setembro 13, 2016

*** A MALÍCIA e o REFINAMENTO de LUBITSCH

margaret sullavan e james stewart em a loja da esquina
Nas primeiras décadas do cinema, os filmes do alemão ERNST LUBITSCH (1892 - 1947) ganharam fama mundial pelo estilo bem definido, emplacando malícia e sofisticação. O cineasta ajudou a desenvolver a indústria cinematográfica e influenciou inúmeros colegas (Rouben Mamoulian, Mitchell Leisen, Preston Sturges, Billy Wilder, Joseph L. Mankiewicz, Billy Wilder, Delbert Mann, Mike Nichols etc.). Sempre atento ao entretenimento popular, em um período de censura, utilizou uma certa estratégia irônica para lidar com temas eróticos e um fino deboche ao tratar questões políticas.

Da vasta obra, destacam-se clássicos impagáveis que levam a marca registrada conhecida como “Lubitsch Touch”: humor atrevido, deliciosas ironias, troca de casais, subentendidos elegantes e insinuações. Filho de um próspero alfaiate judeu de Berlim, com a ascensão do nazismo ele perdeu a cidadania alemã. Em 1936, tornou-se cidadão norte-americano e nunca mais retornou à Alemanha.

ernst lubitsch
Aprendeu sua arte na companhia teatral do lendário diretor austríaco Max Reinhardt, trabalhando como ator. Nesta época, trabalhou em cabarés, cantando e dançando. Em 1913 estreou no cinema. Atuou em diversos filmes, destacando-se com tipos cômico-burlescos judeus, como o alfaiate trouxa e sortudo (Meyer) ou os caixeiros rústicos e ladinos (Moritz, Lachman). Pouco depois, passou a escrever e dirigir seus próprios filmes. Entre 1918 e 1922 suas comédias ou dramas históricos fizeram contraponto aos trabalhos expressionistas que ganhavam destaque na Alemanha pré-nazista.

Em 1919, foi projetado internacionalmente com “Carmen / Idem”, estrelado por uma das grandes divas do cinema mudo, Pola Negri. Mais adiante ERNST LUBITSCH disse sobre ela: Jamais encontrei uma criatura de tanta vitalidade e magnetismo. Artista de uma sensibilidade muito viva e tipo humano único. Foi ela que trouxe para Hollywood o que eles chamam de temperamento continental que, a meu ver, não é senão um extraordinário dom de atrair a atenção na tela como na vida, o que Pola possuía em maior quantidade que ninguém”.

Sua reputação não parou de crescer com os superespectáculos históricos “Madame DuBarry / Idem” (1919) e “Ana Bolena / Anna Boleyn” (1920).  Nesta fase, casou-se com Irni (Helene) Kraus, uma viúva, cujo primeiro marido, soldado alemão, morrera de gripe durante a Primeira Guerra Mundial. Ele encerrou suas atividades no seu país natal com “A Modista de Montmartre / Die Flamme” (1923), melodrama adaptado de um conto de Guy de Maupassant e estrelado por Pola Negri. Não foi preservado e resta apenas um fragmento de 43 minutos. Segundo Lubitsch, o filme é a realização mais completa das produções alemãs que fez. Os norte-americanos descreveram a estética deste trabalho como “Art Noveau cinematográfico”.

marlene dietrich e lubitsch
Em outubro de 1922, com um contrato para dirigir a estrela mais famosa do mundo, Mary Pickford, ERNST LUBITSCH partiu para Hollywood, certo de que iria trabalhar em uma versão de “Fausto”, de Goethe. A produção não se realizou, mas ele concordou em dirigir a atriz no drama romântico de época “Rosita / Idem” (1923). Como não admitia interferências, durante os três meses de rodagem discutiu muito com a estrela. Mas o filme entusiasmou o público e os críticos. Pickford odiou.

Sua próxima criação, a comédia “O Círculo do Casamento / The Marriage Circle” (1924), é o Lubitsch favorito de Charlie Chaplin, Alfred Hitchcock e Akira Kurosawa. Serviu de modelo para vários cineastas pelas sutilezas eróticas e psicológicas. O diretor burlou com muita classe a censura. Como desabafou um dos censores do Hays Office, “a gente sabia o que ele estava dizendo, mas não podíamos provar o que estava insinuando”.

O êxito do cineasta em Hollywood foi surpreendente. Dirigiu uma sequência ininterrupta de sucessos, superando-se quase sempre. Sua influência cresceu a cada filme. Mas poucos conseguiram chegar perto de sua melhor forma - detalhes incisivos, timing perfeito, nuances ambíguas. ERNST LUBITSCH conseguiu traduzir a psicologia norte-americana com precisão, concentrando suas sátiras principalmente sobre dois temas: dinheiro e sexo. Precaveu-se, colocava as tramas em países estrangeiros ou terras míticas, mas a implicação da terra do Tio Sam é bastante clara e o público não deixou de reconhecer seus costumes e pontos fracos.

lubitsch dirige a diva pola negri
A cadeia de triunfos durante o período do cinema mudo permaneceu intacta no falado, realizando filmes marcantes na Warner Bros., Paramount Pictures, Metro-Goldwyn-Mayer e 20th Century Fox Film Corporation. O luxo da cenografia e dos figurinos deslumbram os olhos, enquanto o jogo de gato e rato entre os personagens e a futilidade de seus gestos constituem uma poderosa crítica ao recente – nos anos 1930 – fenômeno do consumismo. Em 1930, Lubitsch e Leni se divorciaram. Em 1935, o cineasta (43 anos) casou-se com Vivian Gaye (27 anos), que lhe daria uma filha, Nicola Anne Patricia Lubitsch. Em 1942, o casal se separou.

Uma das suas maiores criações, “Ninotchka”, foi lançada com o slogan “Garbo Laughs” – Garbo ri -, um aviso de que a dama de ferro sueca, habituada a viver personagens carregadas de dilemas pessoais e conflitos internos estrelava a sua primeira comédia. Três anos depois, ERNST LUBITSCH causou polêmica com o anti-nazista “Ser ou Não Ser”. No ano seguinte, assinou contrato como produtor-diretor da 20th Century Fox, mas seu talento espetacular foi minado pela falta de saúde.

lubitsch e a segunda esposa, vivian
No final de 1944 teve que entregar a direção de “Czarina / A Royal Scandal” a Otto Preminger. Creditado apenas como produtor, ele escolheu os atores, supervisionou alguns ensaios e estabeleceu a atmosfera de cada cena. Greta Garbo estava disposta a voltar às telas como a Czarina, mas o estúdio rejeitou a ideia, pois “Duas Vezes Meu / Two Faced Woman” (1941), de George Cukor, derradeiro filme da Divina, não deu bons lucros.  Em março de 1947, ao ser premiado com o Oscar Honorário “por suas destacadas contribuições à arte cinematográfica”, passou mal na cerimônia.

Dirigiu “O Pecado de Cluny Brown / Cluny Brown” (1946), sátira às convenções sociais e ao modo de viver da classe alta e da burguesia da província inglesa, estrelado por Charles Boyer e Jennifer Jones. Em seguida, preparou-se para filmar “O Solar de Dragonwyck / Dragonwyck” (1946), adaptação do best seller de Anya Seton, com Gene Tierney, mas adoeceu novamente, dando a Joseph L. Mankiewicz a oportunidade de estrear como diretor.

Seu último filme, “O Leque de Lady Windermere / The Fan” (1949), teve as filmagens interrompidas pela morte do cineasta a 30 de novembro de 1947, em virtude de outro colapso, tendo Otto Preminger assumido a direção. “Ele estava muito acima de todos nós no campo da alta comédia sofisticada”, afirmou Joseph L. Mankiewickz. No seu funeral, Billy Wilder disse: "Nunca mais Lubitsch”, sendo completado por William Wyler: “Pior. Nunca mais teremos filmes de Lubitsch”.

lubitsch e o oscar especial pela carreira
O famoso “Toque Lubitsch tem sido usado para descrever a marca do diretor. Mas o que exatamente quer dizer? Uma longa lista de virtudes: sutileza, inteligência, charme, elegância, suavidade, polidez e audácia. Um estilo inimitável, em que os enredos e a comicidade são portadores de descrições particularmente mordazes da sociedade e seus códigos de valores. O cinema de ERNST LUBITSCH nos civiliza, encanta, seduz e comove com coisas que parecem quase nada. Aí me lembro da frase de François Truffaut: “No queijo de Lubitsch cada buraco é genial!”.

Viva Lubitsch!

gary cooper e claudette colbert em a oitava esposa do barba azul
DEZ FILMES de LUBITSCH
(por ordem de preferência)

01
A LOJA DA ESQUINA
(The Shop Around the Corner, 1940)

com: Margaret Sullavan, James Stewart, Frank Morgan
e Joseph Schildkraut

O fotógrafo favorito de Greta Garbo, William H. Daniels, cuidou da iluminação do último filme de Lubitsch na M-G-M. Nele, o ótimo roteirista Samson Raphaelson evoca, num tom intimista, a vida cotidiana de pessoas modestas com suas aflições e alegrias. Empregado de uma loja de Budapeste apaixona-se por uma jovem com quem mantém uma correspondência epistolar, sem nunca a ter visto. Entretanto, ela é a nova empregada da mesma loja, que o antagoniza diariamente.

Notável atuação de todo o elenco, destacando-se Joseph Schildkraut como o empregado puxa-saco. Lubitsch demonstrou todo seu afeto pelo filme ao declarar: “Em termos de comédia humana creio que jamais fui tão bom. Nunca fiz um filme em que a atmosfera e os personagens fossem mais reais.”

02
A OITAVA ESPOSA DO BARBA AZUL
(Bluebeard's Eighth Wife, 1938)

com: Claudette Colbert, Gary Cooper e David Niven

Milionário malcriado conhece garota, que nasceu de nobre e arruinada família francesa, e logo a pede em casamento; mas, para lhe ensinar lições de refinamento, ela adia a consumação do matrimônio. Ele já teve sete esposas. Sempre quando se cansa da esposa a dispensa com uma indenização generosa. Foi o último filme de Lubitsch na Paramount, escrito por Billy Wilder e Charles Brackett.

Original, o diretor eliminou alguns intervalos de continuidade. “Tenho confiança na inteligência dos espectadores … Eles verão Gary Cooper entrar furioso no quarto de Claudette Colbert e bater na porta violentamente. Porém, em vez de acompanhá-lo para dentro do quarto com a câmera, fiz uma fusão da batida da porta para uma boate, onde os espectadores verão o casal dançando romanticamente. Deixarei que eles imaginem o que aconteceu atrás da porta fechada e mostrarei apenas o resultado.

03
SÓCIOS NO AMOR
(Design for Living, 1933)

com: Fredric March, Gary Cooper, Miriam Hopkins
e Jane Darwell

A fim de preservar do severo Código de Produção o ménage-à-trois de dois homens e uma mulher, o roteirista Ben Hecht usou toda a sua verve e inteligência para atenuar as inúmeras  infrações morais da peça de Noel Coward. No roteiro, uma desenhista industrial encontra-se num trem com dois promissores artistas, um escritor e um pintor (Gary Cooper substituindo Douglas Fairbanks Jr.). Ambos se apaixonam pela moça, mas como ela não se decide por nenhum deles, combinam viver juntos os três, platonicamente.

Com incomparável intuição fílmica, o diretor concentrou-se mais na ação e expôs com argúcia os audaciosos diálogos de Hecht. Numa cena, depois que os três personagens passam a viver juntos, Miriam Hopkins beija Cooper e March na testa e diz: “Nada de sexo. Façamos um acordo de cavalheiros”. March vai a Londres, Hopkins fica sozinha com Cooper. Ele diz que a ama, beija-a, ela se estira languidamente num sofá e fala: “É certo que fizemos um acordo de cavalheiros. Mas … eu não sou um cavalheiro.” (Escurece).

04
NINOTCHKA
(idem, 1939)

com: Greta Garbo, Melvyn Douglas, Ina Claire
e Bela Lugosi

Há muito tempo Lubitsch desejava realizar um filme com Greta Garbo, porém apenas em 1939 surgiu a oportunidade, na sua volta à M-G-M. Garbo ri!”, anunciou o estúdio despertando a curiosidade do público. De fato, é a primeira comédia da mega estrela. Ela vive uma agente soviética em missão em Paris. Acaba sendo seduzida pelos luxos do ocidente e se apaixona por um charmoso playboy, que representa tudo que ela mais despreza. Roteiro de Billy Wilder.

O alvo da impiedosa troça é o bolchevismo, através do contraste entre os valores russos e franceses, manifestado em diálogos divertidos. No papel da austera burocrata, Garbo revelou seu senso de humor, e recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz, perdendo para a Vivien Leigh de “… E O Vento Levou / Gone With the Wind”  (1939). Lubitsch considerava “Ninotchka” um de seus melhores filmes: “Como sátira possivelmente nunca fui mais perspicaz que em Ninotchka e sinto que tive sucesso na difícil tarefa de relacionar sátira política com um enredo romântico”.

05
ANJO
(Angel, 1937)

com: Marlene Dietrich, Herbert Marshall e Melvyn Douglas

Comédia romântica abordando o clássico triângulo amoroso. Uma bela mulher casada com um diplomata inglês que tem pouco tempo para ela. Entediada e ansiosa por atenção, ela viaja para Paris e se envolve em uma aventura com um jovem norte-americano. Deixando Paris sem se despedir dele, o amante, que nem ao menos sabe o nome dela, inicia uma louca busca tentando localizar o seu 'anjo'. Até que os caminhos se cruzam num jantar em Londres.

Fotografado elegantemente por Charles Lang, contém bons desempenhos do trio principal. Num dos melhores momentos, na cena do jantar, à cozinha chegam os pratos retirados da mesa. Um vem vazio; outro, intato; o terceiro, exibe o bife recortado em quadradinhos. A refeição não foi mostrada, mas aqueles indícios atestam o comportamento e estado de espirito dos três personagens.

06
LADRÃO DE ALCOVA
(Trouble in Paradise, 1932)

com: Miriam Hopkins, Kay Francis e Herbert Marshall

“Em matéria de puro estilo penso que não fiz nada melhor ou igual”, disse o cineasta. Unanimemente reconhecido pela crítica como obra-prima, é uma farsa mundana cínica. Um relato cheio de imprevistos, finura e mordacidade. Em Veneza, após terem se pilhado simultaneamente, dois ladrões cosmopolitas reiniciam um romance, e partem rumo a Paris.  Pretendendo furtar as joias de uma rica viúva, eles conseguem emprego em sua casa (ele, como secretário; ela, como datilógrafa). Com ciúmes das atenções dispensadas pelo parceiro a dona da casa, ela resolve agir sozinha.

Desde a famosa cena de abertura, quando se descobre que o tenor entoando uma ária sobre a gôndola é apenas um limpador dos sujos canais da cidade dos doges, até o clímax com a impunidade dos larápios, Lubitsch joga com os contrastes entre a aparência e a realidade e, servido por seu inigualável senso rítmico e espírito alerta e impudente, deixa os espectadores rindo sem parar. Um primor de realização.

07
SER OU NÃO SER
(To Be or Not to Be, 1942)

com: Carole Lombard, Jack Benny e Robert Stack

Em Varsóvia, um casal de artistas poloneses egocêntricos e temperamentais está sempre em rivalidade. Fascinada por um jovem aviador, a atriz pede-lhe que, no exato momento da récita do marido do famoso solilóquio de Hamlet, ele saia da plateia, e vá se encontrar com ela no camarim. Além da infidelidade, o propósito dela é ferir a vaidade do companheiro.

Os alemães ocupam a cidade e, depois de muitas peripécias, os atores escapam de avião para Londres. O filme, hilário, sofreu críticas por abordar assunto impróprio ao humor. Lubitsch defendeu-se, dizendo: “O filme nunca quis ridicularizar os poloneses, apenas satirizou atores e o humor grosseiro nazista.”. Foi o último trabalho da magnífica Carole Lombard. Em 1983, simpático remake com Anne Bancroft e Mel Brooks.

08
A VIÚVA ALEGRE
(The Merry Widow, 1934)

com: Maurice Chevalier, Jeanette MacDonald e Una Merkel

Opereta luxuosa fotografada por Oliver T. Marsh, o mesmo cinegrafista da versão silenciosa de Erich von Stroheim com Mae Murray e John Gilbert. O francês Chevalier desejava Grace Moore como parceira, mas o produtor Irving Thalberg vetou sua participação, alegando os prejuízos dos últimos filmes dela. Num reino de fantasia, Marshovia, uma bela viúva detém mais da metade das riquezas. Quando tira o luto e parte para Paris, o rei fica alarmado, pois o futuro financeiro do lugar depende da sua permanência no país. Surpreendendo um príncipe galante nos aposentos da rainha, poupa-lhe a vida com a condição dele ir à capital francesa conquistar o coração da viúva, e trazê-la de volta.

Lubitsch teve alguns problemas com o diretor de arte, Cedric Gibbons, a fim de que atendesse às suas extravagantes exigências com relação aos cenários. Ele realizou uma obra leve, espirituosa, borbulhante. A  sequência da valsa, com os pares dos dançarinos comprimidos nos corredores da embaixada e sendo multiplicados pelos espelhos, fascina pelo conjunto harmonioso e contagia com sua vibração.

09
O DIABO DISSE NÃO
(Heaven can Wait, 1943)

com: Gene Tierney, Don Ameche, Charles Coburn,
Marjorie Main, Laird Cregar e Signe Hasso

Indicado ao Oscar de Melhor Direção. No começo de 1943, Lubitsch assinou contrato de produtor-diretor com a 20th Century-Fox e realizou esta crônica sentimental e nostálgica, pontilhada de uma amável sátira aos costumes do fim do século dezenove. Na história, cidadão de classe média e inveterado conquistador, ao término de sua existência, apresenta-se ao Diabo (ótimo Laird Cregar), e conta como viveu. No final do relato, o capeta, compreendendo que ele foi um bom esposo, um chefe de família que pecou por amar as mulheres, envia-o para o céu.

Fotografado por Edward Cronjager num technicolor de tonalidade pastel, foi o primeiro encontro de Lubitsch com a cor. Cenários, figurinos e acessórios de bom gosto, eficiente elenco e narrado com a costumeira engenhosidade do cineasta, recria a época à perfeição, tendo desenvolvimento fluente, humanidade, encanto poético.

10
ANA BOLENA
(Anna Boleyn, 1920)

com: Henny Porten e Emil Jannings

Garota nobre chega à corte inglesa a serviço da rainha. O rei se apaixona por ela e lhe oferece a coroa. Ele se divorcia da esposa e rompe com a Igreja católica. Inconformado pela nova esposa ter dado à luz uma filha ao invés de um herdeiro, ele a processa por adultério e a condenada à morte por decapitação. Enquanto ela sobe ao patíbulo, o rei prepara suas próximas bodas.

Em Tempelhof foram construídas réplicas do Castelo de Windsor, da Torre de Londres, de Hampton Court e da Abadia de Westminster sob meticulosa supervisão, e reunidos cinco mil figurantes. Diante da esplêndida decoração e dos belos enquadramentos, os críticos exclamaram: “Lubitsch pode fazer qualquer coisa!”. Excelente atuação do gigante Emil Jannings como Henrique VIII.

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4 comentários:

Jean Carlo disse...

Um dos maiores diretores do cinema!

Cristina Queiróz disse...


A dualidade com a qual Lubistch apresentava seus diálogos era genial. Em "A viúva alegre", onde Maurice Chevalier está no auge de seu donjuanismo, é hilário vê-lo pronunciar frases ambíguas e de cunho flagrantemente sexual. Uma pena que com o Código Hayes todos os diretores tenham se adaptado, mas mesmo assim Lubistch conseguiu manter a sensualidade cômica em seus filmes. "O oitavo casamento do Barba Azul" talvez seja a prova viva disso.

Annastesia disse...


Lubitsch é chiquérrimo realmente! Gosto de Ninotchka (óbvio!), A loja da esquina, com o fofíssimo Jimmy Stewart, e Ser ou não ser, com a maravilhosa Carole.

Annastesia disse...


Ah, sim! A Oitava Esposa do Barba Azul também é ótimo. Como fui esquecer? Que gafe a minha!