janeiro 09, 2016

********** GRANDE OTELO: COMÉDIA e TRAGÉDIA

grande otelo em macunaíma

 
 
No cinema, teatro ou televisão, ele sabia improvisar. Dono de uma consagrada expressão facial e corporal, seus personagens tinham apelo popular. GRANDE OTELO (1915 - 1993. Uberlândia / Minas Gerais) foi o primeiro artista negro a ocupar espaço de destaque no cinema e na televisão brasileira. Desde a infância tinha atração pelas manifestações populares, como o carnaval e as congadas. A comédia “O Garoto / The Kid” (1921), de Charles Chaplin, apareceu como uma influência decisiva no seu encantamento pela carreira artística. Considerado um menino prodígio, manifestou sua primeira experiência como ator aos sete anos, fazendo uma participação no circo que passava pela sua cidade natal. Na ocasião, Bastiãozinho, como era conhecido, apareceu vestido de mulher interpretando a esposa do palhaço, o que causou enorme comicidade.

Desde muito pequeno, em troca de moedas, cantava e dançava para hóspedes de um hotel. Com o passar do tempo, trocou de família diversas vezes, foi morador de rua e do Abrigo de Menores. Movido por uma extraordinária vocação artística, chegou ao Rio de Janeiro, de onde sua fama se espalharia pelo resto do país, brilhando na atmosfera exuberante do Cassino da Urca, com espetáculos mundialmente famosos; nas hilariantes chanchadas da Atlântida; no Cinema Novo e nas telenovelas da Globo. O teatro, sua primeira paixão, não deixaria de contar com suas marcantes interpretações. Entre 1946 e até o final de sua carreira, o artista participou de inúmeras peças. Entre elas, “O Homem de La Mancha” (1973), ao lado de Bibi Ferreira e Paulo Autran, e “Vivaldino, Criado de Dois Patrões (Arlequim)” (1976), com Ary Fontoura e Ítala Nandi. De uma vida intensa e controvertida, muitas vezes tatuada pelos preconceitos, viveu sempre na fronteira entre o profissionalismo e a boêmia - e fez de seu talento uma estratégia de sobrevivência. Mas a tragédia muitas vezes se fez presente na vida real.

Ele nunca conheceu o pai, que morreu esfaqueado em circunstância misteriosa. Quanto completou oito anos de idade, conseguiu um pequeno papel dentro do espetáculo de uma companhia de teatro mambembe que passava por sua cidade. Ao ver a habilidade do garoto diante da plateia, a diretora do grupo, Abigail Parecis, convenceu sua mãe a deixar o filho trabalhar em São Paulo como artista. Devido à sua voz de tenorino, um professor de canto julgou que um dia o menino cresceria e cantaria a ópera Otelo, de Giuseppe Verdi.  Então, pela estatura pequena (media 1,50 m.), foi apelidado de Pequeno Otelo. Insatisfeito, ele fugiu e passou um período nas ruas e outro sob a tutela do Juizado de Menores. Depois, foi adotado pela família de Antônio de Queiroz, um político influente. Ele o ajudou a se incorporar aos 10 anos de idade na trupe da Companhia Negra de Revistas, regida por Pixinguinha, apresentando-se em Santos, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Em 1935, passou a atuar na Companhia Tro-lo-ló, de Jardel Jércolis, pai do ator Jardel Filho, e um dos pioneiros do teatro de revista.

otelo e carmen miranda
Ainda nesse mesmo ano, já como GRANDE OTELO, estreou no cinema em “Noites Cariocas”, dirigido pelo argentino Enrique Cadícamo para a produtora Cinédia. Curiosamente se cruzaria pela primeira vez com Oscarito nesse filme e mais tarde os dois se tornariam uma das duplas cômicas mais famosas e engraçadas do cinema brasileiro. Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, logo seria adotada como sua cidade. Apreciador da sua vida noturna, foi também um de seus atores, seja na famosa gafieira do Elite, no bar Vermelhinho ou nos bares da Lapa. 

No Rio dormiu em bancos de praça, hospedaria de mil-réis e até em pensão de corda (estabelecimento perto da Central do Brasil). Por sorte, o produtor norte-americano Wallace Dolney, que o conhecia das filmagens de “Noites Cariocas”, o convidou para atuar em “João Ninguém” (1936), com roteiro de João de Barros e direção de Mesquitinha. No mesmo ano, trabalhou Cassino da Urca até o seu fechamento em 1946, brilhando com Carmen Miranda e realizando diferentes espetáculos. Mesmo assim, era alvo de discriminação, recebendo salário menor que atores brancos de mesmo destaque e era a única estrela proibida de entrar pela porta de entrada.

joséphine baker
No Cassino da Urca, em 1939, ele contracenou com a famosa cantora e dançarina norte-americana Joséphine Baker, momento citado por ele como um dos mais importantes de sua carreira. Ao longo desta mesma temporada, compôs, em parceria com o amigo Herivelto Martins, o famoso samba “Praça Onze”, que faria muito sucesso no carnaval de 1942. No mesmo ano, o cineasta Orson Welles (famoso por dirigir “Cidadão Kane / Citizen Kane”, 1941) veio ao Brasil rodar o longa-metragem “It´s All True”, conhecendo GRANDE OTELO no Cassino da Urca. Contratou o ator, mas o filme ficou inacabado e diversas cenas filmadas foram destruídas posteriormente.

Nos anos 1940 e 1950, trabalhou em diversos programas de rádio e compôs uma variedade de sambas em parcerias com outros compositores. No cinema, foi uma das estrelas da Atlântida Cinematográfica, tendo protagonizado o primeiro sucesso da produtora, “Moleque Tião. Também na Atlântida, formou, ao lado de Oscarito, a dupla mais famosa e bem sucedida do cinema brasileiro, que estrelou campeões de bilheteria como “Este Mundo é Um Pandeiro” (1946) de Watson Macedo, “Três Vagabundos” (1952) de José Carlos Burle, e “Matar ou Correr”. GRANDE OTELO participou de 118 filmes, 17 deles com Oscarito, embora não fossem amigos na vida real. Em 1949, estrelou “Também Somos Irmãos”, ao lado de Ruth de Souza, denunciando o racismo, considerado o melhor filme nacional do ano pela crítica especializada.

oscarito e grande otelo
Em um momento de “Carnaval no Fogo” (1949), um Romeu bem pouco galante aparece em cena para pedir a presença de sua amada na sacada. Quando ela aparece, é GRANDE OTELO de peruca loura. O que se segue é uma das mais engraçadas cenas do cinema nacional. Nem parece que o ator tinha passado por uma tragédia: dois dias antes, sua mulher havia envenenado o filho de 6 anos e cometido suicídio com um tiro na cabeça. Lúcia Maria, a esposa, com quem era casado desde 1941, culpou em bilhete as bebedeiras e o ciúme do ator. Em 1954, se casou com Olga Vasconcelos de Souza, com quem teve quatro filhos. Ela morreu em 1983, devido a um acidente doméstico. Após deixar a Atlântida em 1955, participaria de inúmeros filmes, com destaque para o clássico “Rio, Zona Norte”, considerado a obra que inaugurou o Cinema Novo. Passou a atuar na televisão em emissoras como a TV Tupi do Rio e TV Rio.

Um resumo do cinema brasileiro e do próprio Brasil em um de nossos maiores artistas, GRANDE OTELO também fez sucesso formando dupla com o cômico paulista Ankito e com Vera Regina. Passou alguns anos sem muito destaque. Por volta de 1965, começou a participar de programas humorísticos na Rede Globo, iniciando com “Bairro Feliz”. Em 1969, protagonizou com Paulo José e Dina Sfat, “Macunaíma”, baseado no clássico de Mário de Andrade, interpretando o personagem título e ganhando prêmios importantes. Depois do filme, o ator voltou a ser manchete.

grande otelo, werner herzog 
e klaus kinski
Nos anos 1970 participou de diversos longas. Na TV, atuou em telenovelas badaladas como “Bandeira 2”, “Uma Rosa com Amor”, “Shazan Xerife e Cia”, “Bravo”, “Maria, Maria” e “Feijão Maravilha”. Nessa mesma época passou a ter um romance com a atriz Joséphine Hélène e após dez anos de uma relação tumultuada, resolveram selar a união em 1984. Três anos mais tarde, o casal foi parar nas páginas policiais dos jornais, quando numa discussão, Joséphine acabou dando um golpe de faca na barriga do ator. Na década de 1980, continuou participando em telenovelas - “Água Viva”, “Sinhá Moça”, “Mandala” etc. -, além do humorístico “Chico Anysio Show” e de filmes como “Fitzcarraldo”, de Werner Herzog, se indispondo com o temperamental Klaus Kinski.

Em 1985, recebeu do governo francês o título de “Commandeurs de L´Ordre des Arts e Lettres”, que foi entregue pelo ministro da Cultura francesa, Jack Lang. Na década seguinte, continuou fazendo cinema e TV. Participou do filme “Boca de Ouro” (1990), de Walter Avancini, baseado na peça teatral de Nelson Rodrigues, e em 1993 fez seu último trabalho na telenovela global “Renascer”, interpretando Seu Francisco Galvão, pai de Ritinha (Isabel Fillardis). Apesar de inúmeros êxitos, a carreira de GRANDE OTELO foi marcada por altos e baixos. Sua indisciplina e seu gosto pela farra noturna e pela bebida fizeram com que faltasse a ensaios e apresentações, ou fosse trabalhar de ressaca, o que gerou a fama de irresponsável. Ainda em 1993, aos 78 anos de idade, morreu na glória, de um ataque do coração, fulminante, numa escada rolante no Aeroporto Charles de Gaule, em Paris, onde seria homenageado no Festival de Cinema dos Três Continentes, em Nantes. Ano passado, em comemoração ao centenário do ator e a sua importância para a história da cultura nacional, a Caixa Belas Artes, em São Paulo e Rio de Janeiro, promoveu a mostra O Maior Ator do Brasil - 100 Anos de Grande Othelo. A exibição reuniu 23 filmes com a participação genial do notável mineiro.


FONTE
“Grande Otelo - Uma Biografia”
de Sérgio Cabral
 
 “Uma Interpretação do Cinema Brasileiro 
através de Grande Otelo” 
de Luis Felipe Hirano

grande otelo e oscarito em matar ou correr
FILMOGRAFIA SELECIONADA de GRANDE OTELO

IT'S ALL TRUE
(1942, inacabado)
direção de Orson Welles

MOLEQUE TIÃO
 (1943)
direção de José Carlos Burle

MATAR ou CORRER
(1954)
direção de Carlos Manga

RIO ZONA NORTE
(1957)
direção de Nelson Pereira dos Santos

ASSALTO ao TREM PAGADOR
(1962)
direção de Roberto Farias

MACUNAÍMA
(1969)
direção de Joaquim Pedro de Andrade

A ESTRELA SOBE
(1974)
direção de Bruno Barreto

LÚCIO FLÁVIO, o PASSAGEIRO da AGONIA
(1977)
direção de Hector Babenco

Os PASTORES da NOITE
(1979)
direção de Marcel Camus

FITZCARRALDO
(Idem, 1982)
direção de Werner Herzog

QUILOMBO
 (1984)
direção de Carlos Diegues

JUBIABÁ
(1987)
direção de Nelson Pereira dos Santos

GALERIA de FOTOS


dezembro 20, 2015

****** JENNIFER JONES - RETRATO de UMA LADY



 
O poeta Vinicius de Moraes, enquanto crítico de cinema, atacou impiedosamente JENNIFER JONES (1919 - 2009. Tulsa, Oklahoma / EUA) num artigo intitulado “La Femme à Trent’ans”: “Tão bonitinha, tão ruinzinha. Enfim, cada um tem lá seus tico-ticos. Ela tem mania de ser grande atriz: deixá-la... Seria pior se ela tivesse mania de saltar de bonde andando”. Com certeza, um juízo equivocado. A atriz tinha força dramática. Durante cerca de duas décadas fez personagens memoráveis, construindo uma trajetória reconhecida e premiada. “A Canção de Bernadette”, que a lançou ao estrelato, marcou época, e ainda hoje é reprisado na tevê. Fez santas e devassas, loucas e ambiciosas. Pode ser comparada às melhores atrizes. Na pele de “lady” hollywoodiana, foi criticada pelo romance adúltero com o poderoso produtor David O. Selznick. Mas, e daí? O que seria de Norma Shearer sem Irving Thalberg, Joan Bennett sem Walter Wanger, Sophia Loren sem Carlo Ponti ou Silvana Mangano sem Dino De Laurentiis? É uma questão de sorte, mas sem competência ninguém sobrevive (caso da ucraniana Anna Sten - lançada por Samuel Goldwyn - ou da polonesa Bella Darvi - por Darryl F. Zanuck).

jennifer e o oscar
Nascida em Tulsa, Oklahoma, JENNIFER JONES chegou à Hollywood em 1939, aos 20 anos de idade, ainda chamando-se Phyllis Lee. Depois de alguns testes cinematográficos, no mesmo ano atuou no faroeste “New Frontier”, com John Wayne, e no seriado “Novas Aventuras de Dick Tracy / Dick Tracy's – Men”, ambos produzidos pela Republic Pictures. Em 1941, depois de fracassar num teste para a Paramount Pictures, ela conseguiu um papel na peça “Hello Out There”, em Santa Bárbara, que foi um tremendo sucesso.

Contratada pela companhia independente Selznick International (no seu all star cast, Vivien Leigh, Gregory Peck, Ingrid Bergman, Joseph Cotten, Joan Fontaine, Louis Jourdan, Alida Valli etc.), David O. Selznick prometeu torná-la uma atriz do primeiro escalão. Trocou o seu nome e a preparou para o estrelato. Ao tomar conhecimento que a 20th Century-Fox andava em busca de uma revelação feminina para “A Canção de Bernadette”, sugeriu seu nome. Impressionando o diretor Henry King, ela foi escolhida para o cobiçado papel, superando centenas de candidatas.

robert walker e jennifer
O marido da atriz, o ator em ascensão Robert Walker (seu melhor personagem, o psicopata Bruno Anthony de “Pacto Sinistro / Strangers on a Train”, 1951, de Alfred Hitchcock), com a ajuda de Selznick conseguiu um contrato na Metro-Goldwyn-Mayer, indicando um futuro promissor. Ao iniciar um affair com seu protetor, JENNIFER JONES acelerou o fim do  casamento, desgastado em cenas de ciúmes e acusações de traição. Durante as filmagens de “Desde que você foi Embora”, em que ambos atuam sob a produção de Selznick, a tensão era insustentável. O divórcio levou o ator a uma morte prematura em 1951, depois de anos de álcool, drogas e desilusão. 

O sucesso de “A Canção de Bernadette” deu à iniciante JENNIFER JONESstatus de estrela, principalmente quando agraciada com o Globo de Ouro e um merecido Oscar pelo comovente desempenho da inocente e doente adolescente que tem visões da Virgem Maria (a bela Linda Darnell). Ela venceu fortes concorrentes: Ingrid Bergman (uma de suas melhores amigas), Jean Arthur, Joan Fontaine e Greer Garson. Enquanto isso, o relacionamento com Selznick se intensificava, mas só casariam em 1949, depois do divórcio dele com Irene Mayer – a filha do chefão da Metro-Goldwyn-Mayer -, num iate na costa italiana. Segundo depoimento dela, Selznick foi o maior amor de sua vida.


Em sua vitoriosa carreira de 25 filmes (geralmente escolhidos pelo marido, que inclusive enviava memorandos volumosos para produtores e diretores que contratavam sua esposa), JENNIFER JONES ganhou um Oscar, concorrendo outras quatro vezes: Melhor Atriz Coadjuvante em “Desde que você foi Embora”; e Melhor Atriz em “Um Amor em Cada Vida / Love Letters” (1945), “Duelo ao Sol” (1946); e, finalmente, por sua popular performance em “Suplício de uma Saudade / Love Is a Many Splendored Thing” (1955). Sua beleza e natureza sensível agradaram ao público, abrindo caminho para uma gama variada de personagens, em clássicos como “O Retrato de Jennie”, “Adeus às Armas / A Farewell to Arms (1957) – fracassado canto de cisne de Selznick - e “Suave é a Noite / Tender is the Night” (1962). O maior êxito da atriz foi o melodrama “Suplício de uma Saudade”, de Henry King. Em 1974 encerrou sua carreira na fita de catástrofe “Inferno na Torre / The Towering Inferno”, estrondoso campeão de bilheteria que tem no elenco Fred Astaire, William Holden, Steve McQueen e Paul Newman. A cena de sua morte foi a mais comovente desta superprodução. Ela ajuda duas crianças a escapar de um incêndio de um prédio, quando cai de uma altura de cerca de 110 andares, do elevador que evacuava os frequentadores da festa de inauguração. Esta intervenção marcante lhe rendeu a indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante.

selznick, jennifer e a filha deles
Permaneceu com David O. Selznick até o falecimento deste, em 1965, mas ao se ver sem amparo, com a carreira interrompida, endividada e emocionalmente destroçada, JENNIFER JONES tentou se suicidar pulando de um penhasco, em 1967. Hospitalizada em estado de coma, recuperou-se.  Em 1971, seis anos depois de ficar viúva, casou-se pela terceira vez, com o industrial multimilionário e colecionador de arte Norton Simon. Em 1993 voltou a enviuvar. Ela era extremamente tímida, sempre fugindo dos holofotes e optando por uma vida social reservada. Perdeu boas oportunidades ao permitir que o dominador Selznick recusasse filmes em seu nome, por considerá-los indignos, entre eles o policial noir “Laura / Idem” (1944), de Otto Preminger, um sucesso e depois um clássico cult. Aposentada, rejeitou, em 1983, o papel central de “Laços de Ternura / Terms of Endearment”, pelo qual Shirley MacLaine levou o Oscar.

A atriz viveu seus últimos anos tranquilamente, no sul da Califórnia, ao lado de um dos filhos. Ela não dava entrevistas e raramente aparecia em público, morrendo de causas naturais aos 90 anos de idade. Hoje em dia, é relativamente desconhecida em comparação a estrelas como Katharine Hepburn, Vivien Leigh ou Greta Garbo. No entanto, não há como negar seu talento e fascínio que cativou multidões.

jennifer em "duelo ao sol"
  DEZ FILMES de JENNIFER JONES

A CANÇÃO de BERNADETTE
(The Song of Bernadette, 1943)
direção de Henry King
elenco: William Eythe e Charles Bickford

DESDE que VOCÊ foi EMBORA
(Since You Went  Away, 1944)
direção de John Cromwell
elenco: Claudette Colbert e Joseph Cotten

O PECADO de CLUNY BROWN
(Cluny Brown, 1946)
direção de Ernst Lubitsch
elenco: Charles Boyer e Peter Lawford

DUELO ao SOL
(Duel in the Sun, 1946)
direção de King Vidor
elenco: Gregory Peck e Joseph Cotten

O RETRATO de JENNIE
(Portrait of Jennie, 1948)
direção de William Dieterle
elenco: Joseph Cotton e Ethel Barrymore

RESGATE de SANGUE
(We Were Strangers, 1949)
direção de John Huston
elenco: John Garfield e Pedro Armendáriz

MADAME BOVARY
(Idem, 1949)
direção de Vincente Minnelli
elenco: James Mason, Van Heflin e Louis Jourdan

PERDIÇÃO por AMOR
(Carrie, 1952)
direção de William Wyler
elenco: Laurence Olivier e Miriam Hopkins

A FÚRIA do DESEJO
(Ruby Gentry, 1952)
direção de King Vidor
elenco: Charlton Heston e Karl Malden

QUANDO uma MULHER ERRA
(Stazione Termini, 1953)
direção de Vittorio De Sica
elenco: Montgomery Clift

GALERIA de FOTOS