O'Neil
AMAR FOI a MINHA RUÍNA
(Leave her to Heaven, 1946)
A ESQUINA do PECADO
(Back Street, 1932)
Elenco: Irene Dunne, John Boles, Zasu Pitts
e Jane Darwell
IMITAÇÃO da VIDA
(Imitation of Life, 1934)
Elenco: Claudette Colbert, Warren William, Rochelle Hudson,
Ned Sparks, Louise Beavers e Alan Hale
SUBLIME OBSESSÃO
(Magnificent Obsession, 1935)
Elenco: Irene Dunne, Robert Taylor e Charles Butterworth
NOITE de PECADO
(When Tomorrow Comes, 1939)
Elenco: Irene Dunne, Charles Boyer e Barbara O'Neil
AMAR FOI a MINHA RUÍNA
(Leave her to Heaven, 1946)
Elenco: Gene Tierney, Cornel Wilde, Jeanne Crain,
Vincent Price, Gene Lockhart e Chill Wills
10
KING VIDOR
(1894 – 1982. Galveston, Texas / EUA)
A maior parte de sua obra é marcada pela luta do homem contra o destino e a natureza. Ele exerceu um maior controle sobre sua carreira a partir dos anos 30, trabalhando também como produtor e com seus projetos oscilando entre dramas intensos, comédias, faroestes, épicos e romances leves. Embora não seja tão reverenciado quanto muitos de seus contemporâneos, é difícil não se impressionar com sua filmografia talentosa. Conservador, sua arte questiona sistemas políticos. Se os homens no seu cinema alcançam o sonho norte-americano, são as mulheres que emergem como as figuras mais fascinantes, mesmo que raramente saiam vitoriosas contra as adversidades da vida.
Cinco Melodramas:
O CAMPEÃO
(The Champ, 1931)
Elenco: Wallace Beery, Jackie Cooper e Irene Rich
STELLA DALLAS, MÃE REDENTORA
(Stella Dallas, 1937)
Elenco: Barbara Stanwyck, John Boles, Anne Shirley,
Barbara O'Neil, Alan Hale, Marjorie Main
e Tim Holt
DUELO ao SOL
(Duel in the Sun, 1946)
O CAMPEÃO
(The Champ, 1931)
Elenco: Wallace Beery, Jackie Cooper e Irene Rich
STELLA DALLAS, MÃE REDENTORA
(Stella Dallas, 1937)
Elenco: Barbara Stanwyck, John Boles, Anne Shirley,
Barbara O'Neil, Alan Hale, Marjorie Main
e Tim Holt
DUELO ao SOL
(Duel in the Sun, 1946)
Elenco: Jennifer Jones, Joseph Cotten, Gregory Peck,
Lionel Barrymore, Herbert Marshall, Lillian Gish,
Walter Huston, Charles Bickford e Harry Carey
A FILHA de SATÃ
(Beyond the Forest, 1949)
Elenco: Bette Davis, Joseph Cotten, David Brian
e Ruth Roman
A FÚRIA do DESEJO
(Ruby Gentry, 1952)
Elenco: Jennifer Jones, Charlton Heston,. Karl Malden
e Josephine Hutchinson
GALERIA de FOTOS











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