maio 25, 2012

**************** NO TEMPO DOS COWBOYS


kirk douglas em "homem sem rumo / man without a star" (1955), de king vidor
Houve um tempo em que o espírito do Oeste era o próprio espírito norte-americano, quando partir em uma diligência ou a cavalo era uma experiência arriscada. Tempo em que o bom e velho faroeste, espinha dorsal do cinema hollywoodiano, atraía multidões com suas aventuras de tirar o fôlego, trilhas sonoras cheias de entusiasmo e histórias simples, no qual o bem triunfa e o mal é punido. Com regras imutáveis – por exemplo, o mocinho-COWBOY defende a lei e o vilão está contra ela; o saloon como ponto de discórdias ou ajustes de contas; a bela garota libertina que canta e encanta; o duelo como clímax da ação etc. -, popularidade e sucesso financeiro, muitos desses filmes foram feitos sob duras condições, devido a falta de recursos. No entanto, nomes como Tom Mix (um astro internacional milionário), Buck Jones (que morreu queimado), Hoot Gibson, Ken Maynard, Gene Autry, Hopalong Cassidy ou o belo Roy Rogers (e seu bravo alasão Trigger), sempre com a mesma personalidade em todas as fitas, disputavam com as maiores estrelas a preferência do público.

Os cativantes COWBOYS transmitem honestidade e realismo, enfrentando com vigor a crueldade nua e crua do Oeste. Muitas vezes não há espaço para a compaixão. Felizmente, têm parceiros adoráveis, caras atrapalhados (ou não, caso de Montgomery Clift em “Rio Vermelho /  Red River”, 1948, ou Jeffrey Hunter em “Rastros de Ódio / The Searchers”, 1956), de todas as formas e tamanhos (interpretados, entre outros, por Walter Brennan, Ward Bond, Thomas Mitchell, Edgar Buchanan ou Andy Devine). Seguindo seu galope e tiroteios sem sangue de antigamente até os espetáculos violentos dos bang-bangs mais recentes, o que encontramos é uma inocência perdida, de uma época que morreu dezenas de vezes mas se recusa a ser enterrada, como confirmam os cinéfilos apaixonados pelo gênero – estou entre eles - e os blogues: 

de Paulo Néry
de Edelzio Sanches

Provando que o faroeste nunca desapareceu, relembro heroicos COWBOYS do cinema.

ALAN LADD
(1913-1964)

Principais Faroestes:

O ÚLTIMO CAUDILHO (Red Mountain, 1951), de William Dieterle; OS BRUTOS TAMBÉM AMAM (Shane, 1952), de George Stevens; HOMENS DAS TERRAS BRAVAS (The Badlanders, 1958), de Delmer Daves.

AUDIE MURPHY
(1925-1971)

Principais Faroestes:

ONDE IMPERA A TRAIÇÃO (The Duel at Silver Creek, 1952), de Don Siegel; A PASSAGEM DA NOITE (Night Passage, 1957), de James Neilson; O PASSADO NÃO PERDOA (The Unforgiven, 1960), de John Huston.

GARY COOPER
(1901-1961)

Principais Faroestes:

JORNADAS HEROICAS (The Plainsman, 1936), de Cecil B. DeMille; MATAR OU MORRER (High Noon, 1952), de Fred Zinnemann; O HOMEM DO OESTE (Man of the West, 1958), de Anthony Mann.

GLENN FORD
(1916 – 2006)

Principais Faroestes:

MULHERES EM PERIGO (The Secret of Convict Lake, 1951), de Michael Gordon; UM PECADO EM CADA ALMA (The Violent Men, 1955), de Rudolph Maté; GALANTE E SANGUINÁRIO (3:10 to Yuma, 1957), de Delmer Daves.

GREGORY PECK
(1916-2003)

Principais Faroestes:

CÉU AMARELO (Yellow Sky, 1949), de William A. Wellman; ESTIGMA DA CRUELDADE (The Bravados, 1958), de Henry King; DA TERRA NASCEM OS HOMENS (The Big Country, 1958), de William Wyler.

HENRY FONDA
(1905-1982)

Principais Faroestes:

CONSCIÊNCIAS MORTAS (The Ox-Bow Incident, 1943), de William A. Wellman; PAIXÃO DOS FORTES (My Darling Clementine, 1946), de John Ford; ERA UMA VEZ NO OESTE (C’era uma Volta Il West, 1968), de Sergio Leone.

JAMES STEWART
(1908-1997)

Principais Faroestes:

WINCHESTER`73 (Idem, 1950), de Anthony Mann; E O SANGUE SEMEOU A TERRA (Bend of the River, 1952), de Anthony Mann; O PREÇO DE UM HOMEM (The Naked Spur, 1953), de Anthony Mann.

JOEL McCREA
(1905-1990)

Principais Faroestes:

ALIANÇA DE AÇO (Union Pacific, 1939), de Cecil B. DeMille; BUFFALO BILL (Idem, 1944), de William A. Wellman; PISTOLEIROS DO ENTARDECER (Ride the High Country, 1962), de Sam Peckinpah.

JOHN WAYNE
(1907-1979)

Principais Faroestes:

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (Stagecoach, 1939), de John Ford; RIO VERMELHO (Red River, 1948), de Howard Hawks; RASTROS DE ÓDIO (The Searchers, 1956), de John Ford.

KIRK DOUGLAS
(nasceu em 1916)

Principais Faroestes:

EMBRUTECIDOS PELA VIOLÊNCIA (Alon the Great Divide, 1951), de Raoul Walsh; RIO DA AVENTURA (The Big Sky, 1952), de Howard Hawks; SEM LEI E SEM ALMA (Gunfight at O.K. Corral, 1957), de John Sturges.

RANDOLPH SCOTT
(1898-1987)

Principais Faroestes:

OS CONQUISTADORES (Western Union, 1941), de Fritz Lang; SETE HOMENS SEM DESTINO (Seven Men from Now, 1956), de Budd Boetticher; O HOMEM QUE LUTA SÓ (Ride Lonesome, 1959), de Budd Boetticher.

RICHARD WIDMARK
(1914-2008)


Principais Faroestes:

CÉU AMARELO (Yellow Sky, 1949), de William A. Wellman ; A ÚLTIMA CARROÇA (The Last Wagon, 1956), de Delmer Daves; DUELO NA CIDADE FANTASMA (The Law and Jake Wade, 1958), de John Sturges.

ROBERT MITCHUM
(1917-1997)

Principais Faroestes:

SUA ÚNICA SAÍDA (Pursued, 1947), de Raoul Walsh; PAIXÃO DE BRAVO (The Lusty Men, 1952), de Nicholas Ray; DOMINADOS PELO TERROR (Track of the Cat, 1954), de William A. Wellman.

ROBERT TAYLOR
(1911-1969)

Principais Faroestes:

GENTIL TIRANO (Billy the Kid, 1941), de David Miller; A ÚLTIMA CAÇADA (The Last Hunt, 1956), de Richard Brooks; DUELO NA CIDADE FANTASMA (The Law and Jake Wade, 1958), de John Sturges.

ROCK HUDSON
(1925-1985)

Principais Faroestes:

IMPÉRIO DO PAVOR (Horizons West, 1952), de Budd Boetticher; BANDO DE RENEGADOS (The Lawless Breed, 1953), de Raoul Walsh; O ÚLTIMO PÔR-DO-SOL (The Last Sunset, 1961), de Robert Aldrich.

STERLING HAYDEN
(1916-1986)

Principais Faroestes:

MULHER DE FOGO (Take Me to Town, 1953), de Douglas Sirk; JOHNNY GUITAR (Idem, 1954), de Nicholas Ray; REINADO DE TERROR (Terror in a Texas Town,1958), de Joseph H. Lewis.

WILLIAM HOLDEN
(1918-1981)


Principais Faroestes:

GLORIOSA VINGANÇA (Texas, 1941), de George Marshall; A FERA DO FORTE BRAVO (Escape from Fort Bravo, 1953), de John Sturges; MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (The Wild Bunch, 1969), de Sam Peckinpah.


57 comentários:

João Roque disse...

O cow-boy perfeito talvez tivesse sido John Wayne, mas há casos pontuais de que eu gosto mais, e dou como exemplo, o Gary Cooper em "O Comboio apitou três vezes".

Enaldo disse...

Com exceção de um ou outro filme de John Ford e Sérgio Leone, faroeste é um gênero que não me cativou. É americano demais para mim.

Suzane Weck disse...

Que beleza,desde pequena que gosto de filmes de cowboy,e das belas trilhas sonoras que deixaram suas marcas registradas em vários deles daquela saudosa época.Passando para matar as saudades e deixar meu grande abraço junto com um belo fim de semana.

Anônimo disse...

Adorei o post.
John Wayne em Rastros de òdio está embátivel neste genero. Belo filme de John Ford.
E as garotas?Crawford em Johnny Guitar e Doris Day em Ardida como Pimenta estão ótimas.
abs
Marco Antonio

Bússola do Terror disse...

Bom, dos atores que você destacou aí eu acho que o Randolph Scott foi o mais marcante (ou, certamente, pelo menos um dos mais marcantes) dessa área.
No Brasil, o Alex Prado tentou seguir os passos desses filmes, produzindo uma espécie de faroeste abrasileirado com seu personagem Gregório. Mas faroeste no Brasil fica uma coisa um pouco deslocada no tempo e no espaço, né? Acho que por isso os filmes dele não se tornaram tão conhecidos do grande público. Inclusive, tentando chamar a atenção do público pra salvar esses faroestes brasucas que ele produziu, ele teve que reeditar alguns desses filmes acrescentando cenas pornô no meio deles. Mas não sei se isso foi uma boa ideia, porque essas cenas pornô eram feitas com atores e atrizes que não apareciam no resto do filme. Então, fica uma maluquice, né? Você tá vendo o filme que segue o estilo faroeste, aí do nada entra uma cena de sexo de verdade que não tem nada a ver com o resto da história, e aí do nada o faroste volta!
Será que ele realmente ´salvou` os faroestes dele com essa tática?

Maurici Scarpari disse...

vendo essas imagens...que saudades de Cinemin!!!!

Darci Fonseca disse...

O Falcão Maltês com seu olho de águia dando um rasante sobre o Monument Valley e arredores. Obrigado Antonio, pela lembrança. Darci Fonseca - WESTERNCINEMANIA

Adecio Moreira Jr. disse...

É estranho notar que hoje em dia os filmes de faroeste perderam completamente o espaço. Ao menos, vez ou outra, surgem alguns revivals, principalmente os feitos pelos irmãos Coen.

Rodrigo Duarte disse...

Independente da forma como nos dirigimos aos "westerns", normalmente os reduzindo a um mero gênero cinematográfico, uma grande parte deles resultaram em grandes filmes (gigantes até). Parece-me existir um certo preconceito em relação a eles (misturado com um pouco de desinteresse da parte do público, muito bem pontuado pelo comentário do Enaldo, "é muito americano pra mim") além de questões relativas a valores defendidos(ética, honestidade, companheirismo, etc.) que infelizmente andam fora de moda.

Mario Salazar disse...

No veo a Gregory Peck ni a Hudson como cowboys, creo que no encajan, Steward tampoco en mi apreciación pero en el hombre que mató a liberty valance lo hace estupendo, el mejor western que ha existido, y es que justo hace de hombre que trae la civilización, que no va con la rudeza de los cowboys. Wayne es perfecto como cowboy, medio panzón y natural, lo veo uno de los grandes del género sin duda y no solo por su fama. Otro que has olvidado es Clint Eastwood, un maestro del western. Un abrazo.

Ligéia disse...

Olá, Antonio. Não posso deixar de comentar a beleza do seu texto. Claro que todos seus textos são belos, mas sempre há os que me atraem mais.
Como sempre digo, te ler é aprender tudo sobre cinema.
Os faroestes, ou westerns, são deliciosos de se ver. Ainda na semana passada vi "Por um punhado de dólares".

um abraço pra você.

Leandro Afonso disse...

Contando que John Wayne é um caso à parte, particularmente gosto um bocado de Henry Fonda. E senti falta de Eastwood, embora ele seja mais novo e filho de Leone, o que o tornaria neto de Ford/Wayne. Que acha dos Spaghetti, Antonio?

Agora, com o tema como gancho, que acha de falar das mulheres do western?

Alexis Smith Beraldo disse...

obaaa...filme de mocinho, rs

Paulo Néry - Editor disse...

Nahud, uma ótima retrospectiva, bela reminiscência destes mocinhos do gênero. Os melhores sem dúvida foram Randolph Scott, Audie Murphy (que amanha, dia 28 de maio, celebram 41 anos de seu falecimento num desastre aéreo, e sua memória nos EUA é mais homenageada como Herói de Guerra que foi do que como ator), Robert Taylor, Gary Cooper, e Robert Mitchum, entre outros.

Mas sem dúvida, John Wayne foi o Líder.

M. disse...

Quando era criança assistia com meu pai aos filmes de Cowboys. Eu me divertia, mas depois achava que era tudo a mesma coisa. Vendo que é um gênero à parte e com atores inesquecíveis, tiro o meu chapéu.

Felipe Rocha disse...

Nunca fui mto fã de western. Mas não tinha como não prestigiar esse segmento com ícones como Fonda, Douglas e Wayne!!! Destacando tb Eastwood que fazia perfeitamente seus personagens!

O Cinéfilos está comemorando 1 ano de existência!!! Passe por lá pra dar aquela força!!

http://cinefilosdeplantaobr.blogspot.com

Edivaldo Martins disse...

GRANDE TRIBUTO!

railer disse...

faltou falar de banzé no oeste e também do recente rango! rs

Júllio Machado disse...

Cara esses clássicos de bang-bang é ímpar. Deveriam fazer novas reconceituações de filmes como o"O Dolar Furado"; "A Marca da Forca", Sete Homens e um Destino e assim vai.
Abraços!

Gilberto Carlos disse...

Confesso que há alguns anos tinha preconceito com o faroeste, mas depois de assistir a filmes maravilhosos como Matar ou morrer e Rio Vermelho isso passou. Hoje adoro o gênero e ainda tenho muitos clássicos a conhecer. Adorei a sua lista com os maiores astros do gêneros e seus filmes mais importantes.

Marcelo C,M disse...

O gênero do faroeste foi tão filmado, mas tão filmado, que se desgastou a tal ponto, que mesmo lancem atualmente um filme ou outro desse gênero, é apenas uma imagem pálida da era de ouro que esses filmes tinham. Era os filmes de aventura de antigamente que lotavam os cinemas, algo parecido que acontecem atualmente com os Super Heróis de HQ que são transportados para o cinema. Portanto, não me surpreenderia desse ultimo, a sua formula secar, de tão usada que está sendo.

Ruby disse...

Os cowboys, porém nenhum foi tão cowboy quanto John Wayne, mas outros também marcaram.
Gary Cooper em matar ou morrer me agradou muito, Gregory Peck, com sua beleza, mas western não é bem meu
gênero, agora Rock Hudson, definitivamente, não imagino em tal papel, prefiro as comédias com Doris Day (adoro). Como sempre, temas maravilhosos e posts bem completos.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

João Roque, os meus cowboys do coração são Henry Fonda, Gary Cooper, Robert Mitchum e Glenn Ford. Qualquer faroeste com eles vale o preço do ingresso. São sensacionais, dão veracidade à história contada. Na direção, fico com Anthony Mann e Howard Hawks.
Abração e Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ah, Enaldo, que pena... Você já viu RIO VERMELHO, de Hawks, ou O PREÇO DE UM HOMEM, de Mann? e os clássicos DA TERRA NASCEM OS HOMENS ou OS BRUTOS TAMBÉM AMAM? São grandes filmes. Arrisque, caro amigo.
Abração!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Suzane. Também sou fã de western desde menino, à beira da tevê. Esse gênero exalta a trilha sonora. São espetaculares, vibrantes, épicas. Como você disse, são belas.
Abraços

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Marco Antonio, Wayne é o papa do western. Não há como negar. Tem o seu melhor momento como ator na obra-prima RASTROS DE ÓDIO. Faz um personagem de grande força dramática. O Anti-herói.
Gostei do tema "garotas do faroeste". A Crawford, a Doris, Shirley MacLaine, Virginia Mayo, Barbara Rush, Rhonda Fleming, Yvonne De Carlo... São inúmeras... São belíssimas!
Aguarde post
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Bússola do Terror, considero Randolph Scott um mocinho dos bons. Tem categoria, segurança em cima de um cavalo e fez ótimos faroestes sob o comando de Budd Boetticher.
Já Alex Prado, desconheço. É a primeira vez que ouço falar. Que interessante. Sei da existência do "faroeste nacional", mas nunca vi seus filmes. Um tema curioso.
Abração!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Maurici, a saudosa CINEMIN valorizava o western com maestria em belas matérias. Guardo algumas delas no meu baú de preciosidades...rs.
Abração

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Você merece, Darci. O seu blog WESTERNCINEMANIA é irresistível. Um belo trabalho. Um tributo refinado ao western. Parabéns.
Grande abraço

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Verdade, Adecio, depois do sucesso do "western-spaghetti" o gênero praticamente desapareceu das telas. Mas quando surge, repentinamente, provoca impacto. O PORTAL DO PARAÍSO, DANÇA COM LOBOS, OS INTOCÁVEIS, SILVERADO, CAVALGADA COM O DIABO, DEAD MAN, BRAVURA INDÔMITA... São maravilhosos. Vamos ver o que vem por aí.
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Belo comentário, Rodrigo. Acertou no alvo. O preconceito existe desde sempre, começando na própria indústria cinematográfica que sempre tratou o faroeste como um gênero de segunda categoria. A Academia de Cinema, com raras exceções, sempre esnobou o gênero. Por exemplo, John Ford nunca ganhou Oscar por um faroeste. Só foi premiado em dramas, excelentes, óbvio, mas o mestre dirigiu principalmente grandes faroestes, inesquecíveis.
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Mario, o Gregory Peck fez ótimos faroestes. E ele se destaca, passa confiança. DUELO AO SOL, CÉU AMARELO, O MATADOR, ESTIGMA DA MALDADE (obra-prima!)...Rock Hudson também está bem nos faroestes que fez com os grandes Raoul Walsh, Anthony Mann, Budd Boetticher e Douglas Sirk. Embora eu prefira mocinhos mais maduros, com semblante de muitas histórias em terras selvagens. Clint Eastwood é muito bom, emblemático. Mas não fui além dos anos 50.
Abração!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Ligéia. Fiquei feliz com seu comentário carinhoso.
POR UM PUNHADO DE DÓLARES é um clássico imperdível. Sergio Leone seduz com seu talento épico. Tá aí um tema interessante: o cinema épico de Leone. Vou anotar.
Abraço bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Leandro, o "western-spaghetti" não me entusiasma, quase sempre me parece "fake", muitas vezes tosco. Mas gosto muito dos faroestes de Sergio Leone e de um ou outro filme do gênero, tipo O VINGADOR SILENCIOSO, DJANGO ou O DÓLAR FURADO.
A sugestão "garotas de faroeste" já está anotada, caro amigo. Fica uma dúvida: castas ou libertinas? Ou é melhor misturá-las?
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Paulo Néry, o Audie Murphy nunca me convenceu como mocinho. Mas não posso julgá-lo. Vi dois ou três faroestes seus na tevê, e faz tempo. Talvez precise conhecer melhor o seu trabalho. Assisti recentemente O AMERICANO TRANQUILO e O PASSADO NÃO PERDOA, filmes em que ele é literalmente engolido por seus colegas de elenco.
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

É um gênero encantador, M. Grandes atores, coadjuvantes perfeitos, atrizes carismáticas, paisagens de sonho e muita emoção. Claro que muitos faroestes são banais, rasteiros, feitos em série, mas isso acontece em qualquer gênero. O importante é ficar de olho nos faroestes dirigidos por excelentes diretores, alguns deles verdadeiros especialistas.
Abraço bom,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Parabéns, Felipe. Vou aparecer ainda hoje no CINÉFILOS.
Abração!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gosto dos dois, Railer. São criativos e super divertidos.
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também sou a favor de remake, Júlio. Acho que valoriza o original, reacende a chama. Aconteceu recentemente com BRAVURA INDÔMITA, dos irmãos Coen. Muito gente depois de vê-lo procurou o clássico de John Wayne. Eu sou um deles.
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Eu comecei criança, Gilberto. Assistindo faroeste na tevê ao lado de meu pai. Ele era fanático pelo gênero. Lia até romances e gibis sobre o tema. MATAR OU MORRER é Gary Cooper, principalmente. O filme impressiona de imediato, desde a inesquecível abertura. RIO VERMELHO eu não me canso de rever. E sempre me faz bem.
Abração,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Marcelo, percebo que a "fórmula" cinematográfica Super Heróis de HQ caminha para o abismo. Tá cada vez pior, comprometendo um possível futuro.
Cumprimentos cinéfilos!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Ruby. Também prefiro Rock em comédias, sua parceria com Doris Day é perfeita, mas ele também hipnotiza o público como mocinho de faroestes.
Abraço bom,

Alexandre Laurence disse...

prezado escritor, gostaria de conhece-lo e seu trabalho também. Também sou escritor em Natal. Muito bom o seu blog. Abraço.

Márcio Sallem disse...

Achei curiosa a omissão de O Homem que Matou o Facínora. Além de contar com James Stewart e John Wayne, presentes na lista, também é dirigido por John Ford.

Meu amigo não gosta? Ou não o considera exatamente um faroeste clássico?

disse...

Assisti a vários faroestes ultimamente e é um gênero que, além de me agradar muito, tem vários nomes indissociáveis. Meus favoritos são Kirk Douglas e Henry Fonda, respectivamente em "O Duelo" e "Sangue de Herói".
Abraços!

tozzi disse...

Adoro o Kirk Douglas como mocinho. Durão como ele só. Muito bom o post, Falcão!

Brenda Rosado disse...

E as mocinhas, Nahud? Seria legal algo assim como "Garotas Bang Bang!". E não se esqueça da Claire Trevor.
Beijos

Nasser disse...

Senti falta do Anthony Quinn, Burt Lancaster e John Payne. Mas a lista está muito boa. Eu não perco um western com o Richard Widmark. Assisti A Última Carroça umas três vezes. Agora ninguém merece o Robert Taylor como cowboy. Ele é cheio de caras e bocas.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Obrigado, Alexandre. Vamos marcar um bate-papo.
Abraços,

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Márcio, realmente O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA não é um dos faroestes que mais gosto. Nunca entendi porque é tão venerado. Prefiro outros de Ford.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Exato, Tozzi, o Kirk Douglas tem personalidade. Ele está muito bom em EMBRUTECIDOS PELA VOLÊNCIA, clássico tenso do mestre Walsh.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Já estou preparando o post sobre as "mocinhas", Brenda. Claro que não esquecerei da ótima Claire Trevor, se bem que ela nunca foi uma mocinha típica.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Todos os citados por vc merecem estar nesta lista, Nasser. O Lancaster de SEM LEI E SEM ALMA ou de O PASSADO NÃO PERDOA é brilhante.
Cumprimentos cinéfilos!

Jamil disse...

O Audie Murphy era péssimo. Não convencia ninguém com aquela cara de menino bobo.

Lemarc disse...

Nahud,

...Filmes que são parte inamovível do cinema, embora muitos ditos modernos sequer saibam ou reconheçam isso.
Bacana o registro!

Lemarc

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Também não gosto de Audie Murphy, Jamil. Não me convence como durão.

Nogueira disse...

Um trabalho,que fica para a posteridade!Parabéns,pois quisera eu,te-lo feito tão bem.Desde 1963,ao ver nas Matinés de Domingo,filmes e seriados,de mocinhos e bandidos,presentes neste belo quadro de memórias,adotei o gênero como o meu preferido. Como tudo que é belo,não significa eternidade,mas ,em nossas arquivos mentais,serão perenes!Obrigado!