Caros Amigos

dezembro 19, 2011

****** SALA VIP: “A FELICIDADE NÃO SE COMPRA”


Edição Nº 68









Produzido e dirigido pelo cineasta de origem italiana Frank Capra (1897-1991), mestre em comédias que apresentam mensagens reforçando os valores humanos, a exemplo de "Do Mundo Nada se Leva / You Can’t Take It With You" (1938), esta fábula fala de amizade, compaixão, solidariedade, amor e honestidade, contando a história de George Bailey (James Stewart), um sujeito de bom coração. Seu maior sonho é cursar uma faculdade, viajar pelo mundo, sair de sua pequena cidade. Porém, sua bondade e seu desejo de ajudar as pessoas vão sempre adiando a realização de seus sonhos. A cada oportunidade surgida, um novo obstáculo se interpõe no caminho de suas realizações. Com o passar dos anos, George se vê cada vez mais preso aos negócios sempre instáveis da empresa que herdou do pai. Ele é na verdade um realizador de sonhos. Através da pequena construtora herdada financia casas próprias para famílias pobres, cobrando juros tão baixos que mal consegue manter a sua própria família. Infelizmente, em virtude de grave problema financeiro, provocado por desonesto banqueiro (Lionel Barrymore), ele se vê prestes a perder a empresa, a reputação e a harmonia familiar. Na véspera do Natal, assumindo que fracassou, decide tirar a própria vida, saltando de uma ponte, mas é impedido pelo doce e atrapalhado aspirante a anjo, Clarence (Henry Travers), que mostra o quanto ele é importante para todos da sua comunidade. 


Filme lendário, certamente o melhor já feito com o Natal como pano de fundo – ao lado de “De Ilusão Também Se Vive / Miracle on 34th Street” (1947) -, foi produzido pela Liberty Films, uma companhia independente recém-criada, cujos donos, o próprio Capra, William Wyler, George Stevens e Sam Briskin, pretendiam ter liberdade e independência totais sobre suas próprias obras, ao contrário do que acontecia nos filmes feitos para os grandes estúdios. Mas faliu quando este filme fracassou, não conseguindo cobrir seu alto custo de produção - cerca de US$ 3 milhões e 700 mil. Com o fim da Liberty Films, A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (It’s a Wonderful Life, EUA, 1946) não teve seus direitos autorais comprados por nenhum estúdio, e acabou deixando de ter copyright, tornando-se de domínio público, qualquer um poderia fazer qualquer coisa com ele (por mais estranha que possa parecer essa situação, ela é comum, aconteceu com vários filmes de Orson Welles, praticamente todos os de Charles Chaplin da fase muda e os da fase inglesa de Alfred Hitchcock, só para dar alguns exemplos). Por ser grátis, passou a ser um campeão de reprises nas tevês norte-americanas e do mundo afora – e, graças a isso,  reconhecido e amado por novas gerações. Tradição de Natal nos Estados Unidos, é hoje um dos filmes mais amados da história, criando assim sua reputação de clássico imperdível.

Com emoção, humor ingênuo, toques lúdicos, ritmo e inteligência, o longa discute várias questões: o que é melhor, ter amigos ou se aproveitar das pessoas para vencer na vida? Será que nossas ações passam despercebidas? Quando encontramos um amor devemos embarcar nele ou deixá-lo para trás com receio de problemas futuros? São temas discutidos de maneira leve e sentimental. Ao invés de um aprofundamento, as situações vão acontecendo e nos absorvendo. Ao final, o público está completamente emocionado com tudo o que passou na vida de George, e a mágica está na ligação entre a vida desse personagem fictício com nossa própria vida. O roteiro de Frances Goodrich, Albert Hackett e do próprio Capra, com diálogos adicionais de Jo Swerling, apresenta diversas ações sobre uma felicidade que o dinheiro simplesmente não pode comprar, como o romantismo de George e Mary Hatch passeando sob a luz do luar e se conhecendo. James Stewart, que já havia trabalhado com Capra em “Do Mundo Nada Se Leva” e “A Mulher Faz o Homem / Mr. Smith Goes to Washington” (1939), impõe o seu carisma, numa composição marcante. É uma das suas melhores interpretações – ele que foi dirigido por Billy Wilder, George Stevens, Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Ernst Lubitsch, George Cukor, John Ford, William A. Wellman, King Vidor e Anthony Mann. 


O curioso é que por pouco James Stewart não interpretou o generoso George Bailey, pois a primeira opção era Cary Grant, que recusou a excelente oportunidade, e ele queria descansar da Segunda Guerra, em que havia acabado de lutar, mas após muita insistência de produtor/diretor, aceitou o trabalho. Sua companheira de cena, Donna Reed (Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante como a prostituta de “A Um Passo da Eternidade / From Here to Eternity”, 1953), faz a mulher "perfeita" de tantos filmes hollywoodianos: compreensiva, amorosa e companheira em todas as situações. A atuação e a química entre os dois atores são tão incríveis que, se não funcionassem dessa maneira, o filme poderia cair na banalidade. Capra queria sua atriz preferida, Jean Arthur, para a composição de Mary, mas ela estava comprometida com uma peça na Broadway. Então resolveu dar a primeira chance de estrela para essa jovem atriz da MGM. Ela disputou a personagem com Ann Dvorak, Ginger Rogers e Olivia de Havilland. Lionel Barrymore, que faz o terrível vilão, e que na vida real era realmente paralítico, aceitou  fazer o filme sem ler o roteiro, mas Capra pensou também em Vincent Price, Claude Rains, Charles Coburn e Edgar Buchanan. Já para o papel do tio, feito por Thomas Mitchell, foram considerados Walter Brennan, Barry Fitzgerald, W.C. Fields e Adolphe Menjou. Outro destaque é a revelação de Gloria Grahame como Violet. Ela seria uma das principais femmes fatale do Film Noir e levaria o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful” (1952). Neste filme, todos estão perfeitos, mas ninguém melhor do que a dupla central, em particular Jimmy Stewart, que faz o herói que vive numa cidadezinha qualquer sonhando em sair dela e viajar pelo mundo. Mas a vida nunca lhe permitiu.

Com inocência, ternura e sinceridade, A FELICIDADE NÃO SE COMPRA é uma das mais belas e comoventes obras da história do cinema. E resistiu bem ao tempo, tanto por causa de sua mensagem humanitária, sua fé no homem comum e sua crença ingênua na bondade intrínseca do ser humano, como também pelo conjunto de talentos reunidos. Este foi o primeiro filme de Capra depois de um longo período em que trabalhou no esforço de Guerra, documentando o conflito, e o que passou certamente marcou sua vida, mas ainda assim não perdeu a confiança na humanidade. Tanto que preferiu voltar com esta fábula solidária. A história original de Phillip Van Doren Stern nasceu como um conto, “The Greatest Gift” (“O Maior Presente”), que o autor mandou imprimir 200 cópias, enviando-as para os seus amigos como presente de Natal. A RKO Radio Pictures gostou do argumento e comprou os direitos por US$ 10 mil. Escreveram três roteiros em cima dele, mas acabaram desistindo do projeto. Quando Capra leu o projeto, comprou-o pelo mesmo preço. Era o seu filme predileto tanto quanto de James Stewart. Em sua autobiografia, Capra escreveu: “Acho que foi o maior filme que eu fiz. Mais ainda, eu acho que é o maior filme que qualquer um fez. Ele não foi feito para os críticos ou os literatos. É meu tipo de filme para o meu tipo de público”. Apesar do fracasso retumbante de bilheteria, chegou a ser indicado aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Montagem e Melhor Som. Não levou nada, foi o ano de “Os Melhores Anos de Nossas Vidas / The Best Years of Our Lives”, que arrebatou sete estatuetas. Mas ganhou o Globo de Ouro de Melhor Diretor.



Gloria Grahame


Votado pelo American Film Institute (AFI) em primeiro lugar como o filme que mais inspira as pessoas e o mais poderoso de todos os tempos, ficou em terceiro no gênero fantasia e décimo primeiro dentre os 100 melhores de todos os tempos. A fábula de Frank Capra a cada ano se torna mais e mais irresistível. Sem cair em sentimentalismos desnecessários, versa sobre a importância de cada um, o impacto que cada pessoa tem no mundo. E nos faz pensar em como seria o mundo sem que nós estivéssemos nele. É um exercício interessante e imprescindível. Ele nos faz pensar, e o mais surpreendente de tudo, faz com que a gente queira se transformar em uma pessoa melhor.  É difícil não se emocionar com este filme, que embora siga uma fórmula de bondade e altruísmo pouco realista, o faz de forma tão convincente que não se pode escapar de suas armadilhas sentimentais. 


O segredo para que a fita seja universal, e preserve ao longo do tempo sua força de esperança e fé no ser humano, está na crença de que a bondade é possível e habita sempre o coração dos homens. Quando a dirigiu, Capra tinha em mente passar ao público a sensação de que a vida, apesar das tragédias, vale a pena, que o simples fato de estar vivo já é motivo para ser celebrado. Talvez os traumas da guerra recém-terminada tenham enevoado a compreensão da platéia, mas o fato é que, da década de 1960 para cá, A FELICIDADE NÃO SE COMPRA galgou o imaginário popular e se estabeleceu como um dos filmes que mais conseguiu influenciar a maneira do público em encarar as situações difíceis do cotidiano. É impressionante como um simples filme tenha conseguido tanto. Ele é um daqueles longas necessários, que temos que assistir pelo menos uma vez na vida. Simplesmente Maravilhoso! Não importa quantas reprises a tevê exiba, não importa quantas décadas o atravessem, merecerá sempre os olhos lacrimejados de seus espectadores.



Henry Travers


A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (It’s a Wonderful Life, EUA, 1946). Duração: 130 min; P & B; Produção e Direção: Frank Capra (Liberty Films); Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett e Frank Capra; Fotografia: Joseph Walker e Joseph Biroc; Edição: William Hornbeck; Música: Dimitri Tiomkin; Cenografia: Jack Okey (d.a.), Emile Kuri (déc.); Vestuário: Edward Stevenson; Elenco: James Stewart (“George Bailey”), Donna Reed (“Mary Hatch”), Lionel Barrymore (“Henry F. Potter”), Thomas Mitchell (“Tio Billy Bailey”), Henry Travers (“Clarence”), Beulah Bondi (“Ma Bailey”), Ward Bond (“Bert”), Frank Faylen, Gloria Grahame (“Violet Bick”), H. B. Warner e Samuel S. Hinds.

Nota: ***** (ótimo)

Prêmios: Globo de Ouro de Melhor Direção




Donna Reed e James Stewart





52 comentários:

Fábio Henrique Carmo disse...

Concordo com cada linha e palavra que escreveu sobre este lindo filme.Não são apenas os americanos que gostam de vê-lo todos os anos no Natal. Eu também faço isso quase todo ano. Sem dúvida, uma obra-prima de Hollywood. Pretendo vê-lo com os meus futuros filhos. E que coisa boa que um filme tão bonito tenha caído logo em domínio público!

Ah, interessante que Frank Capra, quando tomou conhecimento do título em português achou este melhor que o original.

Um feliz Natal para você também, Nahud e um grande 2012! Abraço e até a próxima!

Filmes Antigos Club disse...

Frank Capra é um dos grandes nomes da cinematografia mundial, e sua origem foi muito humilde, e para chegar ao topo que chegou, ele precisou "ralar" muito.

Ele acreditava piamente na dignidade do ser humano, honestidade, determinação e trabalho, e podemos muito bem ver em todas as suas obras que seus protagonistas eram desta forma, de maneira que muitas vezes, de tão ingênuos em acreditar 100% na bondade humana, acabavam sendo vítimas dos mau intencionados.

E a título de curiosidade: era o filme predileto de Capra, e ele exibia seu rolo original todo o Natal assistir com sua família. Infelizmente, chegou a ter um infarto quando soube que sua obra foi colorizado por computador, deteriorando assim, sua fotografia original.

Desejo a vc umas ótimas férias, e um Natal de esplendor para vc e seus familiares, e votos de muito sucesso para 2012. Até breve.

Paulo Néry
Filmes Antigos Club Artigos
http://articlesfilmesantigosclub.blogspot.com/

renatocinema disse...

Filmaço ao pé da letra.

Clássico absoluto. Imperdível e obrigatório.

Seu comentário foi perfeito para definir esse marco cinematográfico.
Detalhe: fora esse, não aprecio nem um filme sobre natal.

Gilberto Carlos disse...

Um grande clássico do cinema. Ideal para essa época do ano. Gosto muito também de Do mundo nada se leva do mesmo diretor. Abraços.

Rafa Amaral disse...

Este realmente é o maior clássico do Natal. Um filme que caiu em domínio público - e, por isso, se tornou ainda melhor. Tornou-se comum vê-lo nesta época. E, é verdade, muito melhor que aqueles especiais repleto de pieguices da Rede Globo. Abraços e feliz 2012!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Realmente o título em português é perfeito, Fábio. Poético e contundente. No espírito de Capra.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Renato, digo o mesmo. Não gosto nem mesmo de NATAL BRANCO, o famoso musical com Bing Crosby. DE ILUSÃO TAMBÉM SE VIVE só me comove a atuação do veterano Edmund Gwenn.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gilberto, DO MUNDO NADA SE LEVA é uma comédia muito louca, beira o surrealismo. Uma delícia!

Cefas Carvalho disse...

Um dos maiores filmes de todos os tempos!

Telma Monteiro disse...

Grande obra!

disse...

Este é um grande clássico do Natal. Sua história já foi copiada diversas vezes, mas nunca haverá versão como a de Frank Capra.
Feliz Natal e um ótimo início de 2012!

Maxx disse...

Vou assistir ainda hoje. Abç e bons filmes.

Paulo Caires disse...

‎"Felicidade não se compra" 1946 é um bom filme para se ver nessa época, mas o final é beeem açucarado.

Leonardo Alexander Silva disse...

Lindo filme!

Danielle Carvalho disse...

Li e achei muito bom seu texto, Antonio. Concordo que A felicidade não se compra é o grande clássico natalino!

Telma Monteiro disse...

Eu simplesmente AMO esse filme!

Márcio Sallen disse...

E que clássico meu amigo, o melhor filme do período sem sombra de dúvida. Oportunamente, deixei para a véspera do Natal. Hoje publico Agora Seremos Felizes (Meet me in St. Louis).

Telma Monteiro disse...

Eu simplesmente AMO esse filme!

Yasmine Evaristo disse...

Meu primeiro do Capra, e do Stewart. Desde então foi amora a primeira vista, tanto pelo diretor, quanto pelo ator. Ótimo filme pra se ver não só no Natal, como durante todo ano. Importantíssimo para levantar a autoestima.

linezinha disse...

Belo filme! Feliz Natal e Ano Novo a todos!
Abç

Luiz Santiago disse...

Filme realmente incrível. Maravilhoso o modo como Capra trabalhou aqui. Um dos meus preferidos, e que sempre me faz chorar!

Boas Férias, amiga Nahud. Descanse bastante, e até a volta!

Abraço

Victor Ramos (Jerome) disse...

Nunca vi nada do Capra, mas enfim...

Boas férias, amigo Antônio! Aproveite mesmo o tempo livre!

Abs! o/

Pudim de Cinema

Rodrigo Mendes disse...

Grande Antônio! magnífico! Adoro este filme pq me toca uma parte maravilhosa do cinéfilo. Frank Capra e o seu clássico absoluto do natal. Jimmy Stewart, maravilhoso!

It’s a Wonderful Life is wonderful! A Felicidade Não Se Compra mesmo, mas o filme eu comprei, rs! Uma boa pedida para a época mesmo sendo muito americano.

Boas festas e um ótimo final de ano!

Abs.

Alexandre Gazineo disse...

Grande filme. Gosto também de 'O Milagre na Rua 34'.

Fernando Sobrinho disse...

O clássico dos clássicos natalinos cinematográficos !

Elisabete Cardoso disse...

É o filme do natal!

J. BRUNO disse...

"A Felicidade não se Compra" é belíssimo, só mesmo alguém com o coração muito endurecido para ficar imune a ele, que reassisti-lo e publicar a resenha antes do natal, mas acho que não vai ser tão fácil... concordo com você Antônio, ele é sem dúvidas o mais clássico e belo filme que eu já vi que tem o natal como pano de fundo... só considero que é uma pena que este sentimento tão bom que ele ajuda a disseminar dure apenas por uma breve época do ano...

Jamil disse...

Todas as vezes que vejo esse filme me acabo de chorar. Muito comovente, mas também ingênuo, o ser humano é de outra espécie.

Leandra disse...

Esse filme é de partir o coração. Lindo.

Aníbal Santiago disse...

Um dos meus filmes preferidos. Concordo com grande parte do artigo.

Cumprimentos,
Aníbal Santiago (http://bogiecinema.blogspot.com/)

Renato Hemesath disse...

Este filme possui uma mensagem tão terna, tão única e acima de tudo, honesta. É agradável a maneira como a fantasia é abordada no roteiro.

abraços
Feliz 2012 ;D

Edivaldo Martins disse...

EXCELENTE!!!!!

As Tertulías disse...

òTimo post (apesar de eu ter um problemao com este filme... acho-o gtao deprimente...). Pensei que voce tinha saído de férias, Antonio!!! (Coloquei uma pergunta na postagem sobre Stanwick... )

Tunin disse...

Excelente clássico natalino! Felizes festas! Abraços.

Faroeste disse...

Depois de tanto e tudo que acabo de ler sobre A Felicidade Não Se Compra, pouco falta dizer sobre esta nobreza de fita. Um filme tão sublime que, com nossa atual tecnologia, é obrigatório toda familia que ame o cinema ter em casa uma copia deste exemplo de fantasia, para que ele seja posto no DVD frequentemente e vejamos que a vida é muito mais do que simplesmente imaginamos.
Capra deu um presente ao mundo criando esta joia. Stewart fez o melhor de sua vida aceitando este papel e Reed, a lindissima Donna Reed, deu o brilho final a esta obra que, se não feita, o cinema não poderia se chamar verdadeiramente de cinema.
jurandir_lkima@bol.com.br

Faroeste disse...

O cinema nos deu rostos muito lindos, nos apresentou as mais formosas mulheres e nos faz amar a tantas delas nunca perdendo os filmes em que elas apareciam.
E este é o meu caso com Donna Reed, apesar de ver com olhos vivos outras beldades como Lana Turner, Ava Gardner, Gene Tierney, Gail Russel, etc.
Porém no dia em que pus os olhos em Reed, mais diretamente no filme A Um Passo Da Eternidade, foi que pude descobrir como o cinema fabricou mulheres lindas, pois ela na fita está a imagem máxima da beleza feminina. E a partir deste momento jamais deixei de ver uma fita onde esta deusa estivesse.
Não existem palavras fáceis para descrever toda a beleza que flutua no semblante daquela criatura.
jurandir_lima@bol.com.br

pinguim disse...

Este é um dos tais filmes que passa habitualmente, nesta quadra natalícia num dos canais televisivos aqui do burgo...
Aproveito para te desejar também os votos de um Bom Natal.

Maxwell Soares disse...

Muito bom o teu texto. Parabéns pela riqueza de detalhes e a excelente linguagem. Feliz Natal e um 2012 cheio de realizações. Um abraço...

MauroCoimbra disse...

Bom dia, anos atrás quando havia possibilidade de buscar filme pela internet ou comprar DVD então sem saber que gostava de filmes clássicos eu recorreria a Cine Band clássicos nas madrugadas de domingo para segunda-feira ou no canal Futura, mas ás vezes era sorte assistir a um filme me prendesse e também o horário ingrato... Tentei me lembrar de um filme americano da década de 40 ou 50 em que uma família de classe média vira refém de uma gangue, o líder da gangue se não me engano queria se vingar do patriarca. O desfecho ou reta final do filme se dá num lixão... Você sabe qual o filme se refere? Grato...Feliz Natal!!!!

Rubi disse...

Um clássico indispensável!
Adoro este filme.

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Meu Terceiro filme preferido, atras apenas de Um Lugar ao Sol e Sindicato de Ladrões.Sem dúvidas, PERFEITO.

Parabéns pelo ótimo texto,

Abração

Darci Fonseca disse...

Antonio, ao contrário do que se pensa, A Felicidade Não Se Compra não foi sucesso de bilheteria e iniciou a decadência de Capra que fez mais três filmes que também não foram bem sucedidos nas bilheterias. Capra passaria quase dez anos sem filmar, até voltar com "Os Viúvos Também Sonham" em 1959 e se despedir com "Dama por um Dia" em 1961.
A explicação para o fenômeno A Felicidade Não Se Compra chamou-se televisão, que pelas razões por você explicadas passou a exibir o filme no período de Natal e ele foi entrando no coração das famílias tornando-se um dos filmes mais queridos da América.
Parabéns pela bela matéria.
Darci

Faroeste disse...

Darci;

Já tinha ouvido rumores a este respeito. No entanto nunca o levei a sério, dado à fita que falamos. Mas, vindo de ti e com mais estas explicações sobre Os Viuvos Também Sonham e Dama por Um Dia, e mais a exibição na TV, que conta muito e a muitos atingem, passo a dar todos os créditos, não apenas ao que ouvi falar, como também a este fato inacreditável sobre Capra, A Felicidade Não se Compra e os filmes que fez após, também fracassos de bilheteria, até chegar em 1959.
Incrivel, não Darci?! Vemos um filme hoje, gostamos e imaginamos que ele foi sucesso a vida inteira!
Mas cinema é assim e o inverso também ocorre. Lembra-se de As Pernas de Dolores? E Fantasia Oriental? O que me diz de Dio Como Te amo? Sucessos instantâneos e todos eles imprevistos, até mesmo por seus produtores.
jurandir_lima@bol.com.br

Ruby disse...

E eu, amante dos clássicos da Golden age, nunca assisti, conheço de tudo, fama, elenco, direção, sinopse. Feliz 2012 e que a ano novo venha cheio de posts cinematográficos tão maravihosos como só você sabe escrever.

Rafael Carvalho disse...

Rapaz, esse é um dos meus pecados cinematográficos, nunca vi nada do Capra. Ainda. Devo começar justamente por esse.

Marcos Rosa disse...

Como sou ignorante em matéria de Clássicos.

...

Faço um ano de blog hoje, e fiz um breve comentário, inclusive destacando nossos parceiros, como vc.
Valeu e feliz 2012!

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http://algunsfilmes.blogspot.com/

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Jurandir, gosto também muito de Donna Reed. Ela merecia o estrelato. Está ótima em A ÚLTIMA VEZ EM QUE VI PARIS.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Rafael, comece com ACONTECEU NAQUELA NOITE. É sensacional. Gable e Colbert está muito bom.

David C. disse...

Muy buena película. James Stewart es un grande entre los grandes. Feliz 2012.

annastesia disse...

Icônico filme do mestre Capra com meu querido e fofo Jimmy (sem esquecer de Gloria Grahame, de quem gosto muito)!

MarCeL MoREnO disse...

Concordo com tudo que disse ... simplesmente um dos clássicos que merece estar na minha prateleira ..... http://www.cinemadegaveta.blogspot.com/

Elisandra Pereira disse...

Simplesmente meu filme favorito! Não foi o primeiro que assisti com o James Stewart, mas foi com ele que eu me apaixonei pelo ator! Ótimo texto!