outubro 25, 2015

******** OS AMORES DE FRANÇOIS TRUFFAUT


truffaut e julie christie
Apaixonou-se por muitas atrizes com quem trabalhou, celebrando em seus filmes o amor pela figura da mulher, em uma bela e merecida homenagem à persona feminina. Essa devoção renderia preciosidades como “A História de Adèle H. / L'Histoire d'Adèle H.” (1975) ou “O Homem que Amava as Mulheres / L'Homme qui Aimait les Femmes” (1977). Mas foi através do personagem alter-ego Antoine Doinel que FRANÇOIS TRUFFAUT (Paris, França. 1932-1984) mais falou de seus sentimentos. Doinel é o jovem delinquente em “Os Incompreendidos / Les Quatre Cents Coups” (1959), interpretado por Jean-Pierre Léaud. O ator – e o personagem – protagonizou mais cinco filmes do diretor. Da infância à fase adulta, retratatou a descoberta do amor no curta “Antoine e Colette” e nos longas “Beijos Proibidos”, “Domicilio Conjugal” e “Amor em Fuga”.

Junto com Jean-Luc Godard e Louis Malle, FRANÇOIS TRUFFAUT foi uma das mais influentes figuras do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague, inspirando cineastas como Steven Spielberg e Martin Scorsese. Em quase 25 anos de carreira dirigiu 26 filmes, conseguindo conciliar sucesso de público e de crítica na maior parte deles. Além da direção cinematográfica, foi também roteirista, produtor e ator. Em 1957, ele se casou com Madeleine Morgenstern, filha do rico distribuidor de filmes Ignace Morgenstern (COCINOR). O casamento garantiu plena independência artística e financeira para os trabalhos do então crítico de cinema da revista Cahièrs du Cinema. Com ela, o cineasta teve duas filhas: Laura (1959) e Eva (1961).

Em abril de 1959, seu longa de estreia, “Os Incompreendidos”, venceu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes, além de ter sido indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Três anos depois, durante as gravações de “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois”, FRANÇOIS TRUFFAUT teve um caso tórrido com Jeanne Moreau, casada na época com o costureiro Pierre Cardin. O casamento já havia sofrido um sério abalo, quando ele teve um curto relacionamento com uma atriz de 17 anos, Maria-France Pisier, protagonista do episódio “Antoine e Colette”, do filme “O Amor aos 20 Anos”.

Em 1964, ele decidiu romper seu casamento e manter o romance com Moreau, recém-separada de Cardin. Nas filmagens de “Beijos Proibidos”, apaixonou-se por Claude Jade e os dois chegaram a ficar noivos, mas acabaram pouco depois. Em 1969 iniciou uma relação com Catherine Deneuve, interrompida no ano seguinte pela atriz. O fracasso do romance levou o diretor a uma forte depressão, tratado com calmantes, estimulantes e terapia.

Além de Marie-France Pisier, Jeanne Moreau, Claude Jade e Catherine Deneuve, FRANÇOIS TRUFFAUT amou Francoise Dórleac, Julie Christie e Jacqueline Bisset. Nos últimos anos de vida, casou-se com uma atriz, Fanny Ardant. Com ela, em 1983, nasceu sua terceira filha, Joséphine.

CATHERINE DENEUVE

Filmes juntos:A Sereia do Mississipi / La Sirène du Mississipi” (1969) e “O Último Metrô / Le Dernier Métro” (1980)

CLAUDE JADE

Filmes juntos:Beijos Proibidos / Baisers Volés” (1968), “Domicílio Conjugal / Domicile Conjugal” (1970) eO Amor em Fuga / L'Amour en Fuite” (1979)

FANNY ARDANT

Filmes juntos:A Mulher do Lado / La Femme d'à Côté” (1981) e “De Repente num Domingo / Vivement Dimanche!” (1983)

FRANÇOISE DÓRLEAC

Filme juntos:Um Só Pecado / La Peau Dolce” (1964)

JACQUELINE BISSET

Filme juntos: A Noite Americana / La Nuit Américaine” (1973)

JEANNE MOREAU

Filmes juntos:Jules e Jim – Uma Mulher para Dois / Jules et Jim” (1962) e “A Noiva Estava de Preto / La Mariée était en Noir” (1968)

JULIE CHRISTIE

Filme juntos:Fahrenheit 451 / Idem” (1966)

MADELEINE MORGENSTERN

MARIE-FRANCE PISIER

Filmes juntos:O Amor aos 20 Anos / Antoine et Colette” (1962) e “O Amor em Fuga / L'Amour en Fuite” (1979)

GALERIA TRUFFAUT





5 comentários:

Bené Chaves disse...

Jacqueline Bisset era linda!

Eraldo Urano disse...

Lindíssima Jacqueline. E Claude Jade.

Diva Nina disse...

Amo os filmes de Truffaut.

Joao Luiz Rosas disse...

Ninguém de sã consciência despreza a vida ,ela é linda e nada fizemos para merece-la...é obra Divina,nós,criaturas egoistas é que pensamos que somos mais, do que não podemos suportar e em nossa frustação,enveredamos pela ''corajosa covardia'' de negar-se na morte a existência.Vão sofrer ainda mais..pois a alma é indestrutivel...

Monica Porto disse...

Todas mulheres lindas, de personalidade forte, e competentes profissionalmente.