fevereiro 02, 2016

********************* OSCAR: FAMOSAS INJUSTIÇAS

john wayne (oscar de melhor ator) e barbra streisand
A 88ª edição do OSCAR, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, acontecerá no próximo 28 de fevereiro, no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia (EUA), e será transmitida ao vivo pela ABC para 225 países e territórios de todo o mundo. A famosa estatueta, fundamental na mitologia hollywoodiana, tem no histórico obras-primas, direções primorosas e excelentes atuações postas de escanteio. Nesses 88 anos, não faltaram omissões, puxa-saquismos e erros crassos. Matutei sobre algumas injustiças. Confira.

WARNER BAXTER e LUISE RAINER

O primeiro tropeço aconteceu em 1930 com a vitória do canastrão Warner Baxter (“No Velho Arizona / In Old Arizona”). Se bem que a concorrência era fraca. Novo susto em 1937. Luise Rainer leva o OSCAR de Melhor Atriz por “Ziegfeld, o Criador de Estrelas / The Great Ziegfeld”. Quem merecia? Carole Lombard (“Irene, a Teimosa / My man Godfrey”) ou Irene Dunne (“Os Pecados de Theodora / Theodora Goes Wild”). No ano seguinte, a alemã vence outra vez, derrotando as fabulosas Irene Dunne (“Cupido é Moleque Teimoso / The Awful Truth”), Greta Garbo (“Dama das Camélias / Camille”), Janet Gaynor (“Nasce uma Estrela / A Star is Born”) e Barbara Stanwyck (“Stella Dallas, a Mãe Redentora / Stella Dallas”). Um vexame. As atuações da atriz duplamente premiada são competentes, principalmente em “Terra dos Deuses / The Good Earth”, ela tinha talento, mas não mereceu as estatuetas.

warner baxter
luise rainer
GINGER ROGERS e JAMES STEWART

James Stewart, sempre ótimo, estrela carismática, levou o prêmio por sua atuação na comédia lendária “Núpcias de Escândalo / The Philadelphia Story”. Henry Fonda, brilhando em “Vinhas da Ira / Grapes of Wrath”, era o mais cotado ao OSCAR de Melhor Ator. Até mesmo Cary Grant, no filme de Jimmy Stewart, supera o premiado, e ele nem foi indicado.

No mesmo ano, outro desatino, Ginger Rogers bancando a atriz dramática (“Kitty Foyle / Idem”) venceu Bette Davis (“A Carta / The Letter”), Joan Fontaine (“Rebeca, a Mulher Inesquecível / Rebecca”), Katharine Hepburn (“Núpcias de Escândalo”) e Martha Scott (“Nossa Cidade / Our Town”). Qualquer uma merecia, menos a nossa comediante-dançarina.

james stewart e ginger rogers
rosalind russell e ginger rogers
BING CROSBY, HAROLD RUSSELL e GARY COOPER

Piegas, “O Bom Pastor / Going My Way” derrotou em 1944 “Pacto de Sangue / Double Indemnity”, de Billy Wilder. O talentoso Leo McCarey, seu diretor, também ganhou a estatueta, inexplicavelmente superando Wilder e o Otto Preminger de “Laura / idem”. Como Melhor Ator, Bing Crosby venceu inesquecíveis atuações de Charles Boyer (“À Meia-Luz / Gaslight”) e Cary Grant (“Apenas um Coração Solitário / None But the Lonely Heart”). Uma loucura. O único prêmio merecido de “O Bom Pastor”: Barry Fitzgerald,  Melhor Ator Coadjuvante.

Em 1946, Harold Russell, comovendo pela deficiência física, foi o Melhor Ator Coadjuvante. Na disputa, soberbos Clifton Webb (“O Fio da Navalha / The Razor’s Edge”) e Claude Rains (“Interlúdio / Notorious”).

Thelma Ritter perdeu para Josephine Hull em 1950. Atriz extraordinária, concorreu seis vezes ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Nunca ganhou.

O nosso herói Gary Cooper levou o seu segundo OSCAR em 1952. O primeiro foi merecido. O de 1952 era de Kirk Douglas (“Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful”). Lana Turner, fabulosa neste drama, nem foi indicada.

barry fitzgerald, ingrid bergman e bing crosby
samuel goldwyn, harold russell e william wyler
WILLIAM HOLDEN e AUDREY HEPBURN

A gigantesca performance de Montgomery Clift (“A Um Passo da Eternidade / From Here to Eternity”) perdeu para o simpático William Holden de “Inferno No. 17 / Stalag 17”. Ainda em 1953, Audrey Hepburn, cativante em “A Princesa e o Plebeu / Roman Holiday”, mas justiça seja feita, o OSCAR de Melhor Atriz era de Deborah Kerr.

No ano seguinte, Judy Garland (“Nasce uma Estrela / A Star is Born”) perdeu para Grace Kelly (“Amar é Sofrer / The Country Girl”). Um erro óbvio. Até a imprensa já havia anunciado a vitória de Judy antes do resultado.

william holden
audrey hepburn
grace kelly
YUL BRYNNER e ELIZABETH TAYLOR

O caricato Ernest Borgnine, em 1955, derrotou um inesquecível James Dean em “Vidas Amargas / East of Eden” e Frank Sinatra (“O Homem do Braço de Ouro / The Man With the Golden Arm”) na sua maior interpretação no cinema.

Em 1956, outro ator apenas razoável, Yul Brynner (“O Rei e Eu / The King and I”), ganhou de um elogiadíssimo Kirk Douglas: o pintor Van Gogh de “Sede de Viver / Lust for Life”. Na mesma trilha, em 1959, a vitória de David Niven não foi bem vista.

Shirley MacLaine (“Se Meu Apartamento Falasse / The Apartment”) e Melina Mercouri (“Nunca aos Domingos / Pote Tin Kyriaki”) perderam em 1960 para uma Elizabeth Taylor insossa em “Disque Butterfield 8 / Butterfield 8”. A estrela, internada num hospital, estava supostamente à beira da morte.

david niven
grace kelly e ernest borgnine
yul brynner
burt lancaster e elizabeth taylor

GEORGE CHAKIRIS e JULIE ANDREWS

Trocaram a atuação arrebatadora de Montgomery Clift (“Julgamento em Nuremberg / Judgment at Nuremberg”) pelo sem talento George Chakiris (“Amor, Sublime Amor / West Side Story”), em 1961. OSCAR de Melhor Ator Coadjuvante.

Audrey Hebpurn nem concorreu por sua contagiante atuação em “Minha Bela Dama / My Fair Lady”, em 1964. Cismaram que o papel pertencia a atriz-cantora que protagonizou o sucesso na Broadway: Julie Andrews. Ela terminou levando injustamente a estatueta de Melhor Atriz pelo êxito de “Mary Poppins / Idem”.

Nunca vi grande talento em Sidney Poitier. Seu OSCAR de Melhor Ator em 1964 é questionável. O mesmo pode ser dito sobre o prêmio de Rod Steiger em 1968. Neste ano, Roman Polanski e Mia Farrow não concorreram por “O Bebê de Rosemary / Rosemary’s Baby”. Mia jamais foi indicada, e o mereceu algumas vezes.

rita moreno, george chakiris, greer garson e maximilian schell
julie andrews
sidney poitier
rod steiger
JOHN WAYNE e LOUISE FLETCHER

Injustiça em 1969: o veterano John Wayne (“Bravura Indômita / True Grit”) vencendo Dustin Hoffman e Jon Voigt em “Perdidos na Noite / Midnight Cowboy”. Na época, o rei dos cowboys estava muito doente e finalizando sua gloriosa carreira.

Em 1974, Art Carney (“Harry, o Amigo de Tonto / Harry & Tonto”) surpreendeu ao derrotar Albert Finney (“Assassinato no Expresso Oriente / Murder on the Orient Express”), Dustin Hoffman (“Lenny / Lenny”), Jack Nicholson (“Chinatown / Chinatown”) e Al Pacino (“O Poderoso Chefão II / The Godfather Part II”). Qualquer um dos indicados bota o veterano comediante no chinelo. Glenda Jackson também não mereceu o OSCAR de Melhor Atriz deste ano.

No ano seguinte, a careteira Louise Fletcher (“Um Estranho no Ninho / One Flew Over the Cuckoo’s Nest”) venceu uma iluminada Isabelle Adjani em “A História de Adele H. / L’Histoite d’Adèle H.”. George Burns (“Uma Dupla Desajeitada / The Sunshine Boys”) foi o Melhor Ator Coadjuvante. Prêmio mais justo nas mãos de Burgess Meredith (“O Dia do Gafanhoto / The Day of Locust”).

glenda jackson
jack nicholson e louise fletcher
ROCKY e CHER

“Rocky, um Lutador / Rocky” levou as estatuetas douradas de Melhor Filme e Melhor Diretor em 1976. Na categoria filme, concorria com “Motorista de Táxi / Taxi Driver”, “Todos os Homens do Presidente / All the President’s Men”, “Esta Terra é Minha Terra / Bound for Glory” e “Rede de Intrigas / Network”. O medíocre diretor John G. Avildsen venceu Ingmar Bergman, Sidney Lumet e Alan J. Pakula. Inacreditável! 

A deslumbrante Cher, apenas simpática em “Feitiço da Lua / Moonstruck”, levou o OSCAR de Melhor Atriz em 1987. Concorria com atuações poderosas de Glenn Close (“Atração Fatal / Fatal Attraction”) e Meryl Streep (“Ironweed”).

A sofrível Mira Sorvino (“Poderosa Afrodite / Mighty Afrodite”) arrebatou o prêmio de Atriz Coadjuvante de uma densa Joan Allen (“Nixon”), em 1995.

Em 1997, Helen Hunt (“Melhor é Impossível / As Good as it Gets”) derrotou a favorita Julie Christie (“O Despertar do Desejo / Afterglkow”).


cher
helen hunt
ROBERTO BENIGNI e CATHERINE ZETA-JONES

O arrumadinho “Shakespeare Apaixonado / Shakespeare in Love” ganhou de “O Resgate do Soldado Ryan / Saving Private Ryan” e “Além da Linha Vermelha / The Thin Red Line”, em 1998. Pior ainda: Roberto Benigni (A Vida é Bela / La Vita è Bella) foi o Melhor Ator, vencendo o impecável Ian McKellen de “Deuses e Monstros / Gods and Monters”. Gwyneth Paltrow ganhou de Cate Blanchett (“Elizabeth / Idem”) e Fernanda Montenegro (“Central do Brasil”). Alguns jornais norte-americanos garantiram que “qualquer uma das indicadas merecia o prêmio, menos Gwyneth.”

Annette Benning (“Beleza Americana / American Beauty”) e Julianne Moore (“Fim de Caso / End of the Affair”) foram trocadas em 1999 por Hilary Swank (“Meninos não Choram / Boys Don’t Cry”), uma boa atriz, mas o OSCAR era de Annette (ou Julianne).

Ed Harris e Julianne Moore, ambos em “As Horas / The Hours”, não mereciam perder para Chris Cooper (“Adaptação / Adptation”) e Catherine Zeta-Jones (“Chicago / idem”), em 2002.

catherine zeta-jones
roberto benigni
gwyneth paltrow
HILARY SWANK e SANDRA BULLOCK

Annette Bening (“Adorável Júlia / Being Julia”) novamente derrotada pela mesma Hilary Swank (“Menina de Ouro / Million Dollar Baby”), em 2004. Incrível.

Em 2005, o enfadonho “Crash – No Limite / Crash” venceu “O Segredo de Brokeback Mountain / Brokeback Mountain” e a fraquinha Reese Witherspoon (“Johnny & June / Idem”) ganhou de uma sensacional Felicity Huffman (“Transamérica / idem”).

Sandra Bullock (“Um Sonho Possível / The Blind Side”), uma atriz inexpressiva, derrotou as ótimas Carey Mulligan (“Educação / Educacion”) e Helen Mirren (“A Última Estação / The Last Station”).

Existem muitos outros exemplos atrozes. Erros emblemáticos do OSCAR. Shirley Jones, Sally Field, Marlee Matlin, Matthew McConaughey etc.


sally field
shirley jones e hugh griffith
marlee matlin
matthew mcConaughey
hilary swank
reese witherspoon
sandra bullock

GRANDES intérpretes que NUNCA GANHARAM a estatueta dourada
(alguns receberam o Oscar Especial)

Lillian Gish, Charles Chaplin, Greta Garbo, Edward G. Robinson, Barbara Stanwyck, Cary Grant, Sylvia Sidney, Irene Dunne, Jean Arthur, Carole Lombard, Miriam Hopkins, Charles Boyer, Margaret Sullavan, John Garfield, Rosalind Russell, Judy Garland, Agnes Moorehead, Thelma Ritter, Clifton Webb, Deborah Kerr, James Mason, Robert Mitchum, Kirk Douglas, Jean Simmons, Robert Ryan, Eleanor Parker, Lauren Bacall, Montgomery Clift, James Dean, Steve McQueen, Alan Bates, Albert Finney, Gena Rowlands, John Hurt, Glenn Close, Judy Davis, Willem Dafoe, Sigourney Weaver, Nick Nolte, John Malkovich, Ralph Fiennes, Leonardo DeCaprio, Annette Benning, Ed Harris, Johnny Depp. Uma lista de respeito.

OSCAR ESPECIAL
charles chaplin
barbara stanwyck
cary grant e frank sinatra
deborah kerr

julie andrews

39 comentários:

As Tertúlias... disse...

Sabia que Luise Rainer nao era vienense? Era alema de Düsseldorf... (Louis B-Mayer prferiu porém fazer o Marketing como vienense). O Oscar de "The great Ziegfeld" é injustíssimo mas o de "The good Earth"... sobre esse poderíamos falar! Miss rainer ainda está viva!!!! Acho que com 97 ou 98 anos... Foi mulher do Cliff Odetts (que foi amante de Frances Farmer). Ihhh lá vou com estórias... Um abracao. Amei esta postagem!!!!!!!!

Luiz Santiago disse...

EXCELENTE resgate de memória desse arbitrário e injusto prêmio, meu amigo! O pior é que com o passar dos anos a coisa parece piorar. Li teu texto de um fôlego só, e com um misto de indignação e votos para que não volte a acontecer bizarrices assim. Agora... no ano passado aquela coisa chamada "Guerra ao Terror" ter derrotado "Avatar" (que não é assim, ESSAS COISAS, mas é BEM MELHOR que o favorito ladrão) e Sandra Bullock (aff!) ter ganho... enfim... SEM COMENTÁRIOS...

Abraço.

Sabrina Cosiuc disse...

É...na minha opinião,o Oscar é um prêmio que não deve ser levado a sério.

Kley disse...

Talvez uma das grandes injustiças tenha sido Montgomery Clift nunca ter levado o prêmio.
Em Uma Rua Chamada Pecado, Brando foi o único que não ganhou, e sua interpretação nesse filme é top.
Fiquei espantado em 1999 quando alguém anunciou no palco da Academia que Shakespeare Apaixonado ganhara de O Resgate do Soldado Ryan.
Transformers ter perdido o Oscar de efeitos especiais? Ilógico isso.
Amnésia não foi lembrado como melhor filme, daí vai e perde o prêmio de roteiro original pra um filme que de certo modo copia A Regra do Jogo do Renoir.
Valsa com Bashir de fora do Oscar de melhor animação? Absurdo.
O que Guerra ao Terror tem de tão bom pra levar 6 prêmios? E Quem Quer ser um Milionário? 8 prêmios? Me poupe.
No ano de Crash - No Limite, os outros 4 concorrentes eram infinitamente melhores.
Batman - o Cavaleiro das Trevas de fora das indicações principais? Piada.
Gigi ganhar 9 prêmios, e vencendo Gata em Teto de Zinco Quente. Eu hein!
Onde A Noviça Rebelde é melhor que Doutor Jivago? E olha que gosto muito do filme do Wise.
Os Pássaros não é indicado a filme e direção, e quando é indicado apenas a efeitos especiais, perde pra Cleópatra.
E por fim, a maior das injustiças da Academia: Cidadão Kane. Orson Welles era um gênio.

Thamara Cozzi disse...

Achei Excelente a postagem do Oscar. Só não concordo com uma coisa, em 99 a Hillary mereceu ganhar o Oscar de melhor atriz. Já viste "Meninos nao choram"? É muito triste... Pena q foi real! Fazer um papel desse não é pra qualquer um. Só de ver o filme a gnt já da uma pirada, imagina interpretrar Ne! Huhahuhahuha abraços

siby13 disse...

Excelente matéria, muito bem contada pelo amigo.
Parabéns pelo esmero e carinho com nossos talentosos astros.
Frank Borzage, o diretor é o poeta das imagens, consegue fazer de seus filmes verdadeiras poesias visuais em estado puro.

Marcelo C,M disse...

Engraçado que determinado ator ou atriz ganha Oscar por determinado filme mas o publico em geral não se lembra por qual filme, porque em alguns casos são filmes esqueciveis.
Todo mundo se lembra de Grace Kelly nos filmes do mestre do suspense como Janela Indiscreta, Ladrão de Casaca e Disque M para Matar, mas alguem se lembra por qual ela ganhou o Oscar???

Eu assisti o filme Amar é sofrer no qual ela ganhou o prêmio e sinceramente no outo dia nem me lembrava mais de como era o filme, ou seja, esquecivel.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ricardo (Tertúlias), Rainer era uma ótima atriz e realmente está fantástica em TERRA DOS DEUSES, mas não supera as outras competidoras. É a minha opinião.
Abraços,

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Thamara, vi "Meninos não Choram". Realmente é um bom filme, bastante triste e a Hillary tá bem. No entanto, acho-a forçada daí por diante. E quando tenta fazer a mulher fatal é um desastre.
Abraços

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Realmente, Marcelo, a Grace Kelly tá super bacana nos filmes de Hitchcock e também em outros (O CISNE, ALTA SOCIEDADE), mas justamente esse é bem fraquinho. Ela tá bem no filme, mas a interpretação de Judy Garland é um estouro.

Jamil disse...

Fiquei emocionado com o vídeo. Primeiro o bonito reencontro da diva com William Holden, depois Barbara Stanwyck sendo aplaudida de pé pela comunidade cinematográfica... Super merecido! Ela envelheceu muito bem, não ficou deformada como a Garbo ou a Bette Davis. Foi maravilhoso ver cenas de tantos filmes com sua presença única: “Stella Dallas”, “Adorável Vagabundo”, “As Três Noites de Eva”, “Uma Vida por um Fio”... Mesmo com uma ridícula peruca loura em “Pacto de sangue” está simplesmente genial. Um grande filme, um grande diretor e uma GRANDE ATRIZ. Tudo que Barbara fez vale a pena assistir, mesmo quando é um western menor. Já está na hora de um post exclusivamente sobre ela por aqui.

Dilberto L. Rosa disse...

Estás muito certo quanto às maiores zebras do Oscar: Art Carney, Roberto Benigni e Gwineth Paltrow estão entre as maiores atrocidades cometidas pelo Oscar, assim como Crash, Shakespeare Apaixonado e Rocky, um lutador (esse pelo menos é bom) estão entre as maiores zabras! Mas esqueceste Titanic, meu caro, o mais caro projeto naval filmado!

Já discordo de você quanto a Guerra ao Terror ser oportunista: achei-o um grande filme! Querias que ganhasse aquela troça infantilóide azul chamada Avatar?! Essa eu não entendi, meu caro...

Mas é como no Futebol (que pode ser arte, viu? Ré ré), nem sempre o melhor vence... E desta lista de injustiçados que elencaste, tem muito canastrão...

Abração e façamos nossas apostas para 2011!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Assino em baixo em tudo o que disse, Jamil. Também fiquei bastante tocado quando vi o vídeo pela primeira vez, e foi uma descoberta casual, tava em busca do Oscar especial para Lillian Gish.
Prometo que em breve Barbara estará por aqui, afinal é a minha atriz predileta (ao lado da Jennifer Jones e da Merle Oberon).
Até mais

GIANCARLO TOZZI disse...

As injustiças do Oscar não são propositais, creio. São infinitas pessoas votando – cada uma com gostos diferentes -, muito marketing, muita informação, amizades e inimizades. Eles não sabem que estão cometendo-as, e por isso todo ano tem injustiça. Aliás, em qualquer premiação, né? É difícil ser justo e certo num julgamento com tantos concorrentes de peso.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Realmente achei Guerra ao Terror uma chatice (tem o filme da mesma diretora, de ficção-científica, com o Ralph Fiennes, que acho muito bom), e eu gosto muito do gênero guerra. Também não acho uma maravilha Avatar, mas é muito mais divertido e competente, Dilberto.
E Titanic, como já disse antes, me encanta.
Tudo de bom

Rato disse...

Estas coisas dos prémios terão sempre apoiantes e detractores, dependendo em grande parte das preferências cinéfilas de cada um, que compreensivelmente defenderão sempre os seus eleitos.
É por isso que eu nunca atribuí grande importância a essas cerimónias. Valem o que valem, poderão servir de sugestão, mas em última análise só os premiados lucram (monetariamente) alguma coisa com isso. E todos sabemos como funcionam os lobbies, sobretudo em Hollywood.
Felizmente que a história do Cinema não se confunde com a história de uma qualquer Academia. E o Tempo será sempre, mas sempre, o Juiz Supremo!

Marcia Moreira disse...

Olá, Antonio.

"Avatar" não é filme para Oscar de Melhor Filme de jeito nenhum! Assino embaixo quando disseram que "Cidadão Kane" foi, e continua sendo, uma das maiores injustiças do Oscar. É que Wells pegou pesado com certas pessoas daquela época. Não engoli o Oscar da Paltrow até agora. "Shakespeare Apaixonado" ganhando de "Elizabeth" e do "O resgate do soldado Ryan"? Francamente.

Muito informativo o seu texto.

angela disse...

Uma aula sobre o Oscar bem no momento certo. Discordancias sempre teremos, mas que é uma delicia seguir a festa isso é.
Ótima postagem
beijos

Daniele Moura disse...

Antonio,
adorei o que vc escreveu sobre a Sandra Bullock hahaha! Aquela aberração de atriz não ganhou só de carey e Mirren, não: ela também ganhou de Meryl Streep! E aliás, fez brincadeiras repulsivas com ela durante toda a cerimônia. Muito nojenta esta mulher.
Mas pra mim, a pior de todas foi a de 99: A Paltrow ganhando de um time de peso que incluía Fernanda Montenegro! Eu me lembro bem de como eu torci pela Fernanda. Paltrow também ganhou de...Meryl Streep. Incrível como Meryl já foi injustiçada no Oscar. Este ano ela não compareceu a nada. Não deve aguentar mais...Mas pelo menos ela ganhou 2 vezes. E Julianne Moore que nunca ganhou nada? E Annette Benning? Nossa, são tantos os injustiçados que eu poderia ficar aqui um dia inteiro só escrevendo sobre.
Ao contrário do que você escreveu sobre Grace Kelly, olha vou te falar como experiência própria de atriz: pra mim ela é uma das piores clássicas que existem. Seu rosto era como gelo. Não tinha expressão nenhuma. Era apenas uma belíssima mulher. Costumo dizer que Grace teve a sorte de ter feito grandes filmes e de ter sido muito bem dirigida(Hitchcock), caso contrário só seria lembrada por ter se transformado em Princesa. Já a Luise Rainer era uma ótima atriz. Não acho uma aberração a vitória dela. Um outro momento péssimo pra mim, do qual eu não esqueço e que você lembrou aqui foi a Reese Witherspoon, uma das piores atrizes que existe, levar o prêmio da Academia. Ô, menina fraca, que dá dó! Muito ruim! Eu brinco muito que Reese é a atriz das 5 expressões: por que ela não tem talento pra proporcionar mais que 5 expressões horrorosas faciais. Ela, Bullock e Paltrow são páreo duro, hein! Difícil escolher quem é pior!
Um abraço

Danielle disse...

Oi, Antonio!

Não sei se rio ou se choro com esse escancaramento das injustiças da Academia de Artes Cinematográficas. O Oscar foi, é e sempre será uma palhaçada... Sem comentários as premiações desse ano... Só rindo dele, mesmo, como o fez Judy Garland ao narrar de modo pra lá de sarcástico os detalhes de quando ela perdeu o prêmio para Grace Kelly; ou então desdenhá-lo, como fez Greta Garbo ao não aparecer para receber o prêmio pelo conjunto da obra, ou como fez Brando ao mandar uma indígena de mentira para receber seu prêmio como forma de protesto (na verdade, acho que foi para gozar de Hollywood mesmo).

Muito bom o post, Antonio!

DarkNinja disse...

Outra injustiça dessa "grande" academia foi Gloria Swanson ter perdido o Oscar de Melhor Atriz em "Crepúsculo dos Deuses". E Gwyneth Paltrow ter ganho de Fernanda Montenegro é piada de mau gosto, assim como "Shakespeare Apaixonado" ter ganho de "O Resgate do Soldado Ryan". Gwyneth Paltrow é uma atriz razoável que só tem corpo. E outro equívoco foi Robert De Niro ter perdido o Oscar de Melhor Ator em "Taxi Driver". Ele dá um show de interpretação, ele que é um dos melhores, senão o melhor ator de sua geração.

Elisandra Pereira disse...

James Stewart não mereceu o Oscar por Núpcias de Escândalo e ele, inclusive, tinha plena consciência disso. Ele sempre achou que seu amigo Henry Fonda merecia ganhar a estatueta. No entanto, ele também acreditava que esse prêmio foi lhe dado porque a Academia passou em branco no ano anterior e ele perdeu o prêmio pela sua atuação como o senador Jefferson Smith em "A Mulher Faz o Homem" (1939).

Letícia Albuquerque disse...

Discordo de vc em dois momentos: quando fala que a Catherinne Zeta-Jones não merecia ganhar o prêmio e quando acha que "Crash" não merecia ter levado o Oscar. Gosto não se discute mas a Catherinne estava perfeita no filme, dando o melhor dela. Eu me desesperei quando vi entre os indicados a Meryl Streep, que para mim é um "Deus nos acuda", e eu até hoje não sei com quem ela transa lá para quase todo ano estar ali.Já Crash, desculpe mas era bem melhor que Brokebake Mountain. Saí de casa para ver esse filme induzida pelas críticas porque interesse ele não me despertou nem um pouquinho, mas confesso que quando vi o trailer achei até interessante. Dez minutos depois do filme, eu vi que meus instintos estavam certos. O filme é cansativo e entediante.Além de que, cá entre nós, mas a história de dois rapazes que vivem um amor impossível nos anos 60 é por si só um enredo que ninguém merece. Quanto a Marilyn, cá entre nós novamente. Ela era verdadeiramente uma grande atriz? Não. E vc deve saber até melhor do que eu como ela conseguiu os primeiros papéis. No filme "Os homens preferem as loiras", nem precisa ser crítico de cinema para ver que a Jane Russel é muito mais versátil. Agora a única coisa que eu lamento é que ela morreu num momento de amadurecimento artístico que foi o caso da gravação de "Something's Got to Give", o último filme que ela fez e onde notei que ela estava no auge da criatividade. Para mim injustiça, eu diria mesmo aberração foi o Adrian Brody ganhar por "O Pianista" em detrimento do Daniel Day, e outra, voltando para "Chicago", na minha opinião a Renée Zellweger era bem melhor que a Nicole Kidman, que não ganhou pq merecia mas como "prêmio de consolação"( "Boah"!) porque não tinha sido recompensada antes e quando realmente merecia. Outra injustiça "Fanny e Alexander". O Ingmar Bergman merecia ter levado o Oscar de Diretor, e "Piaf", merecia ter levado mais oscars do que levou. Desculpe é a minha opinião.

Letícia Albuquerque disse...

Discordo de vc em dois momentos: quando fala que a Catherinne Zeta-Jones não merecia ganhar o prêmio e quando acha que "Crash" não merecia ter levado o Oscar. Gosto não se discute mas a Catherinne estava perfeita no filme, dando o melhor dela. Eu me desesperei quando vi entre os indicados a Meryl Streep, que para mim é um "Deus nos acuda", e eu até hoje não sei com quem ela transa lá para quase todo ano estar ali.Já Crash, desculpe mas era bem melhor que Brokebake Mountain. Saí de casa para ver esse filme induzida pelas críticas porque interesse ele não me despertou nem um pouquinho, mas confesso que quando vi o trailer achei até interessante. Dez minutos depois do filme, eu vi que meus instintos estavam certos. O filme é cansativo e entediante.Além de que, cá entre nós, mas a história de dois rapazes que vivem um amor impossível nos anos 60 é por si só um enredo que ninguém merece. Quanto a Marilyn, cá entre nós novamente. Ela era verdadeiramente uma grande atriz? Não. E vc deve saber até melhor do que eu como ela conseguiu os primeiros papéis. No filme "Os homens preferem as loiras", nem precisa ser crítico de cinema para ver que a Jane Russel é muito mais versátil. Agora a única coisa que eu lamento é que ela morreu num momento de amadurecimento artístico que foi o caso da gravação de "Something's Got to Give", o último filme que ela fez e onde notei que ela estava no auge da criatividade. Para mim injustiça, eu diria mesmo aberração foi o Adrian Brody ganhar por "O Pianista" em detrimento do Daniel Day, e outra, voltando para "Chicago", na minha opinião a Renée Zellweger era bem melhor que a Nicole Kidman, que não ganhou pq merecia mas como "prêmio de consolação"( "Boah"!) porque não tinha sido recompensada antes e quando realmente merecia. Outra injustiça "Fanny e Alexander". O Ingmar Bergman merecia ter levado o Oscar de Diretor, e "Piaf", merecia ter levado mais oscars do que levou. Desculpe é a minha opinião.

Marcos Santos disse...

Excelente matéria meu amigo,alias como todas as do seu site.
Meus Parabéns pela qualidade !!!
Quanto ao Oscar,no meu ponto de vista,há muita politicagem envolvida...
Cito 4 atuações inesquecíveis que mereceriam a estatueta :
Gene Tierney por Amar foi Minha Ruína
Greta Garbo por Camille
Jennifer Jones por Duelo ao Sol e
Gloria Swanson por Crepúsculo dos Deuses
Posso ate ser suspeito para falar,afinal AMO as 3 primeiras e gosto muito da Gloria também,mas quem viu esses filmes como a maioria dos cinéfilos devem ter visto,devem ter na memória a lembrança dessas 4 atuações.
Um forte abraço a todos os cinéfilos de carteirinha :D

Fabiane Bastos disse...

Olá, passando por aqui para convidá-los novamente para o tradicional Bolão do Oscar do "DVD, Sofá e Pipoca". Não deixe de mandar seus palpites, e boa sorte!!! - http://goo.gl/5ZQLr8

Gabriela Syring disse...

Olha... eu adoro o James Stewart, mas ele merecia ganhar mais por Mr Smith Goes to Washington e A Felicidade não se compra(não sei se ele foi indicado esse ano), atuações super soberbas, mais que The Philadelphia Story... e o Montgomery Clift que em quase todas as suas indicações do Oscar, deu papéis super soberbos, foi impensável ele não ter ganho por A Um Passo da Eternidade(e eu gosto do William Holden)... e Julgamento em Nuremberg também...

Gabriela Syring disse...

Deborah Kerr, artista maravilhosa, também merecia muita a estaueta, The Inocents e A Um Passo da Eternidade não me deixam mentir...

Gabriela Syring disse...

Judy Garland deu tanta perfomance boa... e perdeu para a Grace... e sem contar a Rita Hayworth que nunca foi indicada ao Oscar... Emoticon unsure

Luiz Barbosa disse...

Beleza

Cefas Carvalho disse...

Excelente texto, rico em informações. E daqueles de gerar polêmicas e controvérsias, embora algumas injustiças sejam indiscutíveis.

Ricardo Leitner disse...

Mas tudo é uma questao de gosto (pessoal também), nao é verdade? A interpretacao de Luise Rainer foi para época (em "The good Earth") inovadora e revolucionária... Audrey em "lady", já a meu ver, realmente nao mereceu mesmo a nominacao que NAO recebeu... he he he...

Maria Madalena Santos disse...

E pensar que Sandra Bullock recebeu o prêmio que foi negado a Deborah Kerr, Agnes Moorehead, Telma Ritter, Irene Dunne e outras, é triste...

Lu Louise disse...

A Gwyneth deveria era ter vergonha de dizer que ganhou um Oscar. O estúdio fez uma campanha agressiva pra ela levar. Um absurdo, Cate Blanchett tava ESPLÊNDIDA em Elizabeth e deveria ter ganho naquele ano. Ainda bem que o mundo dá voltas e Cate depois da injustiça já foi agraciada com dois Oscars

Bete Nunes disse...

Muito bom, querido.

Eraldo Urano disse...

Premiação injusta foi a de 1950 de melhor atriz. Judy Holliday venceu por "Nascida Ontem", era a que menos merecia ganhar. Derrotou Bette Davis ("A Malvada"), Anne Baxter ("A Malvada"), Gloria Swanson ("Crepúsculo dos Deuses") e Eleanor Parker ("À Margem da Vida"). Quatro desempenhos extraordinários e intensamente dramáticos.

José Antonio Barbosa Barreira disse...

Hollywood erra e muito sua lista esta completa e certa Lu,Bete,Eraldo.\Parabéns pela justiça.

Marcia Moreira disse...

Minha maior injustiça foi Ruby Stevens, mais conhecida como Barbara Stanwyck. Pronto, falei.

Gizele Barbosa disse...

Lembro de ter visto algumas dessas injustiças, mas na minha opinião, uma atriz que nunca mereceu algum premio é Gwyneth Paltrow, ô mulher sem expressão, sem talento, sem graça, nem beleza ela tem.